"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sábado, 12 de Janeiro de 2008
Pão-de-ló

Eu tenho um amigo que é nado e criado em Ovar e que é muito melhor a tirar fotografias do que a fazer pão-de-ló… Não sei que raio é que ele faz durante a confecção que o tal doce de ovos com farinha e açúcar fica sempre cru no interior... Diz ele que é assim que se faz lá pela terra dele… Valha-nos Deus… Eu bem digo que a Sul da Barrinha de Esmoriz são todos Mouros.
 
Aqui está o Pão-de-ló feito pelo «JER»

  
 
E aqui está o verdadeiro PÃO-DE-LÓ, o da Casa Margaridense

 


Casa Margaridense (Travessa de Cedofeita, Porto) - Esta casa fundada em 1875 por uma família oriunda de Margaride (terra que lhe deu o nome) é não só um local obrigatório no roteiro turístico da cidade Invicta, mas também a lojinha onde ainda se faz à moda antiga muitos doces tradicionais. A massa do seu famoso Pão-de-ló é mexida em moinhos à manivela e cozida em fornos alimentados a carqueja. O último que lá comprei tinha 2,100Kg e custou 13,00€/Kg. Era leve e suave, a saber a ovos.

«Viriato» ⇒ prefiro mil vezes o do JER, que mais não seja pelo preço ! :mrgreen:

 

«XôZé»:content: :content: :content: :content: :content: :content:
Vocês dão cabo de mim... :lol:   Também não faz mal porque ele não anda por aqui :whistle: e assim não fica a saber do mal que dele vamos por aqui falando.  Continua iludido com a broa... :twisted: 
Coloquei no "ViriatoWeb" o seguinte texto: No meu blog e sobre este mesmo assunto - Pão-de-ló - o meu amigo «Reboredo» comentou: (texto de "comentários"). E a resposta dos que por lá andam, não se fez esperar:
«Viriato»vai daì, não tinhas espaço e decidiste de trazer para aqui o testamento ! :lol:
«Reboredo»Acontece que o Reboredo descubriu que a "Margaridense" já não existe desde 2007. E o pão-ló que o Tovi comprou para este Natal o foi buscar a uma loja gurmet do Porto!
Artur fabrica pão-de-ló de Margaride há 68 anos
Artur Teixeira de Castro, com 80 anos, é um dos casos raros de longevidade profissional e de ininterrupta ligação à mesma entidade patronal. Nunca conheceu outra empresa que não fosse a mítica Casa de Pão-de-Ló de Margaride, em Felgueiras, fundada há 278 anos. Casa que, recentemente, recebeu a medalha de ouro do concelho.
Margarida Lickfold, a actual proprietária, testemunha "É um funcionário exemplar; só tem predicados….
Ao longo dos anos, Artur Castro foi-se habituando a ver várias figuras públicas que não resistiam à iguaria. "Quando foi fundada era a única do país do género e, ainda no tempo da monarquia, recebeu o estatuto de Fornecedora da Casa Real de Bragança. O pão-de-ló que foi servido no casamento de D. Duarte foi comprado aqui", refere, concluindo "Hoje toda a gente come pão-de-ló".
«XôZé»Deixa aparecer-lhe a ASAE à porta e logo vais ver se essas loas resultam. :roll:  Eles agora com o treino militar que têm, o Artur Castro passa em menos de nada a chamar-se um figo. :twisted:
«Viriato»este Reboredo anda a descobrir umas coisas ........... ele é o pão de lò falso , ele é petróleo na Mauritânia , e sei là que mais
em breve vamos ter de abrir um fórum dedicado às "descobertas e boatos" do Reboredo ! :twisted:
E tem razão o «Reboredo»... A Casa Margaridense, na Travessa de Cedofeita no Porto, está encerrada... O último pão-de-ló que lá comprei foi na Páscoa do ano passado.
«Reboredo» ⇒ Viriato escreveu: "este Reboredo anda a descobrir umas coisas ..." + Tovi escreveu: "E tem  razão o Reboredo" - Palavras para quê!
«Viriato»eu queria dizer : " descobrir umas coisas ...... ridiculas ! " :lol:


Publicado por Tovi às 13:10
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4 comentários:
De Reboredo a 13 de Janeiro de 2008 às 11:12
O Tovi escreveu: "Casa Margaridense (Travessa de Cedofeita, Porto) - Esta casa fundada em 1875 por uma família oriunda de Margaride (terra que lhe deu o nome) é não só um local obrigatório no roteiro turístico da cidade Invicta, mas também a lojinha onde ainda se faz à moda antiga muitos doces tradicionais. A massa do seu famoso Pão-de-ló é mexida em moinhos à manivela e cozida em fornos alimentados a carqueja."

À atenção do Tovi :

"Uma intenção não concretizada manter viva a "Margaridense". Casa centenária, especializada em pão-de-ló, marmeladas e geleias, finou-se. Há uma página na Internet, obra virtual também inacabada, onde desfilam fotos: as malgas nas prateleiras e a montra, onde se erguia um pão-de-ló de lata, a fazer a publicidade.

A mesma montra onde, portas fechadas, se impõe um anúncio "Aluga-se". Força do destino, para qualquer ramo. "O meu interesse era manter a "Margaridense", mas sei que é difícil", diz Pinto Abreu, o dono do prédio, herdado desde o bisavô, onde jazem os restos mortais da casa. No balcão, despido da doçura dos frasquinhos de geleia e das malgas de marmelada, resta a poeira dos tempos, de seis meses de abandono. Impõe-se o buraco onde esteve o relógio da época e os candeeiros que antes alumiavam a casa das doçuras. A um canto, o cofre que guardava os segredos do pão-de-ló da "Margaridense", na forma das receitas e das pedras que serviam para pesar as quantidades do açúcar e da farinha.

"Era um museu alimentar vivo", diz Vítor Dias, genro de Elsa Santos, a mulher que fez a casa durante mais de 30 anos. "Ainda hoje me perguntam pela minha mãe", diz Elvira Silva. Instalada numa óptica, duas portas ao lado, o presente e futuro da filha da última proprietária a fazer pão-de-ló nos fornos da "Margaridense" cruza-se com as memórias do passado. "No Natal e na Páscoa, era uma correria".

Dias duros, que exigiam dedicação exclusiva. No andar de cima, havia três quartos onde descansavam do labor os empregados, gente sem família, pelos dias que antecediam o Natal e a Páscoa. "Vinha gente de todo o lado para comprar o pão-de-ló. Até de Lisboa. Saíam em Campanhã, almoçavam na casa Aleixo e depois vinham aqui", diz Elvira Silva.

"Agora vou ali ao pão-de-ló à Margaridense". A frase do escritor lisboeta Rúben A. foi resgatada à memória de Nuno Canavez, proprietário da livraria Académica. Instalado na esquina do Largo Alberto Pimentel, há 59 anos que assiste às alterações da paisagem comercial. "Tudo o que seja acabar é mau. Mexe comigo", diz, agitado.

"Vai-se delapidando o património, no caso comercial, da cidade", lamenta Nuno Canavez, transmontano de Vale do Juncal, Mirandela, feito homem na Invicta. "O Porto é uma cidade-fantasma. Dizem que perde entre 25 e 27 pessoas por dia", lamenta, desgostoso. "Vinha gente de todo o lado à 'Margaridense'. Fechou e é menos um motivo para as pessoas passarem por aqui", diz.

Liliana Augusto trabalha na casa gourmet "Frutos da Terra", onde se vendem pão-de-ló, geleias, marmeladas, compotas, enchidos e uma paleta de produtos tradicionais de Portugal e da Europa. Na casa, encravada entre a Rua das Oliveiras e a Travessa de Cedofeita, que foi terreiro da "Margaridense", conhece a casa de ouvir falar. "Muitos dos clientes falam nessa casa, especialmente do pão-de-ló", diz.

"Comprei ali muita geleia para o meu filho, por recomendação do médico. Os produtos não eram baratos, mas eram de grande qualidade", recorda Nuno Canavez. "Era tudo feito com grande amor pela minha mãe. O que vendia era feito como se fosse para dar aos filhos", conta Elvira Silva, que desde os nove anos aprendeu a conhecer os segredos da "Margaridense". Hoje, nos formos frios revestidos a azulejo, há só poeira. Estão vazias as gamelas onde se amassavam as farinhas, açúcares e ovos caseiros, amarelinhos. Cheira a saneamento deficiente, onde antes se insinuava o aroma da marmelada a secar ao sol e se impunha o cheiro do pão-de-ló a cozer em forno alimentado a carqueja, arbusto rasteiro que já não nasce nos montes perto do Porto.

.../...

Reboredo






De Reboredo a 13 de Janeiro de 2008 às 11:29
.../...

"Ultimamente, vinha de Castelo de Paiva. Trazida pelo filho do senhor que antes fornecia a casa, mais para manter a tradição", conta Elvira Silva. "As normas da CEE, as condições que impõem não permitem que se faça as coisas como antes", lamenta . "As pessoas gostam e aprovam o que é tradicional, a lei é que diz que é uma badalhoquice", acrescenta Vítor Dias, genro de Elsa Santos, que durante mais de 30 anos deu seguimento ao negócio que vinha da bisavó.

Conta-se que uma zanga de comadres, em Margaride, Felgueiras, fez do pão-de-ló duas verdades um na terra de origem, hoje ainda célebre, outro emigrado para a Travessa de Cedofeita. "A única referência que temos de datas é um pano de 1800 e sei lá", diz Elvira Silva, recuperando a memória da tarja com a publicidade à "Margaridense": "O verdadeiro pão-de-ló", podia ler-se. "Acho que já não volta a abrir", suspira Elvira."

"Tenho pena que tenha fechado porque se estivesse aberta era bom para o negócio"

(in o JN de 19 de Maio de 2007)

Reboredo

Trata-se dum negócio sério:


"Confraria faz jus à
qualidade
do pão-de-ló tradicional
A Confraria Gastronómica
do Pão-de-Ló Tradicional
acaba de ser formalmente
constituída com o objectivo
de preservar e promover as
receitas tradicionais
daquele produto típico
português.
A confraria foi apresentada ontem à tarde, durante a Bolsa Turismo de Lisboa
(BTL), na FIL, em Lisboa, e terá sede no centro histórico de Braga. Foi criada
por iniciativa da conhecida gastrónoma portuguesa Maria de Lurdes Modesto,
de Fátima Salgado, proprietária da pastelaria Kibom, que fabrico o bolinhol,
especialidade de Vizela, e, ainda, de Agostinho Peixoto, da Região de
Turismo Verde Minho.
Os fundadores justificam a criação desta associação de produtores de pão-deló
com a necessidade de conter o processo de massificação que a produção
daquela especialidade tem conhecido, valorizando e promovendo o pão-de-ló
tradicional que ainda é confeccionado em diferentes casas do país, de acordo
com receitas preservadas durante gerações. Entre as acções previstas para
2007, a Confraria pretende definir os critérios de avaliação das confeitarias e
pastelarias que apresentam e comercializam o pão-de-ló, bem como os
critérios de escolha de estabelecimentos recomendados.
Na confecção daquele doce são usados apenas três ingredientes - ovos,
açúcar e farinha -, "depois só varia a metodologia da sua feitura, resultando
daí o pão-de-ló coberto de Vizela, conhecido por bolinhol, o pão-de-ló de Ovar
ou, ainda, de Margaride, Felgueiras, além de muitos outros produzidos em
todo o país", sublinha Agostinho Peixoto.
A Confraria Gastronómica do Pão-de-Ló Tradicional arranca com três sócios
fundadores, "mas apenas por uma questão de celeridade que queríamos dar
ao processo de constituição. A confraria está aberta a todos os que
comunguem dos nossos objectivos", refere.
Cerca de 30 pessoas manifestaram já vontade de integrar a Confraria
Gastronómica do Pão-de-Ló Tradicional e os produtores mostram-se
entusiasmados com a possibilidade de passar a existir uma associação que
os represente. "Temos recebido de todos os pontos do país os parabéns por
nos termos lembrado de criar uma confraria com capacidade de proteger e
divulgar este produto que é muito português", adianta.
Pão-de-ló de Vizela (bolinhol)
O bolinhol apresenta-se em forma rectangular com uma suave cobertura de
açúcar. A massa é levemente húmida. É uma especialidade que saiu,
originalmente, das mãos de Joaquina Pedrosa da Silva Ferreira, pensando-se
que o fabrico terá começado por volta de 1880. Já passou pelas mãos de
quatro gerações da família e de uma afilhada da criadora, Serafina, que deu
início à Pastelaria Fina.
josé mota
Bolinhol faz parte do núcleo duro da recém-formada
confraria do pão-de-ló
Pão-de-ló de Margaride
O autêntico pão-de-ló de Margaride - que se vende na Casa do Pão-de-ló de
Margaride Leonor Rosa da Silva, no centro de Felgueiras - é cozido em forno
de lenha em formas de barro não vidrado. É forrado com papel grosso, em
quadrados sobrepostos, com a massa no interior. Os bicos do papel são
virados para dentro e o bolo é tapado com uma tigela.
Pão-de-ló de Ovar"
Nota pessoal: esta confraria ainda não provou a broa do JER.

Reb


De MIguel a 11 de Abril de 2011 às 15:55
"Perdoai-os Senhor pois não sabem o que dizem"...
o pão-de-ló de Ovar (de longe melhor que o de Margaride - mas isto já é uma opinião pessoal)... é mesmo assim... húmido no centro e base, aliás é essa uma das características que o tornam tão especial e delicioso.
Sejam construtivos e melhor informados para não cair em bairrismos bacocos.


De Tovi a 11 de Abril de 2011 às 19:32
Caríssimo Miguel,
Eu sei muito bem o que é "Pão de Ló de Ovar" e embora não concorde que se chame àquele excelente doce de ovos "pão-de-ló" a verdade é que tudo o que por aqui se escreveu tem muito mais a ver com uma "guerrilha" entre amigos, uns que fazem, e bem, o tal "de Ovar" e um outro, eu, que é um resmungão do caraças.
De qualquer forma muito obrigado pelo seu comentário.
David Ribeiro (Tovi)


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