"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 7 de Maio de 2017
Macron é o novo Presidente da França

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Com uns mais que confortáveis 65,1% (estimativa de resultados às 20 horas francesas) Emmanuel Macron vence Marine Le Pen e chega ao Palácio do Eliseu. Foi mais uma vitória do “não” à deriva populista da extrema-direita do que uma afirmação política do candidato das elites, do sistema e do establishment, um antigo ministro da Economia dos socialistas Manuel Valls e François Hollande. Mas o voto útil é assim e com isto temos que viver nesta Europa a precisar urgentemente de novas vidas e aragens.

 


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Quarta-feira, 29 de Março de 2017
Reino Unido accionou o art.º 50 do Tratado de Lisboa

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(Theresa May assina carta para dar início ao Brexit)

Começou hoje oficialmente aquilo que há uns anos nos parecia impossível: O Reino Unido, um dos países que integraram o primeiro alargamento da UE em 1973 (juntamente com a Dinamarca e Irlanda) iniciou hoje os procedimentos formais para a sua retirada da União Europeia. Desta forma e segundo o previsto no artigo 50.º do Tratado de Lisboa, o “divórcio” entre o Reino Unido e a UE será a 29 de Março de 2019. Não tenho a certeza ainda se será bom ou mau para os súbditos de Sua Majestade, nem quais as implicações na Europa do “Brexit”, mas seguramente nada continuará a ser como dantes.



Publicado por Tovi às 16:06
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Quarta-feira, 22 de Março de 2017
Andam a gastar dinheiro em vinho e mulheres

Autorretrato-con-Saskia-de-Rembrandt.jpg

O coiso holandês (como é que se chama o ainda líder do Eurogrupo?...), numa das suas visitas a Angela Merkel na Alemanha, foi ao museu de Dresden e como é burro que nem um calhau, pensou que este óleo sobre tela datado de 1635, auto-retrato de Rembrandt e sua mulher Saskia, representava os europeus do sul dos dias de hoje. É mesmo totó.

 

Antonio Costa 22Mar2017.jpg

  Pedro Nuno Costa Sampaio, no Facebook

CARTA ABERTA AO JEROEN DIJLESBOING (ou lá como é...)
Caro Sinhor, sou um cidadom europeu, do Puorto, o tal que foi eleito "Béste Déstineixion 2016", mas in antes tamvém já tinhamos o mesmo galardom em 2012 e 2014... portantanto nada de nobo!
Mas diga lá uma coisa: bocê já cá beio??? Já sei: num pode bir porque estaba a fazer o Mestrado ... aquele que disseram que bai-se a ber e afinal num tinha!
Mas benha, carago! Bocês in antes de dizer essas tangas debeis bir cá e fazer tipo uma rota das tascas e da noite! Era a mêma coisa que dizer "ai e tal os países do centro da europa que até alguns diz que bibe abaixo do níbel do mar, num pode gastar o guito em tulipas, batatas fritas e festibais da canção e depois aumentar os juros dos empréstimos dos países que têm a melhor pomada e as gaijas mais boas (digo-lhe, meu amigo, que bocê armou um giga do carago em Ermesinde...)! Quer dezer, aqui no sul todo... (mas cuidado... se bocê bier ó Puorto num diga que somos do sul... senão leba um enxerto que até lhe introduzem um doutoramento na mona em 3 tempos...)
Bocê sabe o que é o presunto da "Badalhoca"? ... atençom: num tamos a falar de ninguém do centro da europa! É o nome duma tasca! Bocê já bebeu um tinto do Douro, num bou falar do Barca Belha pra num fazer puvlicidade... ou até uma Super Bock? Bocê sabe o são Tripas á moda do Puorto?? Num seja murcom, carago! Benha cá!!! Bocê já biu o nosso mulherio todo produzido na noite??? Já as biu ó sol na Foz??? Aton cale-se, carago!
Cum a milhor comida do mundo e as mulheres mais jeitosas, querem que o pobo gaste em quê??? Produtos tóxicos dos Bancos que faliram e que bocês num fizeram a ponta dum corno pra ebitar? Certicados de aforro que num bale um carago?
Deixe-se de tangas!!! Benha cá que depois de ir ber a náite bocê apanha uma cardina e isso passa-lhe!!! Eu até acho cajente gasta pouco nisso! Já agora: o que é para si gastar o guito em mulheres??? Bocê conhece o Bloco de Isquerda num conhece? Para já: eles bão-se passar! Aton e a malta que é abstémica e num gosta de mulheres??? Esses som poupados por natureza? É desses que bocês gostam? A díbida de Portugal num conta coeles??? Antes de avrir essa boca, carago, veja com quem fala!!! Nós num somos os ingleses que se põem a bulir mal cheira a granel!!! Ponha-se fino, murcom do carago!!!!

(texto escrito com o acordo ortográfico do Porto)



Publicado por Tovi às 20:48
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Sábado, 31 de Dezembro de 2016
As Guerras de 2016

Este ano que agora acaba foi fértil em conflitos armados, sendo os do Médio Oriente e da Ásia aqueles que directamente ou indirectamente mais afectaram a “nossa” Europa.

Ora vejamos:

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SÍRIA - As forças governamentais sírias desde o início deste ano de 2016 que avançaram de forma determinada contra os “rebeldes” acantonados em Aleppo e Palmira, a pérola do deserto sírio, região tomada desde 2014 pelo Daesh e Frente al-Nusra. O exército sírio anunciou em Maio a libertação oficial de Palmira, mas as forças do Daesh conseguiram mais uma vez entrar na cidade e ocuparam alguns bairros e a parte histórica da cidade. Ainda hoje se combate na zona. Ontem, 29 de Dezembro, o governo de Bashar al-Assad e a oposição síria concluíram um acordo de cessar-fogo mostrando-se dispostos a iniciar negociações de paz. A situação em Aleppo, capturada pelos rebeldes em 2012, agravou-se no fim no ano em curso. Entretanto, graças a uma ofensiva intensa das tropas governamentais sírias e ao apoio da Força Aérea russa, depois de três meses de combates violentos a cidade foi libertada. Segundo os últimos dados, da cidade já foram evacuadas mais de 37 mil pessoas.

IRAQUE - O Iraque iniciou o ano de 2016 dominado pelo terrorismo. Execuções públicas de civis pelo Daesh e ataques suicidas nas ruas de cidades iraquianas era uma coisa habitual. Mais de 90 mil quilómetros quadrados do território iraquiano estava sob o controle do Daesh. Em Fevereiro, o primeiro-ministro do Iraque, Haider Al-Abadi, declarou que o exército iraquiano iria fazer os possíveis para que 2016 fosse o último ano do Daesh no país. É evidente que a luta contra o terrorismo no Iraque ainda está longe do fim, mas as tropas governamentais e milícias curdas conseguiram avanços significativos durante o ano. No fim de Junho foi libertada a cidade de Fallujah, que fica a 53 km a oeste de Bagdad e que era controlada pelo Daesh desde 2014. A principal operação realizada no Iraque neste ano é a libertação da cidade de Mossul, tomada pelo Daesh em 2014. A ofensiva foi iniciada em 16 de Outubro. O maior obstáculo à libertação da cidade é o facto de que o Daesh usa os residentes de Mossul como escudo humano. Já passaram mais de dois meses desde o início da operação e as forças iraquianas já controlam a maior parte da cidade. Em recentes declarações o ministro das Relações Exteriores iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari, disse que o Iraque não tem pressa de libertar Mossul porque o seu objectivo não é somente expulsar os terroristas da cidade, mas salvar as vidas dos civis, que podem sofrer durante a intensa ofensiva. O primeiro-ministro iraquiano prometeu que o Iraque derrotará o Daesh nos próximos três meses.

IÉMEN - O Iémen já há dois anos que está dominado pelo conflito entre rebeldes-houthis do movimento xiita Ansar Allah e parte do exército leal ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, de um lado, e as forças governamentais e milícia leal ao presidente iemenita Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, de outro. O governo recebe apoio aéreo da coligação liderada pela Arábia Saudita. Em resposta a isto, os houthis têm intensificado os combates nas várias regiões do reino. O ano de 2016 começou para o Iémen com o fim do cessar-fogo. Em Fevereiro, a ONU disse que no país existe uma situação de catástrofe humanitária, que se agravou pelo facto de as partes beligerantes criarem obstáculos ao fornecimento de ajuda humanitária para a população civil do país. Ao mesmo tempo, foram prolongadas as sanções internacionais contra os líderes de partes que se enfrentam no país, inclusive o embargo de armas. Em Março soube-se do início das negociações secretas entre houthis e representantes sauditas. Um novo cessar-fogo foi acordado a 11 de Abril. Entretanto, as tréguas no Iémen não duram muito porque as partes as violam constantemente e recomeçaram as hostilidades. A ONU declarou repetidamente que as forças da coligação liderada pela Arábia Saudita são responsáveis pela maioria dos casos de morte de civis em resultado de ataques aéreos. Em Junho, as partes beligerantes realizaram a maior troca de prisioneiros. Em Outubro, um ataque aéreo contra um edifício em Sanaa, onde se realizava uma cerimónia fúnebre, teve grande ressonância internacional. Em resultado do ataque foram mortas mais de 200 pessoas, cerca de 500 ficaram feridas. Mais uma tentativa de cessar-fogo foi anunciada em Novembro, mas fracassou três dias depois. No fim deste mês de Dezembro, as autoridades iemenitas concordaram com o plano de paz proposto pela ONU. Segundo este plano, os houthis devem abandonar as posições tomadas e deixar as armas, após o que o processo político pode iniciar-se.

AFEGANISTÃO - O ano de 2016, como sempre, foi marcado no Afeganistão por uma série de atentados organizados pelo grupo radical Talibã. O grupo terrorista Daesh espalhou-se para os países da Ásia Central, embora a sua influência não tivesse atingido um nível que criasse uma ameaça real. As forças de segurança do Afeganistão começaram uma luta independente contra os talibãs e militantes do Daesh. Os confrontos continuaram por todo o ano. Entretanto, as autoridades afegãs fizeram tentativas de regularizar o conflito por meio de negociações. Em Abril tornou-se público que se iniciaram negociações entre talibãs e autoridades afegãs, mas que ainda não levaram a quaisquer resultados. Ao mesmo tempo, foi morto o líder do Talibã Akhtar Mansour, o seu lugar passou a ser ocupado por Mullah Haibatullah Akhunzada. Em Julho, um grande atentado sacudiu a capital afegã, atingindo uma manifestação pacífica contra um projecto de linhas eléctricas, tendo morrido mais de 80 pessoas. O Daesh assumiu a responsabilidade. O grupo terrorista também conseguiu lançar uma grande ofensiva contra a parte central do Afeganistão em Outubro. A situação até hoje permanece tensa.



Publicado por Tovi às 09:23
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2016
Cautela e caldos de galinha...

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Nos últimos dias “fontes geralmente bem informadas” dão conta de alguma actividade indicadora de um clima de pré-guerra na Europa. Podem ser só ameaças, mas carros de combate turcos entraram em território sírio e o governo alemão aconselhou os seus cidadãos a armazenarem comida e água. Damasco já condenou a operação militar turca, por a considerar uma “flagrante violação da soberania”, restando saber que atitude irá tomar Putin, um velho aliado de Bashar al-Assad. Por outro lado Washington incitou os curdos a atacarem o exército sírio. Neste verão as relações entre a Turquia e a União Europeia foi sempre tensa e aumentou ainda mais após a falhada tentativa de golpe que o presidente Erdogan considerou ter sido promovida pelo clérigo de 75 anos, Fethullah Gulen, que vive em exílio auto-imposto nos EUA. Já em Junho a Turquia retirou o seu embaixador da Alemanha após o Bundestag (parlamento alemão) aprovar uma resolução que reconhece o genocídio arménio. As autoridades turcas também proibiram uma delegação parlamentar alemã de visitar a base aérea da NATO em Incirlik. Em represália o Governo de Angela Merkel pretende mudar o seu contingente militar desta base para outras na Jordânia e Chipre, mas esta reafectação das aeronaves Tornado a outros locais iria interromper os voos de reconhecimento sobre a Síria e o Iraque pelo menos durante dois meses. Não há dúvida que as coisas estão a aquecer… mas pode ser que não seja nada, apesar de cautela e caldos de galinha nunca terem feito mal a ninguém, como diz o Povo.

 

  Comunicado do Ministro da Defesa Russo

Exército 25Ago2016.jpg"Hoje [Quinta-feira, 25 de Agosto], de acordo com a ordem do comandante supremo das Forças Armadas, foi iniciado um novo controle repentino. As Forças do Distrito do Sul, uma parte das Forças dos Distritos Oeste e Central, a Frota do Norte, o Comando Geral da Força Aeroespacial e o Comando das forças aerotransportadas foram postos em estado de alerta máximo a partir das 07:00 horas, horário de Moscovo", declarou o ministro da Defesa russo, general do Exército Sergei Shoigu.



Publicado por Tovi às 08:16
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2016
Em França há medo... de tudo

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“Estamos em guerra”… diz-se sempre que uns radicais islâmicos provocam ataques bárbaros aos cidadãos europeus. Guerra não será mas que o medo e o terror estão a ficar instalados na nossa sociedade parece não haver dúvida e ainda está para se saber qual o desfecho desta escalada de violência. Já se notam uns indisfarçáveis sorrisos de uns saudosistas de sociedades ditatoriais e fascizantes, dizendo à boca baixa que o que é preciso é mão dura e acabar-lhes com a raça. Nunca será a solução, certamente, mas com “paninhos quentes” também não vamos lá e já está na hora de resolvermos “cá dentro” da Europa o mal a que isto chegou. Como?... Não sei bem, mas assim é que não pode ser.

 

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«José Camilo» >> O meu amigo, com certeza, já reparou no custo de um "drone" e no que tal peça poderá transportar. Pois não há qualquer legislação sobre a sua utilização. Ou seja pode-se, livremente, ocupar espaço aéreo sem qualquer restrição. Também me preocupa, quase tanto, como as cabeças feitas por teologias escritas não se sabe por quem. Ou gozando um pouco sobre o assunto, a reunião entre o arcanjo gabriel e o maomé veio a resultar no fabrico do inferno.

«Fernando Duarte» >> Existem em França mais de 2 milhões de muçulmanos, que jà viveram metade da vida deles como cães e que veem hoje, que a outra metade ainda vai ser pior, que argumentos pode ter o governo francês, para convencer essa gente que não se deve suicidar, matando um máximo de eleitores que eles consideram responsáveis pela fracasso da vida deles? a França está a pagar agora a política dos governos Giscard D'Estaing nos anos 70, mandaram vir estrangeiros que trataram como seres humanos de segunda, quando os estrangeiros se quiseram ir embora em 74 e que os franceses viram que lhes ia faltar essa mão de obra, barata e afazer trabalhos que eles não queriam fazer, disseram-lhes para ficarem e mandarem vir as famílias. A arrogância dos franceses, o complexo de superioridade, fez com eles não deixassem os filhos do imigrantes se integrarem na sociedade, queriam-nos aqui mas como seres inferiores para não dizer escravos. Num país onde o desemprego nunca mais parou de crescer desde 1974, mandar vir mulheres e filhos de imigrantes era considerar-los a serem desempregados profissionais. Existem aqui indivíduos com 40 anos ou mais velhos ainda, de origem estrangeira, que nunca trabalharam na vida deles, porque mesmo o trabalho rasca, aquele que os franceses não querem fazer, não chega para todos.

«José Paulo Matos» >> Nunca jamais em tempo algum ceder ao medo e à desconfiança. Tem que imperar a racionalidade de juízos. Difícil? Sem dúvida, mas temos que ultrapassar esta insanidade.

«Rui Moreira» >> Fernando Duarte porque será que os portugueses que foram para França nos anos sessenta e foram tratados como cães nunca desataram a matar gente?

«Fernando Duarte» >> conheço muitos a quem a vontade não lhes faltava, mas claro que isso , para nós é crime e também não temos o espírito suicidàrio, eles têm. e também porque não têm mentalidade de matar o próximo, talvez porque também foram educados de maneira cristã, mesmo se não são praticantes. depois porque a entrada de Portugal na CEE muitas portas que estavam fechadas, se abriram. o que eu queria dizer é que, dizem hoje, que eles não se integraram, mas tudo foi feito para que eles não se integrassem, na França de 70 até havia zonas onde não podíamos nem viver nem trabalhar, e sem a nacionalidade francesa ou um sócio-gerente francês, era proibido trabalhar por conta própria. hoje a França paga as favas da descriminação dos anos 60, se esses estrangeiros, que a França chamou, tivessem tido a possibilidade de se integrarem, hoje haveria muito menos problemas. mas é bom que os portugueses se interessem por coisas destas, porque não tarda vão ter os mesmo problemas com os filhos dos imigrantes das nossas antigas colónias, e aqueles que um dia forem esfaqueados algures em Portugal, a menos que se saibam defender como o Mustafa do Kebab poderão sempre dizer enquanto vão morrendo: " -isto é mentira, em Portugal nunca vai acontecer, os pretos vivem integrados na população portuguesa, o preto não me quis matar por eu ser branco nem sequer queria degolar a minha mulher e os meus filhos, foi a faca que escorregou, em Portugal isso não acontece ! " enterrem bem a cabeça na areia, mas não se esqueçam que o cu fica sempre de fora

«Manuela Tavares» >> porque nao somos assim...... alias faço minhas as palavras do Torga: É escusado: não há, de facto, progresso moral. Eu arda, se este meu amigo, sob o ponto de vista do respeito que se deve ao semelhante como homem, não está exactamente ao nível do mais reles e sinistro habitante das cavernas! Diário (1941)

«José Camilo» >> O meu pai, escolheu Paris no início dos anos 60 para recuperar a sua vida. Como tinha por hábito, vestir camisa lavada e barba feita diariamente no seu primeiro empregado na construção civil um grupo de emigrantes fizeram-lhe uma "espera" e tentaram atira-lo de um quinto andar, porque pensavam que era da PIDE. Não foi tratado como um cão, mas os emigrantes portugueses que lá viviam sentiam-se sempre ameaçados inclusive por eles próprios. Não foi fácil o final da segunda guerra. Não falo pelo que li, falo pelo que vi.

«Rui Moreira» >> Pois eu fechava todas as madrassas

«Fernando Duarte» >> há dois anos e no ano passado também, alguns destes árabes com nacionalidade francesa, estiveram em Portugal, no Algarve, a fazer um teste de como reagiam as autoridades portuguesas, e decidiram de agredir GNR's apenas por aposta, não lhes aconteceu nada e dos GNR's que eles enviaram para o hospital nenhum disparou, também nenhum árabe ficou preso em Portugal ....... podem voltar !

«Diogo Quental» >> Continuam a misturar religião com terroristas. Fico admirado com a posição de pessoas tão cultas. Penso que não convivem com muçulmanos. Eu convivo diariamente e, lamento dizê-lo, os comentários discriminatórios são simplesmente reveladores de desconhecimento dos outros. A radicalização que cresce é a única vitória que interessa aos terroristas, que não pensam dizimar a população com os seus actos. Procuremos separar o trigo do joio e falar apenas do que sabemos. As madrassas que apoiarem terroristas devem, naturalmente, ser fechadas e tomadas as acções necessárias subsequentes. Quanto aos que nada têm a ver com o assunto, que sejam respeitados como nós queremos também que nos respeitem. Já basta o que basta. Quem não sabe do que fale, pf que se cale.

«Joao Magalhaes Couto» >> Caminhamos naturalmente para sociedades securitárias... vamos ter também várias Israel na Europa... a multiculturalidade francesa em que são os locais que cedem os seus valores aos emigrantes falhou rotundamente... agora resta expulsar os 10 mil que estão na lista S, deportar a familia dos criminosos, fechar e destruir mesquitas que incitam ao odio...

«Fernando Duarte» >> árdua tarefa, como disse o General quando alguém lhe sugeriu de matar todos os parvos !

«Joao Magalhaes Couto» >> Sugiro que vá viver para a França "multicultural e politicamente correcta...."



Publicado por Tovi às 08:00
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2016
Brexit… Como irá ser?

Reino Unido Brexit  aa.jpg

No Reino Unido as últimas sondagens dão a preferência à saída da União Europeia no próximo referendo sobre a continuidade na UE, sendo no entanto ainda muito importante o número de indecisos que poderão fazer alterar o resultado desta consulta no próximo dia 23 de Junho.

Aos “europeístas” já não deve caber um feijão no cu

 

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«Albertino Amaral» >> Adorei essa do feijão, David Ribeiro........

«Francisco Coutinho» >> Ja há muito tempo.... escrevi que estavamos a assistir ao Princípio do FIM da União Europeia, que diga-se em abono da Verdade, que de União, Não tem NADA, tantos os regimes diferentes, os impostos diferentes, os salários Diferentes, as regalias, diferentes, as "imposições ...diferentes, as regras que uns violam e outros têm de cumprir (Pesca ,Leite, suinos e outros p.ex.), Países que tem o Euro... e os Diferentes, paises que Têm de Ajudar... e os que Não querem ajudar ninguém (Brexit) desde que continuem a beneficiar da parte "boa"... Diferentes. Nada vejo de IGUAL, COMUM, UNIÃO, ou IGUALDADE, muitos menos DEMOCRATA. Esta é uma FARSA que vamos deglutinar nos tempos próximos. EU... Não vejo NADA do que nos prometeram e previram para Portugal HÁ 30 e tal anos... quando pintavam o quadro do que iria ser BOM entrar para a CEE ! LEMBRAM-SE ?? ONDE ESTÁ o FILME PROMETIDO??

«Raul Vaz Osorio» >> Vamos por partes: até à consolidação da reunificação alemã, a CEE/UE foi uma coisa. A partir daí foi outra. Não confundamos e aquilo a que nós aderimos era bom, unido, solidário, visionário. Aquilo em que se tornou, principalmente após o grande alargamento do início do século, é outra coisa e claramente merecedora as críticas feitas pelo Francisco. Quanto ao Brexit, a acontecer (o que eu sinceramente duvido mas que admito como possível) terá consequências diferentes conforme duas vertentes essenciais: 1) a atitude dos parceiros da Inglaterra no Reino Unido (talvez tão unido como a UE), pois estes a acreditar nas sondagens (e no que é lícito ver como o seu interesse próprio) não têm qualquer vontade de saír. E poderão escolher ficar no UK ou na UE, a ver vamos. 2) A evolução da UE. Se esta se mantiver claramente para lá do Brexit, este será muito negativo para a Inglaterra no campo económico/financeiro. Se o Brexit catalizar, como é inteiramente possível, uma desagregação acelerada da UE, então o impacto poderá ser menor para a Inglaterra, mas certamente significativo para outros parceiros europeus.

«Joaquim Pinto da Silva» > De uma coisa estou certo: o RU sai da UE e, de seguida, na Escócia, ganham os independentistas, que são europeístas.

«Antonio Pinto Caldeira» >> Parece que muita gente ainda não percebeu que há quem queira sair desta UE porque não aceita ficar refém desta elite de burocratas nem se revê naquilo em que se transformou o projecto inicial. Todos são por uma UE com directrizes diametralmente opostas àquelas que imperam. Todos queremos uma UE dos povos em vez duma UE corporativa da finança e dos grandes grupos económicos. Atendendo ao evoluir da situação não nos resta outra alternativa que não seja destruir esta UE para construir uma outra a salvo destes desvios.

«Francisco Cunha Coutinho» >> Já várias vezes disse... que o Brexit era o principio do FIM da união Europeia! (mas será que alguma vez houve UNIÃO?) Começamos finalmente a perceber que a CEE é cada vez mais uma "Joint-Venture" onde há Xulos... e Xulados. Nunca uma União.



Publicado por Tovi às 08:29
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2016
Há quem não se venda por um prato de lentilhas

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Os autarcas de Porto, Gaia, Gondomar e Matosinhos recusaram assinar  o contrato sobre os fundos europeus porque, a 24 horas da cerimónia, foram surpreendidos por um novo mapa enviado pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento do Norte (CCDR-N), onde se reduz as verbas que acertaram com os governantes para o pacote suplementar de 20 milhões de euros, agora alargado a outros municípios.

 

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«Albertino Amaral» >> Nem por um prato de Tripas à Moda do Porto, ou uma Francesinha, quanto mais lentilhas...



Publicado por Tovi às 14:36
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Terça-feira, 31 de Maio de 2016
Nova Lei do Trabalho em França

França Mai2016 aa.jpg

Nós cá por este rectângulo à beira mar plantado temos problemas sociais, políticos e culturais que cheguem para nos ocuparem as discussões do dia-a-dia, mas não nos podemos esquecer do que vai por essa Europa fora, nomeadamente do que se está a passar em França com as alterações da Lei do Trabalho. Confrontado com as sondagens que mostram uma oposição de mais de 60% dos franceses contra estas alterações, o Governo de François Hollande continua a refugiar-se na desculpa esfarrapada das pessoas estarem a ser manipuladas por movimentos populistas. Vários agentes económicos já sugeriram a utilização de ferramentas como a requisição civil ou mesmo a utilização da força policial e o recurso à justiça para travar os bloqueios das refinarias, que já duram há vários dias, mas os confrontos entre sindicalistas e forças policiais continuam e não se vê uma solução para breve. Hollande não arriscou sujeitar esta reforma da Lei do Trabalho a votação no Parlamento, com medo que os seus próprios deputados a condenassem à morte, sendo esta atitude suficientemente esclarecedora de como vai o socialismo no País da «Liberté, Egalité, Fraternité».

 

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«Gonçalo Graça Moura» >> Socialistas a comprovarem que o socialismo não funciona... [Emoji devil]

«Fernando Duarte» >> a revolução aproxima-se a grandes passos



Publicado por Tovi às 18:14
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Sexta-feira, 25 de Março de 2016
Tudo vai mal no combate ao terrorismo na velha Europa

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O jornal belga Le Soir noticia que “les ministres de la Justice et de l’Intérieur ont présenté leur démission“ e embora “le Premier ministre Charles Michel les a refusées” a verdade é que a continuidade de Jan Jambon e Koen Geens no governo está altamente comprometida, tal foi o descalabro a que a polícia e a justiça da Bélgica chegaram na falta de rigor e laxismo na gestão da liberdade condicional de Ibrahim El Bakraoui. Os factos são cruéis, terríveis e brutais: Um homem belga, em liberdade condicional após uma condenação a 10 anos de prisão, atravessou por duas vezes a fronteira síria, foi deportado pelos turcos para a Holanda no passado mês de Julho, escapou a todos os controlos e fez-se explodir no aeroporto de Zaventem na passada terça-feira.

 

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«Renato Rodrigues» >> Disparou sobre a polícia com uma kalashnikov (arma de guerra) e ao fim de 4 anos é solto... A Bélgica é um país de palhaçada!

«David Ribeiro» >> ...é solto e ninguém quer mais saber dele. Depois queixam-se.

«Jorge Oliveira E Sousa» >> E quantos andarão nas mesmas condições?

«David Ribeiro» >> Sim... Quantos andarão?... É que o perigo está cá dentro, nados e criados na Europa.

«Renato Rodrigues» >> A Bélgica é um país que funciona bastante mal, bastante desorganizado. É sempre motivo de piada para todos os estrangeiros que lá moram, a ineficiência dos serviços públicos Belgas. Sempre estou para ver se alguém propõe a suspensão da Bélgica do espaço Schengen ou algo do género. Eu sou completamente o oposto de securitário, mas um rapaz que dispara uma arma de guerra sobre um polícia não pode sair ao fim de quatro anos!! E a coisa da extradição pela Turquia também tem que se lhe diga, se for verdade. Não entendo sequer porque extraditam um cidadão Belga para a Holanda?! É engraçado que haja estados de sítio em França e propostas para acabar com a privacidade, se a UE nem consegue ter um mínimo controlo das fronteiras externas...

«Ricardo Nuno» >> Mas da Bélgica já se tinham queixado os serviços secretos alemães e ingleses! Aliás o cúmulo foi terem de ser os franceses a dizer aos belgas q eles tinham terroristas em Molenbeek!

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Tem de haver uma eficaz Policia Europeia

«Fernando Duarte» >> a culpa foi dos turcos que confundiram a Holanda com a Bélgica

«Jose Bandeira» >> Sugiro a leitura da obra de Gosciny ilustrada por Uderzo "Astérix entre os Belgas"

«David Ribeiro» >> Eu nunca tinha entendido muito bem a expressão “parece qu’és Belga”, muito usada na minha juventude… mas depois de ter trabalhado com eles durante dois anos, deu para perceber [Emoji wink] – Encontrado na NET: «Antigamente, não era raro ouvir alguém rotular outro de belga: "fulano é belga ou meio-belga!" Pretendendo dizer com isso que se tratava de uma pessoa muito pouco fidedigna ou finória, no sentido menos edificante do vocábulo. Qual a raiz da expressão? Desconheço. Apenas posso futurar que talvez isso se relacione com os problemas e os atritos constantes, pelo menos no passado, entre os povos belgas e os seus governos.»

«Fernando Duarte» >> os belgas estiveram recentemente 3 anos sem governo, e isso prova que não precisamos de governo para nada

«David Ribeiro» >> Não tenhas dúvida, amigo Fernando Duarte, que o facto da Bélgica ter estado tanto tempo sem governo central num passado recente contribuiu imenso para este descalabro que se veio a verificar no combate ao terrorismo. Para a gestão política e social dum dado território os governos regionais servem perfeitamente e até o conseguem fazer melhor que um governo central, mas os serviços secretos e controlo do sistema de justiça, nomeadamente o acompanhamento de indivíduos em liberdade condicional, são e devem continuar a ser funções exclusivas dos governos centrais.

«Fernando Duarte» >> é isso mesmo David, o governo central nunca deveria tomar decisões de nível regional, não é um deputado eleito no Algarve que vai decidir se podemos ou não tomar banho no rio Douro ou um deputado eleito em Bragança que vai decidir se em Lisboa o trânsito deve ser condicionado



Publicado por Tovi às 10:07
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Quinta-feira, 24 de Março de 2016
Nada mais assustador que a ignorância em acção

Molenbeck jeunesse aa.jpg

Anda por aí meio mundo a dizer que a culpa deste terrorismo é das religiões. E já alguém se lembrou que o principal motivo poderá ser a IGNORÂNCIA, um terreno fértil para o fanatismo? Tivéssemos dado a devida atenção aos mais desfavorecidos e não estaríamos nesta terrível situação. É que toda esta gente já nasceu e foi criada dentro da nossa Europa e a política só tem sentido identificando-se com a ética de servir todos os cidadãos, sejam eles os nascidos em berço de ouro ou num dos muitos guetos que fomos criando ao longo dos anos.

 

  Comentáros no Facebook

«Zé De Baião» >> Urge refletir sobre o heroísmo decorrente do terrorismo social (praticado ou consentido pelos políticos): A frase de um jovem, que vive no bairro de Molenbeek e convive diariamente com os nossos emigrantes portugueses, explica quase tudo: "If you don't have a future and if you are socially dead, you may opt for a heroic death. And this is what happens with a number of youngsters here."

«António Magalhães» >> Curioso pois nunca vi portugueses emigrados fazerem-se explodir para aparecerem nas TV's... e muitos também passaram e passam dificuldades e exclusões de vária ordem! É que a integração social começa pelo próprio, e se estes "herois" se sentem excluídos, comecem eles próprios a fazerem qualquer coisinha para se integrarem! Alguém foi buscar pelas orelhas e a pontapé estes jovens "excluídos" aos seus países de origem? E os pais destes "heróis", também foram obrigados? Se querem ser "heróis", uma sugestão: regressem ao deserto ou às terreolas onde abunda merda por todo o lado, convoquem todos os meios de comunicação social e façam-se explodir com toda a pompa e circunstancia! Muito mais excluídos foram os Pais destes meninos armados em coitadinhos e em excluídos e, melhor ou pior lá se foram integrando. Bardamerda para os "coitadinhos dos excluidos" que já metem é nojo!

«Pedro Simões» >> Sao umas vitimas... Se a tese fosse verdadeira, entao teriamos estas situacoes com pessoas de todas as origens, crencas, e bairros... Ca so nao temos disto porque os ignorantes podem votar no Bloco. Senao era a mesma coisa!

«Zé De Baião» >> Caros amigos, já temos descendentes de portugueses inseridos nesta problemática. Por enquanto, sugiro que comecem a pensar sobre o aumento do suicídio por cá e por toda a Europa. Quando começarem a falhar os valores humanos, o suicídio pode converter-se em suicídio conjunto ou mesmo terrorismo.

«António Magalhães» >> O raciocino do Zé é claro: para evitar que estes jovens algum dia se possam sentir excluídos e até possam cometer suicídio, o melhor é fechar as fronteiras e não deixar entrar mais nenhum, tal e qual a Polónia esta a fazer...

«Zé De Baião» >> Errado. O raciocínio é trabalhar para humanizar, socializar e integrar todas as pessoas.

«Ricardo Nuno» >> la vem a conversa dos fofinhos, do moderno, de termos que estar atentos a todas as necessidades etc etc . Foi exactamente este genero de laxismo intelectual e este genero de argumentario que nos trouxe ate aqui. Os que os ajudaram, tb estavam desempregados? os vizinos, os amigos? nao acontece este fenomeno com os polacos, com os ucranianos, com os ciaganos, com os budistas, com os hindus, com os bulgaros, com os romenos... Acontece com estes, acontece com uma parte do islao

«António Magalhães» >> Pergunta ao Zé: Na Europa, todas as jovens mulheres a quem foi imposta a excisão genital, são vitimas ou heroínas, incluídas ou excluídas?

«David Ribeiro» >> Nada minimiza a culpabilidade dos autores destes ataques terroristas, que deverão ser perseguidos, apanhados, julgados e condenados, mas há que evitar que esta “filosofia” alastre entre uma camada jovem fácil de ser arregimentada para estas loucuras. É nisto que temos que mudar a forma de lidar com uma grande parte dos habitantes dos bairros degradados nas periferias das grandes cidades europeias. Reparem que alguns deles sabe-se agora que já tinham prestado contas à justiça por delitos menores, mas não parece ter havido um acompanhamento correcto das situações.



Publicado por Tovi às 09:54
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Quarta-feira, 23 de Março de 2016
Ataques terroristas em Bruxelas

Bruxelas terrorismo 22Mar2016.jpg
(À esquerda no aeroporto de Zaventem e à direita na estação de metro de Maelbeek)

Ainda não eram nove horas da manhã de ontem, tinha acabado de ir levar a minha neta à escolinha, um amigo meu há muitos anos a residir em Bruxelas dizia no Facebook que tinham rebentado bombas no aeroporto de Zaventem. Liguei-me à NET, primeiro no “La Capitale” e no “Le Soir”, depois na “RTL”, ficando a saber que também na estação de metro de Maelbeek tinha deflagrado um engenho explosivo, havendo já várias mortes a lamentar. E ao longo da manhã fomos conhecendo a verdadeira dimensão de mais um ataque terrorista, desta vez no coração da Europa, uma tentativa ignóbil de fanáticos e extremistas islâmicos para conseguirem por esta via um aproveitamento político-partidário que o imobilismo europeu lhes vem concedendo. No momento em que escrevo este “post” (10 horas de 23Mar) o saldo destes trágicos acontecimentos é de 31 mortos e 250 feridos.

 

 Últimas informações do jornal belga “Le Soir”

Les frères Khalid et Ibrahim El Bakraoui ont été formellement identifiés comme deux des kamikazes, le premier dans le métro, le second à l'aéroport. Le troisième kamikaze n'est pas encore identifié. Une personne, présente à l'aéroport avec une charge explosive, est toujours en fuite. (...) L’ensemble du pays est placé en niveau d'alerte maximum, le niveau 4 et un avis de recherche a été émis à l'égard d'un homme suspecté d'être impliqué dans l'attentat de Zaventem.

 

 Estado Islâmico reivindicou os atentados

Par la grâce d’Allah et Son bienfait, une cellule secrète des soldats du Califat s’est élancée en direction de la Belgique croisée qui n’a cessé de combattre l’Islam et les musulmans. (…) Un nombre de soldat du Califat - portant des ceintures explosives, des bombes et des fusils mitrailleurs et ciblant des lieux choisis avec précision dans la capitale Bruxelles - se sont élancés à l’intérieur de l’aéroport Zaventem de Bruxelles et d’une station métro pour tuer un grand nombre de croisés.

 

 19 portugueses feridos

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, acaba de informar que pelo menos 19 cidadãos com passaporte português ficaram feridos no duplo atentado terrorista de ontem na capital da Bélgica. Estima-se em cerca de 50 mil o número de portugueses residentes só na cidade de Bruxelas.



Publicado por Tovi às 10:29
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016
Acordo entre Reino Unido e Europa

Reino Unido vs Europa Fev2016 aa.jpg

Ao fim do dia de hoje ficamos a saber que após negociação perlongada e difícil o Reino Unido e a União Europeia chegaram a acordo, tendo David Cameron conseguido muitas das reivindicações que sempre defendera, nomeadamente restrições na circulação de migrantes para o Reino Unido e a garantia que os britânicos não terão nunca de pagar por resgates financeiros de países da zona euro. Mas com este acordo o “drama” ainda não acabou, pois a permanência do Reino Unido na União Europeia só ficará decidida no referendo que terá lugar a 23 de Junho deste ano.

 

  Comentários no Facebook

«Jose Bandeira» >> Tal como Rui Moreira foi eleito para defender os interesses do Porto também David Cameron o foi para defender os do Reino Unido. Se os outros são tansos a culpa não é dele. É esta a "Europa Unida" (lembram-se destas placas que chegaram a circular na traseira dos automóveis há muito, muito tempo?) que nos continuam a vender?

«Jovita Fonseca» >> É esta a UE... vai -se já precavendo! E à boa moda British, as normas ficam já definidas.

«Manuela Tavares» >> hitler lutou com unhas e dentes pela subjugaçao da Europa à Alemanha. nao conseguiu mas pelo caminho fez muitos estragos. passados 70 anos, a subdita dele tentou fazer o mesmo, nao com armas mas com uma mais sofisticada que se chama economia e colapsos financeiros. tem vindo a conseguir. mas temo, e bem, que tal como o mentor dela, mais uma vez a alemanha vai perder. e mais uma vez fazendo muitos estragos pelo caminho. nao aprendem. e o resto da europa parece que tb nao. é so deixar passar mais uns 70 anos e algum alemão vai tentar fazer uma merda parecida e o resto dos paises sao aceitar. ninguem sai deste padrão!



Publicado por Tovi às 23:30
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2016
A cidade apocalíptica de Homs

Homs cidade síria Fev2016.jpg

Este é o estado actual da cidade de Homs, a terceira maior cidade da Síria antes da guerra civil, onde chegaram a viver cerca de 1,5 milhões de pessoas e que hoje não é mais do que um pedaço de terra abandonado, onde muitas pessoas foram mortas, muitas mães foram muitas vezes forçadas a entrar em carros e raptadas mesmo em frente dos seus filhos. E os responsáveis são o governo do Presidente sírio Bashar-al-Assad, a quem se deve a morte de 180.879 civis na Síria, ou seja, 95,96% do total das mortes registadas entre março de 2011 e outubro de 2015, os grupos oposicionistas ao governo a quem foram atribuídos 1,42% das mortes e o autoproclamado Estado Islâmico com culpa em 0,91% da mortandade. E com esta guerra na Síria está afectado todo o equilíbrio precário da Europa, com sucessivas vagas de refugiados a procurarem um local de paz onde possam criar os seus filhos. E ninguém pega o touro pelos cornos e resolve esta desgraça. Porquê?...



Publicado por Tovi às 09:35
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2015
Os neo-jihadistas vivem entre nós

jihadistas aa.jpg

Os ataques terroristas do passado dia 13 de Novembro em Paris vieram mais uma vez revelar-nos que os neo-jihadistas vivem entre nós, muito pouco têm a ver com a cultura muçulmana e o islão é primordialmente um pretexto para mostrarem à sociedade a sua revolta, sede de violência e desejo de radicalização. Se não tivessem origem magrebina e por isso considerados potencialmente muçulmanos, estes delinquentes com problemas de integração social poderiam facilmente estar em movimentos de extrema-esquerda ou extrema-direita, ou simplesmente num grupo punk qualquer. E é nestes jovens que o Estado Islâmico vai encontrar a sua “carne para canhão”, gente disposta a transformar a sua revolta pessoal em actos sangrentos. Mais tarde ou mais cedo o desejo de um califado jihadista nos territórios sírios e iraquianos irá extinguir-se, muito mais por falta de quem lhes compre o “ouro negro” do que pelas bombas dos aviões russos, franceses ou mesmo dos Estados Unidos da América, mas o vírus da violência está espalhado nos subúrbios das grandes metrópoles europeias e haverá sempre um extremista qualquer que se irá aproveitar da revolta destes jovens.

 

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«Laura Sarmento» >> concordo 100%

«António Lopes» >> Extrema-esquerda, movimento Punk? Vai-me desculpar caro David Ribeiro mas discordo totalmente nesse ponto. A Extrema-esquerda é demasiado generalista mas mesmo assim a leitura dos mais variados manuais a violência nunca é apregoada de forma tão banal como o ISIS produz. As revoluções de 68 (França), pouco ou nada têm a ver com o ISIS, etc, etc. Sobre o movimento Punk... grupos anarquistas/Punk (nem sempre uma coisa significa outra), o nascimento do Movimento Oi, nasce entre a classe operária inglesa como forma de proteger a Classe trabalhadora e não para destruir de forma violenta tudo o que lhe aparece pela frente. Por favor nunca mas nunca meter na mesma panela ISIS e Movimentos Punk ou Extrema Esquerda. Sobre a Extrema esquerda, Stalin nunca foi comunista, os seus gulags não fazem parte da ideologia comunista e até Lenine escreveu que Stalin não tinha o perfil de. ISIS não é representativo da Religião Muçulmana [wink emoticon]. Sobre o Movimento anarquista, temos um exemplo bem próximo de nós (Guerra civil espanhola 1936-39), em que algumas Igrejas foram queimadas mas numa guerra tudo o que é de mau acontece MAS nunca uma Igreja ou convento tinham sido queimados antes da Guerra Civil espanhola ter o seu início. Culpas? Para mim, a construção de seres-humanos frios, sem ideias e sem sentimentos próprios de um sistema económico baseado unicamente no material, no dinheiro produz tudo isto.

«Laura Sarmento» >> António Lopes, o que eu penso é que o David Ribeiro se quis referir aqui a gente extremista (sobretudo jovens), que estão em momentos extremistas porque sim, que são facilmente formatados porque sim, e que se deixam levar em qualquer onda diferente e extremista porque sim... não tem nada a ver com o teor, com o conteúdo de cada movimento. Tem a ver com revolta, falta de valores, vida oca e desocupada.

«António Lopes» >> O "extremismo" faz parte de uma juventude normal, agora temos é de incutir desde cedo valores como o respeito entre todos e não deixa-los entregues a toda uma máquina destruidora de sonhos, destruidora de Utopias. ISIS é um cancro, cancro esse alimentado pela ignorância. Embora não conheça pessoalmente o caríssimo David Ribeiro tenho a certeza que o texto dele foi escrito com alma e que não deixa de ter uma certa razão (conheço o David unicamente através da sua escrita e tenho pelo seu teor o máximo de respeito). Apenas ligar o Movimento Punk ao ISIS senti-me tentado a demonstrar a minha opinião contrária [smile emoticon]. Um excelente fim de semana a todos. PS: A extrema-esquerda (embora seja um termo muito difuso), é-me próxima [smile emoticon]

«Laura Sarmento» >> o problema que se levanta agora é incutir esses valores numa camada jovem que foi sucessivamente esquecida e habituada a não dar valor nenhum a quem nunca lhes prestou a atenção devida. São descrentes no sistema, num sistema que os esqueceu. Não sei se ainda iremos a tempo.

«António Lopes» >> A pobreza como a grande culpada?

«Laura Sarmento» >> Se calhar, Antonio Lopes, se calhar... ou riqueza a mais sem amor... um bom fim de semana.

«David Ribeiro» >> Provavelmente não me expressei bem… Nunca quis meter no mesmo saco os movimentos de extrema-esquerda, de extrema-direita e os punk, mas que estes jovens das periferias degradadas das grandes cidades são facilmente “recrutados” para seja o que for, terão que concordar que é verdade.

«Gonçalo Graça Moura» >> David, continua a acreditar no pai natal... mostra-me um islâmico "moderado" que condene de facto o jhiadismo... e sim, o islão é tanto uma religião de paz, que numa noite o mafoma só degolou 600 "apóstatas" que se recusaram a converter... e já agora, tirando o Breviq, diz-me um terrorista não-islâmico desde o 11/9. E sim, a maioria dos suicidas tem formação superior, sendo que só no último atentado de Paris é que não eram de classe média-alta...

«David Ribeiro» >> A “carne para canhão” do Estado Islâmico já não é a mesma do 11 de Setembro, assim como Abu Bakr al-Baghdadi não é o Bin Laden.

«Joaquim Leal» >> Assim por acaso lembrei-me do movimento "Black bloc" [tongue emoticon]

«Rogerio Silvestre» >> e também é verdade que esta gente com sede de sangue não conhece o Islão na sua essência, pois a doutrina não permite estes actos, basicamente são jovens e ocos, almas fracas

«Diamantino Hugo Pedro» >> Que bonito que é o politicamente correcto... A doutrina do Islão não permite estes actos, mas o Al-Corão está cheio de versos a justificarem os mesmos....



Publicado por Tovi às 11:45
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