"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 18 de Junho de 2017
Tragédia no incêndio de Pedrógão Grande

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Dezanove civis mortos (16 em viaturas apanhadas pelo fogo e mais 3 por inalação de fumo) e mais de duas dezenas de feridos num grande incêndio florestal que deflagrou na tarde de ontem no concelho de Pedrógão Grande e que alastrou posteriormente para Figueiró dos Vinhos.

 

   02h20 de hoje

As vítimas mortais subiram para 24. Há quatro bombeiros feridos em estado grave. Vão a caminho dois pelotões de militares. Dois aviões Canadair espanhóis vêm reforçar os meios aéreos de combate a este incêndio.

   08h10 de hoje

Número de mortos revisto para 39. Os feridos são 59, dos quais 7 em estado grave, seis bombeiros e uma criança.

  08h35 de hoje

Os mortos chegaram aos 43, temendo-se que ainda sejam encontradas mais vítimas mortais nas povoações onde os operacionais de socorro estão a chegar.

   10h25 de hoje

Novo balanço desta tragédia: 57 mortos e 59 feridos.

   19h00 de hoje

Já há 61 mortos confirmados.

  23h00 de hoje

Foi encontrada mais uma vítima mortal na maior tragédia de que há memória recente em Portugal.

 

   Testemunho da jornalista Andreia Novo da RTP

"Sinto necessidade de vos contar o que eu e o Rui Castro vimos, sentimos. Saímos às 2h de Gaia, chegamos às 4h a Pedrogão. Os acessos estavam todos cortados. Percorremos centenas de kms e não havia sinal de bombeiros. As pessoas estavam todas na rua. Todas. Só depois das 5h é que conseguimos andar por estradas que ainda não estavam interditas, mas com fogo por todos os lados. Conseguimos passar. Às 6h começamos a encontrar os primeiros carros incendiados. Uns atrás dos outros. Desfeitos. 6h30, já com luz do dia, descobrimos umas aldeias no meio do fumo que cega de tão denso. Começam a surgir os corpos. Não consigo descrever bem, a partir daqui, o que aconteceu. Uns atrás dos outros. Famílias inteiras no chão, carbonizadas, e não dentro dos carros como alguns jornalistas têm avançado. Casas completamente destruídas pelas chamas. "São imensos menina, mas não podemos apanhá-los, não temos autorização" disse-me um bombeiro quando lhe perguntei pelos corpos. Falei com moradores de duas aldeias com cerca de 80/100 habitantes que já não diziam coisa, com coisa. Só falavam nas pessoas desaparecidas. "Isto é o inferno na terra, meu amor" disse-me uma idosa em lágrimas. Certo é que os bombeiros nunca lá foram até agora. Muitos dos que morreram são locais, fugiam de carro quando se despistaram, explodiram, ou simplesmente sufocaram. Nunca vi nada assim. E assim, só nós RTP captamos isto."

 

   Pois é!...

“Quando há um secretário de Estado da Administração Interna que resolve dizer que ‘o fogo é imprevisível, o que há é uns académicos que têm umas teorias sobre isso’, é evidente que tem responsabilidade. Porque está a dizer que descarta o conhecimento que existe sobre a gestão de fogo porque acha que o problema é imprevisível. É a mesma coisa que a Assunção Cristas andar a rezar a Nossa Senhora por causa da seca."



Publicado por Tovi às 00:51
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