"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2017
A República Catalã venceu o Artigo 155

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(Ilustração de Rodrigo Acevedo Musto)

Há quem diga que as coisas ainda não ficaram claras na Catalunha, mas não restam dúvidas para ninguém que Mariano Rajoy saiu completamente derrotado destas eleições.

 


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  Comentários no Facebook

«Raul Vaz Osorio» - O Ciudadanos, pelo menos na sua versão catalã, está também contra o 155 e a estratégia de colorido fascista adoptada por Rajoy. Sendo assim, podemos considerar que houve uma maioria qualificada e não apenas absoluta que rejeitou a aplicação do dito artigo. Querem maior derrota do que esta?

«Gonçalo Graça Moura» - Eu acho que quem perdeu foram os catalães... quero ver como vão recuperar todos os negócios que saíram de lá com esta história...

«Raul Vaz Osorio» - Essa perspectiva materialista é que é o grande mal do mundo de hoje. Da forma como você coloca a questão, conclui-se que o único valor importante em jogo aqui é o dinheiro é isso negócios. Se não o único, pelo menos o fundamental. Ora, na verdade, existe toda uma gama de valores em jogo nesta situação e não é lícito escolher um em detrimento dos outros, seja ele qual for, com a excepção, talvez, da liberdade de opinião e escolha. Como regionalista, autonomista e no limite até independentista se necessário, em prol do Norte, desde já lhe digo que sacrificava de bom grado alguns grandes negócios para ver a minha região livre do parasitismo lisboeta.

«Serafim Guimarães» - Raul, concordo genericamente mas pergunto-te porque é que a Catalunha quer independência, ao contrário da Galiza. Claro que é pelos motivos materiais, pela percepção de que dão mais a Espanha do que o que dela recebem. E estão a esquecer-se que fora da União Europeia, a Catalunha perde (muita) riqueza. E o bem estar material de uma sociedade é que permite que ela se dedique a ter outras preocupações. Por isso é que, apesar de toda a minha simpatia pela causa catalã, acho que eles fazem mal separar-se e espero que consigam encontrar uma solução que não passe pelo radicalismo... Já saíram 3000 em presas (milhares de empregos). Até a Seat (que é alemã....) ameaça sair!!!

«Raul Vaz Osorio» - Serafim mas nunca me ouviste dizer que eles fazem bem ou mal. Digo é que lhes compete a eles decidir. Digo que há muitos valores em jogo é que não é lícito aplicar à questão a lógica TINA.

Já agora, essa do "fora da União Europeia" não é, de forma alguma, um dado adquirido. Mas faz parte, juntamente com a saída de empresas, de una chantagem do establishment politico-economico europeu sobre os catalães.

«Serafim Guimarães» - Raul Vaz Osorio fora da união europeia sim, porque para entrar um novo membro tem que haver unanimidade....

«Raul Vaz Osorio» - Estás a assumir que há saída. Não seria muito difícil criar uma norma, mesmo à margem dos tratados, que preservasse a integridade da União face a separatismos. Era apenas levar a lógica da Europa das Regiões, já consagrada no edifício político e legislativo da UE. Aliás, bastava a Escócia ou o Ulster decidirem em referendo demarcar-se do Brexit e pretender permanecer na UE para as mesmas vozes que anunciam a inevitabilidade da saída de uma Catalunha independente virem explicar como se poderia manter essas regiões na UE.



Publicado por Tovi às 09:23
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Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2017
Catalunha a votos

mw-768.jpgMais de cinco milhões vão hoje votar na formação de um novo país ou colocar um travão a fundo nesse sonho milenar do Povo Catalão. Em verdade o que se vai escolher nesta consulta popular são os novos líderes catalães, depois de o governo de Mariano Rajoy, primeiro-ministro espanhol, ter dissolvido a Generalitat. A última sondagem do Centro de Pesquisa Sociológica (CIS) mostra que duas forças opostas podem estar, na realidade, muito próximas. A formação unionista de Inés Arrimadas, o Cidadãos, está perto dos 22,5% nas intenções de voto (entre 30 a 32 assentos parlamentares) e a Esquerda Republicana (ERC) está nos 21% (como o mesmo número de lugares possíveis). Mais logo, o mais tardar amanhã de manhã, saberemos qual o destino da Catalunha.

 

  La Vanguardia - Elecciones catalanas 2017 del 21D

08h24 - Alrededor de 5,5 millones de catalanes están convocados este jueves a las urnas en unas elecciones catalanas que servirán sobre todo para dirimir si los ciudadanos avalan la aplicación del artículo 155 de la Constitución que ha intervenido el autogobierno catalán y rechazan la independencia, o si dan un nuevo impulso al proceso soberanista.

10h39 - Uno de los cabezas de lista que no podrá votar será el candidato de ERC, Oriol Junqueras, encarcelado preventivamente desde el pasado mes de noviembre acusado de rebelión, sedición y malversación. Sin embargo el vicepresident de la Generalitat de Catalunya cesado se ha manifestado a través de su cuenta de Twitter evocando que hace justo 4 años que se casó con su mujer, y ha confiado en salir pronto de la cárcel para poder estar con su familia.

11h13 - Más de dos horas después de la apertura de los colegios electorales, las colas siguen siendo las protagonistas. En algunos centros de votación de Barcelona es de incluso más de media hora.

12h00 - Cinco días de castigo a Junqueras por su entrevista a RAC1. Los servicios penitenciarios sancionan al candidato de ERC también por grabar un audio desde prisión.

14h19 - Los servicios penitenciarios han desmentido haber sancionado a Oriol Junqueras, exvicepresident y candidato de ERC a la presidencia de la Generalitat, con cinco días de confinamiento en su celda por conceder una entrevista a El Món a RAC1 mediante conexión telefónica y por grabar un audio desde prisión, según ha podido saber La Vanguardia.

15h05 - Un 34,7% de los catalanes llamados a las urnas este jueves ha votado hasta las 13 horas, lo que supone 0,4 puntos menos que en el primer avance de participación de las elecciones catalanas del 27 de septiembre de 2015, cuando a la misma hora había votado el 35,1% del censo.

18h10 - La participación se dispara y supera la de 2015 hasta el 67,96%. Supone un 6,3% más respecto al 63,12% registrado en 2015 a las 18:00 horas.



Publicado por Tovi às 09:36
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Sábado, 4 de Novembro de 2017
Por supoesto...!

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A juíza do Supremo Tribunal de Justiça espanhol (Audiência Nacional), Carmen Lamelas, decretou na passada quinta-feira a prisão preventiva dos oito antigos membros do governo da Catalunha: Oriol Junqueras (ex-vice-presidente), Jordi Turull (presidência), Raül Romeva (Negócios Estrangeiros), Josep Rull (Território), Carles Mundó (Justiça), Meritxell Borràs (Cultura), Joaquim Forn (Administração Interna) e Dolors Bassa (Trabalho).

Ontem, sexta-feira, a Justiça espanhola emitiu um mandado europeu de detenção para Carles Puigdemont, presidente destituído do governo da Catalunha, e para quatro ex-ministros.



Publicado por Tovi às 08:23
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Domingo, 29 de Outubro de 2017
História recente da Catalunha

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(El fusilamiento de Lluis Companys en los fosos del castillo de Montjuic)

Nestes dias de forte tensão na Catalunha, após a declaração uniliteral da independência e a suspensão da autonomia da região pelo Senado espanhol, convém não esquecer que apesar de no século XIX ter sido severamente afectada pelas guerras napoleónicas e carlistas, a Catalunha representou desde essa altura a força industrial da Espanha, sendo a primeira a introduzir a industrialização através do vapor, com o têxtil a representar a força da indústria. O capital estrangeiro investiu na Catalunha e isso introduziu a siderurgia, além de outros novos elementos característicos da Revolução Industrial. Os primeiros bancos conseguiram grande impulso durante a chamada Febre do Ouro até à quebra dos mercados de 1866.
Durante a curta vida da Primeira República Espanhola (1873-1874) duas propostas de Estado foram debatidas em Madrid: A primeira delas via a Espanha como uma única nação, a segunda, apoiada pela Catalunha, pretendia um Estado federado. Após o golpe de estado monárquico de 1874 nasceu o movimento chamado em catalão "Renaixença", o início das reivindicações do catalanismo político. Com a proclamação da II República Espanhola, em 1931, reconheceu-se novamente a autonomia da Catalunha, tendo-se chegado a proclamar unilateralmente a República Catalã, mas esta proclamação não foi bem aceite pelo governo de Espanha, embora fosse uma proclamação federalista. Com a derrota dos Republicanos na Guerra Civil (1936-1939), a Catalunha perdeu novamente a sua autonomia, todas as instituições de autogoverno catalãs foram banidas, e sofreu uma importante e pesada repressão cultural e linguística (com a abolição e proibição do uso do catalão), por parte do Estado Nacionalista Espanhol, totalitário e de inspiração fascista. Em 15 de Outubro de 1940 o presidente catalão, Lluís Companys, foi fuzilado pelo regime fascista espanhol. Com a morte do ditador Francisco Franco (1975) e o fim da ditadura, a Catalunha foi a primeira comunidade a recuperar outra vez a sua autonomia, restaurando a Generalitat (exilada desde o fim da Guerra Civil em 1939) e adoptando um novo Estatuto de Autonomia em 1979.

Com uma história destas quem duvida que mais-dia-menos-dia a agora auto-proclamada República Catalana será uma realidade?

 

   14h00 de hoje

Milhares de pessoas manifestam-se em Barcelona contra a independência da Catalunha - Como sempre nestas coisas os números são díspares e feitos à vontade de cada um: polícia municipal diz serem cerca de 300 mil e a organização garante que são mais de um milhão. Mas não há dúvida que a Catalunha está completamente dividida e a marcação de eleições na comunidade autónoma para Dezembro só vai contribuir para o extremar das posições. Puigdemont e Rajoy arranjaram uma bonita encrenca… que não sabemos como irá acabar.



Publicado por Tovi às 12:14
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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017
Parlamento da Catalunha aprovou a independência

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Agora é que vai ser... Será que o governo de Madrid já terá mandado ligar os motores dos tanques para invadir a República da Catalunha?

 

  15h30 de hoje

Senado espanhol aprova entrada em vigor do artigo 155 da Constituição espanhola que permite ao governo de Madrid assumir o controlo dos poderes autonómicos da Catalunha.

 

   19h30 de hoje

Em conferência de imprensa o primeiro-ministro Mariano Rajoy, informou que o Governo Espanhol destituiu Carles Puigdemond, dissolveu o Parlamento da Generalitat e marcou eleições na Catalunha para 21 de Dezembro.

 

   Comentários no Facebook

«Jose Bandeira» - Este processo é perfeitamente imbecil. Uma autêntica roleta russa!

«Manuel Carvalho» - Por formação inclino-me para o direito dos povos à sua autodeterminação, mas pela razão receio o que venha a acontecer com o povo catalão. Não conheço pessoalmente nenhum catalão para lhe fazer três perguntas simples. A primeira é se o uso do catalão é proibido e se foi retirado do sistema de ensino, a segunda é se as expressões artísticas catalãs são perseguidas e proibidas; sobretudo as danças e o folclore e a terceira qual o grau de autonomia que têm em relação às instituições. A resposta a essas perguntas ajudar-me-ia a ter uma noção mais exacta sobre a necessidade, ou não, do que reclamam agora. Um facto que acho curioso é que todos os movimentos independentistas iniciais partem das regiões mais ricas em detrimento da solidariedade com as regiões mais pobres. Aliás, como os próprios países europeus olham para os países do sul dessa mesma Europa. A Catalunha, embora com um notável poder económico, não terá um futuro promissor se, como parece que será, a comunidade económica não a reconhecer. Actualmente, um país ganha e perde a independência mais por políticas económicas do que pela força, e nós bem que sabemos onde e com quem está a nossa independência. Jose Bandeira, aquando do reinado dos Filipes, Portugal não perdeu totalmente a sua independência, sempre foi visto como um outro país. Se assim não fosse, teríamos perdido todo o império mesmo depois da Restauração e apenas perdemos Ceuta. A Catalunha ajudou ao dividir as forças militares em duas frentes, mas a frente portuguesa não mereceu sequer o empenho para manter o país na alçada espanhola. Ajudou mais porque os nobres que sobreviveram Alcácer-Quibir e foram destacados para combater na Catalunha, aperceberam-se que era o momento certo para lutar pela restauração.

«Jose Bandeira» - Todo o processo decorreu de forma ridícula. Se os separatistas Catalães estivessem a fazer um trabalho sério teriam que assegurar apoio internacional à sua causa. Declarar a independência equivale a criar um novo país e não se pode esquecer a política externa. O Governo Regional Catalão agiu "à espanhola", ou seja, com aquele egocentrismo característico dos espanhóis para quem o mundo termina nas suas fronteiras. Isto é inadmissível!

«David Ribeiro» - Foi não ter assegurado apoio internacional um dos graves erros de Puigdemond, no meu entender.



Publicado por Tovi às 14:01
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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2017
Impasse no Governo Regional da Catalunha

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Desculpem lá a brejeirice, mas o catalão Carles Puidgemont parece aqueles empatas que nem f___ nem saem de cima.



Publicado por Tovi às 14:15
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Terça-feira, 10 de Outubro de 2017
Catalunha independente… quando?

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Carles Puigdemond anuncia nova sessão parlamentar para então declarar unilateralmente a independência da Catalunha... está difícil o parto



Publicado por Tovi às 22:59
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Terça-feira, 3 de Outubro de 2017
Greve geral na Catalunha

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No passado domingo tivemos o primeiro indício que a independência da Catalunha irá ser mais tarde ou mais cedo uma realidade, apesar de não se avistar ainda quando e como acontecerá este cortar de amarras ao reino de Espanha. Mas a violência que os agentes da Guarda Civil e da Polícia Nacional Espanhola exerceram sobre o povo da Catalunha que pretendia exercer o direito a votar no referendo sobre a independência deste território, colocaram o Governo de Mariano Rajoy numa situação insustentável e repudiada por todo o Mundo civilizado, incluindo a Comissão Europeia. A greve-geral de hoje é mais uma posição de força que Madrid não pode ignorar.



Publicado por Tovi às 13:44
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
Visca Catalunya Lliure

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Ainda muita água irá correr debaixo das pontes até que a Catalunha se torne independente do Reino da Espanha, mas as decisões tomadas pelo Parlamento e pelo Governo Regional da comunidade autónoma catalã para organizar um referendo independentista no próximo dia 1 de Outubro, mesmo com o Tribunal Constitucional espanhol a suspende-lo de forma imediata e o Governo de Madrid a exercer a mais vil violência sobre as autoridades autonómicas, demonstram que as coisas nunca mais serão como dantes e mais tarde ou mais cedo os independentistas irão vencer.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Como é possível, na Europa dita democrática, que apoiou as independências da Croácia, da Eslovénia, da Bósnia, do Kosovo, do Montenegro, nalguns casos em processos mais do que duvidosos, que se queira impedir um povo e uma nação de decidir o seu futuro?

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Sou desde sempre apoiante da causa nacional catalã. A Diplocat, que envolve a Generalitat e muitas instituições, convidou-me para integrar uma missão no âmbito do referendo, que declinei devido à exigente agenda daqui até às autárquicas. A rede diplomática catalã no exterior já é muito robusta e envolve decisores e organizações de diferentes países em todo o mundo. Depois do que se passou hoje, já indiquei a minha disponibilidade para participar num grande evento que vai decorrer em breve para repudiar a intolerável repressão de Madrid perante o silêncio de muitos. Rajoy fez hoje uma jogada desesperada que vai sair-lhe cara. O ataque directo às instituições catalães, o confisco de boletins, urnas e propaganda política, a prisão de políticos eleitos por crime de consciência (mesmo que a coberto de outra figura jurídica, é do que se trata), os raides da Guardia Civil que foi considerada uma «força de ocupação», o garrote financeiro, entre outras acções mais próprias de Franco do que de democratas, não vão resolver nenhum problema: são parte dele. A Catalunha tem uma identidade histórica nacional que Madrid, por mais que tente, não conseguirá reprimir. Essa identidade expressa-se em tudo aquilo que leva ao desejo de autodeterminação cultural, simbólica, política, económica, em torno de uma ambicionada República Catalã que tem no seu dia nacional a comemoração do Cerco de Barcelona que resistiu longos meses à monarquia. A sua história é justamente a da resistência, insubmissão e firmeza democrática, seja contra a monarquia, contra as bombas do nazi-fascismo durante a Guerra Civil, contra a feroz repressão de Franco ou, mais recentemente, contra o madridismo intolerante que não aceita o direito a decidir. Quem resistiu a tanto, vai resistir a Rajoy e a quem o apoia. A causa nacional catalã tem uma enorme simpatia noutras regiões de Espanha e foi sempre pautada pela elevação cívica, pela tolerância, pelo direito à diferença intelectual e pelo respeito democrático. O que se passou hoje demonstra que Madrid está disponível para colocar o aparelho do Estado ao serviço de um autoritarismo que, obviamente, vai unir ainda mais os catalães e afunilar os canais de diálogo. Acontece que ninguém pode ser obrigado a ficar num corpo que não é o seu. A República Catalã vai ser uma realidade e, pela minha parte, tudo farei para apoiar os meus amigos de todas as cores políticas que lá estão a lutar por ela. Saibam que não estão sós.




Sexta-feira, 8 de Setembro de 2017
Catalunha rumo à independência

manifestação_catalunha.jpg

Ainda muita água irá correr debaixo das pontes até que a Catalunha se torne independente do Reino da Espanha, mas as decisões tomadas pelo parlamento e pelo governo regional da comunidade autónoma catalã para organizar um referendo independentista no próximo dia 1 de Outubro, mesmo que o Tribunal Constitucional espanhol o tenha decidido suspender de forma imediata, indicam que as coisas nunca mais serão como dantes e mais tarde ou mais cedo os independentistas catalãs irão vencer.



Publicado por Tovi às 16:13
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Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
Ataque terrorista nas Ramblas

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Os trágicos acontecimentos de ontem à tarde nas Ramblas vieram colocar Barcelona no roteiro dos atentados terroristas que têm avassalado a Europa nestes últimos anos. Até ao momento o número de mortos é de treze e os feridos ascendem a mais de uma centena. Como já vem sendo hábito os terroristas usaram uma viatura com a qual atropelaram os transeuntes de uma das mais importantes vias do centro da capital da Catalunha. A polícia catalã já informou ter detido dois presumíveis implicados neste atentado, mas não confirma até agora que um terceiro tenha sido abatido.

 

   06h50 de hoje

Polícia espanhola evita novo atentado terrorista. Cinco terroristas mortos em Cambrils - Seis civis (um deles em estado crítico) e um polícia ficaram feridos quando um veículo investiu sobre uma multidão na localidade balnear de Cambrils, a 117 quilómetros de Barcelona. Governo regional catalão relaciona este ataque com o da véspera, que matou 13 pessoas nas Ramblas.

 

   12h00 de hoje

Portuguesa de 74 anos entre os mortos em Barcelona, neta está desaparecida - Desconhece-se em que contexto a mulher estava na capital da Catalunha, mas sabe-se que uma sua neta, de 20 anos, a acompanhava aquando do atentado desta quinta-feira, ignorando-se o seu paradeiro, informa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

 

   14h50 de hoje

Polícia finlandesa abate homem depois de ataque com faca - A polícia da Finlândia abateu um homem suspeito de ter esfaqueado várias pessoas na cidade finlandesa de Turku. O homem foi baleado na perna e detido pelos agentes.



Publicado por Tovi às 00:37
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016
Diplomacia económica na visita dos Reis de Espanha

Reis de Espanha ad.jpgHoje é dia do edil da Cidade Invicta mostrar aos Reis de Espanha o que de bom se faz no Porto, ao nível tecnológico e científico, marcando assim a agenda da “diplomacia económica” de Rui Moreira nesta visita oficial de Felipe VI e Letizia a Portugal. Pelas 10h45, o casal real deverá chegar às instalações da UPTEC, o parque tecnológico da Asprela integrado na Universidade do Porto, onde se concentram várias startups, assim como um polo de indústrias criativas. Seguirá depois para o I3S, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, projecto tão acarinhado por Sobrinho Simões. A visita ao Porto terminará com um almoço que será “um acto de diplomacia económica” do presidente da Câmara, Rui Moreira. A convite do autarca portuense, os Reis de Espanha almoçarão, no Palácio da Bolsa, com vários empresários, prosseguindo o esforço que aquele tem feito de fomentar o intercâmbio de negócios com outras nacionalidades.



Publicado por Tovi às 09:10
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016
Visita de Estado a Portugal dos Reis de Espanha

Reis de Espanha ab.jpgFelipe VI e Letizia iniciam hoje no Porto a visita de Estado a Portugal com uma sessão solene nos Paços do Concelho, seguindo-se um jantar oficial oferecido pelo Presidente da República no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães. Amanhã, 29 de Novembro, os Reis de Espanha terão um programa diversificado na cidade do Porto, com uma visita à colecção Miró na Fundação Serralves e à Universidade do Porto, para conhecerem o Parque de Ciência e Tecnologia (UPTEC) e o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S). Haverá ainda um almoço com empresários, a convite do Presidente da Câmara Municipal do Porto, no Palácio da Bolsa. Após este almoço, os Reis de Espanha seguirão para Lisboa, para serem recebidos em sessão solene nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se um jantar oferecido pelo Primeiro-ministro no Palácio das Necessidades. No dia 30 de Novembro, os Reis de Espanha serão recebidos em São Bento pelo Primeiro-ministro, seguindo depois para a Assembleia da República para participar numa sessão solene em sua honra. O programa inclui ainda uma recepção à comunidade espanhola na Embaixada de Espanha em Lisboa e uma visita à Fundação Champalimaud.

 

  Comentários no Facebook

«Gonçalo Graça Moura» >> Receber os reis para jantar numa falsificação histórica parece-me demasiado pindérico até para quem já presidiu a fundação da Casa de Bragança...

«David Ribeiro» >> "Completar o que se não conhece, inventando, é atentar contra a arte, contra a verdade histórica (…) desnaturá-las para ficarem muito compostas e completas, fazendo-se novo onde nada existia ou existia diferentemente é um crime”, disse o mestre Marques da Silva em Maio de 1934 sobre o projecto de “restauro” do Paço dos Duques de Bragança em Guimarães.



Publicado por Tovi às 07:02
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2016
Acidente de comboio português na Galiza

Galiza acidente de comboio português 9Set2016 aa.

Um comboio português procedente de Vigo e com destino ao Porto descarrilou nas imediações da estação espanhola de Porriño cerca das 8h30 de hoje (hora portuguesa), havendo neste momento (11h00 horas em Portugal) quatro mortos (entre estes o maquinista português) e vários feridos confirmados.

 

 14h17 (hora de Portugal)

Segundo informa a edição online do jornal “Faro de Vigo” as vítimas mortais deste acidente são o maquinista (José Arnaldo Moreira, português de 45 anos), o revisor (espanhol), um turista Norte-Americano e um jovem de 23 anos da cidade de Vigo, que deu entrada em estado muito grave no hospital Álvaro Cunqueiro, acabando por falecer. Os feridos são 48, sete dos quais com gravidade. Neste momento os bombeiros ainda trabalhavam na frente da locomotiva para desencarcerarem o maquinista. Os técnicos já acederam à “caixa negra” que irá permitir fazer luz sobre o sucedido. O presidente de Comboios de Portugal, Manuel Queiró, destacou numa sua declaração à comunicação social que "nada indica que o acidente fosse por uma falha humana". Segundo os primeiros dados o comboio descarrilou por um problema nas vias e chocou contra um poste de electricidade metálico, ficando um vagão tombado sobre a via e outros dois semi-voltados.



Publicado por Tovi às 11:09
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Segunda-feira, 27 de Junho de 2016
Eleições Gerais em Espanha

Espanha bandeira aa.jpg

O resultado da votação nas eleições gerais em Espanha, que tiveram lugar ontem e onde foram eleitos os 350 deputados para o Congresso, foi o seguinte:

PP = 137 deputados;
PSOE = 85 deputados;
Unidos Podemos = 71 deputados;
Ciudadanos = 32 deputados;
Outros partidos = 9+8+5+2+1 deputados.

Nas eleições anteriores, o PP tinha conseguido eleger 123 deputados, o PSOE 90, o Podemos 69 e o Ciudadanos 40. Esquerda Republicana da Catalunha (9), Democracia e Liberdade (8), Partido Nacionalista Basco (6) e outros pequenos partidos (5) completavam um parlamento para o qual eram precisos 176 deputados para a maioria.

Estou em crer que não vai ser fácil a formação de um novo Governo… mas vamos aguardar as conversações interpartidárias que forçosamente terão lugar nos próximos dias.



Publicado por Tovi às 08:59
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