"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 5 de Junho de 2017
Olha!... Zangaram-se

Qatar 5Jun207 aa.jpg

Bahrein, Egipto, Arábia Saudita, Iémen e Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje a suspensão das relações diplomáticas e o fim de ligações aéreas e marítimas com o Qatar, acusando o país de apoiar o terrorismo. Isto é certamente um terramoto político que poderá ter réplicas das quais ainda não temos muito bem noção do que poderá atingir.

 

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«Gianpiero Zignoni» - Diz o roto ao nu......

«Joaquim Figueiredo» - Por alguma razão Trump vendeu 110 MM$ de armamento à Arábia Saudita. Para alimentar a guerra na zona? ou para alimentar os grupos terroristas?

«Jovita Fonseca» - Eles lá têm as suas razões...

«Raul Vaz Osorio» - A discussão deve ser na base do "para de apoiar os meus terroristas, arranja os teus"

«David Ribeiro» - Todos devemos estar preocupados com o eventual surgimento de um novo foco de tensões no mundo árabe, principalmente porque tudo ainda está demasiado nublado neste caso em que o Qatar, um emirado absolutista e hereditário actualmente comandado por Tamim bin Hamad Al Thani, é acusado pelos outros países do oriente médio de prestar assistência aos grupos terroristas na região e aos rebeldes houthis no Iémen. Recordamos que este país, cuja capital é Doha, foi um protectorado britânico até 1971, quando obteve a independência. Desde então, tornou-se um dos estados mais ricos da região, devido às receitas oriundas do petróleo e do gás natural (possui a terceira maior reserva mundial de gás). A sua área total é de 11.437 km2 (12% do território português) e tem uma população (censo de 2016) de 2.545.603 habitantes.



Publicado por Tovi às 21:37
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Domingo, 15 de Novembro de 2015
Pois é!... Quem financia isto?

Paris 13Nov2015 abb.jpg

A logística destes actos terroristas custa dinheiro, muito dinheiro mesmo, pelo que está na hora das agências de segurança europeias (e não só) se dedicarem seriamente à procura de quem financia esta gente que continua a atazanar-nos a vida. Como diz o Povo, tanto é ladrão quem rouba como quem fica à porta.

 

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«Zé Carlos» >> Sem dúvida, mas a França, sempre arrogante e convencida que sabe, parece não ter aprendido nada com o Charlie Hebdo. Não percebeu que o inimigo dorme dentro de si, que está armado até aos dentes, que vai regularmente ao Estado Islâmico fazer formação profissional de matança e que é completamente louco.  E não vai parar a não ser que seja aniquilado. A França está em guerra e é bom que eles percebam isso o quanto antes.

«David Ribeiro» >> A França tem muitas culpas no cartório, pois todos ainda devem estar lembrados da Frente Islâmica de Salvação (FIS) ter ganho as eleições de 1991 na Argélia, por uma clara maioria de 82% dos mandatos, e logo de seguida os franceses terem “patrocinado” um golpe de estado que anulou o processo eleitoral e obrigou o presidente Chadli Bendjedid a renunciar.

«Catarina Quintino» >> Eu gostava de saber o q andam os serviços secretos a fazer... o Charlie Hebdo foi o teste..agora fizeram a serio... resta saber se ficam por aqui...

«Zé Carlos» >> Claro que não vão ficar a não ser que sejam aniquilados o que duvido vá acontecer. Após o 11 de Setembro os EUA aprenderam a lição. Prenderam e investigaram milhares de pessoas, criaram Guantanamo e usaram até a tortura com método investigativo.

«Catarina Quintino» >> Pois... os franceses deviam pensar em aprender com os americanos...

«Isabel Varela» >> E para terminar quem paga? Claro, o Zé Povinho... Já eles vendem armas, fazem os treinos dos próprios terroristas e saqueam o petróleo, conclusão enchem os bolsos e depois na hora da desgraça só lhes falta a auréola na cabeça...

«Jose Pinto Pais» >> Meu caro David Ribeiro, permita-me que discorde da sua opiniao. Em 1 lugar como poderá imaginar desconheço o custo de uma kalashenicove (se é assim que escreve ?) é muito menos o prêço de um colete bombista. Também não sei o prêço de um drone. Contudo parece-me é minha opinião é vale o que vale , que o drone será mais caro, depois temos o custo do que está por traz do drone , a estrutura de controlo, além do próprio armamento que o mesmo leva, seguramente mais caro que a dita kalash.... Ou mesmo o colete de bombas. Face a isto, permito-me discordar da sua opinião, pois entendo que este é um meio muito barato, quer em termos humanos, quer materiais. E aí é que eu acho que está o problema

«Isabel Varela» >> Jose Pinto Pais, infelizmente o centro da polémica nem está no custo do armamento, mas sim quem lhes vende o mesmo... Choram por uma desgraça para a qual contribuem...

«David Ribeiro» >> Então vamos ver por outro prisma, caro Jose Pinto Pais. Quem será que compra o petróleo ao Estado Islâmico e, como bem disse a Isabel Varela, quem lhes vende o armamento? Já para não falar de tudo o resto que é necessário para viver, pois ao que se saiba aquela gente não produz nada, nem semeia uma única ervilha.

«Jose Pinto Pais» >> Meu caro. Penso que não me fiz entender. Eu não me referia a guerra e a quem a financia, apenas ao baixo custo de operações terroristas deste género. O que no meu entender é absolutamente preocupante.

«Isabel Varela» >> David Ribeiro, efectivamente é assim... depois os ditos srs vem como Madalenas pedir união contra o terrorismo e chamar bárbaros quando eles são as balas das armas que vendem...

«Fernando Duarte» >>  toda a gente sabe que é o dinheiro da venda de droga, sobretudo de hachiche vindo de Marrocos, por isso os primeiros culpados são os consumidores de droga

«José Luis Moreira» >> É evidente que há que eliminar esses desalmados quanto antes, mas os países ocidentais, em vez de os eliminarem, os clonam e armam, em vez de combatê-los. Já agora, quando os israelitas promoverem outro grande massacre na Palestina, gostaria de ver por aqui grandes manifestações de pesar por parte dos cidadãos e dos chefes de governo ocidentais.

«Fernando Kosta» >> Como vê David, criticar Israel não é o caminho. Podem ter extremos, mas pela vizinhança muçulmana, a toda a volta, percebe-se que tenham que se defender. Nós ocidentais europeus temos lideranças esquerdelhas que estão sempre a procurar soluções democráticas, quando essa gente muçulmana não conhece o conceito. Aliás, como eles dizem, não respeitam a vida: o nosso inferno é a morte, a morte para eles é o paraíso.

«José Luis Moreira» >> E eu a pensar que Gaza é que estava cercada por todos os lados!... Peço desculpa pela imperdoável ignorância.

«David Ribeiro» >> Eu tanto critico Israel como critico os "reizinhos" árabes que de democráticos e "santinhos" nada têm, sendo ambos, no meu entender, os grandes culpados do estado de guerra que se vive na região e que agora querem alastrar para a velha Europa.

«Inês Amorim» >> Quem financia? a Arábia Saudita, dizem...



Publicado por Tovi às 08:18
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Sábado, 10 de Janeiro de 2015
“Le Lendemain”

França atentado a jornal Charlie Hebdo 7Jan2015 f

Andamos todos nestes últimos anos a temer as madraças onde o Alcorão e a Sharia são ensinados desde pequeninos a potenciais jihadistas e afinal foi no seio da sociedade “Liberté – Egalité - Fraternité” que nasceram e cresceram os terroristas dos últimos trágicos acontecimentos em França.

Os irmãos Saïd (34 anos) e Chérif Kouachi (32 anos) nasceram ambos em Paris, filhos de pais imigrantes da Argélia. Ficaram órfãos ainda eram adolescentes e foram colocados pelos serviços sociais num estabelecimento de correcção em Treignac, de 1994 a 2000, onde Saïd tira um curso profissional de hotelaria e Chérif de educação física. Voltam a Paris e parece ser só então que são atraídos ao jihadismo, começando a frequentar a mesquita Adda’wa, na capital francesa, por volta do ano de 2003.

Amedy Coulibaly (33 anos) nasceu em Juvisy-sur-Orge e foi criado na “La Grande Borne”, uma vasta zona de habitação social na região parisiense, no seio de uma família numerosa. Desde muito cedo esteve ligado a actividades marginais como roubo, tráfico de drogas e assalto à mão armada, tendo sido preso em 2010 por porte de munições de guerra. Parece ser dessa altura a sua ligação a um islamita radical de nome Djamel Beghal Murat, condenado por um ataque à embaixada dos EUA em Paris.

 

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«Victor Meirinho» >> Não nos equivoquemos: Nacionalidade não é o mesmo que identidade nacional... Estes labregos são filhos, netos e bisnetos de islamistas... têm a madrass em casa !Mais... no ocidente ninguém se preocupou a fundo com a priblemática. Li o Corão mas pouco da Sharia por me ser repulsiva... As mesquitas ensinam o Corão, em que se plasma uma religião pacífica... As madrass ou madrassas ensinam a Sharia, doutrina de expansão da fé por via armada, ensinada por meios de lavagem ao cérebro, hipnose e histeria colectiva ! E o ocidente ainda não aprendeu... Haveria de começar a purga pelas madrass e frequentadores.

«Fernando Duarte» >> tipo IURD , mas com muita violência

«Victor Meirinho» >> Ora nem mais !!!

«David Ribeiro» >> Tem razão no que diz, Victor Meirinho... Mas não há dúvida que nós, os “ocidentais”, também temos muitas culpas na forma como fizemos (ou não) a integração desta gente na nossa cultura. A França é o país da Europa com maior percentagem de muçulmanos na sua população e chegará o dia em que o Eliseu pode vir a ser a residência oficial de um francês islâmico. E depois como é que vai ser?... As minhas preocupações não são de cariz religioso, mas têm a ver com a forma como desejamos a sociedade em que viverão os nossos filhos e netos.

«Victor Meirinho» >> Exacto. Não gostaria de ver a minha filha de burka e considerada abaixo de cão !

«David Ribeiro» >> De burka é uma questão estética… já abaixo de cão, nunca. E eu até gosto muito de cães.

«Isabel Sousa Braga» >> Nada justifica estes atentados mas na minha modesta opnião os franceses têm de ter «cuidado na integração» (este entre aspas é para não os chamar de racistas) dos imigrantes porque quando há 10 anos houve a revolta dos jovens em França mais precisamente na periferia de Paris o The Guardian escreveu :"os distúrbios puseram abaixo a cortina que existe entre as cidades ricas e os subúrbios que abrigam em sua maioria imigrados do Magreb e da África ocidental, que nunca puderam se integrar à sociedade francesa, e se transformaram em uma subclasse acostumada com a discriminação e falta de esperanças".Já a BBC dizia «existe uma "enorme fúria e ressentimento" entre os imigrados africanos e seus descendentes, nos subúrbios das cidades francesas.» Pelos vistos não aprenderam nada

«David Ribeiro» >> Porque está na minha linha de pensamento “roubei” e publico aqui este texto do António Alves: Pode ser falha minha, porque há muito deixei de digerir o lixo que as TV's vomitam para cima dos gentios diariamente, mas ainda não li ou ouvi ninguém que se tenha dado ao trabalho de evidenciar a verdadeira mudança no modus operandi do terrorismo fundamentalista islamita. Cientes da fraca aceitação, e até rejeição, entre os muçulmanos de ataques suicidas indiscriminados que provocam a morte de centenas de inocentes, exemplos dos atentados de Atocha em Madrid e do Metro de Londres, este atentado é uma operação comando, altamente especializada, contra um alvo específico e vítimas previamente identificadas. É um "upgrade" a ter em conta. Entramos agora na fase altamente profissional. Da Arábia Saudita vem muito do dinheiro que financia estas células radicais. Mas vem principalmente a inspiração ideológica. Este país é uma tenebrosa ditadura teocrática onde as decapitações, cortes de mãos e chicoteamentos públicos são prática corrente. Às mulheres nem sequer é permitido conduzir um automóvel. Apesar disso, quem lá manda continua a ser tratado no ocidente como gente respeitável. O dito "Estado Islâmico", claramente de inspiração wahhabita, a linha religiosa da monarquia saudita, continua a vender o petróleo capturado nos campos Iraquianos sem qualquer oposição. Aliás, é evidente que o ocidente apenas faz de conta que os combate. Qualquer comparação com o empenho demonstrado no derrube de Sadam Hussein, por exemplo, é pura coincidência. O sucesso do "estado islâmico" é um factor de motivação poderoso. Esta guerra está muito longe do fim...

«Joaquim Leal» >> Òh meu amigo David Ribeiro, por mais um pouco confundia-te com a Ana Gomes que culpou a austeridade pelo terrorismo. Depreendo do teu comentário inicial que pareces imputar aos europeus a responsabilidade pelos desvios que esta canalha toma. Quem os acolhe, lhes atribui habitação, cidadania, abre as oportunidades profissionais e de integração plena e ainda lhes concede subsidios é que anda a falhar, sim senhor... Não, esta malta se não estiver por bem é ser embarcada e devolvida á procedência, mesmo que esta seja apenas a dos seus antepassados.

«Isabel Sousa Braga» >> Joaquim Leal nós, os europeus, temos a nossa quota parte da culpa, ninguém é totalmente inocente.

«Joaquim Leal» >> Explique-me Isabel Sousa Braga para ver se percebo. Agradecia e se tiver que emendar a mão, não tenho problemas.

«Isabel Sousa Braga» >> Primeiro quero mais uma vez dizer que sou absolutamente contra estes actos de terrorismo, de violência e de fanatismo. Também confesso que mudo de canal quando aparece a Ana Gomes porque me encanita… Segundo: muito mas muito muito resumidamente o que eu quero dizer é que nós europeus somos racistas e hipócritas e os franceses em particular.

«David Ribeiro» >> Pois é, Joaquim Leal... Como muito bem diz a Isabel Sousa Braga todos nós na Europa temos a nossa quota parte da culpa, pois quando precisamos deles, dos imigrantes magrebinos por exemplo, era tudo um mar de rosas, mas depois lá os enviamos para uns novos guetos, pagando-lhes para estarem sossegadinhos e sempre que eles faziam barulho lá lhes dávamos mais um subsídio qualquer. Foi assim nos últimos tempos em França, se bem te recordas. E já agora: Comparares-me à Ana Gomes é quase insultuoso

«Joaquim Leal» >> Aceito e agradeço as explicações de ambos se bem que não seja de todo concordante. David, eu sabia que afinavas lol



Publicado por Tovi às 10:17
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