"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 11 de Julho de 2017
Mossul libertada

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O domínio do autoproclamado Estado Islâmico sobre a cidade iraquiana de Mossul acabou, após uma luta intensa iniciada em outubro do ano passado pelas tropas regulares iraquianas, apoiadas por milícias e pelo exército curdo, contra os jihadista Daesh que ocupavam várias áreas do norte do Iraque desde o verão de 2014.



Publicado por Tovi às 08:23
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Terça-feira, 25 de Abril de 2017
Tensão na Península Coreana

“Cão que ladra não morde”, é o que se diz… mas também é verdade que “cuidados e caldos de galinha, nunca fizeram mal a ninguém”.

 

  Expresso online - 24Abr2017 às 12h15

Coreia do Norte ameaça “varrer a América da face da Terra”

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Um site oficial norte-coreano advertiu os Estados Unidos de que serão "varridos da face da Terra" se desencadearem uma guerra na península, no último episódio da troca de ameaças que alimenta as tensões na região. No sábado, o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, anunciou que o porta-aviões Carl Vinson chega "dentro de alguns dias" ao mar do Japão, quando são insistentes os rumores sobre um possível sexto ensaio nuclear norte-coreano. (…/…) Numa série de editoriais, o jornal Rodong Sinmun, porta-voz do partido único no poder, explica que as forças norte-coreanas não estão impressionadas com a chegada iminente do porta-aviões norte-americano que constitui "uma chantagem militar sem disfarces". As forças norte-coreanas estão prontas para "afundar o porta-aviões nuclear norte-americano com um único ataque", escreveu o jornal no domingo. O site de propaganda Uriminzokkiri considera que o envio do Carl Vinson é uma declaração de guerra. "É a prova de que uma invasão da Coreia do Norte fica mais próxima todos os dias", referiu. (…/…) Em caso de ataque à Coreia do Norte, "o mundo verá como os porta-aviões inconscientes de Washington são reduzidos a pedaços de aço e naufragam e como um país chamado América é varrido da face da Terra", adianta.



Publicado por Tovi às 08:46
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Sexta-feira, 14 de Abril de 2017
A mãe de todas as bombas

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Não há dúvida que a guerra no Afeganistão está difícil e para durar. Mais de quinze anos depois dos EUA terem invadido aquele país - 7 de Outubro de 2001 – os americanos continuam a bombardeá-lo e agora até com a GBU-43 / MOAB (Massive Ordenance Air Blast), a mais potente e mortífera arma não nuclear, com o peso de 9,5 toneladas, das quais 8.165 quilos são de tritonal (uma mistura de TNT e pó de alumino) e que consegue uma explosão com um diâmetro de 1,4 quilómetros.
Será tudo isto unicamente mais uma “Trumpalhada” procurando obscuros resultados políticos?... Ainda estamos no princípio da administração Donald Trump, mas já temos muita coisa para reflectir.




Sexta-feira, 7 de Abril de 2017
A coisa está a ficar quente... está quase a escaldar

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Olha que dois: Donald Trump e Bashar al Assad. Venha o diabo e escolha.

As minhas fontes no Kremlin (sim... eu tenho amigos bem colocados em Moscovo) são da opinião que com este ataque à base aérea de Shayrat, executado com cerca de 50 mísseis Tomahawk a partir de navios operando no Mar Mediterrâneo, o presidente americano Donald Trump apoiou de facto o Daesh, pois era daqui que saiam as missões contra os terroristas.

 

  Base aérea de Shayrat na Síria

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Declaração do Estado-Maior das Forças Armadas da Síria: "Foi levada a cabo uma agressão contra uma das nossas bases militares. O ataque de mísseis provocou a morte de seis pessoas, outras foram feridas, foi causado um dano material significativo".

 

  Ataque de mísseis Tomahawk norte-americanos

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Os Estados Unidos lançaram pelo menos 59 mísseis de cruzeiro na noite desta quinta-feira contra um aeródromo sírio próximo da cidade de Homs. O ataque foi uma resposta de Trump às denúncias de uso de armas químicas pelo governo sírio, responsável pela morte de 100 pessoas na terça-feira.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - EUA, depois dos seus terroristas derrotados, segue o caminho da guerra. É o que vamos ter, não tarda, em que dimensão veremos, mas é fácil desencadear a guerra, difícil é controlar-lhe a dimensão... EUA não se conformam com marginalização na Síria, depois da derrota dos terroristas por si manipulados, e insistem em ocupar território... Põem também mais uma vez em causa a paz mundial. Não é a nova política de Trump: é a política de sempre dos EUA...

«Jorge De Freitas Monteiro» - Trump, o suposto ditador que por entre decisões judiciais desfavoráveis, oposição da administração, da Câmara dos Representantes e do Senado e a sua própria incompetência, mal consegue governar, lançou um ataque de algumas dezenas de mísseis sobre um aeródromo militar. Confirmação de que é um irresponsável e um perigo para a paz? Não. O ataque foi o "bom" ataque: já tinha sido sugerido pela Clinton e recebeu o apoio entusiástico dos falcões do establishment americano, Republicanos e Democratas sem distinção. Ao mesmo tempo caem pela base as teses conspiracionistas de que seria uma marioneta do Putin e um amigalhaço do Assad. Tudo isto a ler em conjunto com o afastamento da bête noire dos liberais, Bannon, do Conselho Nacional de Segurança e com os rumores do seu afastamento da Casa Branca nos próximos dias. Bannon e o seu grupo opõem-se desde sempre ao intervencionismo militar neo conservador. Falta agora abandonar também a agenda anti globalização para se realizar a normalização defendida pelo Wall Street Journal num artigo publicado há algumas semanas: Trump poderia ter uma presidência tranquila se se deixasse de originalidades e se se apoiasse no mainstream do Partido Republicano. Entretanto os trumpistas de primeira hora, os true belivers, condenam violentamente o ataque e sentem-se traídos; a esquerda americana ou apoia ou fica calada, como calada ficou durante oito anos em relação aos milhares de bombardeamentos por drones, muitas vezes em zonas urbanas, ordenados pelo Obama. Na Europa pela primeira vez há um apoio generalizado dos governos e da UE ao Trump, salvo da esquerda bem pensante que, depois de ter berrado que vem aí o lobo fascista e de ter ignorado os drones do Obama, continua a não perceber nada do que se passa. Para animar o fim de tarde mais um atentado low cost, desta vez em Estocolmo. Vivemos tempos interessantes. O que, segundo um provérbio chinês, é uma maldição.

«Maria Helena Guimarães» - estamos aqui estamos em guerra nuclear. o Trump é um estafermo

«Ricardo Castro Ribeiro» - Isto é tudo treta. É tudo para disfarçar as "ligações perigosas" à Rússia. Assim ninguém fala disso

«David Ribeiro» - Não sei porquê isto faz-me recordar o que foi a procura das inexistentes armas de destruição maciça no Iraque.

«Ricardo Castro Ribeiro» - Ora agora disseste tudo David. Isto para mim é combinado com o Putin (e com o Hassad) para acabar com a investigação que está em curso. Não entendo é porque não há um só jornalista que coloque essa possibilidade. E falta saber quem bombardeou com o tal de gaz ...

«Jota Caeiro» - não faz sentido numa guerra aberta, numa 'guerra total' como esta da Síria, que a morte de umas poucas dezenas de civis originem uma tal confusão. ninguém nunca poderá saber se o gás venenoso não foi lançado por um tomawank.ao Trump não bastaria parecê-lo, não soubessemos nós quem é o filho da puta!

«Ricardo Castro Ribeiro» - Para mim é algo meticulosamente estudado para encobrimento dos acordos e ligações. Agora se foi um aproveitamento de situação ou uma trama totalmente realizada por ele não sei nem nunca se vai saber.

«David Ribeiro» - Há informações mais ou menos fidedignas que garantem ter o Daesh e a Frente al-Nusra atacado as posições do exército sírio na rodovia Homs-Furklus-Palmira logo depois do ataque aéreo dos EUA à base de Shayrat. Será coincidência?... ou afinal os rebeldes ainda mexem?… e ainda não se sabe muito bem quem ajuda quem nesta guerra da Síria e quanto tempo ainda irá durar.

«Jose Bandeira»Durará, na Síria ou noutro local qualquer, enquanto as fábricas de armamento estiverem a produzir. Não creio que neste momento seja o petróleo a principal motivação: a cotação do crude demonstra-o.



Publicado por Tovi às 09:01
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Sábado, 31 de Dezembro de 2016
As Guerras de 2016

Este ano que agora acaba foi fértil em conflitos armados, sendo os do Médio Oriente e da Ásia aqueles que directamente ou indirectamente mais afectaram a “nossa” Europa.

Ora vejamos:

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SÍRIA - As forças governamentais sírias desde o início deste ano de 2016 que avançaram de forma determinada contra os “rebeldes” acantonados em Aleppo e Palmira, a pérola do deserto sírio, região tomada desde 2014 pelo Daesh e Frente al-Nusra. O exército sírio anunciou em Maio a libertação oficial de Palmira, mas as forças do Daesh conseguiram mais uma vez entrar na cidade e ocuparam alguns bairros e a parte histórica da cidade. Ainda hoje se combate na zona. Ontem, 29 de Dezembro, o governo de Bashar al-Assad e a oposição síria concluíram um acordo de cessar-fogo mostrando-se dispostos a iniciar negociações de paz. A situação em Aleppo, capturada pelos rebeldes em 2012, agravou-se no fim no ano em curso. Entretanto, graças a uma ofensiva intensa das tropas governamentais sírias e ao apoio da Força Aérea russa, depois de três meses de combates violentos a cidade foi libertada. Segundo os últimos dados, da cidade já foram evacuadas mais de 37 mil pessoas.

IRAQUE - O Iraque iniciou o ano de 2016 dominado pelo terrorismo. Execuções públicas de civis pelo Daesh e ataques suicidas nas ruas de cidades iraquianas era uma coisa habitual. Mais de 90 mil quilómetros quadrados do território iraquiano estava sob o controle do Daesh. Em Fevereiro, o primeiro-ministro do Iraque, Haider Al-Abadi, declarou que o exército iraquiano iria fazer os possíveis para que 2016 fosse o último ano do Daesh no país. É evidente que a luta contra o terrorismo no Iraque ainda está longe do fim, mas as tropas governamentais e milícias curdas conseguiram avanços significativos durante o ano. No fim de Junho foi libertada a cidade de Fallujah, que fica a 53 km a oeste de Bagdad e que era controlada pelo Daesh desde 2014. A principal operação realizada no Iraque neste ano é a libertação da cidade de Mossul, tomada pelo Daesh em 2014. A ofensiva foi iniciada em 16 de Outubro. O maior obstáculo à libertação da cidade é o facto de que o Daesh usa os residentes de Mossul como escudo humano. Já passaram mais de dois meses desde o início da operação e as forças iraquianas já controlam a maior parte da cidade. Em recentes declarações o ministro das Relações Exteriores iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari, disse que o Iraque não tem pressa de libertar Mossul porque o seu objectivo não é somente expulsar os terroristas da cidade, mas salvar as vidas dos civis, que podem sofrer durante a intensa ofensiva. O primeiro-ministro iraquiano prometeu que o Iraque derrotará o Daesh nos próximos três meses.

IÉMEN - O Iémen já há dois anos que está dominado pelo conflito entre rebeldes-houthis do movimento xiita Ansar Allah e parte do exército leal ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, de um lado, e as forças governamentais e milícia leal ao presidente iemenita Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, de outro. O governo recebe apoio aéreo da coligação liderada pela Arábia Saudita. Em resposta a isto, os houthis têm intensificado os combates nas várias regiões do reino. O ano de 2016 começou para o Iémen com o fim do cessar-fogo. Em Fevereiro, a ONU disse que no país existe uma situação de catástrofe humanitária, que se agravou pelo facto de as partes beligerantes criarem obstáculos ao fornecimento de ajuda humanitária para a população civil do país. Ao mesmo tempo, foram prolongadas as sanções internacionais contra os líderes de partes que se enfrentam no país, inclusive o embargo de armas. Em Março soube-se do início das negociações secretas entre houthis e representantes sauditas. Um novo cessar-fogo foi acordado a 11 de Abril. Entretanto, as tréguas no Iémen não duram muito porque as partes as violam constantemente e recomeçaram as hostilidades. A ONU declarou repetidamente que as forças da coligação liderada pela Arábia Saudita são responsáveis pela maioria dos casos de morte de civis em resultado de ataques aéreos. Em Junho, as partes beligerantes realizaram a maior troca de prisioneiros. Em Outubro, um ataque aéreo contra um edifício em Sanaa, onde se realizava uma cerimónia fúnebre, teve grande ressonância internacional. Em resultado do ataque foram mortas mais de 200 pessoas, cerca de 500 ficaram feridas. Mais uma tentativa de cessar-fogo foi anunciada em Novembro, mas fracassou três dias depois. No fim deste mês de Dezembro, as autoridades iemenitas concordaram com o plano de paz proposto pela ONU. Segundo este plano, os houthis devem abandonar as posições tomadas e deixar as armas, após o que o processo político pode iniciar-se.

AFEGANISTÃO - O ano de 2016, como sempre, foi marcado no Afeganistão por uma série de atentados organizados pelo grupo radical Talibã. O grupo terrorista Daesh espalhou-se para os países da Ásia Central, embora a sua influência não tivesse atingido um nível que criasse uma ameaça real. As forças de segurança do Afeganistão começaram uma luta independente contra os talibãs e militantes do Daesh. Os confrontos continuaram por todo o ano. Entretanto, as autoridades afegãs fizeram tentativas de regularizar o conflito por meio de negociações. Em Abril tornou-se público que se iniciaram negociações entre talibãs e autoridades afegãs, mas que ainda não levaram a quaisquer resultados. Ao mesmo tempo, foi morto o líder do Talibã Akhtar Mansour, o seu lugar passou a ser ocupado por Mullah Haibatullah Akhunzada. Em Julho, um grande atentado sacudiu a capital afegã, atingindo uma manifestação pacífica contra um projecto de linhas eléctricas, tendo morrido mais de 80 pessoas. O Daesh assumiu a responsabilidade. O grupo terrorista também conseguiu lançar uma grande ofensiva contra a parte central do Afeganistão em Outubro. A situação até hoje permanece tensa.



Publicado por Tovi às 09:23
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Sábado, 17 de Dezembro de 2016
A tomada de Aleppo pelo exército sírio

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O exército sírio, fortemente apoiado pela força aérea russa destacada para esta zona de conflito, está praticamente a consumar a tomada de Aleppo, onde durante os últimos quatro anos vários grupos anti-Bashar al-Assad, armados e apoiados pela administração de Washington e seus aliados, mantiveram uma importante frente de batalha nesta guerra fratricida. Neste momento discute-se como será possível conseguir acções "humanitárias" eficazes tendo em conta que além de muita gente a querer fugir do caos, há também uma enorme quantidade de combatentes que não estão dispostos a entregarem-se às forças de Damasco. Depois, muito depois seguramente, teremos a reconstrução da cidade, coisa que vai necessitar de grandes “patrocinadores” e na qual a Rússia estará fortemente envolvida. As guerras sempre foram assim… não nos esqueçamos.

 

  JN 17Dez2016
Obama JN17Dez2016.jpg
Pois… mas já é tarde.
(Notícia completa do JN aqui)



Publicado por Tovi às 08:27
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016
Sabem o que é que vou pedir ao Pai Natal?... #3

Vou pedir para acabar com a guerra na Síria… Mas não tenho a certeza se aquela malta do desgraçado país de Bashar al-Assad se portaram bem este ano e como todos sabemos o barbudo que vive na Lapónia só dá prendas a quem não faz tolices.
Aleppo 1Nov2016.jpg



Publicado por Tovi às 10:17
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016
O legado de Barack Obama

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Obama foi um presidente simpático, o primeiro negro a viver na Casa Branca por direito inequívoco do voto dos eleitores norte-americanos e até recebeu o Prémio Nobel da Paz por "enormes esforços em fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos". Mas nem sempre correspondeu às expectativas e o seu sucessor vai ter muita coisa para resolver, entre as quais estão as relações profundamente deterioradas com a Rússia, bem como os conflitos militares que directamente ou indirectamente apoiou por todo mundo. A luta contra o Estado Islâmico e outros grupos terrorista similares vai ser um dos grandes desafios para Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos da América, mas também não nos podemos esquecer que há ainda a crise síria, que cada vez mais se tem vindo a transformar em confrontos diplomáticos entre Moscovo e Washington.

 

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«Jose Riobom» >> Washigton será o paraíso dos falcões.....

«Rui Pedro Pena» >> Se o que aqui está escrito é o "legado de Obama", eu sou o Cristiano Ronaldo... hihihihi: "simpático", "o primeiro negro a viver na casa branca"? E o acordo pelo clima? E a saúde para os pobres? E a aproximação a Cuba? E as ZERO invasões dos EUA na sua presidência? E tornar os EUA não dependente do petróleo, logo, independente (de facto) dos países produtores de petróleo?... e muito mais... (Voltaremos, em breve, a ver invasões por parte dos EUA, novamente: artigos de opinião a "levantar questões" sobre "estranhas amizades dos EUA com Arábias Sauditas" ... voltaremos a ver os EUA a rasgar o acordo do clima e, pior que tudo, veremos o que vai acontecer de facto à economia americana...)

«David Ribeiro» >> Por mais coisas que tenha feito bem, e fez várias, continuo a dizer que, principalmente a nível internacional, nem sempre correspondeu às expectativas. Se o novo presidente vai ser melhor?... Duvido, mas esperemos para ver.

«Rui Pedro Pena» >> A nível internacional, o que havia para fazer e que não fez, foi uma guerra com o DAESH... Mas esteve desde o primeiro dia condicionado pelo Prémio Nobel... que honrou até ao seu limite. Poucos presidentes dos EUA fizeram ou farão o que o Obama fez... O post do David Ribeiro revela um "sentimento vago" e não uma opinião fundamentada... Que expetativas havia a nível internacional que ele não realizou? (Contribuir de facto para um acordo pelo clima? Não ser um homem de Guerra, que na minha memória de 44 anos, não há outro presidente dos EUA que não tenha iniciado uma guerra? Não fazer frente a Putin? - ele divergiu de Putin, as relações degradaram-se por porque o Putin manda matar civis na Síria... o Putin abateu um avião civil na Ucrânia... Estávamos à beira de uma guerra, mas seguros por Obama ... Agora, como vai ser? (esta é a minha grande dúvida para os próximos 4 anos... será que Putin e Trump se vão dar assim tão bem? Será?... Será que Trump vai concordar com o abate de civis e crianças na Síria? Como é que nós, europeus, vamos lidar com isso? Como é que a população americana vai lidar com isso? E, se acontecer o contrário, e afinal o Trump não se dar assim tão bem com o Putin? Imagina o que pode acontecer????? Em 2017, infelizmente (mas até espero estar enganado)--- em 2017, verá o que é esse "sentimento vago" que aqui expressou...

«Carlos Vale Pereira» >> Infelizmente no melhor pano cai a nódoa a fazer fé nas notícias de última hora: é inaceitável que o casal Obama se tenha recusado a tirar uma foto com os futuros inquilinos da Casa Branca, esquecendo assim que o lugar que ocupam transcende a sua individualidade. Humildade democrática precisa-se em todo o mundo urgentemente. Declaro que apoiei a eleição do candidato "menos mau" Hillary Clinton.

«Rui Pedro Pena» >> A história vai encarregar-se de explicar isto... o seu juízo é precipitado...

«Carlos Vale Pereira» >> Será? Esperemos para ver. Acho que é a única posição a tomar agora e não lançar gasolina para onde há brasas...



Publicado por Tovi às 10:01
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016
A “técnica” dos escudos humanos

Mossul escudos humanos 1Nov2016.jpg

O chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, anunciou para o próximo dia 4 de Novembro mais uma “pausa humanitária” nos violentos combates que têm vindo a acontecer na cidade síria de Aleppo, “para evitar o surgimento insensato de vítimas”. Mas já em 20 de Outubro uma pausa humanitária tinha sido declarada pela Rússia para garantir a segurança durante a evacuação dos civis da zona leste desta martirizada cidade. Oito corredores foram criados especialmente para a acção, tendo no entanto o grupo terrorista Frente al-Nusra, actualmente conhecido como Jaish al-Fatah, atacado os civis que tentavam deixar a cidade, impossibilitando, assim, a saída dos mesmos.
No Iraque o mesmo está a acontecer na região de Mossul, havendo relatos que afirmam estar o grupo jihadista Estado Islâmico a tentar transportar milhares de civis de uma região do sul de Mossul para o centro da cidade, a fim de serem usados como escudos humanos na batalha contra o exército iraquiano, que está a avançar sobre Mossul e abriu nas últimas horas vias de acesso estratégicos para libertar a cidade bastião do Estado Islâmico.
Não nos devemos esquecer que o sequestro de civis num conflito armado é um crime de guerra.

 

Aleppo é a maior cidade da Síria, capital da província homónima que se estende em torno da cidade, cobrindo uma área de 18.482 quilómetros quadrados e abrangendo uma população de mais de 5 milhões de habitantes (estimativa de 2008), o que faz dela a maior província da Síria em termos de população.

Mossul é a terceira maior cidade do Iraque, depois de Bagdad e de Baçorá. Está localizada no norte do Iraque e é a capital da Província de Ninawa, a cerca de 400 km a noroeste de Bagdad. A cidade original fica na margem oeste do rio Tigre, oposta à antiga cidade assíria de Naīnuwa, na margem oriental, mas a área metropolitana já cresceu a ponto de abranger áreas significativas em ambas as margens, com cinco pontes ligando os dois lados. A maioria de sua população (cerca de um milhão e oitocentos mil habitantes) é árabe (assírios, arménios, turcomanos e minorias curdas).



Publicado por Tovi às 09:02
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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016
Forças militares russas no Mediterrâneo

Rússia submarinos no Mediterrâneo Out2016.jpg
Segundo o Sunday Times várias fontes anónimas da Marinha do Reino Unido e da NATO informaram que à frota russa no mediterrâneo juntaram-se nos últimos dias dois submarinos nucleares do projecto 971 Shuka-B (Akula) e um outro diesel-eléctrico do projecto 877 Paltus, pressupondo-se que estes submarinos possam estar equipados com mísseis Kalibr para atacar alvos na Síria, nomeadamente a cidade de Aleppo. Os homens de Vladimir Putin dizem não haver razão para preocupação, pois os seus navios sempre estiveram presentes no mar Mediterrâneo.

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«Conceição Oliveira» >> Dizem os homens do sr. Putin que não existem razões para preocupações? Pois eu penso exatamente o contrário!...mas o que interessa ao mundo a minha preocupação?!!...

«Nuno Filipe Cardoso» >> ...é um typhonn esta classe. já desmantelada... tretas...

«Tiago Múrias Santos» >> A foto. Mas será que os que por aí andam o são assim tanto?...

 

Síria Aleppo 31Out2016.jpg
Parece já não haver dúvida que será esta semana (de 2 a 4 de Novembro) que os militares russos iniciarão uma operação de grande escala na cidade síria de Aleppo em apoio às Forças Armadas da Síria. Segundo a análise de dados de inteligência o porta-aviões russo Admiral Kuznetsov também apoiará a operação (tem capacidade para 50 aviões) e os três submarinos de combate russos que se encontram na região também tomarão parte nos bombardeamentos de grande escala contra Aleppo. Como todos sabemos a Síria está mergulhada numa guerra civil desde Março de 2011, com as tropas governamentais a oporem-se a vários grupos armados e desde 30 de Setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar al-Assad, a Rússia realiza várias operações aéreas contra as posições terroristas neste martirizado país. O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, tem declarado repetidamente que a Aliança está preocupada com a hipotética utilização do grupo naval russo recentemente chegado ao Mediterrâneo para ataques contra Aleppo, mas o director do Departamento de Cooperação Europeia do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Andrei Kelin, continua a dizer que estas afirmações são absurdas. Aguardemos… mas não foi certamente para participarem num piquenique que estes militares de Vladimir Putin vieram para a região.

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«João Greno Brògueira» >> David Ribeiro o que sempre esteve em causa neste conflito foram os interesses antagónicos na região. Uns querem que pela Síria passe um gasoduto para transportar o gás natural do Qatar para a Europa Central e outros que não querem ter concorrência ao seu gás natural. Tudo isto se tem complicado de forma grave, muito grave, através do envolvimento das "partes interessadas". Desgraçados aqueles que ficaram lá no meio ou que tiveram de fugir. Lembro que as coisas não são tão lineares como por vezes a comunicação oficial duma das partes pode querer fazer parecer. Algo que me preocupa profundamente é ver uma Europa cada vez mais incapaz de zelar pelos seus próprios interesses e ficando à mercê dos interesses de terceiros que nem sempre estão interessados nem na coesão nem no futuro económico desta zona onde vivemos. Abraço.

«David Ribeiro» >> Tens toda a razão, amigo João Greno Brògueira.



Publicado por Tovi às 08:30
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2016
A batalha pela libertação de Mossul

Mossul Out2016.jpgCom os russos a consolidarem cada vez mais a sua posição no apoio a Bashar al-Assad na guerra civil da Síria, não é de admirar que os EUA tenham musculado cada vez mais a luta no Iraque contra o Estado Islâmico, consubstanciada em ofensivas com meios aéreos consideráveis e forças especiais para a chamada guerra não-convencional. Nas operações estratégicas para a conquista de Mossul, que teoricamente estão a cargo do governo iraquiano, participam, além do exército “desbaathificado” e, portanto, dominado por milícias xiitas, os sempre presentes combatentes curdos e grupos de “voluntários” armados e treinados pelo Irão, numa salgalhada de obediências políticas diversas e tradicionalmente inimigas, o que diz bem da situação em que se encontra aquela região. A ofensiva em curso para a conquista de Mossul, terceira maior cidade do Iraque, vai certamente desencadear a fuga de grande parte dos cerca de milhão e meio de habitantes, além de ser mais do que provável a sabotagem pelo EI em retirada das vária pontes sobre o rio Tigre e dos sistemas de electricidade e abastecimento de água, criando uma catástrofe humanitária de proporções inimagináveis. Será que a “coligação” iraco-americana conseguirá policiar a região após a sua conquista?... E o DAESH, ao ver-se derrotado em Mossul, aceitará ser privado de território e pôr fim à ilusão utópica do califado?... Não será que tudo isto irá aumentar as acções terroristas por esta Europa fora?... As coisas não estão fáceis e a culpa é toda nossa que andamos durante demasiado tempo a assobiar para o lado e a ignorar os grupos jihadistas que viviam ao nosso lado.

 

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«Rogerio Silvestre» >> faz lembrar: "se tens pau pega lá no teu...." todos criaram o problema e ninguém resolve, mas o orgulho, esse é o ultimo a morrer… tudo o o rsto é colateral e coisa da ONU, com sede duvidosa

«Conceição Oliveira» >> Não tenho a pretensão de saber discutir estes conflitos que fazem o mundo viver uma instabilidade sem igual... além de tanto sofrimento a milhões de pessoas!...Apesar da minha ignorância no assunto penso que tudo isto é um embróglio de interesses e fanatismo sem igual?!... Será que os todos poderosos do mundo não têm capacidade de pensarem nas atrocidades que cometem diáriamente contra o ser humano?!...

«Vanda Salvador» >> É uma situação dramática, para o nosso mundo. O mais triste é que sempre nestes conflitos, aliás foi sempre asim ao longo da História, o que prevalece são os interesses económicos.



Publicado por Tovi às 10:15
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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016
Putin é o grande aliado de Bashar al-Assad

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Quer queiramos quer não a verdade é que a intervenção militar russa na guerra civil síria tem sido determinante para o regime de Bashar al-Assad conseguir avanços nas frentes de batalha no norte e sul, tomando territórios outrora controlados pelo Estado Islâmico e outros grupos da oposição síria. As forças armadas russas têm utilizado neste conflito as suas melhores armas, incluindo novos aviões de combate, mísseis de cruzeiro disparados por navios e outros equipamentos, além de conselheiros militares no solo. Neste último mês de Outubro a força aérea russa focou as suas incursões na região de Aleppo para dar apoio à grande ofensiva que o exército sírio e milícias aliadas estão a executar para expulsar os rebeldes daquela cidade. A frota russa que está agora a deslocar-se para o Mediterrâneo irá reforçar de forma quantitativa e qualitativa as tropas de Vladimir Putin na já longa Guerra Civil Síria.



Publicado por Tovi às 17:40
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Domingo, 23 de Outubro de 2016
Mais achas para a fogueira

Rússia frota naval no Mediterrâneo 20Out2016.jpg

Uma frota naval russa composta pelo porta-aviões Admiral Kuznetsov, o cruzador Pyotr Veliky, os navios anti-submarino Severomorsk e Vitse-Admiral Kulakov, acompanhados por vários navios de abastecimento, passou quinta-feira pelo Canal da Mancha com destino ao Mediterrâneo, com o objectivo não só de controlo e reacção a acções de pirataria e terrorismo mas também para garantir a segurança de navegação da Federação Russa. A NATO está a acompanhar o avanço destes navios, colocando em dúvida as intenções de Putin com esta demonstração de força.

 

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«Carlos Miguel Sousa» >> O Porta Aviões Russo «Almirante Kusnetsov» esteve 25 anos parado no porto de abrigo, é um Porta Aviões a Gasóleo, e completamente desactualizado. Pela frente terá dois Porta Aviões Nucleares Norte Americanos, recentes e equipados com o «state of the art» do mais moderno equipamento militar, que comandam 2 esquadras com outros navios e submarinos. A Força Russa que está a caminho da Síria, não terá mais que 20% da força naval da NATO em presença na zona.

«João Quaresma» >> A maior concentração de navios de guerra na zona foi em 1973, durante a Guerra do Yom Kippur, em que a URSS desceu em força até ao Mediterrâneo e ficou em situação de superioridade em relação aos EUA. Hoje, ninguém está à espera de uma batalha naval entre russos e americanos. A força naval russa é inferior às equivalentes americanas mas para bombardear o EI, ganhar experiência e obter ganhos políticos deverá chegar.

«Antonio Gil» >> China e Rússia apostaram fortemente nos mísseis balísticos que saem baratos na produção e estão-se nas tintas para o aparato de porta-aviões, ou grandes navios. Caricaturando: se um navio de pesca barato transporta mísseis (de também relativamente barata produção, apesar de serem armas de ponta) podem afundar porta-aviões, para quê fabricar porta-aviões que custam triliões? isso fica pra quem gosta do show-off hollywoodesco. Esta filosofia mostra também claramente quem está na ofensiva e quem aposta na defensiva e os estrategas militares mais informados - incluindo americanos que questionam o despesismo militar - dizem que está correcta.

«David Ribeiro» >> O Ministério da Defesa português informou que a Marinha e a Força Aérea (uma fragata e um avião P-3) estão a vigiar estes oito navios russos que passam este fim-de-semana ao largo da costa nacional. Embora não devam chegar a entrar em águas territoriais portuguesas (12 milhas náuticas), a verdade é que até o podem fazer ao abrigo do "direito de passagem inofensiva", previsto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.



Publicado por Tovi às 08:48
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Domingo, 16 de Outubro de 2016
Mísseis antiaéreos russos na Síria

Rússia mísseis S-300 na Síria.jpg

A Rússia acaba de instalar sistemas antiaéreos S-300V4 (também conhecidos como Antey 2500) e S-400 no porto de Tartus e na base aérea Hmeymim, uma forma de Vladimir Putin transmitir ao Ocidente qual o seu potencial na defesa antiaérea da Síria, tentando assim dissuadir os EUA de bombardear bases aéreas das forças fieis a Bashar al-Assad.



Publicado por Tovi às 09:09
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2016
Quem manda nos céus de Aleppo?

Síria força no ar Out2016.jpg

Jonathan Steele, colunista do jornal britânico The Guardian, diz-nos que a ideia de uso da "força no ar" pode parecer atraente para os países ocidentais, mas na Síria esse passo esconde uma ameaça séria. A verdade é que a criação de uma zona de exclusão aérea será de facto uma proclamação de guerra tanto contra o regime sírio como contra Moscovo. E Putin não brinca em serviço.

Ver notícia do The Guardian aqui.



Publicado por Tovi às 21:17
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