"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 31 de Dezembro de 2016
As Guerras de 2016

Este ano que agora acaba foi fértil em conflitos armados, sendo os do Médio Oriente e da Ásia aqueles que directamente ou indirectamente mais afectaram a “nossa” Europa.

Ora vejamos:

Maa aa.jpg

SÍRIA - As forças governamentais sírias desde o início deste ano de 2016 que avançaram de forma determinada contra os “rebeldes” acantonados em Aleppo e Palmira, a pérola do deserto sírio, região tomada desde 2014 pelo Daesh e Frente al-Nusra. O exército sírio anunciou em Maio a libertação oficial de Palmira, mas as forças do Daesh conseguiram mais uma vez entrar na cidade e ocuparam alguns bairros e a parte histórica da cidade. Ainda hoje se combate na zona. Ontem, 29 de Dezembro, o governo de Bashar al-Assad e a oposição síria concluíram um acordo de cessar-fogo mostrando-se dispostos a iniciar negociações de paz. A situação em Aleppo, capturada pelos rebeldes em 2012, agravou-se no fim no ano em curso. Entretanto, graças a uma ofensiva intensa das tropas governamentais sírias e ao apoio da Força Aérea russa, depois de três meses de combates violentos a cidade foi libertada. Segundo os últimos dados, da cidade já foram evacuadas mais de 37 mil pessoas.

IRAQUE - O Iraque iniciou o ano de 2016 dominado pelo terrorismo. Execuções públicas de civis pelo Daesh e ataques suicidas nas ruas de cidades iraquianas era uma coisa habitual. Mais de 90 mil quilómetros quadrados do território iraquiano estava sob o controle do Daesh. Em Fevereiro, o primeiro-ministro do Iraque, Haider Al-Abadi, declarou que o exército iraquiano iria fazer os possíveis para que 2016 fosse o último ano do Daesh no país. É evidente que a luta contra o terrorismo no Iraque ainda está longe do fim, mas as tropas governamentais e milícias curdas conseguiram avanços significativos durante o ano. No fim de Junho foi libertada a cidade de Fallujah, que fica a 53 km a oeste de Bagdad e que era controlada pelo Daesh desde 2014. A principal operação realizada no Iraque neste ano é a libertação da cidade de Mossul, tomada pelo Daesh em 2014. A ofensiva foi iniciada em 16 de Outubro. O maior obstáculo à libertação da cidade é o facto de que o Daesh usa os residentes de Mossul como escudo humano. Já passaram mais de dois meses desde o início da operação e as forças iraquianas já controlam a maior parte da cidade. Em recentes declarações o ministro das Relações Exteriores iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari, disse que o Iraque não tem pressa de libertar Mossul porque o seu objectivo não é somente expulsar os terroristas da cidade, mas salvar as vidas dos civis, que podem sofrer durante a intensa ofensiva. O primeiro-ministro iraquiano prometeu que o Iraque derrotará o Daesh nos próximos três meses.

IÉMEN - O Iémen já há dois anos que está dominado pelo conflito entre rebeldes-houthis do movimento xiita Ansar Allah e parte do exército leal ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, de um lado, e as forças governamentais e milícia leal ao presidente iemenita Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, de outro. O governo recebe apoio aéreo da coligação liderada pela Arábia Saudita. Em resposta a isto, os houthis têm intensificado os combates nas várias regiões do reino. O ano de 2016 começou para o Iémen com o fim do cessar-fogo. Em Fevereiro, a ONU disse que no país existe uma situação de catástrofe humanitária, que se agravou pelo facto de as partes beligerantes criarem obstáculos ao fornecimento de ajuda humanitária para a população civil do país. Ao mesmo tempo, foram prolongadas as sanções internacionais contra os líderes de partes que se enfrentam no país, inclusive o embargo de armas. Em Março soube-se do início das negociações secretas entre houthis e representantes sauditas. Um novo cessar-fogo foi acordado a 11 de Abril. Entretanto, as tréguas no Iémen não duram muito porque as partes as violam constantemente e recomeçaram as hostilidades. A ONU declarou repetidamente que as forças da coligação liderada pela Arábia Saudita são responsáveis pela maioria dos casos de morte de civis em resultado de ataques aéreos. Em Junho, as partes beligerantes realizaram a maior troca de prisioneiros. Em Outubro, um ataque aéreo contra um edifício em Sanaa, onde se realizava uma cerimónia fúnebre, teve grande ressonância internacional. Em resultado do ataque foram mortas mais de 200 pessoas, cerca de 500 ficaram feridas. Mais uma tentativa de cessar-fogo foi anunciada em Novembro, mas fracassou três dias depois. No fim deste mês de Dezembro, as autoridades iemenitas concordaram com o plano de paz proposto pela ONU. Segundo este plano, os houthis devem abandonar as posições tomadas e deixar as armas, após o que o processo político pode iniciar-se.

AFEGANISTÃO - O ano de 2016, como sempre, foi marcado no Afeganistão por uma série de atentados organizados pelo grupo radical Talibã. O grupo terrorista Daesh espalhou-se para os países da Ásia Central, embora a sua influência não tivesse atingido um nível que criasse uma ameaça real. As forças de segurança do Afeganistão começaram uma luta independente contra os talibãs e militantes do Daesh. Os confrontos continuaram por todo o ano. Entretanto, as autoridades afegãs fizeram tentativas de regularizar o conflito por meio de negociações. Em Abril tornou-se público que se iniciaram negociações entre talibãs e autoridades afegãs, mas que ainda não levaram a quaisquer resultados. Ao mesmo tempo, foi morto o líder do Talibã Akhtar Mansour, o seu lugar passou a ser ocupado por Mullah Haibatullah Akhunzada. Em Julho, um grande atentado sacudiu a capital afegã, atingindo uma manifestação pacífica contra um projecto de linhas eléctricas, tendo morrido mais de 80 pessoas. O Daesh assumiu a responsabilidade. O grupo terrorista também conseguiu lançar uma grande ofensiva contra a parte central do Afeganistão em Outubro. A situação até hoje permanece tensa.



Publicado por Tovi às 09:23
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2016
Assassinado Embaixador da Rússia na Turquia

Embaixador russo assassinado na Turquia 19Dez2016.
As coisas já andavam quentes… mas agora vão ficar ao rubro.

 

Segundo a agência estatal turca Anadolu a polícia já deteve seis pessoas desde que o embaixador da Rússia em Ancara, Andrei Karlov, foi mortalmente atingido a tiro numa galeria de arte da capital turca no dia de ontem, por um agente da polícia, que estava de folga, e que gritou "Não esqueçam Aleppo, não esqueçam a Síria" " e "Allahu Akbar" ('Deus é grande'). A mãe, o pai, a irmã e outros dois familiares do assassino, que foi abatido pela polícia no local do crime, foram detidos na província de Aydin; e o seu colega de casa foi levado para uma esquadra em Ancara.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia informou que as autoridades russas e turcas falaram ao telefone durante a noite e concluíram que têm de trabalhar mais para um combate efectivo ao terrorismo. Para hoje, é esperada uma reunião entre os chefes da diplomacia da Rússia, da Turquia e do Irão, que já estava marcada e que terá lugar em Moscovo, para discutir a grave crise humanitária na Síria. Uma delegação russa terá aterrado em Ancara pelas 11h locais (8h em Lisboa) para participar nas investigações ao ataque, avançou a CNN Turk.



Publicado por Tovi às 08:13
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016
Trump é o 45º Presidente dos EUA

Trump é o 45° Presidente dos EUA.jpg

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«Jose Bandeira» >> Um mundo cada vez mais imprevisível. Trump vs Putin na política internacional: mistura explosiva!

«David Ribeiro» >> Não é só em Portugal que os políticos de carreira têm que de uma vez por todas se convencerem que estamos fartos deles… e cada vez mais preferimos o “desconhecido” a votar em quem já não acreditamos.

«Mario Ferreira Dos Reis» >> Têm andado a decidir contra o Povo, com a ignomínia de que há assuntos maiores que o povo não percebe, a globalização, a abertura dos mercados, a imigração, os acordos estratégicos, as intervenções militares, ... e por aí adiante! Trump e o Brexit são a democracia a funcionar e nem só idiotas votaram para que isto acontecesse. Quando os políticos fogem do que o dia a dia das pessoas quer, temos estes gritos de desespero. Sim estamos aqui e ninguém nos ouve! Chamem populista ao apelo do povo, governar contra a vontade da maioria dá nisto e em França, ou eu me engane muito vamos ter Le Pen... Aqui tivemos geringonça e não foi por acaso. A população em geral reage a quem não governa por eles, eu e as pessoas em geral estão fartas que dê tudo errado e 1% governe e governe-se, um mundo de párias e interesses. De ideologias em livro e Bancos falidos, de centrões estáveis. Está visto que o grande dogma da estabilidade foi superado. O Povo quer é a vida dele perdida e se não grita de uma maneira grita de outra contra o estabelecido e intelectualmente prometido como correcto. O povo não governa para o futuro, quer tudo agora e não tem medo de saltar no escuro quando passaram anos a decidir ao lado.

«Pedro Baptista» >> Certas pessoas, em lugar de andarem apavoradas a bramarem e brandirem os fantasmas da volta da extrema-direita e dos populismos, ou de insultarem os eleitores quando não votam da forma que eles gostariam, deveriam era de deixar de ser colaboracionistas e lutarem nos seus países para se efetuarem as reformas necessárias para acabar com as situações que são aproveitadas pelos ditos energúmenos mesmo quando ainda só têm forma de fantasmas. Se há onda populista a poder ou não favorecer a extrema-direita é porque há espaço social e político para isso e esse constituiu-se pela corrupção, pelos privilégios políticos, pela extorsão dos cidadãos, pela fossilização do sistema político numa democracia de forma e ditadura de facto, pelo mal-estar social, em suma, pelo capitalismo burocrático, ou seja aliança entre os grandes ladrões da finança com os detentores do sistema político que, funcionando institucionalmente, está muito longe, por falta de cultura democrática, de funcionar de forma a que os cidadãos sintam a república como sua casa. Não sejam hipócritas! Se não querem o populismo nem a extrema-direita não lhes dêem o espaço, parem de usufruir da situação atual e de derramar lágrimas de crocodilo, trabalhem para as reformas necessárias como sabem bem, há muito, que deveriam fazer. Claro que temos poucas ilusões: sabemos que se a coisa for para as noites negras dos fascismos, boa parte dos que andam agora a alimentar-se do sistema, serão os primeiros a acotovelarem-se nas segundas filas dos novos poderes, senão mesmo nas primeiras... Foi sempre assim...

«David Ribeiro» >> Também eu não acreditava que Donald Trump ganhasse as eleições presidenciais nos EUA, mas a verdade é que Hillary Clinton continuava a representar a “partidarite” de que todos estamos fartos e quem aparece a “partir a loiça toda” ganha o voto. Sendo certo que nem sempre as promessas eleitorais dos presidenciáveis viram decisões governamentais, até pode ser que o novo inquilino da Casa Branca venha dar um novo ar fresco à política internacional, sabendo no entanto todos nós que alterações estratégicas requerem tempo, pelo que não devemos esperar para já grandes mudanças na presença americana no Médio Oriente e no Pacífico.

«Arnaldo Andrade» >> Enquanto isso, nós por cá, continuamos na mesma, a abstenção vai continuar a existir porque o povo está farto dos partidos e políticos... porque estes não querem mudar a constituição, porque será?



Publicado por Tovi às 09:15
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016
Diferenças culturais… será?

Diferenças culturais Ago2016.jpg

  Le Figaro

Un nouveau maire interdit le burkini après des violences en Corse - La rixe de samedi soir à Sisco en Haute-Corse aurait eu pour origine la présence à la plage de la ville de femmes se baignant habillées. Les autorités corses appellent au calme après les heurts. Le maire du village de Sisco en Haute-Corse a décidé d'interdire le burkini sur les plages de sa commune après les incidents de samedi soir entre des jeunes et des familles d'origine maghrébine, a-t-il annoncé lundi à l'AFP.



Publicado por Tovi às 11:49
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2016
A cidade apocalíptica de Homs

Homs cidade síria Fev2016.jpg

Este é o estado actual da cidade de Homs, a terceira maior cidade da Síria antes da guerra civil, onde chegaram a viver cerca de 1,5 milhões de pessoas e que hoje não é mais do que um pedaço de terra abandonado, onde muitas pessoas foram mortas, muitas mães foram muitas vezes forçadas a entrar em carros e raptadas mesmo em frente dos seus filhos. E os responsáveis são o governo do Presidente sírio Bashar-al-Assad, a quem se deve a morte de 180.879 civis na Síria, ou seja, 95,96% do total das mortes registadas entre março de 2011 e outubro de 2015, os grupos oposicionistas ao governo a quem foram atribuídos 1,42% das mortes e o autoproclamado Estado Islâmico com culpa em 0,91% da mortandade. E com esta guerra na Síria está afectado todo o equilíbrio precário da Europa, com sucessivas vagas de refugiados a procurarem um local de paz onde possam criar os seus filhos. E ninguém pega o touro pelos cornos e resolve esta desgraça. Porquê?...



Publicado por Tovi às 09:35
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016
Bashar al-Assad, o "reizinho" da Síria

Síria Bashar al-Assad aa.jpg

É um “ditador”, um “tirano”, um “assassino”, um “déspota”, um “opressor”, que se diz “democraticamente eleito” apesar de até os seus amigos da comunidade internacional no Ocidente rotularem as eleições na Síria de junho de 2014 como fraudulentas, mas as quais Bashar al-Assad diz ter ganho com 88,7% dos votos. Mas como a instabilidade política e militar naquela zona do Médio Oriente nos está a criar graves problemas cá pela Europa, vai daí até estamos dispostos a “alinhar” com Vladimir Putin e perdoar ao líder sírio todas as barbaridades que tem feito àquele pobre Povo. E assim vamos vivendo… sempre com o credo na boca e à espera de paz entre os povos.

 

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«Carlos Wehdorn» >> em Angola também é tudo muito democrático e nada é apontado, então agora com todas estas compras e vendas...



Publicado por Tovi às 15:44
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Sábado, 19 de Dezembro de 2015
O negócio do petróleo do Estado Islâmico

Estado Islâmico petróleo Dez2015 aa.jpg

O auto denominado Estado Islâmico está já com grandes dificuldades financeiras, não só porque uma guerra custa “os olhos da cara” mas também porque a sua grande fonte de financiamento se encontra altamente comprometida devido aos constantes ataques aéreos russos, estimando-se que tenha baixado para metade o negócio ilegal de petróleo. Mas o que eu gostava de ver era os compradores deste petróleo sentarem o cu no mocho do Tribunal de Haia, pois cá para mim isto tem sido um autêntico crime contra a Humanidade.

 

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«Luiz da Cunha» >> E... há mochos em Haia???!!! [Emoji wink]

«João Greno Brògueira» >> E sabes quem são os principais? A Turquia e a França.

«Jorge Veiga» >> Concordo David Ribeiro, mas como verás isso não vai acontecer.

«Raul Vaz Osorio» >> A Turquia sem dúvida, aquele regime cada vez mais angolano, com o filhinho do presidente a ser o broker do Daesh para vender petróleo. Mas a França? Não digo que não, sou suficentemente cínico para imaginar a possibilidade, mas isso vem de onde? Há algum fundamento, alguma teoria que o explique e justifique?

«David Ribeiro» >> Fala-se também na Suíça... Quando o petróleo é barato não faltam compradores que se estejam borrifando para a origem.

«Raul Vaz Osorio» >> Pois... fala-se. Mas quanto à Turquia, prova-se. Há uma diferença, ou não?

«David Ribeiro» >> Sem dúvida. A Turquia é mais do que culpada nesta golpada... mas desde que entrou para a NATO tudo lhe é permitido pelo Ocidente. O Putin é que não vai em conversas e faz ele muito bem.

«Raul Vaz Osorio» >> É a suprema ironia, estarmos aqui a dizer bem do Putin... mas é inegável. Com todos os seus inúmeros defeitos, é claramente o maior estadista (para não dizer que é o único) da região.

«Fernando Duarte» >> estão com dificuldades financeiras ? chamem a troika

«David Ribeiro» >> Segundo o “Financial Times” (tradução de “RT”)… interessante esta análise.

Estado Islâmico petróleo Dez2015 ab.jpg



Publicado por Tovi às 15:14
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2015
Os neo-jihadistas vivem entre nós

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Os ataques terroristas do passado dia 13 de Novembro em Paris vieram mais uma vez revelar-nos que os neo-jihadistas vivem entre nós, muito pouco têm a ver com a cultura muçulmana e o islão é primordialmente um pretexto para mostrarem à sociedade a sua revolta, sede de violência e desejo de radicalização. Se não tivessem origem magrebina e por isso considerados potencialmente muçulmanos, estes delinquentes com problemas de integração social poderiam facilmente estar em movimentos de extrema-esquerda ou extrema-direita, ou simplesmente num grupo punk qualquer. E é nestes jovens que o Estado Islâmico vai encontrar a sua “carne para canhão”, gente disposta a transformar a sua revolta pessoal em actos sangrentos. Mais tarde ou mais cedo o desejo de um califado jihadista nos territórios sírios e iraquianos irá extinguir-se, muito mais por falta de quem lhes compre o “ouro negro” do que pelas bombas dos aviões russos, franceses ou mesmo dos Estados Unidos da América, mas o vírus da violência está espalhado nos subúrbios das grandes metrópoles europeias e haverá sempre um extremista qualquer que se irá aproveitar da revolta destes jovens.

 

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«Laura Sarmento» >> concordo 100%

«António Lopes» >> Extrema-esquerda, movimento Punk? Vai-me desculpar caro David Ribeiro mas discordo totalmente nesse ponto. A Extrema-esquerda é demasiado generalista mas mesmo assim a leitura dos mais variados manuais a violência nunca é apregoada de forma tão banal como o ISIS produz. As revoluções de 68 (França), pouco ou nada têm a ver com o ISIS, etc, etc. Sobre o movimento Punk... grupos anarquistas/Punk (nem sempre uma coisa significa outra), o nascimento do Movimento Oi, nasce entre a classe operária inglesa como forma de proteger a Classe trabalhadora e não para destruir de forma violenta tudo o que lhe aparece pela frente. Por favor nunca mas nunca meter na mesma panela ISIS e Movimentos Punk ou Extrema Esquerda. Sobre a Extrema esquerda, Stalin nunca foi comunista, os seus gulags não fazem parte da ideologia comunista e até Lenine escreveu que Stalin não tinha o perfil de. ISIS não é representativo da Religião Muçulmana [wink emoticon]. Sobre o Movimento anarquista, temos um exemplo bem próximo de nós (Guerra civil espanhola 1936-39), em que algumas Igrejas foram queimadas mas numa guerra tudo o que é de mau acontece MAS nunca uma Igreja ou convento tinham sido queimados antes da Guerra Civil espanhola ter o seu início. Culpas? Para mim, a construção de seres-humanos frios, sem ideias e sem sentimentos próprios de um sistema económico baseado unicamente no material, no dinheiro produz tudo isto.

«Laura Sarmento» >> António Lopes, o que eu penso é que o David Ribeiro se quis referir aqui a gente extremista (sobretudo jovens), que estão em momentos extremistas porque sim, que são facilmente formatados porque sim, e que se deixam levar em qualquer onda diferente e extremista porque sim... não tem nada a ver com o teor, com o conteúdo de cada movimento. Tem a ver com revolta, falta de valores, vida oca e desocupada.

«António Lopes» >> O "extremismo" faz parte de uma juventude normal, agora temos é de incutir desde cedo valores como o respeito entre todos e não deixa-los entregues a toda uma máquina destruidora de sonhos, destruidora de Utopias. ISIS é um cancro, cancro esse alimentado pela ignorância. Embora não conheça pessoalmente o caríssimo David Ribeiro tenho a certeza que o texto dele foi escrito com alma e que não deixa de ter uma certa razão (conheço o David unicamente através da sua escrita e tenho pelo seu teor o máximo de respeito). Apenas ligar o Movimento Punk ao ISIS senti-me tentado a demonstrar a minha opinião contrária [smile emoticon]. Um excelente fim de semana a todos. PS: A extrema-esquerda (embora seja um termo muito difuso), é-me próxima [smile emoticon]

«Laura Sarmento» >> o problema que se levanta agora é incutir esses valores numa camada jovem que foi sucessivamente esquecida e habituada a não dar valor nenhum a quem nunca lhes prestou a atenção devida. São descrentes no sistema, num sistema que os esqueceu. Não sei se ainda iremos a tempo.

«António Lopes» >> A pobreza como a grande culpada?

«Laura Sarmento» >> Se calhar, Antonio Lopes, se calhar... ou riqueza a mais sem amor... um bom fim de semana.

«David Ribeiro» >> Provavelmente não me expressei bem… Nunca quis meter no mesmo saco os movimentos de extrema-esquerda, de extrema-direita e os punk, mas que estes jovens das periferias degradadas das grandes cidades são facilmente “recrutados” para seja o que for, terão que concordar que é verdade.

«Gonçalo Graça Moura» >> David, continua a acreditar no pai natal... mostra-me um islâmico "moderado" que condene de facto o jhiadismo... e sim, o islão é tanto uma religião de paz, que numa noite o mafoma só degolou 600 "apóstatas" que se recusaram a converter... e já agora, tirando o Breviq, diz-me um terrorista não-islâmico desde o 11/9. E sim, a maioria dos suicidas tem formação superior, sendo que só no último atentado de Paris é que não eram de classe média-alta...

«David Ribeiro» >> A “carne para canhão” do Estado Islâmico já não é a mesma do 11 de Setembro, assim como Abu Bakr al-Baghdadi não é o Bin Laden.

«Joaquim Leal» >> Assim por acaso lembrei-me do movimento "Black bloc" [tongue emoticon]

«Rogerio Silvestre» >> e também é verdade que esta gente com sede de sangue não conhece o Islão na sua essência, pois a doutrina não permite estes actos, basicamente são jovens e ocos, almas fracas

«Diamantino Hugo Pedro» >> Que bonito que é o politicamente correcto... A doutrina do Islão não permite estes actos, mas o Al-Corão está cheio de versos a justificarem os mesmos....



Publicado por Tovi às 11:45
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015
O Mundo Árabe e o Terrorismo

mundo-arabe.jpg

O mundo árabe continua a polarizar-se sectariamente e com violência e cada vez são mais os líderes políticos do médio oriente que se comportam como autênticos pregadores religiosos, acompanhados nas suas intervenções públicas por muitos intelectuais islâmicos que lançam todos os dias mais achas para a fogueira do fanatismo, tendo em vista unicamente a luta pelo poder e influência na sociedade árabe. É incompreensível como vários estados fazem vista grossa à confusão reinante nas zonas de conflito entre diferentes seitas religiosas e até toleram crimes horríveis praticados pelo Estado Islâmico contra minorias cristãs e yazidis, quer no Iraque quer na Síria. E desta situação não é de esperar nada de bom, principalmente quando os países ocidentais continuam a assobiar para o lado e a deixar o papel do mau da fita unicamente para Vladimir Putin. Pode ser que os trágicos acontecimentos recentes em Paris venham a servir de lição e a juntarem numa frente comum todos aqueles que estão na mira das kalashnikov dos terroristas islâmicos.

 

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«Rogerio Silvestre» >> tu sempre soubeste, é a merda de Deus, o ouro negro, ou para nós o crude... falavas de gente milionária que nunca mexeu uma palha... se são donos da economia. porque não do mundo, já por cá passaram tantos imperialistas nestes 2 milénios...



Publicado por Tovi às 11:20
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015
Uma facada nas costas

Um caça F-16 da Força Aérea da Turquia abateu um caça-bombardeiro russo SU-24 na fronteira turco-síria e Vladimir Putin já considerou este acto como “uma facada nas costas” dos “cúmplices do terrorismo”. Desde há muito tempo que a Turquia é acusada de financiar o Estado Islâmico através da compra de petróleo de poços localizados em territórios controlados pelos terroristas, mas os países da NATO têm assobiado para o lado quanto a esta intensa circulação de produtos petrolíferos nesta zona do Médio Oriente. É tempo de se acabar com o financiamento directo ou indirecto do ISIL (ou “Daesh”, como os franceses lhes preferem chamar).

Foi assim… segundo os militares de Ancara.

Turquia abate avião Russo 24Nov2015 aa.jpg

 

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«Carlos Miguel Sousa» >> Vai dar m....

«Raul Vaz Osorio» >> Mas se foi assim, abateram-no já em território sírio?

«Zé Carlos» >> Vai dar confusāo da grande



Publicado por Tovi às 08:08
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2015
Financiadores do Estado Islâmico

Cartoon do jordano Osama Hajjaj.png

(Imagem: Cartoon do jordano Osama Hajjaj)

Ainda no rescaldo dos trágicos acontecimentos de Paris resolvi fazer uma pequena busca na NET sobre os “financiadores do Estado Islâmico” e encontrei este texto da iraquiana «Al Alam International News Channel» datado de Agosto de 2014:

 

  US says Kuwait is one of ISIL terrorist group funders

The US Treasury Department says Kuwait was being used to funnel large amounts of money to ISIL in Iraq and Syria. The United States says Kuwait is one of the financier of the so-called Islamic State of Iraq and the Levant terrorist group which has been active in Syria and Iraq. The Treasury Department asserted that Kuwait was being used to funnel large amounts of money to ISIL in Iraq and Syria. Treasury identified three financiers from the Persian Gulf Cooperation Council.

“We and our international partners, including the Kuwaiti government, need to act more urgently and effectively to disrupt these terrorist financing efforts,” Treasury Undersecretary David Cohen said on Wednesday.

Saudi Arabia has been blamed by the Syrian and Iraq government to be the biggest funder of ISIL. Qatar is also said to be a funder of the terrorist group, but not as large as Riyadh.

This marked the second US determination that Kuwait, which contains a major American military presence, was being used to fund the extremism in Syria, the World Tribune wrote in a report.

Officials said Al Qaeda-aligned financiers were appealing for funds over the Internet and other forums.

The latest ISIL financiers were identified as Shafi Al Ajmi and Hajaj al Ajmi, both based in Kuwait and linked to Al Qaeda’s Nusra Front for the Defense of Levant. Abdul Rahman Al Anizi was termed a financier for ISIL.

“Through fundraising appeals on social media and the use of financial networks, Shafi Al Ajmi, Hajaj Al Ajmi, and Al Anizi have been funding the terrorists fighting in Syria and Iraq,” Cohen said.

Treasury said Al Ajmi was one of the most active fundraisers for Nusra. He was also said to have acknowledged that he procured and smuggled weapons for Nusra, a rival of ISIL. Al Ajmi was accused of delivering money to Nusra in Syria.

“He [Al Ajmi] agreed to provide financial support to ANF in exchange for installing Kuwaitis in ANF leadership positions,” Treasury said. “In early January 2014, he offered ANF money to lead a battlefield campaign in Homs, Syria.”

Treasury said Al Anizi worked for ISIL since 2008 and transferred funds from Kuwait to Syria. He was also said to have sent foreign militants from Syria to Iraq as well as from Kuwait to Afghanistan.

“[He] was involved in extremist facilitation activities with Iran-based Al Qaeda facilitators, including the movement of extremists to Afghanistan via Iran,” Treasury said.

 

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«Gianpiero Zignoni» >> Muito sério...

«Ana Alyia» >> Se continuar a pesquisar, David Ribeiro, concluirá que muitos mais países (incluindo a França) sao financiadores de paises islamicos de onde saem terroristas...

«Albertino Amaral» >> Os contornos desta situação, serão certamente um dia bem explicados…

«Jose Pinto Pais» >> Bom, vamos lá a ver uma coisa. Todas as guerras (Tou a falar de guerras e não de ataques terroristas) teem de ser financiadas, não há dúvidas sobre isso, que há sempre gente (países) que ganham com isso, não há dúvidas, podem uns por uns motivos não vender, mas outros aproveitam a oportunidade e vendem. Ponto final parágrafo. Agora o k eu discuto e o sentido da guerra, o objectivo, esse preocupa-me

«David Ribeiro» >> Sequem-lhes as fontes de financiamento e verão que não há ideologia jihadista que resista.



Publicado por Tovi às 08:08
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2015
Interminável conflito entre Israel e Palestina

 Israel x Palestina 12Nov2015 aa.jpg

A questão não é sobre o direito da Palestina resistir, mas sim pela responsabilização de Israel pelos seus crimes.

 

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«Jose Antonio Salcedo» >> Pois é. Também.

«Joaquim Leal» >> A velha máxima do "olho por olho, dente por dente".

«David Ribeiro» >> Que nada resolve, não é verdade?

«Joaquim Leal» >> Meu amigo, eu nesta questão como estás cansado de saber, sou parcial. Os israelitas só "ferram" se os chatearem. Não se pode andar a anavalhar civis inocentes na rua por uma questão patriótica ou territorial. Viste certamente o filme "Munique", ficas a saber como é que a secreta israelita trabalha. Existem muitos outros exemplos. Não concordo com todas as suas políticas naquela região mas trata-se de um país civilizado e democrático, pelo menos à imagem do que temos no ocidente. O único naquelas paragens. Daí o meu recurso à "expressão". É que é assim mesmo que as coisas "funcionam" para aqueles lados. De um lado e do outro. [wink emoticon]

«David Ribeiro» >> Estás a esquecer que Israel continua a ocupar territorios que não são seus... e isto é que é o assunto principal, sendo tudo o resto unicamente consequências.

«Joaquim Leal» >> Nunca concordei com a política dos colonatos e essa questão territorial é complexa. Ter uma vizinhança complicada como aquela, também não é fácil.

«Fernando Kosta» >> Ó DAVID NÃO VÁ POR AÍ !!!!!! Quando aquelas bestas palestinas atacam civis israelitas à facada você não diz nada!

«David Ribeiro» >> Se diz que eu não digo nada quando os palestinianos atacam civis israelitas é porque não percebe o que eu acabei de escrever... ou então sou eu que não me faço entender.

«Jose Pinto Pais» >> Que venha o Diabo e escolha

«David Ribeiro» >> Não nos esqueçamos que este acto das forças israelitas se deram em Hebron que como todos sabemos é uma cidade da Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.

«Rui Lopes A. D'Orey» >> A questão é essencialmente pelo direito de Israel resistir.



Publicado por Tovi às 09:27
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2015
Porque caiu o avião da Metrojet?

Metrojet acidente 31Out2015 ae.jpg

Segundo fontes da companhia russa Metrojet tudo leva a acreditar que não foram causas técnicas ou erro do piloto que provocou o acidente, havendo fortes possibilidades da eventual deflagração de uma bomba.

 

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«Zé Carlos» >> Estão a deixar esses loucos do Estado Islâmico crescerem. Daqui a pouco ninguém tem mão neles.

«David Ribeiro» >> Os resultados das análises às caixas negras ainda não são do conhecimento público, permitindo para já todo o tipo de especulações. Por outro lado é ensurdecedor o silêncio dos israelitas sobre este acidente, sabendo todos nós que Israel tem toda esta zona perfeitamente monitorizada por mar, terra e ar.

 

  Al Jazeera 3Nov2015 8h43 GMT

Segundo as últimas notícias vinculadas pela Al Jazeera e pela NBC News um satélite de infravermelhos dos EUA detectou um flash de calor no momento em que o avião de passageiros russo caiu na península de Sinai, no Egipto, podendo ter sido algum tipo de explosão no próprio avião, ou num tanque de combustível ou mesmo uma bomba. As imagens de satélite descartam um ataque de mísseis superfície-ar.

Metrojet acidente 31Out2015 Al Jazeera3Nov2015 ab.

 

  Al Jazeera 7Nov2015 19h52 GMT

Metrojet acidente 31Out2015 AlJazeera 7Nov2015 aa.



Publicado por Tovi às 07:57
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Domingo, 1 de Novembro de 2015
Avião da "Metrojet" despenhou-se no Egipto

Metrojet acidente 31Out2015 ac.jpg

Morreram todos os 224 passageiros e tripulantes do Airbus A321-200 da companhia russa “Metrojet” que se despenhou ontem nas montanhas da Península do Sinai, 23 minutos depois de ter levantado voo do popular resort egípcio de Sharm el-Sheikh com destino a São Petersburgo. O Estado Islâmico já reivindicou ter abatido o avião russo com um míssil, mas quer as autoridades egípcias quer as russas dizem ser muito pouco provável e tudo leva a crer ter-se tratado de uma falha técnica. Mas para já, e porque o seguro morreu de velho, as companhias Emirates, Lufthansa e Air France já suspenderam os seus voos sobre a Península do Sinai até à conclusão dos inquéritos que se irão realizar.

 

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«Joaquim Leal» >> A ser abatido só se foi por método de bagagem. Os bezerros não têm aquela "artilharia". Isso é mais para os lados da Ucrânia. ;P

«Fernando Duarte» >> os bezerros nem têm misseis para atingir aviões a essa altitude nem têm acesso a bagagens no Egipto, depois dos atentados que houve là, em particular em Sharm el cheik

«Carlinhos da Sé» >> Ó Leal, os "bezerros" podem até nem ter, mas não duvides que os bois da "CIA", que por ali andam, têm. Eu gostava de vos ver chamar "bezerros" cara a cara, não é por nada...

«David Ribeiro» >> Até ao momento tudo leva a crer ter sido por falha técnica este acidente aéreo na Península do Sinai, o mais mortífero da história da aviação russa, mas a notícia que os EUA estão a aumentar em quase 100 milhões de dólares a ajuda à oposição Síria, elevando o montante total para aproximadamente 500 milhões de US$ desde 2012, permite todo o tipo de especulações.

«Albertino Amaral» >> E porque não um pouco de "bluff", para criar medo?

«Francisco Santos» >> O avião já ia a 740 km/h e passou para 172 km/h num minuto… Também suspeito de quebra instantânea em voo.

Metrojet acidente 31Out2015 ad.jpg



Publicado por Tovi às 08:01
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2015
Reino Unido e França prontos a atacar Síria

Síria conflito armado Set2015 aa.jpg

Agora que lhes está a chegar o fogo ao rabo é que o Reino Unido e a França se “alembraram” que o Estado Islâmico está na Síria a combater as forças do regime Assad, que, como bem sabemos, também não é flor que se cheire. A verdade é que deixamos aquilo chegar a um ponto que já não deverá haver retorno e a “factura” a pagar pelos europeus vai ser elevada.

 

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«Fausto Santos» >> Ainda tem Ministro dos negócios estrangeiros? Ainda tem este personagem a dirigir os destinos do que já foi um País. Era uma ditadura feroz, mas era uma Nação. Abriram a caixa de pandora e só agora é que deram por ela, mas agora ou muito me engano ou já só se poderá fechar de uma maneira.



Publicado por Tovi às 16:56
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