"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
Grande puxão de orelhas ao Governo de Costa

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Marcelo Rebelo de Sousa não me encanta, pois não me esqueço que foi ele, juntamente com o Guterres, quem “matou” a Regionalização, mas o puxão de orelhas que acaba de dar ao Governo de António Costa foi bem dado.

 

   A não esquecer:

i) "A fragilidade existe e atinge os poderes públicos" …/… "Esta é a última oportunidade para levarmos a sério a floresta".

ii) "Se há na AR há quem questione a capacidade do Governo, que a Assembleia clarifique se quer manter ou não o governo".

iii) "…a pensar no médio ou longo prazo não significa convivermos com estas tragédias" …/… “Onde existe fragilidade, ela terá de deixar de existir".

 

  Comentários no Facebook

«Jorge Veiga» - Gostei muito do discurso de Marcelo. Diz muitas coisas de frente, olhos nos olhos, diz muitas coisas nas entrelinhas.

«Carla Afonso Leitão» - Sendo esta "última oportunidade" que o PR dá ao governo, quanto será preciso, quantos mais mortos e terra queimada para tomar a sua decisão que ficou latente e, pasme-se, e bem, por sinal, remete para o parlamento, para a casa da democracia, fazendo-se valer do regime par(lamentar), a decisão de manter, ou não a confiança no actual governo. Mais uma vez, Cristas, "ganha" pela oportunidade, não pela pertinência com base moral (contextualizando, Decreto-Lei nº 96/2013, de 19 de Julho ou "Lei do Eucalipto Livre"), a moção de censura, à falta de qualquer mudança no governo, vai encostar o BE e a CDU a um impasse. Mas, vamos ser sérios, não é a Cristas, ou a Catarina, ou o Jerónimo que têm o Campo como prioridade, a primeira dá prioridade ao domínio da fé no seu deus, os segundos, ao domínio das exigências salariais do estado, o Centeno tem a margem que sabe que nem essa nos pertence. O Costa ainda não pediu desculpas e nem o vai fazer porque é um bilderberger, não responde ao povo, responde ao seu amo, o grupo.

«Rodrigues Pereira» - Não me recordo de alguma vez ter ouvido um tão duro - e assertivo - discurso de um Presidente da República ! Marcelo foi claríssimo - muito para além das entrelinhas - na necessidade da substituição da patética Ministra da Administração Interna e do seu balofo Secretário de Estado. Apenas faltou dizer os nomes ... Perante isto, creio que não resta a António Costa senão uma de duas alternativas: ou a demissão imediata da Senhora Ministra, ou a sua própria demisão. O que não significaria, necessariamente, que não conseguisse voltar a colocar a "Geringonça" em pé. Mas com o discurso de ontem e a sua proverbial casmurrice, creio que terá deitado borda-fora a tal maioria absoluta que parecia garantida ... Aguardemos os próximos episódios. E - já agora - para aqueles que se fartam de gozar a proximidade humana do PR, as suas selfies e a proximidade cidadã, comparando-o a uma espécie de "palhaço bonacheirão", ora façam lá o favor de enfiar o barrete !

«Rui Moreira»Para que nos serve o Estado? Como nos podemos defender, quando o Estado que tem o monopólio da força nos falha? Como entender as prioridades de um País cuja administração cresce sucessivamente, carregando o seu peso num retalho cada vez mais pequeno? Quando a governação depende dessa administração que deveria comandar? Quando se inverteu a ordem natural da hierarquia democrática? Como avaliar as prioridades nacionais? Como se pode falar sempre e obsessivamente de direitos adquiridos quando não se defendem os direitos primários e inatos? Como tolerar tudo isto? Como acreditar no futuro? Como esquecer o que se viu? E o que, a propósito, se ouviu e não se ouviu? Sim, as palavras do Presidente transmitem-nos muita e muita caridade. Teria tocado no coração de todos, e não apenas em todos aqueles que estão feridos, despojados, órfãos, atónitos, tristes, zangados, se não se desse o caso de os outros, muitos e muitos outros, não estarem interessados em mudar nada, nada, nada. Está em causa a coesão de Portugal. Porque já não há um estado uno. Há um estado exíguo, entrincheirado. Há um pseudo-estado, sem soberania, sem territorialidade. Para que nos serve essa impostura, quando a Nação se sente abandonada? São estes os factos. Levará tempo, é uma característica nossa, mas é inevitável que estes factos se transformem em argumentos.

«David Ribeiro» - É ensurdecedor o silêncio da estrutura do PS-Porto (e do PSD portuense também nada se ouve) sobre a desgraça que nos atingiu neste último fim-de-semana… como já não bastasse o que aconteceu em Pedrógão Grande, devem andar à procura de um raio caído numa árvore ou de um tolinho qualquer que tenha ateado os fogos. Temo eu é que estejam mais uma vez à espera de saber quem serão os novos ministro e secretários de estado para depois virem dizer que “agora é que vai ser”.

 

   9h20 de 18Out2017

Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, apresenta demissão. António Costa aceita.

CARTA DE DEMISSÃO DA MINISTRA DA ADMNISTRAÇÃO INTERNA
Logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela qual não pedi, formal e publicamente, a minha demissão. Fi-lo por uma questão de lealdade.
Pediu-me para me manter em funções, sempre com o argumento que não podemos ir pelo caminho mais fácil, mas sim enfrentar as adversidades, bem como para preparar a reforma do modelo de prevenção e combate a incêndios florestais, conforme viesse a ser proposto pela Comissão Técnica Independente. Manifestou-me sempre a sua confiança, o que naturalmente reconheço e revela a grandeza de caráter que sempre lhe reconheci.
Desde junho de 2017, aceitei manter-me em funções apenas com o propósito de servir o país e o Governo que lidera, a que tive a honra de pertencer.
Durante a tragédia deste fim de semana, voltei a solicitar que, logo após o seu período crítico, aceitasse a minha cessação de funções, pois apesar de esta tragédia ser fruto de múltiplos fatores, considerei que não tinha condições políticas e pessoais para continuar no exercício deste cargo, muito embora contasse com a sua confiança.
Tendo terminado o período crítico desta tragédia e estando já preparadas as propostas de medidas a discutir no Conselho de Ministros Extraordinário de dia 21 de outubro, considero que estão esgotadas todas as condições para me manter em funções, pelo que lhe apresento agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal.



Publicado por Tovi às 07:17
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Terça-feira, 17 de Outubro de 2017
Dito por um Secretário de Estado do Governo Socialista

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Exigir que haja (e que funcione) um serviço nacional, regional ou distrital de bombeiros que nos acuda em catástrofes como as que este ano assolaram a floresta portuguesa, é o mínimo que se pode pedir a um Governo que se reivindica de Estado-Social. Vir defender “cada um por si” é do mais nojento neo-liberalismo.

 

  Comentários no Facebook

«Diamantino Hugo Pedro» - O nosso estado é social para sacar, nada mais !

«Henrique Camões» - Quando o verniz estala e a mascara cai o que sobra é o real.

«Pedro Simões» - David, é mesmo anarco-capitalismo, sem Estado. Ate os defensores do Estado mínimo defendem que as funcoes de seguranca e protecao sao funcao fundamental do Estado. Até os 'neo-liberais'... portanto este governante decidiu entrar ja pela via do anarquismo. Mas se ele defende ausencia de Estado... entao que comece por desocupar o seu posto. Por um minimo de coerencia.



Publicado por Tovi às 10:41
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017
Nova tragédia na Floresta Portuguesa

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(Foto do fim de tarde de ontem na zona ocidental do Porto)

No dia de ontem e nesta madrugada o Norte e Centro de Portugal foram assolados por mais de quinhentos incêndios com o trágico número de VINTE E SETE MORTOS contabilizados até às 11 horas de hoje. A Autoridade Nacional de Proteção Civil (será que ainda existe?) prolongou o alerta vermelho até às 20 horas desta segunda-feira. Não se aprendeu nada com o incêndio de Pedrógão Grande, é à conclusão que chegamos.

 

  16h00 de 16Out2017

A ANPC confirma 32 mortos, 52 feridos (20 são bombeiros) e sete desaparecidos.

 

  21h00 de 16Out2017

Último balanço da Protecção Civil: 37 mortos, 7 desaparecidos e 63 feridos, 16 em estado grave.

 

   10h30 de 19Out2017

Número de mortos subiu para 44.

 

  Comentários no Facebook

«David Ribeiro» - A ideia de que a maior parte dos incêndios florestais tem origem criminosa é "um mito profusamente difundido pela comunicação social" e aproveitado por alguns políticos, contribuindo para uma "desresponsabilização da sociedade", alertou o relatório conhecido na quinta-feira.

«Albertino Amaral» - Tem origem criminosa sim... Isto nunca aconteceu e o calor sempre existiu, e o SOL é o mesmo, e as florestas são as mesmas, e acontecem sempre que está um pouco de calor fora da época, e há ignições às dez da noite, se não for mais tarde... Com a conivência ou não de opiniões políticas, isto não faz sentido... Não tentem insultar a inteligência dos cidadãos, fazer deles parvos.......!

«Pedro Silva» - Ainda hoje ouvi um especialista sobre Protecção Civil a dizer em directo no Telejornal da RTP que somente 10% dos fogos florestais tem origem em mãos criminosas. Mas será assim tão complicado perceber isto? Basta andar pelas nossas estradas, aldeias, vilas e cidades para se perceber a razão pela qual temos de lidar com situações como a que estamos a viver.

«David Ribeiro» - Há anos que nada se faz para minimizar o flagelo dos incêndios florestais em Portugal... e a combinação de vários fatores fez rebentar a bomba na mão de António Costa. Esperemos que seja desta que comecemos a resolver o problema.

«Pedro Silva» - A ver vamos. E aproveito para deixar aqui uma dica ao Executivo liderado por Antonio Costa para ver se começamos a fazer alguma coisa nas nossas florestas porque o clima tão cedo não voltará ao que era dantes. Eis a sugestão: Guarda Florestal. Recuperar está força que andava no terreno é que fazia a vigilância e prevenção.

«Diamantino Hugo Pedro» - Existem, de facto, as culpas de todos, mas existem as culpas bem claras, este ano, do Poder político ! A falta de resposta rápida pela redução de meios a partir do final de Setembro, num ano em que se sabia que o verão ia prolongar. Foram o fim das vigias nas torres da cordilheira Estrela-Lousã, a redução de efectivos prontos a responder, etc. A inoperância do Siresp conhecida desde Junho ..... é podíamos continuar .....

«Raul Vaz Osorio» - O que eu acho é que a quantidade de incêndios que se iniciaram em curto espaço de tempo e múltiplas localizações, é francamente suspeito. Até no país do fogaréu cheira a esturro. Isto independentemente de achar que o guarda que deixa a raposa ir ao galinheiro duas vezes na mesma ronda, precisa de ir para casa e dar lugar a outro.



Publicado por Tovi às 11:02
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Quarta-feira, 26 de Julho de 2017
Continuam os incêndios na Região Centro

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A Procuradoria-Geral da República já publicou ontem a lista oficial das 64 vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande e por isso penso eu já estar na hora de mandar para a Região Centro ajudar os desalojados a tal “caramela” que andou pr’aí a inventar mortos.

 

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Publicado por Tovi às 09:46
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017
Ainda a tragédia de Pedrógão Grande

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Uma empresária lisboeta, Isabel Monteiro, tem vindo a afirmar saber que os mortos no incêndio de Pedrógão Grande foram muito mais do que os 64 anunciados pelas autoridades portuguesas. Eu até não sou muito de acreditar em tudo o que leio, mas se realmente for verdade concordo que está na hora da Ministra da Administração Interna ir embora… mais toda a chefia da Protecção Civil e todos aqueles que nos andaram a enganar. Mas se isto tudo não passar de uma aldrabice jornalística… é de punir exemplarmente os inventores desta coisa. E cada vez mais me parece que a montanha está a parir um rato… e dos pequeninos.

 

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«João Simões» - Uma vergonha usarem a tragédia para fins políticos. Um autêntico nojo.

«David Ribeiro» - Se o Governo, mais a incompetente Protecção Civil, não se tivessem posto a jeito nada disto tinha acontecido. Há que ser perspicaz e saber antecipar as comunicações… é que está sempre muita gente à espera das escorregadelas.

«João Simões» - O governo e a proteção civil? Trata se de bom senso e a oposição e certos jornalistas deveriam fazer política e não inventar suicídios e afins. Um autêntico nojo.

«David Ribeiro» - No Portal do Ministério Público em 24Jul2017: “O Ministério Público, no momento em que teve conhecimento do incêndio de Pedrógão Grande e suas consequências, instaurou inquérito nos termos legais, sendo as investigações desde logo iniciadas em estreita colaboração com a Polícia Judiciária (PJ) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) e o apoio do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) e das demais instituições envolvidas. No âmbito deste inquérito foram identificadas, até ao momento, 64 vítimas mortais. Foi ainda instaurado um outro inquérito com vista à investigação das circunstâncias que rodearam a morte de mais uma vítima no âmbito de um acidente de viação.”

«João Simões» - Claro como água. Mas como o objetivo de muitos é deitar abaixo o governo, querem é usar a tragédia e os mortos para baixa política. Uns falam em suicídios, outros em mão criminosa, outros em quedas de aviões etc etc. Tudo inventado. É o que temos.



Publicado por Tovi às 08:59
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2017
Juntos Por Todos

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Todos os canais televisivos generalistas portugueses – RTP, SIC e TVI – e ainda a maioria das rádios nacionais, transmitiram ontem à noite o grande concerto de solidariedade com as vítimas do trágico incêndio de Pedrógão Grande. Os portugueses quando querem, e muitas vezes o têm demonstrado, não se inibem de ajudar quem mais precisa. Agora só esperamos que haja no Ministério da Solidariedade, em articulação com representantes das autarquias e das Misericórdias das zonas atingidas, quem saiba dar o devido e correcto destino ao fundo financeiro de solidariedade criado com os donativos recebidos.



Publicado por Tovi às 12:03
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Domingo, 25 de Junho de 2017
Floresta Portuguesa

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Agora que os trágicos incêndios que assolaram a região Centro estão a acalmar, é altura de reflectir seriamente nestes números:

a) A Floresta Portuguesa ocupa 3,2 milhões de hectares, o que corresponde a 35,4% do território nacional;

b) A propriedade florestal em Portugal é maioritariamente privada, detida praticamente em exclusivo por pequenos proprietários de cariz familiar, com 2,8 milhões de hectares, ou seja, 84,2% da área total;

c) Somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais;

d) Unicamente 2% (a menor percentagem da Europa) são do domínio privado do Estado;

e) O eucalipto é a espécie florestal predominante, com 25,4% da ocupação (equivalente a 812 mil hectares), seguindo-se o sobreiro com 23% (perto de 737 mil hectares) e o pinheiro bravo com 22,3 % (mais de 714 mil hectares de floresta);

f) A dimensão da propriedade florestal tem uma distribuição geográfica muito marcada, sendo que o grande número de prédios se situa no Norte e Centro, onde as explorações chegam a atingir dimensões com menos de um hectare, estimando-se a existência de cerca de meio milhão de proprietários florestais;

g) Apesar do elevado número de proprietários e a pequena dimensão da propriedade florestal os bens produzidos por esta via sustentam uma importante e integrada cadeia industrial, baseada em recursos naturais, suportando por si, um forte sector de exportação (segundo uma estimativa relativa a 2001 a produção económica anual efectiva era de 1,3 milhões de euros, ou seja, 344 euros/ha/ano);

h) Do ponto de vista de transacções para o mercado internacional de produtos florestais e de base florestal, os mais importantes são o papel e cartão, a pasta de papel, a cortiça, a madeira e produtos de resina e mobiliário.

 

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«Albertino Amaral» - Números interessantes que deveriam merecer a reflexão, o cuidado e a preocupação organizacional do Governo. Afinal, Portugal é uma fazenda, comparado a outras nos EUA ou na Austrália.....

«David Ribeiro» - Curiosamente, e isto é muito importante, somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais, maioritariamente de celuloses... e estas não ardem. Porque será?

«Albertino Amaral» - Será que ali existe uma tecnologia anti-fogo que nós não conhecemos ? Só pode........

«David Ribeiro» - Claro que há... Chama-se PREVENÇÃO. Vejam aqui como é que as empresas florestais sérias (as tais que não ardem) tratam da sua segurança: A AFOCELCA é um agrupamento complementar de empresas do grupo The Navigator Company e do grupo ALTRI que com uma estrutura profissional tem por missão apoiar o combate aos incêndios florestais nas propriedades das empresas agrupadas, em estreita coordenação e colaboração com a Autoridade Nacional de Protecção Civil.

«Mário Santos» - Os concursos para os fundos comunitários são ganhos pelas grandes propriedades (latifúndios) e raramente no Norte (2%) e no Centro do País.

«David Ribeiro» - Já era tempo de cá pelo Norte se apostar no associativismo e deixarem os "quintais". E isto aplica-se à floresta e a outras actividades rurais.



Publicado por Tovi às 08:06
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017
Proibido o lançamento de balões no São João

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Não sei se é efeito da sangria, mas já me pareceu ver passar uns três ou quatro balões 

 

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«Jorge Veiga» - Por Campanhã já passaram alguns...(ou passarão???)

«Carla Afonso Leitão» - Campanhã?... n deles

«Jorge Veiga» - alguns = n deles kkkkk

«José Luis Moreira» - Deixóspairar...

«Adao Fernando Batista Bastos» - Pois aqui na Maia tem sido uns atras dos outros!

«Carla Afonso Leitão» - Binte... Ba lá... O estado está a perder uns guitos [Emoji kiki^_^]

«David Ribeiro» - Já ninguém tem respeito pelos decretos do Terreiro do Paço [Emoji wink;-)]

«Jorge Veiga» - leis faceis de fazer. Estou memo a ver os polícias de cabeça virada p´ró ar... Oh Patego, olhó balão!!!!!

«Carla Afonso Leitão» - Assim, de repente não vejo nenhuma farda kkk

«José Luis Moreira» - Andam a ber balões, Carla Afonso Leitão.

«Jorge Veiga» - José Luis Moreira ou andam nus...! [Emoji smile:)]

«David Ribeiro» Está cá a parecer-me que não me vou deitar sem ver um "bófia" a lançar um balão [Emoji smile:-)]

«José Luis Moreira» - ... ou a mandar soprar ó balão?...

«Carla Afonso Leitão» - Cuido que se houber algum bufo bai logo até à estação espacial [Emoji glassesB-)]

«David Ribeiro» - Vi agora um drone a perseguir um balão... está bem equipada a polícia cá da Cidade Invicta [Emoji wink;-)]

«José Luis Moreira» - Bai soprá-lo...

«Carla Afonso Leitão» - AHAHAJAHAJAHA...

«Filipe Ortigão Guimarães» - Devem ser visões. Até porque sangria não é das 27 bebidas oficiais de São João....

«Mário Santos» - Balões, não deu para contar, mas em multas dava mais que o Euromilhões.

«Gonçalo Lavadinho» - Vi alguns

«Albertino Amaral» - Pois é, eu também vi... E agora, quanto a multas ?????



Publicado por Tovi às 23:45
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2017
O Canadair que não caiu

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A meio da tarde de ontem os três canais televisivos nacionais davam como certa a queda de um Canadair que se encontrava na zona de Pedrógão Grande em combate aos incêndios. Obviamente que todos nós ficamos preocupados e à espera de mais notícias. Dizia-se também que helicópteros do INEM e da Força Aérea já tinham seguido para o local em busca e salvamento. Passado cerca de duas horas, num briefing do comando da Proteção Civil, ficávamos a saber que não faltava nenhum dos meios aéreos ao serviço do combate aos incêndios em Portugal. Tudo deveria estar relacionado com a explosão de uma botija de gás numa roulotte abandonada na zona dos incêndios. Jornalistas de merda estes que fazem circular um boato... e eu acreditei, pois ainda esperava da comunicação social no terreno um mínimo de profissionalismo.

 

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«Manuel Carvalho» - Eu acho que essa situação é reveladora da falta de coordenação no terreno. Ouvi jornalistas que me pareceram genuinamente estupefactos com a situação e a explicação do comando.

«Paulo Santos da Cunha» - Isto não é jornalismo. Isto é uma palhaçada! São os mass media ao serviço de outros interesses que não a informação.

«Manuel Matos» - A mim pareceu que os jornalistas ficaram desiludidos...

«David Ribeiro» - Ainda ninguém pediu a demissão da ministra por NÃO ter caído um Canadair?...

 

 

Acabam-me de garantir que foi assim que as coisas aconteceram (roubei a um amigo, que citava já não sei quem):

Finalmente uma explicação credível: "A jornalista é bem boa, uma brasa... a fugir das chamas, tropeçou e alguém disse: caiu o Avião".



Publicado por Tovi às 09:55
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2017
Continua o combate aos incêndios

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Ao início da manhã de hoje as condições climatéricas parecem favorecer o combate aos incêndios que ainda se mantêm activos na zona centro do País. No terreno encontram-se mais de mil operacionais, incluindo bombeiros, GNR e INEM.

 

   11h52 de hoje

O comandante operacional da Proteção Civil disse esta segunda-feira, no primeiro balanço do dia dos fogos florestais que lavram nos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra, que o combate às chamas está a decorrer de forma favorável. Elísio Oliveira admitiu, contudo, a possibilidade de novas complicações no combate às chamas, uma vez que os meios aéreos não estão de momento a operar, devido às condições atmosféricas. Neste momento, estão no terreno mais de 900 operacionais no combate às chamas.

  17h40 de hoje

Um dos bombeiros que se encontrava no hospital em estado crítico faleceu esta tarde, elevando para 63 o número de mortos nos trágicos incêndios de Pedrógão Grande.

  23h00 de hoje

Último balanço do incêndio de Pedrógão Grande: 64 mortos e 157 feridos, 7 em estado grave; 26 mil hectares consumidos pelas chamas.



Publicado por Tovi às 09:35
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Domingo, 18 de Junho de 2017
Tragédia no incêndio de Pedrógão Grande

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Dezanove civis mortos (16 em viaturas apanhadas pelo fogo e mais 3 por inalação de fumo) e mais de duas dezenas de feridos num grande incêndio florestal que deflagrou na tarde de ontem no concelho de Pedrógão Grande e que alastrou posteriormente para Figueiró dos Vinhos.

 

   02h20 de hoje

As vítimas mortais subiram para 24. Há quatro bombeiros feridos em estado grave. Vão a caminho dois pelotões de militares. Dois aviões Canadair espanhóis vêm reforçar os meios aéreos de combate a este incêndio.

   08h10 de hoje

Número de mortos revisto para 39. Os feridos são 59, dos quais 7 em estado grave, seis bombeiros e uma criança.

  08h35 de hoje

Os mortos chegaram aos 43, temendo-se que ainda sejam encontradas mais vítimas mortais nas povoações onde os operacionais de socorro estão a chegar.

   10h25 de hoje

Novo balanço desta tragédia: 57 mortos e 59 feridos.

   19h00 de hoje

Já há 61 mortos confirmados.

  23h00 de hoje

Foi encontrada mais uma vítima mortal na maior tragédia de que há memória recente em Portugal.

 

   Testemunho da jornalista Andreia Novo da RTP

"Sinto necessidade de vos contar o que eu e o Rui Castro vimos, sentimos. Saímos às 2h de Gaia, chegamos às 4h a Pedrogão. Os acessos estavam todos cortados. Percorremos centenas de kms e não havia sinal de bombeiros. As pessoas estavam todas na rua. Todas. Só depois das 5h é que conseguimos andar por estradas que ainda não estavam interditas, mas com fogo por todos os lados. Conseguimos passar. Às 6h começamos a encontrar os primeiros carros incendiados. Uns atrás dos outros. Desfeitos. 6h30, já com luz do dia, descobrimos umas aldeias no meio do fumo que cega de tão denso. Começam a surgir os corpos. Não consigo descrever bem, a partir daqui, o que aconteceu. Uns atrás dos outros. Famílias inteiras no chão, carbonizadas, e não dentro dos carros como alguns jornalistas têm avançado. Casas completamente destruídas pelas chamas. "São imensos menina, mas não podemos apanhá-los, não temos autorização" disse-me um bombeiro quando lhe perguntei pelos corpos. Falei com moradores de duas aldeias com cerca de 80/100 habitantes que já não diziam coisa, com coisa. Só falavam nas pessoas desaparecidas. "Isto é o inferno na terra, meu amor" disse-me uma idosa em lágrimas. Certo é que os bombeiros nunca lá foram até agora. Muitos dos que morreram são locais, fugiam de carro quando se despistaram, explodiram, ou simplesmente sufocaram. Nunca vi nada assim. E assim, só nós RTP captamos isto."

 

   Pois é!...

“Quando há um secretário de Estado da Administração Interna que resolve dizer que ‘o fogo é imprevisível, o que há é uns académicos que têm umas teorias sobre isso’, é evidente que tem responsabilidade. Porque está a dizer que descarta o conhecimento que existe sobre a gestão de fogo porque acha que o problema é imprevisível. É a mesma coisa que a Assunção Cristas andar a rezar a Nossa Senhora por causa da seca."



Publicado por Tovi às 00:51
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Sábado, 13 de Agosto de 2016
Beriev BE-200 Altair

Deverão ter chegado nesta madrugada à base aérea de Monte Real dois aviões enviados pela Rússia em resposta ao pedido português de ajuda internacional para o combate aos incêndios florestais e ao abrigo do protocolo de protecção civil assinado entre os dois países.

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O Beriev BE-200 Altair é uma aeronave anfíbia para múltiplos propósitos - combate a incêndios, busca e salvamento, patrulha marítima, carga e transporte de passageiros - desenvolvida pela Beriev Aircraft Company e fabricada pela produtora de aeronaves russa Irkut Corporation. Tem uma capacidade de 12 toneladas (12.000 litros) de água, ou até 72 passageiros.

Especificações – Dimensões: Comprimento 32 m (105 ft), Envergadura 32,8 m (108 ft), Altura 8,9 m (29,2 ft), Área das asas 117,4 m² (1 260 ft²); Peso vazio 27.600 kg (60.800 lb), Peso máx. de decolagem 41.000 kg (90.400 lb); Propulsão: Motor(es) 2x turbofans Progress D-436TP; Performance: Velocidade máxima 700 km/h (378 kn), Alcance (MTOW) 2.100 km (1.300 mi), Teto máximo 8.000 m (26.200 ft), Razão de subida 13 m/s.



Publicado por Tovi às 11:03
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016
Porque arde Portugal?

Só quem ainda não parou para pensar é que manda com as culpas do flagelo dos incêndios florestais única e exclusivamente para os pirómanos ou para as condições climatéricas adversas. Se falarem com gente séria de uma qualquer corporação de bombeiros voluntários, que ainda há gente séria nos “soldados da paz”, ficarão a saber a monstruosidade a que chegou o negócio dos incêndios nas matas e florestas deste nosso Portugal.

E por tudo isto recomendo-vos que leiam com atenção o artigo de Miguel Santos, publicado na última terça-feira no “Observador”, com o sugestivo título:

  Porque arde Portugal?

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O país está coberto de fogo, fumo e cinzas. As condições meteorológicas anómalas ajudam a explicar o fenómeno, mas não basta. O sistema de resposta e combate a incêndios "quebrou". Quebrou porquê?
“Esta vaga de incêndios não é propriamente uma surpresa. A memória das pessoas é que é relativamente curta”. A sugestão é de Paulo Fernandes, especialista em incêndios e investigador no Departamento de Ciências Florestais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Foram precisos apenas “dois dias” para arderem “50 mil hectares” e, por muito tentador que seja, não é possível justificar esta anormal vaga de incêndios exclusivamente com a “anomalia meteorológica” que se sente sobretudo no noroeste do país, para lá do Rio Lima. Não chega. Esta, diz o investigador, “é a prova provada de que não é preciso muito para o sistema quebrar“.
E quebrou porque o sistema de prevenção e combate a incêndios é estruturalmente desajustado, assume o especialista. “O país precisa de uma reforma estrutural na forma como se combatem os incêndios em Portugal”. Os “anos benignos”, em que as condições meteorológicas e ambientais foram menos severas, permitiram “disfarçar” as debilidades do sistema português, a anos-luz dos congéneres espanhol, italiano e francês, por exemplo, e transmitiu um “falso sentido de sucesso“.
Este falso “sentido de sucesso”, nas palavras do investigador, serviu apenas para esconder a “muita descoordenação” entre responsáveis e autoridades, a descoordenação também na forma como são utilizados “os meios disponíveis” e na adoção de estratégias mais eficazes no combate aos incêndios. Desde o início de 2000, “houve mudanças positivas”, mas foram “tímidas” e, não raras vezes, desajustadas. À cabeça, a desproporção do investimento feito nos meios e estratégias de combate aos incêndios, em detrimento do investimento necessário para a prevenção.
Em 2013, a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) dava conta que o dispositivo de combate a incêndios tinha um custo previsto de 74 milhões de euros, enquanto a prevenção mereceria apenas um investimento de cerca de 20 milhões. Daí para cá, o desequilíbrio mantém-se. “O sistema de combate a incêndios está divorciado do sistema de prevenção“, sublinha Paulo Fernandes. Em situações de crise como esta os sinais desse desequilíbrio dão de si.
É isso que diz também José Cardoso Pereira, professor catedrático do Departamento de Engenharia Florestal do Instituto Superior de Agronomia (ISA), ao Observador. “O sistema é vítima do seu próprio sucesso. O ênfase colocado no combate aos incêndios tem efeitos que a curto-médio prazo são perversos. Resolvemos o problema a curto prazo, enquanto acumulamos vegetação nas matas e florestas que depois de servem de combustível”, reitera.
Depois, continua José Cardoso Pereira, há uma certa “atração política de responder com reforço de meios de combate“, ao invés de um plano consistente de prevenção. “É mediaticamente mais atrativo”, aponta. “Vemos todos os dias os noticiários das oito a serem abertos com helicópteros Kamov no terreno. Mas não vemos noticiários a serem abertos com desempregados a limparem as matas”, exemplifica o investigador.
Para isto contribui também um “sistema apoiado em corporações de bombeiros” e em”grupos de pressão política” — com “interesses legítimos”, salvaguarda o investigador — que impele os decisores políticos a colocarem a tónica no reforço de meios de combate aos fogos, quando os esforços deveriam ser concentrados também na prevenção.
Não são de excluir, ainda assim, as características invulgares do território e do clima português, que ajudam a explicar, pelo menos em parte, o porquê de Portugal ter um número anormal de incêndios quando comparado com os restantes países da bacia do Mediterrâneo, como Espanha, França, Itália e Grécia. “A metade do país a norte do Rio Lima, o ‘Portugal Atlântico’, é a zona da Europa onde a vegetação cresce mais rapidamente“. Este ano, em particular, depois de um “inverno e de uma primavera chuvosos”, que “potenciaram ainda mais o crescimento da vegetação”, chegou um verão quente, “uma vaga de calor” a que se juntou, nos últimos dias, um vento forte. “Foi a conjugação fatídica“. Um cocktail explosivo.
Os dois investigadores ouvidos pelo Observador concordam noutro ponto: a atividade humana é uma dimensão fulcral que ajuda a explicar também o número elevado de ignições. “Essa zona do território português é marcada por uma intensa exploração agrícola. As pessoas utilizam o fogo na pastorícia, como ferramenta de trabalho“, muitas vezes de forma negligente, aponta José Cardoso Pereira.
Além disso, está enraizada uma certa “cultura de risco“, completa Paulo Fernandes. “As pessoas não têm perceção do risco em que vivem. Não limpam as áreas que envolvem as habitações. Não há uma cultura de autoproteção“.
Prevenção é a resposta. Mas não chega.
Se o diagnóstico é complexo, as respostas possíveis são ainda mais complexas. “O combate aos incêndios é um puzzle, com várias peças por juntar. É preciso atacar em todas as frentes, mas de forma integrada”, admite Paulo Fernandes. O “ideal”, continua o investigador da UTAD, seria colocar a tónica no “reforço da prevenção e da gestão florestal. Mas isso requer muito trabalho e muito tempo”, sublinha. E é preciso encontrar respostas mais rápidas.

Logo à partida, é urgente fazer uma aposta decidida na especialização dos autoridades competentes e em campanhas de sensibilização e fiscalização. “É preciso criar um sistema de combate aos incêndios mais especializado. Em Portugal, continuamos a olhar para os incêndios numa ótica de proteção civil. Não há bombeiros florestais especializados, não existem engenheiros florestais suficientes“, capazes de compreenderem o comportamento do fogo e de aplicar os melhores métodos. “Espanha tem esses meios desde a década de 60“, compara o investigador.
José Cardoso Pereira ajuda a completar o raciocínio. O investigador acredita que Portugal continua longe das melhores práticas no que diz respeito ao uso do fogo controlado para evitar problemas maiores no futuro, na criação de uma rede sólida de faixas de gestão de combustível ou no uso do gado miúdo como técnica ambientalmente sustentável de remoção de vegetação, à semelhança do que já faz, por exemplo, o estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Em Portugal, as apostas que foram feitas nesse sentido foram “muito tímidas” e pouco significativas em termos de investimento.
Mas isso são respostas para o futuro. No presente, e apesar do estado de calamidade, a situação não deve agravar-se. “O mais provável é que nos próximos dois, três dias a situação se desagrave”. As altas temperaturas, que tanto têm dificultado o trabalho dos bombeiros, devem diminuir. Mas os estragos estão feitos. “Em média, 80% da área que arde num ano arde em 10/12 dias“, lembra José Cardoso Pereira. As próximas horas serão críticas. Depois, prevê-se uma acalmia. No entanto, conclui o investigador, “ficou provado que quando as coisas correm mal, correm realmente mal“. Resta saber como — ou quando — será a próxima vez.

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«Celestino Neves» >> Mais uma acha para a enorme fogueira em que arde o... Orçamento do nosso País e o próprio País! Mas esta eu quero ajudar a manter bem acesa para funcionar como contra-fogo à outra que nos queima os bens, as casas, às vezes alguns amigos e nos enche a alma de revolta.

«Arnaldo Andrade» >> Esta imagem, é de um local bem perto de um centro hospitalar, sendo visível a falta de limpeza da mata/área... uma imagem igual a outras áreas de norte a sul... onde está a prevenção?

Incêndios florestais limpeza ArnaldoAndrade 10Ago

 

 09h30 de 11Ago2016 

Incêndios Ago2016 aa.jpg

As notícias continuam a não ser nada animadoras: Fogo dantesco deixa várias povoações de Arouca em risco; Passadios do Paiva evacuados devido ao fogo em Arouca; Evacuada aldeia de Drave; Autarca de Arouca preocupado com falta de meios para substituir bombeiros; Quase dois mil operacionais combatem 12 maiores fogos no continente; No distrito de Viana do Castelo há fogos nos concelhos de Arcos de Valdevez e Caminha, os quais estavam a ser combatidos por 292 operacionais, com o apoio de 97 veículos; Pelo menos 40 mil hectares ardidos no continente desde o início do mês; Fogo já destruiu 150 habitações na Madeira.

Agora há que “enterrar os mortos e tratar dos vivos”, como dizia o Marquês de Pombal, mas depois temos muito que conversar sobre este flagelo anual. No Parlamento, nas Assembleias Municipais e de Freguesia, não nos poderemos calar, perguntando insistentemente como, com quem e quando se começa a prevenir os incêndios florestais.

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«José Camilo» >> Eu sei. Mas não me apetece correr risco de vida.

«Henrique Camões» >> Todos (ou quem quis), viu o secretario de estado na SIC no Domingo passado, louvar as medidas de prevenção tomadas por este governo, e que por esses medidas a área ardida até aí seria inferior à área ardida em igual período do ano passado, agora como alguém disse "é só fazer as contas", e enfiar o barrete, é que um pouco de humildade não fica mal a ninguém, digo eu!

«Albertino Amaral» >> Espero que tão logo cesse este momento tão difícil para Portugal, incluindo Madeira òbviamente, os responsáveis pela governação do país, tenham o bom senso de parar um pouco de pensar com os calcanhares, e ponham a cabeça a funcionar, para tentar encontrar a fórmula de acabar definitivamente com este flagelo dos incêndios. Começo mesmo a acreditar que isto é propositado e tem a sua conivência.

 

  14h00 de 11Ago2016

Incêndios lixos aa.jpg

Para mim, que não sou jurista nem para isso tenho a mínima apetência, é tão criminoso o pobre de espírito que com um isqueiro deita fogo ao mato para depois ver passar os carros de bombeiros de que tanto gosta, como o empreiteiro que manda os seus empregados deitar numa escarpe de floresta os restos de entulho de uma obra, a maior parte das vezes incluindo perigosas latas com restos de tintas e outros produtos altamente inflamáveis.

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«António Magalhães» >> Civismo trata-se com educação e não com leis feitas por gente tudo menos cívica. Daí que não saímos da cepa-torta!

«Jose Riobom» >> ...pois ...certamente ...num país com os problemas como este as taxas proibitivas cobradas para depósito deste tipo de entulhos é convidativa a este tipo de atitudes. Quando o crime pode compensar é convidativo a que estas coisas sucedam.

«António Vidal» >> Em Singapura as pessoas usavam pastilhas elásticas e atiravam-nas para o chão. Educando as populações teriam de esperar uma geração. Como era urgente a solução foi proibir com pesadas multas. O tempo condiciona a solução.

«Joaquim Reis» >> Falta civismo, educação, e fiscalização, no tempo Salazar, não havia isto, é triste, dizer, isto mas é verdade, !!

«David Ribeiro» >> No tempo do Salazar isto não acontecia… e se acontecesse ele mandava proibir as notícias, com fez aquando das cheias de 1967 quando morreram centenas de pessoas nos arredores de Lisboa.



Publicado por Tovi às 08:43
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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2016
Alerta máximo para fogos no Porto

Porto fim de tarde 7Ago2016.jpg

Esta foto foi tirada ontem ao fim do dia na Cidade Invicta, com um céu cinzento fruto dos muitos fogos que lavravam nos arredores. Pelas 00h15 de hoje a Comissão Distrital de Operações de Socorro do Porto decidiu accionar o Plano Distrital de Emergência (PDE) para o distrito, um instrumento que nunca tinha sido accionado antes. Segundo a página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) nos 18 concelhos que integram o Distrito do Porto registam-se ao início do dia de hoje 104 ocorrências, 37 das quais relativas a incêndios rurais, estando mobilizados para acorrer aos fogos 725 homens e 208 viaturas.

 

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«David Ribeiro» >> Hoje à tarde, por volta das cinco horas, na Madalena.
Incêndios Madalena 8Ago2016.jpg

«Carlos Amadis» >> Valongo está literalmente cercado pelo fogo. O Plano de Emergência está já ativado no Distrito do Porto. Imagens impressionantes que infelizmente registei. Muita força para todos os soldados da Paz e cidadãos que combatem este fogo, que durará certamente a noite toda. Esperemos que o vento não atrapalhe!

Incêndios Valongo 8Ago2016 aa.jpg

«David Ribeiro» >> Nos idos anos de 1972 a 74 prestei serviço militar no Batalhão de Engenharia nº 3 em Santa Margarida integrado num corpo especial de Sapadores Bombeiros. Embora a minha especialidade fosse Transmissões de Engenharia a verdade é que frequentei um curso intensivo de dois meses no Regimento de Sapadores Bombeiros em Lisboa, onde me foram ministrados conhecimentos básicos de combate a incêndios em zonas florestais, o que era fundamental para quem iria ter como função não só a protecção dos paióis de Santa Margarida mas também o controlo contra fogos em toda a área do Campo Militar. E de um modo geral poder-se-á dizer que todo este trabalho assentava em grandes cuidados de prevenção durante a época de inverno e na época estival os (poucos) incêndios eram combatidos especialmente com isolamento das áreas a arder, utilizando-se para isso máquinas de rasto que criavam barreiras à propagação do fogo. Deverá haver ainda hoje em dia no Exército Português quem domine estas técnicas, provavelmente muito mais apuradas do que aquelas que eu aqui relatei, pelo que me é incompreensível o estado calamitoso que atinge a maioria dos incêndios florestais em Portugal.

«Carlos Miguel Sousa» >> Todos os cidadãos deveriam frequentar cursos de bombeiros. Todos sem excepção.

«Mario Ferreira Dos Reis» >> Eu em 1986 combati um fogo junto a esse paiol com ajuda de uma buldozer do veiculo M88 Recovery Vehicle e engenharia estava la com outro Buldozer mas nao militarizado. É uma estupidez nao termos um corpo de bombeiros militarizados com material eficaz e estarmos a disposição de negociatas...

«Henrique Camões» >> Eu tive também, formação de combate a incêndios na Escola Pratica de Engenharia em Tancos, estive várias vezes de piquete, mas nunca foi preciso intervir, mas isso eram outros tempos. agora o exercito serve para apagar "fogos" por outras bandas.

«Albertino Amaral» >> Acabam todas as opiniões, por se aproximarem da influência militar que estas situações requerem... Eu bem digo, mas...!

«Rafael Maciel Oliveira» >> Pois é amigo isto é um desastre nacional e ambiental e ainda não acabou o verão

«José Camilo» >> Actualmente, por decreto, só se pode praticar esta actividade num mês por ano. Deve ser para reposição de stocks.

«Manuel Ribeiro da Silva» >> David, os incêndios são uma grande "indústria"...

«David Ribeiro» >> Há anos que ouvimos dizer que se tem de uma vez por todas de começar a pensar o combate aos incêndios antes de eles acontecerem, mas a verdade é que mudam os Governos, mudam os Ministros da Administração Interna, mudam as entidades responsáveis pela Protecção Civil e as coisas continuam exactamente da mesma forma. E depois andamos todos a glorificar “os soldados da paz”, perguntando eu a que bombeiros nos referimos, se aos que seguram nas mangueiras e atiram água para as chamas, ou se estamos a falar daqueles que supostamente deveriam não só planear o combate aos incêndios mas também organizar, fiscalizar e supervisionar todo o sistema de prevenção contra os fogos florestais. Ainda estamos em pleno combate a este flagelo que nos visita todos os Verões, mas não nos poderemos esquecer disto quando a coisa acalmar.

«Carlos Wehdorn» >> tb fui voluntário da pc maia e tb tive de ir a meio da noite apoiar bombeiros em combate a fogos florestais, no meu caso foram sempre à noite. Uma das corporações da maia (são duas) tem cerca de 100 assalariados. Nos TO à noite apareciam sempre 2... e uma vez 7 (duas viaturas). Os restantes operacionais presentes nos TO vinham de outras corporações vizinhas que apareciam normalmente com um mínimo de 5 elementos cada. É tb disto que gostava que se falasse: da profissionalização dos bombeiros. Para depois se poder falar em responsabilização e formação contínua capaz e eficaz. Chegou a dar-se um caso caricato em que num TO éramos 5 voluntários... e 2 bombeiros... pro. Basta referir que quando toca a desfilar nas festas da maia, os da tal corporação são às dezenas no desfile... Assim não é possível.

«António Magalhães» >> Convém não esquecer o famoso antigo comandante da Protecção Civil, Gil Martins...

«Albertino Amaral» >> Realmente mudam essa autoridades, mas esses estão só de passagem. Tem que se mudar, isso sim, o sistema pròpriamente dito, isto é, não pensar em comprar mais meios para combater os fogos, mas sim acabar com os meios pelos quais eles se iniciam. Certamente, até nem é assim tão difícil, basta que haja vontade, mas sobretudo respeito pelo país, pela natureza e principalmente por estes homens e mulheres que a troco de nada fazem aquilo que ninguém mais faz e arriscam a sua própria vida.



Publicado por Tovi às 09:50
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015
Incêndios florestais na Região Norte

Incêndios Rurais de 1 a 9 Ago2015.jpg

(ANPC - Informação válida para o intervalo entre 1Ago e 9Ago2015)

O flagelo dos incêndios florestais voltou este ano com redobrada intensidade, sendo neste momento os fogos nos distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real os que mais preocupam a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

 

 17h00 de 10Ago2015

Neste momento ainda há dois incêndios activos no Distrito de Viana do Castelo: Um com uma frente activa em mato nas freguesias de Messegães, Valadares e Sá, no concelho de Monção, com 132 operacionais no terreno, apoiados por 42 meios terrestres e um helicóptero pesado; Outro no concelho de Vila Nova de Cerveira com duas frentes activas em floresta, que teve início na sexta-feira pelas 11 horas nas freguesias de Candemil e Gondar e que ocupa 410 operacionais com 129 meios terrestres, um helicóptero, dois aviões médios e dois pesados.



Publicado por Tovi às 15:52
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