"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
Grande puxão de orelhas ao Governo de Costa

Marcelo.jpg

Marcelo Rebelo de Sousa não me encanta, pois não me esqueço que foi ele, juntamente com o Guterres, quem “matou” a Regionalização, mas o puxão de orelhas que acaba de dar ao Governo de António Costa foi bem dado.

 

   A não esquecer:

i) "A fragilidade existe e atinge os poderes públicos" …/… "Esta é a última oportunidade para levarmos a sério a floresta".

ii) "Se há na AR há quem questione a capacidade do Governo, que a Assembleia clarifique se quer manter ou não o governo".

iii) "…a pensar no médio ou longo prazo não significa convivermos com estas tragédias" …/… “Onde existe fragilidade, ela terá de deixar de existir".

 

  Comentários no Facebook

«Jorge Veiga» - Gostei muito do discurso de Marcelo. Diz muitas coisas de frente, olhos nos olhos, diz muitas coisas nas entrelinhas.

«Carla Afonso Leitão» - Sendo esta "última oportunidade" que o PR dá ao governo, quanto será preciso, quantos mais mortos e terra queimada para tomar a sua decisão que ficou latente e, pasme-se, e bem, por sinal, remete para o parlamento, para a casa da democracia, fazendo-se valer do regime par(lamentar), a decisão de manter, ou não a confiança no actual governo. Mais uma vez, Cristas, "ganha" pela oportunidade, não pela pertinência com base moral (contextualizando, Decreto-Lei nº 96/2013, de 19 de Julho ou "Lei do Eucalipto Livre"), a moção de censura, à falta de qualquer mudança no governo, vai encostar o BE e a CDU a um impasse. Mas, vamos ser sérios, não é a Cristas, ou a Catarina, ou o Jerónimo que têm o Campo como prioridade, a primeira dá prioridade ao domínio da fé no seu deus, os segundos, ao domínio das exigências salariais do estado, o Centeno tem a margem que sabe que nem essa nos pertence. O Costa ainda não pediu desculpas e nem o vai fazer porque é um bilderberger, não responde ao povo, responde ao seu amo, o grupo.

«Rodrigues Pereira» - Não me recordo de alguma vez ter ouvido um tão duro - e assertivo - discurso de um Presidente da República ! Marcelo foi claríssimo - muito para além das entrelinhas - na necessidade da substituição da patética Ministra da Administração Interna e do seu balofo Secretário de Estado. Apenas faltou dizer os nomes ... Perante isto, creio que não resta a António Costa senão uma de duas alternativas: ou a demissão imediata da Senhora Ministra, ou a sua própria demisão. O que não significaria, necessariamente, que não conseguisse voltar a colocar a "Geringonça" em pé. Mas com o discurso de ontem e a sua proverbial casmurrice, creio que terá deitado borda-fora a tal maioria absoluta que parecia garantida ... Aguardemos os próximos episódios. E - já agora - para aqueles que se fartam de gozar a proximidade humana do PR, as suas selfies e a proximidade cidadã, comparando-o a uma espécie de "palhaço bonacheirão", ora façam lá o favor de enfiar o barrete !

«Rui Moreira»Para que nos serve o Estado? Como nos podemos defender, quando o Estado que tem o monopólio da força nos falha? Como entender as prioridades de um País cuja administração cresce sucessivamente, carregando o seu peso num retalho cada vez mais pequeno? Quando a governação depende dessa administração que deveria comandar? Quando se inverteu a ordem natural da hierarquia democrática? Como avaliar as prioridades nacionais? Como se pode falar sempre e obsessivamente de direitos adquiridos quando não se defendem os direitos primários e inatos? Como tolerar tudo isto? Como acreditar no futuro? Como esquecer o que se viu? E o que, a propósito, se ouviu e não se ouviu? Sim, as palavras do Presidente transmitem-nos muita e muita caridade. Teria tocado no coração de todos, e não apenas em todos aqueles que estão feridos, despojados, órfãos, atónitos, tristes, zangados, se não se desse o caso de os outros, muitos e muitos outros, não estarem interessados em mudar nada, nada, nada. Está em causa a coesão de Portugal. Porque já não há um estado uno. Há um estado exíguo, entrincheirado. Há um pseudo-estado, sem soberania, sem territorialidade. Para que nos serve essa impostura, quando a Nação se sente abandonada? São estes os factos. Levará tempo, é uma característica nossa, mas é inevitável que estes factos se transformem em argumentos.

«David Ribeiro» - É ensurdecedor o silêncio da estrutura do PS-Porto (e do PSD portuense também nada se ouve) sobre a desgraça que nos atingiu neste último fim-de-semana… como já não bastasse o que aconteceu em Pedrógão Grande, devem andar à procura de um raio caído numa árvore ou de um tolinho qualquer que tenha ateado os fogos. Temo eu é que estejam mais uma vez à espera de saber quem serão os novos ministro e secretários de estado para depois virem dizer que “agora é que vai ser”.

 

   9h20 de 18Out2017

Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, apresenta demissão. António Costa aceita.

CARTA DE DEMISSÃO DA MINISTRA DA ADMNISTRAÇÃO INTERNA
Logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela qual não pedi, formal e publicamente, a minha demissão. Fi-lo por uma questão de lealdade.
Pediu-me para me manter em funções, sempre com o argumento que não podemos ir pelo caminho mais fácil, mas sim enfrentar as adversidades, bem como para preparar a reforma do modelo de prevenção e combate a incêndios florestais, conforme viesse a ser proposto pela Comissão Técnica Independente. Manifestou-me sempre a sua confiança, o que naturalmente reconheço e revela a grandeza de caráter que sempre lhe reconheci.
Desde junho de 2017, aceitei manter-me em funções apenas com o propósito de servir o país e o Governo que lidera, a que tive a honra de pertencer.
Durante a tragédia deste fim de semana, voltei a solicitar que, logo após o seu período crítico, aceitasse a minha cessação de funções, pois apesar de esta tragédia ser fruto de múltiplos fatores, considerei que não tinha condições políticas e pessoais para continuar no exercício deste cargo, muito embora contasse com a sua confiança.
Tendo terminado o período crítico desta tragédia e estando já preparadas as propostas de medidas a discutir no Conselho de Ministros Extraordinário de dia 21 de outubro, considero que estão esgotadas todas as condições para me manter em funções, pelo que lhe apresento agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal.



Publicado por Tovi às 07:17
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Sábado, 10 de Junho de 2017
Dia de Portugal comemorado no Porto

Discurso de Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, ontem, 9 de Junho, nas cerimónias que decorreram na Sé do Porto.

Sé.jpgSenhor Presidente da República
Senhor Presidente da Assembleia da República
Senhor Primeiro-Ministro
Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, Excelência Reverendíssima,
Senhores Governantes,
Senhores membros do Corpo Diplomático,
Demais Autoridades Civis, Militares e Religiosas,
Minhas Senhoras e meus Senhores

Bem haja, Senhor Presidente, por ter decidido que, depois de Lisboa, era ao Porto que cabia a honra de acolher as celebrações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. E que estas celebrações se concluam, amanhã no Brasil, a nossa Pátria irmã.

Temos, minhas senhoras e meus senhores, a sorte e a ventura de viver num país diferente de muitos outros; um país que guardou incólumes as suas fronteiras, defendidas com sangue, suor e lágrimas; um país que permanece uno, que corresponde e se exprime num estado-nação, coisa rara e nada negligenciável nestes tempos de sobressalto em que vivemos.

Um país que, pese embora os desequilíbrios que nem sempre temos sabido compensar, ou as rivalidades que nem sempre conseguimos atenuar, vive bem com a sua geografia, com a sua língua e com a sua cultura. Um país, e chamemos-lhe pelo nome - Portugal - que tem sabido resistir à voracidade da história, que tem sido capaz de enfrentar todos os desafios.

Nunca faltaram ao português, como escreveu Cortesão, "grandes e nobres motivos para um orgulhoso conceito de Pátria (...) talvez porque a natureza foi com ele em extremo dadivosa dos seus bens".

Talvez por isso, mas também por cepa e inquietude, soubemos, antes de outros, partir à descoberta do Mundo. Por onde passámos, deixámos as nossas marcas. Com Camões, que hoje recordamos, guardámos o registo lírico dessa extraordinária epopeia.

Durante cinco séculos fomos porto de partida de uma irreplicável e improvável aventura pelas sete partidas do mundo. Soubemos, depois, em circunstâncias particularmente adversas, bolinar contra o vento da história e reintegrar todos, e foram tantos, que aqui voltaram, ao seu porto de abrigo. Uma história que está por assimilar, mas que representa um momento alto da nossa saga: o regresso ao abraço pátrio, sem ressentimentos, uma forma nobre de encerrarmos um longo e épico capítulo.

Deparámo-nos, então, com a realidade de uma velha e inculta metrópole, repartida entre um interior arcaico e uma capital desmesurada, perdido que fora o Império. O Porto foi então, e direi que continua a ser, o ponto justo de equilíbrio. Jaime Cortesão bem que avisara, alguns anos antes, que "graças ao Porto, o povo português teve coluna vertebral, e ainda hoje possui um ideal de cidadania". Coluna vertebral que é hoje, também, parte da indispensável coluna cerebral deste novo Portugal, ousado, inventivo, estudioso, sagaz e indómito.

Foi graças a esse ideal de cidadania e a essa coluna vertebral que não permitimos que o 25 de Abril fosse uma mera transição entre regimes autoritários, e se transformasse na manhã que a aurora anunciara.

É graças a essa coluna também cerebral, de que o Porto é parte plena, que hoje podemos olhar o futuro com confiança.

Depois, virámo-nos para a Europa, para o mais evidente e sempre adiado dos desígnios. Mais uma vez, o Porto e o Norte sofreram, com abnegação, o preço da escolha. Um preço que foi pago com a desindustrialização em sectores tradicionais, enquanto o investimento público se concentrava na capital e no velho sonho de fazer dela uma grande cidade mercantil. Sem lugar nessa mesa, o Porto porfiou.

Mesmo quando a crise nos bateu à porta, o Porto foi sempre o fiel da balança. Sem nunca esmorecer. Com boas contas, com a severidade do seu granito. Como disse Bénard da Costa, esta cidade foi sempre um país que respeita e se respeita. Uma cidade que, como Agustina dissera, "tem toda ela uma forma, uma alma de muralha”.

Cidade invicta, abnegada e empreendedora, não se intimidou quando os sinos voltaram a tocar a rebate. Fez, como sempre, das tripas coração. Em vez de se queixar, resistiu e empreendeu. Cidade de pergaminhos, que mais se pode exigir de uma cidade onde, como disse Torga, "Garrett pode nascer no calor do seu coração, António Nobre pode morar em paz dentro das suas portas, e se mesmo numa das suas cadeias pode ser escrito o Amor de Perdição".

Tudo isso, que pode ser útil e nos compraz, não nos satisfaz. Mas, muitas queixas que tenhamos e não calamos, nós os portuenses temos honra, como poucos ou nenhuns, em sermos portugueses. Temos o orgulho intacto, por sabermos que, nos tempos difíceis, nos momentos mais críticos, a Pátria apela ao nosso contributo; e nunca deixámos de corresponder, apesar de também sabermos que, no fim de cada crise, o papel do Porto volta, inevitavelmente, a ser esquecido.

Não faltará quem veja, neste discurso do Presidente da Câmara Municipal do Porto, algum bairrismo. Pois a esses responderei com as palavras de Sophia: "nasci no Porto, sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo."

Senhor Presidente, em vésperas da sua oportuna visita ao Brasil, fundado pelo nosso Dom Pedro, cujo coração guardamos na Lapa, não posso deixar de lhe dizer, em nome dos portuenses, que nós, que temos tanta e tanta honra em sermos portugueses, somos ainda assim, diferentes.

O que se diria se, em Londres, em Trafalgar Square se ao lado dos leões, estivesse numa coluna, não o invencível Nelson, mas Gandhi, que libertou a jóia da coroa britânica? Pois, em vésperas da sua viagem ao Brasil, Senhor Presidente, não posso deixar de recordar que nós, os portuenses, temos como símbolo o nosso D. Pedro.

D. Pedro de quem, como disse guardamos o coração, na Lapa e nas nossas Armas, em escudo de honra, no meio; D. Pedro que lutou pela nossa liberdade e que soube fundar o país irmão, com quem celebrámos a história e a língua, esse extraordinário património imaterial que ainda não soubemos explorar.

Senhor Presidente,
Termino com Eduardo Lourenço:
"O Porto é o barco que nunca partiu”

 

 

Sobrinho Simões, presidente das comemorações do 10 de Junho, durante a sua intervenção na cerimónia de hoje disse que os portugueses são um povo com características genético-culturais “sui generis”:

Não estou a sugerir que há genes portugueses, não há, o que os portugueses têm é uma mistura notável de genes com as mais variadas origens, se há algo único, ou quase único em nós, é essa mistura genética. Incorporou, ao longo de séculos, judeus e berberes vindos de Espanha e do Norte de África, porque se misturou com árabes, porque teve escravatura de povos da África subsariana no país e nas colónias com uma expressão e durante centenas de anos. E também porque fomos através do mar para tudo quanto era sítio na África, na Ásia e na América do Sul e de lá voltámos com filhos e, sobretudo, filhas. E, por esse motivo, se compreende que a população portuguesa tenha grandes percentagens de diversas linhagens genéticas, sobretudo de origem materna, afiançou, sublinhando que há diferenças regionais, mas o que impressiona é a consistência com que tem “muito mais” mistura de genes do que os seus vizinhos. O ponto que estou a procurar salientar é que a incorporação de genes foi acompanhada pela incorporação das respetivas culturas, criando uma sociedade de gentes muito variadas, tolerante em termos religiosos, avessa aos extremismos pseudo-identitários que irrompem um pouco por todo o lado. Deveríamos ser capazes de integrar gentes que se veem obrigadas a fugir de casa, comportando-se como uma comunidade inclusiva e solidária, uma comunidade que percebe o valor sociocultural, económico e até demográfico da integração dos migrantes. Somos uma das sociedades com menos filhos do mundo. Continuamos, infelizmente, demasiado individualistas e ainda não somos uma sociedade de contrato, lá chegaremos, espero.

 

  Comentários no Facebook

«Antonio Sousa Dias» - Dia de Portugal - O Professor Manuel Sobrinho Simões fez hoje um dos melhores discursos que se ouviram até hoje nas cerimónias comemorativas do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Não faço esta referência para menorizar o discurso do Presidente da República, ambos são professores catedráticos, mas de um lado temos uma tradição de rigor, alguém que fala quando é preciso, do outro temos uma cultura de selfies e nunca sabemos se vamos ouvir o comentador televisivo, o professor de direito, o político dos congressos do PSD ou o Presidente.
Quando se ouve Marcelo fica-se a rir, quando se ouve Sobrinho Simões fica-se a pensar, fica-se a pensar sobre quem somos, somo quem poderíamos ser e sobre o que queremos ser. Estava ouvindo Sobrinho Simões e a câmara ia mostrando os rostos, percebia-se a curiosidade por detrás do rosto de circunstância dos soldados, via-se o sorriso de Costa, a altivez de Assunção cristas e a cara de Pau de Marco António.
Mas enquanto ouvia Sobrinho Simões pensava sobre o fosso que existe entre o mundo das banalidades em que se transformou o debate político e o mundo de quem pensa com seriedade. Porque motivo não ouvimos mais vezes gente com a grandeza intelectual de Sobrinho Simões e passamos a vida a ouvir matracas falantes como Medina Carreira, José Gomes Ferreira, para não baixar o nível e passar aos que têm mais tempo de antena, como os anafados do João Guerra e Serrão e os paspalhos do Pina e do Ventura.
Que país é este onde os partidos da oposição tenham vir a ser governo procurando conflitos entre declarações de ministros e secretários de Estado? Dei o exemplo do que temo vindo assistir na luta partidária, mas poderia eleger os discursos de muitas personalidades de todos os quadrantes partidários, sindicais ou empresariais.
Interrogo-mo como é que um país tão grande gera tanta pequenez, mas pior do que isso, porque razão neste país são os mais pequenos a dominar? Porque é que o nosso país está condenado a não ultrapassar os horizontes eu lhe são impostos por tal gente, como se em fez das forças do universo por aqui imperasse uma das mais elementares regras da matemática, a do mínimo múltiplo comum?
PS: Alguém se lembra do que disse Marcelo Rebelo de Sousa?
(in O Jumento)



Publicado por Tovi às 08:04
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017
A Descentralização não é Regionalização

19Fev2017.jpg

Isto dito por quem “cozinhou”, juntamente com António Guterres, a alteração à Constituição da República que tornou praticamente impossível criar as REGIÕES, só prova que a chamada Descentralização não tem nada a ver com o que a Lei fundamental portuguesa preconizava e que se chama REGIONALIZAÇÃO.

 

  CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

CAPÍTULO IV - Região administrativa
Artigo 255.º - Criação legal - As regiões administrativas são criadas simultaneamente, por lei, a qual define os respectivos poderes, a composição, a competência e o funcionamento dos seus órgãos, podendo estabelecer diferenciações quanto ao regime aplicável a cada uma.
Artigo 256.º - Instituição em concreto - 1. A instituição em concreto das regiões administrativas, com aprovação da lei de instituição de cada uma delas, depende da lei prevista no artigo anterior e do voto favorável expresso pela maioria dos cidadãos eleitores que se tenham pronunciado em consulta directa, de alcance nacional e relativa a cada área regional. 2. Quando a maioria dos cidadãos eleitores participantes não se pronunciar favoravelmente em relação a pergunta de alcance nacional sobre a instituição em concreto das regiões administrativas, as respostas a perguntas que tenham tido lugar relativas a cada região criada na lei não produzirão efeitos. 3. As consultas aos cidadãos eleitores previstas nos números anteriores terão lugar nas condições e nos termos estabelecidos em lei orgânica, por decisão do Presidente da República, mediante proposta da Assembleia da República, aplicando-se, com as devidas adaptações, o regime decorrente do artigo 115.º.
Artigo 257.º - Atribuições - Às regiões administrativas são conferidas, designadamente, a direcção de serviços públicos e tarefas de coordenação e apoio à acção dos municípios no respeito da autonomia destes e sem limitação dos respectivos poderes.
Artigo 258.º - Planeamento - As regiões administrativas elaboram planos regionais e participam na elaboração dos planos nacionais.
Artigo 259.º - Órgãos da região - Os órgãos representativos da região administrativa são a assembleia regional e a junta regional.
Artigo 260.º - Assembleia regional - A assembleia regional é o órgão deliberativo da região e é constituída por membros eleitos directamente e por membros, em número inferior ao daqueles, eleitos pelo sistema da representação proporcional e o método da média mais alta de Hondt, pelo colégio eleitoral formado pelos membros das assembleias municipais da mesma área designados por eleição directa.
Artigo 261.º - Junta regional - A junta regional é o órgão executivo colegial da região.
Artigo 262.º - Representante do Governo - Junto de cada região pode haver um representante do Governo, nomeado em Conselho de Ministros, cuja competência se exerce igualmente junto das autarquias existentes na área respectiva.



Publicado por Tovi às 08:24
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017
Centeno vs Domingues – “histórias” da CGD

Então é assim… o que eu penso sobre esta “telenovela”:

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Centeno não me parece um mau Ministro das Finanças… Centeno até tem chegado a valores interessantes no que á política nacional diz respeito… Mas Centeno não sabe lidar com “os outros”, sejam eles oposição ou os simples e anónimos cidadãos, a quem já não restam grandes dúvidas do que aconteceu na mais recente “telenovela” da CGD. E ser sério não chega a um membro do Governo… é necessário parecê-lo. E uma outra coisa é certa: António Domingues não é "tolinho".

Já agora: Marcelo Rebelo de Sousa, ao que parece muito bem informado de tudo o que se passou, assumiu uma atitude “de Estado” o que para mim só lhe fica bem. Esperemos que no futuro e em todos as “telenovelas” que venham a aparecer, a atitude do Presidente da República seja sempre em favor do maior interesse Nacional.



Publicado por Tovi às 08:46
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2017
Mensagem de Ano Novo do Presidente da República

Mensagem de Ano Novo do Presidente da República 1Muito Boa Noite.
Há quase dez meses, ao tomar posse, recordei a nossa vocação de sempre, que é a de sermos mais do que dez milhões que vivem num retângulo na ponta ocidental da Europa.
Somos e temos de ser uma plataforma entre culturas, civilizações e continentes, espalhados pelo mundo, capazes de criar diálogo, fazer a paz, aproximar gentes.
Para isso, defendi mais e melhor educação, maior coesão, ou seja, menores desigualdades, capacidade de nos unirmos no essencial, em clima de estabilidade social e política, responsáveis mais isentos e próximos daqueles que devem representar.
E, também, finanças públicas rigorosas, sistema bancário mais sólido e crescimento económico capaz de criar riqueza e de permitir o combate ao risco de pobreza, e mais justa repartição dos rendimentos.
O ano de 2016 chegou ao fim.
Será que conseguimos dar passos em frente no caminho pretendido?
É indesmentível que tivemos estabilidade social e política, que alcançámos um acordo sobre salário mínimo, que os dois Orçamentos do Estado mereceram, a aceitação da União Europeia, que cumprimos as nossas obrigações internacionais, que trabalhámos para reforçar o sistema bancário, que compensámos alguns dos mais atingidos pela crise, e que houve, da parte de mais responsáveis, uma proximidade em relação às pessoas, ao cidadão comum, partilhando os seus sonhos e anseios, as suas angústias e desilusões.
Quer isto dizer que demos passos – pequenos que sejam – para corrigir injustiças e criámos um clima menos tenso, menos dividido, menos negativo cá dentro e uma imagem mais confiável lá fora, afastando o espetro de crise política iminente, do fracasso financeiro, da instabilidade social que, para muitos, era inevitável.
Tudo isto foi obra nossa – nossa, de todos os Portugueses.
No entanto, ficou muito ainda por fazer.
O crescimento da nossa economia foi tardio e insuficiente. Alguns domínios sociais sofreram com os cortes financeiros. A dívida pública permanece muito elevada. O sistema de justiça continua lento e, por isso, pouco justo, a começar na garantia da transparência da política. O ambiente nos debates entre políticos foi mais dramatizado do que na sociedade em geral.
Mas, tudo visto e somado, o balanço foi positivo.
Entrámos em 2016 a temer o pior. Saímos, a acreditar que somos capazes do melhor.
Numa palavra, aumentámos o nosso amor-próprio como Nação e ganhámos fôlego na formação para um novo tempo, com a Cimeira Digital, na presença constante junto dos compatriotas que, fora do nosso território físico, pertencem ao nosso território espiritual, como no 10 de Junho, em vitórias, por natureza, raras – de que o Euro foi feliz exemplo –, na afirmação do nosso papel no mundo, com a eleição aclamatória de António Guterres para Secretário-geral das Nações Unidas.
Quando queremos, nos unimos no fundamental, e trabalhamos com competência, com método e com metas claras – somos os melhores dos melhores.
E cumprimos o nosso destino, fazendo pontes, aproximando povos, chegando onde outros não chegam.
Começa hoje um novo ano.
Neste tempo que se abre, temos de reafirmar os nossos princípios e saber o que é preciso fazer primeiro.
Os nossos princípios: acreditamos nas pessoas, no respeito da sua dignidade, das suas diferenças, dos seus direitos pessoais, políticos e sociais; acreditamos na democracia; acreditamos no Estado Social; acreditamos no dever de construir a solidariedade e a paz, e de lutar contra o terrorismo, na Europa onde nascemos, na Comunidade que fala português que ajudámos a criar, no Atlântico que atravessámos, nos novos mundos onde estivemos e estamos e queremos unir cada vez mais.
À luz destes princípios, o caminho para 2017 é muito simples: não perder o que de bom houve em 2016 e corrigir o que falhou no ano passado.
Não perder estabilidade política, paz e concertação, rigor financeiro, cumprimento de compromissos externos, maior justiça social, formação aberta ao mundo, proximidade entre poder e povo.
Mas, ao mesmo tempo, completar a consolidação do sistema bancário, fomentar exportações, incentivar investimento, crescer muito mais, melhorar os sistemas sociais, mobilizar para o combate à pobreza, sobretudo infantil, e curar de uma Justiça que possa ser mais rápida e, por isso, mais justa.
2016 foi o ano da gestão do imediato, da estabilização política e da preocupação com o rigor financeiro.
2017 tem de ser o ano da gestão a prazo, e da definição e execução de uma estratégia de crescimento económico sustentado.
Aprendendo a lição de que, no essencial, tivemos sucesso quando nos unimos.
E assim será em 2017.
Ao recebermos o Papa Francisco.
Ao celebrarmos 40 anos sobre a igualdade entre mulher e homem, na família, no Código Civil.
Ao comemorar os 150 anos de abolição da pena de morte.
E, sobretudo, ao construirmos um País melhor.
Recordando, com saudade os que partiram em 2016, e foram muitos, desejo do fundo do coração as maiores venturas a todos os Portugueses, onde quer que vivam, incluindo os que se encontram em missão no estrangeiro, e também àqueles, que dos quatro cantos do mundo, chegaram e chegam à nossa terra.
Com esperança.
Com confiança.
Com Paz.
Acreditando sempre em nós próprios.
Acreditando sempre em Portugal!
Um bom 2017.



Publicado por Tovi às 13:08
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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016
Os Reis de Espanha no Porto

Reis de Espanha ag.jpg

Teve enorme significado político, no meu entender, a visita oficial a Portugal dos Reis de Espanha ter começado na Cidade Invicta. E isto temos que agradecer a Marcelo Rebelo de Sousa. Pode o Presidente da República ter a certeza que não esquecemos.



Publicado por Tovi às 08:06
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Sábado, 1 de Outubro de 2016
Sou um provinciano...

...e com muita honra

Coleção Miró ab.jpg

  Tiago Barbosa Ribeiro no Facebook, em 28Set

UM PEQUENINO INTERIOR
Este senhor, de seu nome Nuno Vassallo e Silva, actual director-adjunto do Museu Gulbenkian, é um comissário político do PSD que foi director-geral do património e que nessa condição tudo fez para abater a colecção de Miró que agora vai ficar no Porto.
Ora, a esse propósito, segundo citação no "Público", o sujeito disse que «é uma decisão lamentável» e que representa uma «visão provinciana».É o típico pensamento dos provincianos da corte que julgam o resto do país à sua imagem e que defendem activamente tudo o que conduza ao centralismo que esmaga Portugal.
E se isso já era suficientemente mau, ainda temos os danos colaterais: a produção destas figurinhas do Portugal dos pequeninos. São eles, e não outros, que representam esse «país engravatado todo o ano e a assoar-se à gravata por engano», o que se revela especialmente certeiro ao vermos (e lermos) o que dizem estes pequeninos interiores.
Que tristeza.

 

  Luís Miguel Queirós no Público de 30Set

O que fará a província com os Mirós?
Desde que Fernando Rosas se opôs à instalação do Centro Português de Fotografia no Porto com o argumento de que se iria obrigar os atarefados investigadores lisboetas a deslocar-se ao Porto, essa remota povoação nortenha, que não lia nada de um tão rematado provincianismo centralista como as recentes declarações do director adjunto do Museu Gulbenkian, Nuno Vassallo e Silva, que afirmou ao PÚBLICO que a decisão de manter a Colecção Miró no Porto revela “uma visão provinciana”. E porquê? Porque não acredita que a presença destas 80 e tal obras de Miró “faça desviar os turistas que vão [ver os Mirós] a Barcelona, a Madrid ou a Nova Iorque”. E já os desviaria se a mesmíssima colecção ficasse em Lisboa?

Não chega a perceber-se se Vassallo e Silva está a dizer que o Porto é, em si mesmo, provinciano, ou se acha provinciano pretender-se descentralizar a oferta cultural naquele que é seguramente um dos países mais centralistas da União Europeia. Ou o problema é ter-se sabido aproveitar uma oportunidade e mantido os Mirós em Portugal, quando deveriam ter sido vendidos a quem lhes soubesse dar melhor proveito? Nenhuma das hipóteses torna menos inquietante o facto de alguém que pensa assim ter podido exercer funções como efémero secretário de Estado da Cultura e director-geral do Património Cultural.
No mesmo artigo que abria o PÚBLICO de quarta-feira, Álvaro Siza já respondia involuntariamente a Vassallo e Silva quando sublinhava que “os Mirós ficam bem não importa onde”. Responsável pelo projecto arquitectónico da exposição que se inaugura esta sexta-feira na Casa de Serralves, Siza acrescentava, com a menos provinciana das sinceridades, que preferia ter os Mirós perto de casa, porque assim os poderia “ir ver com mais facilidade”.
Para infelicidade do director adjunto do Museu Gulbenkian, os Mirós ficarão mesmo no Porto. O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, já deixou claro que a decisão política está tomada, e resta apenas saber onde ficará fisicamente instalada a colecção e como irá ser trabalhada e divulgada. Tanto a tutela como a autarquia têm mantido esse segredo bem guardado, e todas as tentativas do PÚBLICO para saber pormenores, que também incluíram a Fundação de Serralves, esbarraram na declaração lacónica de que “as informações sobre o destino da colecção Miró serão prestadas amanhã [sexta-feira], no Porto, pelo senhor primeiro-ministro e pelo senhor presidente da Câmara Municipal do Porto”.
Não parecendo provável que existam neste momento condições para se construir um novo museu de raiz, o que se espera é que Rui Moreira anuncie em Serralves em que edifício já existente na cidade tenciona instalar os Mirós. Têm sido aventados vários locais, do antigo Cinema Batalha ao palacete Pinto Leite, que até já foi vendido. Outra hipótese seria o palacete dos Viscondes de Balsemão, que Álvaro Siza parece achar uma solução viável, já que, além de espaço suficiente, “tem a vantagem”, lembra, de pertencer à Câmara. Mas o palacete está localizado na já muito turística Baixa do Porto, em pleno coração da movida portuense, e Rui Moreira tem sempre defendido a ideia de que é preciso animar as zonas mais deprimidas da cidade. Princípio que poderia tornar mais atractivo o cenário do Matadouro, para o qual está previsto um centro de artes e património. No entanto, o ambicioso projecto que o vereador Paulo Cunha e Silva imaginara para o local pode não ser facilmente conciliável com um museu de dimensão institucional inevitavelmente forte.
Não é sequer de excluir – embora seja improvável – que a futura casa dos Mirós acabe, afinal, por não ser anunciada esta sexta-feira, mas decerto ficaremos pelo menos a saber qual a solução institucional encontrada. E parece difícil que ela não passe por Serralves. É certo que o Museu Nacional Soares dos Reis tem um pequeno núcleo de arte portuguesa do século XX, com obras de Dórdio Gomes, Eduardo Viana, Júlio Resende ou António Quadros, entre vários outros, mas quando nos perguntamos que instituição portuense tem o dinamismo e as competências necessárias para gerir uma colecção como esta, Serralves é a resposta mais óbvia.
É verdade que o Museu de Serralves é de arte contemporânea, e que não faria grande sentido acolher estas obras na sua colecção, mas como sugeriu ao PÚBLICO o seu ex-director artístico, João Fernandes, “os projectos dos museus também são flexíveis”, e já não pareceria tão absurda a ideia de se criar um pólo de Serralves, ou um qualquer modelo de parceria, noutro local da cidade. Menos claro é que a fundação, que já só está agora a expor os Mirós porque o anterior titular da Cultura, João Soares, praticamente o impôs, se mostre interessada em assumir esta responsabilidade, num tempo de severas restrições orçamentais e quando tem pela frente a empreitada da construção e gestão da Casa Manoel de Oliveira. A solução poderia passar por compensar financeiramente Serralves, como vem sendo feito com o Centro Cultural de Belém, cujos cortes orçamentais têm sido atenuados por acolher a Colecção Berardo.
E ao contrário do que parece pensar Vassallo e Silva, não é nada certo que esta colecção não constitua um factor de atracção cultural importante para o Porto. Estas oitenta e tal obras abarcam todas as sucessivas fases da extensa produção de um dos pintores que ajudou a definir a arte moderna e cuja criação atravessou, sem perder relevância ou influência, uma boa parte do século XX. Uma parte, aliás, muito pouco representada nos museus da cidade.

 

  Colecção Miró vai ficar na Fundação Serralves

O presidente da Câmara do Porto anunciou esta sexta-feira à tarde que a coleção de quadros do artista espanhol fica na Fundação Serralves. Sabido que a coleção Miró iria ficar no Porto, Rui Moreira anunciou esta sexta-feira que o local escolhido para acolher estes quadros será a Fundação Serralves.
“Não ficariam em melhor lugar do aqui na casa de Serralves. Com a pronta concordância da Fundação, posso agora revelar que este novo polo cultural do município ficará instalado nesta casa maravilhosa e queria também dizer que o senhor arquiteto Siza Vieira já aceitou o encargo de transformar esta casa de tal forma que esta coleção possa ficar aqui de forma permanente”, garantiu Moreira.
Sobre qual o “modelo institucional e financeiro” a utilizar-se, garantiu que o mesmo será anunciado “dentro de dias”. Além de afirmar que este é o “local ideal”, “todos compreenderão também que a Fundação tem todos recursos técnicos para garantir a maximização deste projeto”. 
A coleção Miró, composta por 85 obras de arte cujo destino, em 2013, era a venda num leilão internacional, acabou por nunca sair de Portugal por iniciativa do Ministério Público.




Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016
Condecoração da Selecção Portuguesa de Futebol

Condecoração Selecção Portuguesa no Porto 31Ag

A equipa nacional de futebol foi hoje condecorada com a Comenda da Ordem de Mérito pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa cerimónia que teve lugar na Câmara Municipal do Porto. Após a condecoração, os jogadores e a equipa técnica que se sagraram campeões da Europa deslocaram-se à varanda principal dos Paços do Concelho da Invicta tendo sido saudados efusivamente pelos milhares de pessoas presentes na Avenida dos Aliados.



Publicado por Tovi às 20:32
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Segunda-feira, 11 de Julho de 2016
EURO2016 - Depois de...

Portugal Campeão ab.jpg

Na fase de grupos do EURO2016, logo a seguir ao jogo com a Croácia, considerei-os uma “Selecção de merda”, tal era a falta de concretização e rasgo que os nossos jogadores apresentavam. Depois, pouco a pouco, as coisas foram melhorando, sem no entanto nunca terem sido excepcionais, mas como nestas competições de futebol ganha quem consegue eliminar os outros, lá chegamos à final e derrotamos com todo o mérito os arrogantes franceses. O seleccionador Fernando Santos sempre mostrou uma confiança enorme nos seus jogadores, sendo entre os “vinte e três da camisola das quinas” o Rui Patrício, o José Fonte, o Pepe, o Raphael Guerreiro, o Éder, o Renato Sanches, o Nani, o Ricardo Quaresma e o Cristiano Ronaldo os que mais gostei de ver nos relvados deste campeonato europeu.

 

  Comentários no Facebook 

«Jorge Saraiva» >> Somos Campeões. Nous avons enrabés les français

«Pedro Baptista» >> Ganharam porque mereceram. Se não merecêssem, não ganhavam. Sorte? Só se foi a de jogar sem vedetas. Não há campeões só com azares. A propósito: a França que poderia ter merecido marcar no início, mereceu perder e bem perder, por duas razões: porque ganhou à Alemanha sem merecer e porque com a bazófia xenófoba contra Portugal não mereciam outra coisa. Satisfeito!

«Fernando Duarte» >> Retiro todo o mal que disse durante o ano sobre alguns jogadores do Sporting, principalmente sobro o Rui Felino (que alguns chamavam Rui dos frangos), e também adoro ciganos e pretos contrariamente ao que dizem as màs linguas !

«António Magalhães» >> Para que conste, sou português desde pequenino!

«Paulo Silva» >> Je Suis Eder

«Teresa Canavarro» >> A vingança serve-se fria. Fiquem lá com a vossa vichyssoise que nós Portugueses trazemos o caneco para casa. Viva Portugal!

 

  Na imprensa internacional

 «Le Monde» (França) >> Finale de l’Euro 2016: les larmes de douleur et de joie de Ronaldo - Sorti sur blessure, la capitaine portugais a finalement soulevé son premier trophée avec la Seleçao après sa victoire, dimanche, face à l’équipe de France en finale de l’Euro 2016.

«Le Soir» (Bélgica) >> Le Portugal a remporté l’Euro 2016, un vainqueur inédit pour une compétition qui ne restera pas dans les mémoires.

«The Guardian» (UK) >> Cristiano Ronaldo’s tears of sadness turn to joy on Portugal’s greatest night - The captain’s participation on the pitch ended prematurely but it was a happy ending as Fernando Santos’ ‘ugly ducklings’ broke France’s hearts.

«Marca» (Espanha) >> Las siete vidas de Portugal - Portugal hizo historia en la Eurocopa de Francia al conquistar su primer gran título. Lo hizo contra todo pronóstico, en la final ante la anfitriona Francia y sin Cristiano Ronaldo, lesionado en los primeros minutos del duelo. Pero Portugal volvió a crecerse ante las adversidades, como durante todo el torneo. Sólo ganó uno de sus siete partidos en los 90 minutos, y únicamente fue por delante en el marcador durante 75 minutos de los 720 que disputó. Pero lo cierto es que no perdió ningún partido, y nunca se dio por vencido hasta ser campeón.

«La Stampa» (Itália) >> Francia ko con il Portogallo: ed Evra esce da un’uscita secondaria - Perdere l’Europeo in casa, a Saint-Denis, è una delusione che lascia senza parole la Francia e molti dei suoi giocatori, come Paul Pogba: «Non c’è nulla da dire», taglia corto uscendo dagli spogliatoi. Solo il look è uguale alla semifinale con la Germania: zainetto color oro e occhiali verniciati dello stesso colore. Il sorriso, invece, non può che essere sparito dopo la sconfitta per 1-0 con il Portogallo. C’è pure chi non si fa vedere nella mix zone che costeggia i giornalisti, come Evra e Coman, che lasciano gli spogliatoi da un’uscita secondaria. Poca voglia di parlare.

 

   O PR saudou um a um os jogadores da seleção

"Hoje temos mais razões devido a vocês para acreditar em Portugal". Foi assim que o Presidente da República agradeceu aos 23 jogadores da seleção nacional no Palácio de Belém, recebidos ao início da tarde, vindos diretamente do aeroporto Humberto Delgado.
Repetindo a palavra "gratidão", Marcelo Rebelo de Sousa frisou a diferença do dia de hoje. "Continuamos a ter problemas económicos, políticos e sociais. O dia de hoje é, nesse sentido, igual ao de ontem. Mas não é. Há uma diferença: a diferença foi o vosso exemplo, do que é ganhar com coragem, determinação, capacidade de luta, humildade e espírito de equipa. Hoje temos mais razões devido a vocês para acreditar em Portugal", disse aos campeões da Europa.



Publicado por Tovi às 08:07
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016
Grande Conferência Jornal de Notícias

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Teve lugar ontem, no Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto, a conferência comemorativa dos 128 anos do Jornal de Notícias - Celebrar o passado e inspirar o futuro – levando a debate o tema "Descentralização - Pedra Angular da Reforma do Estado". Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, apadrinhou este evento, onde ex-governantes e estudiosos da descentralização foram convidados a debater os desafios do poder local e os caminhos para uma efectiva descentralização política e administrativa.

 

  Marcelo não morre de amores pela Regionalização

Marcelo Rebelo de Sousa tem dúvidas sobre a eleição directa do presidente das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa – Na abertura da grande conferência JN sobre a descentralização como pedra angular da reforma do Estado, o chefe de Estado português sublinhou que entende haver um "consenso nacional" alargado em torno da eleição dos responsáveis das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) do país, passando a ser "eleitos pelos municípios, em vez de serem nomeados pelo Estado. É um passo importante, no sentido de ir ao encontro de realidades regionais baseadas nas regiões plano", ou seja, Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. Mas no entanto, não arrisca falar em consenso e coloca várias dúvidas em torno da eleição directa dos presidentes das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa. "Aí é preciso que a lei seja muito clara para dizer como é que as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto se sobrepõem às CCDR do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo. Deixam de pertencer? Que poderes é que terão? Os poderes serão repartidos ou não são? A resposta a estas questões é muito importante, não apenas para que o sistema funcione bem, mas para que não haja problemas de atrito entre os presidentes das câmaras, das CCDR e das áreas metropolitanas", sublinhou o chefe de Estado, certo de que é "importante" definir o "estatuto das áreas metropolitanas".

  Comentários no Facebook

«José Camilo» >> Ouvi com alguma atenção o seu discurso sobre a "descentralização" e rapidamente, se o conheço minimamente bem como homem esperto/inteligente, senti que ele estava a começar a colocar um provável "comboio" regionalista em movimento. Ou seja, penso que o senhor não será tão antiregionalista como poderia pensar.

«David Ribeiro» >> Mas a mim pareceu-me que ele quer é um "regionalismo" nomeado pelo Terreiro do Paço... ou seja, uma "descentralização" feita unicamente por e para centralistas.

«Jose Riobom» >> .....enfim e como sempre é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma… ainda bem que lá não fui perder tempo já que hoje ....outros valores mais altos se alevantam....

«Adao Fernando Batista Bastos» >> Marcelo é um "dois em um", uma no cravo outra na ferradura, um equilibrista que gosta de agradar a todos! Mas sem rupturas e a assunçao clara do que se pretende e/ou apoia... Senão, não, fica tudo na mesma ou pouco muda...

«Francisco Sousa Fialho» >> Não penso que esta ideia da nomeação do presidente da CCDR pelos presidentes de Câmara seja interessante. Parece- me um logro para adiar a necessária regionalização.

«Avelino Oliveira» >> ...é mouro ...só pensa no harem..

«Jovita Fonseca» >> Que esteja atento… e tome a melhor decisão!

«Joaquim Pinto da Silva» >> Esperava é que dissesse, pelo menos, os presidentes da CCDR passam a Secretários de Estado... pelo menos clarificava a quem serviam.

«Pedro Simões» >> Atente-se ao caso mais recente... da exoneracao do presidente da CCDR. Com eleicao isto nao poderia acontecer, por outro lado isto aconteceu porque o governo andou a negociar sem lhe dar cavaco (segundo ele alega) - se o governo o pode ultrapassar enao isso significa que ele nao tem poderes reais.Quem quer eleger alguem sem real poder? Nao percebo estas propostas 'consensuais'... Ainda por cima eleitos indirectamente? Isto é do genero de eleger o Presidente da Associacao Nacional de Municipios, mas a nivel regional? Querem comparar o 'sindicalista' dos municipios a um primeiro ministro. Estou a falar de forma ligeira sobre o assunto - mas à primeira vista nao percebo nada...



Publicado por Tovi às 08:37
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2016
Conselho de Estado

Conselho de Estado 7Abr2016 ab.jpg

Não há memória de alguma vez um Presidente da República ter convidado para estar presente numa reunião do Conselho de Estado um estrangeiro, mesmo que esse estrangeiro seja uma figura proeminente da União Europeia. Mas foi o que fez Marcelo Rebelo de Sousa ao convidar para a primeira reunião do seu órgão consultivo o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. Não há dúvida que Marcelo vai ser um presidente diferente.. se vai ser para melhor ou para pior só o tempo o dirá.

 

  Comentários no Facebook

«Carlinhos da Sé» >> O nosso Presidente ainda não perdeu a esperança de ver o amigo Ricardo Salgado ilibado de todas as acusações para o convidar como conselheiro no próximo mandato. [Emoji smile]


Publicado por Tovi às 08:02
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Sábado, 26 de Março de 2016
Podiam ter escolhido uma raça portuguesa...

...não acham?

Pastor Alemão aa.jpg

  Rádio Renascença

Chama-se Asa, é um pastor alemão com três meses e vai fazer companhia ao Presidente da República no Palácio de Belém. Segundo apurou a Renascença, a oferta foi feita pela Força Aérea na presença do secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrelo, e de elementos das Forças Armadas. O pastor alemão já chegou, mas Marcelo Rebelo de Sousa pediu que o levassem de volta a Ovar, até que arranjasse em Belém um espaço adequado. A chegada do Asa foi uma surpresa, mas surge depois de o chefe de Estado ter manifestado vontade de ter uma companhia canina. Fiel, disciplinado, destemido e muito meigo é a descrição das principais características de um cão pastor alemão. Além disso, é muito protector e excelente com crianças – um perfil que, segundo várias fontes contactadas pela Renascença, se adequa na perfeição à maneira de ser de Marcelo Rebelo de Sousa. Nos Estados Unidos, o Presidente, Barack Obama, também usufrui de companhia canina com os dois cães de água portugueses que vivem na Casa Branca.

 

  Comentários no Facebook

«Luis Gorjão Henriques» >> Podiam ter escolhido uma raça Portuguesa se ainda as tivesse. Os Fuzileiros tiveram Castro Laboreiro, Serra da Estrela e Cão de Água, e acabaram com todos. A GNR teve Fila de S. Miguel, mas penso que também já não têm. Força Aeres e Paraquedistas sempre tiveram só Pastor Alemão. Mas antigamente ainda registavam os seus exemplares no LOP e tinham afixos. Agora já nem isso fazem. [Emoji frown]

«Joao Vasco Poças» >> Acho que ficava bem um Cão do Barrocal

«Pedro Silva» >> sem duvida uma raca portuguesa seria o ideal.

«Paula Botelho» >> Pk??? Cão é cão!!!! Até podia ser um rafeiro......

«João Greno Brògueira» >> De todas as raças que já tive a Pastor Alemão é um das que me deixou mais saudades.

«David Ribeiro» >> Já cheguei a esta conclusão: De que eu gosto é de cães… cada nova raça que entre cá em casa é uma nova paixão.

«João Greno Brògueira» >> Há uma raça que não me deixou boas recordações. A S. Bernardo.

«Mario Reis» >> Eu adoro o meu rafeiro racado de podengo e grande... esta cada vez melhor com a idade

«Jorge Veiga» >> a ladrar eu não os distingo...isso não é racismo??? kkkkkkk

«Jorge Rodrigues» >> Falta de sensibilidade do Presidente ou mal informado? E porque pagamos umas forças armadas que não privilegiam as raças portuguesas??? Além de que quando precisamos delas...não estão cá ou se fazem algo é a m... que levou este país ao estado em que está....



Publicado por Tovi às 08:57
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Quarta-feira, 16 de Março de 2016
O que podemos esperar do Presidente Marcelo?

Comentário muito interessante de José Martins [@disqus_rabGByC4r9] no “Conselho de Diretores”, um programa em parceria entre o Expresso e a Rádio Renascença, sobre «O que podemos esperar do Presidente Marcelo?»

Marcelo Rebelo de Sousa acc.jpg

O que se espera do Prof. Marcelo é que se redima do referendo anti-constitucional que promoveu sobre a Regionalização.
O Prof. Marcelo se quer aumentar a auto-estima dos portugueses deve exigir o cumprimento do imperativo constitucional da descentralização e ajudar a combater o centralismo bacoco que faz aos portugueses sentirem-se como estrangeiros no seu próprio país.
Em Portugal tivemos a pouca sorte de vivermos em pleno Salazarismo quando as questões do "Planeamento, Ordenamento e Administração Territorial" foram discutidas na generalidade dos países europeus (décadas de 50/60) conduzindo à consagração das Autarquias Regionais. Por cá, já tardiamente, mas ainda no tempo da ditadura, ficamo-nos por uma espécie de imitação do que se estava a fazer nos países democráticos europeus com a criação das Comissões de Coordenação Regional, órgãos de nomeação do governo autoritário de então, não sujeitas, portanto, à eleição democrática.
Neste momento Portugal é o único País da União que não está regionalizado. Isto apesar de tal continuar a ser um imperativo constitucional. Mas nesta matéria os grandes defensores da Constituição da República calam-se.
No mundo civilizado, é um adquirido que, para uma boa organização, administração e gestão democrática do território o nível Regional é imprescindível. É claro que não agrada a quem está sentado (ou espera estar) à mesa do orçamento. Querem o bolo todo na mesa.
Num estudo feito há tempos (cuidadosamente mantido na gaveta pelas autoridades nacionais portuguesas) no âmbito do Programa Quadro de Investigação e Desenvolvimento da Comissão Europeia, sobre a "Qualidade da Governação" nos vários países Integrantes da União, Portugal e a Grécia, em todos os aspectos analisados, alternaram entre si o último e penúltimo lugar.
Quase sempre pela mesma razão: défice de participação democrática dos cidadãos nos processos de decisão, por ausência do nível Regional de poder.
Caberá acrescentar que, entretanto, a Troika obrigou os Gregos a fazer a regionalização.
Portugal é, neste momento, o único país da UE não regionalizado.
Soubemos à dias (e soubemos porque a U.E. exige essa informação) que as Regiões Norte, Centro e Alentejo têm um PIB per capita que é pouco mais de metade do da Região de Lisboa e Vale do Tejo apesar de estas serem das regiões onde se produzem mais bens transaccionáveis e exportáveis.
É isto que tem a ver com a auto-estima dos portugueses.
Para já o Prof. Marcelo deve exigir ao Dr. Costa que cumpra com o que prometeu nas eleições em vez de andar com paliativos tipo "Estrutura de Missão" pelo Interior. Isso é só um pretexto para à custa do "Interior desfavorecido" arranjar mais uns tachos para os amigos.
COMO PROMETEU, O DR. COSTA DEVE PROMOVER A ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA DOS DIRIGENTES DAS CCDR'S (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional) PELOS RESPECTIVOS PRESIDENTES DE CÂMARA DE CADA UMA DAS REGIÕES, em vez de continuarem a ser nomeados como emissários do Terreiro do Paço como no tempo do fascismo.
É um primeiro passo para a descentralização e para melhorar a auto-estima dos portugueses.
E É DE GRAÇA. NÃO TEM CUSTOS.

 

  Comentários no Facebook

«Jorge Veiga» >> David Ribeiro não me admira nada que o Marcelo tenha colaborado numa alteração à regionalização em que impõe regras mais restritivas para a sua a provação, já que tem sido hábito neste país que a esquerda peça tantas discussões ou referendos, até que as suas ideias saiam vencedoras. Sendo assim, os orgãos do estado perderiam tempo a discutir, promover os ditos referendos e os resultados seriam ou não respeitados de acordo com o que sai-se na tombola dos votos. A ver vamos como PR e AR resolvem tudo isto, e se é para eles uma prioridade. Não tenho duvidas que a pressão dos autarcas do Norte é essencial.

«Raul Vaz Osorio» >> LOL ó Jorge, só faltava mesmo culpar a esquerda pela falta de regionalização [Emoji tongue]

«Jorge Veiga» >> Não me parece que seja isso que escrevi, mas que quando os desejos não são realizados, vão lá tantas vezes até levarem o prémio, não é mentira...

«Raul Vaz Osorio» >> O que eu não consigo perceber é como é possível ter uma constituição que tem simultaneamente estas três normas: 1) É inconstitucional referendar matéria constitucional; 2) A regionalização é um imperativo constitucional; 3) Só pode haver regionalização depois de um referendo que a aprove. E esta, hein?

«Jorge Veiga» >> os remendos, são sempre remendos!

«Raul Vaz Osorio» >> Não é remendo, é contradição de termos. Um paradoxo insolúvel.

«Jorge Veiga» >> Raul Vaz Osorio disse remendos, porque foi remendada e depois sai disso...

«Raul Vaz Osorio» >> Eu não vejo como um remendo, vejo como uma sabotagem deliberada. Remendo é "epa fizemos merda, vamos dar aqui um jeito para disfarçar". Isto foi outra coisa.

«Jorge Veiga» >> Raul Vaz Osorio pois deves ter razão. Obter tudo o que é exigido deve ser quase impossível.

«Gonçalo Graça Moura» >> se a constituição fizesse algum sentido, há muito que tínhamos saído do buraco...



Publicado por Tovi às 17:47
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Domingo, 13 de Março de 2016
Em defesa de um Portugal menos centralista

Marcelo visita o Porto 11Mar2016 db.jpg

No rescaldo da visita do Presidente da República à Cidade Invicta dou comigo a pensar que embora Marcelo Rebelo de Sousa na cidade do Porto só tenha conseguido 49,66% de votos na eleição que o levou ao Palácio de Belém (no Distrito obteve 51,28% e a nível nacional 52%) a verdade é que já é o Presidente de todos os Portuenses e continuará a sê-lo enquanto não trair as ambições das gentes do Porto e do Norte. E até pode ser que Marcelo altere a sua forma de ver a Regionalização e acabe com a aberração do artigo 256.º da Constituição da República Portuguesa. Foi isso que eu subentendi no discurso de Rui Moreira na cerimónia solene de boas-vindas nos Paços do Concelho: “Erga também, Senhor Presidente, a sua voz em defesa de um Portugal menos centralista, um Portugal que deixe enfim respirar os que querem ousar, arriscar, fazer mais e melhor.”

 

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«Jorge Veiga» >> David Ribeiro eu sou um apoiante de Marcelo. Como qualquer ser humano ele pode falhar, mas eu tenho esperança que seja uma lufada de ar fresco na nossa política e no nosso Portugal. Claro que nunca podemos esquecer do nosso querido Norte. Vejamos se tenho e espero ter razão para bem de todos.



Publicado por Tovi às 09:54
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Sexta-feira, 11 de Março de 2016
Presidente da República de visita ao Porto

Marcelo visita o Porto 11Mar2016 e.jpg

No âmbito das cerimónias de tomada de posse do novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa visitou hoje a cidade do Porto, onde foi recebido, nos Paços do Concelho, pelo presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira. Seguiu-se um almoço na Casa do Roseiral e uma visita à Galeria Municipal, onde está patente a exposição "P.-uma homenagem a Paulo Cunha e Silva, por extenso". A deslocação do novo Presidente da República ao Porto terminou com uma visita ao Bairro do Cerco - um dos maiores e mais degradado da cidade, com 34 blocos, 892 casas, 835 famílias, e um total de 2.074 habitantes - incluindo um percurso a pé até ao Largo dos Afectos onde foi exibido o projecto OUPA! ('hip hop' por jovens residentes no bairro) e uma visita a uma instituição de solidariedade social.

 

  Alguns apontamentos sobre esta visita do PR ao Porto

A cerimónia de recepção formal ao Presidente da República no Salão Nobre da autarquia portuense teve um momento musical pela Orquestra Juvenil da Bonjóia.

Marcelo foi cumprimentado pelo Manuel do Laço, um grande boavisteiro que se encontrava entre os populares que assistiam à chegada do Presidente da República aos Paços do Concelho.

O portal «Porto.» transmitiu em directo a cerimónia de recepção formal, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara do Porto.

"Portugal é muito mais do que o Palácio de Belém" disse Rui Moreira no seu discurso.

Rui Moreira falando para o novo Presidente da República: "Erga também, Senhor Presidente, a sua voz em defesa de um Portugal menos centralista, um Portugal que deixe enfim respirar os que querem ousar, arriscar, fazer mais e melhor. E, digo-lho do fundo do coração e cheio de vontade de acreditar: estou certo de que o fará. Porém, permita-me que lho diga, estamos a falar de muito mais do que de um centralismo de interesses. Estamos a falar de mentalidades, e da sua necessária mudança. E, aí, a dificuldade que tem pela frente é ainda maior, porque interfere com aculturações ancestrais, porque é interior, porque esta pulsão pelo Centro, em detrimento de tudo o resto, quase sempre se dissimula e embeleza para não ser notada."

Marcelo relembra, no seu discurso, que “o Porto é de algum modo o berço da Liberdade e da Democracia”.

"Aqui no Porto não é possível não acreditar em Portugal" - foi assim que Marcelo Rebelo de Sousa terminou o seu discurso na cerimónia solene de boas-vindas nos Paços do Concelho.

Banho de multidão à saída do Presidente da República dos Paços do Concelho da Cidade Invicta. Grande dor de cabeça para a segurança… que vai ter que se habituar a estas coisas, pois Marcelo vai quebrar o protocolo muitas vezes durante o seu mandato.

Como era de esperar a recepção ao Presidente da República no Bairro do Cerco foi fantástica e demonstrativa do carinho que esta gente tem por quem se dignou visitá-los logo nos primeiros dias do seu mandato. Desde a inauguração deste bairro, nos idos anos de 1963 pelo Almirante Américo Tomás, que nenhum presidente em funções vinha aqui.

 

 Orquestra Juvenil da Bonjóia

A Orquestra Juvenil da Bonjóia foi criada, em 2011, pelo Município do Porto, através da Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto, FP, em parceria com o Curso de Música Silva Monteiro, resultante do trabalho desenvolvido no âmbito do Projeto "Música para Todos", projeto que promove a aprendizagem da música a alunos do Ensino Básico integrados no sistema do ensino articulado, com vista a colmatar o insucesso e o abandono escolar, apontados pelo Diagnóstico Social do Porto como um dos eixos de intervenção prioritária.

  OUPA!

OUPA! parte de uma residência artística de quatro meses com jovens do Bairro do Cerco do Porto e é liderado pela rapper Capicua, a psicóloga Gisela Borges, o músico André Tentúgal e o videasta Vasco Mendes. Este é um processo de empoderamento que pretende estimular o espírito DIY e reforçar a identidade culturar e a autoestima dos jovens da zona Oriental do Porto através da palavra e da música, permitindo a diluição de barreiras culturais e vivenciais entre o bairro e a cidade, dando visibilidade ao território e potenciando o sentimento de pertença dos participantes.



Publicado por Tovi às 17:30
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