"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 26 de Maio de 2017
Fala quem sabe…

…e o Pedro Baptista sabe sempre muito bem o que diz. Neste texto, escrito num estilo muito próprio e publicado na sua página do Facebook, este meu Amigo, investigador em filosofia, romancista e ensaísta portuense, conta-nos uma versão perfeitamente credível do que se passou com Rui Moreira e a malta do PS-Porto.

 

14717064_1457223597621918_5453880867022574073_n.jpPara os anais de cada um, a verdade dos factos na saga política portuense: Manuel Pizarro, depois de ter sido obrigado por António Costa a romper com Rui Moreira, inventou outra narrativa mais conveniente para a sua pessoa, mormente numa entrevista ao Expresso, mas mente com todos os dentes... Pizarro, Presidente da Distrital PS-Porto, tal como Tiago, presidente da Concelhia do PS-Porto, estiveram reunidos com o presidente Rui Moreira, durante o fim da tarde que precedeu a noite em que o PS rompeu, procurando ganhar o número dois na lista camarária independente e outras posições, ao que o Presidente Rui Moreira não acedeu, porque não quis deixar que a sua candidatura independente o deixasse de ser e passasse a ser um embuste político manipulado pelo PS... Ora Pizarro acabou por sair do encontro aceitando explícita e alegremente ficar em quarto ou quinto lugar da lista, assim se mantendo durante parte da noite, conforme foi do conhecimento de António Costa que, de imediato, encetou contactos para um outro cabeça de lista para o PS, que teria de arranjar em poucas horas, para apresentar na Convenção autárquica do PS que se realizaria em Lisboa! É assim que Juca Magalhães é, pelo menos, um dos contactados por António Costa para cabeça de lista do PS, tendo recusado, sendo-lhe pedido em seguida, mas tarde demais, que não desvendasse a origem do contacto. Ora Costa, já noite bem adentro, por falta de alternativa e falta de tempo, teve mesmo de cair sobre Pizarro, obrigando-o a rejeitar o seu lugar na lista camarária de Rui Moreira e a ser cabeça de cartaz do PS-Porto. Desconheço os termos em que o obrigou. Mas certo, certinho, foi que Costa, para não apresentar na sua Convenção o buraco imenso de não ter candidato ao Porto, preferiu o buraco de ter um candidato pelo PS ao Porto, tão contrafeito quanto o seu maior desejo era apenas entrar na lista independente que agora vai a fazer a farsa de combater. Afinal o falhanço anunciado será de Pizarro e não de Costa e, para este, como sempre, aquele que se amanhe...



Publicado por Tovi às 07:36
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Sexta-feira, 5 de Maio de 2017
Rui Moreira descarta apoio do PS

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Núcleo duro da Comissão Política do movimento independente “Porto, O Nosso Partido” decidiu descartar o apoio dos socialistas na corrida autárquica. Rui Moreira considera inaceitável a colagem do PS a uma futura vitória, bem como a pressão de forte presença de socialistas nas suas listas.
Se assim for é uma vitória daquilo que sempre defendi: Os socialistas portuenses deverão optar por ir a votos nas próximas autárquicas, pois assim é que se vê o peso de cada uma das forças políticas e a haver entendimento futuro entre Rui Moreira e quem quer que seja, esse acordo político será muito mais válido e fundamentado.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Força, Rui Moreira, independência e transparência. O Pizarro e o PS que vão a votos! Ou será que o presidente da Federação Distrital do Porto do PS se vai demitir e tornar-se independente para manter um lugarzinho na Câmara? Mas poderia haver lugarzinhos para gente cujo alinhamento partidário depende das conveniências pessoais?

«Jose Antonio Salcedo» - As afirmações da dirigente socialista Ana Catarina Mendes ilustram a arrogância, o caciquismo e a parolice que caracterizam a política partidária nacional. Em vez de se instituirem como escolinhas de tráfego de influências e de construção de carreiras para tantos inúteis, como têm instituído, os partidos deveriam ser espaços de reflexão e acção para o bem do país. Infelizmente isso não ocorre. Felicito Rui Moreira pela coragem e cumprimento, felicito e agradeço a Manuel Pizarro o magnífico trabalho que tem vindo a realizar na Câmara Municipal do Porto como responsável pelo Pelouro da Habitação e Ação Social. É de pessoas com esta qualidade que a cidade precisa.

 

   Expresso online, hoje às 14h00

A concelhia socialista do Porto considera “surpreendente e inesperado” a notícia de que o candidato independente Rui Moreira, atual presidente da Câmara do Porto, recusa o apoio do PS nas próximas eleições autárquicas. Segundo nota de imprensa, o PS/Porto vai reunir-se hoje à noite para “analisar a situação política autárquica no Porto”. A decisão de Rui Moreira surge depois da secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, ter dito, em entrevista ao Observador, que a vitória de Rui Moreira será uma vitória do PS.



Publicado por Tovi às 11:07
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017
A quererem ganhar na secretaria

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A notícia é de 23 Junho 2016... mas o excelente texto do Pedro Baptista é de agora, fresquinho que nem uma alface.

 

    Pedro Baptista no Facebook

O primeiro capítulo de um Embuste chamado Presidente do PS/Porto! Isto foi em Junho de 2016. O PS apresentou agora uma proposta de alteração que não altera abso...lutamente nada. Para a recolha de assinaturas a lista tem de ser apresentada completa, ou seja sem alteração da lei. A alteração-farsa é que um terço dos seus titulares da lista podem ser alterados posteriormente. Um embuste para os cidadãos, num embuste do PS às candidaturas independentes, que os partidos que estão no parlamento querem impedir de concorrer em condições de igualdade. Sim, eles já perceberam que só com recurso a golpes sujos e a truques de ditadura se podem aguentar nos lugares onde os cidadãos não os querem mais...

 

   JN em 23Jun2016

Presidente do PS/Porto assegura que legislação será revista antes das autárquicas de 2017. Revisão é uma reivindicação dos autarcas independentes.
O PS vai apresentar uma proposta de revisão da lei eleitoral dos órgãos das autarquias locais até ao final do ano, no sentido de "facilitar a burocracia" às candidaturas dos movimentos de cidadãos independentes já em 2017. Essa alteração é uma reivindicação dos autarcas independentes e pode condicionar a recandidatura de Rui Moreira à Câmara Municipal do Porto, como avançou o JN.
A garantia de que existirá uma proposta por parte dos socialistas foi dada esta quarta-feira, ao JN, por Manuel Pizarro, presidente da Federação Distrital do PS/Porto. "A alteração da lei é um teste à seriedade dos partidos políticos que dizem defender a participação dos cidadãos independentes na vida política. Não alterar a lei seria um dramático sinal de hipocrisia. O PS será o primeiro partido a fazer questão de promover a alteração daquilo que é uma precisão legal", assegura o ex-dirigente socialista e vereador no Executivo camarário do Porto.



Publicado por Tovi às 08:30
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017
É mesmo… é uma semidescentralização

Eu cá quero é a Regionalização... e ontem já era tarde.

 

  Rui Moreira in Correio da Manhã

Rui Moreira aaa.jpg

A semidescentralização - O Estado propõe-se delegar competências administrativas mas não partilha decisões políticas.

O Governo apresentou uma proposta de descentralização de competências. Só pela vontade política, António Costa andou bem. O Primeiro-Ministro foi autarca e sabe o que isso representa para o País e para o poder local, onde incluo o Município de Lisboa, também ele vítima do centralismo burocrático. Contudo, este impulso, que registo como genuíno, é insuficiente.
Segundo o documento, o Estado propõe-se descentralizar competências em áreas como a Educação. Mas, na verdade, transfere pouco mais do que obrigações. Mesmo que bem acompanhadas pelo envelope financeiro – e veremos se assim é –, o que está proposto é transferir para a esfera municipal tudo aquilo que poderia chamar de "hotelaria". Ou seja, delega competências administrativas mas não partilha decisões políticas.
No caso da Educação, propõe-se que as autarquias, à semelhança do que já acontece na pré-primária e no ensino básico, construam edifícios, os mantenham e limpem, sirvam refeições e forneçam transporte. Sendo evidente que uma autarquia poderá fazer melhor estes serviços, isso não resolve qualquer problema estrutural. Na verdade, pode até criar novos entraves ao desenvolvimento local e regional, se não forem simultaneamente transferidos os recursos financeiros e humanos correspondentes. Sem esses, não será possível suportar novas tarefas e, simultaneamente, manter o nível de serviço público e investimento noutras áreas.
Note-se que não me refiro ao aumento de recursos humanos via novas contratações, mas apenas da sua transferência do Estado para o domínio municipal, sem penalização orçamental e financeira para as autarquias, flexibilizando os absurdos mapas de pessoal determinados com critérios incompreensíveis. Mas a peça mais importante deste puzzle, que é complexo, é a das competências políticas. Porque sem capacidade para intervir na programação curricular e na colocação de professores, a descentralização será sempre pouco mais do que um alijar de responsabilidades. A definição curricular e o mapa docente, não podendo ser competências exclusivas das autarquias, devem poder contar com a contribuição local e estarem também descentralizadas. A não ser assim, o Estado estará a abdicar de competências administrativas, mas não se avançará em matéria de Educação.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - O país não precisa de descentralizações que não sejam mais do que o alijar de responsabilidades por parte do centralismo, nas matérias que não rendam para o poder central e, pelo contrário, se lhes afiguram difíceis, porque dão trabalho. O país precisa sim, há mais de um século, é de regionalização, criando polos de planeamento, coordenação administrativa e desenvolvimento, bem como dinâmicas regionais capazes de promoverem a economia nacional e criarem riqueza para todo o país. O PS apresentou-se em 1995 às eleições como o campeão da regionalização mas depois, através de António Guterres, em 1997, negociou secretamente com Marcelo Rebelo de Sousa, o boicote da regionalização em revisão constitucional a troco da viabilização do governo: foi assim que foi inventado o referendo de bloqueio à regionalização. Costa era ministro de Guterres e conhece muito bem a história. E já sabia, na altura, que a poeira que os inimigos do desenvolvimento nacional lançavam para evitar a regionalização que lhes tiraria a posição dominante só por serem capital, se chamava descentralização... Que claro nem é descentralização nenhuma, como mostrou ontem, Rui Moreira em artigo no CM. Apenas entrada dos trabalhos de hotelaria, disse ele, e bem. Não, obrigado!

«Antero Filgueiras» - Muito cuidado com o que está em marcha: uma colossal transferência de poderes para entidades - CCDR - que não estão sujeitas a escrutínio universal e que são "pasto" de gente, cuja honestidade nunca foi a mais apreciável: gente que usa o serviço público para negócios privados.



Publicado por Tovi às 09:48
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017
O Porto sempre contra a Ditadura

...mesmo quando o nosso sangue corria pelas ruas da cidade.

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  Pedro Baptista no Facebook

Fez ontem 90 anos - 3 de Fevereiro de 1927 – que eclodiu no Porto a primeira tentativa de golpe militar contra a Ditadura que se tinha instaurado em 28 de Maio no ano anterior. Malgrado a grande mobilização militar e popular na cidade do Porto e o apoio de grande parte das unidades militares nortenhas, o levantamento acabou por falhar pela indisponibilidade das unidades da capital que parece, tal como em 31 de Janeiro de 1891, não terem gostado da iniciativa a Norte. Lisboa haveria de aderir ao levantamento militar apenas no dia 7, ou 8, quando o Porto, depois de ferozmente bombardeado durante toda a semana e com centenas de mortos, já tinha sido obrigado a render-se para poupar a vida dos seus soldados. Sarmento Pimentel, um dos revoltosos que só haveria de voltar ao país depois de 1974, chamou ao levantamento lisboeta do Largo do Rato, a Revolução do Remorso! Bem observado!



Publicado por Tovi às 08:30
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016
Trump é o 45º Presidente dos EUA

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«Jose Bandeira» >> Um mundo cada vez mais imprevisível. Trump vs Putin na política internacional: mistura explosiva!

«David Ribeiro» >> Não é só em Portugal que os políticos de carreira têm que de uma vez por todas se convencerem que estamos fartos deles… e cada vez mais preferimos o “desconhecido” a votar em quem já não acreditamos.

«Mario Ferreira Dos Reis» >> Têm andado a decidir contra o Povo, com a ignomínia de que há assuntos maiores que o povo não percebe, a globalização, a abertura dos mercados, a imigração, os acordos estratégicos, as intervenções militares, ... e por aí adiante! Trump e o Brexit são a democracia a funcionar e nem só idiotas votaram para que isto acontecesse. Quando os políticos fogem do que o dia a dia das pessoas quer, temos estes gritos de desespero. Sim estamos aqui e ninguém nos ouve! Chamem populista ao apelo do povo, governar contra a vontade da maioria dá nisto e em França, ou eu me engane muito vamos ter Le Pen... Aqui tivemos geringonça e não foi por acaso. A população em geral reage a quem não governa por eles, eu e as pessoas em geral estão fartas que dê tudo errado e 1% governe e governe-se, um mundo de párias e interesses. De ideologias em livro e Bancos falidos, de centrões estáveis. Está visto que o grande dogma da estabilidade foi superado. O Povo quer é a vida dele perdida e se não grita de uma maneira grita de outra contra o estabelecido e intelectualmente prometido como correcto. O povo não governa para o futuro, quer tudo agora e não tem medo de saltar no escuro quando passaram anos a decidir ao lado.

«Pedro Baptista» >> Certas pessoas, em lugar de andarem apavoradas a bramarem e brandirem os fantasmas da volta da extrema-direita e dos populismos, ou de insultarem os eleitores quando não votam da forma que eles gostariam, deveriam era de deixar de ser colaboracionistas e lutarem nos seus países para se efetuarem as reformas necessárias para acabar com as situações que são aproveitadas pelos ditos energúmenos mesmo quando ainda só têm forma de fantasmas. Se há onda populista a poder ou não favorecer a extrema-direita é porque há espaço social e político para isso e esse constituiu-se pela corrupção, pelos privilégios políticos, pela extorsão dos cidadãos, pela fossilização do sistema político numa democracia de forma e ditadura de facto, pelo mal-estar social, em suma, pelo capitalismo burocrático, ou seja aliança entre os grandes ladrões da finança com os detentores do sistema político que, funcionando institucionalmente, está muito longe, por falta de cultura democrática, de funcionar de forma a que os cidadãos sintam a república como sua casa. Não sejam hipócritas! Se não querem o populismo nem a extrema-direita não lhes dêem o espaço, parem de usufruir da situação atual e de derramar lágrimas de crocodilo, trabalhem para as reformas necessárias como sabem bem, há muito, que deveriam fazer. Claro que temos poucas ilusões: sabemos que se a coisa for para as noites negras dos fascismos, boa parte dos que andam agora a alimentar-se do sistema, serão os primeiros a acotovelarem-se nas segundas filas dos novos poderes, senão mesmo nas primeiras... Foi sempre assim...

«David Ribeiro» >> Também eu não acreditava que Donald Trump ganhasse as eleições presidenciais nos EUA, mas a verdade é que Hillary Clinton continuava a representar a “partidarite” de que todos estamos fartos e quem aparece a “partir a loiça toda” ganha o voto. Sendo certo que nem sempre as promessas eleitorais dos presidenciáveis viram decisões governamentais, até pode ser que o novo inquilino da Casa Branca venha dar um novo ar fresco à política internacional, sabendo no entanto todos nós que alterações estratégicas requerem tempo, pelo que não devemos esperar para já grandes mudanças na presença americana no Médio Oriente e no Pacífico.

«Arnaldo Andrade» >> Enquanto isso, nós por cá, continuamos na mesma, a abstenção vai continuar a existir porque o povo está farto dos partidos e políticos... porque estes não querem mudar a constituição, porque será?



Publicado por Tovi às 09:15
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Domingo, 2 de Outubro de 2016
A Câmara do Porto está bem entregue

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A concelhia do PS-Porto aprovou por unanimidade e aclamação o apoio à recandidatura do actual presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, às eleições autárquicas de 2017. "De forma transparente e limpa, o que dizemos é que gostamos e estamos contentes com o que está a ser feito, que nos revemos no trabalho deste executivo e que queremos dar continuidade ao acordo pós-eleitoral concretizado nas autárquicas de 2013", afirmou Tiago Barbosa Ribeiro no final da reunião da comissão política concelhia de sexta-feira passada. O socialista realçou que esta decisão do PS é "inequívoca" e que seria "estranho" que o partido de "um momento para o outro" anulasse e esquecesse o "bom" trabalho que está a ser feito na cidade do Porto e fizesse oposição àquilo para o qual também contribui.

 

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«João Baptista Vasconcelos Magalhaes» >> Só significa que falta à Comissão Política do PS gente com perfil para ser candidato à Camara do Porto. Não admira!... Vai ser um erro que o partido, como partido (e não aquela gente que se encosta sempre aos vencedores) vai pagar caro!

«David Afonso» >> Discordo totalmente: 1. A matriz ideológica do Rui Moreira não é socialista; 2. Seria preferível dar a oportunidade à cidade de escutar e avaliar as propostas do PS, mesmo que tal significasse uma derrota eleitoral; 3. Dadas as circunstâncias, o PSD, que certamente também gostaria de apoiar Rui Moreira, apresentará em alternativa um candidato descartável, apenas para cumprir calendário; 4. Para o bom funcionamento da máquina democrática é essencial uma oposição eficiente e atenta e, neste cenário, apenas a CDU irá assumir esta despesa, o que é claramente insuficiente e empobrecedor da vida política local. Não sei o que diga de um partido que se recusa a ir a jogo e de abrir mão de um património político autárquico como aquele que detinha historicamente no Porto, que prefere a vitória fácil ao debate clarificador. Em democracias consolidadas, adversários políticos e ideológicos devem assumir abertamente as suas próprias posições e sujeitá-las ao escrutínio dos eleitores, sem que tal prejudique entendimentos pós-eleitorais. Tal como aconteceu no mandato anterior e com assinalável sucesso. Esta estratégia do cuco, de por os ovos em ninho político alheio não me convence. Eu estou fora.

«Jorge De Freitas Monteiro» >> Um apoio previsível e justificado. Apesar de alguns passos em falso, sobretudo desde que deixou de poder contar com Azeredo Lopes, Rui Moreira tem sido globalmente um bom presidente da CMP.

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Bravo, Lá para os lados de Baião alguém se torce... Já não arranjam candidatos!

«José Paulo Matos» >> Bravo. O interesse da população acima dos partidos. Força Porto.

«Jorge Veiga» >> Não votando no Porto, neste momento eu apoiaria o RM. Apesar de não concordar com a sementeira dos parquimetros, um só ponto contra, ainda mantém um excelente trabalho à frente da CMP.

«Pedro Baptista» >> Então o PS-Porto decidiu, por unanimidade e aclamação, apoiar a recandidatura do Dr. Rui Moreira, à Câmara do Porto, que ainda há três anos, considerava uma candidatura de "direita"? Ao que chega o oportunismo e conveniência meramente pessoais, de quem tem medo de ir a votos e sonha ter, na lista dos outros, um lugar que não consegue ter a partir da sua própria lista. O oportunismo chama-se Manuel Pizarro e os votantes da Comissão Política do PS, tirando a meia-dúzia de desgraçados que sonham continuar a ter lá para a Câmara os lugarejos de assessores, portam-se como paus mandados ou zeros à esquerda se preferirem... Já estava no fundo, mas no PS-Porto, ainda assim, tudo se pode atolar ainda mais. A que estado vergonhoso chegou o PS-Porto, um partido que sempre disputou as eleições e durante tantos anos foi hegemónico... Vergado unicamente à cobardia e oportunismo rastejante de um recém-chegado ao partido que, ao contrário do que propala, nem sequer tem nenhum acordo que lhe garanta seja que lugar for.

«Alfredo Fontinha» >> Pedro, estás longe e por isso dizes um grande disparate. Falas pelo que dizem e do que falas não falas verdade. Ontem o PS não votou o apoio à recandidatura de Rui Moreira, O PS aprovou um voto de confiança, deu uma carta de conforto ao presidente da Concelhia, Tiago Barbosa Ribeiro, para negociar um possível acordo com Rui Moreira. Só isso, nada mais...

«Pedro Baptista» >> Alfredo Fontinha, tu até és presidente da Mesa da Comissão Política Concelhia, por isso sabes do que falas. Eu, na verdade, estou longe e nem foi pelos jornais, em letra de imprensa, que tive a notícia. Mas sendo com o detalhe que me forneces, vens dizer que, depois disto, o PS fica com condições para apresentar uma candidatura, caso não haja acordo, que não haverá, porque o presidente Rui Moreira já disse repetidamente que não haverá, como o Pizarro, o Tiago e todos vós estais fartos de saber? Alguém chegará com a neociência o ponto de pensar que candidatura do Rui Moreira deixará de ser independente com "acordos" pré-eleitorais com partidos? O PS ficará com condições de apresentar um candidatura só porque não chegou a um acordo que procurou para apoiar Rui Moreira? Claro que não! Nem terá condições, nem ninguém quererá, porque a banhada ultrpssari tudo. Se A Comissão Política procurou enredar o Pizarro ou o Tiago, acabou ela enredada por eles, porque, quando reiterarem que não haverá acordo, que estais fartos de saber que não haverá, porque o Independente não quer nem poderia querer sob pena de deixar de o ser, sereis obrigados a comer a introdução na lista em lugar elegíveis do Pizarro, do Tiago e de mais alguém, individualmente, não em representação partidária, por convite discricionário do cabeça de lista e não por acordo nenhum, por Rui Moreira os poder considerar vereadores válidos e não por serem do PS, como ele disse em público mais de uma dezena de vezes: "Não farei qualquer acordo, mas não abdico de convidar para a minha lista os que considero melhores". Nada mais! E sabeis isto, muito bem, porque é público repetidamente. Portanto, meu caro Fontinha, o disparate está desse lado, porque vai dar ao mesmo, é precisamente a mesma coisa que escrevi. Foram à lã e vieram tosquiados.

«João Carvalho» >> Tenho que reconhecer que a Cidade melhorou nos aspectos mais importantes por isso o PS só tem que dar seguimento a um bom acordo que não deixe o partido na mão dos parceiros que saiba negociar é essa a minha expectativa!!!!!

«David Ribeiro» >> Rui Moreira já disse várias vezes "Não farei qualquer acordo, mas não abdico de convidar para a minha lista os que considero melhores", pelo que unicamente poderá ser negociado os nomes dos socialistas a incluir como independentes na lista do actual Presidente da Câmara. E isto não é acordo pré-eleitoral, por mais voltas que se dê ao texto.

 

  Orientação estratégica do PS-Porto para as Autárquicas2017

1. O Partido Socialista (PS) tem actualmente um acordo político com o independente Rui Moreira na cidade do Porto. Este acordo foi concretizado após as eleições autárquicas de 2013 que Rui Moreira venceu e nas quais o PS ficou em segundo lugar. O acordo foi celebrado em torno de um conjunto de prioridades políticas que foram publicamente apresentadas à cidade e ratificadas pelos órgãos do PS Porto. Com esse acordo e o trabalho que dele resultou, envolvendo vários eleitos do PS nos diferentes órgãos municipais, o PS demonstrou que coloca sempre os interesses da cidade em primeiro lugar.
2. Ao longo deste mandato, o PS tem vindo a honrar de forma escrupulosa e leal o acordo que celebrou e que foi reforçado com a orientação política sufragada internamente pelos militantes do PS em 2013, sob a liderança de Manuel Pizarro, e em 2015, sob a liderança de Tiago Barbosa Ribeiro. Nesse sentido, como é público, a actual direcção da Concelhia PS Porto garantiu expressamente o apoio ao acordo em vigor e o envolvimento atempado das suas estruturas, em especial da Comissão Política Concelhia, numa decisão em relação às eleições autárquicas de 2017 que respeitasse o diálogo e a calendarização propostos globalmente pelo Secretariado Nacional do PS e pela Federação Distrital do Porto do PS.
3. A avaliação política de um mandato não se esgota num único momento/reunião e por isso o PS Porto tem vindo a efectuar diversas sessões de balanço e reflexão sobre os resultados do trabalho autárquico no Porto. São disso exemplo as sessões anuais de prestação de contas dos nossos vereadores com pelouros, Manuel Correia Fernandes e Manuel Pizarro, sempre em espaços públicos e abertas a toda a população, mas também as várias reuniões, Comissões Políticas temáticas e plenários de militantes, fortemente participados, que a Concelhia do PS Porto promoveu desde que iniciou funções.
4. A avaliação do mandato até à data é inequivocamente positiva e honra os melhores pergaminhos de uma cidade plural e liderante sob a presidência de Rui Moreira, para a qual nos orgulhámos de poder dar o nosso contributo. Esse papel tem sido aprofundado de forma mais visível e directa pelo trabalho dos nossos vereadores com os pelouros que lhes estão atribuídos - Habitação e Acção Social, e Urbanismo -, mas o reconhecimento acompanha todo o executivo e exprime uma visão de cidade alinhada com as expectativas e preocupações dos socialistas portuenses.
5. Simultaneamente, na medida em que a nossa acção política não se esgota naturalmente no trabalho autárquico, o PS Porto tem vindo a manter um elevado dinamismo de acções, debates, campanhas e posições públicas, nas quais reconhecemos e acompanhamos o papel da Câmara Municipal do Porto e procuramos manter uma iniciativa centrada nos interesses da cidade. São disso exemplo o papel da TAP e do aeroporto do Porto, os fundos comunitários, os transportes metropolitanos e as Águas, entre muitos outros temas.

6. Perante a avaliação política deste mandato e do trabalho realizado, as expectativas da cidade e o calendário das eleições autárquicas, o Secretariado do PS Porto, respeitando e valorizando todas as suas estruturas, propõe à Comissão Política Concelhia do PS Porto a formalização do diálogo necessário por parte do Presidente do PS Porto com o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, tendo em vista a continuidade do actual acordo político nas eleições autárquicas de 2017, decisão que comunicará ao Secretariado Nacional do PS e à Federação Distrital do Porto do PS.
Comissão Política Concelhia do PS Porto
Porto, 30 de Setembro de 2016
(Texto aprovado por unanimidade na Comissão Política Concelhia do Porto)



Publicado por Tovi às 07:56
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2016
O PS vai a votos nas Autárquicas do Porto?

Até doí… esta análise de Pedro Baptista

Pedro Baptista Memórias 2 volume a.jpg

Em relação ao ataque miserável do vereador do PCP-CDU a Rui Moreira, para lá de se perceber o tipo de campanha eleitoral de lixo que iniciam, convém perceber que o PCP, vê, naturalmente, no facto do PS se acolitar debaixo das saias do apoio à candidatura de Rui Moreira, eximindo-se, cobarde e oportunisticamente, a apresentar a candidatura que sempre apresentou durante 40 anos, no interesse pessoal de uma ou duas pessoas, um espaço livre para "capitalizar" toda a oposição pretensamente à esquerda, ou ao centro-esquerda de Rui Moreira.
As pessoas do PS-Porto, o líder distrital e o líder concelhio, conluiam-se para lançarem por terra toda a tradição do partido e a própria dignidade do partido no jogo democrático, em proveito do mero interesse pessoal de um, que tem uma meia-dúzia de tachecos para distribuir pelos lacaiozecos, que sonha poder voltar a ser vereador desta vez sem ir a votos e sem ter uma derrota ainda mais humilhante do que a de há três anos atrás, quando PS-Porto, com o Pizarro á cabeça, teve o pior resultado de sempre.
Engraçado lembrar que foi Pizarro que mais feramente se opôs ao convite que José Luís Carneiro pretendia fazer a Rui Moreira para ser cabeça de lista independente pelo PS, impedindo-o formalmente enquanto líder, na altura concelhio, do PS. É que nesse caso, não haveria espaço para ele.
Engraçado também lembrar que durante a campanha eleitoral de há três anos, Pizarro, à frente do PS, fartou-se de vituperar a candidatura de Rui Moreira, como uma candidatura da direita.
E também não deixa de ser engraçado lembrar a quantidade de paspalhos, que foram meus correligionários no PS até 2010, que aqui, nas páginas do Facebook, como noutros lugares, se zangaram comigo e se desfizeram em insultos - à distância, claro - por eu ser, desde a primeira hora ou até antes da hora, apoiante da candidatura de Rui Moreira e sempre dizer que era um disparate considerar a sua candidatura à Câmara como uma iniciativa de direita, até porque essa dicotomia, sobretudo no terreno autárquico, era completamente obsoleta.
As voltas que o mundo dá! Ou, por outras palavras, ao que chegou o PS-Porto, no estado total de inanidade, o zero absoluto reduzido a meia-dúzia de pobres videirinhos. Ninguém diga que eu não avisei e que não fiz tudo, quando por lá passei, o humanamente possível para tentar inverter o rumo das coisas e fazer do PS o que - hoje parece que percebo - ele nunca poderia vir a ser: nem no topo da mafiagem, nem das bases da carneiragem... É uma mera nova União nacional: estão sempre com os que estão em cima e que esperam que lhes venham a encher a gamela, mesmo que com a mais reles das lavagens...

 

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«Julio Rodrigues» >> Tenho pena que está análise seja feita desta forma tanto pelo Pedro Batista como secundado pelo Carlos Alberto contra algumas pessoas que eu tenho imenso respeito dentro do partido faço uma pergunta ingênua o que vos foi oferecido e que não foi concretizado para estarem tão ressabiados?

«Jose Bandeira» >> Apesar de Portuense, nem me importaria pelo achincalhamento que daí adviria para a minha cidade se este problema de total falta de dignidade no seio dos partidos políticos do arco do poder se limitasse ao Porto. O problema é que esta situação é transversal a toda a classe politica a nível nacional com as naturais consequências bem nefastas de estarem no poder e não terem competências para tratar os gravíssimos problemas que se avizinham. Mas esta constatação não é de agora; temos que colocar gente séria e competente a conduzir o país.

«Julio Rodrigues» >> Concretize, quem acha que deveria estar à frente do País

«Jose Bandeira» >> Cidadãos de Bem, à semelhança de Rui Moreira. Não falta por cá boa gente, só não estão para se misturar com a ralé que invadiu os partidos políticos.

«Julio Rodrigues» >> Atenção, eu gosto do Rui Moreira, politicamente falando mas claramente estou muito mas mesmo muito satisfeito com a Governação de coligação de esquerda com o Dr. António Costa ao leme do país não está de acordo?

«David Ribeiro» >> O Julio Rodrigues encanta-se com pouco. Há muito, mas mesmo muito, para fazer neste País... por exemplo, a Regionalização.

«Jose Bandeira» >> Não, não estou. Admiro a capacidade e a argúcia politica de António Costa, bem evidente se fizermos o contraponto com a ridícula situação de Espanha, mas não acredito que seja com este modelo de governação que alguma vez ultrapassaremos os problemas estruturais do país e os desafios da nova economia global.

«Julio Rodrigues» >> Não me chegou a dizer quem apostaria para Governar o País voltava a repetir um Governo com os Liberais para conseguirem privatizar o que falta? Ou o seu candidato seria o Paulo Morais!!! Pois encanto-me com pouco sabe porquê David, porque sou um cidadão que comeu o pão que o diabo amassou, comecei a trabalhar aos 11 anos, logo após ter terminado a 4. a classe e como tal repúdio a Governação de direita, porque tudo fizeram, para acabar com a classe média enviando-a para a pobreza, e os pobres para a miséria, enquanto uma boa percentagem de ricos, aumentaram a sua riqueza. Por isso é que o Júlio se contenta com pouco

«David Ribeiro» >> Mas não deve contentar-se com pouco, caro Júlio, pois se a "direita" nos colocou perto da pobreza, está na hora de sermos MUITO exigentes a quem tem agora o poder. Eu NUNCA estarei satisfeito.

«Jose Bandeira» >> Estamos a entrar numa nova era que vai abalar todos os princípios pelos quais se regeram as sociedades até hoje. Nunca tanto poder se acumulou nas mãos de tão poucos, que hoje têm meios para controlar grandes economias e colocá-las ao serviço dos seus interesses. O Mundo vai mudar muito nos próximos anos, amigo Julio Rodrigues, e vai ser muito duro tirar o poder das mãos da grande finança que tudo pode, até comprar os políticos. Nós, os cidadãos, temos que nos preparar para uma dura batalha: a do direito a uma vida digna.

«Julio Rodrigues» >> Concordo em pleno com a sua narrativa eu também sou de opinião que o poder acumulado num número escasso de pessoas é mau mas como contrariar isso??? Ficamos apenas pela vontade!!! porque infelizmente o nosso povo pensa pouco, das duas uma ou vota mal, ou pura e simplesmente não vai Votar

«Jose Bandeira» >> E então como explica o que se passou no Porto nas últimas autárquicas? O problema é outro: quando a escolha é entre a fome, a peste ou a guerra a opção é.... ?!

«Julio Rodrigues» >> Se põe a escolha nesses termos não haverá opção alguma a Fome mata a Peste idem aspas e com a Guerra atual ninguém escapa . Em relação ás últimas Autárquicas a explicação é muito simples eu participei nessas Eleições a favor do PS o que eu constatei é que o povo à data que é votante estava cansado com os Políticos desde logo com o PSD/CDS, e depois com o trabalho miserável feito pela comunicação social falada e escrita contra o melhor primeiro ministro que Portugal teve desde o 25 de Abril José Sócrates e por arrasto quer queiramos quer não atingiu de forma clara o PS na altura, é claramente a minha opinião.

«Jose Bandeira» >> É a sua opinião e, democrata que sou, respeito-a apesar de não estar de acordo. Há um único factor na sua acção que reconheço como estratégico para o país e potencialmente alavancador para o nosso futuro: a política de apoio à ciência conduzida por Mariano Gago.

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Precisamos de fazer uma pausa neste modelo de governação e criar outro sobretudo com OUTROS.

«Francisco Sousa Fialho» >> Caro David, a truculência do Pedro Baptista não é novidade mas custa-me a perceber porque é que um apoiante tão firme do Rui Moreira se abespinha tanto contra a decisão de um partido, de que aliás se desfiliou, reconhecer, à luz do que tem sido a governação do Rui Moreira, que mais vale apoiá-lo para garantir a continuação dessa boa governação, do que apresentar uma candidatura alternativa. Haverá que recorrer à psicanálise?

«Pedro Baptista» >> Bastaria recorrer à inteligência, já que não pode ser ao caráter...

«Jose Riobom» >> ....lá tenho eu que entrar a matar... "Deixai vir a mim as Virgens Ofendidas da Política"… com elas montarei uma casa de putas....! e aqueles que se sintam ofendidos com as minhas palavras quero que eles se fo****m .... é tudo farinha do mesmo saco... uns guincham para defender a gamela.... outros guincham porque querem acesso à mesma.... os negócios e a gamela .... a gamela e os negócios....



Publicado por Tovi às 08:40
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2016
A Juventude é o futuro... em qualquer parte do Mundo

Pedro Baptista viagem China aa.jpg

O meu bom amigo Pedro Baptista anda em peregrinação pela vasta região do Jiangxi e do Fujian, o berço da República Soviética Chinesa proclamada em 1931, local onde se iniciou a Longa Marcha, a colossal manobra estratégica de 10.000 quilómetros de Mao Zedong (Mao Tsé-Tung), numa circular concêntrica à das fronteiras sul, oeste e norte, até Yan’an, no Norte, lá para a quota de Pequim, boa parte dos quais a atravessar montanhas com neve e geladas, num itinerário que passou pelas… ele, o filosofo, investigador, romancista e ensaísta Pedro Baptista é que vai um dia contar-nos os relatos desta sua viagem - espero bem que sejam passados a escrito no seu futuro terceiro livro de memórias – que eu sou “analfabeto” nesta matéria. Mas um dos seus últimos “post” no Facebook falava-nos de umas “doçuras”, juventude que eu tenho a certeza ir ser o futuro, seja lá ou cá, ou noutro ponto qualquer do Mundo, e que ele diz serem “Uma das caraterísticas mais visíveis da China atual, que se nota mesmo numa cidade de pequena dimensão, semi-rural e onde não se nota a presença das grandes sociedades de investimento, é a velocidade estonteante com que tudo muda. Não é em dias, é de um dia para o outro. Entre o início da semana e o fim já há alterações visíveis e não são os cabelos brancos das pessoas. Passei por aqui todos os fins de tarde, em busca do jantarinho e de um momento para o outro, num belo fim de tarde, sem qualquer sinal prévio de preparação nas vésperas, foi o estralejar dos panchões (termo macaense designativo de uma espécie de bombinhas de São João) a anunciar a abertura de uma nova livraria em Ruijin da empresa estatal Xingshua. Em boa verdade, ainda só abriu a papelaria e a secção de macacadas para os putos, a livraria no 1º e 2º andar virá a seguir... Mas olhem-me só estas doçuras que me fizeram participar na inauguração e comprar um caderno para apontar que, amanhã... tenho de comprar bananas...”



Publicado por Tovi às 09:14
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Domingo, 26 de Junho de 2016
Batalha de São Mamede

Passaram na sexta-feira 888 anos sobre a data em que aconteceu a Batalha de São Mamede, momento tão bem recordado neste texto do meu amigo Pedro Baptista:

Batalha de São Mamede 24Jun1128 aa.jpg

Portugal tem hoje, dia de São João, o octingentésimo octogésimo oitavo aniversário da sua fundação, a entendê-la, como a nosso ver deve ser entendida, com a Batalha de São Mamede, ocorrida em Guimarães a 24 de Junho de 1128. Foi nesta ocorrência que Afonso Henriques rompeu definitivamente com o domínio galego sobre o Condado Portucalense, prendendo a mãe e todo o seu séquito galeguista. A partir daqui, com o apoio dos senhores do Entre Douro e Minho e alargando o seu domínio a todo o território até Coimbra, Afonso vai assinar “pela providência de Deus, príncipe de todo o Portugal". Esta aventura de um país independente tinha começado a e sua consecução, ao cabo destes 888 anos, tem contornos que, por vezes, parecem indicar ter sido um milagre. Com base nas noções de equilíbrio, simetria, infinitude e eternidade o 888 é um número mítico das numerologias que indica, no oriente, triplamente saúde e prosperidade. Assim seja, embora, sem mitos, não pareça nada.



Publicado por Tovi às 12:00
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Domingo, 31 de Janeiro de 2016
31 de Janeiro de 1891

31 de Janeiro de 1891.jpg

Há 125 anos o Porto foi o centro da revolta contra a monarquia. A revolução fracassou, mas ajudou a fermentar a vontade de mudança. Foi apenas o ponto de partida para um movimento imparável que culminou com a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.

 

 O meu Amigo Pedro Baptista escreveu hoje

31 DE JANEIRO: dia de muitas lutas...

Celebra-se hoje, o 125º aniversário da primeira revolução republicana portuguesa e da primeira proclamação da República, ocorridas no Porto, 19 anos antes da revolução vitoriosa.

Celebra-se também, na próxima quarta-feira, dia 3 de Fevereiro, o 89º aniversário de outra Revolução portuense derrotada, a da primeira revolução contra a Ditadura instaurada em 1926, derrotada a 7 de Fevereiro de 1927 pelo bombarda e aviação governamentais, pouco antes de eclodir em Lisboa, já ao destempo, o que Sarmento Pimentel veio a classificar de “A Revolução do Remorso”.

O 31 de Janeiro de 1891 foi celebrado pela elite republicana portuense e de muitas outras cidades durante os 48 anos de ditadura militar, salazarista e marcelista, sendo um dia de luta que, pela convergência oposicionista, fazia sempre estremecer o regime.

Lembrámo-nos de ter 19 ou 20 anos quando junto ao monumento de glorificação dos Vencidos do 31 de Janeiro, no Cemitério do Prado do Repouso, gritámos um dos nossos primeiros “Abaixo o fascismo”, logo seguido dum clamor uníssono, quando a luta oposicionista, pelos finais da década de 60, passava para uma fase mais aguerrida de combate à ditadura e à guerra colonial. Lembrámo-nos de um grandioso comício, na noite do 31 de Janeiro de 1970, com o Coliseu a transbordar de gente e de entusiasmo democrático, da sequente manifestação de rua, da brutal e habitual repressão policial ao fundo de 31 de Janeiro e de todos sentirmos que, com o ímpeto que a luta estava a tomar, o fim da ditadura e da guerra não podiam estar muito longe, viéssemos ou não viéssemos, pessoalmente, a ver-lhes o término.

Depois do 25 de Abril de 1974, no Parlamento, pelo menos enquanto lá estivemos, em mandato único, na supina honra de representar os cidadãos do Porto, houve sempre, a 31 de Janeiro, da boca de Raul Rêgo, uma interpelação à Mesa para aludir à efeméride, o primeiro grande marco da luta pela República. Quando o nosso querido Camarada, com quem ainda pudemos privar algum tempo, se teve de afastar e em seguida faleceu, fizemos questão de nunca deixar de lhe seguir o exemplo, e interviemos sempre, a 31 de Janeiro, do alto da tribuna, para realçar o significado histórico da data para o Porto e para o país.

Parece ter sido prática que desapareceu da arena parlamentar. Não é de estranhar. E nem sequer será preciso explicar porquê.

 

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«Pedro Baptista» >> Obrigado, amigo David Ribeiro, bom 31 de Janeiro, até breve!

«Gonçalo Graça Moura» >> A primeira revolta liberal culminou na primeira ditadura sanguinária republicana? um bocado rebuscado isso, não?

«David Ribeiro» >> O grande mal do início da República foi a alternativa ao liberalismo ter como base o entendimento entre integralistas e católicos sociais, ambos defensores de um corporativismo autoritário… e esse “gosto” pelo poder absoluto manteve-se durante muito tempo… e mesmo nos dias de hoje ainda há alguns “tiques” autoritários.



Publicado por Tovi às 07:28
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Sábado, 30 de Maio de 2015
Da Revolução Gorada aos Desafios do Presente

Pedro Baptista Memórias 2 volume a.jpg

Pedro Baptista autografando o seu segundo livro de memórias - "Memórias II [1974-2014] - Da Revolução Gorada aos Desafios do Presente" – ontem ao fim da tarde no Átrio da Câmara Municipal do Porto.

A apresentação do segundo livro de memórias deste homem da literatura, da filosofia e da política, esteve a cargo de Rui Moreira (Presidente da autarquia portuense), José Manuel Lopes Cordeiro (Historiador), Rodrigo Sousa e Castro (Coronel do Exercito Português e militar do MFA), Francisco Assis (Deputado Europeu pelo PS) e José Sousa Ribeiro (Editor - Edições Afrontamento). Curiosamente todos os intervenientes na apresentação desta obra referiram ser Pedro Baptista um Homem de convicções, um lutador pela Liberdade.

Já agora: No fim da apresentação deste segundo livro de memórias de Pedro Baptista tive o prazer de manter uma curta mas simpática e interessante conversa com Rodrigo Sousa e Castro, Coronel do Exercito Português e militar do MFA. Relembramos um grande Homem de Abril, o Tenente-Coronel Fischer Lopes Pires, meu comandante no Batalhão de Engenharia 3 em Santa Margarida, um militar que muito contribuiu para a minha formação ideológica na oposição ao Estado Novo.



Publicado por Tovi às 08:12
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Sábado, 7 de Março de 2015
Da Foz Velha a'O Grito do Povo

Pedro Baptista Memórias 1 volume a.jpg

Acabei hoje de ler (só hoje… porque eu sou daqueles que volto atrás muitas vezes… gosto de ler e reler certas passagens... e faço apontamentos a lápis nas margens dos textos) o livro de memórias de Pedro Baptista intitulado «Da Foz Velha a’O Grito do Povo». [Novembro de 2014 - Edições Afrontamento / Porto - ISBN: 978-972-36-1388-9]. E há por ali tantas coisas que me dizem tanto sobre a minha juventude vivida na Cidade Invicta nos anos sessenta do século passado que várias vezes uma lágrima quis aparecer no canto do olho. Quiseram os deuses que eu só tenha conhecido pessoalmente o Pedro nestes últimos anos, mas, como diz o Povo, mais vale tarde do que nunca.

Força Pedro!... Que nunca te doía a voz… nem te falte força para escrever aquilo que muitos não sabem e precisam de saber e que alguns outros nunca gostariam que se soubesse. Um grande abraço, amigo Pedro.

 

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«Pedro Baptista» >> Obrigado, amigo David Ribeiro, é bom receber e dar assim um abraço amigo que sei que é espontâneo e sentido. E obrigado pela sua leitura e pela sua impressão que é o que mais importa. No dia 29 de Maio teremos, no mesmo átrio da Câmara, o 2º volume que já anda pelas máquinas...

«Henrique Monteiro» >> Fico feliz, Pedro, está a fazer falta o volume 2. Para ler e rejuvenescer...

«Pedro Baptista» >> Sim, Henrique Monteiro, agora que abri o III Volume, o que não tinha a certeza de vir a fazer, sinto dar um passo a caminho da adolescência... Também já não era sem tempo...



Publicado por Tovi às 08:29
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2014
Nunca a Regionalização fez tanta falta como agora

Rui Moreira Regionalização CM 14Dez2014.jpg

(Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, no seu artigo de “Opinião” no jornal «Correio da Manhã» de 14 de Dezembro deste ano)

Os grandes culpados de não termos a Regionalização são o PS, o PSD e o CDS, partidos que em 3 de Abril de 1998 votaram favoravelmente na Assembleia da República a Lei orgânica do referendo que, diferentemente do artº 256º da Constituição (*), impõe a participação de mais de 50% dos eleitores como condição para o carácter vinculativo do referendo sobre a regionalização. Foi pedido ao Presidente da República que sujeitasse esta lei à fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional mas Cavaco Silva promulgou de imediato a lei.

(*) Art.º 256º - 1) A instituição em concreto das regiões administrativas, com aprovação da lei de instituição de cada uma delas, depende da lei prevista no artigo anterior e do voto favorável expresso pela maioria dos cidadãos eleitores que se tenham pronunciado em consulta directa, de alcance nacional e relativa a cada área regional. 2) Quando a maioria dos cidadãos eleitores participantes não se pronunciar favoravelmente em relação a pergunta de alcance nacional sobre a instituição em concreto das regiões administrativas, as respostas a perguntas que tenham tido lugar relativas a cada região criada na lei não produzirão efeitos. 3) As consultas aos cidadãos eleitores previstas nos números anteriores terão lugar nas condições e nos termos estabelecidos em lei orgânica, por decisão do Presidente da República, mediante proposta da Assembleia da República, aplicando-se, com as devidas adaptações, o regime decorrente do artigo 115º.

 

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«Pedro Baptista» >> Sim, mas a regionalização mesmo, democrática e que sirva para alguma coisa, não as tangas costumadas. Sempre que se aproximam eleições o PS acena a Norte com esta bandeira que depois trai. Desta vez Costa, com o agramente do amigo Rio, anda a brincar com uma pseudo-regionalização para "enganar parola" resumida a pôr os presidentes das CCRD com mais competências e a serem eleitos pelos presidentes das câmaras da região. Mistificação completa! Mas quando o PS se comprometer a ...fazê-la a sério também não teremos nenhuma garantia que ela seja feito. Afinal Guterres comprometeu-se, Gomes avalizou, e traíram completamente com a invenção do referendo ainda por cima duplamente anticonstitucional: por fazer depender a constitucional regionalização de seja o que for e por referendar parte de uma constituição que não pode ser referendada. Sócrates fez melhor, fez do imperativo constitucional o silêncio absoluto. O interesse dele estava noutras áreas, sobretudo na mobilização dos recursos que estamos a pagar, para o desenvolvimento nacional adjudicado às empresas dos "seus amigos". Temos a certeza que o presidente da Câmara do Porto não se vai deixar embalar por estes cantos de sereia muito menos se vai deixar comer por lorpa... Porque, quanto a nós, à primeira cai quem quer, à segunda quem quer cai...



Publicado por Tovi às 09:19
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014
Memórias (1º volume) de Pedro Baptista

Pedro Baptista apresentação Memórias vol1 e.jpg

Sexta-feira passada, ao fim da tarde, no Átrio dos Paços do Concelho, no Porto, estive presente no lançamento do 1º volume das MEMÓRIAS de Pedro Baptista. Foram oradores: Rui Moreira, Presidente da Câmara do Porto; José Manuel Cordeiro, Historiador; José Queirós, Jornalista; e José Sousa Ribeiro, Editor.

Queiram fazer o favor de não mandar bocas foleiras sobre a qualidade das fotos. As condições de luminosidade não eram as ideais para o meu LG-P970 (5.0 mega pixel) e o fotógrafo também não é de grande qualidade

Pedro Baptista Memórias vol 1 b.jpg



Publicado por Tovi às 08:34
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