"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
O eucalipto… sim ou não?

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Pois é!... Muita gente relembra-nos agora que há quase três décadas lutou-se contra os eucaliptos em Valpaços, e fizeram muito bem no meu entender. Mas os das zonas mais flageladas com estes incêndios será que não querem os eucaliptos?... Ainda ontem ouvi um dos muitos que ficou sem nada após os fogos na Região Centro dizer que têm que o deixar plantar aquilo que rapidamente lhe dará um mínimo de riqueza e isso só o eucalipto. Temos um problema ainda para mais algumas décadas… pois há décadas que já o devíamos ter resolvido.



Publicado por Tovi às 11:05
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Domingo, 22 de Outubro de 2017
Resoluções do Conselho de Ministros Extraordinário

São estas as resoluções do Conselho de Ministros Extraordinário de ontem, coisas agradáveis de ouvir e que nos fazem para já e mais uma vez dar o benefício da dúvida a esta geringonça, mas mais importante que todas as novidades o que nos interessa é como irão ser implementadas. Ou seja, vamos ter que dar tempo ao tempo... mas cuidado António Costa que já não temos muito tempo para dar a volta ao texto.

 

Antonio Costa 21out2017.jpgi) Através da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, o governo anunciou hoje a aprovação, no Conselho de Ministros Extraordinário, de uma resolução onde assume a responsabilidade do pagamento das indeminizações devidas às vítimas mortais dos incêndios de Pedrógão Grande e dos incêndios do último fim-de-semana. Este mecanismo é um mecanismo de adesão voluntária. Será formada uma comissão que terá como primeira missão definir os critérios de atribuição das indeminizações. Esta comissão tem um prazo de trinta dias para elaborar os critérios. Numa segunda fase estes processos passarão para a Provedoria da Justiça onde serão definidos e concretizados os montantes indemnizatórios a atribuir aos familiares das vítimas.

ii) Os Ministros das Infraestruturas, do Trabalho e Segurança Social e da Agricultura anunciaram um conjunto significativo de apoios às famílias e empresas. Após um primeiro levantamento provisório dos custos dos danos causados pelos incêndios, danos esses que incluem, por exemplo, cerca de 500 habitações próprias e permanentes totalmente ou parcialmente destruídas, Pedro Marques anunciou a alocação de uma verba que ascende os 30M€ para responder a estas necessidades. Esta verba será gerida pelo Estado em parceria com as autarquias atingidas e deverá ser acionada após o acionamento dos seguros por parte dos particulares e empresas que os tenham. Pedro Marques reforçou que todas as situações em que os seguros possam ser accionados para fazer face a esta situação, isso deverá ocorrer. Também neste primeiro levantamento foram sinalizadas mais de 300 empresas afectadas pelos incêndios do fim-de-semana passado. Como resposta a esta situação, o governo definiu um conjunto de instrumentos entre os quais um sistema de subvenção a fundo perdido até 100M€ para reconstrução das empresas afectadas, uma linha de crédito de outros 100M€ para questões de tesouraria ou financiamento para as situações que não possam ser englobadas na subvenção a fundo perdido. Complementarmente a estas situações, e para se ter uma recuperação do investimento nestas regiões, o governo vai disponibilizar um sistema de incentivos ao novo investimento nas regiões afectadas com 50M€ de fundos comunitários que permitirão apoiar 100M€ de novo investimento que será complementado por um sistema de crédito fiscal ao investimento que futuramente será estruturado. Crédito Fiscal ao Investimento e apoio até 100M€ de novo investimento nas regiões e concelhos afectados. Será também disponibilizado um sistema de apoio à Saúde e Apoio psicológico às populações afectadas. O governo também irá prestar apoio à reconstrução de infraestruturas e equipamentos municipais. Vieira da Silva destacou de seguida, na área do Emprego e Segurança Social, três dimensões essenciais. A primeira dimensão será o reforço dos instrumentos de apoios sociais para manutenção de rendimentos, apoio ao alojamento, etc. bem como o reforço do apoio a Instituições Sociais que trabalhem nas regiões afectadas pelos incêndios do passado fim-de-semana. A segunda dimensão será o apoio ao emprego. O número de empresas afectadas, já anteriormente referido por Pedro Marques, engloba cerca de 5000 postos de trabalho. É para este universo de pessoas que estão a ser desenvolvidas um conjunto de medidas para a defesa e manutenção dos postos de trabalho como a isenção ou redução das contribuições para a Segurança Social, a possibilidade de diferir o pagamento das contribuições à Segurança Social mas principalmente o desenvolvimento de mecanismos de apoio ao emprego como a possibilidade de suspensão do posto de trabalho, com suporte de fundos da segurança social, para o pagamento aos trabalhadores e a criação de uma medida de apoio à tesouraria das empresas para pagamento de salários para trabalhadores com o posto de trabalho em risco em consequência dos incêndios nas regiões afectadas por um período de 3 meses (eventualmente prorrogável). Capoulas Santos anunciou na mesma altura uma verba até 35 milhões de euros para o sector agrícola e florestal, nomeadamente para apoiar a alimentação dos animais e o depósito e a comercialização da madeira ardida. O Ministro indicou também que vão ser alocados 15 milhões de euros para “acudir aos problemas mais graves” de erosão dos solos e contaminação das águas. Na área florestal, vão ser criadas duas linhas de crédito, uma de cinco milhões de euros para a instalação de parques para depósito da madeira ardida e outra de três milhões de euros para a comercialização da madeira ardida a preços considerados razoáveis.

iii) Pedro Marques anunciou que o Estado tomará posição accionista no SIRESP (Rede de Emergência e Segurança), podendo inclusivamente chegar ao controlo total, e promoverá programas para enterramento de cabos aéreos e limpeza de vias. O Estado irá também adquirir mais quatro estações móveis com ligação por satélite para reforçar as comunicações de emergência e será também contratação de um sistema de redundância de comunicações de segurança adicional. Irá ser efetuado o reforço da limpeza das faixas de protecção juntos das rodovias e ferrovias até 10 metros. Esta medida terá de ser concluída até ao verão de 2018. O governante anunciou na mesma ocasião um conjunto de medidas para o aumento da resiliência do território nacional dando instruções à Infraestruturas de Portugal para que melhore a oferta que está disponível para as operadoras de telecomunicações e energia e favorecer o enterramento nas condutas do canal técnico rodoviário dos cabos aéreos prevendo-se a isenção ou redução da taxa de utilização e manutenção dessas condutas. O ministro do Ambiente anunciou também a contratação de cem equipas de sapadores, 50 vigilantes da natureza e um projecto de voluntariado jovem. Uma das quatro medidas anunciadas foi a replicação do projecto-piloto da Peneda-Gerês, em que a área ardida foi 60% inferior ao ano passado, a outros parques florestais nacionais, avançou o ministro do Ambiente. O Governo vai ainda avançar com “um vasto projecto de aquisição de equipamentos e contratação de sapadores”, em que vão ser contratados nos próximos dois anos cem novas equipas de sapadores, o que corresponde a 500 pessoas, revelou o governante, indicando que actualmente existem 292 equipas de sapadores. A prevenção e o combate aos incêndios florestais vão ser reforçados com mais 50 vigilantes da natureza, dos quais 20 entram já ao trabalho no próximo dia 04 de Novembro. No âmbito da prevenção estrutural das matas nacionais, o Governo vai alocar três milhões de euros para a rede primária de defesa contra incêndios, investimento que poderá ser “multiplicado” através de uma candidatura ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR). Por fim, nesta comunicação Caldeira Cabral anunciou também o lançamento de um plano nacional de Biorefinarias para a implementação destas por todo o país que se juntam às centrais de biomassa, que estão já em desenvolvimento, para valorizar a recolha de resíduos. A recolha de resíduos florestais é uma necessidade e reforça a segurança das florestas. Este modelo cria um incentivo e cria uma valorização desses resíduos criando a capacidade de construir um sistema de recolha não apenas pontual, mas um sistema de recolha a nível nacional com incentivos próprios dados quer pelas autarquias quer por empresas que o queiram fazer.

iv) As conclusões do Primeiro-ministro: O Governo aprovou hoje uma Estratégia Nacional de Protecção Civil Preventiva, em que define como “essencial” aproximar a prevenção e o combate aos incêndios rurais e como “prioritário” reforçar o profissionalismo e capacitação em todo o sistema. “A Protecção Civil não é só para depois das calamidades. A Protecção Civil tem que começar na informação que é dada desde a escola até cada casa, para que todos possamos estar melhor preparados para nos protegermos dos riscos”, declarou hoje o primeiro-ministro, António Costa, após a reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que demorou mais de 11 horas. Além da aposta na profissionalização, a Estratégia Nacional de Protecção Civil Preventiva vai reforçar o papel das Forças Armadas e da Força Aérea na prevenção e no combate aos incêndios. António Costa afirmou na mesma ocasião compreender a revolta que muitos sentem face às consequências dos incêndios, admitiu erros na forma como conteve as suas emoções, mas frisou que um líder de Governo deve diferenciar emoções e plano pessoal. “Percebo bem a urgência que todos sentimos e compreendo a revolta que muitos sentem. O tempo das instituições não é o tempo da vida de cada um de nós”, declarou o primeiro-ministro. “Quem é primeiro-ministro deve procurar diferenciar as emoções que sente enquanto pessoa da forma como a exterioriza no exercício das suas funções. Admito ter errado na forma como contive essas emoções. Gostava muito mais se alguém dissesse que tinha abusado das minhas emoções”, reagiu o líder do executivo. Numa referência ao mandato da Comissão Técnica Independente, que há uma semana entregou o seu relatório, e alusão à espera que o seu executivo teve nos últimos meses – em relação à adoção de medidas de fundo na área dos fogos -, António Costa alegou que a um Governo cumpre respeitar o tempo das instituições que investigaram as causas dos incêndios de Junho em Pedrógão Grande (distrito de Leiria) e saber ponderar as conclusões e recomendações das comissões criadas na Assembleia da República.



Publicado por Tovi às 10:22
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Sábado, 21 de Outubro de 2017
Portugal Contra os Incêndios... no Porto

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Fui à manif na Avenida dos Aliados… e GOSTEI. Gostei porque não me senti usado pelas lutas partidárias que, aliás, não eram de todo os fins da “Portugal Contra os Incêndios (Porto)”. Estou convicto que quer os seus promotores quer a esmagadora maioria de quem apareceu hoje à tarde na Sala de Visitas da Invicta, estavam neste dia única e exclusivamente a lutar por CIDADANIA.

 

  Comentários no Facebook

«Jose Riobom» - ...assim até que posso apoiar… sem slogans... sem clubites partidárias... sem palavras de ordem... solidariedade, e exigência de justiça e respeito por um povo massacrado nos últimos anos ! Apoio incondicional num silêncio vociferante.

«Manuel Vieira» - Infelizmente com pouca adesão!

«Manuel Carvalho» - E, pelo que vi nas notícias, a cidadania sem cor espalhou-se pelo país... bem, por quase todo o país.

«Jose Riobom» - Gostei do espirito e da presença respeitosa das pessoas presentes. Parabéns ao Dr. Rui Moreira pela presença discreta.

«David Ribeiro» - Houve por lá umas ovelhas ranhosas… mas eram uma escandalosa minoria.

«Isabel Branco Martins» - efectivamente eram mesmo ranhosas, que bem se tentaram colar ao RM que delas se foi esgueirando.

«Vicente Ferreira da Silva» - A legitimidade das manifestações de ontem não está dependente de quantos governos são responsáveis pela gestão do património natural de Portugal. Todos os governos, uns mais do que outros, é certo, mas todos, devem assumir as responsabilidades dos seus actos e decisões. E aqueles que hoje contestam a liberdade de expressão de quem ontem, mais do que qualquer outra coisa, quis homenagear as vítimas desta tragédia, deveriam consultar a sua consciência e perceber se a sua objecção é similar à que praticaram relativamente a outros governos. Não me venham dizer que os mortos deste Verão são irrelevantes face à opção ideológica. Tenham decência e respeito pelos que morreram!




Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
Grande puxão de orelhas ao Governo de Costa

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Marcelo Rebelo de Sousa não me encanta, pois não me esqueço que foi ele, juntamente com o Guterres, quem “matou” a Regionalização, mas o puxão de orelhas que acaba de dar ao Governo de António Costa foi bem dado.

 

   A não esquecer:

i) "A fragilidade existe e atinge os poderes públicos" …/… "Esta é a última oportunidade para levarmos a sério a floresta".

ii) "Se há na AR há quem questione a capacidade do Governo, que a Assembleia clarifique se quer manter ou não o governo".

iii) "…a pensar no médio ou longo prazo não significa convivermos com estas tragédias" …/… “Onde existe fragilidade, ela terá de deixar de existir".

 

  Comentários no Facebook

«Jorge Veiga» - Gostei muito do discurso de Marcelo. Diz muitas coisas de frente, olhos nos olhos, diz muitas coisas nas entrelinhas.

«Carla Afonso Leitão» - Sendo esta "última oportunidade" que o PR dá ao governo, quanto será preciso, quantos mais mortos e terra queimada para tomar a sua decisão que ficou latente e, pasme-se, e bem, por sinal, remete para o parlamento, para a casa da democracia, fazendo-se valer do regime par(lamentar), a decisão de manter, ou não a confiança no actual governo. Mais uma vez, Cristas, "ganha" pela oportunidade, não pela pertinência com base moral (contextualizando, Decreto-Lei nº 96/2013, de 19 de Julho ou "Lei do Eucalipto Livre"), a moção de censura, à falta de qualquer mudança no governo, vai encostar o BE e a CDU a um impasse. Mas, vamos ser sérios, não é a Cristas, ou a Catarina, ou o Jerónimo que têm o Campo como prioridade, a primeira dá prioridade ao domínio da fé no seu deus, os segundos, ao domínio das exigências salariais do estado, o Centeno tem a margem que sabe que nem essa nos pertence. O Costa ainda não pediu desculpas e nem o vai fazer porque é um bilderberger, não responde ao povo, responde ao seu amo, o grupo.

«Rodrigues Pereira» - Não me recordo de alguma vez ter ouvido um tão duro - e assertivo - discurso de um Presidente da República ! Marcelo foi claríssimo - muito para além das entrelinhas - na necessidade da substituição da patética Ministra da Administração Interna e do seu balofo Secretário de Estado. Apenas faltou dizer os nomes ... Perante isto, creio que não resta a António Costa senão uma de duas alternativas: ou a demissão imediata da Senhora Ministra, ou a sua própria demisão. O que não significaria, necessariamente, que não conseguisse voltar a colocar a "Geringonça" em pé. Mas com o discurso de ontem e a sua proverbial casmurrice, creio que terá deitado borda-fora a tal maioria absoluta que parecia garantida ... Aguardemos os próximos episódios. E - já agora - para aqueles que se fartam de gozar a proximidade humana do PR, as suas selfies e a proximidade cidadã, comparando-o a uma espécie de "palhaço bonacheirão", ora façam lá o favor de enfiar o barrete !

«Rui Moreira»Para que nos serve o Estado? Como nos podemos defender, quando o Estado que tem o monopólio da força nos falha? Como entender as prioridades de um País cuja administração cresce sucessivamente, carregando o seu peso num retalho cada vez mais pequeno? Quando a governação depende dessa administração que deveria comandar? Quando se inverteu a ordem natural da hierarquia democrática? Como avaliar as prioridades nacionais? Como se pode falar sempre e obsessivamente de direitos adquiridos quando não se defendem os direitos primários e inatos? Como tolerar tudo isto? Como acreditar no futuro? Como esquecer o que se viu? E o que, a propósito, se ouviu e não se ouviu? Sim, as palavras do Presidente transmitem-nos muita e muita caridade. Teria tocado no coração de todos, e não apenas em todos aqueles que estão feridos, despojados, órfãos, atónitos, tristes, zangados, se não se desse o caso de os outros, muitos e muitos outros, não estarem interessados em mudar nada, nada, nada. Está em causa a coesão de Portugal. Porque já não há um estado uno. Há um estado exíguo, entrincheirado. Há um pseudo-estado, sem soberania, sem territorialidade. Para que nos serve essa impostura, quando a Nação se sente abandonada? São estes os factos. Levará tempo, é uma característica nossa, mas é inevitável que estes factos se transformem em argumentos.

«David Ribeiro» - É ensurdecedor o silêncio da estrutura do PS-Porto (e do PSD portuense também nada se ouve) sobre a desgraça que nos atingiu neste último fim-de-semana… como já não bastasse o que aconteceu em Pedrógão Grande, devem andar à procura de um raio caído numa árvore ou de um tolinho qualquer que tenha ateado os fogos. Temo eu é que estejam mais uma vez à espera de saber quem serão os novos ministro e secretários de estado para depois virem dizer que “agora é que vai ser”.

 

   9h20 de 18Out2017

Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, apresenta demissão. António Costa aceita.

CARTA DE DEMISSÃO DA MINISTRA DA ADMNISTRAÇÃO INTERNA
Logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela qual não pedi, formal e publicamente, a minha demissão. Fi-lo por uma questão de lealdade.
Pediu-me para me manter em funções, sempre com o argumento que não podemos ir pelo caminho mais fácil, mas sim enfrentar as adversidades, bem como para preparar a reforma do modelo de prevenção e combate a incêndios florestais, conforme viesse a ser proposto pela Comissão Técnica Independente. Manifestou-me sempre a sua confiança, o que naturalmente reconheço e revela a grandeza de caráter que sempre lhe reconheci.
Desde junho de 2017, aceitei manter-me em funções apenas com o propósito de servir o país e o Governo que lidera, a que tive a honra de pertencer.
Durante a tragédia deste fim de semana, voltei a solicitar que, logo após o seu período crítico, aceitasse a minha cessação de funções, pois apesar de esta tragédia ser fruto de múltiplos fatores, considerei que não tinha condições políticas e pessoais para continuar no exercício deste cargo, muito embora contasse com a sua confiança.
Tendo terminado o período crítico desta tragédia e estando já preparadas as propostas de medidas a discutir no Conselho de Ministros Extraordinário de dia 21 de outubro, considero que estão esgotadas todas as condições para me manter em funções, pelo que lhe apresento agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal.



Publicado por Tovi às 07:17
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Terça-feira, 17 de Outubro de 2017
Dito por um Secretário de Estado do Governo Socialista

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Exigir que haja (e que funcione) um serviço nacional, regional ou distrital de bombeiros que nos acuda em catástrofes como as que este ano assolaram a floresta portuguesa, é o mínimo que se pode pedir a um Governo que se reivindica de Estado-Social. Vir defender “cada um por si” é do mais nojento neo-liberalismo.

 

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«Diamantino Hugo Pedro» - O nosso estado é social para sacar, nada mais !

«Henrique Camões» - Quando o verniz estala e a mascara cai o que sobra é o real.

«Pedro Simões» - David, é mesmo anarco-capitalismo, sem Estado. Ate os defensores do Estado mínimo defendem que as funcoes de seguranca e protecao sao funcao fundamental do Estado. Até os 'neo-liberais'... portanto este governante decidiu entrar ja pela via do anarquismo. Mas se ele defende ausencia de Estado... entao que comece por desocupar o seu posto. Por um minimo de coerencia.



Publicado por Tovi às 10:41
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017
Nova tragédia na Floresta Portuguesa

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(Foto do fim de tarde de ontem na zona ocidental do Porto)

No dia de ontem e nesta madrugada o Norte e Centro de Portugal foram assolados por mais de quinhentos incêndios com o trágico número de VINTE E SETE MORTOS contabilizados até às 11 horas de hoje. A Autoridade Nacional de Proteção Civil (será que ainda existe?) prolongou o alerta vermelho até às 20 horas desta segunda-feira. Não se aprendeu nada com o incêndio de Pedrógão Grande, é à conclusão que chegamos.

 

  16h00 de 16Out2017

A ANPC confirma 32 mortos, 52 feridos (20 são bombeiros) e sete desaparecidos.

 

  21h00 de 16Out2017

Último balanço da Protecção Civil: 37 mortos, 7 desaparecidos e 63 feridos, 16 em estado grave.

 

   11h00 de 21Out2017

Número de mortos subiu para 44.

 

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«David Ribeiro» - A ideia de que a maior parte dos incêndios florestais tem origem criminosa é "um mito profusamente difundido pela comunicação social" e aproveitado por alguns políticos, contribuindo para uma "desresponsabilização da sociedade", alertou o relatório conhecido na quinta-feira.

«Albertino Amaral» - Tem origem criminosa sim... Isto nunca aconteceu e o calor sempre existiu, e o SOL é o mesmo, e as florestas são as mesmas, e acontecem sempre que está um pouco de calor fora da época, e há ignições às dez da noite, se não for mais tarde... Com a conivência ou não de opiniões políticas, isto não faz sentido... Não tentem insultar a inteligência dos cidadãos, fazer deles parvos.......!

«Pedro Silva» - Ainda hoje ouvi um especialista sobre Protecção Civil a dizer em directo no Telejornal da RTP que somente 10% dos fogos florestais tem origem em mãos criminosas. Mas será assim tão complicado perceber isto? Basta andar pelas nossas estradas, aldeias, vilas e cidades para se perceber a razão pela qual temos de lidar com situações como a que estamos a viver.

«David Ribeiro» - Há anos que nada se faz para minimizar o flagelo dos incêndios florestais em Portugal... e a combinação de vários fatores fez rebentar a bomba na mão de António Costa. Esperemos que seja desta que comecemos a resolver o problema.

«Pedro Silva» - A ver vamos. E aproveito para deixar aqui uma dica ao Executivo liderado por Antonio Costa para ver se começamos a fazer alguma coisa nas nossas florestas porque o clima tão cedo não voltará ao que era dantes. Eis a sugestão: Guarda Florestal. Recuperar está força que andava no terreno é que fazia a vigilância e prevenção.

«Diamantino Hugo Pedro» - Existem, de facto, as culpas de todos, mas existem as culpas bem claras, este ano, do Poder político ! A falta de resposta rápida pela redução de meios a partir do final de Setembro, num ano em que se sabia que o verão ia prolongar. Foram o fim das vigias nas torres da cordilheira Estrela-Lousã, a redução de efectivos prontos a responder, etc. A inoperância do Siresp conhecida desde Junho ..... é podíamos continuar .....

«Raul Vaz Osorio» - O que eu acho é que a quantidade de incêndios que se iniciaram em curto espaço de tempo e múltiplas localizações, é francamente suspeito. Até no país do fogaréu cheira a esturro. Isto independentemente de achar que o guarda que deixa a raposa ir ao galinheiro duas vezes na mesma ronda, precisa de ir para casa e dar lugar a outro.



Publicado por Tovi às 11:02
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Quarta-feira, 26 de Julho de 2017
Continuam os incêndios na Região Centro

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A Procuradoria-Geral da República já publicou ontem a lista oficial das 64 vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande e por isso penso eu já estar na hora de mandar para a Região Centro ajudar os desalojados a tal “caramela” que andou pr’aí a inventar mortos.

 

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Publicado por Tovi às 09:46
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017
Ainda a tragédia de Pedrógão Grande

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Uma empresária lisboeta, Isabel Monteiro, tem vindo a afirmar saber que os mortos no incêndio de Pedrógão Grande foram muito mais do que os 64 anunciados pelas autoridades portuguesas. Eu até não sou muito de acreditar em tudo o que leio, mas se realmente for verdade concordo que está na hora da Ministra da Administração Interna ir embora… mais toda a chefia da Protecção Civil e todos aqueles que nos andaram a enganar. Mas se isto tudo não passar de uma aldrabice jornalística… é de punir exemplarmente os inventores desta coisa. E cada vez mais me parece que a montanha está a parir um rato… e dos pequeninos.

 

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«João Simões» - Uma vergonha usarem a tragédia para fins políticos. Um autêntico nojo.

«David Ribeiro» - Se o Governo, mais a incompetente Protecção Civil, não se tivessem posto a jeito nada disto tinha acontecido. Há que ser perspicaz e saber antecipar as comunicações… é que está sempre muita gente à espera das escorregadelas.

«João Simões» - O governo e a proteção civil? Trata se de bom senso e a oposição e certos jornalistas deveriam fazer política e não inventar suicídios e afins. Um autêntico nojo.

«David Ribeiro» - No Portal do Ministério Público em 24Jul2017: “O Ministério Público, no momento em que teve conhecimento do incêndio de Pedrógão Grande e suas consequências, instaurou inquérito nos termos legais, sendo as investigações desde logo iniciadas em estreita colaboração com a Polícia Judiciária (PJ) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) e o apoio do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) e das demais instituições envolvidas. No âmbito deste inquérito foram identificadas, até ao momento, 64 vítimas mortais. Foi ainda instaurado um outro inquérito com vista à investigação das circunstâncias que rodearam a morte de mais uma vítima no âmbito de um acidente de viação.”

«João Simões» - Claro como água. Mas como o objetivo de muitos é deitar abaixo o governo, querem é usar a tragédia e os mortos para baixa política. Uns falam em suicídios, outros em mão criminosa, outros em quedas de aviões etc etc. Tudo inventado. É o que temos.



Publicado por Tovi às 08:59
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2017
Juntos Por Todos

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Todos os canais televisivos generalistas portugueses – RTP, SIC e TVI – e ainda a maioria das rádios nacionais, transmitiram ontem à noite o grande concerto de solidariedade com as vítimas do trágico incêndio de Pedrógão Grande. Os portugueses quando querem, e muitas vezes o têm demonstrado, não se inibem de ajudar quem mais precisa. Agora só esperamos que haja no Ministério da Solidariedade, em articulação com representantes das autarquias e das Misericórdias das zonas atingidas, quem saiba dar o devido e correcto destino ao fundo financeiro de solidariedade criado com os donativos recebidos.



Publicado por Tovi às 12:03
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Domingo, 25 de Junho de 2017
Floresta Portuguesa

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Agora que os trágicos incêndios que assolaram a região Centro estão a acalmar, é altura de reflectir seriamente nestes números:

a) A Floresta Portuguesa ocupa 3,2 milhões de hectares, o que corresponde a 35,4% do território nacional;

b) A propriedade florestal em Portugal é maioritariamente privada, detida praticamente em exclusivo por pequenos proprietários de cariz familiar, com 2,8 milhões de hectares, ou seja, 84,2% da área total;

c) Somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais;

d) Unicamente 2% (a menor percentagem da Europa) são do domínio privado do Estado;

e) O eucalipto é a espécie florestal predominante, com 25,4% da ocupação (equivalente a 812 mil hectares), seguindo-se o sobreiro com 23% (perto de 737 mil hectares) e o pinheiro bravo com 22,3 % (mais de 714 mil hectares de floresta);

f) A dimensão da propriedade florestal tem uma distribuição geográfica muito marcada, sendo que o grande número de prédios se situa no Norte e Centro, onde as explorações chegam a atingir dimensões com menos de um hectare, estimando-se a existência de cerca de meio milhão de proprietários florestais;

g) Apesar do elevado número de proprietários e a pequena dimensão da propriedade florestal os bens produzidos por esta via sustentam uma importante e integrada cadeia industrial, baseada em recursos naturais, suportando por si, um forte sector de exportação (segundo uma estimativa relativa a 2001 a produção económica anual efectiva era de 1,3 milhões de euros, ou seja, 344 euros/ha/ano);

h) Do ponto de vista de transacções para o mercado internacional de produtos florestais e de base florestal, os mais importantes são o papel e cartão, a pasta de papel, a cortiça, a madeira e produtos de resina e mobiliário.

 

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«Albertino Amaral» - Números interessantes que deveriam merecer a reflexão, o cuidado e a preocupação organizacional do Governo. Afinal, Portugal é uma fazenda, comparado a outras nos EUA ou na Austrália.....

«David Ribeiro» - Curiosamente, e isto é muito importante, somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais, maioritariamente de celuloses... e estas não ardem. Porque será?

«Albertino Amaral» - Será que ali existe uma tecnologia anti-fogo que nós não conhecemos ? Só pode........

«David Ribeiro» - Claro que há... Chama-se PREVENÇÃO. Vejam aqui como é que as empresas florestais sérias (as tais que não ardem) tratam da sua segurança: A AFOCELCA é um agrupamento complementar de empresas do grupo The Navigator Company e do grupo ALTRI que com uma estrutura profissional tem por missão apoiar o combate aos incêndios florestais nas propriedades das empresas agrupadas, em estreita coordenação e colaboração com a Autoridade Nacional de Protecção Civil.

«Mário Santos» - Os concursos para os fundos comunitários são ganhos pelas grandes propriedades (latifúndios) e raramente no Norte (2%) e no Centro do País.

«David Ribeiro» - Já era tempo de cá pelo Norte se apostar no associativismo e deixarem os "quintais". E isto aplica-se à floresta e a outras actividades rurais.



Publicado por Tovi às 08:06
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017
Proibido o lançamento de balões no São João

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Não sei se é efeito da sangria, mas já me pareceu ver passar uns três ou quatro balões 

 

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«Jorge Veiga» - Por Campanhã já passaram alguns...(ou passarão???)

«Carla Afonso Leitão» - Campanhã?... n deles

«Jorge Veiga» - alguns = n deles kkkkk

«José Luis Moreira» - Deixóspairar...

«Adao Fernando Batista Bastos» - Pois aqui na Maia tem sido uns atras dos outros!

«Carla Afonso Leitão» - Binte... Ba lá... O estado está a perder uns guitos [Emoji kiki^_^]

«David Ribeiro» - Já ninguém tem respeito pelos decretos do Terreiro do Paço [Emoji wink;-)]

«Jorge Veiga» - leis faceis de fazer. Estou memo a ver os polícias de cabeça virada p´ró ar... Oh Patego, olhó balão!!!!!

«Carla Afonso Leitão» - Assim, de repente não vejo nenhuma farda kkk

«José Luis Moreira» - Andam a ber balões, Carla Afonso Leitão.

«Jorge Veiga» - José Luis Moreira ou andam nus...! [Emoji smile:)]

«David Ribeiro» Está cá a parecer-me que não me vou deitar sem ver um "bófia" a lançar um balão [Emoji smile:-)]

«José Luis Moreira» - ... ou a mandar soprar ó balão?...

«Carla Afonso Leitão» - Cuido que se houber algum bufo bai logo até à estação espacial [Emoji glassesB-)]

«David Ribeiro» - Vi agora um drone a perseguir um balão... está bem equipada a polícia cá da Cidade Invicta [Emoji wink;-)]

«José Luis Moreira» - Bai soprá-lo...

«Carla Afonso Leitão» - AHAHAJAHAJAHA...

«Filipe Ortigão Guimarães» - Devem ser visões. Até porque sangria não é das 27 bebidas oficiais de São João....

«Mário Santos» - Balões, não deu para contar, mas em multas dava mais que o Euromilhões.

«Gonçalo Lavadinho» - Vi alguns

«Albertino Amaral» - Pois é, eu também vi... E agora, quanto a multas ?????



Publicado por Tovi às 23:45
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2017
O Canadair que não caiu

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A meio da tarde de ontem os três canais televisivos nacionais davam como certa a queda de um Canadair que se encontrava na zona de Pedrógão Grande em combate aos incêndios. Obviamente que todos nós ficamos preocupados e à espera de mais notícias. Dizia-se também que helicópteros do INEM e da Força Aérea já tinham seguido para o local em busca e salvamento. Passado cerca de duas horas, num briefing do comando da Proteção Civil, ficávamos a saber que não faltava nenhum dos meios aéreos ao serviço do combate aos incêndios em Portugal. Tudo deveria estar relacionado com a explosão de uma botija de gás numa roulotte abandonada na zona dos incêndios. Jornalistas de merda estes que fazem circular um boato... e eu acreditei, pois ainda esperava da comunicação social no terreno um mínimo de profissionalismo.

 

   Comentários no Facebook

«Manuel Carvalho» - Eu acho que essa situação é reveladora da falta de coordenação no terreno. Ouvi jornalistas que me pareceram genuinamente estupefactos com a situação e a explicação do comando.

«Paulo Santos da Cunha» - Isto não é jornalismo. Isto é uma palhaçada! São os mass media ao serviço de outros interesses que não a informação.

«Manuel Matos» - A mim pareceu que os jornalistas ficaram desiludidos...

«David Ribeiro» - Ainda ninguém pediu a demissão da ministra por NÃO ter caído um Canadair?...

 

 

Acabam-me de garantir que foi assim que as coisas aconteceram (roubei a um amigo, que citava já não sei quem):

Finalmente uma explicação credível: "A jornalista é bem boa, uma brasa... a fugir das chamas, tropeçou e alguém disse: caiu o Avião".



Publicado por Tovi às 09:55
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2017
Continua o combate aos incêndios

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Ao início da manhã de hoje as condições climatéricas parecem favorecer o combate aos incêndios que ainda se mantêm activos na zona centro do País. No terreno encontram-se mais de mil operacionais, incluindo bombeiros, GNR e INEM.

 

   11h52 de hoje

O comandante operacional da Proteção Civil disse esta segunda-feira, no primeiro balanço do dia dos fogos florestais que lavram nos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra, que o combate às chamas está a decorrer de forma favorável. Elísio Oliveira admitiu, contudo, a possibilidade de novas complicações no combate às chamas, uma vez que os meios aéreos não estão de momento a operar, devido às condições atmosféricas. Neste momento, estão no terreno mais de 900 operacionais no combate às chamas.

  17h40 de hoje

Um dos bombeiros que se encontrava no hospital em estado crítico faleceu esta tarde, elevando para 63 o número de mortos nos trágicos incêndios de Pedrógão Grande.

  23h00 de hoje

Último balanço do incêndio de Pedrógão Grande: 64 mortos e 157 feridos, 7 em estado grave; 26 mil hectares consumidos pelas chamas.



Publicado por Tovi às 09:35
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Domingo, 18 de Junho de 2017
Tragédia no incêndio de Pedrógão Grande

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Dezanove civis mortos (16 em viaturas apanhadas pelo fogo e mais 3 por inalação de fumo) e mais de duas dezenas de feridos num grande incêndio florestal que deflagrou na tarde de ontem no concelho de Pedrógão Grande e que alastrou posteriormente para Figueiró dos Vinhos.

 

   02h20 de hoje

As vítimas mortais subiram para 24. Há quatro bombeiros feridos em estado grave. Vão a caminho dois pelotões de militares. Dois aviões Canadair espanhóis vêm reforçar os meios aéreos de combate a este incêndio.

   08h10 de hoje

Número de mortos revisto para 39. Os feridos são 59, dos quais 7 em estado grave, seis bombeiros e uma criança.

  08h35 de hoje

Os mortos chegaram aos 43, temendo-se que ainda sejam encontradas mais vítimas mortais nas povoações onde os operacionais de socorro estão a chegar.

   10h25 de hoje

Novo balanço desta tragédia: 57 mortos e 59 feridos.

   19h00 de hoje

Já há 61 mortos confirmados.

  23h00 de hoje

Foi encontrada mais uma vítima mortal na maior tragédia de que há memória recente em Portugal.

 

   Testemunho da jornalista Andreia Novo da RTP

"Sinto necessidade de vos contar o que eu e o Rui Castro vimos, sentimos. Saímos às 2h de Gaia, chegamos às 4h a Pedrogão. Os acessos estavam todos cortados. Percorremos centenas de kms e não havia sinal de bombeiros. As pessoas estavam todas na rua. Todas. Só depois das 5h é que conseguimos andar por estradas que ainda não estavam interditas, mas com fogo por todos os lados. Conseguimos passar. Às 6h começamos a encontrar os primeiros carros incendiados. Uns atrás dos outros. Desfeitos. 6h30, já com luz do dia, descobrimos umas aldeias no meio do fumo que cega de tão denso. Começam a surgir os corpos. Não consigo descrever bem, a partir daqui, o que aconteceu. Uns atrás dos outros. Famílias inteiras no chão, carbonizadas, e não dentro dos carros como alguns jornalistas têm avançado. Casas completamente destruídas pelas chamas. "São imensos menina, mas não podemos apanhá-los, não temos autorização" disse-me um bombeiro quando lhe perguntei pelos corpos. Falei com moradores de duas aldeias com cerca de 80/100 habitantes que já não diziam coisa, com coisa. Só falavam nas pessoas desaparecidas. "Isto é o inferno na terra, meu amor" disse-me uma idosa em lágrimas. Certo é que os bombeiros nunca lá foram até agora. Muitos dos que morreram são locais, fugiam de carro quando se despistaram, explodiram, ou simplesmente sufocaram. Nunca vi nada assim. E assim, só nós RTP captamos isto."

 

   Pois é!...

“Quando há um secretário de Estado da Administração Interna que resolve dizer que ‘o fogo é imprevisível, o que há é uns académicos que têm umas teorias sobre isso’, é evidente que tem responsabilidade. Porque está a dizer que descarta o conhecimento que existe sobre a gestão de fogo porque acha que o problema é imprevisível. É a mesma coisa que a Assunção Cristas andar a rezar a Nossa Senhora por causa da seca."



Publicado por Tovi às 00:51
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Sábado, 13 de Agosto de 2016
Beriev BE-200 Altair

Deverão ter chegado nesta madrugada à base aérea de Monte Real dois aviões enviados pela Rússia em resposta ao pedido português de ajuda internacional para o combate aos incêndios florestais e ao abrigo do protocolo de protecção civil assinado entre os dois países.

Incêndios Beriev Be-200 Altair ab.jpg

O Beriev BE-200 Altair é uma aeronave anfíbia para múltiplos propósitos - combate a incêndios, busca e salvamento, patrulha marítima, carga e transporte de passageiros - desenvolvida pela Beriev Aircraft Company e fabricada pela produtora de aeronaves russa Irkut Corporation. Tem uma capacidade de 12 toneladas (12.000 litros) de água, ou até 72 passageiros.

Especificações – Dimensões: Comprimento 32 m (105 ft), Envergadura 32,8 m (108 ft), Altura 8,9 m (29,2 ft), Área das asas 117,4 m² (1 260 ft²); Peso vazio 27.600 kg (60.800 lb), Peso máx. de decolagem 41.000 kg (90.400 lb); Propulsão: Motor(es) 2x turbofans Progress D-436TP; Performance: Velocidade máxima 700 km/h (378 kn), Alcance (MTOW) 2.100 km (1.300 mi), Teto máximo 8.000 m (26.200 ft), Razão de subida 13 m/s.



Publicado por Tovi às 11:03
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