"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016
Ainda os e-mails sobre Rui Moreira

Lembram-se dos famosos e-mails sobre Rui Moreira que nos inundaram as caixas de correio electrónico há umas semanas?... Pois há novidades... e a vereadora socialista Carla Miranda diz que "é de loucos" associar o PS a estes e-mails.

Eu cá também não acredito em bruxas, mas que las hay, las hay. 

Rui Moreira os famosos emails Nov2016.jpg



Publicado por Tovi às 09:27
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016
Restauração da Independência Nacional

Miguel de Vasconcelos aa.jpg

No dia em que se comemora a Restauração da Independência Nacional dou comigo a pensar que ainda há cá pelo Norte muitos que deviam levar o mesmo destino do Miguel de Vasconcelos, arremessado da janela do Paço Real de Lisboa pelos conjurados no 1º de Dezembro de 1640. Sendo sabido que as actuais vendas de bens ao exterior das empresas com sede na Região Norte representam perto de 20 mil milhões de euros, ou seja, 38,8% do total das exportações do país, é seguramente esta a altura de regressarmos à luta pela Regionalização, para mal dos pecados dos centralistas do Terreiro do Paço.



Publicado por Tovi às 13:56
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016
Os Reis de Espanha no Porto

Reis de Espanha ag.jpg

Teve enorme significado político, no meu entender, a visita oficial a Portugal dos Reis de Espanha ter começado na Cidade Invicta. E isto temos que agradecer a Marcelo Rebelo de Sousa. Pode o Presidente da República ter a certeza que não esquecemos.



Publicado por Tovi às 08:06
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 29 de Novembro de 2016
Diplomacia económica na visita dos Reis de Espanha

Reis de Espanha ad.jpgHoje é dia do edil da Cidade Invicta mostrar aos Reis de Espanha o que de bom se faz no Porto, ao nível tecnológico e científico, marcando assim a agenda da “diplomacia económica” de Rui Moreira nesta visita oficial de Felipe VI e Letizia a Portugal. Pelas 10h45, o casal real deverá chegar às instalações da UPTEC, o parque tecnológico da Asprela integrado na Universidade do Porto, onde se concentram várias startups, assim como um polo de indústrias criativas. Seguirá depois para o I3S, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, projecto tão acarinhado por Sobrinho Simões. A visita ao Porto terminará com um almoço que será “um acto de diplomacia económica” do presidente da Câmara, Rui Moreira. A convite do autarca portuense, os Reis de Espanha almoçarão, no Palácio da Bolsa, com vários empresários, prosseguindo o esforço que aquele tem feito de fomentar o intercâmbio de negócios com outras nacionalidades.



Publicado por Tovi às 09:10
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016
Visita de Estado a Portugal dos Reis de Espanha

Reis de Espanha ab.jpgFelipe VI e Letizia iniciam hoje no Porto a visita de Estado a Portugal com uma sessão solene nos Paços do Concelho, seguindo-se um jantar oficial oferecido pelo Presidente da República no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães. Amanhã, 29 de Novembro, os Reis de Espanha terão um programa diversificado na cidade do Porto, com uma visita à colecção Miró na Fundação Serralves e à Universidade do Porto, para conhecerem o Parque de Ciência e Tecnologia (UPTEC) e o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S). Haverá ainda um almoço com empresários, a convite do Presidente da Câmara Municipal do Porto, no Palácio da Bolsa. Após este almoço, os Reis de Espanha seguirão para Lisboa, para serem recebidos em sessão solene nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se um jantar oferecido pelo Primeiro-ministro no Palácio das Necessidades. No dia 30 de Novembro, os Reis de Espanha serão recebidos em São Bento pelo Primeiro-ministro, seguindo depois para a Assembleia da República para participar numa sessão solene em sua honra. O programa inclui ainda uma recepção à comunidade espanhola na Embaixada de Espanha em Lisboa e uma visita à Fundação Champalimaud.

 

  Comentários no Facebook

«Gonçalo Graça Moura» >> Receber os reis para jantar numa falsificação histórica parece-me demasiado pindérico até para quem já presidiu a fundação da Casa de Bragança...

«David Ribeiro» >> "Completar o que se não conhece, inventando, é atentar contra a arte, contra a verdade histórica (…) desnaturá-las para ficarem muito compostas e completas, fazendo-se novo onde nada existia ou existia diferentemente é um crime”, disse o mestre Marques da Silva em Maio de 1934 sobre o projecto de “restauro” do Paço dos Duques de Bragança em Guimarães.



Publicado por Tovi às 07:02
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 27 de Novembro de 2016
Boavista 0 – 1 Sporting

11J - Boavista 0 x 1 Sporting.jpg

Então a Lagartagem não conseguiu mais do que um a zero com a Pantera?... E nós não só tínhamos sete baixas na equipa base Axadrezada para este jogo da 11ª jornada da Liga NOS 2016/17, como ainda nos calhou um árbitro que não viu, ou não quis ver, o lance ao minuto 82 em que Rui Patrício entrou na baliza com a bola nas mãos.

Força Boavista!...

 

  Comentários no Facebook

«Jorge Saraiva» >> Digamos que, humanamente, não conseguiu ver (o golo que não foi validado). Engraçado, estive no Bessa e saí de lá com a convicção de que o Boavista tinha jogado não só com 11, também com os suplentes e ainda com a sorte dos postes.

 

  Belenenses 0 - 0 Porto

Pois é!... Mas quando eu digo aos meus amigos adeptos daquele clube ali junto de Rio Tinto, que está na hora de mudarem tudo de alto a baixo na grande instituição do futebol portuense, vêm logo com a lengalenga que nós Axadrezados temos é dor de cotovelo e que devíamos estar era na segunda. Eu sou do BOAVISTA mas como nortenho fico triste com tanta falta de qualidade no F.C.Porto.

 

  Classificação após 11º jornada

1º - Benfica c/ 29 pontos
2º - Sporting c/ 24 pontos
3º - Braga c/ 23 pontos
4º - F.C.Porto c/ 22 pontos
11º - Boavista c/ 13 pontos
18º - Moreirense c/ 8 pontos



Publicado por Tovi às 08:50
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sábado, 26 de Novembro de 2016
Morreu Fidel Castro

Fidel de Castro aa.jpg

Morreu Fidel Castro, líder incontestado de Cuba, uma das figuras que marcaram o Século XX.

Requiescat In Pace

 

   Relato de uma vida histórica (in Expresso)

Fidel Castro 1926-2016

Era Fidel Castro uma criança e desconhecia por que razão, no recreio do Colégio de La Salle, em Santiago de Cuba, lhe chamavam "porco judeu". Na católica Cuba dos anos 1930, era assim que era denunciado quem não fosse batizado. Era o caso de Fidel, filho do galego Ángel Castro, um latifundiário próximo da United Fruit Company - a açucareira norte-americana que empregava meia Cuba -, e de Lina, criada de Ángel na sua quinta de Manacas.
Fidel nascera a 13 de agosto de 1926, em Biran, e era o terceiro filho dessa relação proibida. As duas famílias de Ángel Castro - casado perante Deus e a lei com a professora primária Maria Luisa Argota - causavam falatório nas redondezas. Para se defender no processo de divórcio interposto pela mulher, D. Ángel envia os filhos bastardos para Santiago de Cuba, onde nunca ninguém ouvira falar dos Castro. Nessa semi-clandestinidade, o pequeno Fidel cede à sensação de abandono. Na escola, as notas são uma catástrofe e o comportamento uma calamidade. Torna-se insolente, recusa a autoridade e é açoitado amiúde.
A 19 de janeiro de 1935, é finalmente batizado na Catedral de Santiago. O pai não está presente e o registo de batismo não o refere. No papel, Fidel já não era um pária, mas o reconhecimento paterno apenas surgiria aos 17 anos de idade, já D. Ángel se tinha casado com Lina. Só então, Fidel passa a usar o apelido do pai.
No ambiente de estudo e recolhimento proporcionado pelos colégios jesuítas, Fidel parece desabrochar. Torna-se um aluno exemplar e o primeiro em todos os desportos. Aos 14 anos, num inglês básico, escreve uma carta ao "amigo" Franklin Roosevelt, pedindo-lhe uma nota de 10 dólares, porque "gostaria de ter uma". Propõe-lhe, também, uma visita guiada às minas de ferro de Mayari. O Presidente dos Estados Unidos nunca respondeu.
Em 1945, após assistir ao fim da II Guerra Mundial, Fidel inscreve-se em Direito na Universidade de Havana, que se distinguia pela politização dos seus alunos. Após a disciplina jesuíta, ele mergulha na desordem. Tomada por estudantes nacionalistas e revolucionários, que idolatram José Martí, o herói da independência cubana, a universidade está em brasa. Fidel percebe que o mundo dos discursos, dos murros e das armas à cintura está talhado para si.

A "ovelha negra" da família
Cinquenta anos após a independência formal (1902), Cuba continua sob tutela dos Estados Unidos. Para Fidel, que chefia as Juventudes Ortodoxas, uma formação social-democrata, só uma "revolução profunda" libertaria o povo das frustrações provocadas pelas injustiças sociais. Depois de viajar pela Venezuela, Panamá e Colômbia, apercebe-se que o ódio ao domínio neocolonial norte-americano não é exclusivo dos cubanos. À luz desse antiamericanismo, os comunistas já não lhe parecem os monstros sedentos de sangue que os padres jesuítas e o pai lhe tinham descrito.

Antes, pareciam ser os únicos com sentido de disciplina e capacidade para organizar um exército capaz de enfrentar ditadores. Mas em Cuba, o Partido Comunista era ultraminoritário, sem representatividade nas universidades nem influência no sindicato operário. E os cubanos nem sequer simpatizavam com a União Soviética.
Fidel vive com o dinheiro que o pai lhe manda. As raparigas amedrontam-no e fazem-no corar, mas, a 12 de outubro de 1948, casa com Mirta Díaz Balart, uma estudante de Filosofia oriunda de uma família influente. D. Ángel não comparece à cerimónia nem à festa no American Club, sentido com a rebeldia do filho. Fidel não se empenha nos estudos, é a vergonha da família. Ainda assim, o patriarca aceita financiar a lua-de-mel... nos Estados Unidos.
Em Miami e Nova Iorque, Fidel deslumbra-se com o urbanismo galopante e a densidade do tráfego automóvel, choca-se com a falta de pudor dos jovens casais que se beijam em público e perde-se nas livrarias. Compra "O Capital" de Karl Marx e interroga-se como um país tão profundamente anticomunista permite a venda de obras que apelam à destruição do sistema capitalista. Fica com a sensação que o "american way of life" resulta da pilhagem dos pobres pelos ricos: se os americanos têm frigoríficos, arranha-céus, Cadilacs e devoram "corn flakes", devem-no à espoliação dos povos da América do Sul pelas suas multinacionais. O anti-imperialismo é o motor que faz Fidel mover.
De regresso a Havana, o casal instala-se num hotel. Mirta retoma os estudos e Fidel as atividades no Partido Ortodoxo. A política causa-lhe dependência e, em poucos meses, a mulher está só. Fidel intima-a a recusar tudo o que é oferecido pelos Dias Balart. Não quer sentir-se "comprado". Para alimentar o filho - Fidelito, nascido a 1 de setembro de 1949 -, Mirta pede dinheiro aos amigos. Aos poucos, Fidel torna-se agressivo, mesquinho e quase tirânico. O seu espírito de missão tudo transcende. Vive unicamente para o povo cubano. Foi alvo de um chamamento.
Em setembro de 1950, ele conclui o curso, mas não consegue uma bolsa de estudo para ir para os Estados Unidos e preparar a revolução "nas entranhas do monstro". Abre um escritório na capital, no n.º 57 da Rua Tejadillo, e põe-se à prova. Após ser preso durante uma manifestação estudantil, assume a sua defesa. Pede uma toga emprestada e, na sala de audiências, organiza uma coleta para pagar a caução. É absolvido.

Do "Granma" à "sierra"
A 11 de março de 1952, após liderar o assalto ao campo militar de Columbia, centro de operações do exército, o general Fulgencio Batista autoproclama-se Presidente de Cuba. Conhecidas as suas inclinações pró-americanas, chamam-lhe "Mister Yes". Este "status quo" fortalece o projeto de luta armada de Fidel, que cria uma organização militar - "Movimento" - que visa a ação direta, "la guerrilla". Rigoroso na seleção dos seus seguidores, apenas aceita quem esteja disposto a morrer pela revolução e aceite uma vida de austeridade. Fidel é o chefe incontestado deste exército secreto, instruído no manejamento das armas nas caves da Universidade de Havana.

O "Movimento" sai da clandestinidade a 27 de janeiro de 1953. Por ocasião do centenário de José Marti, 500 homens munidos de tochas integram-se no cortejo oficial. Faltava passar à ação. Fidel concebe então a captura de um centro nevrálgico para iniciar a libertação do país. A 26 de julho, lidera o desastroso assalto ao quartel de Moncada, em Santiago, que se salda na morte de 64 dos 123 membros do comando. Fidel escapa para a "sierra", mas acaba por ser preso. Na prisão de Boniato, recompõe-se das emoções. Divorcia-se de Mirta, dedica-se à leitura e prepara a defesa. "A história absolver-me-á" é o título da sua alegação.
Condenado a quinze anos de prisão, beneficia de uma amnistia presidencial. Refugia-se no México, onde reagrupa os efetivos, junta fundos recolhidos nas comunidades cubanas exiladas nos Estados Unidos e contacta com o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara. É informado da morte do pai, que não via há anos, e fica a saber que Naty Revuelta, uma ex-amante oriunda da burguesia cubana, dera à luz uma menina, Alina. Fidel encarrega a mãe de verificar se a bebé tem traços dos Castro.
A 25 de novembro de 1956, Fidel, o irmão Raúl, Che e 79 seguidores partem de Tuxpan a bordo do "Granam", um barco de recreio de 14 metros e dois motores a diesel, para iniciarem a revolução. Na véspera, Fidel redige o testamento. A 2 de dezembro, às 4.20h da madrugada, 82 homens extenuados e angustiados, devido às violentas tempestades e à perseguição das tropas governamentais, desembarcam na Playa Colorada.
"Ganhámos! Como José Martí recuperámos a nossa terra! O tirano Batista tem os dias contados!", declara Fidel. Os seus seguidores olham-no como a um profeta. No refúgio escarpado da "sierra" Maestra, ele organiza o que resta da sua força: 16 rebeldes sobrevivem à perseguição do exército e aos raides aéreos ordenados por Fulgencio Batista. Mas em Havana, o Presidente comete um erro: anuncia a morte de Fidel. A United Press difunde a notícia pelo mundo inteiro e Fidel sente que estão criadas as condições para, um dia, tal qual uma lenda, ele ressuscitar.

Um barbudo na América
A causa de Castro desperta atenções nos Estados Unidos após Herbert Matthews, um famoso articulista do "The New York Times", subir à "sierra" para entrevistar Fidel. No acampamento, a conversa é constantemente interrompida pelos rebeldes que comunicam as últimas a Fidel. Tudo não passa de uma encenação para convencer o jornalista que o exército é numeroso e está bem organizado. Na primeira página do maior jornal norte-americano, Fidel surge como um revolucionário romântico e encantador que personifica as maiores esperanças do povo cubano. Cai nas graças dos norte-americanos e, contrariamente ao que Batista quer fazer constar, a CIA não o considera comunista, antes vê nele um potencial parceiro na luta contra o perigo vermelho.

Em maio de 1958, o Presidente cubano lança uma ofensiva para acabar com os grupos antigovernamentais. Colocado entre a espada e a parede, Fidel transcende-se. Beneficiando de deserções em massa nas forças de Batista, o exército de Fidel vai acumulando vitórias e conquistando cidade após cidade. A 31 de dezembro, o chefe de Estado foge para a República Dominicana. A 8 de janeiro de 1959, Fidel entra vitorioso em Havana e assume o posto de Supremo Comandante das Forças Armadas. A 13 de fevereiro, toma as rédeas do governo revolucionário.
A convite do Press Club, Fidel faz uma visita de charme aos Estados Unidos. À frente de uma "comitiva de barbudos", responde com humor às perguntas incómodas, come hamburgueres e cachorros quentes e repete que não é comunista. Para atrair a atenção dos media, hospeda-se num hotel de baixa categoria, no bairro novaiorquino de Harlem. Por lá passam o Presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, o primeiro-ministro indiano Jawaharial Nehru e o activista negro Malcom X. O vice-Presidente Richard Nixon recebe-o, mas não o Presidente Dwight Eisenhower, que se desculpa com uma partida de golfe.
Regressado a Cuba, instala-se numa suíte no 23º andar do Hotel Hilton, o ponto mais alto da capital. Institui um "governo de veludo" para acalmar o povo, profundamente anticomunista, e adormecer o vizinho americano, que de pronto reconhece as novas autoridades. A nova Constituição estabelece a pena de morte e o confisco dos bens de quem serviu o regime de Batista. Cuba está transformada num tribunal popular e Fidel num carrasco. Ele é o mentor deste simulacro de justiça que visa salvar a alma dos concidadãos pela "purificação", pelo pelotão de fuzilamento, "el paredón". Com base na "convicção moral" dos vencedores, centenas de cubanos são executados, a maioria sem julgamento.

Um pivô da Guerra Fria
A 8 de maio de 1960, Cuba e a União Soviética reatam as relações diplomáticas e Fidel e Nikita Krutchev assinam pactos militares e económicos bilaterais. Os Estados Unidos não ficam indiferentes e suspendem a ajuda financeira; Cuba confisca as refinarias americanas que se recusam a refinar petróleo soviético; Washington reduz a quota de importação açucareira; Havana responde com nacionalizações. De permeio, Fidel abole a figura do Pai Natal, substituindo-o por um personagem barbudo, de uniforme verde-azeitona, chamado "D. Feliciano".

A animosidade entre Estados Unidos e Cuba atinge o pico a 3 de Janeiro de 1961 com o corte de relações diplomáticas. Na lógica da Guerra Fria, Cuba figura na área de influência da URSS. Começa então a era das conspirações e das tentativas de assassinato a Fidel Castro. Só à CIA, atribui-se 634 operações para liquidá-lo. "Se sobreviver a tentativas de assassinato fosse uma modalidade olímpica, eu teria ganho a medalha de ouro", disse ele.
A 17 de abril de 1961, cerca de 1400 exilados cubanos treinados pela CIA desembarcam na Baía dos Porcos. Há três meses na Casa Branca, John Fitzgerald Kennedy recua no prometido apoio aéreo à invasão, que resulta num rotundo fracasso. Num discurso a 2 de dezembro, Fidel Castro afirma-se marxista-leninista e anuncia que Cuba adotou o comunismo. A natureza marxista da revolução leva à rutura entre Fidel e Che Guevara, partidário das conceções maoistas. Paralelamente, dececiona muitos "comandantes barbudos" que denunciam o que consideram ser o embrião de um regime ditatorial, desviado dos propósitos nacionalistas e democráticos dos tempos da "sierra" Maestra.
Milhares de pessoas são acusadas de delitos contrarrevolucionários e executadas. Os prisioneiros políticos, as vagas de refugiados e as expulsões forçadas aumentam vertiginosamente. A economia cubana está na penúria. Antes da revolução, 80% das importações vinham dos Estados Unidos. Ao cortar esse "cordão umbilical", Fidel vira-se para os soviéticos e fica chocado com o atraso das técnicas dos novos aliados em relação às americanas, em pelo menos 20 anos. A 12 de março de 1962, Fidel institui uma caderneta de racionamento para cada cubano, que chega a prever rações na ordem dos cinco ovos e um oitavo de libra de manteiga ao mês. O mercado negro salva o povo da fome.
Em outubro de 1962, fotografias tiradas por um avião de reconhecimento U2 confirmam a existência de mísseis nucleares soviéticos na ilha, ameaçando 80% do território norte-americano. JFK decreta um bloqueio naval a Cuba. Na mira da marinha dos EUA, a frota da URSS inverte a marcha e Krutchev retira os mísseis. Durante 13 dias, a "crise dos mísseis" coloca o mundo à beira de uma guerra atómica. Nas ruas de Havana, milhares de cubanos gritam: "Nikita mariquita, lo que se da no se quita".

Fé cega no socialismo
Para Fidel, a rutura com o Kremlin não se coloca. "Não cometeremos duas vezes o mesmo erro e não romperemos com os soviéticos depois de termos rompido com os EUA", diz. Pelo contrário, "El Comandante" converte-se no mais eloquente advogado da URSS no Terceiro Mundo. África torna-se a nova "sierra" Maestra e só Angola, ao longo de anos, recebe milhares de civis e técnicos cubanos.

Mas eis que no Kremlin instala-se Mikhail Gorbatchov, o "coveiro do comunismo". Num discurso proferido a 26 de julho de 1988, Fidel refuta a "Perestroika", qualificando-a de "perigosa" e "oposta aos princípios do socialismo". Após a retirada militar soviética e a queda do Muro de Berlim, a crise instala-se na ilha: 85% dos seus mercados tinham desaparecido assim como subsídios e benesses comerciais; os sistemas educativos e sanitários, quase universais, gratuitos e de alto nível técnico, e toda uma série de indicadores sociais foram seriamente afetados. Em janeiro de 1989, ao assinalar o 30º aniversário da revolução, Fidel Castro reafirmaria a sua rigidez doutrinal: "Socialismo ou morte!"
Os apertos económicos obrigam-no, porém, a cedências: a formação de "joint ventures", a privatização de empresas e bancos e a despenalização da compra de dólares. Para Fidel, para quem qualquer reforma de mercado é uma espécie de rendição, tratava-se de "medidas dolorosas para aperfeiçoar o regime". Nas cimeiras internacionais, ele troca o uniforme militar verde-azeitona pelo fato e gravata e concentra ainda mais as atenções. Mas em Cuba, os seus longos discursos - chegou a figurar no Livro Guiness dos Recordes com uma alocução de 4.29 horas, a 26 de setembro de 1960, na Assembleia Geral da ONU - soam cada vez mais anacrónicos. Os cubanos já não o ouvem, apenas lhe obedecem.
Ainda que pouco frequentadas, as igrejas são colocadas sob vigilância. Fidel teme que os cubanos se inspirem no movimento Solidariedade que agita a Polónia para o desafiar. Persegue os homossexuais, abre "sidatórios" para doentes com sida, um vírus vindo do estrangeiro, diz-se, e investe sobre o mercado negro. À repressão sobre as "porcarias" da abordagem capitalista chama "Retificação dos Erros", uma política que remete Cuba para a idade das cavernas. Neutraliza os dissidentes políticos e queixa-se das organizações dos Direitos Humanos que consideram os cubanos escravos. "O escravo sou eu!", diz Fidel. "Sou o escravo do meu povo. Dedico-lhes dias e noites há já quase cinquenta anos."

A queda final
Em finais de 1989, Fidel Castro toma consciência de que não é eterno. O stresse provoca-lhe hipertensão, que conduz a crises frequentes. É obrigado a deixar de fumar o famoso charuto Cohiba, o "Lanzero", e a seguir um rigoroso regime alimentar. Transgride-o pontualmente para degustar um pouco de queijo "roquefort", que adora. No maior dos segredos, é operado a um tumor no cólon, no hospital da Universidade do Cairo.

Cansados dos delírios de Fidel, cada vez mais cubanos praticam atos de rebeldia. Jovens inoculam o vírus da sida para se tornarem indesejados e serem expulsos do país; outros tentam atingir a costa da Florida agarrados a câmaras-de-ar roubadas a camiões e entregues às incertezas do mar das Caraíbas, infestado de tubarões. A polícia cubana fecha os olhos aos "balseros". São menos bocas que o Estado terá de alimentar.
Fidel reconhece que Cuba está diferente e dá mostras de realismo em relação ao que se passa no mundo. Excomungado pelo Vaticano desde 1962, ele abre as portas de Cuba a um dos responsáveis pela desagregação do bloco socialista, na Europa de Leste, o Papa João Paulo II, em janeiro de 1998. Durante os cinco dias da visita, Fidel acompanha-o em várias aparições públicas, designadamente durante a missa na Praça da Revolução, em Havana.
"Fidel foi o Presidente que mais atenção deu ao Papa João Paulo II", escreveria o cardeal Tarcisio Bertone, no seu livro "Un cuore grande, Omaggio a Giovanni Paolo II". "Fidel mostrou afeto pelo Papa, que já estava doente, e João Paulo II confidenciou-me que, possivelmente, nenhum chefe de Estado tinha preparado tão profundamente a visita de um Pontífice." Fidel tinha lido as encíclicas, os principais discursos de João Paulo II e até alguns de seus poemas. Em dezembro desse ano, Fidel aboliu a proibição da celebração do Natal, que durava há quase 30 anos.
A 20 de outubro de 2004, a aparatosa queda desamparada de Fidel Castro, após uma cerimónia de formatura estudantil, em Santa Clara, parece ser o início do capítulo final de 'El Comandante'. Fidel recupera das fraturas no braço e no joelho, mas não mais a doença deixa de o importunar. A 31 de julho de 2006, na sequência de uma intervenção cirúrgica ao intestino, Fidel Castro transfere os seus poderes para o seu irmão mais novo, Raúl, seu Vice-Presidente. Fidel conserva o título de Presidente de Cuba até 24 de fevereiro de 2008, quando a Assembleia Nacional elege Raúl Castro para a presidência do país. "Trairia a minha consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, que eu não estou em condições físicas de oferecer", escreveu Fidel numa carta aos cubanos.
Fidel resguarda-se em casa, sendo, a espaços, fotografado em fato de treino na companhia de governantes e personalidades estrangeiras, dos quais o Presidente da Venezuela Hugo Chávez foi a visita mais frequente. Fidel escreve uma coluna no Granma ("Reflexões") e dá entrevistas ocasionais, onde aproveita para fazer "meã culpa". Em setembro de 2010, afirmou: "O modelo cubano já não funciona nem para nós." "Sou o responsável pela perseguição aos homossexuais que houve em Cuba".
O sigilo à volta da sua doença - diverticulite (provocada pela falta de fibras na dieta alimentar) - dispara a especulação à volta do seu estado de saúde. A morte de Fidel é antecipada várias vezes. Hoje, confirmou-se. "O tempo passa e os homens da maratona cansam-se", disse um dia "El Comandante". "A corrida foi longa, muito longa!"

 

  Comentários no Facebook

«David Ribeiro» >> Nunca fui a Cuba, nem antes nem depois de Fidel, mas por inerência das funções que desempenhei em Luanda no Ministério dos Petróleos nos anos 1985 e 86, criei uma “alergia” a todos os cubanos que por lá conheci, fossem eles civis ao serviço do Governo de José Eduardo dos Santos, quer militares a defenderam os costados dos soldados do MPLA. A arrogância com que tratavam os portugueses que por lá comiam o pão que o diabo amassou – És português?... Ainda estás por cá?... – e mesmo admitindo que uma meia dúzia de árvores não faz a floresta, a verdade é que não fiquei a gostar daquela gente.

«Rui Moreira» >> Fidel Castro: Sim, libertou Cuba de uma ditadura. Depois, apressou-se a construir outra. Sim, Com ele havia mais saúde e educação que em todo o Caribe, mas não havia liberdade. Sim, com ele acabou muita da corrupção, mas ficou a prostituição que o seu regime sempre protegeu até chegar Raul Castro. Sim, o embargo causou muitos danos à sua economia, mas foi ele quem nunca permitiu que o mercado funcionasse. Sim, os Estados Unidos tentaram matá-lo, invadiram a ilha, fizeram muita maldade. Isso não explica que tenha eliminado milhares de oponentes políticos. Fidel Castro é um herói e um monstro. Tudo isso pela utopia que cedo o subjugou. A utopia é a mais perigosa das ameaças.



Publicado por Tovi às 11:20
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016
Se as eleições fossem hoje…

Sondagem 25Nov2016.jpg



Publicado por Tovi às 11:18
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016
NEXUS – Grupo de reflexão para repensar Portugal

NEXUS – Grupo de reflexão para repensar Portuga

Acaba de ser criado na cidade do Porto um grupo de reflexão para repensar Portugal, uma parceria entre a Associação Comercial do Porto e a Católica Porto Business School, com um conselho consultivo de onde fazem parte nomes como o de Guilherme Costa, ex-presidente da RTP e que será o coordenador do projecto; Álvaro Nascimento, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos; Ricardo Reis, professor universitário nos Estados Unidos; Alberto Castro, professor universitário e chairman do Banco de Fomento; Sofia Salgado Pinto, directora da Católica Porto Business; Emídio Gomes, ex-presidente da CCDRN; Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto; entre outros. O objectivo é repensar as condições para o crescimento económico em Portugal e identificar factores e soluções de modernização e crescimento para o país a partir do papel das empresas e não necessariamente do papel do Estado.



Publicado por Tovi às 10:41
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 23 de Novembro de 2016
Estou mortinho por saber quem são...

Câmara Municipal do Porto a.jpg

Consta-se cá pela Cidade Invicta que está prestes a aparecer um novo movimento independente para concorrer às Autárquicas2017 (Câmara e Juntas) e que os seus promotores são socialistas ou da área socialista.

Se bem me recordo a última vez que o PS venceu as eleições autárquicas no Porto foi em 1997 e pelo andar da carruagem ainda vai demorar mais uns bons anos a chegar ao poder autárquico. Que trabalhem correcta e honestamente com quem os portuenses se identificam e em quem confiam e já estão a fazer muito pela Cidade Invicta.



Publicado por Tovi às 14:57
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 22 de Novembro de 2016
Rui Moreira aproxima-se do PSD?

Com o aproximar das Autárquicas começam a aparecer umas notícias esquisitas… mas é coisa a que já nos habituamos.

 

  Jornal Público de 19 de Novembro de 2016

Rui Moreira Nov2016 aa.jpgApoiantes de Rui Moreira e de Luís Filipe Menezes vão disputar as eleições para o Núcleo Ocidental do Porto (NOC) - o maior do partido - que decorrem na próxima sexta-feira e que prometem ser muito disputadas.
Na corrida estão duas listas: uma liderada por Luís Osório, que se recandidata a um segundo mandato, e outra por Miguel Corte Real, que concorre pela primeira vez. Em 2013, Luís Osório apoiou Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto, o candidato oficial do partido, enquanto Miguel Corte Real esteve ao lado do independente Rui Moreira, que se vai recandidatar.
Miguel Corte Real é sócio de uma empresa – a FYI Digital Innovation - que presta serviços à Câmara do Porto, sendo responsável pelos sites da autarquia e das empresas municipais. Mas o candidato, que na terça-feira apresenta a sua candidatura e respectivo programa, tem o apoio de várias pessoas que trabalham na autarquia e que apoiaram Rui Moreira há três anos. Há um administrador de uma empresa municipal, um adjunto de um vereador, um membro dos recursos humanos e um elemento de uma junta de freguesia.
O filho mais novo de Luís Filipe Menezes, João Menezes, militante da JSD, também está com Miguel Corte Real. Já o filho do meio do ex-presidente da Câmara de Gaia, Pedro Menezes, esteve na direcção de Luís Osório.
Ao PÚBLICO, Miguel Corte Real confirma que trabalha para a Câmara do Porto e que apoiou Rui Moreira, mas diz que estará com o candidato que o PSD vier escolher para as eleições autárquicas de 2017. Já Luís Osório mostra estranheza. Um membro do NOP fala de um “takeover da Câmara do Porto ao PSD”.
A lista liderada por Luís Osório é subscrita por Rui Rio, José Pedro Aguiar Branco, Pedro Duarte e Amândio de Azevedo, entre outras figuras do PSD.



Publicado por Tovi às 16:29
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016
Paulo Laureano Reserve DOC Alentejo Tinto 2009

Paulo Laureano Reserve DOC Alentejo Tinto 2009.jpgPara acompanhar uns bifes grelhados de picanha (um pouco dura mais muito saborosa) abriu-se hoje cá em casa uma garrafa de Paulo Laureano Reserve DOC Alentejo Tinto 2009, feito com um lote de Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, que após 18 meses de estágio em barrica deu origem a um vinho que transmite fulgor, prazer e elegância, a que Paulo Laureano Vinus Lda já nos habituou.

Notas de prova
Cor – Cor granada.
Aroma – Notas de ameixa em compota, pimentos vermelhos maduros, menta, algumas especiarias e folha de tabaco fresco, num conjunto complexo e atractivo.
Paladar – Macio, com acidez bem equilibrada, aromas de fruta em compota e especiaria. Fim de boca longo, assente em taninos suaves, persistentes e elegantes.

Parâmetros Analíticos
Álcool: 14,5%;
Acidez Total: 5,8 g/l;
pH: 3,49



Publicado por Tovi às 18:14
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 20 de Novembro de 2016
O Boavista foi eliminado da Taça pelo Guimarães

Taça de Portugal - Boavista 1 x 2 Guimarães 20No

Já fomos... mas de cabeça erguida

Não fui ao Bessa ver este encontro da quarta eliminatória da Taça de Portugal, pois estava mau tempo e eu meio engripado. Segui o jogo pela TV e não há dúvida que foi um jogo intenso, bem disputado, que só foi resolvido com um golo de Hurtado, consentido por Agayev, de livre directo e já no prolongamento. O Boavista dominou a segunda parte regulamentar, tendo jogado a última meia hora com 10 jogadores. O final do jogo (Boavista 1 – 2 Guimarães) ficou marcado por confusão no relvado entre elementos das duas equipas. São uns temperamentais estes rapazes.



Publicado por Tovi às 22:54
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sábado, 19 de Novembro de 2016
O Porto foi eliminado da Taça pelo Chaves

Melão com presunto de Chaves!...
Melão com presunto de Chaves.jpg

O jogo de ontem à noite da quarta eliminatória da Taça de Portugal entre o Chaves e o F.C.Porto terminou empatado a zero no tempo regulamentar e no prolongamento. Nos penáltis a sorte sorriu ao Chaves. A marcha do marcador foi esta: 0-1, por Evandro; Braga permitiu a defesa de José Sá; Layún permitiu a defesa de António Filipe; 1-1, por Battaglia; 1-2, por Alex Telles; 2-2, por Patrão; Depoitre permitiu a defesa de António Filipe; Felipe rematou muito por cima da baliza; André Silva permitiu a defesa de António Filipe; 3-2 por Leandro Freire.



Publicado por Tovi às 08:21
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016
Presos sete militares dos Comandos

Comandos aa.jpg

No dia de ontem foram enviados para o Estabelecimento Prisional Militar, em Tomar, um Tenente Coronel (director da prova), um Capitão (médico) e cinco instrutores (três tenentes e dois sargentos), todos detidos no âmbito dos inquéritos aos trágicos acontecimentos do 127º Curso de Comandos em que os militares Hugo Abreu e Dylan Silva perderam a vida.

 

  COMUNICADO Nº 40/2016 - 7Nov2016

EXÉRCITO PORTUGUÊS - DETENÇÃO DE MILITARES

Informa-se que, em 17 de novembro de 2016, a Polícia Judiciária Militar apresentou ao Comando do Exército mandados de detenção relativamente a sete militares, no âmbito do processo de inquérito instaurado pelo Ministério Público na sequência dos factos ocorridos durante o 127º Curso de Comandos.
Informa-se ainda que a apresentação dos mandados ao Comando do Exército decorre do previsto na lei quanto à detenção de militares no ativo e na efetividade de serviço.
Informa-se, por último, que Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional continua a acompanhar o assunto, em estreita ligação com Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército.

 

  Nota para a Comunicação Social - 17Nov2016

PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

Gabinete da Procuradora-Geral da República

Curso de Comandos - Detenções

No âmbito do inquérito, dirigido pelo Ministério Público, onde se investigam as circunstâncias do treino que levaram à morte de alunos do curso de Comandos, estão em curso diligências, tendo sido emitidos mandados de detenção relativamente ao diretor da prova, ao médico e a cinco instrutores.
Estes militares são suspeitos da prática de crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça Militar). Na sequência das detenções serão presentes ao juiz de Instrução Criminal para aplicação de medidas de coação.
Para além dos sete visados pelos mandados de detenção, o processo tem dois outros arguidos constituídos, também estes militares.
As investigações prosseguem, estando causa em factos susceptíveis de integrarem os já referidos crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça de Militar) bem como de crimes de omissão de auxílio (art.º 200.º do Código Penal).
Nesta investigação, que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária Militar.

 

 Despacho do Ministério Público

Cândida Vilar, procuradora titular do caso das mortes no 127.º curso dos Comandos, considera que os militares indiciados trataram “os instruendos como pessoas descartáveis”. No documento é referido que face aos indícios da prática dos crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física, “à personalidade dos suspeitos, movidos por ódio patológico, irracional contra os instruendos, que consideram inferiores por ainda não fazerem parte do Grupo de Comandos, cuja supremacia apregoam, à gravidade e natureza dos ilícitos”, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa entende que existe “perigos de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito”.

 

  Declarações do Ministro da Defesa

Azeredo Lopes reagiu à inédita detenção de sete militares dos Comandos, reafirmando a sua determinação em que a investigação do Ministério Público seja levada até às últimas consequências. “Não concebo que pudesse ser de outra forma”, disse o ministro, sublinhando não estar “a presumir rigorosamente nada”.

 

  21h00 – Campus da Justiça em Lisboa

Os cinco oficiais e dois sargentos dos comandos que foram detidos pela Polícia Judiciária Militar por suspeitas de abuso de autoridade, que levou à morte de Dylan Silva e Hugo Abreu, ficarão em liberdade a aguardar a acusação. A decisão é da juíza de instrução, depois de a procuradora Cândida Vilar, do DIAP de Lisboa, não ter pedido prisão preventiva para qualquer dos arguidos.



Publicado por Tovi às 07:52
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Dezembro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


Posts recentes

Ainda os e-mails sobre Ru...

Restauração da Independên...

Os Reis de Espanha no Por...

Diplomacia económica na v...

Visita de Estado a Portug...

Boavista 0 – 1 Sporting

Morreu Fidel Castro

Se as eleições fossem hoj...

NEXUS – Grupo de reflexão...

Estou mortinho por saber ...

Rui Moreira aproxima-se d...

Paulo Laureano Reserve DO...

O Boavista foi eliminado ...

O Porto foi eliminado da ...

Presos sete militares dos...

Barracão de venda de frut...

Displasia da anca no cão

Morreu Miguel Veiga

Portugal 4 – 1 Letónia

Calminha lá com isto…

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus