"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
Manifesto "O PORTO NÃO SE VENDE"

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Carta aberta, de Miguel Torres Marques, aos autores do MANIFESTO "O PORTO NÃO SE VENDE", publicada em vários locais do Facebook, inclusive na página do evento.

 

Decidi escrever esta carta aberta, depois de ter lido o manifesto associado à iniciativa "O Porto não se vende" o qual aborda um problema que tem sido muito discutido na comunicação social e mesmo neste fórum que é o do relacionamento difícil entre o turismo e os residentes locais.

Este tema tem sido discutido na grande maioria dos casos mais com o coração do que que com a razão, com base em meias verdades e insinuações, mas sobretudo sem ter por base factos comprováveis e, como diz o povo, “em casa onde não há pão, todos gritam e ninguém tem razão".
Com esta carta pretendo sobretudo lançar a discussão noutras bases e com base em factos comprovados.
Aos subscritores deste manifesto direi o seguinte:
FACTO: Na zona histórica da cidade do Porto existiam, até há bem pouco tempo, um número substancial de edifícios em avançado estado de degradação, em ruína, devolutos ou abandonados à sua sorte pelos proprietários, que não tinham nem dinheiro nem interesse em os reabilitar.
FACTO: Nalgumas zonas da cidade do Porto, até há bem pouco tempo, existiam graves problemas de criminalidade, associados muitas vezes ao tráfico de drogas, e os residentes tinham medo de sair à rua durante a noite, isso mesmo resulta do relatório de segurança feito em 2011 pelo MAI.
FACTO: Se os cidadãos que agora se queixam de lhes ser vedado o acesso à compra e arrendamento de casas no centro histórico do Porto (devido ao aumento do preço por m2 induzidos pela instalação de novos hotéis, hostels e outras formas de alojamento local para turistas nesses bairros) estivessem realmente interessados em habitar essas zonas da cidade, tê-lo-iam feito antes de 2011 quando os bancos emprestavam dinheiro a toda a gente e as casas eram muito mais baratas porque ninguém as queria.
FACTO: Uma parte substancial dos negócios locais que existiam em grande número na zona histórica do Porto, foram fechando as suas portas por falta de clientes, o mesmo se passando com os restaurantes, bares, mercearias, negócios que na sua grande maioria eram propriedade dos residentes nesses bairros.
FACTO: A Câmara Municipal do Porto e o Governo têm sido acusados ter permitido a construção de novos hotéis e de estabelecimentos de alojamento local, como se de novas construções se tratassem o que é completamente falso, se olharmos para as estatísticas publicadas pelo INE.
FACTO: A grande maioria dos novos hotéis e estabelecimento de alojamento local que nos últimos anos abriram na zona histórica do Porto, resultaram de obras de reabilitação de edifícios já existentes, que estavam degradados, devolutos ou em ruína, muitas vezes mantendo a traça arquitectónica original dos mesmos, facto que ajudou e muito a atenuar a profunda crise que se verificou no sector da construção civil.
FACTO: Foram estes investimentos, que mais ninguém quis fazer, inclusive o próprio Estado, que permitiram lavar a cara à zona histórica do Porto e fazer a maior reabilitação urbana alguma vez levada a cabo nessa cidade (em tempos recentes) e que lhe conferem hoje o estatuto de uma das mais bonitas cidades da Europa, e uma das cidades com melhor qualidade de vida.
FACTO: Foram os turistas e os investidores estrangeiros que foram convidados pelo Estado Português a investir nas nossas cidades, os responsáveis pelo substancial aumento da procura verificada nos últimos anos, que permitiu reerguer negócios que estavam falidos, abrir novos negócios, gerar receitas, não apenas para os privados, como se quer fazer querer, mas também para o Estado, sobre a forma de impostos e taxas que incidem sobre estas atividades económicas. Perguntem aos donos das lojas, dos restaurantes, das mercearias o que pensam sobre este tema.
FACTO: Este investimento foi também essencial para atenuar um gravíssimo problema que temos neste país que é o do desemprego, quer pelos postos de emprego que criou do nada, quer pelos empregos indiretos que induziu nessa e noutras atividades, como é o caso dos serviços de limpeza, de lavandaria e engomadoria, de recepção aos turistas, de novos tipos de transporte, mas também do aumento da procura de bens de consumo corrente pelos turistas, não apenas nas lojas de souvenirs, mas também nos pequenos supermercados locais, nos restaurantes que viram os seus clientes a aumentar de forma exponencial;
FACTO: Que o aumento de número de pessoas que visita e reside, ainda que temporariamente, nessa zona da cidade veio atenuar de forma acentuada os problemas da criminalidade e da insegurança, que fazem com que as pessoas já não tenham medo de sair à rua durante a noite.
FACTO: Que, ao contrário do que muitas vezes se insinua, os estabelecimentos de alojamento local têm uma excelente relação qualidade preço, e que, apesar de serem considerados caros para uns são considerados baratos para a grande maioria das pessoas que nos visitam, facto que, particularmente no caso dos AL, nos tem granjeado prémios internacionais de grande prestígio e que não se conseguem por acaso.
FACTO: Que as variações de preço dos imóveis têm muito mais a ver com factores externos, como a conjuntura económica nacional e internacional, a segurança dos destinos, o custo de vida e, acima de tudo, com a simples oscilação da oferta e procura de imóveis num mercado livre, concorrencial e acima de tudo global.
FACTO: Que o aumento do preço por m2 na zona histórica do Porto, não é um fenómeno exclusivamente português, sendo comum à grande maioria das capitais europeias, e se comparado com as grandes metrópoles, como Londres, Paris, Berlim ou Barcelona, o preço praticado no Porto é muitas vezes menor do que é praticado nessas cidades.
FACTO: Vivemos hoje num mercado globalizado em que o dinheiro não tem fronteiras e que se queremos ser competitivos temos de apostar naquilo que são as nossas vantagens competitivas e o Turismo é um dos poucos sectores em que que isso acontece e que ano após ano tem sido responsável pelo equilíbrio da nossa balança de pagamentos e a nossa principal exportação.
Face a todos estes factos, não se percebe o porquê dos nossos meios de comunicação social em vez de acentuarem com satisfação os resultados que o sector do turismo tem tido nos últimos anos (e é dos poucos em que isso acontece) perdem tanto tempo a por notícias a denegrir o turismo, e em particular o Alojamento Local, acusando-o de ser responsável por situações a que é alheio, aceitando como verdades indiscutíveis afirmações que não têm qualquer suporte nem nos números nem da realidade dando assim cobertura à voz de uma pequena minoria de descontentes, que ainda não cresceram o suficientemente para se aperceber que a realidade em que vivemos mudou e nós temos que mudar com ela, que defendem a manutenção do Status Quo, mesmo quando sabem que a sua manutenção conduz ao abismo.
Porquê esta campanha mediática que tenta pôr os turistas contra os residentes, os hoteleiros contra os operadores do Alojamento Local, os nacionais contra os estrangeiros?
O Turismo tem os seus problemas e traz consigo uma pegada que não pode ser ignorada, mas para todos os problemas existem soluções equilibradas e que podem satisfazer os interesses de todas as partes envolvidas, mas para que isso aconteça tem que haver diálogo e não radicalismos de parte a parte, e acima de tudo as partes têm de partir para essa negociação sem posições dogmáticas e com espírito aberto.
O Alojamento local está disponível para esse diálogo construtivo e vocês? Fica o desafio ...



Publicado por Tovi às 09:57
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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
Grande investimento internacional em Vouzela

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Investimentos estrangeiros são bons, sem dúvida, mas para quando uma banca (do Banco de Fomento já niguém fala) a conceder crédito para empresas nacionais poderem criar riqueza? Como todos sabemos temos gente com conhecimento técnico nesta área, só falta o capital.



Publicado por Tovi às 14:35
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Segunda-feira, 18 de Setembro de 2017
Direito à Liberdade de Expressão

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Aqui fica, para memória futura, a parte substantiva do Acórdão da Relação (duas últimas páginas) em que o meu amigo Celestino Neves viu feita Justiça ao ser totalmente ilibado do acto persecutório da Autarquia de Valongo, que supostamente deveria ser garante das mais amplas liberdades democráticas.

A Liberdade venceu, estamos todos de parabéns



Publicado por Tovi às 21:42
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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017
Visão de futuro… para o Porto

Publicado no Facebook, na página do grupo “Um novo norte para o Norte”, pelo meu amigo José Bandeira:

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1. Um Porto sem carros na baixa. Só faixas BUS e uma frota de táxis eléctricos autónomos. Uma cidade pedonal!

1.1. Parques de estacionamento na periferia com Shuttles permanentes para a baixa.

2. Uma cidade para jovens e sexalescentes. Hosteis-residência para criativos e casas para moradores séniores.

3. Baixa povoada de open-spaces para aluguer temporário.

4. Turismo de saúde sénior.

5. Uma cidade de cultura onde qualquer artista gostaria de viver.

6. Criação de uma empresa "municipal" de crowdfunding (sem impacto no orçamento municipal).



Publicado por Tovi às 23:56
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Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017
Autárquicas no Porto – Debate na RTP

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Viram o debate?... Eu vi e também vi a análise que três comentadores fizeram no programa  da jornalista Ana Lourenço na RTP3, de uma qualidade acima do normal a que as televisões nos habituaram.

 

   Comentários no Facebook

«Carlos Bettencourt Gesta» - Pois eu vi o debate e a análise pós-debate e fiquei "lixado" com o facciosismo do jornalista do "Publico"

«David Ribeiro» - Debates televisivos com TODOS os candidatos a eleições autárquicas é muito bonito, mas digam-me lá se para o esclarecimento público isto tem alguma utilidade. Ainda se nos aparecesse alguém lúcido e com coisas válidas para nos transmitir, mas é só cromos... e a maior parte deles já repetidos na caderneta.



Publicado por Tovi às 23:45
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Terça-feira, 12 de Setembro de 2017
Autárquicas no Porto – Rui Moreira no seu melhor

Tomem e embrulhem… senhores socialistas do Porto

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  Comentários no Facebook

«João Simões» - Rui Moreira das duas uma ou não considera o cds um partido ou quer tentar enganar uns quantos sobre ser "independente". Felizmente muitos já perceberam em que quadrante político se situa Rui Moreira e a sua comissão de "independentes".

«David Ribeiro» - Tenho a certeza que o João Simões sabe em que águas é que eu navego no que diz respeito a ideologia política, pelo que vir aqui dizer “…muitos já perceberam em que quadrante político se situa Rui Moreira e a sua comissão de "independentes"…” é uma boca foleira… para não dizer outra coisa.

«Sofia Araújo» - Mas a insinuação que partilha não é uma boca foleira?

«David Ribeiro» - Não, eu não insinuo nem mando bocas foleiras… Eu faço parte, desde a primeira hora, dos independentes de Rui Moreira e sei muito bem o que sou politicamente, pelo que não me revejo nas “bocas” do João, que considero insultuosas.

«Sofia Araújo» - Refiro-me à imagem que partilhou, e portanto a acusação seria ao autor da frase. Frase que leio pela primeira vez e que desconhecia. É dita por quem?

«David Ribeiro» - É de Rui Moreira... e não é nenhuma insinuação, é pura realidade.

«Sofia Araújo» - Não sabia mesmo, mas reforço: se nada no contexto original o atenua, é uma boca foleira, um facilitismo de análise sem base clara e assente numa insídia que nem permite resposta. Refere-se a algo concreto?

«David Ribeiro» - Não me diga que não está par do que se está a passar na campanha de Pizarro?... É que fica mal a ministros do Governo de Portugal andarem a "darem uma mãozinha" a um candidato autárquico.

«Sofia Araújo» - Pq? Cidadãos politizados perdem direitos cívicos por serem ministros? É precisamente essa artificial suspensão de existência que os adeptos de independentes ungidos e intocados parecem defender (não digo o David, digo nas conversas com quem diz que gir...Ver mais

«David Ribeiro» - Pois se há algo que sempre me alegrou no movimento independente de Rui Moreira foi encontrar por lá gente de vários quadrantes políticos, da direita à esquerda, ou mesmo à estrema esquerda, mas todos emanados do interesse supremo em ver a nossa Cidade no melhor e por muitos anos.

«Sofia Araújo» - Mas costumam ter debates internos entre facções? Como conseguem um equilíbrio ideológico na definição de o que é o melhor?

«David Ribeiro» - Junte-se a nós e verá... somos democráticos, não tenha dúvidas. Se se der ao trabalho de ver a composição da lista de candidatos à AMPorto verá que vamos da direita à esquerda.

«Sofia Araújo» - Mas um formato 'união nacional' que vai da direita à esquerda não me parece um exemplo claro de democracia activa. Considera que o programa de Rui Moreira é de esquerda ou de direita?

«David Ribeiro» - Será de esquerda numas coisas e noutras de direita... e nisto é que um movimento como este se torna rico, pois não está "agarrado" a definições estereotipadas da política. E isto é a nossa grande INDEPENDÊNCIA e LIBERDADE.

«Sofia Araújo» - Compreendo a divergência em temáticas, algo que existe nos partidos verdadeiramente democráticos, como sabe. Mas não concordo que esquerda e direita sejam definições estereotipadas. Nem que independência e liberdade sejam fins - são métodos (imprescindíveis em democracia!) para um fim e é esse fim que me dizem, à la Macron, que vai sendo definido caso a caso. Falta-me uma série de princípios que regem as escolhas e me permitem antecipar as escolhas futuras.

«David Ribeiro» - Minha querida Sofia Araújo (a minha idade já me permite tratar toda as mulheres por “queridas”), vou ter que sair para levar a minha neta à natação… mas adorei falar consigo e teremos seguramente novas oportunidades.

«Gonçalo Moreira» -   Sofia Araújo, Lei Eleitoral das Autarquias Locais: "Artigo 41º - Neutralidade e imparcialidade das entidades públicas. 1 — Os órgãos do Estado, das Regiões Autónomas e das autarquias locais, das demais pessoas colectivas de direito público, das sociedades de capitais públicos ou de economia mista e das sociedades concessionárias de serviços públicos, de bens do domínio público ou de obras públicas, bem como, nessa qualidade, os respectivos titulares, não podem intervir directa ou indirectamente na campanha eleitoral nem praticar actos que de algum modo favoreçam ou prejudiquem uma candidatura ou uma entidade proponente em detrimento ou vantagem de outra, devendo assegurar a igualdade de tratamento e a imparcialidade em qualquer intervenção nos procedimentos eleitorais. 2 — Os funcionários e agentes das entidades previstas no número anterior observam, no exercício das suas funções, rigorosa neutralidade perante as diversas candidaturas e respectivas entidades proponentes. 3 — É vedada a exibição de símbolos, siglas, autocolantes ou outros elementos de propaganda por titulares dos órgãos, funcionários e agentes das entidades referidas no nº 1 durante o exercício das suas funções."



Publicado por Tovi às 15:08
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Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017
Autárquicas no Porto – Debate na SIC

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Do debate de ontem organizado pela SIC e transmitido do esplendoroso Salão Árabe do Palácio da Bolsa, sobressaíram para mim quatro coisas:
A tentativa de Manuel Pizarro de sair menos mal do “divórcio” com Rui Moreira;
O facto do BE e da CDU recusarem futuros acordos com Rui Moreira;
A notória impreparação política de Álvaro Almeida;
E assim deu para ver como irá ser a futura oposição à gestão camarária de Rui Moreira.

 

  Comentários no Facebook

«Mario Ferreira Dos Reis» - Notei que Pizarro tambem não falou mal e que teve alguma voz pelo norte e que não foi atacado pelo Rui Moreira ...

«David Ribeiro» - Pizarro sempre teve uma posição correcta no executivo camarário, o seu mal foi não ter tido coragem de bater o pé aos senhores do Largo do Rato que tão irritados ficaram por Rui Moreira não ter dado ao presidente da distrital socialista o segundo lugar nas listas para as Autárquicas.

«João Greno Brògueira» - Teria saído muito melhor na fotografia se tivesse tido a coragem de dizer não à máquina partidária. Assim as suas aparentes defesas dos interesses do Norte não deixam de soar a apenas palavras.

«Pedro Correia» - Continuo a achar que a Ana Catarina Mendes tinha feito melhor se tivesse ficado calada... e melhor tinha feito o Pizarro se lhe tivesse sabido fazer frente...

«Ze De Baião» - Eu julgava que também era bom para a Cidade e para o Norte ter a influência de Manuel Pizarro Manuel Pizarro junto do Primeiro Ministro de Portugal. Mas devo ser só eu a ver essa relevância. É que quando é necessário reivindicar algo para a Cidade e para o Norte, também dá muito jeito ter gente influente e credível do norte nas organizações partidárias e no Governo. Veja-se que os socialistas do norte foram dos primeiros a reivindicar a possibilidade de candidatura à Agência Europeia do Medicamente. Entre outras reivindicações mais e menos visíveis, que se fazem.

«Henrique Camões» - Eu não quero acreditar que li isto. Então o governo não deve igual tratamento a todas os autarcas e a todas as autarquias? Então o facto de ser da cor dá privilégios? Todos sabemos que assim é mas isto dito assim com este à vontade soa mal.

«David Ribeiro» - Essa dos socialistas do norte terem sido dos primeiros a reivindicar a possibilidade de candidatura à Agência Europeia do Medicamento até tem piada. Até já esqueceram qual foi a votação no Parlamento.

«Maria Gabriela Rafael» - O Rui Moreira deveria ter dado o 2 lugar da lista ao Manuel Pizarro.

«David Ribeiro» - Rui Moreira ofereceu-lhe, e Pizarro aceitou, o terceiro lugar, pois tinha outra personalidade em vista para a vice-presidência da Câmara. O problema aconteceu quando a malta do Largo do Rato "obrigou" Pizarro a voltar com a palavra atrás.

«Maria Gabriela Rafael» - Está tudo bem mas logo no início o segundo lugar deveria ter sido para o Pizarro.

«Pedro Correia» - Se fosse uma coligação até entenderia o segundo lugar para o Pizarro... mas como não é... O importante aqui é que Lisboa tentou meter a foice em seara alheia e quando assim é dá "pessegada"!!!



Publicado por Tovi às 08:53
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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017
Autárquicas no Porto – O dia seguinte

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Quem me conhece bem sabe que politicamente sou um regionalista convicto, daqueles que “antes quebrar que torcer”, mas muito transversal às ideologias que proliferam na politiquice nacional. E por isso - não só, mas também - estou desde a primeira hora com RUI MOREIRA nesta forma de “dar a volta” à partidocracia nacional.

E porque não começarmos desde já a pensar no dia seguinte ao 1 de Outubro?



Publicado por Tovi às 15:00
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Segunda-feira, 28 de Agosto de 2017
Autárquicas no Porto – Delineando estratégias

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Nesta foto, “roubada” ao Pedro Serrão, estou eu e o meu amigo António Fonseca, Presidente da minha Freguesia – União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia São Nicolau e Vitória – e novamente candidato a este lugar autárquico. E até parece que estávamos no passado sábado a "delinear estratégias"... e a verdade é que alguém tem que fazer este trabalho, fundamental numa campanha eleitoral.



Publicado por Tovi às 17:51
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Sábado, 26 de Agosto de 2017
Autárquicas no Porto – Campanha em Paranhos

Hoje à tarde estivemos na Quinta do Covelo para a apresentação do programa eleitoral para Paranhos do movimento «Rui Moreira - O Meu Partido é o Porto». E depois ainda demos uma ajudinha aos candidatos da minha Freguesia – União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia São Nicolau e Vitória - em distribuição de propaganda eleitoral na zona da Ramada Alta. (Fotos “roubadas” ao Pedro Serrão)

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    Discurso de Rui Moreira

Nos últimos anos assistimos a um enorme desenvolvimento da cidade do Porto.
Aquilo que eram ruas perigosas e abandonadas, com edifícios em ruínas que foram sendo abandonados ao longo das últimas cinco décadas, transformaram-se em cidade de novo.
Cidade não são ruas desertas. Claro, quando nada acontece na cidade parece haver menos problemas para resolver.
Quando não há interesse ou conforto, não há problemas nem no valor das rendas - porque ali ninguém quer viver - e também não há problemas no trânsito - porque ali ninguém quer passear.
E também não há problemas com a recolha do lixo, porque não havendo a actividade económica, também não há lixo. Ou se há e não é recolhido, também ninguém dá conta.
Com algum exagero, esta era a cidade do Porto há uns anos.
Ninguém queria viver no seu centro. Ninguém queria abrir novos negócios e também ninguém lá ia ver a avançada degradação em que se encontrava.
Quem ia, deparava com a ruína, a insegurança, a prostituição e degradação do espaço público.
Este paradigma mudou.
Nos últimos anos, a economia, impulsionada inicialmente pelo turismo, mas que hoje atrai para o Porto empresas em muitas áreas, reabilitou.
A Câmara e os agentes económicos trouxeram a animação e novas oportunidades. Criou-se MUITO emprego. Criaram-se Startups e atraíram-se grandes investimentos na área tecnológica.
A cidade ficou Muito melhor.
Claro, quando as ruas outrora desertas passaram a ter vida e a cidade voltou a mexer, os problemas expõem-se, aumenta o interesse e, sejamos também claros, aumenta a inveja dos que não tiveram o engenho e a arte de se adaptarem, de empreenderem e de evoluírem.
Quem queria a cidade decrépita e deserta, perigosa e triste, não gosta de a ver vibrar.
E foi isto que aconteceu ao Porto nestes últimos anos. Cresceu, viveu. Criou novos problemas, a que estamos atentos e vamos resolvendo. E para os quais temos soluções. Soluções para a habitação, para o trânsito e para a mobilidade. Nesta campanha já explicamos o que vamos fazer nestas três áreas que resumimos num pilar que designamos "sustentabilidade".
Agora, a sustentabilidade só é possível se houver coesão territorial. Se todas as zonas da cidade quiserem mais e quiserem esse caminho de desenvolvimento, crescimento e sustentabilidade.
Paranhos é uma freguesia fundamental neste processo de coesão. Se Paranhos não alinhar com o resto da cidade nas políticas de coesão social, territorial e não quiser desenvolvimento, então será mais difícil desenvolver toda a cidade.
A Junta de Freguesia de Paranhos fez muitas coisas interessantes e seguramente bem feitas durante este mandato. Mal era se não tivesse feito, depois do processo de descentralização que levamos a cabo e das competências que lhe passámos. Mas podia ter feito muito mais e, sobretudo, não soube ou acompanhar a cidade nas suas políticas e na sua visão de futuro.
Pior, o partido que tem suportado a actual presidência da Junta, única que conquistou, e por muito poucos votos em 2013, quis fazer de Paranhos uma espécie de Aldeia do Astérix. Acantonando-se e virando costas ao desenvolvimento.
Vou dar apenas um exemplo. A Câmara e a Secretaria de Estado da Modernização Administrativa estabeleceram um protocolo no sentido de fazer, em todas as freguesias, Espaços do Cidadão. Lojas de proximidade que permitem tratar de documentos, declarações, certidões que, anteriormente, apenas podiam ser pedidas nas repartições ou na única loja do cidadão que existia.
Todas as freguesias aderiram e algumas pediram até mais do que um espaço.
Paranhos não quis, num primeiro momento. O desenvolvimento, a modernidade, uma obra da Câmara em parceria com a Freguesia e com o Governo era algo que não agradava ao presidente da Junta de Paranhos.
Finalmente, no final do mandato, em vésperas de eleições, aceitou. Construímos o espaço do cidadão. E, quando terminado, o senhor presidente da Junta escreveu aos seus fregueses dizendo que foi ele que fez.
Algo semelhante se passou com os parques infantis que a Câmara do Porto construiu em todas as freguesias. Neste caso, um investimento exclusivamente da Câmara, de modernização dos parques existentes, como este que aqui temos ao lado, e de construção de 15 novos parques.
Pedimos a todos os presidentes de Junta que nos indicassem o espaço onde deveria ser feito. Fizemos em Paranhos o que fizemos nas restante seis freguesias ou uniões. Não fizemos demagogia ou propaganda barata com isso. Mas incomoda saber que o presidente da Junta, agora candidato, apresenta essas obras como sendo suas.
Não foram.
As próximas eleições autárquicas são muito importantes para o Porto. Ouvimos as forças políticas que concorrem contra nós radicalizar o discurso. Confiamos que os portuenses saberão escolher. Sabemos que sabem escolher.
Mas, nestas eleições é preciso ganhar não apenas a Câmara e a Assembleia Municipal. Ganhar nas sete juntas de freguesia é fundamental para termos um desenvolvimento harmonioso da cidade, para alargar a mancha de desenvolvimento. Para podermos olhar para os diferentes espaços desta freguesia como potencialidades e não como problemas.
Sobretudo, temos que ter na Junta um independente livre de preconceitos contra a Câmara ou instrumentalizado pelo aparelho de um partido que perdeu o chão no Porto.
A melhor das notícias que hoje lhe trago, desculpem, não é qualquer promessa de obras, de casas ou de um futuro idílico. A promessa que vos trago é o Paulo Jorge Teixeira.
Um homem bom, trabalhador, com provas de gestão dadas na instituição que dirige de forma exemplar e com vontade de articular connosco o futuro inclusivo de Paranhos.
E a independência do Paulo Jorge e de qualquer outro dos nossos candidatos às Freguesias é mesmo total. Todos eles foram livres de escolherem as suas listas, de forma livre e independente, sem que o movimento lhes impusesse candidatos.
Votar «Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido» para a Assembleia de Freguesia de Paranhos é, por isso, fundamental. Estou convencido que, caso isso seja possível, dentro de quatro anos, poderemos estar aqui a fazer um balanço bem diferente do que hoje podemos fazer da forma como se desenvolveu Paranhos.



Publicado por Tovi às 19:15
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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017
Marasmo… sabem o que é?

Ilda Figueiredo 25Ago2017 aa.jpg

Sou mesmo totó…

Julgava eu que MARASMO queria dizer: Magreza e fraqueza extremas; Apatia, indiferença por tudo; Melancolia.



Publicado por Tovi às 21:27
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Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
A Primavera de Praga

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(Foto do Jorge Costa Campos, publicada no Facebook)

Lembram-se?... ou ainda não eram nascidos?

A invasão da Checoslováquia (também conhecida como Operação Danúbio) foi uma invasão militar de tropas de 5 países socialistas do Pacto de Varsóvia sob a liderança da União Soviética (URSS, República Democrática Alemã, República Popular da Polónia, República Popular da Hungria e República Popular da Bulgária). Na noite de 20 de agosto para 21 de agosto de 1968, os países membros do Pacto de Varsóvia invadiram a República Socialista da Checoslováquia, a fim de deterem as reformas de liberalização política de Alexander Dubcek, conhecidas por “Primavera de Praga”.



Publicado por Tovi às 18:00
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Sábado, 12 de Agosto de 2017
Há badalhocos na Ribeira

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Não sei em que dia foi nem a que horas... mas sei que é na nossa Ribeira. Algo está mal e não é seguramente culpa dos serviços camarários. Os cidadãos têm que ser responsáveis se querem ser respeitados.

 Não sei se sabem mas na Ribeira existe um serviço de excelência na recolha de lixo a restaurantes e comércio como não existe em mais lado nenhum. Os serviços camarários vão duas vezes por dia recolher porta-a-porta a todos os estabelecimentos, todo o reciclado e orgânicos. É um esforço gigantesco mas infelizmente na Ribeira há gente que não tem qualquer sentido cívico e que apesar do serviço ainda coloca resíduos na rua em qualquer lado até usando os sacos que a Câmara lhes fornece. A CMPorto está a fiscalizar mas não lhe é possível ter um polícia em permanência no local, porque infelizmente aos fiscais é impossível multar dado que se tem de pedir identificação e isso só a polícia o pode fazer.

Não se melhorou muito em civismo na Ribeira.



Publicado por Tovi às 08:08
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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017
E depois de 1 de Outubro?

Como não tenho qualquer dúvida que Rui Moreira poderá vir a liderar todo e qualquer processo político com base na Região Norte e que devemos começar a pensar seriamente nisto logo a seguir à mais que provável vitória de 1 de Outubro, aqui fica um excelente texto da minha querida Amiga Carla Afonso Leitão:

 

Carla.jpgBoa tarde, boas horas, salvação para as almas, paz e sossego.

Ler, pensar, entender e agir, uma região, numa região, exige que o façamos em diversos domínios, desde logo, porque estamos a falar de fenomenologia complexa, balizando-nos entre o que as coisas são e a percepção que delas temos numa consciência e entendimento, individuais e colectivos e em vários layers, físico, social, económico, político, desportivo… psicológico!

Os suportes, ou os domínios de partida, podem ser diversos.

Por vezes, as regiões reduzem-se a imagens simplificadas, as vacas leiteiras estão para os Açores, Cavaco Silva está para Viseu, o Dragão está para o Porto, a cereja está para o Fundão, o Alberto João, ou as “bananas do dito” está, estão (ainda) para a Madeira, por outro lado, também existem simplificações de arrumo em escala, Portugal e o Allgarve, [Galiza até ao Porto unidos pelos celtas] e Marrocos, assim, infinita e indefinidamente por força de uma visão redutora que nos dá conforto na simplificação, mas nos complica na seriedade do entendimento de um território e nas suas particularidades de modo a que o possamos designar de região.

Claro está que se pensarmos o Porto, muitos de nós, somos tentados a confundi-lo com a região onde se insere, de tal modo que há quem pense que “somos norte, somos Porto” e pronto, ponto, não se fala mais nisso (a ber se não nos chateamos), tendo sempre o problema de ter ocasional, ou frequentemente ,de passar para o lado árabe do Douro.

Mas, neste texto, quero reflectir a região no domínio metrapolitano, melhor dizendo, no associativismo municipal, mais concretamente, a hipotética região municipal onde o Porto se insere, a chamada Área Metrapolitana do Porto, a AMP, por si só, é, à anterior, uma designação que pressupõe a hegemonia da cidade do Porto relativamente às restantes que a compõem.

Não é inocentemente que escrevo “hipotética região municipal”. De que área metropolitana falamos? De um mero somatório de municípios de proximidade geográfica, de um hinterland, de uma conurbação? De mera junção física, ou, mais do que isso, de sinergias municipais, de convergência de valências distintas, de uma “cabeça-de-rede” e em rede com cidades menores e menos autónomas?

A área portuária, o aeroporto, as caves do vinho do Porto, a indústria farmacêutica de referência, a exemplo, estão no Porto? Não. Logo, a perspectiva clássica de hinterland não se coloca. Por outro lado, o Porto é uma cidade município, ou seja, o concelho é a cidade, por sinal, cintado e condicionado fisicamente por uma circunvalação e um rio, a conurbação é uma realidade apenas suportada pela rede de metro, nomeadamente, entre Porto e Matosinhos.

Seja qual for o sentido de área metropolitana, ele deverá acontecer na ordem de vontade e de iniciativa política. Há umas décadas atrás, tínhamos o Porto, Matosinhos, Maia, Vila do Conde com personalidades políticas distintas, contudo, havia a noção que a AMP tinha líderes, não um, mas vários que no conjunto enriqueciam a região pela capitalização de valências locais e fazendo-as valer no conjunto próximo, ou fazendo-as prevalecer junto do Terreiro do Paço.

Hoje temos Rui Moreira (ponto). O Porto assumiu-se como uma marca Ponto. Tem sido uma aposta ganha, na perspectiva do Porto. E depois, temos o resto. O resto equivale a uma postura de menorização crítica, veja-se, a propósito da European Medicines Agency. Maia poderia e deveria ter uma palavra a dizer, devia ter-se afirmado junto do Porto, afinal, tem o aeroporto e tem a Bial, podia ter negociado termos de candidatura numa perspectiva metropolitana. Podia e devia ter sido uma aposta da AMP, não o foi. É certo que a candidatura à EMA é uma candidatura de cidades, mas as cidades são entidades irrepetíveis, tal como as áreas metropolitanas e assim deviam ser as políticas, na vontade e na iniciativa.

O Porto será tanto maior, quanto maior for a capacidade de afirmação das cidades vizinhas, maior para além do turismo, universidade e startups.

Por outro lado, iniciativa, vontade política com objectivos precisos e capacidade de liderança não podem acontecer apenas no Porto, porém, à falta disto tudo, depois não se venham queixar que Rui Moreira esvaziou a preponderância das cidades vizinhas, o problema delas é simples, nada tem a ver com partidos, tem a ver com crise de lideranças, sem lideranças uma região municipal não floresce e sujeita-se a desvanecer, logo, sinergia deverá ser a palavra de ordem, penso que Rui Moreira poderá também liderar este processo, não ter partido e ser um líder nato dá-lhe à partida essa vantagem acrescida.



Publicado por Tovi às 08:10
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Quarta-feira, 9 de Agosto de 2017
Autárquicas no Porto – Candidatos

Camara Municipal do Porto aa.JPG

Para a corrida eleitoral à Câmara Municipal do Porto entregaram a documentação necessária os seguintes partidos e movimentos de cidadãos, aguardando-se ainda a correspondente aceitação/validação pelo Tribunal competente:

PPD/PSD-PPM;
PS;
PCP/PEV;
BE;
PAN;
PTP;
PNR;
Cidadania e Democracia Cristã;
Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido;
Porto, de Alma e Coração.



Publicado por Tovi às 08:24
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