"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 22 de Outubro de 2017
Resoluções do Conselho de Ministros Extraordinário

São estas as resoluções do Conselho de Ministros Extraordinário de ontem, coisas agradáveis de ouvir e que nos fazem para já e mais uma vez dar o benefício da dúvida a esta geringonça, mas mais importante que todas as novidades o que nos interessa é como irão ser implementadas. Ou seja, vamos ter que dar tempo ao tempo... mas cuidado António Costa que já não temos muito tempo para dar a volta ao texto.

 

Antonio Costa 21out2017.jpgi) Através da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, o governo anunciou hoje a aprovação, no Conselho de Ministros Extraordinário, de uma resolução onde assume a responsabilidade do pagamento das indeminizações devidas às vítimas mortais dos incêndios de Pedrógão Grande e dos incêndios do último fim-de-semana. Este mecanismo é um mecanismo de adesão voluntária. Será formada uma comissão que terá como primeira missão definir os critérios de atribuição das indeminizações. Esta comissão tem um prazo de trinta dias para elaborar os critérios. Numa segunda fase estes processos passarão para a Provedoria da Justiça onde serão definidos e concretizados os montantes indemnizatórios a atribuir aos familiares das vítimas.

ii) Os Ministros das Infraestruturas, do Trabalho e Segurança Social e da Agricultura anunciaram um conjunto significativo de apoios às famílias e empresas. Após um primeiro levantamento provisório dos custos dos danos causados pelos incêndios, danos esses que incluem, por exemplo, cerca de 500 habitações próprias e permanentes totalmente ou parcialmente destruídas, Pedro Marques anunciou a alocação de uma verba que ascende os 30M€ para responder a estas necessidades. Esta verba será gerida pelo Estado em parceria com as autarquias atingidas e deverá ser acionada após o acionamento dos seguros por parte dos particulares e empresas que os tenham. Pedro Marques reforçou que todas as situações em que os seguros possam ser accionados para fazer face a esta situação, isso deverá ocorrer. Também neste primeiro levantamento foram sinalizadas mais de 300 empresas afectadas pelos incêndios do fim-de-semana passado. Como resposta a esta situação, o governo definiu um conjunto de instrumentos entre os quais um sistema de subvenção a fundo perdido até 100M€ para reconstrução das empresas afectadas, uma linha de crédito de outros 100M€ para questões de tesouraria ou financiamento para as situações que não possam ser englobadas na subvenção a fundo perdido. Complementarmente a estas situações, e para se ter uma recuperação do investimento nestas regiões, o governo vai disponibilizar um sistema de incentivos ao novo investimento nas regiões afectadas com 50M€ de fundos comunitários que permitirão apoiar 100M€ de novo investimento que será complementado por um sistema de crédito fiscal ao investimento que futuramente será estruturado. Crédito Fiscal ao Investimento e apoio até 100M€ de novo investimento nas regiões e concelhos afectados. Será também disponibilizado um sistema de apoio à Saúde e Apoio psicológico às populações afectadas. O governo também irá prestar apoio à reconstrução de infraestruturas e equipamentos municipais. Vieira da Silva destacou de seguida, na área do Emprego e Segurança Social, três dimensões essenciais. A primeira dimensão será o reforço dos instrumentos de apoios sociais para manutenção de rendimentos, apoio ao alojamento, etc. bem como o reforço do apoio a Instituições Sociais que trabalhem nas regiões afectadas pelos incêndios do passado fim-de-semana. A segunda dimensão será o apoio ao emprego. O número de empresas afectadas, já anteriormente referido por Pedro Marques, engloba cerca de 5000 postos de trabalho. É para este universo de pessoas que estão a ser desenvolvidas um conjunto de medidas para a defesa e manutenção dos postos de trabalho como a isenção ou redução das contribuições para a Segurança Social, a possibilidade de diferir o pagamento das contribuições à Segurança Social mas principalmente o desenvolvimento de mecanismos de apoio ao emprego como a possibilidade de suspensão do posto de trabalho, com suporte de fundos da segurança social, para o pagamento aos trabalhadores e a criação de uma medida de apoio à tesouraria das empresas para pagamento de salários para trabalhadores com o posto de trabalho em risco em consequência dos incêndios nas regiões afectadas por um período de 3 meses (eventualmente prorrogável). Capoulas Santos anunciou na mesma altura uma verba até 35 milhões de euros para o sector agrícola e florestal, nomeadamente para apoiar a alimentação dos animais e o depósito e a comercialização da madeira ardida. O Ministro indicou também que vão ser alocados 15 milhões de euros para “acudir aos problemas mais graves” de erosão dos solos e contaminação das águas. Na área florestal, vão ser criadas duas linhas de crédito, uma de cinco milhões de euros para a instalação de parques para depósito da madeira ardida e outra de três milhões de euros para a comercialização da madeira ardida a preços considerados razoáveis.

iii) Pedro Marques anunciou que o Estado tomará posição accionista no SIRESP (Rede de Emergência e Segurança), podendo inclusivamente chegar ao controlo total, e promoverá programas para enterramento de cabos aéreos e limpeza de vias. O Estado irá também adquirir mais quatro estações móveis com ligação por satélite para reforçar as comunicações de emergência e será também contratação de um sistema de redundância de comunicações de segurança adicional. Irá ser efetuado o reforço da limpeza das faixas de protecção juntos das rodovias e ferrovias até 10 metros. Esta medida terá de ser concluída até ao verão de 2018. O governante anunciou na mesma ocasião um conjunto de medidas para o aumento da resiliência do território nacional dando instruções à Infraestruturas de Portugal para que melhore a oferta que está disponível para as operadoras de telecomunicações e energia e favorecer o enterramento nas condutas do canal técnico rodoviário dos cabos aéreos prevendo-se a isenção ou redução da taxa de utilização e manutenção dessas condutas. O ministro do Ambiente anunciou também a contratação de cem equipas de sapadores, 50 vigilantes da natureza e um projecto de voluntariado jovem. Uma das quatro medidas anunciadas foi a replicação do projecto-piloto da Peneda-Gerês, em que a área ardida foi 60% inferior ao ano passado, a outros parques florestais nacionais, avançou o ministro do Ambiente. O Governo vai ainda avançar com “um vasto projecto de aquisição de equipamentos e contratação de sapadores”, em que vão ser contratados nos próximos dois anos cem novas equipas de sapadores, o que corresponde a 500 pessoas, revelou o governante, indicando que actualmente existem 292 equipas de sapadores. A prevenção e o combate aos incêndios florestais vão ser reforçados com mais 50 vigilantes da natureza, dos quais 20 entram já ao trabalho no próximo dia 04 de Novembro. No âmbito da prevenção estrutural das matas nacionais, o Governo vai alocar três milhões de euros para a rede primária de defesa contra incêndios, investimento que poderá ser “multiplicado” através de uma candidatura ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR). Por fim, nesta comunicação Caldeira Cabral anunciou também o lançamento de um plano nacional de Biorefinarias para a implementação destas por todo o país que se juntam às centrais de biomassa, que estão já em desenvolvimento, para valorizar a recolha de resíduos. A recolha de resíduos florestais é uma necessidade e reforça a segurança das florestas. Este modelo cria um incentivo e cria uma valorização desses resíduos criando a capacidade de construir um sistema de recolha não apenas pontual, mas um sistema de recolha a nível nacional com incentivos próprios dados quer pelas autarquias quer por empresas que o queiram fazer.

iv) As conclusões do Primeiro-ministro: O Governo aprovou hoje uma Estratégia Nacional de Protecção Civil Preventiva, em que define como “essencial” aproximar a prevenção e o combate aos incêndios rurais e como “prioritário” reforçar o profissionalismo e capacitação em todo o sistema. “A Protecção Civil não é só para depois das calamidades. A Protecção Civil tem que começar na informação que é dada desde a escola até cada casa, para que todos possamos estar melhor preparados para nos protegermos dos riscos”, declarou hoje o primeiro-ministro, António Costa, após a reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que demorou mais de 11 horas. Além da aposta na profissionalização, a Estratégia Nacional de Protecção Civil Preventiva vai reforçar o papel das Forças Armadas e da Força Aérea na prevenção e no combate aos incêndios. António Costa afirmou na mesma ocasião compreender a revolta que muitos sentem face às consequências dos incêndios, admitiu erros na forma como conteve as suas emoções, mas frisou que um líder de Governo deve diferenciar emoções e plano pessoal. “Percebo bem a urgência que todos sentimos e compreendo a revolta que muitos sentem. O tempo das instituições não é o tempo da vida de cada um de nós”, declarou o primeiro-ministro. “Quem é primeiro-ministro deve procurar diferenciar as emoções que sente enquanto pessoa da forma como a exterioriza no exercício das suas funções. Admito ter errado na forma como contive essas emoções. Gostava muito mais se alguém dissesse que tinha abusado das minhas emoções”, reagiu o líder do executivo. Numa referência ao mandato da Comissão Técnica Independente, que há uma semana entregou o seu relatório, e alusão à espera que o seu executivo teve nos últimos meses – em relação à adoção de medidas de fundo na área dos fogos -, António Costa alegou que a um Governo cumpre respeitar o tempo das instituições que investigaram as causas dos incêndios de Junho em Pedrógão Grande (distrito de Leiria) e saber ponderar as conclusões e recomendações das comissões criadas na Assembleia da República.



Publicado por Tovi às 10:22
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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
Grande puxão de orelhas ao Governo de Costa

Marcelo.jpg

Marcelo Rebelo de Sousa não me encanta, pois não me esqueço que foi ele, juntamente com o Guterres, quem “matou” a Regionalização, mas o puxão de orelhas que acaba de dar ao Governo de António Costa foi bem dado.

 

   A não esquecer:

i) "A fragilidade existe e atinge os poderes públicos" …/… "Esta é a última oportunidade para levarmos a sério a floresta".

ii) "Se há na AR há quem questione a capacidade do Governo, que a Assembleia clarifique se quer manter ou não o governo".

iii) "…a pensar no médio ou longo prazo não significa convivermos com estas tragédias" …/… “Onde existe fragilidade, ela terá de deixar de existir".

 

  Comentários no Facebook

«Jorge Veiga» - Gostei muito do discurso de Marcelo. Diz muitas coisas de frente, olhos nos olhos, diz muitas coisas nas entrelinhas.

«Carla Afonso Leitão» - Sendo esta "última oportunidade" que o PR dá ao governo, quanto será preciso, quantos mais mortos e terra queimada para tomar a sua decisão que ficou latente e, pasme-se, e bem, por sinal, remete para o parlamento, para a casa da democracia, fazendo-se valer do regime par(lamentar), a decisão de manter, ou não a confiança no actual governo. Mais uma vez, Cristas, "ganha" pela oportunidade, não pela pertinência com base moral (contextualizando, Decreto-Lei nº 96/2013, de 19 de Julho ou "Lei do Eucalipto Livre"), a moção de censura, à falta de qualquer mudança no governo, vai encostar o BE e a CDU a um impasse. Mas, vamos ser sérios, não é a Cristas, ou a Catarina, ou o Jerónimo que têm o Campo como prioridade, a primeira dá prioridade ao domínio da fé no seu deus, os segundos, ao domínio das exigências salariais do estado, o Centeno tem a margem que sabe que nem essa nos pertence. O Costa ainda não pediu desculpas e nem o vai fazer porque é um bilderberger, não responde ao povo, responde ao seu amo, o grupo.

«Rodrigues Pereira» - Não me recordo de alguma vez ter ouvido um tão duro - e assertivo - discurso de um Presidente da República ! Marcelo foi claríssimo - muito para além das entrelinhas - na necessidade da substituição da patética Ministra da Administração Interna e do seu balofo Secretário de Estado. Apenas faltou dizer os nomes ... Perante isto, creio que não resta a António Costa senão uma de duas alternativas: ou a demissão imediata da Senhora Ministra, ou a sua própria demisão. O que não significaria, necessariamente, que não conseguisse voltar a colocar a "Geringonça" em pé. Mas com o discurso de ontem e a sua proverbial casmurrice, creio que terá deitado borda-fora a tal maioria absoluta que parecia garantida ... Aguardemos os próximos episódios. E - já agora - para aqueles que se fartam de gozar a proximidade humana do PR, as suas selfies e a proximidade cidadã, comparando-o a uma espécie de "palhaço bonacheirão", ora façam lá o favor de enfiar o barrete !

«Rui Moreira»Para que nos serve o Estado? Como nos podemos defender, quando o Estado que tem o monopólio da força nos falha? Como entender as prioridades de um País cuja administração cresce sucessivamente, carregando o seu peso num retalho cada vez mais pequeno? Quando a governação depende dessa administração que deveria comandar? Quando se inverteu a ordem natural da hierarquia democrática? Como avaliar as prioridades nacionais? Como se pode falar sempre e obsessivamente de direitos adquiridos quando não se defendem os direitos primários e inatos? Como tolerar tudo isto? Como acreditar no futuro? Como esquecer o que se viu? E o que, a propósito, se ouviu e não se ouviu? Sim, as palavras do Presidente transmitem-nos muita e muita caridade. Teria tocado no coração de todos, e não apenas em todos aqueles que estão feridos, despojados, órfãos, atónitos, tristes, zangados, se não se desse o caso de os outros, muitos e muitos outros, não estarem interessados em mudar nada, nada, nada. Está em causa a coesão de Portugal. Porque já não há um estado uno. Há um estado exíguo, entrincheirado. Há um pseudo-estado, sem soberania, sem territorialidade. Para que nos serve essa impostura, quando a Nação se sente abandonada? São estes os factos. Levará tempo, é uma característica nossa, mas é inevitável que estes factos se transformem em argumentos.

«David Ribeiro» - É ensurdecedor o silêncio da estrutura do PS-Porto (e do PSD portuense também nada se ouve) sobre a desgraça que nos atingiu neste último fim-de-semana… como já não bastasse o que aconteceu em Pedrógão Grande, devem andar à procura de um raio caído numa árvore ou de um tolinho qualquer que tenha ateado os fogos. Temo eu é que estejam mais uma vez à espera de saber quem serão os novos ministro e secretários de estado para depois virem dizer que “agora é que vai ser”.

 

   9h20 de 18Out2017

Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, apresenta demissão. António Costa aceita.

CARTA DE DEMISSÃO DA MINISTRA DA ADMNISTRAÇÃO INTERNA
Logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela qual não pedi, formal e publicamente, a minha demissão. Fi-lo por uma questão de lealdade.
Pediu-me para me manter em funções, sempre com o argumento que não podemos ir pelo caminho mais fácil, mas sim enfrentar as adversidades, bem como para preparar a reforma do modelo de prevenção e combate a incêndios florestais, conforme viesse a ser proposto pela Comissão Técnica Independente. Manifestou-me sempre a sua confiança, o que naturalmente reconheço e revela a grandeza de caráter que sempre lhe reconheci.
Desde junho de 2017, aceitei manter-me em funções apenas com o propósito de servir o país e o Governo que lidera, a que tive a honra de pertencer.
Durante a tragédia deste fim de semana, voltei a solicitar que, logo após o seu período crítico, aceitasse a minha cessação de funções, pois apesar de esta tragédia ser fruto de múltiplos fatores, considerei que não tinha condições políticas e pessoais para continuar no exercício deste cargo, muito embora contasse com a sua confiança.
Tendo terminado o período crítico desta tragédia e estando já preparadas as propostas de medidas a discutir no Conselho de Ministros Extraordinário de dia 21 de outubro, considero que estão esgotadas todas as condições para me manter em funções, pelo que lhe apresento agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal.



Publicado por Tovi às 07:17
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Segunda-feira, 10 de Julho de 2017
Três Secretários de Estado demitiram-se

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Só agora?...

 


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Publicado por Tovi às 00:05
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Quinta-feira, 8 de Junho de 2017
Eu também gostava de saber

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Tudo em Lisboa… tudo em Lisboa… porquê?...

 

  Comentários no Facebook

«António Magalhães» - Calma! Os deputados eleitos pelo circulo do Porto vão tratar do assunto...😇

«Carla Afonso Leitão» - Ah bom... estamos mais descansados [Emoji pacman:V]

«Jovita Fonseca» - É importante tomar essa decisão! A vantagem de ter um presidente de câmara independente, não estar à mercê do partido de filiação. Aliás, temos mais que motivos para essa candidatura...

«Jorge Veiga» - David Ribeiro querias saber? Ora já sabes como é...!

«Jota Caeiro» - queremos tudo esclarecido! assim é que é!

«Carla Afonso Leitão» - Muito bem, muito bem!

«Manuel Carvalho» - La vai a venerável Olisipo ter de revirar-se à procura dos papéis ou arranjar alguém para lhe "martelar" alguns.

«David Ribeiro» - É incrível como a geringonça considera Lisboa como única localização possível para instalação da Agência Europeia do Medicamento. Até a Ordem dos Médicos está de acordo com as posições de Rui Moreira.

«Jota Caeiro» - fazem as merdas e atiram-nas depois para os ombros do Santos Silva que, definitivamente, anda a perder qualidades. ou não as tinha e nós, os crentes, sonhamos... realmente não as tinha. ao fazer parte de um governo com um nacional-nazi que bem conhecia do Porto, perdeu o princípio. e perdendo o princípio, perdeu o Augusto o critério. esta coisa das aspirinas vem dar vantagem ao Moreira, obviamente. ficamos todos contentitos. mas ficamos todos com um mal estar danado, com uma azia desmesurada, por ouvirmos o Santos Silva como um desgraçado a desculpar-se do resto da governamental merda! é aumentada ao tamanho! e aumenta será também a sua vergonha... ele ouve-me e vê-me e sabe que eu tenho razão... desta vez foi fundo. afinal o alkaseltzer talvez lhe faça mais falta à augusta personagem... vivam todos! viva Caesar! [Emoji wink]



Publicado por Tovi às 10:41
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Quinta-feira, 27 de Abril de 2017
Regionalização... não há condições?

Regionalização 26Abr2017.jpg
Pois!... Já estava à espera disto. Quem não os conhecer que os compre

 

  Comentários no Facebook

«José Luis Moreira» - Pois!!! [frown emoticon:(] Farsola!

«Anibal Pereira» - Afinal muda a música mas a letra é sempre a mesma. Continuado os tiques da capital do império.

«Tiago Múrias Santos» - Pois, "podem-se enganar alguns todo o tempo, podem-se enganar muitos algum tempo, mas não se podem enganar TODOS, todo o tempo"!

 

  Jornal i – 27Abr2017 às 7h29

Eleição dos diretores das CCDR está à espera das autárquicas para avançar. Depois disso, a reforma que ainda ontem António Costa considerou essencial será feita sem passar pelo parlamento.
António Costa é um regionalista traumatizado. Os resultados do referendo de há 20 anos ainda não lhe saíram da memória e são suficientes para o primeiro-ministro afastar a proposta do PCP e do PEV para aprovar uma nova consulta popular para a criação de regiões administrativas. Costa considera que o mais certo era voltar a ganhar o não e quer evitar esse cenário.
Para vincar que não mudou de ideias, António Costa lembrou a reforma das CCDR que consta do Programa do Governo. Só que essa é uma reforma que vai ficar na gaveta pelo menos até depois das autárquicas.
A proposta desenhada por António Costa e Eduardo Cabrita passava por democratizar estas estruturas, fazendo com que as direções das CCDR passassem a ser eleitas pelos membros das câmaras e assembleias municipais de cada região, em vez de serem nomeadas pelo governo.
As dúvidas de Marcelo
Mas a ideia levantava sérias dúvidas ao Presidente da República e contava com a oposição de PSD, BE, PCP e PEV.

Marcelo Rebelo de Sousa e os sociais-democratas consideravam que se tratava de uma “regionalização encapotada”. À esquerda, a reforma era curta para o que se considera ser a descentralização de poderes necessária, que só seria cumprida com a regionalização.
A solução política foi deixar o dossiê na gaveta até depois das autárquicas. Mas a intenção é mesmo avançar depois das eleições de 1 de outubro. “A medida está prevista no Programa do Governo e será aplicada após as próximas eleições autárquicas”, assegura ao i fonte governamental.
Para contornar os obstáculos políticos a uma proposta que é vista como essencial por António Costa, esta reforma não deve mesmo passar pelo parlamento. “É uma questão da administração pública. Será aprovada por decreto-lei”, garante a mesma fonte.
Aliás, ontem, António Costa falou da democratização das CCDR como uma medida que será mesmo concretizada, em resposta à deputada do PEV Heloísa Apolónia, que o desafiou a deixar clara a sua posição sobre a regionalização.
O passo antes das regiões
“É um passo muito importante que permitirá dar legitimidade democrática, aproximar os municípios das regiões, dar escala às políticas públicas e consolidar um modelo que, no futuro, quando houver um consenso nacional que o justifique, possa abrir um debate sobre regionalização”, disse o primeiro-ministro sobre as mudanças que quer fazer nas CCDR.

Uma coisa é certa: este não é o momento para avançar com a criação de regiões administrativas que, segundo a Constituição, só pode ser feita por um referendo. Ora, uma nova consulta popular só poderia ser convocada “por decisão do Presidente da República, mediante proposta da Assembleia da República ou do Governo”, como estabelece a Constituição da República Portuguesa.
Marcelo é favorável à regionalização, mas em 1998 fez campanha pelo não. O problema era o mapa que estava em análise, mas também a ideia de que o PS teria condições para “tomar conta do poder em todo o país”, como explica Vítor Matos na biografia de Rebelo de Sousa.
Pedro Passos Coelho, que já foi defensor da regionalização, deixou entretanto cair o tema, que desapareceu do programa eleitoral do PSD.
E estes dados são suficientes para António Costa concluir que o timing político não é favorável a avançar com uma reforma que pode gerar muitos anticorpos e provocar uma nova vitória do não em referendo.
“No momento próprio, lá chegaremos. Eu gostava de ter poderes divinatórios, mas não tenho. Há uma coisa que sei: nesta legislatura, não é com certeza”, avisou Costa, sublinhando que a questão é mesmo de oportunidade, e não de convicção.
“Não mudei de ideias”, afirmou o primeiro-ministro, recordando que no referendo à regionalização esteve do lado do sim e que continua a acreditar que a regionalização é a melhor solução, e acabará por ser inevitável.
“Neste momento não é oportuno e não há condições políticas para que se retome esse tema sem cometer os mesmos erros do passado. Ainda não desaprendi o trauma que tive com esse referendo”, vincou o primeiro--ministro.
Enquanto a reforma das CCDR fica à espera das autárquicas, a descentralização de competências também dificilmente sairá do papel antes dessas eleições.
20 audições
O grupo de trabalho da descentralização de competências para as autarquias tem agendadas cerca de 20 audições de natureza temática, algumas com centenas de participantes – um trabalho hercúleo que os deputados dificilmente conseguirão acabar a tempo de poderem concretizar a descentralização antes do início do novo ciclo autárquico.

“Não recomendo a ninguém que abra o debate [sobre a regionalização] prematuramente e precipitadamente, para não corrermos o risco de repetir os erros cometidos há 20 anos”.



Publicado por Tovi às 11:24
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Sábado, 1 de Outubro de 2016
Sou um provinciano...

...e com muita honra

Coleção Miró ab.jpg

  Tiago Barbosa Ribeiro no Facebook, em 28Set

UM PEQUENINO INTERIOR
Este senhor, de seu nome Nuno Vassallo e Silva, actual director-adjunto do Museu Gulbenkian, é um comissário político do PSD que foi director-geral do património e que nessa condição tudo fez para abater a colecção de Miró que agora vai ficar no Porto.
Ora, a esse propósito, segundo citação no "Público", o sujeito disse que «é uma decisão lamentável» e que representa uma «visão provinciana».É o típico pensamento dos provincianos da corte que julgam o resto do país à sua imagem e que defendem activamente tudo o que conduza ao centralismo que esmaga Portugal.
E se isso já era suficientemente mau, ainda temos os danos colaterais: a produção destas figurinhas do Portugal dos pequeninos. São eles, e não outros, que representam esse «país engravatado todo o ano e a assoar-se à gravata por engano», o que se revela especialmente certeiro ao vermos (e lermos) o que dizem estes pequeninos interiores.
Que tristeza.

 

  Luís Miguel Queirós no Público de 30Set

O que fará a província com os Mirós?
Desde que Fernando Rosas se opôs à instalação do Centro Português de Fotografia no Porto com o argumento de que se iria obrigar os atarefados investigadores lisboetas a deslocar-se ao Porto, essa remota povoação nortenha, que não lia nada de um tão rematado provincianismo centralista como as recentes declarações do director adjunto do Museu Gulbenkian, Nuno Vassallo e Silva, que afirmou ao PÚBLICO que a decisão de manter a Colecção Miró no Porto revela “uma visão provinciana”. E porquê? Porque não acredita que a presença destas 80 e tal obras de Miró “faça desviar os turistas que vão [ver os Mirós] a Barcelona, a Madrid ou a Nova Iorque”. E já os desviaria se a mesmíssima colecção ficasse em Lisboa?

Não chega a perceber-se se Vassallo e Silva está a dizer que o Porto é, em si mesmo, provinciano, ou se acha provinciano pretender-se descentralizar a oferta cultural naquele que é seguramente um dos países mais centralistas da União Europeia. Ou o problema é ter-se sabido aproveitar uma oportunidade e mantido os Mirós em Portugal, quando deveriam ter sido vendidos a quem lhes soubesse dar melhor proveito? Nenhuma das hipóteses torna menos inquietante o facto de alguém que pensa assim ter podido exercer funções como efémero secretário de Estado da Cultura e director-geral do Património Cultural.
No mesmo artigo que abria o PÚBLICO de quarta-feira, Álvaro Siza já respondia involuntariamente a Vassallo e Silva quando sublinhava que “os Mirós ficam bem não importa onde”. Responsável pelo projecto arquitectónico da exposição que se inaugura esta sexta-feira na Casa de Serralves, Siza acrescentava, com a menos provinciana das sinceridades, que preferia ter os Mirós perto de casa, porque assim os poderia “ir ver com mais facilidade”.
Para infelicidade do director adjunto do Museu Gulbenkian, os Mirós ficarão mesmo no Porto. O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, já deixou claro que a decisão política está tomada, e resta apenas saber onde ficará fisicamente instalada a colecção e como irá ser trabalhada e divulgada. Tanto a tutela como a autarquia têm mantido esse segredo bem guardado, e todas as tentativas do PÚBLICO para saber pormenores, que também incluíram a Fundação de Serralves, esbarraram na declaração lacónica de que “as informações sobre o destino da colecção Miró serão prestadas amanhã [sexta-feira], no Porto, pelo senhor primeiro-ministro e pelo senhor presidente da Câmara Municipal do Porto”.
Não parecendo provável que existam neste momento condições para se construir um novo museu de raiz, o que se espera é que Rui Moreira anuncie em Serralves em que edifício já existente na cidade tenciona instalar os Mirós. Têm sido aventados vários locais, do antigo Cinema Batalha ao palacete Pinto Leite, que até já foi vendido. Outra hipótese seria o palacete dos Viscondes de Balsemão, que Álvaro Siza parece achar uma solução viável, já que, além de espaço suficiente, “tem a vantagem”, lembra, de pertencer à Câmara. Mas o palacete está localizado na já muito turística Baixa do Porto, em pleno coração da movida portuense, e Rui Moreira tem sempre defendido a ideia de que é preciso animar as zonas mais deprimidas da cidade. Princípio que poderia tornar mais atractivo o cenário do Matadouro, para o qual está previsto um centro de artes e património. No entanto, o ambicioso projecto que o vereador Paulo Cunha e Silva imaginara para o local pode não ser facilmente conciliável com um museu de dimensão institucional inevitavelmente forte.
Não é sequer de excluir – embora seja improvável – que a futura casa dos Mirós acabe, afinal, por não ser anunciada esta sexta-feira, mas decerto ficaremos pelo menos a saber qual a solução institucional encontrada. E parece difícil que ela não passe por Serralves. É certo que o Museu Nacional Soares dos Reis tem um pequeno núcleo de arte portuguesa do século XX, com obras de Dórdio Gomes, Eduardo Viana, Júlio Resende ou António Quadros, entre vários outros, mas quando nos perguntamos que instituição portuense tem o dinamismo e as competências necessárias para gerir uma colecção como esta, Serralves é a resposta mais óbvia.
É verdade que o Museu de Serralves é de arte contemporânea, e que não faria grande sentido acolher estas obras na sua colecção, mas como sugeriu ao PÚBLICO o seu ex-director artístico, João Fernandes, “os projectos dos museus também são flexíveis”, e já não pareceria tão absurda a ideia de se criar um pólo de Serralves, ou um qualquer modelo de parceria, noutro local da cidade. Menos claro é que a fundação, que já só está agora a expor os Mirós porque o anterior titular da Cultura, João Soares, praticamente o impôs, se mostre interessada em assumir esta responsabilidade, num tempo de severas restrições orçamentais e quando tem pela frente a empreitada da construção e gestão da Casa Manoel de Oliveira. A solução poderia passar por compensar financeiramente Serralves, como vem sendo feito com o Centro Cultural de Belém, cujos cortes orçamentais têm sido atenuados por acolher a Colecção Berardo.
E ao contrário do que parece pensar Vassallo e Silva, não é nada certo que esta colecção não constitua um factor de atracção cultural importante para o Porto. Estas oitenta e tal obras abarcam todas as sucessivas fases da extensa produção de um dos pintores que ajudou a definir a arte moderna e cuja criação atravessou, sem perder relevância ou influência, uma boa parte do século XX. Uma parte, aliás, muito pouco representada nos museus da cidade.

 

  Colecção Miró vai ficar na Fundação Serralves

O presidente da Câmara do Porto anunciou esta sexta-feira à tarde que a coleção de quadros do artista espanhol fica na Fundação Serralves. Sabido que a coleção Miró iria ficar no Porto, Rui Moreira anunciou esta sexta-feira que o local escolhido para acolher estes quadros será a Fundação Serralves.
“Não ficariam em melhor lugar do aqui na casa de Serralves. Com a pronta concordância da Fundação, posso agora revelar que este novo polo cultural do município ficará instalado nesta casa maravilhosa e queria também dizer que o senhor arquiteto Siza Vieira já aceitou o encargo de transformar esta casa de tal forma que esta coleção possa ficar aqui de forma permanente”, garantiu Moreira.
Sobre qual o “modelo institucional e financeiro” a utilizar-se, garantiu que o mesmo será anunciado “dentro de dias”. Além de afirmar que este é o “local ideal”, “todos compreenderão também que a Fundação tem todos recursos técnicos para garantir a maximização deste projeto”. 
A coleção Miró, composta por 85 obras de arte cujo destino, em 2013, era a venda num leilão internacional, acabou por nunca sair de Portugal por iniciativa do Ministério Público.




Quarta-feira, 14 de Setembro de 2016
Atão como é?...

Rui Moreira 113et2016.jpg

Não me digam que a Gerigonça não é gente de bem e faz-se esquecida do que prometeu

 

  Comentários no Facebook

«António Magalhães» >> O Governo que os vá buscar à "festa" da Parque Escolar...

«António Sousa» >> Venham mais foguetes!......

«João Cerqueira» >> Em 2012 o Anterior Governo pagou CM Lisboa 286 Milhões pelos terrenos do aeroporto, Divida dos anos 60 que nem Governos Socialistas pagaram. E que deram muito jeito ao Costa. (As diferenças ideológicas) - Estado paga hoje terrenos do aeroporto a Lisboa  

«Jovita Fonseca» >> Isto é que é boa gestão! Tanta "mistura" ...mas sempre a saír beneficiada a gente de Lisboa! Temos de ficar independentes dessa gente do governo central...E aqui nada de partidos, nada de oportunistas!

«Tiago Vasquez» >> Nós continuamos a deixar!

«António Sousa» >> O Rui sempre teve azar com escuros!....

«Jorge Veiga» >> "Palavra dada é palavra.... esquecida!"

«Nuno Santos» >> a notícia (pelo menos o título) é um tudo nada sensacionalista. Não é o que está dito nem sequer o que está escrito



Publicado por Tovi às 09:53
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Terça-feira, 6 de Setembro de 2016
Novo congelamento das rendas?

Às vezes a Geringonça parece que nem as pensa... Haja paciência

Lei das Rendas Rui Moeira 5Set2016.jpg

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«José Camilo» >> Rui Moreira, por si só, impedirá tamanhos ataques. Se pudesse contar com as restantes autarquias contra mais este banditismo seria óptimo.

«Jorge Veiga» >> populismo disparatado!

«Vanda Salvador» >> Se o governo quer fazer "caridade" congelando as rendas relativas a idosos, pessoas com dificiência, acho muito bem que o faça, mas é ele, governo, e não o proprietários. Por acaso o governo perguntou aos senhorios se queriam fazer caridade? Mais uma vez procuram o populismo, mas à custa de quem também muitas vezes precisa. Muitas rendas são tão baixas, que nem dão para cobrir as despesas do Imi. BASTA de mentiras!

«Raul Vaz Osorio» >> O governo tem apenas 2 objectivos: a) aguentar-se satisfazendo simultaneamente os seus apoiantes de esquerda e a Europa de direita. b) Angariar dinheiro para cumprir a). É uma óbvia quadratura do circulo



Publicado por Tovi às 09:27
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Domingo, 5 de Junho de 2016
21º Congresso Nacional do Partido Socialista

21 Congresso.jpg

Ouviram o discurso do ANTÓNIO COSTA no encerramento do Congresso do PS?... Houve uma altura em que me pareceu estar ele a mendigar uns lugares nas listas de Rui Moreira para os socialistas portuenses, nas próximas Autárquicas. Isto ainda vai dar muito que falar.

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«Raul Vaz Osorio» >> Epa com motoGP achas mesmo que eu ia perder tempo a ouvir o Costa não dizer nada? LOL

«José Camilo» >> Pois eu penso que a actividade actual partidária tem os dias contados. Rui Moreira é o responsável, até pela sua prática "política" em servir os cidadãos. Eu, nesse âmbito, já me tornei "ateu".

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Rui Moreira vais deixar TODOS os partidos a falarem sozinhos e vai escolher em quem confia e profissionalmente é competente. Só interessa uma boa gestão camarária sem politiquices. è isso que lhe pedimos.

«David Ribeiro» >> Rui Moreira reafirma independência mas não pede apoios a partidos: O presidente da Câmara do Porto reafirmou a independência da sua eventual recandidatura e da sua governação, lembrando que foi eleito com o apoio do CDS e de muitos militantes e simpatizantes de todo o espectro político, da esquerda à direita, reagindo, assim, às declarações de António Costa sobre o apoio do PS nas próximas eleições. “O CDS já manifestou, também, interesse em apoiar e saber que o PS também apoia deixa-me satisfeito, mas será sempre uma candidatura independente e as candidaturas independentes não podem por definição fazer coligações”, disse hoje no final de uma visita ao Museu dos Clérigos, na companhia do Presidente da República. “Não tenho nenhum acordo formal com o PS, nem o pedi, o PS trata do assunto dentro daquilo que é o seu calendário, tem feito as audições que tem feito, junto com os seus eleitores. Eu irei apresentar uma lista e convidarei aqueles que eu considero que são os melhores e espero, naturalmente, apoio do PS, do CDS, de outros partidos, cidadãos independentes e de muitas pessoas para que consigamos formar uma lista que mereça mais uma vez o apoio maioritário dos cidadãos do Porto”, disse ainda Rui Moreira. “Apresentar-nos-emos às eleições, eu serei seguramente cabeça da lista a Câmara Municipal do Porto e o presidente da Assembleia Municipal será seguramente o meu escolhido para ser cabeça de lista para Assembleia Municipal. Depois, o resto decorre naturalmente”, afirmou. Segundo o Presidente da Câmara, “o eleitorado não é pertença de ninguém, ninguém pode pensar que é proprietário do voto das pessoas, neste caso da cidade não se trata de opções ideológicas, trata-se de escolhas pela cidade que nós na altura anunciamos e a que nos mantemos fiéis, em relação à cultura, coesão social e economia”. “Temos sido fiéis a esse programa, que atrai pessoas quer da esquerda, quer da direita e não atrai outras que acham que este programa não é o mais adequado e com certeza surgirão alternativas. Não acredito que sejamos os únicos candidatos, não me parece que estamos no partido único, isso de facto seria deplorável, mas, naturalmente que fico satisfeito que reconheçam o nosso trabalho”, disse. O autarca lembrou ainda que da sua equipa “fazem parte muitas pessoas, e algumas deles são militantes do Partido Socialista, como é o caso do dr. Manuel Pizarro que tem sido de uma grande lealdade e também de uma grande competência, como têm sido outros vereadores mas, neste caso, porque estamos a falar do PS, quero dizer aqui mais uma vez que o dr. Manuel Pizarro tem sido um excelente parceiro e de uma extraordinária lealdade”.

 

E sobre REGIONALIZAÇÂO nem uma palavrinha no discurso de António Costa no encerramento do Congresso.

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«Raul Vaz Osorio» >> Estavas à espera de batatinhas, não? [Emoji tongue:P]

«Nuno Filipe Cardoso» >> Querem é centralismo "parolo".

«Jorge Veiga» >> Quando é que vocês se convencem que os políticos que temos, assim que chegam a Lisboa perdem a memória e nunca mais se lembram de descentralização os regionalização, até porque não querem perder poder? Sentem-se, que esperar de pé cansa...

«Jose Bandeira» >> Esses políticos quando chegam a Lisboa cumpriram o seu objectivo: chegar à sede do poder. Nós temos cá um desses na presidência da Câmara de Valongo, mas tem tido o "azar" de apostar sempre no cavalo errado. Não são esses marmelos que vão mudar seja o que for; o que eles querem é sentar-se à mesa do poder. A única forma de mudar é começar por mudarmos a nossa atitude face ao poder.

«Pedro Baptista» >> Este, David Ribeiro, é o governo mais centralista e mais alisbonado de todos desde 1974!

 

 

Costa quer DESCENTRALIZAÇÃO até ao final do ano e anunciou medidas no discurso de encerramento do 21º Congresso.

Autárquicas realizam-se para o ano num quadro "bastante diferente". "Descentralização é a pedra angular da reforma do Estadio: reforçar as competências das freguesias, municípios, reforçar os meios, para exercerem competências que vão passar a desempenhar. Mas a descentalização deve ir mais além e é altura, de uma vez por todas, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, se cumprir aquilo que desde 1989", começa por dizer. E anuncia que quer a eleição direta das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Mas não só. "De uma vez por todas, este momento é desbloquear o impasse. Este é o momento da descentralização, que as CCDR's (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional) deixem de ser nomeadas e passem a ser eleitas pelos autarcas da respetiva região". Costa nota que há um calendário para cumprir já que as autárquicas são em outubro de 2017. Daí ser preciso alterar o quadro legislativo com antecedência. Estabelece o prazo: "Até ao final deste ano é desejável que Governo, ANMP, ANF, grupos parlamentares da AR possam trabalhar para até aí termos de modo tão consensual quanto possível e com a unanimidade desejável, haja um novo quadro de autarquias locais, eleição direta e democratização de eleição das CCDR'S. É a melhor homenagem que podemos prestar aos 40 anos do poder local". Lembra a sua experiência enquanto autarca, advogando a "legitimidade de ter feito como Presidente de câmara a melhor reforma de descentralização das freguesias". "Não foram estes seis meses de PM que me fizeram esquecer oito anos de câmaras. Estão em melhor posição para realizar muito do que o Estado ainda hoje realiza".

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«Raul Vaz Osorio» >> De destacar a eleição indirecta das CCDR. Para assegurar o controlo partidário, não vá um Moreira qualquer concorrer!

«David Ribeiro» >> O "Centralismo" no seu melhor [Emoji smile]

«Raul Vaz Osorio» >> Apesarde tudo, é bem melhor do que o que existe actualmente. Mas ainda a anos luz do que é necessário. Mas é sempre preciso um primeiro passo e não caio na armadilha em que muitos caíram no referendo sobre a regionalização. É bem vindo, nós cá estaremos para melhorar.

«Pedro Baptista» >> Genial genialidade de génios, nem sei mais que diga, finalmente a nova aurora...

«David Ribeiro» >> Mas é fundamental que não fiquemos pelos "rebuçados"... Há ainda um longo caminho a percorrer.

«Raul Vaz Osorio» >> Sem dúvida. Mas a última vez em que muita gente no Norte disse "não, porque não é perfeito", ficámos 18 anos (até ver) a ver os navios passar e ainda levámos com uma norma constitucional paradoxal, que exige referendar o que a própria constituição afirma não ser referendável. Tivéssemos todos dito "sim, mas queremos melhorar isto" e estaríamos por certo muito melhor.



Publicado por Tovi às 15:02
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Sábado, 4 de Junho de 2016
Gestores públicos impedidos de entrar em instalações

É o que dá a “Descentralização” do PS de António Costa… Não há dúvida que só a REGIONALIZAÇÃO serve os interesses das regiões mais desfavorecidas.

 

  Jornal "Sol"

Compete aa.jpgAfastamento de gestores do Estado gera contestação. Saídas da CCDR Norte são classificadas como «linchamento político». No programa Compete 2020, dirigentes foram probidos de entrar no edifício, mesmo sem existir despacho de exoneração.
A mudança na administração do Programa Operacional Competitividade e Inovação (Compete) volta a dar que falar. Numa altura em que as acusações de «saneamento político» no Estado se multiplicam, Vinhas da Silva, ex-presidente do organismo responsável pelos fundos estruturais até 2020, foi proibido de entrar no gabinete que tinha naquele organismo público, mesmo quando ainda não existia despacho de exoneração.
Quando soube da decisão do Governo pela comunicação social, o professor universitário recusou deixar o cargo até que o ministro da Economia o demitisse formalmente. Mas o SOL sabe que, apesar de continuar à espera do despacho ministerial, Rui Vinhas da Silva foi impedido de entrar no edifício.
De acordo com fonte próxima do Compete, o caso está agora entregue aos advogados. E a contestação dos funcionários do organismo, apanhados de surpresa, é notória. «Acima de tudo, esta situação causou uma sensação de grande injustiça. Mesmo que não se importem de serem substituídos devido à mudança política, as coisas foram mal feitas. O sentimento que fica é que não foi feito de forma legal», explica fonte ligada ao programa de fundos europeus.
Ao que o SOL apurou, a situação ganha ainda mais gravidade porque o organismo público chegou a ter dois presidentes. Rui Vinhas da Silva estava num gabinete e Jaime Andrez, nomeado para o substituir, noutro.

 

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«Raul Vaz Osorio» >> Epa é a do Costa e a dos outros todos. Pelo menos o Costa tem no programa a eleição directa ou indeirecta dos órgãos regionais. Mas claro, pago para ver.

«David Ribeiro» >> António Costa já por várias vezes nos veio prometer a “Descentralização” mas continua sem nos dizer como e quando. Mas pode ser que neste congresso que está a decorrer este fim-de-semana estas coisas nos sejam explicadas, tanto mais que se aproximam as Autárquicas e o PS quer renovar a maioria nos municípios e nas juntas de freguesia para manter a presidência da Associação Nacional de Municípios (ANMP) e da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

«Jorge Veiga» >> Já ouvi tantas promessas desde o 25 de Abril... E até antes!

«Pedro Aroso» >> Eu não comento.

«Raul Vaz Osorio» >> Já comentaste [Emoji tongue]

«Pedro Aroso» >> Ainda bem que és suficientemente inteligente para entender que, por vezes, um "não comento", é mais eloquente do que muitas palavras.

«Raul Vaz Osorio» >> Obrigado pelo elogio. É merecido [Emoji tongue]



Publicado por Tovi às 14:58
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Sexta-feira, 18 de Março de 2016
A caminho da Regionalização… será?

Regionalização Pizarro 18Mar2016.jpg

Gostei de saber o que pensa Manuel Pizarro... ´Bora lá rumo à Regionalização.

 Notícia do JN

 

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«Pedro Baptista» >> Ó, David, com este ou com estes, só para me fazer rir! Utilizam o desejo portuense da regionalização para mera promoção pessoal. Traíram sempre, assim continuarão! Não seremos nós a alimentar estas mistificações! Ou seremos? Que tem a descentralização da tanga do Costa a ver com a regionalização ou qualquer regionalização? Nada. Zero ponto zero. A aldrabice de sempre, nada mais!

«David Ribeiro» >> Eu também tenho sérias dúvidas que a "descentralização" que nos anunciam vá dar à Regionalização como eu a entendo, mas deixe-me ter esperança, amigo Pedro Baptista.

«Raul Vaz Osorio» >> Uma coisa é a descentralização do Costa, outra coisa é a regionalização do Pizarro. Até me pode vir a desapontar, mas tenho o meu amigo e colega Manel Pizarro por homem sério.

«Isabel Barbosa» >> Concordo inteiramente, a não ser assim nunca irá haver equilíbrio nas várias regiões do país

«Jovita Fonseca» >> Sim à descentralização/regionalização...! Não à politização...!

«Raul Vaz Osorio» >> Não é possível uma coisa sem a outra, ou é?

«Jovita Fonseca» >> Parece que vem por arrastamento...!

«Paulo Ferreira» >> sempre para a frente !!! ja se luta a anos pela Regionalização

«Guimaraes Jose» >> David Ribeiro, o que é isso de regionalizar?

«Raul Vaz Osorio» >> É cumprir um imperativo constitucional, sempre adiado.

«Isaura França» >> um imperativo de bruxelas, isso sim, e já vamos na NUT III

«Raul Vaz Osorio» >> Não diga disparates, minha senhora, com todo o respeito.

«Isaura França» >> não são disparates, se não sabe informe-se, só isso. Regulamento (CE) n.º 1059/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho de 26 de Maio de 2003[2] .

«Raul Vaz Osorio» >> A constituição é de 75 e o imperativo também, informe-se a senhora. Eu, ao contrário de si, pela amostra presente, costumo saber do que falo.

«Guimaraes Jose» >> Desculpem lá a minha ignorância, e já "vejo política desde o tempo de Humberto Delgado, e continua-se a inventar silogismos, se regionalizar é sinónimo de mais directorias, mais secretarias, mais Business, no fundo será criar mais postos de trabalho inócuo, mais despesa para o desgraçado do contribuinte,mas abram lá o tal livro da regionalização, e os custos daí inerentes, e eu concordarei ou não. Sofócles dizia: "Não conspira quem nada ambiciona,

«David Ribeiro» >> A Regionalização está na Constituição desde que há democracia em Portugal e embora tenham "inventado" todo o articulado que nos dias de hoje torna praticamente impossível a sua implementação, ela continua escrita na Lei Fundamental de Portugal. E não deve ser por acaso que só nós é que não estamos regionalizados. Se a Regionalização vai ser "mais despesa" e/ou "mais Jobs for the Boys" só dependerá de nós e de em quem colocamos o papelinho nas eleições.

«Margarida Leão» >> ainda bem...

«Isaura França» >> não aceito estas directivas arbitrárias de bruxelas á revelia do povo português, mas são os politicos que temos, e é isto que temos...

«Raul Vaz Osorio» >> Minha senhora, repito, com respeito que se vai desgastando, não diga disparates! Quais directivas de Bruxelas, qual quê! A regionalização, além de estar na constituição desde 75, é um anseio da maioria das forças vivas do Norte e algo que é absolutamente essencial para o desenvolvimento da região e do país. Nao tem nada a ver com regulamentos de Bruxelas, sejam eles dos bons ou dos maus. Esse tipo de ruído é apenas ignorância ou demagogia.

«Fernando Kosta» >> QUE LINDA CORTINA DE FUMO: já percebemos no que vai dar. Até parece encomenda.... Não acredito!

«Vítor Carla Sequeira» >> Regionalização só com Lideres, com Políticos que se Fod@£ eles mais algo que possam fazer.



Publicado por Tovi às 17:37
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016
Região Norte ao lado de Rui Moreira

Rui Moreira na CRNorte 25Fev2016 aa.jpg

Teve lugar ontem na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), uma reunião do Conselho Regional do Norte cujo único ponto da agenda era as alterações de rotas a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e as consequências para o tecido empresarial e institucional da Região do Norte. Esta reunião juntou o presidente, vice-presidente e vogais do Conselho Regional do Norte e ainda os presidentes das comunidades intermunicipais da região e da Área Metropolitana do Porto, a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte, representantes do tecido empresarial além dos autarcas da Maia, Matosinhos e Porto, bem como presidente da CCDR-N. No final, o presidente do Conselho Regional, Paulo Cunha, também presidente da Câmara de Famalicão, comunicou aos jornalistas ter havido uma posição comum unânime que, em traços gerais, apoia as posições que Rui Moreira tem tomado desde que foram conhecidas as supressões de rotas a partir do Aeroporto Sá Carneiro. Num comunicado entregue no final aos jornalistas, pode ler-se que o Conselho decidiu "apoiar todas as iniciativas que se destinem a defender e reforçar a referida importância estratégica do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, bem como levar esta matéria à atenção do XXI Governo Constitucional, na pessoa do Senhor Primeiro-Ministro Dr. António Costa, sensibilizando-o para que colabore com os propósitos que aqui assumimos de que a TAP seja posicionada como um ativo de interesse e ao serviço da coesão nacional, enquanto ‘companhia bandeira’ que é, geradora de consensos e de mais-valias para todos e da Comissão Executiva da TAP, manifestando frontal discordância perante as decisões anunciadas". O Conselho Regional, que congrega mais de 60 municípios da região norte, decidiu ainda agendar uma reunião para o início do próximo mês de abril, para avaliar evolução da situação e ponderar medidas a adotar.

  Comunicado do Conselho Regional do Norte



Publicado por Tovi às 00:39
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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2016
O Primeiro-Ministro e a gestão da TAP

António Costa Expresso 13Fev2016 aa.jpg

Isto disse António Costa em recente entrevista ao Expresso... e nós não vamos esquecer, pode ele ter a certeza.



Publicado por Tovi às 16:17
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2016
A caminho da Regionalização... será?

Descentralização 14Jan2015 bb.jpg

Ainda não é a Regionalização, mas já pode ser um passo importante para a verdadeira reforma de Estado… e por isso vou comemorar… com um bom Vinho do Porto

 

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«António Lopes» >> É o primeiro passo para. Quero ir mais além, muito mais mas esta medida é interessante para todos aqueles que olham para todo este processo de uma maior autonomia como algo plausível.

«Tiago Vasquez» >> Seria uma boa surpresa

«Jorge Baldinho» > Sou totalmente contra. Apenas trará mais tachos, mais gente a mamar à custa do orçamento e mais divisões num país já tão dividido.

«David Ribeiro» >> Mas o Jorge Baldinho acha que a regionalização contribuiu para mais divisões em países como a Alemanha, Bélgica, França e muitos outros?... E quanto aos "tachos" é unicamente problema dos cidadãos que os permitem.

«José Camilo» >> Pense bem caro Jorge. Sabemos bem os custos do centralismo.

«Jorge Baldinho» >> Na Alemanha e na Bélgica, e de certa maneira menos evidente em França, existem divisões culturais profundas entre as regiões que, aliás, já existiam pelo menos desde a idade média e correspondem, grosso modo, aos grandes feudos então existentes... Essa tradição não existe, nem nada justifica que se crie agora, em Portugal. Se o centralismo lisboeta tem um custo, se o centralismo lisboeta é criticável (e de que maneira), não é a regionalização a forma de o combater. Portugal está suficientemente e bem dividido administrativamente. Dêem-se mais competências às autarquias, de-se-lhes maior autonomia financeira através da distribuição de impostos, responsabilize-se as autarquias pelo seu endividamento que deverá deixar de ser pago pelo Orçamento Geral do Estado e sim auto-financiado pelas próprias. Uma correcta gestão autárquica evita esta "regionalização" em que não vejo nenhuma vantagem e inúmeras desvantagens... A centralização continuará, com os subsídios a irem para Lisboa e Vale do Tejo e os outros a mamarem na quinta pata do dito cujo...

«José Camilo» >> Estava-me a lembrar da Suiça com quatro línguas, consegue ser o país que é, confederado. Nos anos sessenta vivi num cantão socialista, sendo que o cantão ao lado era de direita. E vivi muito bem. Utopia? Pois, tá bem.

«Jorge Baldinho» >> A Confederação Helvética existe pelo menos desde o séc.XIII. Só por aí se pode ver a diferença entre este tipo de cultura e o nosso, onde tal tipo de divisão nunca existiu. Espera-se o quê de uma regionalização em Portugal? O governo da república e o presidente da mesma não vão continuar a ter o mesmo número de ministros, acessores, conselheiros, motoristas, secretárias, etc, etc, etc...? As câmaras municipais, não vão continuar a ter o mesmo número de vereadores, chefes de divisão, directores de departamento, motoristas, secretárias, etc? E ainda vamos criar uma porrada de governos regionais? Espero que não seja com os meus impostos...

«Raul Vaz Osorio» >> O Jorge é um verdadeiro submarino mouro. Ou isso, ou engole acriticamente todas as patranhas que os regionalistas vendem... e repete-as aqui ad nausean de cada vez que se fala no assunto. Toda a fábula construída pelo centralismo se verte aqui, mas argumentos objectivos e comprováveis, nem um. Mais do mesmo, já conhecemos.

«Cecilia Bastos» >> Assim se vai cumprindo, quanto tempo adiado por falta de coragem.

«António Lopes» >> Inércia muita inércia fez com que todo este processo fosse sempre adiando. Culpa de elites e do próprio Povo. Avante que chegou a hora [Emoji wink]

«Gonçalo Moreira» >> Areia... Muita areia...



Publicado por Tovi às 07:21
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016
Descentralização de competências

Descentralização de competências é bom, sem dúvida… mas o que eu queria era a Regionalização

 

Descentralização 11Jan2015 ab.jpg

(JN 11Jan) Rui Moreira e António Costa unidos pela descentralização - A "descentralização de competências" foi um dos principais temas abordados, esta segunda-feira, na Câmara Municipal do Porto, numa reunião que juntou o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente da autarquia portuense, Rui Moreira. No final do encontro, que contou a presença de mais membros do Governo, e se prolongou por mais de uma hora, António Costa destacou a "descentralização de competências", mas também deu ênfase aos "transportes" e à "reabilitação urbana".

 

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«Vítor Carla Sequeira» >> Região? somos uma região da península que contra os Espanhóis lutamos para que fossemos independentes. E verdade que somos os únicos que conseguimos. Descentralizar sim. Porque o Ministério das pescas não pode ser em Matosinhos? Ou o Ministério da Educação em Coimbra? Etc etc... Imagino a feira de vaidades aos domingos nas nossas marginais, quando são apenas Presidentes de Junta já é o Deus me livre imagino os do Poder local. Descentralizar SIM. E muitas tetas nasceriam, compreendo essa utopia mas não contem comigo.

«José Camilo» >> Qual descentralização, qual caraças, já nem regionalização me chega Agora só Confederação Portuguesa dividida em cinco regiões, capital em Lisboa e um presidente da Confederação a eleger anualmente pelos presidentes das regiões. Tal como na Suiça que funciona lindamente.

«Raul Vaz Osorio» >> E eu independência. Mas a descentralização, se for a sério, já é um passo. O Vitor é um submarino mouro, ou então engole as patranhas todas que eles lhe atiram.

«Jose Rocha» >> Tenho feito analogia à divisão entre o comércio Lisboa-Porto, India com Lisboa e Brasil com o segundo, que ocorreu no passado. Por exemplo, não seria bom que o enorme fluxo de aviões entre o Brasil e Portugal, passa-se a ser pelo norte??

«Vítor Carla Sequeira» >> Raul sou Tripeiro desde sempre, e mais que eu não há... mas era bom respeitar as opiniões e a história. E a utopia que temos que ter regiões onde existe apenas uma região que por acaso se chama a junção das duas mais importantes cidades das do Douro Portus e Cale, e com o maior respeito pelos meus conterrâneos que lutaram para que fossemos independentes como região. E amo Lisboa como outras cidades onde já fui muito feliz. Já odeio os Portuenses que vão em nosso nome para o Governo e se prostituem com a maior facilidade. E como tripeiro de gema há já muitas gerações,(e em relação as patranhas) só digo isto: Quem me comer tem que me c@g@r.

«Jose Rocha» >> Vítor, mas temos um problema de sobrevivência dos mais de 3 milhões de habitantes do norte quando todo o protagonismo económico segue para Lisboa. Naturalmente.

«Vítor Carla Sequeira» >> Ho José e nem imagina o quanto conheço esta dura realidade, vivo na parte Oriental da Cidade, vi em direto e ao vivo, as pessoas a perder poder de compra e a renderem-se a pobreza. Mas acredito se formos bem representados com uns tomates dignos de um Nortenho, conseguimos trazer benefícios para as nossas gentes.

«Jose Rocha» >> Então sabe que existe um realidade chamada NUTS que divide a europa em regiões em vários níveis: 1, 2 e 3. De facto só temos o norte nas NUTS 2, porque todo o continente faz parte de uma NUTS1. Mas as politicas e o discurso público estão perfeitamente centrados numa pequena NUTS3 com apenas 20% da população.

«Vítor Carla Sequeira» >> Contudo podemos continuar a seguir a Politica Europeu, e mais 20 anos estamos na bancarrota, e isto não se trata de conspiração é a realidade que hoje vivemos, nas pessoas normais como eu, que humildemente assumo que nunca tinha ouvido falar dessas directrizes, só interessa uma pergunta vives bem?

«Jose Rocha» >> A política europeia é definida por todos nós, Europeus. O problema parece estar mais na política nacional e da incapacidade do norte conseguir discutir investimentos estratégicos sem a histeria separatista que nos confunde a argumentação sobre o valor das propostas. A questão da regionalização significa dar autonomia e isso seria bom para captar investimento e promover o desenvolvimento. Mas mais do que isso, permite boa gestão. Aí estou de acordo com o Raul Vaz Osorio. As NUTS2 devem ter algum grau de autonomia estratégica e administrativa.



Publicado por Tovi às 10:35
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