"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 19 de Abril de 2017
Não vacinar... será crime contra a saúde pública?

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Estamos no século XXI mas mesmo assim até consigo entender que pais mais iletrados deixem de vacinar pontualmente os seus filhos, mas já tenho muita dificuldade em compreender uma mãe que acabei de ver na TV, cidadã licenciada e professora como actividade profissional, afirmar que em consciência resolveu ter em casa os partos das suas três filhas, que nunca as vacinou nem nunca lhe deu como alimento quer carne quer leite. Que esta mãe nunca venha a arrepender-se desta sua decisão… é que a ciência de hoje e factos recentes não dizem que ela está a proceder bem.

 

   Expresso online, 19Abr2017 às 10h09

Morreu a jovem de 17 anos internada com sarampo em Lisboa
A jovem de 17 anos com sarampo, internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, faleceu esta quarta-feira de madrugada, segundo fonte hospitalar. De acordo com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a jovem morreu "na sequência de uma situação clínica infeciosa com pneumonia bilateral – sarampo". "A família acompanhou toda a evolução da situação clínica e o CHLC, com tristeza, lamenta a ocorrência e presta, publicamente, os seus sentidos pêsames", adianta a nota do Centro Hospitalar enviada à agência Lusa.
A jovem estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC – Hospital Dona Estefânia, na sequência de uma pneumonia bilateral – complicação respiratória do sarampo. Como o Expresso anunciou esta noite, o estado da jovem tinha piorado consideravelmente.
O recente surto de sarampo que abrange vários países europeus causou em Portugal pelo menos 21 casos confirmados de sarampo. Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países. Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível. Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.
O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS). A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto. Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite.
Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele. O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas. Com um período de incubação que pode variar entre sete a 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas).
Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos. A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.
"Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota emitida esta quarta-feira, um alerta que tem repetido de forma constante. A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre os um e quatro anos, que vigorou até 1977. Em 1974, a vacina contra o sarampo foi incluída no PNV e em 1990 foi introduzida uma segunda dose da vacina.
Mais de 500 casos de sarampo foram reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos sete países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que avisa que muitos dos casos de sarampo ocorrem por causa de pais que não querem vacinar os seus filhos.

 

  O Jumento [jumento.blogspot.pt]

Precisamos de uma vacina contra a imbecilidade
Hoje de manhã, quando vinha a caminho do emprego lembrei-me do que estava a passar a jovem internada nos cuidados intensivos, com uma pneumonia bilateral adquirida devido a ter sido infetada com sarampo. Tive uma experiência semelhante em 2013, sei o que é entrar na urgência com um choque sético, com a tensão arterial em 6-4, com uma pneumonia bilateral e a precisar de oxigénio.
Imaginei o que seria a vida desta jovem à luz da minha própria experiência, do risco de vida que enfrentava, das muitas sequelas físicas de que poderia sofrer, dos sacrifícios que teria de enfrentar mesmo que conseguisse sair da UCI. No meu caso foi um mês de cuidados intensivos, mais de 20 dias em coma induzido, várias tentativas de saída do coma sem conseguir retomar a respiração, com um risco de perda de vida estimado em 25%. Depois foi a via sacra da cura total e da reabilitação física, um mês de enfermaria de pneumologia, mais outro num centro de reabilitação, para recuperar de uma tetraplegia dos cuidados intensivos, neste centro vi consequências bem mais graves resultantes de pneumonias.
Hoje de manhã eu, diria que o país, fui surpreendido com a morte daquela jovem, um cenário que para mim era muito provável, tendo em conta o pouco que se ia dizendo do seu estado de saúde. Neste momento já corre na comunicação social que a jovem não tinha sido vacinada contra o sarampo, uma mania que se generalizou no Ocidente, promovida por falsos cientistas e por negociantes de falsas vacina e falsos medicamentos, um negócio da China que sobrevive à custa de alguma estupidez que grassa nos países mais ricos e supostamente melhor informados.
Em África morrem muitas crianças e jovens devido a doenças que poderiam ser evitadas com uma vacina que para os padrões europeus têm um preço quase simbólico. Está sendo feito um esforço enorme para debelar um sofrimento humano que há muito os europeus se esqueceram, doenças que dizimavam e marcam a população e que hoje ninguém conhece. Mas em África faltam os recursos financeiros, falta a informação e faltam as estruturas para assegurar que cada criança tem acesso a cuidados básicos de saúde, que por aqui não se questionam.
Mas em África também há os curandeiros que tentam boicotar a ação dos médicos, e até houve um presidente sul-africano, um tal Thabo Mbeki, que questionou a causa da SIDA, questionou o seu tratamento e acusou os cientistas que combatiam a doença de serem nazis. Por cá não temos curandeiros ou idiotas como Thabo Mbeki, mas multiplicam-se seitas de gente de inteligência superior que passam a ideia perigosa de que se curam doenças com medicamentos feitos à base de água da torneira ou que as vacinas matam mais do que curam.
Este movimento ideológico alimentado pela estupidez poderá ter feito a primeira vítima em Portugal, não contando muitas outras que são vítimas dos novos curandeiros. Se assim foi apenas se pode dizer que é lamentável, mas poderão ser evitadas futuras vítimas se aqueles que optam por expor os filhos a doenças ou a transformá-los em agentes de novas epidemias forem responsabilizados.

 

   Comentários no Facebook

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Ainda a propósito do tema das vacinas, tenho visto as mais angustiantes reportagens que dão voz aos "pais que não vacinam". É pavoroso ver a confirmação das razões para essa opção. No "Público", uma naturopata e uma macrobiótica afirmam que após apurados estudos (imagino que ainda foram umas valentes horas no google para desconstruir uns séculos de avanços científicos) decidiram não vacinar os filhos. Em "alternativa" optam por "estilos de vida saudáveis" e têm uma "alimentação equilibrada", evitando "farinhas e produtos processados" . Dizem também que se fossem pobres e não tivessem muita higiene provavelmente vacinariam os filhos. É desconcertante ver como o período de maior democratização da informação e acesso generalizado a educação não contém, e até alimenta, o obscurantismo, as crendices e a mistificação. É assim com todos os actos de fé, incluindo os que glorificam "aparições" de virgens e santinhos, por exemplo, mas um racionalista como eu fica sempre a pensar onde é que falhámos como espécie. Em algum lado terá sido.

«David Ribeiro»A informação se não der origem ao conhecimento de pouco serve.

«Carlos Vargas» - Na enxurrada "informativa" poucos se salvam. Pouco ou nenhum conhecimento se vislumbra. Mas sabe-se que graças ao google o país, quiçá o mundo, dispõe de um número extraordinário de 'experts' em vacinas e em comida biológica.



Publicado por Tovi às 14:11
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2017
Um amigão... o Carlos Santos Silva

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Sabiam disto?...

"Contas bancárias previam que, se Carlos Santos Silva morresse, 80% do dinheiro seria entregue a José Paulo Pinto de Sousa, primo do ex-primeiro-ministro."

Isto é que é ser amigo, caramba



Publicado por Tovi às 09:25
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Sexta-feira, 31 de Março de 2017
Eleições Autárquicas a 1 de Outubro

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No dia de ontem e de acordo com a Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, o Conselho de Ministros fixou a data de 1 de outubro de 2017 para a realização das eleições gerais para os órgãos representativos do poder local.



Publicado por Tovi às 13:55
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Quinta-feira, 30 de Março de 2017
Segurança na visita do Papa

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Ainda bem que avisaram. Assim os potenciais terroristas já ficam a saber que têm que entrar em Portugal antes do dia 10 de Maio. Parece impossível... e até os aprendizes de sistemas de segurança se devem rir a bom rir deste comunicado do Conselho de Ministros.

 

  Comentários no Facebook

«Joaquim Gomes da Silva» - O que eu chamo de construir a casa pelo telhado. Tudo gente inteligente...

«Karla Afonso» - ... entregar o ouro ao bandido.

«Gonçalo Lavadinho» - É bom para o turismo, ficam cá obrigatoriamente 5 dias se quiserem fazer um atentado.

«David Ribeiro» - Se bem me recordo a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, tinha dito há uns meses que todo esquema de segurança montado para a visita do Papa a Fátima seria sobretudo da responsabilidade da GNR, mas com todas as forças e serviços de segurança envolvidos. E para mim estava tudo dito e mais nada deveria sair a público.

«Jovita Fonseca»Fronteiras? Em momentos como estes... dizem fechar fronteiras! Ando frequentemente por fronteiras no Alentejo onde nunca vi vigilância... terras esquecidas! Esta é uma delas que atravessa um afluente do Caia, Ribeira de Abrilonga, fronteira com Distrito de Badajoz. A Pide, outros tempos, conhecia bem!
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Publicado por Tovi às 14:17
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Domingo, 26 de Março de 2017
Relações tensas entre Angola e Portugal

0917580dc-c0d1-4763-b06b-ca9186beb549-r-NjQweDM0MwSó conheci “in loco” a República Popular de Angola já estava no poder o José Eduardo dos Santos, pois a verdade é que só cheguei a Luanda, para lá trabalhar durante dois anos, pouco tempo antes do 2º Congresso do MPLA, durante o qual “foi analisada a situação política, económica e social do país vivida nos últimos 10 anos de independência”, tendo os congressistas chegado à conclusão “da necessidade do partido elevar a formação política e ideológica dos seus membros e melhorar a capacidade de direcção dos seus quadros”. E nós portugueses, quarenta e um anos depois da independência da Angola, continuamos a ser tratados pelas elites angolanas como se ainda fossemos os “colonizadores”, esquecendo-se aquela gente que é por cá e com a ajuda de alguns (muitos) corruptos “tugas” que eles conseguem não só lavar o dinheiro sujo que ganham à custa do pobre Povo angolano mas também passearem todo a sua opulência pelos locais mais caros cá do sítio. Nesta altura há uma tensão entre os dois Estados, motivada pelo facto do Ministério Público de Portugal ter iniciado um processo judicial contra o actual vice-presidente da Angola, Manuel Domingos Vicente, acusando-o de "corrupção activa, branqueamento de capitais e falsificação de documentos" na época em que foi presidente da Sonangol, empresa angolana do ramo petrolífero. Que se faça Justiça… que ao contrário do que muitos dizem, este jardim-à-beira-mar–plantado ainda é um Estado de Direito.



Publicado por Tovi às 17:06
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Sexta-feira, 24 de Março de 2017
Descentralização de Competências para as Autarquias

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Na proposta de lei da descentralização de competências para as autarquias, aprovada em Conselho de Ministros no passado mês de Fevereiro, o Governo propõe a transferência de novas competências para os órgãos municipais nos seguintes domínios:

Educação
Participar no planeamento, gestão e investimento nos estabelecimentos públicos de educação e de ensino integrados na rede pública dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, secundário, incluindo o profissional.

Na rede pública de educação pré-escolar e de ensino básico e secundário, assegurar as refeições escolares e gestão dos refeitórios, apoiar beneficiários da ação social escolar e recrutar e gerir o pessoal não docente.
Garantir o alojamento aos alunos do ensino básico e secundário, como alternativa ao transporte escolar e participar na organização da segurança escolar, com respeito pelos órgãos das escolas.

Ação social
Assegurar o serviço de atendimento e de acompanhamento social, elaborar as Cartas Sociais Municipais, incluindo o mapeamento de respostas existentes ao nível dos equipamentos sociais, em articulação com as prioridades definidas a nível nacional e regional.

Concretizar atividades de animação e apoio à família para as crianças que frequentam o ensino pré-escolar, elaborar relatórios de diagnóstico técnico e de atribuição de prestações pecuniárias de caráter eventual em situações de carência económica e de risco social, celebrar e acompanhar os contratos de inserção dos beneficiários do rendimento social de inserção.
Desenvolver programas nas áreas de conforto habitacional para pessoas idosas, em articulação com entidades públicas ou instituições particulares de solidariedade social.

Saúde
Participar no planeamento, na gestão e na realização de investimentos relativos a novas unidades de prestação de cuidados de saúde primários, nomeadamente na sua construção, equipamento e manutenção.

Gerir os trabalhadores, inseridos na carreira de assistentes operacionais, das unidades funcionais dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) que integram o Serviço Nacional de Saúde.
Participar nos programas de promoção de saúde pública, comunitária e vida saudável e de envelhecimento ativo.

Proteção Civil
Aprovar os planos municipais de emergência de Proteção Civil, apoiar equipas de intervenção permanente das associações de bombeiros voluntários.

Participar na gestão dos sistemas de videovigilância e de vigilância móvel no âmbito da defesa da floresta contra incêndios e assegurar o funcionamento do centro de coordenação operacional municipal.

Cultura
Gerir, valorizar e conservar património cultural que, sendo classificado, se considere de âmbito local, assim como os museus que não sejam nacionais.

Autorizar e fiscalizar espetáculos de natureza artística e conceder autorização para a realização de espetáculos tauromáquicos.

Património
Gerir o património imobiliário público sem utilização, afeto à administração direta e indireta do Estado ou a entidades integradas no setor empresarial do Estado, incluindo partes de edifícios.

Proceder à avaliação e reavaliação de imóveis, mediante condições a definir por decreto-lei.
Exercer competências atualmente detidas pelos serviços de finanças, nomeadamente na iniciativa para avaliação, designação de peritos avaliadores e decisão de reclamações, mediante alteração legislativa, no prazo de 180 dias, ao código do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

Habitação
Gestão de programas de apoio ao arrendamento urbano e à reabilitação urbana.

Titularidade e gestão dos bens imóveis, destinados a habitação social, que integram o parque habitacional da administração direta e indireta do Estado, com exceção de casas de função em utilização.

Áreas portuário-marítimas
Gestão de áreas afetas à atividade da náutica de recreio e os bens imóveis aí integrados, bem como os bens móveis afetos, abrangendo as atualmente incluídas nas autoridades portuárias.

Gerir as áreas dos portos de pesca secundários e os bens imóveis aí integrados, bem como os bens móveis afetos, abrangendo as atualmente incluídas nas autoridades portuárias.
Gestão de áreas sob jurisdição dos portos sem utilização portuária reconhecida ou exclusiva, bem como áreas urbanas de desenvolvimento turístico e económico não afetas à atividade portuária.
Concessionar, autorizar, licenciar e fiscalizar atividades realizadas nas instalações abrangidas neste domínio.

Praias marítimas, fluviais e lacustres
Proceder à limpeza e recolha de resíduos urbanos.

Manter, conservar e gerir infraestruturas de saneamento básico, de abastecimento de água, energia e comunicações de emergência, de equipamentos e apoios de praia, de equipamentos de apoio à circulação pedonal e rodoviária, incluindo estacionamentos.
Assegurar a assistência a banhistas, sem prejuízo da definição técnica das condições de segurança, salvamento e assistência a definir pela entidade competente.
Concessionar, licenciar e autorizar infraestruturas, equipamentos, apoios de praia ou similares nas zonas balneares, cobrar taxas devidas e instaurar contraordenações e aplicar coimas.

Cadastro rústico e gestão florestal
Coordenar as operações de elaboração e recolha de informação cadastral.

Participar no ordenamento, gestão e intervenção de âmbito florestal.

Transportes e vias de comunicação
Gestão de todas as estradas nos perímetros urbanos e dos equipamentos e infraestruturas, salvo os troços explorados em regime de concessão ou subconcessão, sem prejuízo das competências das entidades intermunicipais.

Licenciamento do transporte regular fluvial ou marítimo ou em outras vias navegáveis de passageiros.

Estruturas de atendimento ao cidadão
Instituir e gerir os Gabinetes de Apoio aos Emigrantes, em articulação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e com a rede nacional de Lojas do Cidadão.

Instalar novas Lojas do Cidadão, cabendo-lhes posteriormente a sua gestão, bem como de Espaços do Cidadão, em articulação com a rede nacional.
Instituir e gerir os Centros Locais de Apoio e Integração de Migrantes.

Policiamento de proximidade
Participar, em articulação com as forças de segurança, na definição, de nível estratégico, do modelo de policiamento de proximidade a concretizar.

Saúde animal
Exercer os poderes de autoridade nas áreas de produção, proteção e a saúde animal, e gerir a detenção e o controlo da população dos animais de companhia.

Segurança alimentar
Exercício de poderes de controlo e de autoridade na área da segurança alimentar, sem prejuízo das competências dos órgãos de polícia criminal.

Segurança contra incêndios
Apreciar projetos e medidas de autoproteção, realizar vistorias e inspeções a edifícios classificados na primeira categoria de risco no âmbito do regime jurídico da segurança contra incêndios, com técnicos municipais credenciados pela entidade competente.

Estacionamento público
Regular, fiscalizar, instruir e decidir os procedimentos contraordenacionais rodoviários em matéria de estacionamento nas vias e espaços públicos dentro das localidades, além dos destinados a parques ou zonas de estacionamento.

Modalidades afins de jogos de fortuna e azar
Autorizar a exploração das modalidades afins de jogos de fortuna ou azar e outras formas de jogo, com exceção dos jogos sociais e apostas desportivas à cota de base territorial.

Delegação de competências nos órgãos das freguesias
Através de contrato interadministrativo, delegar competências nos órgãos das freguesias em todos os domínios dos interesses próprios das populações das freguesias.

A delegação de competências entre os municípios e as freguesias não pode determinar um aumento da despesa pública global prevista no ano da concretização e abarca todo o mandato autárquico. 

Competências de entidades intermunicipais
Exercício de novas competências de âmbito intermunicipal, dependentes de prévio acordo dos municípios que as integram.

Planeamento intermunicipal da rede de transporte escolar e da oferta educativa de nível supramunicipal de acordo com os critérios definidos pelos departamentos governamentais.
Planeamento de respostas e equipamentos sociais ao nível supraconcelhio, exercendo as competências das plataformas supraconcelhias, e elaboração de Cartas Sociais Supramunicipais.
Participar na definição da rede de unidades de cuidados de saúde primários e de unidades de cuidados continuados de âmbito intermunicipal.
Emitir parecer sobre acordos em matéria de cuidados de saúde primários e de cuidados continuados, presidir ao conselho consultivo das unidades de saúde do setor público administrativo ou entidades públicas empresariais.
Participar na definição da rede dos quartéis de bombeiros voluntários, elaborar propostas para a definição da rede de julgados de paz e participar em projetos de combate à violência doméstica, apoio às vítimas de crimes e reinserção social de delinquentes.
Desenvolvimento da promoção turística interna sub-regional, participação na gestão dos portos de âmbito regional, gestão de projetos financiados com fundos europeus e participação na gestão das áreas protegidas.

Novas competências próprias das freguesias
Instalar e gerir os Espaços do Cidadão, em articulação com a rede nacional de Lojas do Cidadão e com os municípios, gestão e manutenção de espaços verdes, limpeza das vias e espaços públicos e reparação e substituição do mobiliário urbano instalado no espaço público, com exceção daquele que seja objeto de concessão.

Gestão e manutenção corrente de feiras e mercados, "realização de pequenas reparações nos estabelecimentos de educação pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico", e autorização da "atividade de exploração de máquinas de diversão".
Autorizar a "colocação de recintos improvisados", a "realização de espetáculos desportivos e divertimentos na via pública, jardins e outros lugares públicos ao ar livre", na sua área de jurisdição, "acampamentos ocasionais" e "fogueiras, queimadas, lançamento e queima de artigos pirotécnicos".



Publicado por Tovi às 09:53
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Quarta-feira, 22 de Março de 2017
Andam a gastar dinheiro em vinho e mulheres

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O coiso holandês (como é que se chama o ainda líder do Eurogrupo?...), numa das suas visitas a Angela Merkel na Alemanha, foi ao museu de Dresden e como é burro que nem um calhau, pensou que este óleo sobre tela datado de 1635, auto-retrato de Rembrandt e sua mulher Saskia, representava os europeus do sul dos dias de hoje. É mesmo totó.

 

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  Pedro Nuno Costa Sampaio, no Facebook

CARTA ABERTA AO JEROEN DIJLESBOING (ou lá como é...)
Caro Sinhor, sou um cidadom europeu, do Puorto, o tal que foi eleito "Béste Déstineixion 2016", mas in antes tamvém já tinhamos o mesmo galardom em 2012 e 2014... portantanto nada de nobo!
Mas diga lá uma coisa: bocê já cá beio??? Já sei: num pode bir porque estaba a fazer o Mestrado ... aquele que disseram que bai-se a ber e afinal num tinha!
Mas benha, carago! Bocês in antes de dizer essas tangas debeis bir cá e fazer tipo uma rota das tascas e da noite! Era a mêma coisa que dizer "ai e tal os países do centro da europa que até alguns diz que bibe abaixo do níbel do mar, num pode gastar o guito em tulipas, batatas fritas e festibais da canção e depois aumentar os juros dos empréstimos dos países que têm a melhor pomada e as gaijas mais boas (digo-lhe, meu amigo, que bocê armou um giga do carago em Ermesinde...)! Quer dezer, aqui no sul todo... (mas cuidado... se bocê bier ó Puorto num diga que somos do sul... senão leba um enxerto que até lhe introduzem um doutoramento na mona em 3 tempos...)
Bocê sabe o que é o presunto da "Badalhoca"? ... atençom: num tamos a falar de ninguém do centro da europa! É o nome duma tasca! Bocê já bebeu um tinto do Douro, num bou falar do Barca Belha pra num fazer puvlicidade... ou até uma Super Bock? Bocê sabe o são Tripas á moda do Puorto?? Num seja murcom, carago! Benha cá!!! Bocê já biu o nosso mulherio todo produzido na noite??? Já as biu ó sol na Foz??? Aton cale-se, carago!
Cum a milhor comida do mundo e as mulheres mais jeitosas, querem que o pobo gaste em quê??? Produtos tóxicos dos Bancos que faliram e que bocês num fizeram a ponta dum corno pra ebitar? Certicados de aforro que num bale um carago?
Deixe-se de tangas!!! Benha cá que depois de ir ber a náite bocê apanha uma cardina e isso passa-lhe!!! Eu até acho cajente gasta pouco nisso! Já agora: o que é para si gastar o guito em mulheres??? Bocê conhece o Bloco de Isquerda num conhece? Para já: eles bão-se passar! Aton e a malta que é abstémica e num gosta de mulheres??? Esses som poupados por natureza? É desses que bocês gostam? A díbida de Portugal num conta coeles??? Antes de avrir essa boca, carago, veja com quem fala!!! Nós num somos os ingleses que se põem a bulir mal cheira a granel!!! Ponha-se fino, murcom do carago!!!!

(texto escrito com o acordo ortográfico do Porto)



Publicado por Tovi às 20:48
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Segunda-feira, 20 de Março de 2017
A verdadeira reforma de Estado

Andei a dar uma voltinha pelos vários grupos facebookianos onde a temática da Descentralização e Regionalização é primordial e, infelizmente, nem uma palavrinha por lá consegui ver, seja a dizer bem ou a dizer mal desta "verdadeira reforma de Estado", como lhe chamou o ministro Adjunto Eduardo Cabrita. E os “militantes” dos partidos, sejam os da Geringonça ou os da oposição, também não dizem nada… estarão à espera de ver o que irão dizer as “mais altas instâncias partidárias” para depois virem aplaudir e abanar as bandeirinhas?... Começo a convencer-me que temos o que merecemos.

 

  JN - 16Mar2017

image.jpgGoverno disponível para discutir descentralização com oposição

O Governo assumiu disponibilidade para discutir as propostas de descentralização da Esquerda e da Direita. Contudo, no Parlamento, o ministro Adjunto Eduardo Cabrita avisou que não se pode "adiar mais" aquela que é uma "verdadeira reforma de Estado".
Segundo Eduardo Cabrita, a proposta do Governo para a descentralização de competências para as autarquias "surge após um ano de trabalho intenso, envolvendo todas as áreas de governação" e não se trata de "uma estratégia, nem desresponsabilização nem de privatização das funções do Estado".
"Foi um ano trabalho intenso com associações representativas quer dos municípios, quer das freguesias, que permitiu criar um contrato de confiança", disse o governante, no debate de iniciativas de todos os partidos sobre novas competências das autarquias locais, sublinhando a abertura "para discutir qual a melhor estratégia de descentralização".
Mas, à exceção da disponibilidade concreta mostrada em relação às propostas do PCP, o ministro Adjunto nada disse em relação à intenção do PSD, anunciada pela deputada do Berta Cabral, para a "constituição de uma Comissão Parlamentar Eventual, para em 90 dias, tratar do processo de descentralização de competências nos municípios, nas freguesias e nas entidades intermunicipais".
No final do debate, foi anunciado pela mesa do Parlamento a votação já amanhã [sexta-feira] do projeto de resolução do PSD para a criação da comissão parlamentar. Contudo, a socialista Susana Amador já tinha referido durante o debate que o PS não vê "necessidade de criação de uma outra comissão". "Temos uma Comissão própria para esse efeito [Comissão de Poder Local]", defendeu.
Pouco antes deste debate ter começado, o líder parlamentar do PS, Carlos César, assumiu a intenção de a bancada socialista viabilizar todos os projetos para que possam ser discutidos na especialidade [Comissão Parlamentar do Poder Local].

Visões distintas à Esquerda e à Direita
Eduardo Cabrita deixou sem resposta o deputado do BE Pedro Soares, que questionou o Governo pelo facto de se avançar com um processo de descentralização quando "era muito importante que tivesse sido dada a voz às freguesias que não se sentem confortáveis com a agregação".

O bloquista criticou ainda os socialistas por se terem "enredado a criar umas entidades atípicas", ao reforçar o poder das entidades supramunicipais "não eleitas democraticamente".
O PSD, pela voz de Emília Santos, mostrou receio pela extinção dos "Contratos Interadministrativos de Educação [criados pelo Governo PSD/CDS, em 2015]", com o plano de descentralização do Executivo PS. Mas Eduardo Cabrita assumiu que o Governo analisou "mais de uma centena de contratos" referidos. "Não queremos acabar com competências, queremos avaliá-las e ir mais à frente", argumentou o ministro.
Já o PCP alertou que "os processos de transferências de competências que temos tido no nosso pais não têm sido positivos".
"Até diria que a avaliação é bastante negativa. O que se tem verificado é uma transferência de encargos sem respetivos meios. Assim foi com escolas de primeiro ciclo, com os Contratos de Execução, em 2008, ou os Contratos Interadministrativos, do PSD, em 2015. Não é um bom exemplo", admitiu a comunista Paula Santos, que apelou a que as novas competências sejam acompanhadas por mais "receitas próprias" das autarquias e a participação "nas receitas do Estado".
"A descentralização não pode corresponder à desresponsabilização do Governo. Não pode por em causa as funções constitucionais do Estado. Não é admissível que passem a existir 308 políticas de educação ou saúde", explicou.
Do lado do CDS, Álvaro Castello Branco disse que "muitas das competências que [os socialistas] pretendem descentralizar nem foram discutidas" com as autarquias locais. "O Governo não lhes apresentou documentação do que está aqui a ser discutido", acusou o centrista.



Publicado por Tovi às 08:02
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Domingo, 5 de Março de 2017
Nunca mais ninguém se lembrou da Regionalização

Será que José Sócrates alguma vez implementaria aquilo que dizia o seu Programa de Governo?... As circunstâncias só o deixaram estar nos destinos do País até 2011 e depois nunca mais ninguém se lembrou da Regionalização.

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  PROGRAMA DO XVIII GOVERNO CONSTITUCIONAL (2009-2013)
(…)
VII - Justiça, Segurança e Qualidade da Democracia...
(…)
5. Modernizar o sistema político, qualificar a democracia - O processo democrático exige permanente actualização, de modo a garantir adequadas condições de legitimação política da autoridade democrática do Estado e uma participação crescentemente qualificada dos cidadãos. Com esse objectivo, o Governo promoverá: A criação de condições para o apoio político e social necessário para colocar com êxito, no quadro da próxima legislatura, e nos termos definidos pela Constituição, a regionalização administrativa do País, no modelo das cinco regiões; (…)



Publicado por Tovi às 12:41
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Sexta-feira, 3 de Março de 2017
Amnistia total... e já

amnistc3ada-77.jpgAlegadamente (fica sempre bem dizer alegadamente) e tendo em conta tudo o que se tem vindo a saber nos últimos tempos, mais aquilo que ainda se poderá vir a saber, o melhor é fazer-se neste cantinho à beira mar plantado uma amnistia a tudo e todos e partirmos da estaca zero para uma nova vida, séria e honrada. E no futuro sermos severos e implacáveis para corruptores e corrompidos, acabando de uma vez por todas com este flagelo. E como estamos perto do centenário da aparição da Senhora Vestida de Branco ali para os lados de Ourém, esta amnistia até podia ser no próximo dia 13 de Maio.

E tudo isto a propósito de ter sabido hoje que o procurador Orlando Figueira, suspeito de corrupção no “Processo Fizz”, emprestou dez mil euros ao juiz Carlos Alexandre para ajudar na construção de uma casa em Mação. E lembro-me perfeitamente de Carlos Alexandre ter ido a um canal televisivo dizer o que na altura disse e que só demonstrou ser um pedante a armar a “saloio de Mação”. Quem com ferros mata com ferros morre… e pena é que ao mais que provável corrupto José Sócrates tivesse calhado em sorte uma criatura a quem era exigido que só comentasse em sede própria e não na praça pública os actos judiciais que lhe foram entregues.



Publicado por Tovi às 08:17
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Quarta-feira, 1 de Março de 2017
Aviso de Sismo no Continente

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que no dia 28-02-2017 pelas 20:57 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 3.3 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 6 km a Norte de Vila Nova de Foz Côa.

 

Deverá ter sido na falha geológica do Vale da Vilariça.

falha%20da%20vilariça.jpg

"A falha da Vilariça apresenta uma expressão geomorfológica interessante e encontram-se sedimentos recentes afectados por planos de falha. A falha tem escarpa voltada a Oeste, com um desnível junto à escarpa de 200m, mas que equivale entre as duas superfícies aplanadas à volta de 250km de desnível vertical.”

Ver mais em «Geocientista – aventuras de mestrado».

 

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«Luisa Olazabal»A diversidade de solos que temos (Xisto, Granito e Aluvião) está ligada à falha da Vilariça (e aos seus movimentos) que atravessa a Quinta [Quinta do Vale Meão].



Publicado por Tovi às 09:10
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2017
Assim se fala no Porto, carago!...

Assim se fala no Porto.jpg



Publicado por Tovi às 08:22
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
CTT… ao que chegaste

CTT.jpg

Não conheço os pormenores dos eventuais acordos feitos pelo Governo português com os investidores na privatização dos CTT, mas a verdade é que os serviços de correios tem vindo a degradar-se e já não têm nada a ver com tudo aquilo que nós todos estávamos habituados. Só neste mês recebi duas cartas com manifesto atraso: Uma enviada por Supermercados Continente e que continha os cupões de desconto para o Natal de 2016; outra carta, e esta com um assunto muito importante, enviada de Lisboa, pela Segurança Social, no dia 14 deste mês, só me chegou a casa no Porto ontem, dia 22 de Fevereiro.... e só tinha dez dias para responder.

 

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«Paulo Santos da Cunha» - O serviço dos CTT hoje é uma vergonha! Há dias enviei uma encomenda para a Alemanha. No momento da expedição, garantiram que seria entregue em 5 dias. 10 dias depois, não sabiam o que se estava a passar e pior do que isso, tinham perdido o rasto à encomenda! Um verdadeiro filme! Caro David Ribeiro, é evidente que não conhece "os pormenores dos eventuais acordos feitos pelo Governo português com os investidores na privatização dos CTT", mas que ali houve "negócio", tenho todas as fundadas e legitimas expectativas de que houve! Porque, pior do que termos vivido sobre um clima de absoluto terror austeritário, cujo resultado foi deixar o país bem pior do que aquilo que estava, e diga-se que estava mal, por aquilo que se vai sabendo, as intenções eram claras e de patrióticas ou de defesa do interesse nacional tinham nada e coisa nenhuma.

«Zé Carlos» - Amigo David Ribeiro, lido com os correios todos os dias, tenho contrato vai para muitos anos. Degradou-se muito o serviço. MUITO

«Zé De Baião» - Isso é muito grave. Cuidado com a presunção das notificações. Isso pode colocar o Estado de Direito em causa. Como sempre o pequeno é que se lixa. Nos termos do art. 254º do CPC: A notificação postal presume-se feita no terceiro dia posterior ao registo, ou no primeiro dia útil seguinte a esse, quando o não seja.

«Paulo Santos da Cunha» - Mas ainda tem dúvidas de que não há premeditação do anterior Governo nesta situação toda? Olhe eu não tenho nenhumas!

«Jorge Veiga» - a mim veio a conta da água que demorou um mês a chegar e tinha prazo para pagar para o dia seguinte...

«Mário Santos»Algumas cartas das finanças demoram mais de um mês, se calhar é para arrecadarem mais dinheiro com as multas...



Publicado por Tovi às 13:55
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017
“Quinta-Feira e Outros Dias” de Aníbal Cavaco Silva

16792630_304.jpg

Fica já aqui dito que eu não gosto nem nunca gostei do Cavaco… mas a QUEIMA DE LIVROS é uma prática característica de regimes opressivos que procuram assim silenciar e censurar opiniões, por mais aberrantes que estas nos possam parecer.

 

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«Adao Fernando Batista Bastos» - David concordo se bem que às vezes bem me apetecia livrar-me de alguns pois já nao tenho espaços para os arrumar. O livro de Cavaco pelo que se vai lendo por aí é a demonstração, mais uma, da sua pequenez enquanto cidadão e político. Um pulhazito, na minha opinião, rancoroso e cobarde. Nunca me oferecerem o desprazer de adquirir este nem outros escritos de quem é movido pela vingança e a necessidade de justificar desastrosos... silencios!

«David Ribeiro» - Eu cá sou da opinião que este livro deverá ser lido, se não forem as 600 páginas pelo menos algumas partes, mais que não seja para se “completar” a ideia que cada um de nós já tem da criatura.

«António Sousa» - O problema é a minha hipertensão? Prefiro o Alexandre Herculano ou o Victor Hugo!!!!!!!!! mesmo assim obrigado pelo convite.

«Jose Bandeira» - Este é um livro que não vou ler, não só por conhecer suficientemente o trajecto da personagem principal mas sobretudo pelo facto de ter a fotografia na capa. Abrenúncio!...

«Ana Alyia» - Só pela gargalhada que me fez dar já valeu, José Bandeira É que o raio do livro (e ainda mais a personagem) irrita-me tanto que estava mesmo a precisar de rir

«Mário Paiva» - ...não precisa queimar, basta não ler, mas os extractos que me têm aparecido melhoraram-me bastante a imagem e opinião sobre Sócrates...

«Rafael Maciel Oliveira» - Este livro demonstra o rancor, raiva, e a maldade, do autor.

«Francisco Seixas da Costa» - O LIVRO As memórias presidenciais de Aníbal Cavaco Silva (já lidas de fio a pavio, porque faço parte dos estóicos de biblioteca) é uma espécie de livro de atas de um notário meticuloso (quase picuínhas) da política. Do texto, que em escrita é basicamente escorreito mas onde o que sai do oficioso resvala para um discurso literariamente menos glorioso, ressalta um tropismo, em crescendo, para a adjetivação ácida, aqui ou ali algo vingativa, "to say the least". É um livro auto-elogioso à náusea, de quem tudo viu, tudo previu, numa omnisciência que só foi pena não ter tido afinal consequências de maior para bem do país que insistiu em colocá-lo em Belém por um longo decénio. Cavaco Silva sabe que, ao ter elegido José Sócrates como "bombo da festa", garantiu um "pós-eleitorado" seguro para dar um pouco mais de credibilidade à narrativa eufórica que faz sobre si mesmo. Muito pouco elegantes são as palavras que dedica a Mário Soares. Nada que surpreenda, contudo, conhecido o autor. Uma nota inevitável para a ligeireza com que se refere a algumas trapalhadas próprias, a menor das quais não será a das escutas. Enfim, um livro de quem tem pressa em tentar que o país dele fixe uma imagem à altura da elevada conta que guarda de si mesmo.

«Antonio Sousa Dias» - Cavaco receou que já nos tivéssemos esquecido de que existiu, lançou um livro para ficarmos com a certeza de que é um vinho azedo e ao contrário do Vinho do Porto, quanto mais velho pior.

«David Ribeiro»Nem para vinagre serve.



Publicado por Tovi às 10:54
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017
O Porto sempre contra a Ditadura

...mesmo quando o nosso sangue corria pelas ruas da cidade.

3 de Fevereiro de 1927.jpg

  Pedro Baptista no Facebook

Fez ontem 90 anos - 3 de Fevereiro de 1927 – que eclodiu no Porto a primeira tentativa de golpe militar contra a Ditadura que se tinha instaurado em 28 de Maio no ano anterior. Malgrado a grande mobilização militar e popular na cidade do Porto e o apoio de grande parte das unidades militares nortenhas, o levantamento acabou por falhar pela indisponibilidade das unidades da capital que parece, tal como em 31 de Janeiro de 1891, não terem gostado da iniciativa a Norte. Lisboa haveria de aderir ao levantamento militar apenas no dia 7, ou 8, quando o Porto, depois de ferozmente bombardeado durante toda a semana e com centenas de mortos, já tinha sido obrigado a render-se para poupar a vida dos seus soldados. Sarmento Pimentel, um dos revoltosos que só haveria de voltar ao país depois de 1974, chamou ao levantamento lisboeta do Largo do Rato, a Revolução do Remorso! Bem observado!



Publicado por Tovi às 08:30
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