"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 20 de Maio de 2017
Primeira sondagem sobre as Autárquicas no Porto

20Mai2017 aa.jpg

Rui Moreira (Indep.) – 44,8% - 6/7 mandatos
Manuel Pizarro (PS) – 22,2% - 3 mandatos
Álvaro Almeida (PSD) – 15,1% - 2 mandatos
Ilda Figueiredo (CDU) – 6,9% - 1 mandato
João Semedo (BE) – 6% - 0/1 mandato

Atendendo à “badalhoquice” do início desta campanha eleitoral até me parece que os 5,6 pontos percentuais que Rui Moreira tem nesta sondagem acima do resultado das últimas eleições autárquicas são um bom prenúncio para uma maioria absoluta. Mas há que trabalhar que os votos não caem do céu. As autárquicas no Porto são (vão ser) as mais renhidas da próxima consulta eleitoral, sendo por isso normal que se tornem as mais mediáticas e consequentemente alvo das mais variadas sondagens… que, todos sabemos, por vezes são ao gosto dos “clientes”. A Eurosondagem tem no entanto créditos de seriedade e bom trabalho nesta área.



Publicado por Tovi às 08:38
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Sexta-feira, 5 de Maio de 2017
Rui Moreira descarta apoio do PS

Rui Moreira 5Mai2017 aa.jpg
Núcleo duro da Comissão Política do movimento independente “Porto, O Nosso Partido” decidiu descartar o apoio dos socialistas na corrida autárquica. Rui Moreira considera inaceitável a colagem do PS a uma futura vitória, bem como a pressão de forte presença de socialistas nas suas listas.
Se assim for é uma vitória daquilo que sempre defendi: Os socialistas portuenses deverão optar por ir a votos nas próximas autárquicas, pois assim é que se vê o peso de cada uma das forças políticas e a haver entendimento futuro entre Rui Moreira e quem quer que seja, esse acordo político será muito mais válido e fundamentado.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Força, Rui Moreira, independência e transparência. O Pizarro e o PS que vão a votos! Ou será que o presidente da Federação Distrital do Porto do PS se vai demitir e tornar-se independente para manter um lugarzinho na Câmara? Mas poderia haver lugarzinhos para gente cujo alinhamento partidário depende das conveniências pessoais?

«Jose Antonio Salcedo» - As afirmações da dirigente socialista Ana Catarina Mendes ilustram a arrogância, o caciquismo e a parolice que caracterizam a política partidária nacional. Em vez de se instituirem como escolinhas de tráfego de influências e de construção de carreiras para tantos inúteis, como têm instituído, os partidos deveriam ser espaços de reflexão e acção para o bem do país. Infelizmente isso não ocorre. Felicito Rui Moreira pela coragem e cumprimento, felicito e agradeço a Manuel Pizarro o magnífico trabalho que tem vindo a realizar na Câmara Municipal do Porto como responsável pelo Pelouro da Habitação e Ação Social. É de pessoas com esta qualidade que a cidade precisa.

 

   Expresso online, hoje às 14h00

A concelhia socialista do Porto considera “surpreendente e inesperado” a notícia de que o candidato independente Rui Moreira, atual presidente da Câmara do Porto, recusa o apoio do PS nas próximas eleições autárquicas. Segundo nota de imprensa, o PS/Porto vai reunir-se hoje à noite para “analisar a situação política autárquica no Porto”. A decisão de Rui Moreira surge depois da secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, ter dito, em entrevista ao Observador, que a vitória de Rui Moreira será uma vitória do PS.



Publicado por Tovi às 11:07
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2017
Ana Catarina Mendes ao ataque

Ana Catarina Mendes 3Mai2017.jpg
O Partido Socialista no seu pior

 

   Comentários no Facebook

«Gianpiero Zignoni» - Olha estes a tentarem colar-se...

«Alfredo Oliveira» - Partido xuxialista como não tem cão de fila à altura desata em desaforos. Basta de xuxialismo sulista.

«Rogerio Parada Figueiredo» - A vitória de Rui Moreira será, com toda a certeza, a vitória do progresso. A vitória de Rui Moreira será a vitória da cidade do Porto e a tristeza daqueles que têm inveja a nossa cidade, tal como está agora, claro!!!

«Jose Antonio Salcedo» - Quem não é capaz de fazer as coisas por si, procura sempre apropriar-se do que os outros fazem.

«Ricardo Castro Ribeiro» - Fico espantado como continuas a partilhar coisas desse pasquim. Se se fôr ver concretamente as declarações da visada, se calhar não tem nada a ver com o título. Estas publicações só são perigosas se as partilharem. Porque raio é que sabendo da falta de isenção se continua a fazê-lo?

«David Ribeiro» - Se fosse só esta dirigente socialista... muitos dos socialistas cá da Invicta andam sempre a dizer o mesmo e eu já os ouvi com estas orelhinhas que tenho na tolinha.

«Ricardo Castro Ribeiro» - David, dois assuntos diferentes. Um é a falta de credibilidade do Observador. Penso que não se deve dar visibilidade a este pasquim. Outra é o legítimo direito de alguém se associar a uma vitória de alguém que apoia. Eu quando o meu FCP ganha também ganho, ou será que não? Estranho seria se o Bloco ou outro dissessem o mesmo.

«David Ribeiro» - Isto é unicamente uma forma baixa de tentar destabilizar o bom relacionamento existente entre Rui Moreira e dois dos vereadores anteriormente eleitos pelo PS. Pena é que os socialistas portuenses não tenham a coragem de optar por ir a votos nas próximas autárquicas, pois assim é que se via o peso de cada uma das forças políticas e a haver entendimento entre o actual Presidente da Câmara da Invicta e quem quer que seja, seria muito mais válido e fundamentado.

«Ricardo Castro Ribeiro» - O que sei é que o PS apoia Rui Moreira nas eleições. O resto são conjecturas. E também sei que o Observador não dá ponto sem nó.

«David Ribeiro» - Não deve estar actualizado na política da Invicta, amigo Ricardo Castro Ribeiro... Olha que eu sei muito bem o que está a acontecer nesta cidade.

«Ricardo Castro Ribeiro» - Talvez... Eu só regressei agora ao "meu" Porto. Mas tento manter-me informado. E não é lendo o Observador concerteza

«Gonçalo Graça Moura» - E que pasquins é que são credíveis? Já agora o CDS pode fazer a mesma reclamação...

«Joaquim Pinto da Silva»A lógica é a mesma do PSD... o partido à frente (a cidade e o país talvez a seguir, se der jeito).

«Henrique Camões» - Tendo em conta que a base de apoio do Rui Moreira, não é socialista nem partidária, é de eleitores fartos dos candidatos partidários que decidiram criar uma alternativa, um partido, qualquer que seja, que reivindique uma vitória nestas condições só pode ser masoquista, ou então estar (convenientemente) alheado da realidade.

«Antonio Cardoso» - Muito mau para ser verdade ... então estando eu a votar no Rui Moreira estou a votar no PS????

«Jota Caeiro» - é eminentemente necessária uma tomada de posição quando alguma escroqueria decide inflamar as boas relações entre facções distintas na 'província'. o que vem da rameira lisboa nós já adivinhamos. e quem para lá vai fica assim, senil, e com mau carácter, como todos os governantes políticos, todos eles, que nos enojam profundamente.

 

  Expresso online, hoje às 18h00

Equipa de Rui Moreira reúne-se de emergência para avaliar apoio do PS

Declarações da secretária-geral-adjunta do PS incendeiam recandidatura do presidente da Câmara do Porto. O apoio do PS será avaliado esta quinta-feira à noite pela comissão política do movimento independente “Porto, o Nosso Partido”. Rui Moreira nega negociações partidárias e rejeita colagens abusivas de vitória se for reeleito.
O presidente da Câmara do Porto convocou uma reunião, com caráter urgente, da sua comissão política, um grupo de cidadãos muito próximo e leal que esteve na base do movimento independente “Porto, o Nosso Partido”. O encontro, à porta fechada, foi confirmado ao Expresso por Nuno Santos, assessor de Rui Moreira, e terá por tema único “a análise da situação política atual a nível autárquico”. Mas o Expresso sabe que o próprio apoio do PS ao movimento será avaliado.
O adjunto de Moreira não abre o jogo em relação ao que motivou a reunião de emergência, na qual estarão presentes, entre outros conselheiros de primeira hora da candidatura independente em 2013, Miguel Pereira Leite, presidente da assembleia municipal do Porto, cargo que manterá nas listas da recandidatura independente, e Filipe Araújo, vereador com o pelouro de Inovação e Ambiente. O grupo não contará com representantes partidários, nem do CDS nem do PS.



Publicado por Tovi às 10:28
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Sábado, 22 de Abril de 2017
Primeira página do Expresso de hoje

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Não sei se me devo rir ou ficar preocupado




Quarta-feira, 19 de Abril de 2017
Não vacinar... será crime contra a saúde pública?

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Estamos no século XXI mas mesmo assim até consigo entender que pais mais iletrados deixem de vacinar pontualmente os seus filhos, mas já tenho muita dificuldade em compreender uma mãe que acabei de ver na TV, cidadã licenciada e professora como actividade profissional, afirmar que em consciência resolveu ter em casa os partos das suas três filhas, que nunca as vacinou nem nunca lhe deu como alimento quer carne quer leite. Que esta mãe nunca venha a arrepender-se desta sua decisão… é que a ciência de hoje e factos recentes não dizem que ela está a proceder bem.

 

   Expresso online, 19Abr2017 às 10h09

Morreu a jovem de 17 anos internada com sarampo em Lisboa
A jovem de 17 anos com sarampo, internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, faleceu esta quarta-feira de madrugada, segundo fonte hospitalar. De acordo com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a jovem morreu "na sequência de uma situação clínica infeciosa com pneumonia bilateral – sarampo". "A família acompanhou toda a evolução da situação clínica e o CHLC, com tristeza, lamenta a ocorrência e presta, publicamente, os seus sentidos pêsames", adianta a nota do Centro Hospitalar enviada à agência Lusa.
A jovem estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC – Hospital Dona Estefânia, na sequência de uma pneumonia bilateral – complicação respiratória do sarampo. Como o Expresso anunciou esta noite, o estado da jovem tinha piorado consideravelmente.
O recente surto de sarampo que abrange vários países europeus causou em Portugal pelo menos 21 casos confirmados de sarampo. Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países. Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível. Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.
O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS). A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto. Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite.
Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele. O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas. Com um período de incubação que pode variar entre sete a 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas).
Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos. A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.
"Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota emitida esta quarta-feira, um alerta que tem repetido de forma constante. A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre os um e quatro anos, que vigorou até 1977. Em 1974, a vacina contra o sarampo foi incluída no PNV e em 1990 foi introduzida uma segunda dose da vacina.
Mais de 500 casos de sarampo foram reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos sete países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que avisa que muitos dos casos de sarampo ocorrem por causa de pais que não querem vacinar os seus filhos.

 

  O Jumento [jumento.blogspot.pt]

Precisamos de uma vacina contra a imbecilidade
Hoje de manhã, quando vinha a caminho do emprego lembrei-me do que estava a passar a jovem internada nos cuidados intensivos, com uma pneumonia bilateral adquirida devido a ter sido infetada com sarampo. Tive uma experiência semelhante em 2013, sei o que é entrar na urgência com um choque sético, com a tensão arterial em 6-4, com uma pneumonia bilateral e a precisar de oxigénio.
Imaginei o que seria a vida desta jovem à luz da minha própria experiência, do risco de vida que enfrentava, das muitas sequelas físicas de que poderia sofrer, dos sacrifícios que teria de enfrentar mesmo que conseguisse sair da UCI. No meu caso foi um mês de cuidados intensivos, mais de 20 dias em coma induzido, várias tentativas de saída do coma sem conseguir retomar a respiração, com um risco de perda de vida estimado em 25%. Depois foi a via sacra da cura total e da reabilitação física, um mês de enfermaria de pneumologia, mais outro num centro de reabilitação, para recuperar de uma tetraplegia dos cuidados intensivos, neste centro vi consequências bem mais graves resultantes de pneumonias.
Hoje de manhã eu, diria que o país, fui surpreendido com a morte daquela jovem, um cenário que para mim era muito provável, tendo em conta o pouco que se ia dizendo do seu estado de saúde. Neste momento já corre na comunicação social que a jovem não tinha sido vacinada contra o sarampo, uma mania que se generalizou no Ocidente, promovida por falsos cientistas e por negociantes de falsas vacina e falsos medicamentos, um negócio da China que sobrevive à custa de alguma estupidez que grassa nos países mais ricos e supostamente melhor informados.
Em África morrem muitas crianças e jovens devido a doenças que poderiam ser evitadas com uma vacina que para os padrões europeus têm um preço quase simbólico. Está sendo feito um esforço enorme para debelar um sofrimento humano que há muito os europeus se esqueceram, doenças que dizimavam e marcam a população e que hoje ninguém conhece. Mas em África faltam os recursos financeiros, falta a informação e faltam as estruturas para assegurar que cada criança tem acesso a cuidados básicos de saúde, que por aqui não se questionam.
Mas em África também há os curandeiros que tentam boicotar a ação dos médicos, e até houve um presidente sul-africano, um tal Thabo Mbeki, que questionou a causa da SIDA, questionou o seu tratamento e acusou os cientistas que combatiam a doença de serem nazis. Por cá não temos curandeiros ou idiotas como Thabo Mbeki, mas multiplicam-se seitas de gente de inteligência superior que passam a ideia perigosa de que se curam doenças com medicamentos feitos à base de água da torneira ou que as vacinas matam mais do que curam.
Este movimento ideológico alimentado pela estupidez poderá ter feito a primeira vítima em Portugal, não contando muitas outras que são vítimas dos novos curandeiros. Se assim foi apenas se pode dizer que é lamentável, mas poderão ser evitadas futuras vítimas se aqueles que optam por expor os filhos a doenças ou a transformá-los em agentes de novas epidemias forem responsabilizados.

 

   Comentários no Facebook

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Ainda a propósito do tema das vacinas, tenho visto as mais angustiantes reportagens que dão voz aos "pais que não vacinam". É pavoroso ver a confirmação das razões para essa opção. No "Público", uma naturopata e uma macrobiótica afirmam que após apurados estudos (imagino que ainda foram umas valentes horas no google para desconstruir uns séculos de avanços científicos) decidiram não vacinar os filhos. Em "alternativa" optam por "estilos de vida saudáveis" e têm uma "alimentação equilibrada", evitando "farinhas e produtos processados" . Dizem também que se fossem pobres e não tivessem muita higiene provavelmente vacinariam os filhos. É desconcertante ver como o período de maior democratização da informação e acesso generalizado a educação não contém, e até alimenta, o obscurantismo, as crendices e a mistificação. É assim com todos os actos de fé, incluindo os que glorificam "aparições" de virgens e santinhos, por exemplo, mas um racionalista como eu fica sempre a pensar onde é que falhámos como espécie. Em algum lado terá sido.

«David Ribeiro»A informação se não der origem ao conhecimento de pouco serve.

«Carlos Vargas» - Na enxurrada "informativa" poucos se salvam. Pouco ou nenhum conhecimento se vislumbra. Mas sabe-se que graças ao google o país, quiçá o mundo, dispõe de um número extraordinário de 'experts' em vacinas e em comida biológica.



Publicado por Tovi às 14:11
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2017
Um amigão... o Carlos Santos Silva

carlos santos silva.jpg

Sabiam disto?...

"Contas bancárias previam que, se Carlos Santos Silva morresse, 80% do dinheiro seria entregue a José Paulo Pinto de Sousa, primo do ex-primeiro-ministro."

Isto é que é ser amigo, caramba



Publicado por Tovi às 09:25
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Sábado, 25 de Março de 2017
Banho de Sangue em Barcelos

Bolas!... Isto anda mal cá pelo Norte.

Quem tem gente desta para que é que precisa de jihadistas?

   JN – 24Mar2017 ás 21h38

1PBV5LWX.jpgO autor confesso de quatro pessoas em S. Veríssimo, Barcelos, entre as quais uma grávida, está indiciado por quatro crimes de homicídio qualificado e de um crime de aborto. Segundo fonte da Polícia Judiciária, o detido será ouvido na manhã de sábado no Tribunal de Braga para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação. Adelino Briote, de 62 anos, entregou-se às autoridades depois de ter esfaqueado todas as vítimas no pescoço. As vítimas são um casal de 84 anos (ele) e 80 (ela), uma mulher de 62 anos e outra mulher de 37 anos, grávida de sete meses. "Neste caso, como a gravidez era visível, além de que o alegado agressor era vizinho da vítima e como tal saberia perfeitamente do seu estado, penso que em causa estarão um crime de homicídio e um crime de aborto", referiu a fonte da PJ. O quádruplo homicida já teria prometido vingar-se dos vizinhos que testemunharam contra ele ou que se recusaram a depor em seu abono num processo em que foi condenado por violência doméstica. "Já tinha ameaçado que se vingaria", disse o presidente da Junta de Freguesia de S. Veríssimo, João Abreu, aos jornalistas. As agressões à filha e à sogra, com um ferro, registaram-se em março de 2015. Por esse processo, o homem foi condenado numa pena de prisão de três anos e dois meses, suspensa na sua execução, ficando em liberdade. Desde então, e segundo vários testemunhos recolhidos no local do quádruplo homicídio, o homem ameaçou vingar-se quer de quem se recusou a testemunhar em seu abono, quer de quem foi a tribunal dar conta de que presenciou as agressões. O comandante do destacamento da GNR de Barcelos disse que o homem já confessou os crimes. O caso passou, entretanto, para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).

   Expresso – 25Mar2017 ás 13h52

O suspeito do quádruplo homicídio em São Veríssimo, Barcelos, vai ficar em prisão preventiva. Este sábado, o homem foi presente ao juiz no Tribunal de Braga. Apesar de já ter confessado a autoria do massacre, agora optou por não responder a qualquer pergunta. Está indiciado por quatro crimes de homicídio.

 

Isto será uma virose que anda aí?...

[Correio da Manhã – 25Mar2017 às 16h27] - Um homem com 50 anos assassinou a mulher à facada, este sábado, em Esmoriz, Ovar. A vítima tinha 51 anos e foi morta num quadro de violência doméstica. Homicida chamou os bombeiros e já foi detido pelas autoridades. O comandante dos bombeiros de Esmoriz, Artur Ferreira, acrescentou que a vítima apresentava "ferimentos nas costas e no abdómen" que levam a crer que a agressão foi feita com uma faca. Depois de cometer o crime, o homicida terá chamado os bombeiros, que, por sua vez, alertaram as autoridades. Os bombeiros ainda tentaram fazer manobras de reanimação, mas a vítima acabou por falecer. O homem entregou-se voluntariamente às autoridades e foi, no entretanto, detido.



Publicado por Tovi às 07:22
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016
Avião líbio com 118 pessoas a bordo sequestrado

Líbia avião desviado 23Dez2016 aa.jpg

Ainda pouco se sabe neste momento [12h00 em Portugal Continental] mas tudo aponta para que um Airbus A320 de um voo doméstico líbio da Afriqiyah Airways, com 118 pessoas a bordo, tenha sido tomado por um sequestrador que o desviou para Malta e que está a ameaçar fazer explodir o avião.

 

  Expresso, 13h50 de hoje

Sequestradores de avião líbio já foram detidos - Foram detidos os dois sequestradores do Airbus A320 da Afriqiyah Airways, que foi desviado esta sexta-feira de manhã para o aeroporto de La Valetta, em Malta, e foram retirados do aparelho os últimos membros da tripulação, segundo as informações divulgadas pelo primeiro-ministro do país, Joseph Muscat, que tem estado a avançar informações sobre a operação a partir da sua conta do Twitter. Os dois sequestradores têm cerca de 20 anos e, de acordo com o presidente da Câmara de Sebha, Hamed al-Khayali, estavam armados com granadas que ameaçavam detonar caso não lhes fosse concedido asilo político. O ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de União Nacional líbio, Taher Siala, indicou que os dois homens queriam também anunciar a criação de um partido político pró-Khadafi. O aparelho efetuava um voo doméstico na Líbia - saíra da cidade de Sebha, no sul do país, às 8h10 de Lisboa, com destino a Trípoli -, quando foi desviado pelos dois sequestradores. O piloto tentou aterrar na Líbia, mas foi obrigado a desviar a rota. Aterrou em La Valetta cerca das 10h30. Entre as 118 pessoas que se encontravam a bordo, 111 eram passageiros (82 homens, 28 mulheres e uma criança) e os restantes eram membros da tripulação.



Publicado por Tovi às 12:08
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2016
Terá sido um ataque terrorista?

Ataque terrorista em Berlim 19Dez2016.jpg

Continua a haver dúvidas se foi ou não um ataque terrorista o que aconteceu ao fim do dia de segunda-feira em Berlim, quando um camião com matrícula polaca irrompeu num mercado de Natal na Breitscheidplatz, provocando a morte a 12 pessoas e cerca de 50 feridos, alguns em estado grave. As autoridades alemãs inicialmente disseram que o condutor do camião era um refugiado de 23 anos, de origem paquistanesa, sem antecedentes relacionados com terrorismo, que chegou à Alemanha a 31 de dezembro de 2015 e que se fixou em Berlim há cerca de dez meses. Este indivíduo tinha sido detido pouco depois do ataque, mas negou sempre as acusações de que era alvo, tendo posteriormente a polícia assumido que tinha detido o homem errado e que continuava à procura do autor do atentado. Aguardemos… mas a pressa nunca foi boa conselheira e a polícia alemã espalhou-se ao comprido neste trágico dia.

 


Ataque terrorista em Berlim 20Dez2016.jpg

 

  10h00 de 21Dez2016

Ainda há muito por averiguar (ou tornar publico) no que se refere ao que aconteceu em Berlim na segunda-feira ao fim do dia. De concreto sabe-se que um camião saiu da estrada e entrou numa zona pedonal na praça Breitscheidplatz, em Berlim, onde estava instalado um mercado de Natal. O resultado trágico foi de 12 mortos e 48 feridos. Inicialmente as autoridades alemãs evitaram usar expressões como “ataque terrorista” e só na terça-feira pela manhã, o ministro do Interior alemão Thomas de Maizière confirmou que o incidente se tratava de um atentado. Angela Merkel falou ao país e disse: “Há muito que ainda não sabemos com suficiente clareza, mas temos de assumir que foi um ataque terrorista”. Nessa mesma noite de segunda-feira, foi detido um suspeito de estar envolvido no atentado, um paquistanês de 23 anos, que segundo o ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, não tinha antecedentes relacionados com terrorismo. O suspeito negou sempre o envolvimento no ataque e o chefe da polícia de Berlim, Klaus Kandt, acabou por anunciar que não era possível confirmar se o indivíduo detido era o condutor do camião, como anteriormente se pensara, ficando no ar a possibilidade de o verdadeiro responsável pelo morte de 12 pessoas ainda estar em fuga. O paquistanês foi libertado. O homem de origem polaca morto no ataque com um tiro e encontrado pela polícia dentro do camião foi identificado como Lukasz Urban, tinha 37 anos e era da zona da ocidental da Polónia, perto da fronteira com a Alemanha, não estando ainda oficialmente confirmado se era o condutor a quem o camião estava confiado, embora tudo leve a crer que sim.

 

  Comentário no Facebook às 13h30 de hoje

Ataque terrorista em Berlim 21Dez2016.jpg«Nuno Rogeiro» - A polícia alemã procura este homem, suspeito de ter sido o responsável pelo ataque do Daesh a Berlim. Ananis (ou Anis) A., tunisino, de 23 anos, nascido em Tataouine, Pediu asilo em 2016, foi rejeitado, mas conseguiu autorização de permanência temporária no Norte do Reno-Vestfália. Estava associado ao pregador Abu Walaa, preso em Novembro. Detido em Friedrichshafen, já este ano, com um passaporte falso italiano, mas outra vez libertado. Detido em Dortmund, suspeito de preparar um ataque, mas solto por falta de provas. Vivia no campo de refugiados de Emmerich am Rhein, perto da fronteira holandesa, em Kleve. Tinha iniciado um outro processo de asilo. A sua história alemã parece ser isso: uma longa série de actos preparatórios. Está ferido, é perigoso, está armado.
O que se sabe, ou se supõe: Anis Amri matou o motorista polaco do camião Scania, que tentou opôr-se ao acto selvagem. Usou uma pistola de calibre 5.6 mm/0.22 e uma faca. Ficou também ferido na luta. As amostras de ADN levaram a polícia a juntar as peças que faltavam. Um documento encontrado na cabine completou o puzzle. A presunção é de que tudo tenha sido planeado pelo alegado «comando» da Daesh na Alemanha, controlado por um grupo que veio da Síria, pela «rota balcânica».
100 mil euros de recompensa. Que devem ser vistos como incentivo a que o fugitivo, e a sua célula, sejam neutralizados. Mas isto põe em causa tantas coisas sobre a parte securitária do asilo, o problema dos bancos de dados Schengen, da vigilância por CCTV, da relação entre BND, BFV, BKA e polícias federais e estaduais, e destas com os grupos de intervenção (SEK, GSG9, etc), que estamos só perante um começo.

 

  Expresso, 11h54 de 23Dez2016

Ministro italiano confirma que suspeito de atentado em Berlim foi abatido pela polícia
Anis Amri, o tunisino suspeito de ter conduzido o camião que abalroou o mercado de natal da Breitscheidplatz, em Berlim, foi abatido esta sexta-feira pela polícia italiana, em Milão. A notícia foi avançada pela agência Reuters e confirmada esta manhã pelo ministro do Interior italiano, numa conferência de imprensa.

De acordo o ministro Marco Minniti, o suspeito foi abatido pela polícia depois ter disparado contra um agente das forças de segurança, num controle de segurança em que lhe pediram que mostrasse o seu documento de identificação, às 3h desta madrugada.
O polícia atingido ficou ferido sem gravidade e encontra-se internado no hospital. “Não há qualquer dúvida de que o homem abatido pela polícia é o mesmo que era procurado pelas forças policiais alemãs”, suspeito de ser responsável pelo ataque que provocou a morte de 12 pessoas e feriu outras 46 num mercado em Berlim, disse o ministro. Numa mensagem publicada no Facebook, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi elogiou as forças de segurança italianas pela sua “qualidade extraordinária e profissionalismo”.
De acordo com a agência Ansa, Anis Amri foi abatido pela polícia em frente à estação de Sesto San Giovanni, em Milão. O seu irmão Abdelkader Amri, que esta semana disse aos jornalistas, a partir da casa da família na Tunísia, que acreditava na inocência de Anis e que ele saiu de casa “por razões económicas, para trabalhar e ajudar a família” e não por causa do terrorismo, disse esta manhã estar “chocado” com o sucedido e recusou-se a prestar mais declarações sobre o assunto.
Na quinta-feira, as autoridades confirmaram ter encontrado impressões digitais de Amri dentro do camião usado para executar o ataque, que foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). Perante isto, o ministro alemão do Interior informou que Amri é, “com alta probabilidade”, o autor do atentado de Berlim.
“Podemos dizer-vos hoje que há provas adicionais de que este suspeito é com alta probabilidade o autor” do atentado, disse Maizière esta quinta-feira, durante uma visita às instalações em Berlim do Departamento Federal de Investigação Criminal (BKA). “Foram encontradas impressões digitais na cabina e há outras indicações adicionais que sugerem isto”, disse ainda. “É crucial que a caça ao homem seja concluída tão depressa quanto possível”, acrescentou o ministro.



Publicado por Tovi às 08:19
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016
“Fundiu-os” – forma do verbo fundir

Máfia do Sangue Expresso16Dez2016.jpg

Caramba!...Assim de repente não foi “fundiu-os” que eu li 



Publicado por Tovi às 16:58
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Sábado, 26 de Novembro de 2016
Morreu Fidel Castro

Fidel de Castro aa.jpg

Morreu Fidel Castro, líder incontestado de Cuba, uma das figuras que marcaram o Século XX.

Requiescat In Pace

 

   Relato de uma vida histórica (in Expresso)

Fidel Castro 1926-2016

Era Fidel Castro uma criança e desconhecia por que razão, no recreio do Colégio de La Salle, em Santiago de Cuba, lhe chamavam "porco judeu". Na católica Cuba dos anos 1930, era assim que era denunciado quem não fosse batizado. Era o caso de Fidel, filho do galego Ángel Castro, um latifundiário próximo da United Fruit Company - a açucareira norte-americana que empregava meia Cuba -, e de Lina, criada de Ángel na sua quinta de Manacas.
Fidel nascera a 13 de agosto de 1926, em Biran, e era o terceiro filho dessa relação proibida. As duas famílias de Ángel Castro - casado perante Deus e a lei com a professora primária Maria Luisa Argota - causavam falatório nas redondezas. Para se defender no processo de divórcio interposto pela mulher, D. Ángel envia os filhos bastardos para Santiago de Cuba, onde nunca ninguém ouvira falar dos Castro. Nessa semi-clandestinidade, o pequeno Fidel cede à sensação de abandono. Na escola, as notas são uma catástrofe e o comportamento uma calamidade. Torna-se insolente, recusa a autoridade e é açoitado amiúde.
A 19 de janeiro de 1935, é finalmente batizado na Catedral de Santiago. O pai não está presente e o registo de batismo não o refere. No papel, Fidel já não era um pária, mas o reconhecimento paterno apenas surgiria aos 17 anos de idade, já D. Ángel se tinha casado com Lina. Só então, Fidel passa a usar o apelido do pai.
No ambiente de estudo e recolhimento proporcionado pelos colégios jesuítas, Fidel parece desabrochar. Torna-se um aluno exemplar e o primeiro em todos os desportos. Aos 14 anos, num inglês básico, escreve uma carta ao "amigo" Franklin Roosevelt, pedindo-lhe uma nota de 10 dólares, porque "gostaria de ter uma". Propõe-lhe, também, uma visita guiada às minas de ferro de Mayari. O Presidente dos Estados Unidos nunca respondeu.
Em 1945, após assistir ao fim da II Guerra Mundial, Fidel inscreve-se em Direito na Universidade de Havana, que se distinguia pela politização dos seus alunos. Após a disciplina jesuíta, ele mergulha na desordem. Tomada por estudantes nacionalistas e revolucionários, que idolatram José Martí, o herói da independência cubana, a universidade está em brasa. Fidel percebe que o mundo dos discursos, dos murros e das armas à cintura está talhado para si.

A "ovelha negra" da família
Cinquenta anos após a independência formal (1902), Cuba continua sob tutela dos Estados Unidos. Para Fidel, que chefia as Juventudes Ortodoxas, uma formação social-democrata, só uma "revolução profunda" libertaria o povo das frustrações provocadas pelas injustiças sociais. Depois de viajar pela Venezuela, Panamá e Colômbia, apercebe-se que o ódio ao domínio neocolonial norte-americano não é exclusivo dos cubanos. À luz desse antiamericanismo, os comunistas já não lhe parecem os monstros sedentos de sangue que os padres jesuítas e o pai lhe tinham descrito.

Antes, pareciam ser os únicos com sentido de disciplina e capacidade para organizar um exército capaz de enfrentar ditadores. Mas em Cuba, o Partido Comunista era ultraminoritário, sem representatividade nas universidades nem influência no sindicato operário. E os cubanos nem sequer simpatizavam com a União Soviética.
Fidel vive com o dinheiro que o pai lhe manda. As raparigas amedrontam-no e fazem-no corar, mas, a 12 de outubro de 1948, casa com Mirta Díaz Balart, uma estudante de Filosofia oriunda de uma família influente. D. Ángel não comparece à cerimónia nem à festa no American Club, sentido com a rebeldia do filho. Fidel não se empenha nos estudos, é a vergonha da família. Ainda assim, o patriarca aceita financiar a lua-de-mel... nos Estados Unidos.
Em Miami e Nova Iorque, Fidel deslumbra-se com o urbanismo galopante e a densidade do tráfego automóvel, choca-se com a falta de pudor dos jovens casais que se beijam em público e perde-se nas livrarias. Compra "O Capital" de Karl Marx e interroga-se como um país tão profundamente anticomunista permite a venda de obras que apelam à destruição do sistema capitalista. Fica com a sensação que o "american way of life" resulta da pilhagem dos pobres pelos ricos: se os americanos têm frigoríficos, arranha-céus, Cadilacs e devoram "corn flakes", devem-no à espoliação dos povos da América do Sul pelas suas multinacionais. O anti-imperialismo é o motor que faz Fidel mover.
De regresso a Havana, o casal instala-se num hotel. Mirta retoma os estudos e Fidel as atividades no Partido Ortodoxo. A política causa-lhe dependência e, em poucos meses, a mulher está só. Fidel intima-a a recusar tudo o que é oferecido pelos Dias Balart. Não quer sentir-se "comprado". Para alimentar o filho - Fidelito, nascido a 1 de setembro de 1949 -, Mirta pede dinheiro aos amigos. Aos poucos, Fidel torna-se agressivo, mesquinho e quase tirânico. O seu espírito de missão tudo transcende. Vive unicamente para o povo cubano. Foi alvo de um chamamento.
Em setembro de 1950, ele conclui o curso, mas não consegue uma bolsa de estudo para ir para os Estados Unidos e preparar a revolução "nas entranhas do monstro". Abre um escritório na capital, no n.º 57 da Rua Tejadillo, e põe-se à prova. Após ser preso durante uma manifestação estudantil, assume a sua defesa. Pede uma toga emprestada e, na sala de audiências, organiza uma coleta para pagar a caução. É absolvido.

Do "Granma" à "sierra"
A 11 de março de 1952, após liderar o assalto ao campo militar de Columbia, centro de operações do exército, o general Fulgencio Batista autoproclama-se Presidente de Cuba. Conhecidas as suas inclinações pró-americanas, chamam-lhe "Mister Yes". Este "status quo" fortalece o projeto de luta armada de Fidel, que cria uma organização militar - "Movimento" - que visa a ação direta, "la guerrilla". Rigoroso na seleção dos seus seguidores, apenas aceita quem esteja disposto a morrer pela revolução e aceite uma vida de austeridade. Fidel é o chefe incontestado deste exército secreto, instruído no manejamento das armas nas caves da Universidade de Havana.

O "Movimento" sai da clandestinidade a 27 de janeiro de 1953. Por ocasião do centenário de José Marti, 500 homens munidos de tochas integram-se no cortejo oficial. Faltava passar à ação. Fidel concebe então a captura de um centro nevrálgico para iniciar a libertação do país. A 26 de julho, lidera o desastroso assalto ao quartel de Moncada, em Santiago, que se salda na morte de 64 dos 123 membros do comando. Fidel escapa para a "sierra", mas acaba por ser preso. Na prisão de Boniato, recompõe-se das emoções. Divorcia-se de Mirta, dedica-se à leitura e prepara a defesa. "A história absolver-me-á" é o título da sua alegação.
Condenado a quinze anos de prisão, beneficia de uma amnistia presidencial. Refugia-se no México, onde reagrupa os efetivos, junta fundos recolhidos nas comunidades cubanas exiladas nos Estados Unidos e contacta com o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara. É informado da morte do pai, que não via há anos, e fica a saber que Naty Revuelta, uma ex-amante oriunda da burguesia cubana, dera à luz uma menina, Alina. Fidel encarrega a mãe de verificar se a bebé tem traços dos Castro.
A 25 de novembro de 1956, Fidel, o irmão Raúl, Che e 79 seguidores partem de Tuxpan a bordo do "Granam", um barco de recreio de 14 metros e dois motores a diesel, para iniciarem a revolução. Na véspera, Fidel redige o testamento. A 2 de dezembro, às 4.20h da madrugada, 82 homens extenuados e angustiados, devido às violentas tempestades e à perseguição das tropas governamentais, desembarcam na Playa Colorada.
"Ganhámos! Como José Martí recuperámos a nossa terra! O tirano Batista tem os dias contados!", declara Fidel. Os seus seguidores olham-no como a um profeta. No refúgio escarpado da "sierra" Maestra, ele organiza o que resta da sua força: 16 rebeldes sobrevivem à perseguição do exército e aos raides aéreos ordenados por Fulgencio Batista. Mas em Havana, o Presidente comete um erro: anuncia a morte de Fidel. A United Press difunde a notícia pelo mundo inteiro e Fidel sente que estão criadas as condições para, um dia, tal qual uma lenda, ele ressuscitar.

Um barbudo na América
A causa de Castro desperta atenções nos Estados Unidos após Herbert Matthews, um famoso articulista do "The New York Times", subir à "sierra" para entrevistar Fidel. No acampamento, a conversa é constantemente interrompida pelos rebeldes que comunicam as últimas a Fidel. Tudo não passa de uma encenação para convencer o jornalista que o exército é numeroso e está bem organizado. Na primeira página do maior jornal norte-americano, Fidel surge como um revolucionário romântico e encantador que personifica as maiores esperanças do povo cubano. Cai nas graças dos norte-americanos e, contrariamente ao que Batista quer fazer constar, a CIA não o considera comunista, antes vê nele um potencial parceiro na luta contra o perigo vermelho.

Em maio de 1958, o Presidente cubano lança uma ofensiva para acabar com os grupos antigovernamentais. Colocado entre a espada e a parede, Fidel transcende-se. Beneficiando de deserções em massa nas forças de Batista, o exército de Fidel vai acumulando vitórias e conquistando cidade após cidade. A 31 de dezembro, o chefe de Estado foge para a República Dominicana. A 8 de janeiro de 1959, Fidel entra vitorioso em Havana e assume o posto de Supremo Comandante das Forças Armadas. A 13 de fevereiro, toma as rédeas do governo revolucionário.
A convite do Press Club, Fidel faz uma visita de charme aos Estados Unidos. À frente de uma "comitiva de barbudos", responde com humor às perguntas incómodas, come hamburgueres e cachorros quentes e repete que não é comunista. Para atrair a atenção dos media, hospeda-se num hotel de baixa categoria, no bairro novaiorquino de Harlem. Por lá passam o Presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, o primeiro-ministro indiano Jawaharial Nehru e o activista negro Malcom X. O vice-Presidente Richard Nixon recebe-o, mas não o Presidente Dwight Eisenhower, que se desculpa com uma partida de golfe.
Regressado a Cuba, instala-se numa suíte no 23º andar do Hotel Hilton, o ponto mais alto da capital. Institui um "governo de veludo" para acalmar o povo, profundamente anticomunista, e adormecer o vizinho americano, que de pronto reconhece as novas autoridades. A nova Constituição estabelece a pena de morte e o confisco dos bens de quem serviu o regime de Batista. Cuba está transformada num tribunal popular e Fidel num carrasco. Ele é o mentor deste simulacro de justiça que visa salvar a alma dos concidadãos pela "purificação", pelo pelotão de fuzilamento, "el paredón". Com base na "convicção moral" dos vencedores, centenas de cubanos são executados, a maioria sem julgamento.

Um pivô da Guerra Fria
A 8 de maio de 1960, Cuba e a União Soviética reatam as relações diplomáticas e Fidel e Nikita Krutchev assinam pactos militares e económicos bilaterais. Os Estados Unidos não ficam indiferentes e suspendem a ajuda financeira; Cuba confisca as refinarias americanas que se recusam a refinar petróleo soviético; Washington reduz a quota de importação açucareira; Havana responde com nacionalizações. De permeio, Fidel abole a figura do Pai Natal, substituindo-o por um personagem barbudo, de uniforme verde-azeitona, chamado "D. Feliciano".

A animosidade entre Estados Unidos e Cuba atinge o pico a 3 de Janeiro de 1961 com o corte de relações diplomáticas. Na lógica da Guerra Fria, Cuba figura na área de influência da URSS. Começa então a era das conspirações e das tentativas de assassinato a Fidel Castro. Só à CIA, atribui-se 634 operações para liquidá-lo. "Se sobreviver a tentativas de assassinato fosse uma modalidade olímpica, eu teria ganho a medalha de ouro", disse ele.
A 17 de abril de 1961, cerca de 1400 exilados cubanos treinados pela CIA desembarcam na Baía dos Porcos. Há três meses na Casa Branca, John Fitzgerald Kennedy recua no prometido apoio aéreo à invasão, que resulta num rotundo fracasso. Num discurso a 2 de dezembro, Fidel Castro afirma-se marxista-leninista e anuncia que Cuba adotou o comunismo. A natureza marxista da revolução leva à rutura entre Fidel e Che Guevara, partidário das conceções maoistas. Paralelamente, dececiona muitos "comandantes barbudos" que denunciam o que consideram ser o embrião de um regime ditatorial, desviado dos propósitos nacionalistas e democráticos dos tempos da "sierra" Maestra.
Milhares de pessoas são acusadas de delitos contrarrevolucionários e executadas. Os prisioneiros políticos, as vagas de refugiados e as expulsões forçadas aumentam vertiginosamente. A economia cubana está na penúria. Antes da revolução, 80% das importações vinham dos Estados Unidos. Ao cortar esse "cordão umbilical", Fidel vira-se para os soviéticos e fica chocado com o atraso das técnicas dos novos aliados em relação às americanas, em pelo menos 20 anos. A 12 de março de 1962, Fidel institui uma caderneta de racionamento para cada cubano, que chega a prever rações na ordem dos cinco ovos e um oitavo de libra de manteiga ao mês. O mercado negro salva o povo da fome.
Em outubro de 1962, fotografias tiradas por um avião de reconhecimento U2 confirmam a existência de mísseis nucleares soviéticos na ilha, ameaçando 80% do território norte-americano. JFK decreta um bloqueio naval a Cuba. Na mira da marinha dos EUA, a frota da URSS inverte a marcha e Krutchev retira os mísseis. Durante 13 dias, a "crise dos mísseis" coloca o mundo à beira de uma guerra atómica. Nas ruas de Havana, milhares de cubanos gritam: "Nikita mariquita, lo que se da no se quita".

Fé cega no socialismo
Para Fidel, a rutura com o Kremlin não se coloca. "Não cometeremos duas vezes o mesmo erro e não romperemos com os soviéticos depois de termos rompido com os EUA", diz. Pelo contrário, "El Comandante" converte-se no mais eloquente advogado da URSS no Terceiro Mundo. África torna-se a nova "sierra" Maestra e só Angola, ao longo de anos, recebe milhares de civis e técnicos cubanos.

Mas eis que no Kremlin instala-se Mikhail Gorbatchov, o "coveiro do comunismo". Num discurso proferido a 26 de julho de 1988, Fidel refuta a "Perestroika", qualificando-a de "perigosa" e "oposta aos princípios do socialismo". Após a retirada militar soviética e a queda do Muro de Berlim, a crise instala-se na ilha: 85% dos seus mercados tinham desaparecido assim como subsídios e benesses comerciais; os sistemas educativos e sanitários, quase universais, gratuitos e de alto nível técnico, e toda uma série de indicadores sociais foram seriamente afetados. Em janeiro de 1989, ao assinalar o 30º aniversário da revolução, Fidel Castro reafirmaria a sua rigidez doutrinal: "Socialismo ou morte!"
Os apertos económicos obrigam-no, porém, a cedências: a formação de "joint ventures", a privatização de empresas e bancos e a despenalização da compra de dólares. Para Fidel, para quem qualquer reforma de mercado é uma espécie de rendição, tratava-se de "medidas dolorosas para aperfeiçoar o regime". Nas cimeiras internacionais, ele troca o uniforme militar verde-azeitona pelo fato e gravata e concentra ainda mais as atenções. Mas em Cuba, os seus longos discursos - chegou a figurar no Livro Guiness dos Recordes com uma alocução de 4.29 horas, a 26 de setembro de 1960, na Assembleia Geral da ONU - soam cada vez mais anacrónicos. Os cubanos já não o ouvem, apenas lhe obedecem.
Ainda que pouco frequentadas, as igrejas são colocadas sob vigilância. Fidel teme que os cubanos se inspirem no movimento Solidariedade que agita a Polónia para o desafiar. Persegue os homossexuais, abre "sidatórios" para doentes com sida, um vírus vindo do estrangeiro, diz-se, e investe sobre o mercado negro. À repressão sobre as "porcarias" da abordagem capitalista chama "Retificação dos Erros", uma política que remete Cuba para a idade das cavernas. Neutraliza os dissidentes políticos e queixa-se das organizações dos Direitos Humanos que consideram os cubanos escravos. "O escravo sou eu!", diz Fidel. "Sou o escravo do meu povo. Dedico-lhes dias e noites há já quase cinquenta anos."

A queda final
Em finais de 1989, Fidel Castro toma consciência de que não é eterno. O stresse provoca-lhe hipertensão, que conduz a crises frequentes. É obrigado a deixar de fumar o famoso charuto Cohiba, o "Lanzero", e a seguir um rigoroso regime alimentar. Transgride-o pontualmente para degustar um pouco de queijo "roquefort", que adora. No maior dos segredos, é operado a um tumor no cólon, no hospital da Universidade do Cairo.

Cansados dos delírios de Fidel, cada vez mais cubanos praticam atos de rebeldia. Jovens inoculam o vírus da sida para se tornarem indesejados e serem expulsos do país; outros tentam atingir a costa da Florida agarrados a câmaras-de-ar roubadas a camiões e entregues às incertezas do mar das Caraíbas, infestado de tubarões. A polícia cubana fecha os olhos aos "balseros". São menos bocas que o Estado terá de alimentar.
Fidel reconhece que Cuba está diferente e dá mostras de realismo em relação ao que se passa no mundo. Excomungado pelo Vaticano desde 1962, ele abre as portas de Cuba a um dos responsáveis pela desagregação do bloco socialista, na Europa de Leste, o Papa João Paulo II, em janeiro de 1998. Durante os cinco dias da visita, Fidel acompanha-o em várias aparições públicas, designadamente durante a missa na Praça da Revolução, em Havana.
"Fidel foi o Presidente que mais atenção deu ao Papa João Paulo II", escreveria o cardeal Tarcisio Bertone, no seu livro "Un cuore grande, Omaggio a Giovanni Paolo II". "Fidel mostrou afeto pelo Papa, que já estava doente, e João Paulo II confidenciou-me que, possivelmente, nenhum chefe de Estado tinha preparado tão profundamente a visita de um Pontífice." Fidel tinha lido as encíclicas, os principais discursos de João Paulo II e até alguns de seus poemas. Em dezembro desse ano, Fidel aboliu a proibição da celebração do Natal, que durava há quase 30 anos.
A 20 de outubro de 2004, a aparatosa queda desamparada de Fidel Castro, após uma cerimónia de formatura estudantil, em Santa Clara, parece ser o início do capítulo final de 'El Comandante'. Fidel recupera das fraturas no braço e no joelho, mas não mais a doença deixa de o importunar. A 31 de julho de 2006, na sequência de uma intervenção cirúrgica ao intestino, Fidel Castro transfere os seus poderes para o seu irmão mais novo, Raúl, seu Vice-Presidente. Fidel conserva o título de Presidente de Cuba até 24 de fevereiro de 2008, quando a Assembleia Nacional elege Raúl Castro para a presidência do país. "Trairia a minha consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, que eu não estou em condições físicas de oferecer", escreveu Fidel numa carta aos cubanos.
Fidel resguarda-se em casa, sendo, a espaços, fotografado em fato de treino na companhia de governantes e personalidades estrangeiras, dos quais o Presidente da Venezuela Hugo Chávez foi a visita mais frequente. Fidel escreve uma coluna no Granma ("Reflexões") e dá entrevistas ocasionais, onde aproveita para fazer "meã culpa". Em setembro de 2010, afirmou: "O modelo cubano já não funciona nem para nós." "Sou o responsável pela perseguição aos homossexuais que houve em Cuba".
O sigilo à volta da sua doença - diverticulite (provocada pela falta de fibras na dieta alimentar) - dispara a especulação à volta do seu estado de saúde. A morte de Fidel é antecipada várias vezes. Hoje, confirmou-se. "O tempo passa e os homens da maratona cansam-se", disse um dia "El Comandante". "A corrida foi longa, muito longa!"

 

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«David Ribeiro» >> Nunca fui a Cuba, nem antes nem depois de Fidel, mas por inerência das funções que desempenhei em Luanda no Ministério dos Petróleos nos anos 1985 e 86, criei uma “alergia” a todos os cubanos que por lá conheci, fossem eles civis ao serviço do Governo de José Eduardo dos Santos, quer militares a defenderam os costados dos soldados do MPLA. A arrogância com que tratavam os portugueses que por lá comiam o pão que o diabo amassou – És português?... Ainda estás por cá?... – e mesmo admitindo que uma meia dúzia de árvores não faz a floresta, a verdade é que não fiquei a gostar daquela gente.

«Rui Moreira» >> Fidel Castro: Sim, libertou Cuba de uma ditadura. Depois, apressou-se a construir outra. Sim, Com ele havia mais saúde e educação que em todo o Caribe, mas não havia liberdade. Sim, com ele acabou muita da corrupção, mas ficou a prostituição que o seu regime sempre protegeu até chegar Raul Castro. Sim, o embargo causou muitos danos à sua economia, mas foi ele quem nunca permitiu que o mercado funcionasse. Sim, os Estados Unidos tentaram matá-lo, invadiram a ilha, fizeram muita maldade. Isso não explica que tenha eliminado milhares de oponentes políticos. Fidel Castro é um herói e um monstro. Tudo isso pela utopia que cedo o subjugou. A utopia é a mais perigosa das ameaças.



Publicado por Tovi às 11:20
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Sexta-feira, 29 de Julho de 2016
Rui Rio disposto a equacionar a Reginalização

Rui Rio aa.jpg

Rui Rio tem razão: Está na hora de se equacionar a possibilidade de se fazer uma Regionalização séria e eficaz.

Numa entrevista ao Expresso (ver aqui) disse o ex-presidente da Câmara do Porto: “…esta administração central irresponsável trouxe a nossa dívida pública dos 60% para os 130% do PIB. Sei que nos últimos 15 anos o país cresceu zero e que se tomaram muitas decisões de grande incompetência, por força de um elevado desconhecimento da realidade. Isto não pode continuar assim, entregue a um sistema despesista que produz este desastre. Dentro dessa lógica, estou aberto a repensar tudo e a equacionar uma regionalização séria e eficaz.”

 

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«Jovita Fonseca» >> "Despesismo"... onde... E... quem fala.... Este está a candidatar-se?

«Avelino Oliveira» >> este estando em lixoboa é igual aos outros...

«Jorge Oliveira E Sousa» >> acredito.

«Renato Pereira Oliveira» >> Só agora!!! Ainda vai a tempo !!!!

«Pedro Baptista» >> Demorou, mas chegou lá. O que eu acho espantoso (na verdade já não me espanta nada) é que toda esta gente só tem ideias decentes para o país, quando sai do poder, ou seja quando elas não os podem pôr em causa. Disse!



Publicado por Tovi às 08:23
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2016
Portugal 2 – 0 País de Gales

 Portugal Euro2016 ad.jpg

  09h35

Atão hoje lá temos que bencer os galeses, num é berdade, cambada?...
A verdade é que apesar de eu continuar a pensar que tinha toda a razão quando afirmei durante o encontro com a Croácia que “já tinha vistos jogos das distritais com mais futebol”, afirmação minha que tanto irritou uma querida amiga, a verdade é que já “morreram” às nossas mãos os croatas e os polacos, estando marcada para hoje a discussão das meias-finais com o País de Gales.
Força Portugal !... ‘Bora lá a caminho de Paris para a vitória no EURO2016.

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«Maria Gabriela Rafael» >> Assim gosto muito mais. Um abraço David.

 

  11h15

As quotas da BetClic, a primeira casa de apostas desportivas a operar no mercado regulamentado em Portugal, eram ao fim da manhã de hoje: Portugal 2.1; Empate 3.1; País de Gales 3.75. Como devem saber quanto menor a quota de uma aposta, maior a hipótese de ela se realizar.

 

  13h58

Fica já aqui dito que se vencermos os galeses vou abrir e beber para comemorar uma garrafita de Raposeira Super Reserva Blanc des Noirs (Medalha de Prata no “International Wine Challenge 2016”). Se não passarmos à final, bebo-a na mesma, mas então para esquecer este sonho de ganhar o EURO2016.

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«Antonio Cruz» >> duas razões válidas para que a dita não caia no esquecimento...

«Mário Almeida» >> E eu uma de Alvarinho fresquinhas que tirei de uma pipa de Monção.

«Albertino Amaral» >> Alinho, sem dúvida......

«Zé Regalado» >> Dessa não tenho, mas tenho Terras do Demo. Também vou abrir uma pelas mesmas razões que tu, Tovi

«Rafael Fernandez de Zafra» >> Rico el raposeira....

«Maria Helena Costa Ferreira» >> estamos convidados?

«Luiz da Cunha» >> Caramba... fiz um esforço e deixei de beber... Mas pelo esforço, mereço um copo [Emoji wink;)]

«David Ribeiro» >> As inscrições para verem o jogo cá em casa fecharam ontem [Emoji wink]

 

 16h40

Estou indeciso… O que devo ir petiscando durante o jogo de Portugal com o País de Gales?... Uns simples tremoços ou umas mais sofisticadas anchovas com requeijão?

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«Jorge Veiga» >> tremoços. Não gosto de anchovas. Se forem sardinhas ainda vai...

«Isabel Simões Veloso» >> Eu vou estar a pataniscas com arroz de feijão.

«Mario Ferreira Dos Reis» >> Anchovas Anchovas com broa de avintes e requeijão... excelente para o Blanc des Noirs...

 

  19h55

"Heróis do mar, nobre povo, / Nação valente, imortal,..." Vai começar o jogo.

  20h25

Os galeses estão a entrar na nossa defesa com demasiada à vontade.

  20h45

Chegamos ao intervalo empatados a zero.

  21h05

Gooooooolo de Cristiano Ronaldo.

  21h09

Gooooooolo de Nani.

 

 Ganhamos!... Estamos na final do EURO2016 

 

 

  Crónica de José de Pina no Expresso

Fernando Santos engenheiro.jpg

Muito se tem falado das estranhas e tão pouco portuguesas exibições da nossa selecção neste Euro. Uns dizem que jogamos como a Grécia. Outros, mais líricos e com a mania das grandezas, comparam-nos com a Itália. Nada disso. É preciso não esquecer que Fernando Santos é engenheiro electrotécnico com um curso técnico de montador electricista na Escola Afonso Domingos. Fernando Santos é por isso um homem da técnica e não da arte. É um homem da eficácia e não do belo. O nosso engenheiro não tem um sistema de jogo, tem um sistema eléctrico.
O engenheiro monta o meio campo não a pensar em intensidade e força, mas sim em amperes e watts. Sanches tem muitos amperes e Danilo e Adrien watts para dar e vender. Já o João Mário é medido em volts. A tensão do jogo passa por ele. Transmite a bola a mais 100kv. É isso que Fernando Santos lhe pede antes dos jogos.
Nunca como agora foi tão apropriada a expressão: “Uma equipa que joga à imagem do treinador.” Por exemplo, este ano Brian Ruiz foi o cérebro de Jorge Jesus em campo e posso acrescentar que o Coates, que se colava aos avançados, foi a pastilha elástica de Jorge Jesus no relvado. Com Fernando Santos existe algo de semelhante: Renato Sanches é o transformador de alta voltagem e o Cristiano Ronaldo é quadro electrico. Foi com este espirito e desta maneira que comecei a ver o jogo com Gales, através dos olhos de um engenheiro electrotécnico. Não queria voltar a aborrecer-me a ver um jogo da selecção. Penso ser esta a solução para se apreciar a nossa equipa das quinas.
Em relação ao onze inicial percebi a opção por Bruno Alves, mais alto que Ricardo Carvalho, mas Carvalho sai muito melhor a jogar e tem mais técnica. Fiquei a pensar que com José Fonte, Bruno Alves e Danilo quem iria sair a construir a partir da defesa? O engenheiro desenhou um esquema eléctrico em que apostou muito na Estação Elevatória e pouco na Rede de
Transporte. E o que se viu foi confirmou isso mesmo. Gales tomou conta do jogo e teve mais posse de bola. Portugal estava a jogar contra Gales como tinha jogado contra a Croácia, contra a Polónia. Enfim, se tivéssemos apanhado a Bélgica seria a mesma coisa. Portugal tem um futebol voyeur, sempre a ver o que dá até ao orgasmo. Renato e Adrien, e muitas vezes João Mário, tiveram de recuar para vir buscar jogo nas zonas de Danilo. A isto se chama solidariedade, que é o eufemismo de, tenho de safar esta m****! O que se viu algumas vezes na primeira parte foi Nani e Ronaldo lá muito longe, nem apareciam no enquadramento das televisões, mesmo no plano geral. O que num écran 16:9 ainda é mais grave. Portugal não tinha rede de distribuição para alimentar a Estação Transformadora, ou seja, não houve oportunidades de golo. O que fez o engenheiro na segunda parte? Aumentou a voltagem. João Mário e Nani, jogadores de corrente alternada, deram mais dinâmica ao jogo, pegaram mais no jogo. Renato Sanches, um jogador de corrente contínua, que só tem um sentido, para a frente, foi começando a perder energia. O rapaz tem dado tudo. Após o golo de Ronaldo (um grande abraço ao tenrinho do Robson-Kanu que espicaçou o Cristiano ao dizer que Bale era melhor que Messi e CR7) e o electrochoque dado pelo Nani, o engenheiro reforçou, e bem, a rede de transporte com a entrada de Moutinho e André Gomes. O jogo ficou controlado e fácil de gerir e podia ter havido mais golos. Hoje, Ronaldo jogou memos de costas para a baliza e teve mais espaço e viu-se o resultado. Ele não é jogador de cabine telefónica como foi com a Polónia.
O País de Gales acordou para a realidade com um choque de alta voltagem. O sistema táctico/eléctrico do engenheiro Santos voltou a funcionar bem e a energia chegou até à Torre Eiffel para a iluminar novamente com as cores de Portugal. Como se vê, isto de termos um engenheiro electrotécnico como treinador foi-nos muito útil para chegarmos à cidade luz. Esperemos que na final o sistema não vá abaixo por sobrecarga, que não se funda um fusível a ninguém, e não entremos em blackout. Agora diga-me caro leitor, pode ou não haver beleza num sistema eléctrico industrial?



Publicado por Tovi às 10:19
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Sábado, 23 de Abril de 2016
Eu não estou nesta lista, de certeza…

...mas estou mortinho por saber quem recebeu dinheirinho sujo, tenha sido muito ou pouco, que para o caso é o mesmo.

Panama Papers GES 23Abr2016 aa.jpg



Publicado por Tovi às 14:30
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Sábado, 16 de Abril de 2016
Ricardo Salgado pagou ‘luvas’ a José Sócrates

Panama Papers Salgado e Sócrates 16Abr2016.jpg

Isto é que eu não acredito!... Então o Ricardo Salgado já não tinha dito na Comissão de Inquérito Parlamentar que se tinha deixado dessas coisas dos “offshores”?... E também tinha que vir à baila o Sócrates, coitado, que já foi enxovalhado por tudo que é jornalista no Correio da Manhã e até teve que dormir durante uns tempinhos na cadeia.

Qualquer dia ainda dizem que a Terra é redonda

 

  Jornal Expresso de hoje
Panama Papers Expresso 16Abr2016.jpg



Publicado por Tovi às 08:07
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