"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 14 de Julho de 2017
EMA na cidade do Porto?

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Agora estamos na mão da Comissão Europeia… vamos lá ver qual será a escolha.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Então o Porto, como se impunha, triunfou! Onde ficam então as votações dos deputados-palhacitos, todos, incluindo todos os eleitos pelo Porto de todos as secções da partidocracia centralista, a recomendar Lisboa? Onde ficam as palavras do primeiro-ministro de que a candidatura de Lisboa era assunto encerrado? Onde ficam as alarvidades costumadas do nº 2, Santos Silva, que diz que é do Porto, que dizia, mentindo ao país, que havia estudos que impunham a Lísbia a que há muito, como os outros, se vendeu? Onde ficam os silêncios cúmplices dos outros ministros que também dizem ser do Porto, embora só tenham como certificado o assento paroquial e civil? Claro, claro, sabemos muito bem porque ocorreu a cambalhota, sabemos muito bem que foi quando o governo centralista se convenceu a impossibilidade absoluta de ser a candidatura portuguesa a vencer, que abriu para o Porto e depois por aí optou fazendo o flique-flaque... Sabemos bem que se o Porto não for escolhido - que é o mais provável - dirão que foi por causa de ser o Porto. É quase impossível ganhar... Mas quase... é quase... Bem sabemos como o governo sustenta a proposta de Ser o Porto, dando o dito por não dito... Presente envenenado? É evidente! Mas tinha piada se conseguíssemos sobreviver ao veneno e vencer como é, aliás, nosso apanágio... E quanto aos deputadozecos de meia-tigela desta pseudo-democracia de manjedoura: será que vão votar uma moção a apoiar a candidatura do Porto? Aposto que não... Desta vez, sentem-se bem elucidados... E dizem que houve uma revolução há 43 anos e não foram só as moscas que mudaram!



Publicado por Tovi às 07:29
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Quarta-feira, 12 de Julho de 2017
Debate parlamentar sobre Estado da Nação

Atão?... Depois de toda a discussão de hoje lá por São Bento alguém me sabe dizer qual é o verdadeiro Estado da Nação? Cá para mim no fim destes debates parlamentares alguém (podia ser o Marcelo) devia fazer um resumo e dizer-nos quais as conclusões, que nisto de entender os políticos há muitos nabos como eu.

   E já agora... fiquem com esta notícia:
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   Comentários no Facebook

«Joaquim Figueiredo» - O estado da Nação resulta da percepção que cada um tem da melhoria ou não da sua vida. E também sentir se as pessoas andam ou não mais felizes. A minha vida melhorou e sinto que as pessoas andam mais felizes

«Manuel Carvalho» - “Debate do estado da nação conclui que a nação está”, por Renato Carreira – inÉpcia.

«David Ribeiro» - Dito assim até eu percebi, Manuel Carvalho [Emoji wink]



Publicado por Tovi às 23:45
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Sábado, 8 de Julho de 2017
Porto... terra de Liberdade #2

  Pedro Baptista, na sua página do Facebook

Bom Dia, Amigas e Amigos,
Há 185 anos, os liberais desembarcavam no Porto, precisamente nas praias a norte de Pampelido, dando força militar vitoriosa à corrente liberal dominante na cidade. Iniciar-se-ia o Cerco do Porto e a Guerra Civil, posto o que, com a vitória portuense, se formava o Portugal moderno. (A gravura pertence ao Arquivo Distrital do Porto).

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  CMP - Porto Cultura

Vários locais, edifícios, monumentos, templos e ruas integram a "Rota PORTO LIBERAL", lançada neste 8 de julho, data em que há 185 anos se deu o desembarque de Mindelo. Além da Câmara Municipal, a revisitação histórica pela geografia da cidade é promovida pela Venerável Irmandade de Nª Srª da Lapa, o Exército Português através do Museu Militar do Porto, a Direção Geral do Património Cultural, a Santa Casa da Misericórdia do Porto através do MMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto e a Direção Regional de Cultura do Norte.



Publicado por Tovi às 10:19
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Sexta-feira, 7 de Julho de 2017
Porto... terra de Liberdade #1

   Pedro Baptista, na sua página do Facebook

Bom Dia, Amigas e Amigos!
Ao anoitecer de 7 de Julho de 1832, faz hoje 185 anos, tremeram as hostes absolutistas que dominavam a cidade do Porto: para seu grande espanto, a esquadra liberal estava à vista. Não contavam que D. Pedro IV e os seus estrategos decidissem o local do desembarque, tendo como critério primeiro o politico: o Porto era a cidade que, pela sua tradição e composição, dava mais garantias de apoio à causa liberal. A esquadra tentou desembarcar em Vila do Conde, mas as parlamentações com a guarnição militar correram mal, pelo que foi escolhido outro local “légoa e meia” mais a Sul… Mas isso é para amanhã, o dia do desembarque...
Para hoje, fiquemo-nos com o nº 1 da Crónica Constitucional do Porto, 11 de Julho de 1832, edição de 4ª feira:

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Noticia Official das operações do Exercito Libertador.
Porto 10 de Julho de 1832.
S. M. I. fez-se á vela, com o Comboio, que se achava surto na praia defronte de Ponta Delgada, no dia 27 de Junho, pelas 2 horas da tarde, e seguio viagem com o tempo mais favorável, até ao dia 7 de Julho, em que deo vista da Costa de Portugal, na altura de Villa do Conde; pelas 7 da tarde do mesmo dia, achava-se todo o Comboio nas agoas daquela costa (…)
No dia 8, pelas 9 horas da manhã, mandou o mesmo Augusto Senhor içar na Fragata Rainha de Portugal o pavilhão Real que foi saudado com uma salva de vinte e um tiros, pelas embarcações de guerra (…) S. M. I., havendo assim cumprido com o que o seu Coraçaõ dictava, ordenou que o Exercito desembarcasse no ponto que já se achava fixado, entre Villa do Conde e o Porto (…) Em consequência daquella ordem, pelas 2 horas e meia da tarde, as embarcações de guerra tomáraõ posição na praia de Mindelo, a meia distancia, pouco mais ou menos, daquelas duas povoações, e a menos de tiro de metralha da terra; e ás 3 horas começou o desembarque, sem opposiçaõ alguma; aparecendo apenas em reconhecimento poucas patrulhas de Cavallaria, que foraõ desalojadas por alguns tiros do Brigue Liberal.
A Guarniçaõ do Brigue de guerra Conde de Villa Flor foi a primeira que, saltando em terra, cravou a Bandeira da Senhora D. MARIA II (…)
S. M. I. desembarcou ás 6 horas da tarde, entre aclamações e enthusiasmo inexplicável da tropa, e bênçãos de inumerável concurso de habitantes, que de todas as aldêas próximas vinhão vêr e saudar, como eles mesmos diziaõ, o seu Libertador.



Publicado por Tovi às 15:03
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017
Os Homens do Presidente

Rui Moreira 20Jun2017 aa.jpg

No comment… sim, mas não vai faltar quem venha já aqui dizer cobras e lagartos.

 

   Comentários no Facebook

«João Cardoso» - Pelo menos sabemos quem são e quanto ganham. Aqui não há amigos do Presidente a trabalharem pro bono e depois serem recompensados com um tacho em qualquer empresa municipal.

«Joaquim Figueiredo» - Conheço o Dr Fernando Paulo. Excelente e dinâmica pessoa

«Manuel Carvalho» - Enquanto houver transparência, competência e amor pelo Porto, então estou tranquilo na minha escolha.

«Ze De Baião» - Cá vai uma cobra, porque os lagartos nunca serão dragões: Ninguém é super homem do Norte. Nenhum homem é superior a todas as forças políticas e à sociedade civil do Porto/Norte, como julga ou pretende fazer crer o presidente de Câmara do Porto. Ignorar todas as forças politicas e toda a sociedade civil em geral fica-lhe muito mal. Foram o conjunto de forças sociais e políticas que reabriram este processo e Rui Moreira julga-se agora o super homem que tudo conseguiu reabrir sozinho. Esse Porto de todos já não existe. Só existe mesmo o Porto de Rui Moreira. E a ser assim, é um Porto pouco ou nada inclusivo. O presidente Rui Moreira está a ter uma visão social e política muito curta ou pretenderá demonstrar a sua prepotência (ou fragilidade) sóciopolítica, ao impor uma decisão e nomeação pessoal que pretende levar à reunião de Câmara "para ratificação política", desconsiderando a proposta de criação de um grupo de trabalho representativo das forças vivas e capazes do Porto, tal como havia sido aprovado por unanimidade na última reunião. Rui Moreira aprovou uma proposta de trabalho e de participação mais alargada e agora impõe a sua prepotência pessoal só porque esta possibilidade foi reaberta pelos vereadores socialistas. Quando assim age um presidente, colocando em risco a qualidade e eficácia da candidatura, não está a defender o melhor possível a Cidade de todos, mas sim e só o seu ego pessoal. Rui Moreira afirma-se contra o centralismo, mas nem sequer consegue ver que o seu egocentrismo e a sua prepotência pode colocar em causa a vitória desta candiatura. A responsabilidade deste processo passa a ser integralmente de Rui Moreira. Se algo falhar a responsabilidade será exclusivamente sua. O PS e os socialistas do Porto devem continuar a fazer tudo para o sucesso desta candidatura, mas os portuenses devem tomar conhecimento do egocentrismo de Rui Moreira, que não consegue compreender que todas as forças políticas e a sociedade civil são de extrema importância.

«Albertino Amaral» - Se o Zé de Baião conhecesse pessoalmente a pessoa de quem tanto fala, e que pelos vistos tanto o incomoda, se consigo tivesse vivido profissionalmente e tivesse tido a possibilidade de observar o seu trabalho, a sua competência, a sua eficácia, a sua transparência, a sua seriedade e honestidade, talvez o Zé de Baião sentisse vergonha dessas atoardas que lança para o ar. Como eu compreendo o seu complexo de inferioridade…

«Mafalda Macedo Pinto» - Pode fazer um resumo José de Baião? A sua verborreia cansa me.

«Maria Helena Costa Ferreira» - Por conhecimento próprio faço minhas as palavras do Albertino Amaral!!! Claro que não ha super homens mas há - e o n/ Presidente é exemplo disso - gente muitíssimo competente, profissional e honesta!

«Ze De Baião» - Claro que há gente muito competente, profissional e honesta. Mas mau seria se não houvesse muitos outros e outras de igual e mesmo superior nível. Mas nenhum homem ou mulher faz tudo sozinho e muito menos faz tudo perfeito. Se assim pensam algo deve estar muito mal. Já agora, há falta de competência feminina a norte? Ou é tudo machista?

«Albertino Amaral» - Não seja ridículo........

«Mafalda Macedo Pinto» - E às vezes da me vontade de fazer lhe perguntas como? E os transexuais tb não contam? Eu nem vou responder a isto q até me faz náuseas

«Ze De Baião» - Cara Mafalda, até um transexual entende a discriminação de género e a história de discriminação da mulher na vida pública e política.

«David Ribeiro» - Pois é, Ze De Baião... a competência não se coaduna com as quotas de paridade.

«Ze De Baião» - Não acredito que não haja mulheres extremamente competentes a norte.

«Maria Manuel Reis» - Zé de Baião: analise os factos com mais imparcialidade... se na verdade, aquilo que escreve está de acordo com o que pensa, a meu ver está na página errada... É pena, que assim seja , pois os seus comentários por vezes são assertivos e a pluralidade de opiniões e bem vinda ...mas quando ultrapassa certos limites torna se extremamente desagradável…

«Ze De Baião» - Desagradável porquê? Não visamos um melhor norte para o norte? O norte nunca se fez com super homens ou super mulheres. Faz-se com todos nós. Com os portuenses e nortenhos em geral. Quem julgar que é superior a todas as forças vivas da sociedade ou até superior a todas as forças políticas, não está consciente de si próprio. Assisto a muita prepotência. A sociedade civil tem sempre mais força que o individualismo.

«Maria Manuel Reis» - Retirando "desagradável porquê? " subscrevo o seu comentário ..

«Manuel Carvalho» - E quando o indivíduo representa, não em gabinete, mas no terreno a vontade do Porto? Deixamos cair porque é um individuo? E ao contrário do que o Zé afirma, a história fez-se com super-homens e super-mulheres, tanto para o bem como para o mal. Recorde a história de Portugal e do mundo. A história não se faz com políticos mas com estadistas. A história faz-se quando a locomotiva sabe o trajecto e o destino, sem desvios, sem assaltos nem mudanças de linhas em obediência a quem quer mudar os destinos. Acabou por não entender mesmo o que se passou no Porto. E que se alastra a outras cidades. O mais doloroso para o regime instalado é que muitos fizeram e fazem da política carreira, mas na distância de um tempo histórico apenas vão perdurar aqueles que souberam ser Porto.



Publicado por Tovi às 09:16
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Domingo, 11 de Junho de 2017
Autárquica no Porto – Testemunhos

Sobre a próxima eleição para a Presidência da Câmara Municipal do Porto escreveu Rodrigues Pereira na sua página do Facebook:

 

Rodrigues Pereira.jpgCaro(a)s Amigo(a)s,
Há muitos anos que deixei a militância política, até porque considero que as gerações mais novas devem ser trazidas a estes pleitos.
Os que me conhecem, sabem que fui militante (in illo tempore) do Partido Socialista (e Amigo de Mário Soares) e que tive o privilégio, também, de ser Amigo do contraponto portuense - conquanto que de outro Partido, in casu o PPD/PSD - de seu nome Miguel Veiga.
Foram ambos - cada qual à sua maneira - cidadãos que nunca se resignaram, que sempre estiveram despertos para a luta e que nunca - e sobretudo! - se acobardaram!
Vejo, por isso, com alguma tristeza - mas não menor surpresa - alguns comentários relativamente ao nosso actual Presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira.
Devo também esclarecer que estive com esta candidatura desde a "hora zero", já lá vão quatro anos.
O tempo e o modo - obrigado, António Alçada Baptista - como esta recandidatura tem sido vilipendiada, trouxe-me - traz-me - de novo a terreiro essa militância que nos corre nas veias, que tem a ver com a reconfirmação do mérito, para além de todas as fronteiras políticas...
Se quiserem, traz-me um híbrido de palavras soltas - mas firmes! - entre o Eugénio de Andrade e o Manuel Alegre...
"Há um rio..." e "há sempre alguém que diz não!"
Pois aqui estou eu, nas margens do Douro, a dizer não à maledicência.
E, daqui, destas margens deste rio agreste, promoverei uma maré de apoio ao Rui Moreira.
Porque me estou a borrifar nas convenções, partidarites agudas, ou outras quaisquer maleitas que possam subvir...
MRP, 10 de Junho de 2017



Publicado por Tovi às 14:30
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Sábado, 10 de Junho de 2017
Dia de Portugal comemorado no Porto

Discurso de Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, ontem, 9 de Junho, nas cerimónias que decorreram na Sé do Porto.

Sé.jpgSenhor Presidente da República
Senhor Presidente da Assembleia da República
Senhor Primeiro-Ministro
Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, Excelência Reverendíssima,
Senhores Governantes,
Senhores membros do Corpo Diplomático,
Demais Autoridades Civis, Militares e Religiosas,
Minhas Senhoras e meus Senhores

Bem haja, Senhor Presidente, por ter decidido que, depois de Lisboa, era ao Porto que cabia a honra de acolher as celebrações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. E que estas celebrações se concluam, amanhã no Brasil, a nossa Pátria irmã.

Temos, minhas senhoras e meus senhores, a sorte e a ventura de viver num país diferente de muitos outros; um país que guardou incólumes as suas fronteiras, defendidas com sangue, suor e lágrimas; um país que permanece uno, que corresponde e se exprime num estado-nação, coisa rara e nada negligenciável nestes tempos de sobressalto em que vivemos.

Um país que, pese embora os desequilíbrios que nem sempre temos sabido compensar, ou as rivalidades que nem sempre conseguimos atenuar, vive bem com a sua geografia, com a sua língua e com a sua cultura. Um país, e chamemos-lhe pelo nome - Portugal - que tem sabido resistir à voracidade da história, que tem sido capaz de enfrentar todos os desafios.

Nunca faltaram ao português, como escreveu Cortesão, "grandes e nobres motivos para um orgulhoso conceito de Pátria (...) talvez porque a natureza foi com ele em extremo dadivosa dos seus bens".

Talvez por isso, mas também por cepa e inquietude, soubemos, antes de outros, partir à descoberta do Mundo. Por onde passámos, deixámos as nossas marcas. Com Camões, que hoje recordamos, guardámos o registo lírico dessa extraordinária epopeia.

Durante cinco séculos fomos porto de partida de uma irreplicável e improvável aventura pelas sete partidas do mundo. Soubemos, depois, em circunstâncias particularmente adversas, bolinar contra o vento da história e reintegrar todos, e foram tantos, que aqui voltaram, ao seu porto de abrigo. Uma história que está por assimilar, mas que representa um momento alto da nossa saga: o regresso ao abraço pátrio, sem ressentimentos, uma forma nobre de encerrarmos um longo e épico capítulo.

Deparámo-nos, então, com a realidade de uma velha e inculta metrópole, repartida entre um interior arcaico e uma capital desmesurada, perdido que fora o Império. O Porto foi então, e direi que continua a ser, o ponto justo de equilíbrio. Jaime Cortesão bem que avisara, alguns anos antes, que "graças ao Porto, o povo português teve coluna vertebral, e ainda hoje possui um ideal de cidadania". Coluna vertebral que é hoje, também, parte da indispensável coluna cerebral deste novo Portugal, ousado, inventivo, estudioso, sagaz e indómito.

Foi graças a esse ideal de cidadania e a essa coluna vertebral que não permitimos que o 25 de Abril fosse uma mera transição entre regimes autoritários, e se transformasse na manhã que a aurora anunciara.

É graças a essa coluna também cerebral, de que o Porto é parte plena, que hoje podemos olhar o futuro com confiança.

Depois, virámo-nos para a Europa, para o mais evidente e sempre adiado dos desígnios. Mais uma vez, o Porto e o Norte sofreram, com abnegação, o preço da escolha. Um preço que foi pago com a desindustrialização em sectores tradicionais, enquanto o investimento público se concentrava na capital e no velho sonho de fazer dela uma grande cidade mercantil. Sem lugar nessa mesa, o Porto porfiou.

Mesmo quando a crise nos bateu à porta, o Porto foi sempre o fiel da balança. Sem nunca esmorecer. Com boas contas, com a severidade do seu granito. Como disse Bénard da Costa, esta cidade foi sempre um país que respeita e se respeita. Uma cidade que, como Agustina dissera, "tem toda ela uma forma, uma alma de muralha”.

Cidade invicta, abnegada e empreendedora, não se intimidou quando os sinos voltaram a tocar a rebate. Fez, como sempre, das tripas coração. Em vez de se queixar, resistiu e empreendeu. Cidade de pergaminhos, que mais se pode exigir de uma cidade onde, como disse Torga, "Garrett pode nascer no calor do seu coração, António Nobre pode morar em paz dentro das suas portas, e se mesmo numa das suas cadeias pode ser escrito o Amor de Perdição".

Tudo isso, que pode ser útil e nos compraz, não nos satisfaz. Mas, muitas queixas que tenhamos e não calamos, nós os portuenses temos honra, como poucos ou nenhuns, em sermos portugueses. Temos o orgulho intacto, por sabermos que, nos tempos difíceis, nos momentos mais críticos, a Pátria apela ao nosso contributo; e nunca deixámos de corresponder, apesar de também sabermos que, no fim de cada crise, o papel do Porto volta, inevitavelmente, a ser esquecido.

Não faltará quem veja, neste discurso do Presidente da Câmara Municipal do Porto, algum bairrismo. Pois a esses responderei com as palavras de Sophia: "nasci no Porto, sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo."

Senhor Presidente, em vésperas da sua oportuna visita ao Brasil, fundado pelo nosso Dom Pedro, cujo coração guardamos na Lapa, não posso deixar de lhe dizer, em nome dos portuenses, que nós, que temos tanta e tanta honra em sermos portugueses, somos ainda assim, diferentes.

O que se diria se, em Londres, em Trafalgar Square se ao lado dos leões, estivesse numa coluna, não o invencível Nelson, mas Gandhi, que libertou a jóia da coroa britânica? Pois, em vésperas da sua viagem ao Brasil, Senhor Presidente, não posso deixar de recordar que nós, os portuenses, temos como símbolo o nosso D. Pedro.

D. Pedro de quem, como disse guardamos o coração, na Lapa e nas nossas Armas, em escudo de honra, no meio; D. Pedro que lutou pela nossa liberdade e que soube fundar o país irmão, com quem celebrámos a história e a língua, esse extraordinário património imaterial que ainda não soubemos explorar.

Senhor Presidente,
Termino com Eduardo Lourenço:
"O Porto é o barco que nunca partiu”

 

 

Sobrinho Simões, presidente das comemorações do 10 de Junho, durante a sua intervenção na cerimónia de hoje disse que os portugueses são um povo com características genético-culturais “sui generis”:

Não estou a sugerir que há genes portugueses, não há, o que os portugueses têm é uma mistura notável de genes com as mais variadas origens, se há algo único, ou quase único em nós, é essa mistura genética. Incorporou, ao longo de séculos, judeus e berberes vindos de Espanha e do Norte de África, porque se misturou com árabes, porque teve escravatura de povos da África subsariana no país e nas colónias com uma expressão e durante centenas de anos. E também porque fomos através do mar para tudo quanto era sítio na África, na Ásia e na América do Sul e de lá voltámos com filhos e, sobretudo, filhas. E, por esse motivo, se compreende que a população portuguesa tenha grandes percentagens de diversas linhagens genéticas, sobretudo de origem materna, afiançou, sublinhando que há diferenças regionais, mas o que impressiona é a consistência com que tem “muito mais” mistura de genes do que os seus vizinhos. O ponto que estou a procurar salientar é que a incorporação de genes foi acompanhada pela incorporação das respetivas culturas, criando uma sociedade de gentes muito variadas, tolerante em termos religiosos, avessa aos extremismos pseudo-identitários que irrompem um pouco por todo o lado. Deveríamos ser capazes de integrar gentes que se veem obrigadas a fugir de casa, comportando-se como uma comunidade inclusiva e solidária, uma comunidade que percebe o valor sociocultural, económico e até demográfico da integração dos migrantes. Somos uma das sociedades com menos filhos do mundo. Continuamos, infelizmente, demasiado individualistas e ainda não somos uma sociedade de contrato, lá chegaremos, espero.

 

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«Antonio Sousa Dias» - Dia de Portugal - O Professor Manuel Sobrinho Simões fez hoje um dos melhores discursos que se ouviram até hoje nas cerimónias comemorativas do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Não faço esta referência para menorizar o discurso do Presidente da República, ambos são professores catedráticos, mas de um lado temos uma tradição de rigor, alguém que fala quando é preciso, do outro temos uma cultura de selfies e nunca sabemos se vamos ouvir o comentador televisivo, o professor de direito, o político dos congressos do PSD ou o Presidente.
Quando se ouve Marcelo fica-se a rir, quando se ouve Sobrinho Simões fica-se a pensar, fica-se a pensar sobre quem somos, somo quem poderíamos ser e sobre o que queremos ser. Estava ouvindo Sobrinho Simões e a câmara ia mostrando os rostos, percebia-se a curiosidade por detrás do rosto de circunstância dos soldados, via-se o sorriso de Costa, a altivez de Assunção cristas e a cara de Pau de Marco António.
Mas enquanto ouvia Sobrinho Simões pensava sobre o fosso que existe entre o mundo das banalidades em que se transformou o debate político e o mundo de quem pensa com seriedade. Porque motivo não ouvimos mais vezes gente com a grandeza intelectual de Sobrinho Simões e passamos a vida a ouvir matracas falantes como Medina Carreira, José Gomes Ferreira, para não baixar o nível e passar aos que têm mais tempo de antena, como os anafados do João Guerra e Serrão e os paspalhos do Pina e do Ventura.
Que país é este onde os partidos da oposição tenham vir a ser governo procurando conflitos entre declarações de ministros e secretários de Estado? Dei o exemplo do que temo vindo assistir na luta partidária, mas poderia eleger os discursos de muitas personalidades de todos os quadrantes partidários, sindicais ou empresariais.
Interrogo-mo como é que um país tão grande gera tanta pequenez, mas pior do que isso, porque razão neste país são os mais pequenos a dominar? Porque é que o nosso país está condenado a não ultrapassar os horizontes eu lhe são impostos por tal gente, como se em fez das forças do universo por aqui imperasse uma das mais elementares regras da matemática, a do mínimo múltiplo comum?
PS: Alguém se lembra do que disse Marcelo Rebelo de Sousa?
(in O Jumento)



Publicado por Tovi às 08:04
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Quarta-feira, 7 de Junho de 2017
O dia-a-dia no «Um novo norte para o Norte»

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Quando alguém diz de nós que “gostaria de ter o seu talento e a sua tolerância para gerir como gere esta sua página…” não é só o nosso ego que fica ENORME… é também a certeza do dever cumprido.

O b r i g a d o ! . . .

 

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«Manuel Carvalho» - Pode contar comigo como sendo mais um nesse merecido elogio. Sei que não é nada fácil, mas também se o fosse o valor seria residual. Assim vale mais a pena. Cumprimentos

«Jota Caeiro» - e mais nada!, na mouche! é, decididamente, um comentário sensato! [Emoji wink]

«Jose Bandeira» - E mais não digo, venho aqui só para aplaudir e mandar um abraço. 👏👏



Publicado por Tovi às 21:06
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Sexta-feira, 26 de Maio de 2017
Fala quem sabe…

…e o Pedro Baptista sabe sempre muito bem o que diz. Neste texto, escrito num estilo muito próprio e publicado na sua página do Facebook, este meu Amigo, investigador em filosofia, romancista e ensaísta portuense, conta-nos uma versão perfeitamente credível do que se passou com Rui Moreira e a malta do PS-Porto.

 

14717064_1457223597621918_5453880867022574073_n.jpPara os anais de cada um, a verdade dos factos na saga política portuense: Manuel Pizarro, depois de ter sido obrigado por António Costa a romper com Rui Moreira, inventou outra narrativa mais conveniente para a sua pessoa, mormente numa entrevista ao Expresso, mas mente com todos os dentes... Pizarro, Presidente da Distrital PS-Porto, tal como Tiago, presidente da Concelhia do PS-Porto, estiveram reunidos com o presidente Rui Moreira, durante o fim da tarde que precedeu a noite em que o PS rompeu, procurando ganhar o número dois na lista camarária independente e outras posições, ao que o Presidente Rui Moreira não acedeu, porque não quis deixar que a sua candidatura independente o deixasse de ser e passasse a ser um embuste político manipulado pelo PS... Ora Pizarro acabou por sair do encontro aceitando explícita e alegremente ficar em quarto ou quinto lugar da lista, assim se mantendo durante parte da noite, conforme foi do conhecimento de António Costa que, de imediato, encetou contactos para um outro cabeça de lista para o PS, que teria de arranjar em poucas horas, para apresentar na Convenção autárquica do PS que se realizaria em Lisboa! É assim que Juca Magalhães é, pelo menos, um dos contactados por António Costa para cabeça de lista do PS, tendo recusado, sendo-lhe pedido em seguida, mas tarde demais, que não desvendasse a origem do contacto. Ora Costa, já noite bem adentro, por falta de alternativa e falta de tempo, teve mesmo de cair sobre Pizarro, obrigando-o a rejeitar o seu lugar na lista camarária de Rui Moreira e a ser cabeça de cartaz do PS-Porto. Desconheço os termos em que o obrigou. Mas certo, certinho, foi que Costa, para não apresentar na sua Convenção o buraco imenso de não ter candidato ao Porto, preferiu o buraco de ter um candidato pelo PS ao Porto, tão contrafeito quanto o seu maior desejo era apenas entrar na lista independente que agora vai a fazer a farsa de combater. Afinal o falhanço anunciado será de Pizarro e não de Costa e, para este, como sempre, aquele que se amanhe...



Publicado por Tovi às 07:36
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017
Como o tempo passa...

Um lindo texto que o meu amigo Albertino Amaral publicou há dias no Facebook, na página do grupo «Um novo norte para o Norte»:

 

Albertino Amaral aa.jpgNo passado ano de 2013, aquando das eleições autárquicas para a CMP, apareceu um senhor de nome Rui Moreira, que o portuense e não só, se habituou a conhecer, como comentarista desportivo de televisão que, vá-se lá saber porquê, por decisão, confiança e teimosia pessoal, achou ter competência suficiente, para se apresentar ao eleitorado, concorrendo assim com os chamados políticos profissionais, de onde se destacavam algumas figuras de nível nacional, dos chamados " invencíveis e inultrapassáveis " governantes.....
No caso concreto da Cidade do Porto, poucos eram aqueles cidadãos, que acreditariam que alguma vez, tal personagem fosse capaz de se impor, ou sequer mesmo, fazer alguma mossa a tais candidaturas concorrentes e, porque não dizê-lo, garantida e assumidamente, ganhadoras....
A questão é que se assistiu a um discurso e uma forma de estar, totalmente diferente, longe daquela "lenga-lenga " habitual a que o povo português está habituado há largos anos, e que advém de tempos remotos, muito antes mesmo, da maioria ter nascido.... Havia ali algo novo, algo marcadamente sincero, que deixava antever novas ideias, nova postura cívica, iniciativas que tocavam profundamente o comum, mais esquecido e necessitado cidadão.Também não se vislumbravam falsas e irrealizáveis promessas...!
Curiosamente o Portuense, farto dos saltimbancos do costume, resolveu como que " arriscar " num filho da terra, defensor acérrimo dos seus valores, conhecedor nato de todos os cantos da Cidade, e votou num novo movimento criado pelo próprio candidato, òbviamente que com a colaboração daqueles que lhe eram próximos e consigo compartilhavam dos mesmo princípios e opiniões.
Havia sem dúvida ali algo de diferente, de curioso e sobretudo de acreditável.... Vamos lá ver....e votou-se no Movimento, cujo nome estava intrinsecamente ligado à própria Cidade:
" O NOSSO PARTIDO É O PORTO ".....!
E ganhou...de tal maneira que os próprios derrotados se sentiram humilhados, envergonhados e sem qualquer hipótese de reacção.....A Cidade que vinha adquirindo os tons de preto e branco, estava naquela altura já na sua cor cinzenta, fruto dessa mistura... Começou a ganhar outro ânimo, outras cores, outra vida, outro ruído, um ar mais saudável, respirável, enfim, saiu dos cuidados intensivamente prejudiciais a que vinha sendo submetida...! O processo de transformação foi tão limpo, correcto, transparente e bem delineado, que ainda hoje há quem diga, que ninguém percebeu o que se passou no Porto...
Como tal, volvidos quatro anos, (parece que foi ontem), como foi possível que um tal burguês da Foz, como foi apelidado o eleito Presidente da Câmara, tenha conseguido tal milagre ?
O seu sucesso, pelos vistos funcionou de tal ordem, que era expectável que aparecessem os " abutres " do costume para colher os louros, pois então..! Afinal quem era o " gajo " ?
E se tal aconteceu de uma forma Independente, pese embora a colaboração de quem quis associar-se e de quem posteriormente se mostrou também receptivo a tal colaboração, a verdade é que nada disso se ficou a dever a qualquer partido político em particular, como vinha sendo habitual. Ora, tal iniciativa só vem demonstrar que é perfeitamente possível em Portugal, haverem movimentos de cidadãos independentes, capazes de gerir, governar e administrar o país.
Em minha opinião pessoal e sem ser modesta, se tal aconteceu em 2013 como que em jeito de: " seja o que Deus quiser ", porque razão não se eleva mais a fasquia a esse Movimento, concedendo-lhe uma posição ainda mais sólida nas próximas eleições, quiçá uma maioria confortável, por forma a que tal seja um exemplo, para se concluir que a força dos partidos está desgastada, descredibilizada, ultrapassada, etc. etc. etc.
Pela minha parte, e porque me identifico bem com pessoas capazes e responsáveis, nunca hesitarei em lhes reconhecer o mérito pela competência demonstrada. As grandes e bem sucedidas empresas, nunca são criadas à nascença, por equipas, onde cada um quer ficar no patamar mais alto da escadaria....!
Como nota final, gostaria só de deixar aqui uma pequena chamada de atenção. Este comentário é tão sòmente isso, um comentário pessoal, que se enquadra perfeitamente na minha linha de pensamento, não serve para debate, para crítica, para insultos, etc. etc. Concordam, concordam, não concordam, amigos na mesma, mas por favor não me assobiem, nem façam conjecturas precipitadas sobre as razões que me levaram a ter hoje este desabafo....Gosto de passar para o papel, o meu pensamento, só isso. Fiquem bem e dêem largas à vossa imaginação, pensando e meditando na vida real.....!



Publicado por Tovi às 09:36
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Terça-feira, 11 de Abril de 2017
Eurodeputado socialista Manuel dos Santos

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   Comentando esta notícia, disse hoje Rui Moreira:

O jornal i e o Sol online, baseando-se numa declaração de um quase desconhecido eurodeputado do PS, sem procurar ouvir os visados e violando, por isso, as mais básicas regras do jornalismo, prestou hoje um serviço político aos meus adversários. A mentira, a insídia, o insulto e a lama parecem fazer parte de uma campanha eleitoral que, para mim, nem começou. A seu tempo, apresentarei a minha lista à Câmara Municipal do Porto. Se Deus quiser, cumprirei o meu mandato até ao último dia. E essas serão realidades que chocarão de frente com as verdades alternativas que vão sendo construídas pelos que têm sede de poder e, como se tem visto, norteiam as suas vidas pela mentira. Estão, felizmente, todos identificados. Mesmo os anónimos.

 

  Comentários no Facebook

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Tenho o máximo respeito por todos os eleitos socialistas, incluindo - por dever - aqueles que não respeitam o seu mandato e envergonham o partido pelo qual foram eleitos. Por isso e por higiene política, abstenho-me de efectuar comentários sobre alguns disparates que ciclicamente envolvem quase sempre as mesmas personagens, mas abro hoje uma excepção pela reincidência e pela dimensão do disparate. Na ausência de outra actividade relevante conhecida, e nos intervalos de entrevistas em que já dirigiu impropérios a mim e a outros dirigentes, o eurodeputado socialista Manuel dos Santos decidiu fazer prova de vida a propósito do Porto em termos que, ao desqualificá-lo, qualificam-no bem. Fê-lo mentindo. Repito: mentindo. Não é novidade que Manuel dos Santos faça o jogo dos adversários socialistas: é um feroz adversário do Governo socialista de António Costa, é um feroz adversário da reunificação dos socialistas em Matosinhos e é um feroz adversário dos socialistas portuenses, como seria em sentido inverso caso as opções em cada momento fossem outras. A sua ideia de Partido Socialista é ele próprio. Simplesmente confunde legítimas divergências políticas com uma política daninha, baseada na intriga, na mentira e na insídia. Os socialistas conhecem-no bem (incluindo quem o convidou para esta última eleição ao PE?) e por isso é delicioso ver Manuel dos Santos a falar de mercearias eleitorais, mas errou o alvo no caso do Porto. Ele representa bem tudo aquilo que levou à degradação da nossa vida partidária: a anunciação de valores socialistas para fazer o jogo da direita, a mentira, a pequena intriga, a pior partidarite, a plantação de notícias falsas. Percebo que para quem viveu toda a vida assim seja difícil conceber que no Porto estejamos a concretizar uma visão de cidade na qual os socialistas participam e na qual se orgulham, sem que para isso tenhamos de andar na traficância de lugares. Mas é mesmo assim. Aquilo que Manuel dos Santos fala é outra coisa: é a medida da sua participação na vida partidária. Os socialistas do Porto, coisa que Manuel dos Santos não é, sabem bem o percurso que temos percorrido, as dezenas de reuniões e plenários abertos, as comissões políticas regulares e participadas, a serenidade, o diálogo, o envolvimento e a participação. Por outro lado, falo com regularidade com o Presidente da Câmara e existe respeito, amizade e lealdade. Todos os órgãos, incluindo obviamente o Secretário-Geral, acompanham o processo do Porto mas não participam nele nem devem participar. O desvario das acusações que são hoje dirigidas ao Presidente da Câmara e ao PS representam um serviço aos nossos adversários. Ele fica registado mesmo que quem o faça não seja digno de especial registo. Quanto ao resto, continuaremos a trabalhar e não mais falarei sobre este caso. O PS e o Porto não demasiado grandes para que percamos tempo com tão pequenas personagens.

«Carlos Lacerda» - O jornal I é um nojo e o Dr. Moreira aproveita para fazer o papel de vítima, como convém. Nada de novo. O que me intriga é aquela frase: "Estão, felizmente, todos identificados. Mesmo os anónimos". Estará o tempo a andar para trás?

«David Ribeiro» - É que não tenha dúvidas, estão mesmo todos identificados.

«Rui Moreira» - Carlos Lacerda: não me sinto vítima nem me faço de tal. Acho que o senhor faria o mesmo que eu faço em circunstâncias análogas. Ou estarei enganado? Não sei se o jornal I é um nojo. Essa não é a questão. O tempo não volta para trás, acredite.

«David Ribeiro» - Se Manuel dos Santos em vez de andar a mandar bocas foleiras fosse mas é trabalhar a sério no Parlamento Europeu na comissão de que é membro - Comissão de Inquérito aos Panamá Papers (combate à fraude e evasão fiscal) – é que ele fazia bem e era útil à humanidade.

 

   Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu – 5Jul2016

Manuel dos Santos é o novo eurodeputado do Partido Socialista, substituindo no lugar Elisa Ferreira que foi nomeada para o Conselho de Administração do Banco de Portugal.
Economista de profissão, Manuel dos Santos foi deputado à Assembleia da República em 6 legislaturas diferentes (a primeira em 1980) e já tinha sido, por duas vezes, deputado ao Parlamento Europeu, de 2001 a 2004 e de 2004 a 2009. Membro das Comissões de Assuntos Constitucionais, Orçamentos e Assuntos Económicos e Monetários, destaca-se o facto de ter sido vice-presidente do Parlamento Europeu de abril de 2005 a julho de 2009.
Manuel dos Santos inicia este mandato como membro das Comissões de Desenvolvimento, do Mercado Interno e Proteção dos Consumidores e da Comissão de Inquérito aos Panamá Papers (combate à fraude e evasão fiscal). Integra também as delegações à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana, à Comissão Parlamentar Mista UE-Chile e à Comissão Parlamentar de Cooperação UE-Rússia.



Publicado por Tovi às 18:03
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Segunda-feira, 20 de Março de 2017
A verdadeira reforma de Estado

Andei a dar uma voltinha pelos vários grupos facebookianos onde a temática da Descentralização e Regionalização é primordial e, infelizmente, nem uma palavrinha por lá consegui ver, seja a dizer bem ou a dizer mal desta "verdadeira reforma de Estado", como lhe chamou o ministro Adjunto Eduardo Cabrita. E os “militantes” dos partidos, sejam os da Geringonça ou os da oposição, também não dizem nada… estarão à espera de ver o que irão dizer as “mais altas instâncias partidárias” para depois virem aplaudir e abanar as bandeirinhas?... Começo a convencer-me que temos o que merecemos.

 

  JN - 16Mar2017

image.jpgGoverno disponível para discutir descentralização com oposição

O Governo assumiu disponibilidade para discutir as propostas de descentralização da Esquerda e da Direita. Contudo, no Parlamento, o ministro Adjunto Eduardo Cabrita avisou que não se pode "adiar mais" aquela que é uma "verdadeira reforma de Estado".
Segundo Eduardo Cabrita, a proposta do Governo para a descentralização de competências para as autarquias "surge após um ano de trabalho intenso, envolvendo todas as áreas de governação" e não se trata de "uma estratégia, nem desresponsabilização nem de privatização das funções do Estado".
"Foi um ano trabalho intenso com associações representativas quer dos municípios, quer das freguesias, que permitiu criar um contrato de confiança", disse o governante, no debate de iniciativas de todos os partidos sobre novas competências das autarquias locais, sublinhando a abertura "para discutir qual a melhor estratégia de descentralização".
Mas, à exceção da disponibilidade concreta mostrada em relação às propostas do PCP, o ministro Adjunto nada disse em relação à intenção do PSD, anunciada pela deputada do Berta Cabral, para a "constituição de uma Comissão Parlamentar Eventual, para em 90 dias, tratar do processo de descentralização de competências nos municípios, nas freguesias e nas entidades intermunicipais".
No final do debate, foi anunciado pela mesa do Parlamento a votação já amanhã [sexta-feira] do projeto de resolução do PSD para a criação da comissão parlamentar. Contudo, a socialista Susana Amador já tinha referido durante o debate que o PS não vê "necessidade de criação de uma outra comissão". "Temos uma Comissão própria para esse efeito [Comissão de Poder Local]", defendeu.
Pouco antes deste debate ter começado, o líder parlamentar do PS, Carlos César, assumiu a intenção de a bancada socialista viabilizar todos os projetos para que possam ser discutidos na especialidade [Comissão Parlamentar do Poder Local].

Visões distintas à Esquerda e à Direita
Eduardo Cabrita deixou sem resposta o deputado do BE Pedro Soares, que questionou o Governo pelo facto de se avançar com um processo de descentralização quando "era muito importante que tivesse sido dada a voz às freguesias que não se sentem confortáveis com a agregação".

O bloquista criticou ainda os socialistas por se terem "enredado a criar umas entidades atípicas", ao reforçar o poder das entidades supramunicipais "não eleitas democraticamente".
O PSD, pela voz de Emília Santos, mostrou receio pela extinção dos "Contratos Interadministrativos de Educação [criados pelo Governo PSD/CDS, em 2015]", com o plano de descentralização do Executivo PS. Mas Eduardo Cabrita assumiu que o Governo analisou "mais de uma centena de contratos" referidos. "Não queremos acabar com competências, queremos avaliá-las e ir mais à frente", argumentou o ministro.
Já o PCP alertou que "os processos de transferências de competências que temos tido no nosso pais não têm sido positivos".
"Até diria que a avaliação é bastante negativa. O que se tem verificado é uma transferência de encargos sem respetivos meios. Assim foi com escolas de primeiro ciclo, com os Contratos de Execução, em 2008, ou os Contratos Interadministrativos, do PSD, em 2015. Não é um bom exemplo", admitiu a comunista Paula Santos, que apelou a que as novas competências sejam acompanhadas por mais "receitas próprias" das autarquias e a participação "nas receitas do Estado".
"A descentralização não pode corresponder à desresponsabilização do Governo. Não pode por em causa as funções constitucionais do Estado. Não é admissível que passem a existir 308 políticas de educação ou saúde", explicou.
Do lado do CDS, Álvaro Castello Branco disse que "muitas das competências que [os socialistas] pretendem descentralizar nem foram discutidas" com as autarquias locais. "O Governo não lhes apresentou documentação do que está aqui a ser discutido", acusou o centrista.



Publicado por Tovi às 08:02
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Quinta-feira, 16 de Março de 2017
CGD foi utilizada, politicamente, para fazer fretes

Escreveu Rui Moreira no Facebook... com a frontalidade a que já nos habituou:

 

rui moreira.jpg  Caixa Geral de Depósitos
Disse-o no "Bloco Central" da TSF, repito-o agora, a CGD foi utilizada, politicamente, para fazer fretes.
Hoje digo mais, num cenário em que se irão encerrar balcões, promover despedimentos, reduzir o Banco de nós todos a uma caríssima irrelevância: a CGD é o condicionamento industrial do regime.
Creio que todos nós deveríamos ter direito a saber:
1/ quais foram as operações de crédito que resultaram em perdas e incumprimentos superiores a €10M.
2/ quem foram os beneficiários que fizeram "default".
3/ quem fez a avaliacão do risco de crédito.
4/ quais os relatórios técnicos de suporte.
Aos meus amigos, de direita e de esquerda, direi apenas, e respectivamente, que quero perceber de que forma estes critérios alteraram o princípio da sã concorrência que é a essência da economia de mercado, e quero combater o populismo que resultará de uma política de avestruz.
Sim, nós temos o direito de saber. Porque vamos pagar.
A existência de um banco público exige que ele esteja sujeito a escrutínio. O banco, quem o administra, quem avalia o risco na concessão de crédito, quem dele beneficia. E não me venham, por favor, invocar questões de sigílo. Afinal, qualquer contribuinte sujeita-se, hoje, a um severo escrutínio. Porque devemos, então, aceitar que quem não cumpre, e quem os ajudou, escape a idêntico escrutínio?
Se o fisco publica a lista dos incumpridores, não se entende que o mesmo não seja feito neste caso.



Publicado por Tovi às 08:37
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Domingo, 12 de Março de 2017
Predador sexual no Facebook

onlinepredatorshirt.jpgDurante toda a semana passada viveram-se momentos de ansiedade com o desaparecimento de uma adolescente de 13 anos, residente numa aldeia de Ponte de Lima, que terá apanhado o transporte escolar na manhã de 3 de Março para ir para as aulas, mas não aparecendo na escola, pois terá seguido num autocarro com destino a Braga. As buscas para encontrar a adolescente foram alargadas a Aveiro, distrito que foi identificado através do pedido de localização celular efetuado pela GNR de Viana do Castelo. Nesta última sexta-feira a Polícia Judiciária resgatava a jovem numa casa de Vagos e prendia um indivíduo de 24 anos com "um perfil típico de um predador sexual através da internet e das redes sociais", como disse Gil Carvalho, director da PJ de Braga, estando o detido já "identificado em meia dúzia" de outras situações análogas. Presente ao Tribunal de Viana do Castelo, para primeiro interrogatório judicial que se prolongou durante quase cinco horas, foi-lhe decretada prisão preventiva, como medida de coacção.

Mais do que nunca os pais e encarregados de educação deverão estar muito atentos à navegação dos filhos na Internet, aos “sites” a que eles acedem e às pessoas com quem comunicam nas redes sociais. E a escola deverá com insistência alertar os jovens para todos estes perigos, tendo em conta que a iliteracia de alguns pais não lhes dá a noção exacta desta realidade.



Publicado por Tovi às 09:21
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017
A quererem ganhar na secretaria

Eleiçoes 01.jpg

A notícia é de 23 Junho 2016... mas o excelente texto do Pedro Baptista é de agora, fresquinho que nem uma alface.

 

    Pedro Baptista no Facebook

O primeiro capítulo de um Embuste chamado Presidente do PS/Porto! Isto foi em Junho de 2016. O PS apresentou agora uma proposta de alteração que não altera abso...lutamente nada. Para a recolha de assinaturas a lista tem de ser apresentada completa, ou seja sem alteração da lei. A alteração-farsa é que um terço dos seus titulares da lista podem ser alterados posteriormente. Um embuste para os cidadãos, num embuste do PS às candidaturas independentes, que os partidos que estão no parlamento querem impedir de concorrer em condições de igualdade. Sim, eles já perceberam que só com recurso a golpes sujos e a truques de ditadura se podem aguentar nos lugares onde os cidadãos não os querem mais...

 

   JN em 23Jun2016

Presidente do PS/Porto assegura que legislação será revista antes das autárquicas de 2017. Revisão é uma reivindicação dos autarcas independentes.
O PS vai apresentar uma proposta de revisão da lei eleitoral dos órgãos das autarquias locais até ao final do ano, no sentido de "facilitar a burocracia" às candidaturas dos movimentos de cidadãos independentes já em 2017. Essa alteração é uma reivindicação dos autarcas independentes e pode condicionar a recandidatura de Rui Moreira à Câmara Municipal do Porto, como avançou o JN.
A garantia de que existirá uma proposta por parte dos socialistas foi dada esta quarta-feira, ao JN, por Manuel Pizarro, presidente da Federação Distrital do PS/Porto. "A alteração da lei é um teste à seriedade dos partidos políticos que dizem defender a participação dos cidadãos independentes na vida política. Não alterar a lei seria um dramático sinal de hipocrisia. O PS será o primeiro partido a fazer questão de promover a alteração daquilo que é uma precisão legal", assegura o ex-dirigente socialista e vereador no Executivo camarário do Porto.



Publicado por Tovi às 08:30
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