"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
AM aprova orçamento do Porto para 2018

#mno_dinheiro_moedas_01.jpgA Assembleia Municipal do Porto aprovou, ontem à noite, o orçamento para 2018, no valor de 257,4 milhões de euros. Os documentos previsionais de gestão para o próximo ano foram aprovados com 22 votos a favor, 6 contra e 17 abstenções.
Num debate em que intervieram todos os grupos municipais, a maioria da oposição classificou este orçamento como de "continuidade". Em representação do PS, Pedro Braga Carvalho explicou que o seu partido se absteve na votação porque o orçamento não traz nada de novo ou substancialmente diferente. CDU e BE votaram contra. A deputada do BE Susana Constante Pereira considerou o orçamento "poucochinho" para o Porto; o deputado comunista Rui Sá sustentou que não responde às necessidades das populações. Por seu turno, o social-democrata Luís Osório criticou o aumento da receita corrente e da despesa. Nas questões ambientais, a eleita pelo PAN, Bebiana Cunha, congratulou o Executivo de Rui Moreira pela sua preocupação pela sustentabilidade. Perante as críticas, o deputado do movimento "Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido" André Noronha explicou que este orçamento é o "orçamento da formiga", de quem tem as contas em dia.
Coesão e Acção Social ou Economia e Desenvolvimento Social, bem como Cultura, são eixos considerados fundamentais num orçamento que, sob os princípios da sustentabilidade, se traduz em mais receita, mais investimento e numa aposta nos recursos humanos da polícia e dos bombeiros. Depois de quatro anos de forte redução de dívida e lançamento de projectos-âncora para a cidade, o Executivo prevê para 2018 mais 14,1 milhões de euros de investimento municipal. Só em habitação social, o investimento previsto é de 26,8 milhões de euros.



Publicado por Tovi às 15:12
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 10 de Dezembro de 2017
Aí Marcelo… quem não te conhecer que te compre

Marcelo 10DEz2017.jpg

Marcelo Rebelo de Sousa já deu um golpe mortal à Regionalização quando alterou a Constituição (juntamente com o socialista Guterres) e agora vem dizer que “o processo de descentralização exige uma convergência que vá além da maioria parlamentar que apoia o Governo”.



Publicado por Tovi às 12:09
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 5 de Dezembro de 2017
O Acesso à Habitação na Cidade do Porto

#mno_mesa_assembleia_municipal_04.jpg

A sessão extraordinária de ontem da Assembleia Municipal do Porto versou um assunto da máxima importância – O Acesso à Habitação na Cidade do Porto – solicitada pela CDU e posteriormente também com apresentação de propostas por parte do BE, tendo sido estas últimas liminarmente rejeitadas por serem tão sem nexo. As matérias apresentadas pela CDU tinham algumas delas muita razão de ser e por isso foram votadas favoravelmente por uma esmagadora maioria dos deputados municipais.

Para vossa reflexão deixo aqui algumas das informações prestadas pelo edil portuense:
A Câmara do Porto está, de uma forma transversal, fortemente empenhada neste tema e na resolução dos principais problemas que hoje encerra. Incluímos no nosso programa de governo local o tema habitação, em particular da habitação para a classe média, num eixo mais vasto a que chamamos “sustentabilidade” e que envolve os pelouros do urbanismo, espaço público, habitação económica, mas que se cruza também com o ambiente e com a mobilidade.
O Estado foi abandonando a sua política de habitação social, deixando praticamente sem investimento e sem apoio, não apenas os seus próprios inquilinos, como também as autarquias que estavam (e estão) a fazer avultados investimentos nos seus bairros sociais municipais.
De apoios que rondavam os 50% de investimento nesta área, as autarquias passaram a dispor de zero, o que é inaceitável e representa uma demissão do Estado central relativamente aquela que é uma das suas funções primordiais.
O resultado está à vista. No Porto há bairros pertencentes ao IHRU que se degradam e não conhecem reabilitação, paredes meias com a habitação municipal que se vai renovando e reabilitando, mantendo rendas mais baixas.

 

   Site oficial da Câmara Municipal do Porto

Assembleia Municipal exorta Governo a criar programa capaz de mitigar problemas na Habitação - 05-12-2017
A Assembleia Municipal do Porto exorta o Governo a apresentar um novo programa de financiamento de construção e reabilitação de habitações económicas e sociais, que inclua a componente dos espaços exteriores. 
Em reunião extraordinária realizada na segunda-feira à noite, convocada pela CDU para debater o acesso à habitação no Porto, os partidos foram unânimes em considerar a habitação um "problema da maior importância" que é preciso resolver "com urgência".
Para o deputado da CDU Artur Ribeiro, a situação constitui uma "enorme gravidade", sendo dever de todos procurar soluções. Na sua ótica, o turismo trouxe "inúmeros" benefícios à cidade, mas transformou também a reabilitação de prédios privados em espaços destinados a turistas.
Preocupado com a "especulação imobiliária", Artur Ribeiro vincou que não é competência da Câmara garantir o direito à habitação consagrado na Constituição, mas é seu dever garantir condições dignas a quem vive nas casas que fazem parte do seu património, mediante a reabilitação dos bairros e zonas adjacentes e construção de equipamentos sociais e de estacionamento.
Em resposta, o presidente da Câmara, Rui Moreira, lembrou que tem apostado numa política de habitação coerente. Recordou o investimento de 53 milhões de euros da autarquia neste domínio, nos últimos quatro anos, e assinalou o "contraste evidente" que hoje existe "entre o parque habitacional detido pelo Município e aquele que é detido pelo Estado central". O Executivo do Porto pretende continuar a intervenção nos bairros camarários, acudindo a novas prioridades, tais como o investimento no espaço público envolvente ou a conceção de "novas residências mais adequadas aos cidadãos seniores". Para o setor estão previstos, no orçamento de 2018, perto de 22,7 milhões de euros. 
Rui Moreira assinalou que, infelizmente, a habitação social há muito que passou de uma solução temporária para permanente. A Câmara disponibiliza anualmente entre 300 a 350 casas, mas são cerca de mil as famílias em lista de espera. A muita procura "já não resulta apenas de situações de declarada carência social", mas também por "não existir no mercado habitação disponível a um preço que seja compatível com o rendimento" das famílias.
O autarca sumariou a estratégia do seu Executivo, atenta também à classe média, e mencionou, a propósito, a sua intervenção na sessão pública de apresentação das propostas do Governo para o setor. Para a Autarquia, justifica-se a "promoção de habitação nas suas várias dimensões, que não apenas na sua forma social". Nesse sentido, é necessário um quadro legal "amigo da autonomia local, que lhe dê capacidade de intervir ao nível dos incentivos fiscais necessários e na edificabilidade".
Já a deputada do BE Susana Pereira afirmou que o "negócio está a matar a cidade". "Na Baixa há mais visitantes e turistas, mas muito menos habitantes", ressalvou. Na sua opinião, se a situação não se inverter o Porto tornar-se-á mais pequeno.
Apesar de fazer uma avaliação positiva do trabalho e investimento feito na Habitação, Patrícia Ferreira, do PS, entendeu que é necessário melhorar a gestão do parque habitacional municipal, repensar o centro histórico, requalificar as ilhas e desenvolver programas de apoio ao arrendamento.
A socialista afirmou que quase não há mercado de arrendamento no Porto, e salientou que a Câmara deve clarificar a estratégia nesta área.
Por seu lado, o deputado social-democrata Alberto Araújo considerou ser "muito cedo" para realizar uma assembleia dedicada a este tema.
Por seu turno, a deputada do PAN, Bebiana Cunha, advogou que se deve "ir mais além e sair do paradigma da habitação social para a habitação condigna para todas as pessoas". Defendeu também a aposta "na recuperação de edifícios", quer municipais quer privados, "premiando nos impostos municipais aqueles que o fizerem e fazendo acordos para rendas controladas".


Publicado por Tovi às 17:32
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 30 de Novembro de 2017
Quando a solução é a fonte do problema

canteiro-de-obras-dos-desenhos-animados-com-homem-

Algo está mal nas empreitadas da reabilitação dos bairros sociais no Porto. Vejam o que diz a nossa querida amiga, arquitecta Carla Afonso Leitão:

 

 

Depois de ter auscultado as pessoas, de ter verificado o fundamento do motivo de queixa, depois de ter dado nota ao senhor Presidente da Domus Social - EM, depois de ter contactado o senhor Presidente da Junta de Campanhã, ambos bons ouvintes e com postura de uma lisura notável, hoje, em contacto com um dos empreiteiros que tem a cargo dois blocos para reabilitação, fiquei a saber onde verdadeiramente existe a inércia da solução dos problemas levantados. Disse-me o empreiteiro que ele próprio tinha falado com o arquitecto sobre os elementos em causa, antes das queixas dos inquilinos, mais adiantou “Ele vem lá de Lisboa e não está para ouvir, já disse que não muda absolutamente nada”. O arquitecto está no seu direito, absolutamente. Dito isto, existe algo que um arquitecto deve ter em conta, a sua função social, por força de razão, neste caso, por se tratar de reabilitação de um parque de habitação social municipal. Os elementos seriam absolutamente pontuais, logo, o desvio orçamental seria residual, perfeitamente justificado e com a vantagem de poderem ser colocados sem alterar a linguagem estabelecida, pois ficariam para o interior. Nunca, como arquitecta, estive sem fazer concessões, elas quando acontecem não fazem parte de uma cedência de direito, são antes o reconhecimento de direito de outros função de circunstâncias ditas pela própria obra, pelo dono de obra, ou por qualquer natureza que eu reconheça que se imponha da minha parte resolver problemas e assumir a necessidade de aditar. Apenas tenho uma palavra, lamento. Lamento porque a parte que efectivamente podia ser a fonte da solução é mesmo a fonte do problema.



Publicado por Tovi às 14:46
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
INFARMED vem para o Porto

infarmed.jpg

A sede e a maioria dos serviços da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde I.P. vão ser deslocalizados de Lisboa para a cidade do Porto no início de 2019 e isto é da maior justiça no que diz respeito à política de descentralização do Governo de António Costa.

Estamos ainda para ver como os senhores do Terreiro do Paço vão resolver o diferendo com uma maioria dos funcionários do Infarmed que parecem não estar dispostos a mudarem-se de armas e bagagens para a Cidade Invicta.

 

   Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Temos assistido a uma semana que muitos, entre nós, considerariam impossível. No entanto, ela é altamente esclarecedora daquilo em que se tornou este espaço em que vivemos. No inicio da semana foi a metralha, nas redes sociais e nos opinadores de meia-tigela, de que a EMA não veio para Portugal porque a candidatura, entre vinte e tal, era do Porto, tinha sido não de uma estação mas de um apeadeiro. Em seguida, após o governo ter decidido colocar o INFARMED no Porto, que era o que faltava ir viver para o Porto, estava posta em causa a qualidade dos serviços, eram contra medidas avulso e todo o tipo de bacoradas, quando o país deveria desconcentrar pelo Porto, e por as outras suas cidades, as sedes dos serviços centrais, para alívio, aliás, dos lisboetas inteligentes que poderiam ver a cidade dedicar-se à economia e não apenas à administração. Do lado de cá, quase só o Presidente da Câmara do Porto fazia frente à caterva, sorria, na página pessoal, do ressabiamento de tantos e, tudo isto, se não fosse para chorar por um país destruído por estas mentalidades mesquinhas e bacocas, seria mesmo para rir e na página oficial! Era de esperar: o centralismo ao reproduzir-se na sua própria estupidez e mediocridade tornou o país inviável sob o seu domínio! O que fez ao país foi desertificaçá-lo, abandonado-lo e entregar-lo às chamas de verão e outono... Viver da dívida pública para alimentar uma administração sem economia, com o território abandonado e com as pessoas acantonados... O país viável não teria a ver com isto: teria os serviços centrais de agricultura em Vila Real ou Évora, os das pescas em Faro, Portimão, Aveiro, Matosinhos ou Viana, o Tribunal Constitucional em Coimbra, por aí fora. E o INFARMED no Porto, claro, na cidade da melhor Universidade portuguesa. - Agora percebi, Sr. Doutor, o que se passou há uns anos com a Regionalização - dizia-me ontem ao jantar um funcionário do "Buraco"... Mas eu penso que depois disto todos podemos perceber que este país se tornou inviável e que não poderá ser possível a vida social, económica, cultural e Política sem uma rutura... e das antigas... Quem diria que o tempo iria dar razão de tal forma exuberante à tentativa denominada PARTIDO DO NORTE... Talvez porém, os campeões lisboetas do centralismo possam ir por outro caminho... Já que são tão superiores, capazes e auto-suficientes, e já que nós somos assim tão odiosos e incompetentes... já que se mostram de tal forma avessos a qualquer solidariedade com o Porto, e portanto nacional, por que não decidem proclamar a independência? Sim, a independência de Lisboa! Podem ter a certeza que, tirando uns lacaios mais atrasados que há sempre, no Porto a ideia seria aceite com a maior serenidade, senão mesmo, satisfação!

«Nuno Santos» - A notícia da transferência do INFARMED para o Porto antecedeu a notícia do fecho da delegação da CMVM no Porto. Esta não provocou, até hoje, a uma única alma, comiseração em relação aos trabalhadores da CMVM. Nem aos que, agora, são desterrados para Lisboa, nem aos que, ao longo dos anos, para lá foram deslocados. Assim como os da Bolsa de Valores que encerrou no Porto há uns anos, a favor de “sinergias” em Lisboa, nem os do IAPMEI que também para lá foram, nem os da TAP que continua a fechar serviços no Porto e a obrigar dezenas de milhares de passageiros a pernoitar em Lisboa, sempre que um dos voos que as companhias estrangeiras acham interessantes e rentáveis, para a TAP, apenas o são se forem operados em Lisboa, com ponte aérea. Ninguém se compadece com as centenas de trabalhadores da função pública que, feito, no Porto, o curso de chefias, ou vão para Lisboa ou ficam sem progressão, à razão de 181 para 5, como vemos no Facebook de Rui Moreira e o mesmo denunciou há mais de ano numa crónica de opinião. Tenho a máxima simpatia pelos trabalhadores do INFARMED que é Estado e que são funcionários que o SNS não se importará de incorporar em Lisboa noutros serviços de não quiseram vir para o Porto, mas outra coisa é outra coisa. E dizerem-me que a transferência de um laboratório custa 90 milhões de euros é um insulto à minha inteligência, assim como é dizer que “recentemente foi renovado”, quando isso aconteceu em 2000.



Publicado por Tovi às 10:16
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
Ouvir Portugal... no Porto

cds 21nov2017.jpg

Ontem à noite estive no Auditório da Fundação Serralves… onde a Coesão Territorial foi um tema interessante e importantíssimo em discussão nesta primeira conferência "Ouvir Portugal", organizada pelo CDS.

 

   Expresso, 18Nov2017

A líder do CDS dá o pontapé de saída no ciclo de conferências "Ouvir Portugal", na próxima terça-feira, às 21h, na Fundação Serralves, no Porto. A iniciativa, que replica no país a fórmula que Assunção Cristas seguiu em Lisboa para construir o seu programa eleitoral, abre com um brainstorming público para definir os temas sobre os quais o partido se deverá debruçar nas sessões seguintes. Foram convidados a participar na discussão Rui Moreira (presidente da Câmara do Porto), António Ferreira (antigo diretor do Hospital de S.João), Luís Reis (administrador da Sonae), Rui Massena (maestro e pianista), Helena Freitas (vice-reitora da Universidade de Coimbra), Katty Xiomara (estilista), Luís Vasconcelos e Sousa (empresário agrícola), Isabel Gil (reitora da Universidade Católica) e Carmona Rodrigues (antigo presidente da Câmara de Lisboa e mandatário da candidatura de Assunção Cristas nas autárquicas de 1 de outubro). A moderação do debate está a cargo de Raquel Abecasis - a antiga jornalista da Rádio Renascença, que deixou o jornalismo para se dedicar à política e foi candidata pelo CDS à junta de freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa.

 

  TSF, 22Nov2017

Numa iniciativa promovida pelo CDS, o presidente da câmara do Porto lançou o repto à regionalização, porque "o país se está a suicidar". Rui Moreira considera que Portugal vive um tempo de "descoesão territorial" e lança um repto: "É preciso ter coragem. É preciso perceber que não vale a pena continuar a falar na reforma da administração se não fizermos a reforma do sistema político que permita de facto que o reduto rio seja ocupado duma forma razoável". O autarca do Porto usa uma imagem. "Se pensarmos na nossa casa, aquilo que estamos a fazer é concentrar a cozinha, a casa de banho, a sala de estar e os quartos apenas numa pequena divisão. E quando fazemos isso, se prensarmos sob o ponto de vista social, da qualidade de vida e da sustentabilidade do país, acho sinceramente que o país se está a suicidar".



Publicado por Tovi às 09:25
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
A EMA foi para… Amesterdão

Não veio a sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA) para a cidade do Porto, mas nada será como dantes na afirmação da nossa Cidade e das suas Gentes por essa Europa fora. Fizemos uma candidatura de estrondo.

ema 20nov2017.jpg

   Sede da EMA vai para Amesterdão, que bate Milão em sorteio após empate



Publicado por Tovi às 22:26
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sábado, 18 de Novembro de 2017
Nada será como dantes

18nov2017 aa.jpg

Seja qual for a cidade escolhida a verdade é que para o Porto “nada será como dantes”... E eu até vou mais longe e afirmo que está provado que podemos e sabemos liderar uma futura Região Norte.

 

   Comentários no Facebook

«Nuno Santos» - Ontem decorreu no Porto a última conferência de imprensa antes da decisão de relocalização da EMA. No Porto, o Ministro da Saúde e a Secretária de Estado dos As...suntos Europeus juntaram-se a Rui Moreira para responder aos jornalistas sobre um longo processo. No final das intervenções, quase não havia perguntas. Já saiam os protagonistas quando um jornalista quis que respondessem. Seguiram-se quatro perguntas. Todas pela negativas. “O Porto, se calhar, não tem isto”, “Os voos, se calhar não chegam”, “os edifícios, será que são maus”, todas denotando, até, algum desconhecimento e ignorância sobre o assunto. E a pergunta final: “não teme que se o Porto perder seja dito que se Lisboa tivesse concorrido poderia ter ganho?”. A elegância de Rui Moreira permitiu-lhe responder de forma urbana e ainda agradecer aos jornalistas, abandonando a sala. Não houve uma alma a questionar como pode Portugal beneficiar do problema Catalão ou que trabalho foi desenvolvido pela diplomacia portuguesa, nomeadamente, pelo ausente Ministro dos Negócios Estrangeiros (que até é do Porto e que até começou o processo a afirmar que o Porto não tinha capacidade para cumprir os requisitos, quando o contrário está hoje demonstrado), ninguém perguntou qual o principal argumento da candidatura portuguesa e qual a principal vantagem que a cidade apresenta. Não admira, em meses de candidatura à mais importante das agências europeias, não houve um órgão de comunicação social que tivesse feito, por uma vez, verdadeiro jornalismo sobre a matéria, indo à EMA ver quais eram as condições existentes em Londres e comparando com as que o Porto oferecia. Também ninguém procurou saber, junto das outras candidaturas e países o que eles achavam da candidatura portuguesa. Também ninguém procurou saber junto dos países membros que, votando, não se candidatam, qual poderia ser a sua orientação relativamente a Portugal. O jornalismo e os jornalistas queixam-se frequentemente dos políticos, treinadores, dirigentes, empresários, sempre que estes, levemente, os criticam. Mas, eles próprios, não percebem que a lógica da crítica e da visão negativa da vida tem origem nas suas cabeças e nos seus artigos. Como há dias me dizia uma boa jornalista, são os jornalistas que estão a matar o negócio e o seu próprio emprego. “Qualquer dia, ninguém quer falar connosco”, dizia. Pois, eu até acho que hoje já é qualquer dia.



Publicado por Tovi às 09:29
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 15 de Novembro de 2017
Se tivesse sido um jantar à luz das velas…

15nov2017 aa.jpg

   Notícia completa no Observador de ontem.



Publicado por Tovi às 09:47
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 10 de Novembro de 2017
A praga dos romenos no Porto

Hoje à tarde os meus vizinhos romenos do “condomínio fechado” da Rotunda da Boavista foram finalmente despejados dos terrenos da antiga estação da CP da Boavista. Já desde o início de Setembro eu comunicava ao Comando Metropolitano da PSP do Porto que este acampamento estava a crescer todos os dias, havendo já carros lá estacionados, mas a resposta pouco variava: “O assunto apresentado foi encaminhado a quem de direito. Obrigado pelo contacto” ou posteriormente “Somos a informar que os espaços em causa são propriedade privada pelo que esta Polícia não tem legitimidade legal para atuar sem denúncia dos proprietários, sendo que os mesmos já foram alertados para a presente situação e da disponibilidade desta Policia e da Câmara Municipal do Porto para auxiliar”. Mas hoje a situação alterou-se e ao fim da tarde era vê-los que nem baratas tontas aqui pelas redondezas, carregados com os seus pertences. Uma vintena deles acabou por acampar mesmo em frente a minha casa. Chamada a PSP... não vieram; depois de insistirmos lá vieram e nada fizeram... mas avisada a Polícia Municipal está correu com eles. Para onde foram não sei, mas vão cair noutro local qualquer. Isto é um problema sério e não fácil de resolver.

 

   13h00 de 11Nov2017

Só cá estiveram pouco mais de duas horas... mas a pegada ficou. E quanto mais tempo iremos aguardar pela limpeza deste lixo?

23471952_10211002518846795_3055738868976031972_n.j



Publicado por Tovi às 23:45
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 9 de Novembro de 2017
A Leggionella não é uma fatalidade

Carlybio aa.jpg

Durante os últimos 25 anos da minha vida profissional estive ligado à comercialização de equipamentos industriais de refrigeração e um dos produtos que disponibilizávamos aos instaladores de refrigeração e ar-condicionado era o CARLYBIO, eficientíssimo na desinfecção de equipamentos sujeitos à proliferação de Legionella. Pena é que por políticas economicistas não se utilizasse regularmente este produto ou outros similares.

 

   Comentários no Facebook

«Jose Bandeira» - Já agora, aproveitando a deixa, se as zonas mais propensas a acumulação de detritos potencializadores da formação de colónias bacterianas fossem revestidas com filmes antiaderentes muitos dos perigos se reduziriam ou seriam de muito mais fácil manutenção. 😉

«Raul Vaz Osorio» - Claro que não é. Nem é por acaso que estes surtos só tenham começado nos anos recentes. A culpa tem que ser assacada à legislação permissiva emitida nos tempos da troika, com vista a poupar dinheiro.

«Carlos Miguel Sousa» - O problema não são as politicas economicistas, porque o equilíbrio constante das contas públicas deve ser SEMPRE um desígnio nacional. O problema está nas PRIORIDADES. Mas quando um país não tem uma ESTRATÉGIA DE PAÍS, porque as suas INSTITUIÇÕES estão repletas de ladrões, é natural que não se definam PRIORIDADES NENHUMAS, ou no caso as prioridades sejam sempre as mesmas. O assalto constante ao erário público. Não há equilíbrio social sem equilíbrio económico e não há este sem equilíbrio financeiro, concordemos ou não. É assim.

 

   13h09 de hoje

O número de casos confirmados de doença dos legionários do surto no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, subiu para 41, anunciou esta tarde a Direção-geral da Saúde (DGS). Numa nota divulgada no seu site, a DGS indica que se mantêm internados em cuidados intensivos cinco doentes infetados com legionela. Relativamente ao boletim divulgado na quarta-feira houve mais três casos registados. O surto de legionela identificado na sexta-feira no Hospital São Francisco Xavier já provocou duas mortes. A maioria dos casos deste surto ocorreu em mulheres (63%) e mais de 70% dos doentes infetados têm 70 ou mais anos.

 

    9h57 de 10Nov2017

Mais um doente com legionella morreu, anunciou esta sexta-feira a Direção-Geral de Saúde. São já quatro as mortes no surto da doença que afeta um total de 44 pessoas.



Publicado por Tovi às 14:54
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 2 de Novembro de 2017
Uma injustiça histórica… até hoje

2Nov2017 aa.jpg

(Arthur James Balfour, secretário britânico dos Negócios Estrangeiros entre 1916 e 1919 e autor da Declaração Balfour, de 2 de novembro de 2017 - Foto Wikimedia Commons)

É um dos documentos polémicos da História e faz 100 anos esta quinta-feira. Pela Declaração Balfour, os britânicos prometeram um “lar nacional” aos judeus num território que não era deles e onde os judeus eram minoritários. Hoje, os israelitas festejam; os palestinianos exigem a reparação dessa “injustiça histórica”.

   Expresso online de hoje, por Margarida Mota

 

  Comentários no Facebook

«Gonçalo Graça Moura» - Qual injustiça? Esqueces que pelo menos 30 anos antes o movimento sionista já investia nos territórios, tendo causado uma verdadeira revolução na agricultura e tendo feito com que zonas áridas fossem férteis e permitissem o estabelecimento de populações semi-nómadas, entre judeus e árabes... os "palestinos" são uma ficção pós guerra dos seis dias.

«David Ribeiro» - Mas há alguém, além dos senhores do poder israelita, que entenda que os palestinos não têm razão de existir?

«Gonçalo Graça Moura» - percebeste a coisa ao contrário, os "palestinos" é que acham que os israelitas não têm razão para existir... aliás foram criados para isso...



Publicado por Tovi às 11:22
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 1 de Novembro de 2017
Território e Descentralização

#mno_conferencia_territorio_descentralizacao_18.jp

A "geringonça" promete-nos a descentralização mas do pouco que tenho ouvido tudo não passa de querer transformar as câmaras municipais em direcções regionais, como bem nos lembrou Rui Moreira no debate "Os caminhos do futuro", na última sexta-feira (27Out2017) na Universidade Portucalense, a convite do professor universitário e ex-candidato presidencial Paulo Morais. O presidente da autarquia portuense vê como premente uma reforma administrativa que contemple até a alteração dos círculos eleitorais, dando "mais representatividade ao Interior e envolvendo mais os cidadãos com os eleitos", contrariando a tendência da litoralização. Tal reforma e consequente descentralização deve "não partir da ideia de descentralizar por descentralizar, mas da resposta a dúvidas como: Estamos a ocupar bem o território? Que país queremos ser?".



Publicado por Tovi às 09:42
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 31 de Outubro de 2017
Lixo e Trânsito… no Porto

31Out2017 ac.jpg

Nos últimos tempos tem-se vindo a notar um aumento de “reclamações” por parte dos portuenses, quer no Grupo do Facebook «Um novo norte para o Norte» quer um pouco por todo o lado, sobre o LIXO e o TRÂNSITO, não só na Baixa do Porto mas também um pouco por toda a cidade. Sem dúvida que os serviços da Câmara Municipal do Porto poderão sempre fazer mais e melhor nestas dois flagelos da nossa cidade, quer diminuindo os intervalos de recolha dos resíduos urbanos quando isso se justificar, quer controlando/disciplinando o estacionamento em locais que prejudicam gravemente a circulação automóvel e de peões. Mas primeiro do que tudo temos que PUXAR AS ORELHAS a todos aqueles cidadãos que põem o lixo em qualquer lugar e sem qualquer cuidado e também a todos aqueles que acham ter o direito de prantar a sua viatura em todo o lado, incluindo em cima dos passeios.

 

   Comentários no Facebook

«Raul Vaz Osorio» - O velho problema dos portugueses pos-PREC: Têm imensos direitos e poucos ou nenhuns deveres

«Carla Afonso Leitão» - Subscrevo por inteiro. Cuspir para o chão, deitar papéis e outros indiferenciados para o espaço público, não apanhar os dejectos do animal de estimação, seja no pavimento, seja relva, em alguns países dá direito a uma coima à patrão. Na verdade, a falta de civismo sai a custo zero para o infractor e a custo elevado para todos.

«Jose Riobom» - Não haverá remédio enquanto a pequena corrupção da amizade e do pequeno favor continuar. Quem se atreverá por exemplo a denunciar atitudes da PSP ? Eu não... já não tenho idade para isso...

«Raul Vaz Osorio» - Junto a minha casa, assisto diariamente a estacionamento desrespeitoso que condiciona gravemente o trânsito. Com frequência vejo alguém a protestar, buzinar, insultar, enquanto o seu automóvel está preso por outrem que colocou o carrinho à porta da confeitaria e não permite a passagem do diacho do autocarro, enquanto ignora olímpicamente os protestos alheios... apenas para, ultrapassado finalmente o obstáculo, estacionar em terceira fila à porta do café e se senta a tomar o cimbalino enquanto ignora olímpicamente os protestos de um terceiro que, ultrapassado por sua vez o obstáculo... estão a ver o filme?

«Carla Afonso Leitão» - Inqualificável! Para não falar das pessoas que dizem que levam o cão para a relva e nunca para o passeio e não apanham porque acham natural, ou seja, a relva para essa gente é um WC natural para caninos, isto brada aos céus!

«Raul Vaz Osorio» - Ui, acabas de me lembrar o jardim do meu condomínio cujo relvado evito como o diabo evita a cruz, dada a elevadíssima densidade populacional dos dejectos caninos naquele nicho ecológico!

«Alexandre Abreu» - Acho que a cidade devia pensar no estacionamento, cada vez que faz causa de rouba linhas de Metro à sua periferia... já a apologia do "em antes é que era bom" é a tradicional memória curta. Mas fica esta curiosidade histórica... não foi "Lesboa" que atropelou a visão de uma VCI pedonal que o Antão Garrett teve, foi mesmo o nosso provincianismo deslumbrado com as Avenidas Novas cá de cima.

«Albertina Leite» - Verdade era muito bom que ouve se multas pesada para essas pessoas mal furmados

«João Simões» - Mas tenho a certeza que o ilustre deputado municipal, David Ribeiro, irá levar estes assuntos à AM. Irei estar atento à próxima reunião para ver a determinação habitual do David Ribeiro na defesa do nosso Porto.

«Jose Riobom» - Confio nisso...

«David Ribeiro» - …e levarei, não tenha o João Simões qualquer dúvida, mas como sempre tenho para mim que o “trabalho de casa” tem que ser bem feito e exaustivo, estou a recolher a maior informação possível sobre estas duas matérias. Eu não emprenho facilmente pelos ouvidos… seja lá quem for o “emprenhador”.



Publicado por Tovi às 11:06
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017
Bebiana Cunha... do PAN

bebiana_cunha_PAN-300x150.png

Conheci pessoalmente a semana passada a jovem psicóloga Bebiana Cunha, eleita deputada à Assembleia Municipal do Porto pelo PAN. E gostei muito da conversa que mantivemos, denotando ser inteligente, conhecedora e assertiva nos assuntos de que fala. Vai ser interessante tê-la como colega na AMPorto.

 

   Comentários no Facebook

«Maria Helena Costa Ferreira» - também a achei uma pessoa interessante.

«Vanda Sousa» - Tenho certezas disso, "Vai ser interessante tê-la como colega na AMPorto."

«Joao Antonio Camoes» - Vi (na web) algumas intervenções em varios foruns. Parece-me inteligente, focada, interessada e percebe do que fala. Vai ser uma mais valia na AM. Precisamos de uma AM abrangente na diversidade mas representativa de todos os setores e sensibilidades.

«Manuel Carvalho» - Nos debates na TV, durante a campanha, tive a mesma impressão. Sabia do que falava, evitava o ataque pessoal e apontava alguns caminhos. Acredito que venha a ser uma mais-valia para o Porto.

«Bebiana Cunha» - Muito obrigada [Emoji smile]



Publicado por Tovi às 10:34
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Janeiro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9

18

23
24
25
26
27

28
29
30
31


Posts recentes

A Velha Guarda ganhou o P...

O BE e os sem-abrigo no P...

Contribuição Extraordinár...

O Expresso nasceu há 45 a...

Eleições no PSD

Protestos de rua no Irão

CTT... ao que chegaste

Previsão astrológica para...

Associação Cívica «Porto,...

Hispania Romana

A República Catalã venceu...

Catalunha a votos

Provedor para os LGBT

Portugal e a descentraliz...

Uma família… uma grande f...

AM aprova orçamento do Po...

Aí Marcelo… quem não te c...

O Acesso à Habitação na C...

Quando a solução é a font...

INFARMED vem para o Porto

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus