"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 1 de Março de 2017
Aviso de Sismo no Continente

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que no dia 28-02-2017 pelas 20:57 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 3.3 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 6 km a Norte de Vila Nova de Foz Côa.

 

Deverá ter sido na falha geológica do Vale da Vilariça.

falha%20da%20vilariça.jpg

"A falha da Vilariça apresenta uma expressão geomorfológica interessante e encontram-se sedimentos recentes afectados por planos de falha. A falha tem escarpa voltada a Oeste, com um desnível junto à escarpa de 200m, mas que equivale entre as duas superfícies aplanadas à volta de 250km de desnível vertical.”

Ver mais em «Geocientista – aventuras de mestrado».

 

  Comentários no Facebook

«Luisa Olazabal»A diversidade de solos que temos (Xisto, Granito e Aluvião) está ligada à falha da Vilariça (e aos seus movimentos) que atravessa a Quinta [Quinta do Vale Meão].



Publicado por Tovi às 09:10
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017
O nacional-parolismo do Norte

Locomotivas do "far west" norte-americano no que resta da linha do Tua… A Santa da Agrela nos valha

Locomotiva no Tua Jan2017.jpg  Manuel Tão em 5Jan2017

Eu adoro estas locomotivas. Mas no seu devido contexto. O que é condenável é assistirmos a um "pastiche" no que resta no Tua. É a mesma coisa que comprar uma frota de Juncos Chineses para fazer passeios no Tejo, substituindo as Faluas. E o que é mais escandaloso no meio disto tudo, são as locomotivas Mallet ao abandono na Régua e noutros locais, que depois são compradas por Franceses, Alemães e Suíços. Nem quero imaginar o que pensará um cidadão desses países, que conheça as Mallet do Minho e Douro a funcionar no país dele, e ocasionalmente visite o resto do Tua, deparando-se com uma tamanha aberração.

 

 Comentários no Facebook

«Pedro Simões» - WTF?!? Perdoe a linguagem. Mesmo que em "estrangeiro", como exige a noticia. É que sinceramente nao tem jeito (nem interesse) nenhum. Sao uns indios...

«João Cerqueira» - Parece a Disney

«Vanda Salvador» - País de loucos.

«Jose Bandeira» - O Douro de hoje faz-me recordar o Algarve da década de 70: o crescimento exponencial da procura não é acompanhado por uma oferta em qualidade e quantidade compatíveis. O cicho-espertismo e a incompetência imperam. Isto há-de evoluir, mas muitos estragos vão ficar, tal como aconteceu ao Algarve.

«António Fontes» - Que tristeza de espírito... Realmente de quem viu as originais Mallet ver agora esta pimbalhada das Locomotivas do "far west" parece tirado de um filme de terror... Espero que a nossa indignação ainda vá a tempo de parar esta palhaçada! - Narrow Gauge Operations in Portugal 1970 and 1973

«Carlos Gilbert» - O investidor já tomou posição, dizendo que adquiriu também uma locomotiva original que está a ser recuperada e vai funcionar em ocasiões especiais, na linha do Tua. Ao que eu lhe respondi que ao encomendar a locomotiva para uso diário, podia (e devia) ter optado por uma de aspecto mais ou menos do género dessas originais (Mallet e Henschel) o que lhe teria ficado pelo mesmo preço de aquisição.

«Jorge Veiga» - Já temos cow-boys, já temos Indios, andam por aí algumas cavalgaduras, só faltavam as locomotivas de chaminé tipo funil invertido...

«António Fontes» - Por acaso a posição e rotação do dito funil é a posição correcta de utilização de um funil! Mas valeu pela piada!



Publicado por Tovi às 09:24
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2016
114.900 pipas de Vinho do Porto em 2016

 Douro aa.jpg

O conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) fixou na semana passada em 114.900 o número de pipas (550 litros cada) a beneficiar nesta vindima (quantidade de mosto que cada viticultor pode destinar à produção de vinho do Porto). Desde 2011 que o benefício tem vindo continuadamente a subir, o que dá nota de um momento bom para o Vinho do Porto e para a região. Para se fixar o benefício são avaliados pelo Conselho Interprofissional - Associação das Empresas de Vinho do Porto (pelo comércio) e Federação Renovação do Douro (pela produção) - vários parâmetros, como as previsões de produção, que este ano apontam para uma quebra que pode rondar os 30%, devido às doenças na vinha e granizo, as expectativas de comercialização e os níveis de stock.



Publicado por Tovi às 08:18
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2016
O Vinho do Porto está na moda… em Portugal

VinhoDoPorto vendas 1ºtrim2016.jpg

Isto é bom… É bom para o Vinho do Porto, para o Douro e para Portugal.

  Notícia de Erika Nunes em 6Mai2016 no “DinheiroVivo”

 

  Comentários no Facebook

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Um dos problemas é que os portugueses não bebem vinho do Porto mas todos têm em sua casa até nas mais modestas uma garrafa geralmente por abrir. Vamos promover o consumo em Portugal e mais aumento haverá.

«António Fontes» >> Com o crescimento exponencial do Turismo no Porto/Norte de Portugal, era expectável que as vendas do icon máximo da zona fossem a reboque!

«David Ribeiro» >> Ora vamos lá fazer contas: 24.000 caixas de 12 garrafas de 0,75 do litro = 216.000 litros; 216 mil litros em 90 dias dá 2.400 litros por dia, ou seja, 24 mil cálices de 10cl (cálice oficial do Vinho do Porto, desenhado pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira) bebidos todos os dias só em Portugal.



Publicado por Tovi às 08:57
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Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2015
Um bom dia de Natal para todos

Natal2015 aa.jpg

Mais umas horitas e começa o almoço do Dia de Natal, que é também o dia de aniversário da minha filha Joana. Agora já somos sete à mesa… e não vai faltar a Canja de Galinha (a Bilé fá-la como ninguém), o Peru Assado (com Vinho do Porto) e mais todas aquelas doçarias típicas deste dia. Os vinhos ainda não sei quais serão… o “escanção” de serviço este ano não sou eu. Um bom dia de Natal para todos.

E foram estes os soberbos vinhos que se beberam cá por casa neste Natal:

Maritávora Nº 4 Reserva Tinto 2011 – Um tinto DOC Douro feito pelo enólogo Jorge Serôdio Borges na “Maritávora Investimentos Lda” com uvas das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e outras.

Quinta do Vallado Touriga Nacional Douro 2009 – Outro tinto DOC Douro, este feito na mítica Quinta do Vallado (pertenceu à lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira e mantém-se até hoje na posse dos seus descendentes) com uvas exclusivamente da casta Touriga Nacional.



Publicado por Tovi às 09:37
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015
«Nós, Cidadãos!» - Políticas Regionais

NósCidadãos MinhoTrasOsMontesAltoDouro.jpg

  NORTE – REGIÃO AGROPOLITANA

Ao longo da história, o território minhoto manteve-se muito semelhante. Atualmente, (classificação NUTS e censos 2011) agrupa a sub-região Minho-Lima com 2255 km2, 244.836 habitantes e dez concelhos; a sub-região Cávado com 1198 km2 e 410.149 habitantes em seis concelhos; a sub-região Ave com 1238 km2 e 511.737 habitantes em oito concelhos.

O Minho é uma região com enormes características de adaptação e sacrifício. É a região das pequenas e médias empresas que gloriosamente surpreende pela inovação industrial a procura de novos mercados dentro e fora da Europa, em zonas exóticas, adaptando os seus processos às mais avançadas tecnologias e à cooperação com as universidades locais. Foi a zona que aprendeu a arte da construção civil, que se impôs em todo o território nacional mas que agora assiste à queda estrondosa do setor na última década.

O Minho é, também, a terra da gente que não espera quando o horizonte é de estagnação. Desde 2009 emigra em massa, como já o fez antes para o Brasil, nos séculos XIX e XX. Os níveis de desemprego nos vales do Ave (têxteis),Cávado, Lima e Minho têm como efeito quase imediato um enorme êxodo para outras economias — europeias ou africanas (Angola), ou americanas (Venezuela, Colômbia, Equador) e até asiáticas.

Assim, como por toda a parte surgem casos de sucesso na indústria química, no calçado e no têxtil técnico, as quedas de população nos entornos de Braga, Guimarães e Viana do Castelo são verdadeiramente alarmantes. Não é de excluir a instabilidade social iminente com a continuação de desindustrialização em zonas mais tradicionais.

Recordemos que sendo uma região politicamente conservadora, também é verdade que a última guerra civil a que assistimos em Portugal foi iniciada na Póvoa de Lanhoso, bacia do Cávado, com uma revolta popular liderada por mulheres. A revolta da Maria da Fonte e a Patuleia que a continuou só terminaram com a intervenção de tropas estrangeiras.

Integrando-se no chamado noroeste peninsular de Portugal, o Minho que em tempos idos continha uma parcela esmagadora da população portuguesa, é também uma zona completamente prendada por vastos recursos hídricos, que escasseiam em todo o país, enorme potencial hidroelétrico, enormes recursos humanos de artes e ofícios e uma rede de navegação interior muito densa em quase todos os seus rios.

A articulação do litoral com o hinterland assume um desenvolvimento muito intenso das atividades económicas. Os portos de pesca são também dos mais importantes do país com Caminha, Viana do Castelo e Esposende em destaque.

O património cultural é riquíssimo tanto na arte sacra e nos conventos como na arquitetura civil dos solares, da arquitetura popular tradicional, arquitetura castrense e edifícios do Estado. Infelizmente, assistimos nos últimos anos a uma degradação muito relevante da paisagem rural e urbana em toda a região, fruto de um licenciamento urbanístico sem o controlo apropriado a uma região tão rica do ponto de vista do espaço rural de génese milenar.

O Minho estancou numa encruzilhada. Enriquecido por uma rede de autoestradas e vias rápidas, encontra-se numa situação de algum isolamento relativamente aos seus mercados de destino. A rede ferroviária tradicional de penetração na Europa, a linha do Douro através da Trofa foi cortada. A saída pela Galiza é impraticável em boas condições. O planeamento das linhas férreas de ligação à rede nacional para Guimarães e Braga não foram pensadas numa perspetiva estratégica de longo prazo e são um beco sem saída. O acesso a Leixões e ao aeroporto também é deficiente. Por último, desde que as SCUT, rede de autoestradas sem portagem, foram portajadas assistiu–se a uma monumental perda de procura.

Será de extrema importância dos gabinetes de planeamento central a ligação da rede minhota ferroviária à futura ligação de Aveiro a Salamanca e à rede francesa sob normalização plena europeia e eletrificada.

Numa altura em que bem se assinalou a importância da economia do mar, Viana do Castelo está à beira de perder a capacidade técnica dos seus estaleiros que há vinte anos atrás estavam no cume da excelência mundial. A perda de competitidade tem sido atribuída a falta de ligação efetiva com a universidade na formação de altos e médios quadros técnicos, deixando morrer as antigas gerações que tanto saber acumulado foram conservando.

Contrariamente a outros setores exportadores de maior relevo na balança comercial, como o ramo automóvel ou o petroquímico, as pequenas e médias empresas do Minho têm uma enorme incorporação de valor acrescentado nacional, com especial destaque para as industrias têxteis, de malhas e de confeção de grande qualidade, de calçado, empresas químicas, metalomecânicas e de reparação naval.

Apesar de votado à falta de sensibilidade dos gabinetes centrais e do problema essencial de falta de crédito e liquidez para as pequenas e médias empresas, o dinamismo do Minho tem todas as condições para retomar o crescimento económico e a repovoação.

 

 TRÁS-OS-MONTES E DOURO – REGIÃO AGROPOLITANA

Alto Trás-os-Montes é uma sub-região estatística portuguesa, parte da Região Norte. Limita a norte e a leste com a Espanha, a sul com o Douro e a oeste com o Tâmega, o Ave e o Cávado. Ocupa uma área total de 8171,6 km2. Em 2011, tinha 204 381 habitantes e catorze concelhos.

O Douro é uma sub-região estatística portuguesa, parte da Região Norte. Limita a norte com o Alto Trás-os-Montes, a leste com a Espanha, a sul com a Beira Interior Norte e o Dão-Lafões e a oeste com o Tâmega. Tem uma área de 4112 km2 e uma população de 205.902 habitantes em 2011 e dezanove concelhos.

Antigo enclave dos nossas origens no Reino de Leão de que herdámos a nossa única língua regional, que é o mirandês, integrando os Distritos de Vila Real, Bragança e grande parte do Alto Douro e Douro internacional, Trás-os-Montes é uma das zonas com mais carisma identitário do país, historicamente reconhecida como alfobre dos nossos mais bravos soldados e a mais conhecida gastronomia.

Depois de terem desaparecido grandes proprietários ilustres, como Guerra Junqueiro, José Beça, Sarmento Rodrigues, Cavaleiro Ferreira e Camilo Mendonça, a região perdeu a força de representação política que encontrava em Lisboa. Sendo uma região setentrional, recusa ma coordenação territorial por parte da cidade do Porto e da chamada Região Norte, havendo inclusivamente recriminações de «colonialismo» a respeito da questão dos vinhos do Douro e produtos mediterrânicos.

Trás-os-Montes atravessa um momento de profunda crise demográfica, embora contrariada por evidentes sinais de relançamento económico. A população cai a cada censo. Contudo, os seus campos e vales mais dotados renovam permanentemente as culturas do nosso melhor vinho, melhores culturas mediterrânicas. A produção de vinhos de altíssima qualidade e de muito boa relação de qualidade-preço, que aumenta a um ritmo impressionante e evidencia também cada ano que passa um importante ritmo de exportações em mercados longínquos e emergentes.

A navegabilidade do Douro encontra grande recetividade nas atividades turísticas e as novas plantações de vinha, amendoeira, oliveira e fruta no Alto Douro estão a transformar a paisagem de forma impressionante me extensiva. Já é notória a atração de trabalhadores do terceiro mundo para essas duras atividades. É expectável que a médio prazo, devido a alguma desilusão com o litoral, Trás-os-Montes venha a ser motivo de atracão para novos habitantes.

A atual rede de autoestradas transmontanas atravessa uma fase de impasse financeiro que atrasa o desenvolvimento, dado tratar-se da região com mais difícil acessibilidade.

Trás-os-Montes agrupa o maior centro da produção hídrica nacional e uma alta densidade de aproveitamentos hidrolétricos. Contudo, debate-se com falta de água em período de estio e tem dificuldade em pagar as faturas energéticas domésticas.

Sendo a região portuguesa mais próxima da Europa, foi ao longo das ultimas três décadas da III República amputada da grande linha ferroviária do vale do Douro, cortada no Pocinho, e recentemente das linhas do Corgo, Sabor e Tua. A construção das barragens do Tua e do Sabor e do sistema do Baixo Tâmega levantam grande celeuma entre os trasmontanos. Bragança pode mesmo vir a ser, num futuro muito próximo, a primeira cidade portuguesa a estar ligada à rede de Alta Velocidade Espanhola, que está a menos de 30 km de distância.

A expectável reativação das minas de ferro de Moncorvo e de ouro de Jales irá provocar nova discussão pública sobre a temática das linhas regionais ferroviárias do Sabor e do Corgo e como se equacionam o reavivar das minas de ouro e de ferro que os romanos tão intensamente exploravam já em tempos longínquos. Este facto decerto que inverterá a crise demográfica.



Publicado por Tovi às 09:37
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015
Regularização das dívidas da Casa do Douro

Casa do Douro dr31Ago2015.jpg

E ninguém vai sentar o cu no mocho pelas aldrabices e gamanços que por lá fizeram?...



Publicado por Tovi às 08:00
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2015
Boas notícias para o Douro… e para o Vinho do Porto

Benefício 2015 a.jpg

Produção e comércio chegaram a acordo quanto à produção de Vinho do Porto na próxima vindima. O conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), reunido ontem de manhã, deliberou fixar em 111 mil pipas a produção autorizada de Vinho do Porto este ano. Um valor que representa um aumento de seis mil pipas face ao quantitativo de 2014.

 

 Como funciona o sistema de benefício no Vinho do Porto

(por Óscar Quevedo, em Março de 2011)

Um dos pontos mais importantes para perceber a engrenagem do Vinho do Porto é o sistema do benefício. Devido à sua complexidade, este tema é quase sempre uma pedra no sapato daqueles que querem perceber melhor o funcionamento do Douro e do Vinho do Porto. Vamos tentar dar uma ideia do seu funcionamento.

Em 1756, o Marquês de Pombal delimitou pela primeira vez a região do Douro, afim de preservar a qualidade e a genuinidade dos vinhos produzidos. Mais tarde, em 1932, a Casa do Douro, uma associação de viticultores do Douro, teve a missão de cadastrar todas as parcelas de vinha do Douro. Surgiu então a questão de como preservar a qualidade e controlar a quantidade de Vinho do Porto produzida pelos vitivinicultores. Posteriormente, em 1948, com a informação recolhida durante as décadas anteriores e com os dados sobre a quantidade e qualidade das diferentes zonas do Douro, é instituído uma metodologia de classificação das parcelas, conhecida como Método de Pontuação de Moreira da Fonseca, a qual se baseia em 3 critérios principais: solo, clima e condições culturais. Cada um destes critérios é então dividido em quatro parâmetros:

Solo: natureza do terreno; pedregosidade; produtividade; declive.

Clima: localização; altitude; abrigo; exposição.

Condições culturais: castas; armação/condução; idade; compasso.

Cada vinha recebe uma pontuação para cada um destes parâmetros. A soma dos pontos obtidos em cada um dos parâmetros permite depois agrupar as vinhas em 6 grupos, classificando-os com uma letra, de A a F: A – mais de 1200 pontos; B – de 1001 a 1200; C – de 801 a 1000; D – de 601 a 800; E – de 401 a 600; F – de 201 a 400; G – de 1 a 200; H – de -200 a 0; I – de -400 a -201

A quantidade total de Vinho do Porto a produzir é determinada anualmente pelo IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e Porto e está fortemente relacionada com as vendas e com os stocks existentes. Se as vendas aumentam a quantidade produzida de Vinho do Porto tende a aumentar, e o mesmo se houver uma quebra das vendas.

Depois de ser atingida a quota de Vinho do Porto, as uvas que restam são utilizadas para a produção de Vinho do Douro. No passado, as melhores uvas eram exclusivamente utilizadas para a produção de Vinho do Porto. Actualmente, procura-se um equilíbrio, utilizando-se uvas das melhores parcelas tanto para Vinho do Porto como para Vinho do Douro.

Assim, resumindo em poucas palavras o sistema do benefício, as parcelas de vinha da região demarcada do Douro estão todas classificadas sendo-lhes atribuída uma letra que irá determinar a quantidade de Vinho do Porto que se pode fazer em cada parcela, em função da quantidade autorizada anualmente, dependendo das vendas e dos excedentes dos anos anteriores.



Publicado por Tovi às 08:49
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Sábado, 13 de Junho de 2015
Meandro do Vale Meão Tinto 2009

Meandro2009.jpg

Soberbo este Meandro do Vale Meão Tinto 2009 que acompanhou o Bacalhau Assado no Forno do almoço em família de há uns dias cá em casa. Este DOC Douro foi feito pela F Olazabal & Filhos Lda com uvas das castas Touriga Nacional (35%), Touriga Franca (30%%), Tinta Roriz (25%), Tinta Barroca (5%) e Sousão (5%), um vinho de cor rubi muito concentrada, sentindo-se perfeitamente no nariz os frutos vermelhos e a baunilha, na boca encorpado, com taninos redondos e acidez perfeita, denso, carnudo, final longo e persistente, muito bom mesmo, um verdadeiro DOURO.


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Publicado por Tovi às 13:14
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2015
António Brites

António Brites aguarela 1999.jpg

Nas paredes cá de casa… Aguarela (43 x 30 cm), datada de 1999, do pintor portuense António Brites.



Publicado por Tovi às 09:18
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015
Black Pur

 Black Pur convite b.jpg

É hoje... e eu vou estar lá

 

E gostei… gostei mesmo muito do evento que a Quinta do Portal organizou na monumental Livraria Lello, na rua das Carmelitas no Porto, para apresentação de um novo vinho tinto - Black Pur - um regional duriense feito pelo enólogo Paulo Coutinho com uvas da colheita de 2012 das castas Malbec (67%) e Cabernet Sauvignon (33%). Os terrenos xistosos da margem esquerda do Rio Pinhão, onde se localiza este campo de ensaios da empresa da família Branco, deram a estas duas castas um carácter próprio e diferenciador, obtendo-se um vinho de cor negra violeta, com aromas a groselha e a cereja, com grande frescura e correcta acidez, bem estruturado, elegante e com grande volume de boca, com uma bela frescura aromática final, um vinho a beber na sua juventude mas que me trás curioso e à espera de ver o que nos dirá a sua evolução em garrafa.

Quinta do Portal Black Pur 21Mai2015 b.jpg

  Comentários no Facebook

«Antonio Cardoso» >> Gosto muito da casta Malbec principalmente os vinhos de Mendoza. Tenho de provar...

«David Ribeiro» >> É curioso, amigo António, como a casta Malbec, praticamente abandonada pela França, donde é originária, veio dar nos terrenos xistosos do Pinhão um vinho de cor escura, frutado e de bom corpo, exactamente aquilo que também se verifica na sua produção nas bordas da Cordilheira dos Andes. Vou acompanhar com muito interesse esta experiência da Quinta do Portal.

«Antonio Cardoso» >> Sim é verdade David Ribeiro

«Paulo Coutinho» >> De referir a altitude a que está plantada... 550metros. Mais precisamente na transição entre o Vale para o Rio Pinhão e o Vale da Vila de Favaios. Uma bela casta de Altitude!

«Antonio Cardoso» >> Tirei isto da Wikipédia - Malbec (pronounced: [mal.bɛk]) is a purple grape variety used in making red wine. The grapes tend to have an inky dark color and robust tannins, and are known as one of the six grapes allowed in the blend of red Bordeaux wine. The French plantations of Malbec are now found primarily in Cahors in South West France. It is increasingly celebrated as an Argentine varietal wine and is being grown around the world. Called Auxerrois or Côt Noir in Cahors, called Malbec in Bordeaux, and Pressac in other places, the grape became less popular in Bordeaux after 1956 when frost killed off 75% of the crop. Despite Cahors being hit by the same frost, which devastated the vineyards, Malbec was replanted and continued to be popular in that area where it was mixed with Merlot and Tannat to make dark, full-bodied wines, and more recently has been made into 100% Malbec varietal wines. Na Argentina representa 60% da produção mundial. O Douro é terreno propício para muitas profícuas experiências com algumas variedades como o Riesling e os projectos do Dirk. Paulo Coutinho a garrafa está muito apelativa mas o conteúdo deve ser ainda melhor. Estou curioso por beber. Noutro dia andei a procura de vinhos da casta Malbec e só encontrei um feito pelo Rui Reguinga em Mendoza.




Sexta-feira, 24 de Abril de 2015
Já começou o abrolhamento no Douro

Abrolhamento.jpg

É no início da Primavera que a videira termina a época de repouso. O ciclo vegetativo inicia-se com o “choro” da videira, ou seja, com a perda de seiva através dos cortes da poda feita durante o Inverno. Este fenómeno antecede o abrolhamento ou rebentação dos gomos que acontece normalmente passadas 3 a 5 semanas. A rebentação da videira depende da localização da vinha, por isso nem todas as plantas iniciam o ciclo vegetativo ao mesmo tempo. Normalmente os primeiros rebentos precisam de temperaturas médias na ordem dos 12ºC para iniciar o processo de “choro”. Por outro lado, se a videira iniciar o ciclo vegetativo cedo demais, o risco de sofrer as consequências das geadas primaveris é mais elevado. (in Infovini)



Publicado por Tovi às 08:58
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015
Motonáutica no rio Douro

Motonautica no Douro Ago2015.jpg

Espetáculo!...

 

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«José Camilo» >> Lindo o nosso F1.

«Carlinhos da Sé» >> Finalmente...

«Jorge Veiga» >> Um Foguete Azul-e-Branco!!!

«Carlos Monteiro» >> Esperemos que nao seja so por um ano ou dois...

«José Camilo» >> Nestas coisas os resultados e a guita têm uma importância enorme. Mesmo que dure um ano é sempre bom, porque o Douro é bonito e chama gente, quuando não há eventos quanto mais quando há.

«Raul Vaz Osorio» >> Sabem o que vai acontecer? 1 ano para começar, outro para consolidar e ao terceiro o governo dá uma mãozinha para mudar a coisa para Lisboa. Essa edição é um fiasco e nunca mais se fala nisto.

«Jorge Veiga» >> onde é que eu já vi isso, Raul Vaz Osorio?

«Joaquim Leal» >> Raul Vaz Osorio... Lembrei-me dos azeitonas - Anda Comigo ver os Aviões

«Jorge Veiga» >> aviões era dantes. Agora é mais pró barco!!

«David Ribeiro» Os espetáculos do "Red Bull Air Race" no rio Douro, entre o Porto e Gaia, foram considerados por toda a gente, quer em termos nacionais como internacionais, um dos maiores eventos de um só dia organizados em Portugal.

«Raul Vaz Osorio» >> E em Lisboa obviamente foi uma merda e morreu. A estes vai acontecer exactamente o mesmo.

«Albertino Amaral» >> Para os que ficaram muito " tristes " com a ausência do Circuito da Boavista, talvez seja o momento de enfiarem o capacete, por esta alternativa... Parabéns pela iniciativa...



Publicado por Tovi às 13:20
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2014
Alteração do PIOTADV

Está em discussão pública a Alteração do Plano Intermunicipal de Ordenamento do Território do Alto Douro Vinhateiro (Ver aqui Contextualização da Alteração). E eu tenho muito medo das eventuais alterações que poderão vir a ser feitas, não que eu seja defensor do imobilismo, mas às vezes em nome do modernismo praticam-se autênticos atentados ao património.



Publicado por Tovi às 09:23
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Sábado, 23 de Agosto de 2014
Crasto Superior Douro DOC Tinto 2011

Ontem apareceram cá em casa para o jantar as minhas filhas, mais os seus maridos e a minha neta Alice. Tinha-se preparado um Lombo de Porco Assado e eu ainda não tinha nenhum vinho pronto para este repasto, mas rapidamente fui à garrafeira e depois de alguns minutos decidi-me pelo Crasto Superior Douro DOC Tinto 2011 (selo de garantia do IVDP: 45-561241-AN), um vinho de sonho feito na Quinta do Crasto com uvas das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Sousão.

{#emotions_dlg.chat} Embora possamos entender a Quinta do Crasto como um recente produtor, que iniciou a sua produção nos anos 90, a verdade é que se trata de um produtor com raízes antigas no Douro. As primeiras menções a esta Quinta remontam a 1615. Foi posteriormente incluída na primeira Feitoria, como comprova o marco pombalino existente ainda na Quinta. Foi Constantino de Almeida, o criador da marca Constantino, que viu neste Quinta qualidades extraordinárias como tal adquiriu-a. Após a sua morte, em 1923, seu filho, Fernando de Almeida tomou as rédeas do negócio, gerindo a Quinta do Crasto de onde saíam as uvas para os seus celebres Vinhos do Porto Constantino. Em 1981, sua filha Leonor Roquette e seu marido Jorge Roquette, adquirem a maioria do capital da Quinta do Crasto e entregam a seus filhos a gestão desta. Com Tomás e Miguel Roquette, a Quinta do Crasto atinge uma dimensão e um estatuto de produtor de excelência, estatuto esse que mantém até aos dias de hoje. Os vinhos da Quinta do Crasto são hoje conhecidos um pouco por todo o mundo, e estão este os mais preciosos e cobiçados vinhos portugueses. Em bem da verdade, todos os vinhos da Quinta do Crasto são exemplos de qualidade irrepreensível, estando a um nível de qualidade extremo, algo que apenas um punhado de produtores se pode gabar.


«Loja Do Pecado Guimaraes» no Facebook >> Com olho clínico para o assunto.

«Zé De Baião» no Facebook >> Ao indicar o selo de garantia ainda vem a ASAE e detecta que afinal a garrafa não tem essa origem.  Isto hoje em dia já não se falsifica só na China. Em Portugal há muita água transformada em vinho.  É a multiplicação (di)vina :). Boas jantaradas sempre bem acompanhadas.

«David Ribeiro» no Facebook >> Não há muito tempo um produtor nacional de vinho ficou muito incomodado por eu ter o hábito de colocar o número do selo de garantia das garrafas que vou abrindo ao longo do ano. Dizia ele que podia ser uma forma abjecta de eu indicar quem poderia estar a não cumprir com o legislado para com o sector vitivinícola e que se era meu propósito identificar a garrafa era suficiente indicar o lote, que normalmente também vem indicado no rótulo ou no contra-rótulo. A partir desse dia é que nunca mais deixei de dizer qual o número do selo de garantia das garrafas de vinho que vou bebendo, seja isto útil para alguém ou simplesmente um teimosia minha.

«Manuel Ribeiro da Silva» no Facebook >> Os produtos desta casa são excelentes.



Publicado por Tovi às 14:50
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