"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 17 de Novembro de 2015
Medo e Islamofobia

Refugiados sírios aa.jpg

(Mais de 4,2 milhões de sírios foram forçados a fugirem do seu país e a tornarem-se refugiados – Foto de Alkis Konstantinidis / Reuters)

Era inevitável que entre uma grande parte dos europeus, após os actos terroristas praticados por jihadistas do Estado Islâmico na capital francesa, que custaram a vida a 129 cidadãos e mais de três centenas de feridos (último balanço das carnificinas do passado dia 13), o medo e a islamofobia se revelassem perante o contínuo afluxo de refugiados sírios às costas da Grécia e da Itália, principalmente quando foi publicamente noticiado o aparecimento de um passaporte sírio junto de um dos corpos de um suposto terrorista abatido durante os incidentes em Paris. Mas apesar de ser de alguma forma compreensível este medo e esta islamofobia, não nos podemos esquecer que isto só vem favorecer os jihadistas e a sua forma de criarem o terror entre aqueles que consideram os seus inimigos. Há que estarmos calmos… atentos, mas calmos, e lembrar-nos que todos os refugiados vindos da Síria estão também a fugir das atrocidades desta malta do autoproclamado Estado Islâmico.

 

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«Jose Pinto Pais» >> A unica duvida é que controle é feito...

«Andreia Ribeiro» >> Há quem ache que há racas perigosas!!! Um absurdo.... no entanto deverá haver revisões legais e planificar bem socialmente o menor impacto social porque aí sim... Será uma luta de racas e não de fanáticos mas racistas.. Haja bom senso e prevenção ... Coisa que os países Europeus também descuram e fazem guetos.. Venham... Mas tudo para ali!! E de vez em quando a jaula abre-se!!!! E ups!!! Se aceitam, se recebem, saibam fazê-lo. Ou o princípio da causa transforma se rapidamente no seu oposto



Publicado por Tovi às 07:53
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Sábado, 29 de Agosto de 2015
Refugiados e Migrantes no Mediterrâneo

Crianças a morrer no Mediterrâneo Ago2015.jpg

[Esta imagem foi publicada no jornal britânico “Mirror” com o seguinte comentário: Corpo sem vida de uma criança é puxado do mar hoje após a última tragédia com barco de migrante no Mediterrâneo. O menino foi uma das três pessoas que morreram afogadas quando um barco de pesca embalado bateu nas rochas quando chegavam à ilha grega de Rodes.]

Ainda deve estar na memória dos que já têm mais de meio século de vida, como é o meu caso, o que foi a chegada a Portugal daqueles que ficaram para a história como “os Retornados”. Uns, aqueles a quem a vida tinha sorrido nas colónias, refizeram rapidamente a sua vida e muitos deles com um empreendedorismo louvável e que não era vulgar cá pelo rectângulo, mas muitos outros, para quem a “árvore das patacas africana” foi madrasta, andaram por hotéis e pensões a comer o pão que o diabo amassou durante muito mais tempo do que era admissível. E numa altura em que já se fala na necessidade de recebermos no nosso território nacional alguns dos “migrantes do Mediterrâneo”, dou comigo a pensar que aqueles que agora estão a chegar às praias de Itália e da Grécia são aqueles que AINDA têm uns dinheiritos para pagar aos traficantes que os colocam em barcos sem as mínimas condições de segurança para atravessar o Mediterrâneo. E os outros?... Aqueles a quem a vida não permitiu amealhar uns milhares de euros?... Esses morrem todos os dias às mãos dos loucos da guerra. É tempo de acabarmos com esta merda!... (desculpem-me a brejeirice)

 

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«Jose Bandeira» >> Como sempre, a hipocrisia da política externa da "comunidade internacional": apelam à solidariedade dos governos enquanto vão ganhando uns cobres a vender armas a todos os lados, assegurando um afluxo de mão de obra barata e pouco exigente, etc. Realmente dá vontade de despejar todo o léxico vernáculo em cima desta canalha.

«Fausto Santos» >> Este é um momento de orgia para os vendedores de armas e sacos para cadáveres, e para os algozes traficantes.

«Diogo Quental» >> Antes das guerras civis já o problema existia. E quando se resolver a guerra civil o problema continuará a existir. A pobreza extrema ao lado de um continente que tem tudo não é aceitável. É preciso ver a causa e a consequência. A guerra civil pode resolver-se com intervenção militar, mas o desastre humanitário não se resolverá desse modo.

«Jose Bandeira» >> Amigo David Ribeiro, quando recebi o seu post e fui confrontado pela primeira vez com as fotografias fiquei incapaz de reagir. Entretanto, como sempre, vamos recuperando dos choques pela repetição das notícias, pelo que já consigo participar. Uma imagem vale mais que mil palavras. E este é um desses exemplos. Para ser ainda mais incisivo, imaginemos que aquele corpo pertencia a uma das nossas netas! Um calafrio perpassa pela minha espinha só ao aventar essa possibilidade. Mas todos os dias, a cada hora, a cada minuto, crianças e adultos perecem por acção (repito: acção) de todos os governos com assento na ONU escutando os discursos do Sr. Ban Ki-Moon. Não é só Portugal que é governado por marionetas de um poder maior que considera os cidadãos como meras peças de um jogo de conquista de poder. Por isso, a tarefa que a humanidade tem pela frente de afastar esses abutres e assumir as rédeas do seu destino é ciclópica. Mas tudo tem um princípio e um fim. É preciso começar por algum lado e eu sou dos que acreditam que a mudança começa em nós mesmos. Creio que o mesmo sentimento o anima, pelo que não me espantou que nos tenhamos encontrado no Nós, Cidadãos!

«David Ribeiro» >> Sem dúvida, caro amigo José Bandeira... Eu também não quero que os meus netos venham um dia a dizer que a geração do avô não soube ou não quis acabar com os governos de marionetes.



Publicado por Tovi às 13:45
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Terça-feira, 28 de Julho de 2015
E a Grécia ali tão perto

Imigração ilegal no Mediterrâneo Jul2015 a.jpg

A tragédia continua… mas agora cá pela Europa só se fala de como e quantos euros se vão injectar na República Helénica, fingindo que não imaginamos como poderá vir a ser grave o eventual afastamento dos gregos das estratégias geopolíticas europeias. É que não sei se sabem mas a Grécia é mesmo ali no Mediterrâneo.

 

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«Fausto Santos» >> E ao de leve quase de forma envergonhada, no muro de 175 kms que está ser construído na Hyungria ao arrepio de todos os valores civilizacionais pelo menos decorrentes dos so called Eurepean Values. Nem uma palavra. Estamos a arriscar um desfecho que não serve a ninguém, a atitude de reagir em detrimento de agir tem sempre custos elevados. É um verdadeiro caos e soluções reais e concrectas, nenhuma.



Publicado por Tovi às 10:39
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2015
Grécia - o dia seguinte

Grécia referendo dia seguinta a.jpg

Assim de repente não me lembro de nenhum político português que tivesse tido uma atitude parecida com esta.

 

 O que escreveu Varoufakis no seu blog
“Pouco depois de serem anunciados os resultados do referendo, fui informado de uma certa preferência de alguns participantes do Eurogrupo, e de vários parceiros, pela minha ‘ausência’ das reuniões. Uma ideia que o primeiro-ministro considerou ser potencialmente útil para que conseguisse chegar a um acordo. Por este motivo deixo o Ministério das Finanças hoje”.




Domingo, 5 de Julho de 2015
Grécia - «Nai» ou «Oxi»

Grécia oxi nai 5Jul2015.jpg

O futuro da Europa joga-se hoje no referendo em que os gregos são chamados a dizerem se querem ou não aceitar mais austeridade em troca da ajuda internacional. As últimas duas sondagens sobre o sentido de voto dos gregos davam uma delas 44,8% ao “sim” e 43,4% ao “não” e a outra 43% para o “não” e 42,5% para o “sim”. Os resultados oficiais deverão ser conhecidos por volta das 21h00 na Grécia (19h00 em Lisboa), mas é provável que as televisões avancem com projecções logo depois das 17h00 portuguesas, hora do fecho das urnas.

 16h48 - Bruxelas

Membros da comissão europeia estimam que o «Não» (Oxi) consiga ficar à frente com uma diferença entre 8 a 10 pontos percentuais.

 17h00 – Primeiras projecções

Sim (Nai): 46% - Não (Oxi): 49%

 17h06 – Outra projecção

Sim (Nai): 48,5% - Não (Oxi): 51,5%

 17h17 – Resultado provável

Sim (Nai): entre 46,5 e 50,5% - Não (Oxi): entre 49,5 e 53,5%

 17h47 - Vai vencer o «Oxi»...

...a manter-se a tendência das primeiras projecções. Mas a todos aqueles que já festejam de forma estonteante esta vitória recomendo que se recordem das palavras de Plutarco, historiador e filósofo grego nascido em 45 d.C. e falecido em 120 d.C.: “Uma alegria tumultuosa anuncia uma felicidade medíocre e breve”. E eu, que nem sou grego nem filósofo, só espero que nos próximos dias não haja uma tentativa de estrangular financeiramente a Grécia, pois isso seria um erro catastrófico para a Europa.

 18h00 – Últimas notícias

Os negociadores gregos já estão a fazer as suas malas para voltarem de novo a Bruxelas. Merkel já agendou uma reunião com Hollande para segunda-feira à tarde.

 19h16 – Resultados parciais (37,23% de votos apurados)

Sim (Nai): 38,95% - Não (Oxi): 61,05%

 20h28 – Resultados parciais (62,32% de votos apurados)

Sim (Nai): 38,67% - Não (Oxi): 61,33%

 21h15 - Ainda há votos para contar na Grécia...
...mas já não restam dúvidas que podemos desde já exigir ao novo Primeiro-Ministro que sair das próximas Legislativas em Portugal, seja ele Passos Coelho ou António Costa, a apresentação aos portugueses de um plano de reestruturação da nossa dívida que deverão negociar com os nossos credores, a exemplo do que vai fazer o governo helénico. Se não o fizerem durante a campanha eleitoral que se avizinha, passam a ser uns traidores à Pátria.

 Resultados Finais

Não (Oxi): 61,31%

Sim (Nai): 38,69%

Votos registados: 6.161.140 (62,5%)

Votos nulos e brancos: 5,80%



Publicado por Tovi às 08:35
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2015
Calma!... O céu ainda não caiu sobre a Grécia

Público 1Jul2015.jpg

Oh pá!... Tsipras e Varoufakis estão a provar-nos que não são tansos e que até são capazes de levar a água ao seu moinho nesta “guerra” entre os credores e os gregos. Ainda vamos ver o referendo a ser mandado às urtigas e mais uns dias lá teremos todos numa ilha grega a assinar um novo memorando de entendimento.

Vendo friamente o que se tem passado nos últimos dias e tentando não ser influenciado por eventuais simpatias minhas por quem queira mudar o estado a que esta Europa chegou, o mais provável é que seja dada ao governo de Tsipras uma tábua de salvação, mesmo sem o acordo de todos os credores internacionais da Grécia, isto para evitar um descalabro financeiro na União Europeia de consequências completamente imprevistas. A aposta do governo grego num referendo parece-me ter sido uma clara forma dos senhores do Syriza poderem num futuro próximo “justificar” a inevitável não aplicação das políticas anti-austeridade anunciadas, bem como a necessidade de não abandonarem a zona euro. Os próximos dias dirão se tenho ou não razão.

O que dizem estar o governo grego disposto a aceitar num acordo com os credores: Todas as alterações ao IVA propostas pelos credores, exigindo apenas a manutenção do desconto especial de 30% nas taxas aplicadas às ilhas gregas; A nível das pensões só entrar em vigor em Outubro a subida da idade da reforma para os 67 anos; Atribuição de um "subsídio de solidariedade" para os pensionistas mais pobres; Legislação no outono da reforma laboral; Redução da despesa no sector militar em 200 milhões de euros em 2016 e em 400 milhões no ano seguinte.

Alex Tsipras falou aos gregos esta tarde… e aqui fica o que de mais importante disse ao apelar ao voto no «óxi»: “É inaceitável que numa Europa de solidariedade e respeito mútuo existam imagens destas, com filas junto a bancos”; “As sirenes da desgraça são fortíssimas. O povo está a ser chantageado para dizer sim a tudo”; “O Governo vai permanecer na mesa das negociações até ao fim para conseguir melhores condições para a Grécia”; “Os que dizem que o governo tem um plano secreto para tirar o país da zona do euro mentem”; “Eu nunca esperei que uma Europa democrática não desse tempo, nem espaço para um referendo. A democracia tem que ser respeitada, a vontade dos povos dentro da União Europeia tem que ser respeitada”; “Agradeço de coração a vossa calma nestes momentos difíceis. Esta situação não vai arrastar-se e os depósitos não serão perdidos. Assumo pessoalmente a responsabilidade de encontrar uma solução imediata e peço que todos digam não aos memorandos que destroem a Europa”.



Publicado por Tovi às 09:47
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Sábado, 27 de Junho de 2015
Grécia vai referendar o acordo de resgate

Grécia e Eurogrupo 27Jun2015 a.jpg

 Aos senhores do Eurogrupo não lhes cabe um feijão no cu



Publicado por Tovi às 16:07
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2015
Estão "condenados" a entenderem-se

Alemanha Grécia exige pagamento de dívida de

Segundo se lê na imprensa internacional a Grécia tem dinheiro suficiente para pagar as pensões e os salários deste mês de Junho, mas faltam-lhes 1,5 mil milhões de euros para pagar um empréstimo do FMI. Mas o mais grave é que os bancos gregos já não aguentam mais a “sangria” que os seus clientes estão a provocar – só na semana passada foram levantados dos bancos 6 mil milhões de euros, elevando para 30 mil milhões de euros o total desde Dezembro – e necessitam urgentemente de empréstimos de emergência do Banco Central Europeu. É por isso que tudo me leva a acreditar estarem todos “condenados” a entenderem-se.



Publicado por Tovi às 21:12
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2015
Não há acordo da Grécia com o Eurogrupo

2015-06-18-Varoufakis-Lagarde.jpg

Se a Grécia não chegar a acordo com os seus credores muita gente preconiza a saída dos helénicos do grupo do euro, o que inevitavelmente provocará um grande abanão noutros países e Portugal não sairá disto nada bem, apesar dos cofres cheios apregoados por Maria Luís Albuquerque. Mas eu ainda acredito num acordo de última hora e as declarações de Christine Lagarde dão a entender que a ninguém interessa este impasse. E quando ninguém quer uma rotura, todos estão condenados a entenderem-se, com mais ou menos cedências de parte a parte.



Publicado por Tovi às 23:07
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015
O Syriza e a Esquerda Portuguesa

Euro a.jpg

A grande diferença entre o Syriza e a esquerda portuguesa, incluindo o Partido Socialista, é que a esquerda radical grega vence eleições, consegue rapidamente formar um governo de coligação, faz sentar à mesa de negociações todos os ministros das finanças europeus e vai hoje apresentar aos seus credores um plano de reformas estruturais para a Grécia. Iremos ver o que isto tudo dará, mas parece-me que quer os Helénicos quer o Eurogrupo estão “condenados” a entenderem-se, ou o futuro do Euro estará altamente comprometido. Como sempre cá pelo “rectângulo” andamos preocupados com o cachecol Burberry de Yanis Varoufakis e outros tiques da esquerda caviar grega, como se isso fosse o mal da Europa e o motivo principal da crise dos países europeus do sul. Com eleições legislativas num horizonte próximo parece-me ser já tempo de os diferentes partidos portugueses apresentarem aos eleitores os seus manifestos políticos, mas está cá a parecer-me que mais uma vez vão dizer “nada” e pedir-nos novamente um cheque em branco. Para este peditório já dei… e já não me sobram mais moedas para fazer caridade.




Domingo, 22 de Fevereiro de 2015
Silva Peneda

Silva Peneda JN 22Fev2015.jpg

Ora aqui está alguém que os sociais-democratas portugueses têm “mandado para canto” e que me parece ter sempre um visão clara e lúcida dos aspectos essenciais da política nacional e europeia. Não me repugnava nada, antes pelo contrário, que Silva Peneda protagonizasse uma candidatura ganhadora nas próximas eleições para Presidente da República.

 

  JN de hoje

O presidente do Conselho Económico e Social, social-democrata que em maio assume a função de conselheiro do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, não gostou da forma como o Governo português, chefiado pelo seu partido, se posicionou face à Grécia, nas negociações com o Eurogrupo. Considera que "foi errado fazer uma declaração ostensiva contra os interesses" daquele país e critica também o Executivo por não ter contrariado o programa da troika, "feito à bruta".



Publicado por Tovi às 08:50
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015
A Europa entende-se com a Grécia

Grécia e Eurogrupo 20Fev2015.jpg

 Sempre me pareceu que estavam todos "condenados" a entenderem-se.

 

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«Joaquim Leal» >> Aposto o que quiserem que o Eurogrupo não ficou a perder.

«Jose Bandeira» >> É tudo uma questão de bluf

«Joaquim Leal» >> "Grécia terá empréstimo de quatro meses. Canal grego avança que, além da Alemanha, os dois países mais complicados de convencer terão sido Portugal e Espanha. Diz mesmo que os países ibéricos tentaram bloquear um eventual acordo." (fonte: rádio Renascença)

«Jorge Veiga» >> É só bailinho da Madeira para turistas: " Ai bate o pé, bate o pé..."!!!!!



Publicado por Tovi às 20:06
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015
Grécia e Eurogrupo

Grécia e Eurogrupo Fev2015.jpg

Estou tentado a apostar singelo contra dobrado que até ao final desta semana se chega a um acordo. Não acredito que Bruxelas arrisque a que a Grécia saia da "Europa do Euro" e provoque com isso uma crise que poderá acabar com o sonho de uma moeda única. Os PIGS (forma indecorosa como os ricos europeus nos tratam) ainda têm força nesta Europa, mesmo que alguns, como o nosso Primeiro-Ministro, continuem a ser uns "lambe botas" da Fräulein Merkel.



Publicado por Tovi às 14:02
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015
Reestruturar as dívidas

Deus Zefiro

Diz a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) que o nosso calote era no final do ano passado de 218 mil milhões de euros. Se cada um dos portugueses tivesse disponibilidade financeira para se chegar á frente de imediato com um pouco mais de vinte mil euros, a coisa estava feita e não tínhamos que estar à espera do que os gregos venham a conseguir como reestruturação da dívida. É que se não forem os helénicos a lutarem por quem deve mais do que aquilo que tem e consegue produzir, não deveremos ser nós que iremos “bater o pé” à Europa.
Que o deus Zephyros - o deus dos ventos suaves, o anunciador da primavera, um deus benéfico - continue a iluminar e a proteger Alexis Tsipiras e Yanis Varoufakis.



Publicado por Tovi às 18:17
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Domingo, 25 de Janeiro de 2015
Syriza vence as Eleições Gregas

Grécia SYRIZA Tsipras a.jpg

Neste momento ainda não há a certeza se Alexis Tsipras, líder da Coligação de Esquerda Radical (SYRIZA), consegue ou não uma maioria absoluta no novo Parlamento grego, mas a vitória é histórica e já se diz que é o “início da Primavera Europeia”.

 

  Comentários no Facebook

«Joaquim Leal» >> Para ser sincero não acredito muito amigo de estima David Ribeiro. Gostei desta resposta do povo grego mas agradeço sobretudo aos socialistas, psd's e cds's equiparados pela boa merda que têm andado a fazer na europa nos últimos anos. Esquecem as pessoas em favor da finança. Temo que a Grécia poderá mesmo tornar-se numa futura Argentina ou Venezuela. Mas vou aguardar para ver...

«David Ribeiro» >> Nããããã... A Europa vai-se adaptar à nova realidade, o que não quer dizer que tudo passe a ser maravilhas lá pela Grécia. E já agora: Interessante de ver como os socialistas portugueses já renegam os seus “compagnons de route” do PASOK.

«Joaquim Leal» >> Pois, estava mesmo agora a comentar isso numa página de amigo. Fantástico como os socialistas nacionais festejam quando partilham das mesmas ideias do principal coveiro do povo helénico.

«Jorge Veiga» >> Por acaso também comentei isso com a minha Lena. Mas não foi só o PS... A esquerda de cá está muito contente com a ultra (?) Esquerda de lá...

«Joaquim Leal» >> Agora que venham eleições em Espanha para saber se vão apoiar o psoe ou o - permitam-me... "phodemos".

«Jorge Veiga» >> Depende de quem estiver à frente nas sondagens Joaquim Leal... hehe

«Joaquim Leal» >> O balão eleitoral socialista tuga anda a esvaziar-se. A sorte deles é que ninguém já pode ver o Passos e o Portas á frente. Vão ganhar as eleições "rés vés, campo de Ourique", fazendo uso de uma expressão da mourama. Depois aliam-se a quem?... e se o resultado fôr parecido com o do Seguro correm com o Costa?...

«José Costa Pinto» >> Muito interessante tudo isto. E os comentários também. Esta coisa do Syriza é um borrão de Rorschach.

«Pedro Simões» >> Neste momento esta o Hollande a ligar ao Tsipras a dar-lhe os parabens e a dizer-lhe que esqueça o apoio da França para perdoes de divida, pois tem a extrema direita à perna... e que se nao for ele a vetar, vao ser os finlandeses, os holandeses, os austriacos. O Reino Unido esta a ligar a Merkel e ao Hollande a dizer que nao vao apoiar rebaldarias... O SPD alemao (esquerda da coligacao com a Merkel) vira a publico dizer que nao alinha... Onde O Siryza pode marcar a diferenca é na politica interna. No resto, arrisca-se a ter bem menos espaço de manobra que o seu antecessor... Porque nestas coisas a imagem interna conta, e sera impossivel aos outros paises do euro darem borlas a quem veio dizer que nao vai pagar... Por outras palavras, se o Siryza conseguir o que pede, a seguir estamos nos a exigir, mas nas eleicoes seguintes os eurocepticos e extrema direita varrem a maior parte da Europa, e acaba-se o Euro e a UE num instante. E no dia seguinte temos mais meio milhao de retornados a porta... E uma queda no PIB de meter medo, pois regressaremos à nossa condicao periferica. Cuidado com o que se deseja. Eu nao conheco nenhum povo que aceite grandes subidas de impostos para transferir para outros. A Madeira esta na situacao da Grecia (embora um pouco menos dramatica), e nao vejo ca ninguem disposto a perdoar-lhes as dividas, e sao portugueses como todos os outros. Nao temos solidariedade para os nossos e achamos que os outros vao te-la connosco? De forma massiva?

«David Ribeiro» >> “Esta coisa do Syriza é um borrão de Rorschach” – Interessante analogia entre o partido vencedor das eleições gregas e o Teste de Rorschach, caro José Costa Pinto. Quando não sabemos muito bem o que a coisa é, projectamos aspectos da nossa personalidade.



Publicado por Tovi às 21:38
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