"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 25 de Junho de 2017
Floresta Portuguesa

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Agora que os trágicos incêndios que assolaram a região Centro estão a acalmar, é altura de reflectir seriamente nestes números:

a) A Floresta Portuguesa ocupa 3,2 milhões de hectares, o que corresponde a 35,4% do território nacional;

b) A propriedade florestal em Portugal é maioritariamente privada, detida praticamente em exclusivo por pequenos proprietários de cariz familiar, com 2,8 milhões de hectares, ou seja, 84,2% da área total;

c) Somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais;

d) Unicamente 2% (a menor percentagem da Europa) são do domínio privado do Estado;

e) O eucalipto é a espécie florestal predominante, com 25,4% da ocupação (equivalente a 812 mil hectares), seguindo-se o sobreiro com 23% (perto de 737 mil hectares) e o pinheiro bravo com 22,3 % (mais de 714 mil hectares de floresta);

f) A dimensão da propriedade florestal tem uma distribuição geográfica muito marcada, sendo que o grande número de prédios se situa no Norte e Centro, onde as explorações chegam a atingir dimensões com menos de um hectare, estimando-se a existência de cerca de meio milhão de proprietários florestais;

g) Apesar do elevado número de proprietários e a pequena dimensão da propriedade florestal os bens produzidos por esta via sustentam uma importante e integrada cadeia industrial, baseada em recursos naturais, suportando por si, um forte sector de exportação (segundo uma estimativa relativa a 2001 a produção económica anual efectiva era de 1,3 milhões de euros, ou seja, 344 euros/ha/ano);

h) Do ponto de vista de transacções para o mercado internacional de produtos florestais e de base florestal, os mais importantes são o papel e cartão, a pasta de papel, a cortiça, a madeira e produtos de resina e mobiliário.

 

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«Albertino Amaral» - Números interessantes que deveriam merecer a reflexão, o cuidado e a preocupação organizacional do Governo. Afinal, Portugal é uma fazenda, comparado a outras nos EUA ou na Austrália.....

«David Ribeiro» - Curiosamente, e isto é muito importante, somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais, maioritariamente de celuloses... e estas não ardem. Porque será?

«Albertino Amaral» - Será que ali existe uma tecnologia anti-fogo que nós não conhecemos ? Só pode........

«David Ribeiro» - Claro que há... Chama-se PREVENÇÃO. Vejam aqui como é que as empresas florestais sérias (as tais que não ardem) tratam da sua segurança: A AFOCELCA é um agrupamento complementar de empresas do grupo The Navigator Company e do grupo ALTRI que com uma estrutura profissional tem por missão apoiar o combate aos incêndios florestais nas propriedades das empresas agrupadas, em estreita coordenação e colaboração com a Autoridade Nacional de Protecção Civil.

«Mário Santos» - Os concursos para os fundos comunitários são ganhos pelas grandes propriedades (latifúndios) e raramente no Norte (2%) e no Centro do País.

«David Ribeiro» - Já era tempo de cá pelo Norte se apostar no associativismo e deixarem os "quintais". E isto aplica-se à floresta e a outras actividades rurais.



Publicado por Tovi às 08:06
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2017
O Canadair que não caiu

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A meio da tarde de ontem os três canais televisivos nacionais davam como certa a queda de um Canadair que se encontrava na zona de Pedrógão Grande em combate aos incêndios. Obviamente que todos nós ficamos preocupados e à espera de mais notícias. Dizia-se também que helicópteros do INEM e da Força Aérea já tinham seguido para o local em busca e salvamento. Passado cerca de duas horas, num briefing do comando da Proteção Civil, ficávamos a saber que não faltava nenhum dos meios aéreos ao serviço do combate aos incêndios em Portugal. Tudo deveria estar relacionado com a explosão de uma botija de gás numa roulotte abandonada na zona dos incêndios. Jornalistas de merda estes que fazem circular um boato... e eu acreditei, pois ainda esperava da comunicação social no terreno um mínimo de profissionalismo.

 

   Comentários no Facebook

«Manuel Carvalho» - Eu acho que essa situação é reveladora da falta de coordenação no terreno. Ouvi jornalistas que me pareceram genuinamente estupefactos com a situação e a explicação do comando.

«Paulo Santos da Cunha» - Isto não é jornalismo. Isto é uma palhaçada! São os mass media ao serviço de outros interesses que não a informação.

«Manuel Matos» - A mim pareceu que os jornalistas ficaram desiludidos...

«David Ribeiro» - Ainda ninguém pediu a demissão da ministra por NÃO ter caído um Canadair?...

 

 

Acabam-me de garantir que foi assim que as coisas aconteceram (roubei a um amigo, que citava já não sei quem):

Finalmente uma explicação credível: "A jornalista é bem boa, uma brasa... a fugir das chamas, tropeçou e alguém disse: caiu o Avião".



Publicado por Tovi às 09:55
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2017
Continua o combate aos incêndios

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Ao início da manhã de hoje as condições climatéricas parecem favorecer o combate aos incêndios que ainda se mantêm activos na zona centro do País. No terreno encontram-se mais de mil operacionais, incluindo bombeiros, GNR e INEM.

 

   11h52 de hoje

O comandante operacional da Proteção Civil disse esta segunda-feira, no primeiro balanço do dia dos fogos florestais que lavram nos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra, que o combate às chamas está a decorrer de forma favorável. Elísio Oliveira admitiu, contudo, a possibilidade de novas complicações no combate às chamas, uma vez que os meios aéreos não estão de momento a operar, devido às condições atmosféricas. Neste momento, estão no terreno mais de 900 operacionais no combate às chamas.

  17h40 de hoje

Um dos bombeiros que se encontrava no hospital em estado crítico faleceu esta tarde, elevando para 63 o número de mortos nos trágicos incêndios de Pedrógão Grande.

  23h00 de hoje

Último balanço do incêndio de Pedrógão Grande: 64 mortos e 157 feridos, 7 em estado grave; 26 mil hectares consumidos pelas chamas.



Publicado por Tovi às 09:35
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Domingo, 18 de Junho de 2017
Tragédia no incêndio de Pedrógão Grande

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Dezanove civis mortos (16 em viaturas apanhadas pelo fogo e mais 3 por inalação de fumo) e mais de duas dezenas de feridos num grande incêndio florestal que deflagrou na tarde de ontem no concelho de Pedrógão Grande e que alastrou posteriormente para Figueiró dos Vinhos.

 

   02h20 de hoje

As vítimas mortais subiram para 24. Há quatro bombeiros feridos em estado grave. Vão a caminho dois pelotões de militares. Dois aviões Canadair espanhóis vêm reforçar os meios aéreos de combate a este incêndio.

   08h10 de hoje

Número de mortos revisto para 39. Os feridos são 59, dos quais 7 em estado grave, seis bombeiros e uma criança.

  08h35 de hoje

Os mortos chegaram aos 43, temendo-se que ainda sejam encontradas mais vítimas mortais nas povoações onde os operacionais de socorro estão a chegar.

   10h25 de hoje

Novo balanço desta tragédia: 57 mortos e 59 feridos.

   19h00 de hoje

Já há 61 mortos confirmados.

  23h00 de hoje

Foi encontrada mais uma vítima mortal na maior tragédia de que há memória recente em Portugal.

 

   Testemunho da jornalista Andreia Novo da RTP

"Sinto necessidade de vos contar o que eu e o Rui Castro vimos, sentimos. Saímos às 2h de Gaia, chegamos às 4h a Pedrogão. Os acessos estavam todos cortados. Percorremos centenas de kms e não havia sinal de bombeiros. As pessoas estavam todas na rua. Todas. Só depois das 5h é que conseguimos andar por estradas que ainda não estavam interditas, mas com fogo por todos os lados. Conseguimos passar. Às 6h começamos a encontrar os primeiros carros incendiados. Uns atrás dos outros. Desfeitos. 6h30, já com luz do dia, descobrimos umas aldeias no meio do fumo que cega de tão denso. Começam a surgir os corpos. Não consigo descrever bem, a partir daqui, o que aconteceu. Uns atrás dos outros. Famílias inteiras no chão, carbonizadas, e não dentro dos carros como alguns jornalistas têm avançado. Casas completamente destruídas pelas chamas. "São imensos menina, mas não podemos apanhá-los, não temos autorização" disse-me um bombeiro quando lhe perguntei pelos corpos. Falei com moradores de duas aldeias com cerca de 80/100 habitantes que já não diziam coisa, com coisa. Só falavam nas pessoas desaparecidas. "Isto é o inferno na terra, meu amor" disse-me uma idosa em lágrimas. Certo é que os bombeiros nunca lá foram até agora. Muitos dos que morreram são locais, fugiam de carro quando se despistaram, explodiram, ou simplesmente sufocaram. Nunca vi nada assim. E assim, só nós RTP captamos isto."

 

   Pois é!...

“Quando há um secretário de Estado da Administração Interna que resolve dizer que ‘o fogo é imprevisível, o que há é uns académicos que têm umas teorias sobre isso’, é evidente que tem responsabilidade. Porque está a dizer que descarta o conhecimento que existe sobre a gestão de fogo porque acha que o problema é imprevisível. É a mesma coisa que a Assunção Cristas andar a rezar a Nossa Senhora por causa da seca."



Publicado por Tovi às 00:51
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Sábado, 10 de Junho de 2017
Dia de Portugal comemorado no Porto

Discurso de Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, ontem, 9 de Junho, nas cerimónias que decorreram na Sé do Porto.

Sé.jpgSenhor Presidente da República
Senhor Presidente da Assembleia da República
Senhor Primeiro-Ministro
Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, Excelência Reverendíssima,
Senhores Governantes,
Senhores membros do Corpo Diplomático,
Demais Autoridades Civis, Militares e Religiosas,
Minhas Senhoras e meus Senhores

Bem haja, Senhor Presidente, por ter decidido que, depois de Lisboa, era ao Porto que cabia a honra de acolher as celebrações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. E que estas celebrações se concluam, amanhã no Brasil, a nossa Pátria irmã.

Temos, minhas senhoras e meus senhores, a sorte e a ventura de viver num país diferente de muitos outros; um país que guardou incólumes as suas fronteiras, defendidas com sangue, suor e lágrimas; um país que permanece uno, que corresponde e se exprime num estado-nação, coisa rara e nada negligenciável nestes tempos de sobressalto em que vivemos.

Um país que, pese embora os desequilíbrios que nem sempre temos sabido compensar, ou as rivalidades que nem sempre conseguimos atenuar, vive bem com a sua geografia, com a sua língua e com a sua cultura. Um país, e chamemos-lhe pelo nome - Portugal - que tem sabido resistir à voracidade da história, que tem sido capaz de enfrentar todos os desafios.

Nunca faltaram ao português, como escreveu Cortesão, "grandes e nobres motivos para um orgulhoso conceito de Pátria (...) talvez porque a natureza foi com ele em extremo dadivosa dos seus bens".

Talvez por isso, mas também por cepa e inquietude, soubemos, antes de outros, partir à descoberta do Mundo. Por onde passámos, deixámos as nossas marcas. Com Camões, que hoje recordamos, guardámos o registo lírico dessa extraordinária epopeia.

Durante cinco séculos fomos porto de partida de uma irreplicável e improvável aventura pelas sete partidas do mundo. Soubemos, depois, em circunstâncias particularmente adversas, bolinar contra o vento da história e reintegrar todos, e foram tantos, que aqui voltaram, ao seu porto de abrigo. Uma história que está por assimilar, mas que representa um momento alto da nossa saga: o regresso ao abraço pátrio, sem ressentimentos, uma forma nobre de encerrarmos um longo e épico capítulo.

Deparámo-nos, então, com a realidade de uma velha e inculta metrópole, repartida entre um interior arcaico e uma capital desmesurada, perdido que fora o Império. O Porto foi então, e direi que continua a ser, o ponto justo de equilíbrio. Jaime Cortesão bem que avisara, alguns anos antes, que "graças ao Porto, o povo português teve coluna vertebral, e ainda hoje possui um ideal de cidadania". Coluna vertebral que é hoje, também, parte da indispensável coluna cerebral deste novo Portugal, ousado, inventivo, estudioso, sagaz e indómito.

Foi graças a esse ideal de cidadania e a essa coluna vertebral que não permitimos que o 25 de Abril fosse uma mera transição entre regimes autoritários, e se transformasse na manhã que a aurora anunciara.

É graças a essa coluna também cerebral, de que o Porto é parte plena, que hoje podemos olhar o futuro com confiança.

Depois, virámo-nos para a Europa, para o mais evidente e sempre adiado dos desígnios. Mais uma vez, o Porto e o Norte sofreram, com abnegação, o preço da escolha. Um preço que foi pago com a desindustrialização em sectores tradicionais, enquanto o investimento público se concentrava na capital e no velho sonho de fazer dela uma grande cidade mercantil. Sem lugar nessa mesa, o Porto porfiou.

Mesmo quando a crise nos bateu à porta, o Porto foi sempre o fiel da balança. Sem nunca esmorecer. Com boas contas, com a severidade do seu granito. Como disse Bénard da Costa, esta cidade foi sempre um país que respeita e se respeita. Uma cidade que, como Agustina dissera, "tem toda ela uma forma, uma alma de muralha”.

Cidade invicta, abnegada e empreendedora, não se intimidou quando os sinos voltaram a tocar a rebate. Fez, como sempre, das tripas coração. Em vez de se queixar, resistiu e empreendeu. Cidade de pergaminhos, que mais se pode exigir de uma cidade onde, como disse Torga, "Garrett pode nascer no calor do seu coração, António Nobre pode morar em paz dentro das suas portas, e se mesmo numa das suas cadeias pode ser escrito o Amor de Perdição".

Tudo isso, que pode ser útil e nos compraz, não nos satisfaz. Mas, muitas queixas que tenhamos e não calamos, nós os portuenses temos honra, como poucos ou nenhuns, em sermos portugueses. Temos o orgulho intacto, por sabermos que, nos tempos difíceis, nos momentos mais críticos, a Pátria apela ao nosso contributo; e nunca deixámos de corresponder, apesar de também sabermos que, no fim de cada crise, o papel do Porto volta, inevitavelmente, a ser esquecido.

Não faltará quem veja, neste discurso do Presidente da Câmara Municipal do Porto, algum bairrismo. Pois a esses responderei com as palavras de Sophia: "nasci no Porto, sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo."

Senhor Presidente, em vésperas da sua oportuna visita ao Brasil, fundado pelo nosso Dom Pedro, cujo coração guardamos na Lapa, não posso deixar de lhe dizer, em nome dos portuenses, que nós, que temos tanta e tanta honra em sermos portugueses, somos ainda assim, diferentes.

O que se diria se, em Londres, em Trafalgar Square se ao lado dos leões, estivesse numa coluna, não o invencível Nelson, mas Gandhi, que libertou a jóia da coroa britânica? Pois, em vésperas da sua viagem ao Brasil, Senhor Presidente, não posso deixar de recordar que nós, os portuenses, temos como símbolo o nosso D. Pedro.

D. Pedro de quem, como disse guardamos o coração, na Lapa e nas nossas Armas, em escudo de honra, no meio; D. Pedro que lutou pela nossa liberdade e que soube fundar o país irmão, com quem celebrámos a história e a língua, esse extraordinário património imaterial que ainda não soubemos explorar.

Senhor Presidente,
Termino com Eduardo Lourenço:
"O Porto é o barco que nunca partiu”

 

 

Sobrinho Simões, presidente das comemorações do 10 de Junho, durante a sua intervenção na cerimónia de hoje disse que os portugueses são um povo com características genético-culturais “sui generis”:

Não estou a sugerir que há genes portugueses, não há, o que os portugueses têm é uma mistura notável de genes com as mais variadas origens, se há algo único, ou quase único em nós, é essa mistura genética. Incorporou, ao longo de séculos, judeus e berberes vindos de Espanha e do Norte de África, porque se misturou com árabes, porque teve escravatura de povos da África subsariana no país e nas colónias com uma expressão e durante centenas de anos. E também porque fomos através do mar para tudo quanto era sítio na África, na Ásia e na América do Sul e de lá voltámos com filhos e, sobretudo, filhas. E, por esse motivo, se compreende que a população portuguesa tenha grandes percentagens de diversas linhagens genéticas, sobretudo de origem materna, afiançou, sublinhando que há diferenças regionais, mas o que impressiona é a consistência com que tem “muito mais” mistura de genes do que os seus vizinhos. O ponto que estou a procurar salientar é que a incorporação de genes foi acompanhada pela incorporação das respetivas culturas, criando uma sociedade de gentes muito variadas, tolerante em termos religiosos, avessa aos extremismos pseudo-identitários que irrompem um pouco por todo o lado. Deveríamos ser capazes de integrar gentes que se veem obrigadas a fugir de casa, comportando-se como uma comunidade inclusiva e solidária, uma comunidade que percebe o valor sociocultural, económico e até demográfico da integração dos migrantes. Somos uma das sociedades com menos filhos do mundo. Continuamos, infelizmente, demasiado individualistas e ainda não somos uma sociedade de contrato, lá chegaremos, espero.

 

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«Antonio Sousa Dias» - Dia de Portugal - O Professor Manuel Sobrinho Simões fez hoje um dos melhores discursos que se ouviram até hoje nas cerimónias comemorativas do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Não faço esta referência para menorizar o discurso do Presidente da República, ambos são professores catedráticos, mas de um lado temos uma tradição de rigor, alguém que fala quando é preciso, do outro temos uma cultura de selfies e nunca sabemos se vamos ouvir o comentador televisivo, o professor de direito, o político dos congressos do PSD ou o Presidente.
Quando se ouve Marcelo fica-se a rir, quando se ouve Sobrinho Simões fica-se a pensar, fica-se a pensar sobre quem somos, somo quem poderíamos ser e sobre o que queremos ser. Estava ouvindo Sobrinho Simões e a câmara ia mostrando os rostos, percebia-se a curiosidade por detrás do rosto de circunstância dos soldados, via-se o sorriso de Costa, a altivez de Assunção cristas e a cara de Pau de Marco António.
Mas enquanto ouvia Sobrinho Simões pensava sobre o fosso que existe entre o mundo das banalidades em que se transformou o debate político e o mundo de quem pensa com seriedade. Porque motivo não ouvimos mais vezes gente com a grandeza intelectual de Sobrinho Simões e passamos a vida a ouvir matracas falantes como Medina Carreira, José Gomes Ferreira, para não baixar o nível e passar aos que têm mais tempo de antena, como os anafados do João Guerra e Serrão e os paspalhos do Pina e do Ventura.
Que país é este onde os partidos da oposição tenham vir a ser governo procurando conflitos entre declarações de ministros e secretários de Estado? Dei o exemplo do que temo vindo assistir na luta partidária, mas poderia eleger os discursos de muitas personalidades de todos os quadrantes partidários, sindicais ou empresariais.
Interrogo-mo como é que um país tão grande gera tanta pequenez, mas pior do que isso, porque razão neste país são os mais pequenos a dominar? Porque é que o nosso país está condenado a não ultrapassar os horizontes eu lhe são impostos por tal gente, como se em fez das forças do universo por aqui imperasse uma das mais elementares regras da matemática, a do mínimo múltiplo comum?
PS: Alguém se lembra do que disse Marcelo Rebelo de Sousa?
(in O Jumento)



Publicado por Tovi às 08:04
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Quinta-feira, 8 de Junho de 2017
Eu também gostava de saber

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Tudo em Lisboa… tudo em Lisboa… porquê?...

 

  Comentários no Facebook

«António Magalhães» - Calma! Os deputados eleitos pelo circulo do Porto vão tratar do assunto...😇

«Carla Afonso Leitão» - Ah bom... estamos mais descansados [Emoji pacman:V]

«Jovita Fonseca» - É importante tomar essa decisão! A vantagem de ter um presidente de câmara independente, não estar à mercê do partido de filiação. Aliás, temos mais que motivos para essa candidatura...

«Jorge Veiga» - David Ribeiro querias saber? Ora já sabes como é...!

«Jota Caeiro» - queremos tudo esclarecido! assim é que é!

«Carla Afonso Leitão» - Muito bem, muito bem!

«Manuel Carvalho» - La vai a venerável Olisipo ter de revirar-se à procura dos papéis ou arranjar alguém para lhe "martelar" alguns.

«David Ribeiro» - É incrível como a geringonça considera Lisboa como única localização possível para instalação da Agência Europeia do Medicamento. Até a Ordem dos Médicos está de acordo com as posições de Rui Moreira.

«Jota Caeiro» - fazem as merdas e atiram-nas depois para os ombros do Santos Silva que, definitivamente, anda a perder qualidades. ou não as tinha e nós, os crentes, sonhamos... realmente não as tinha. ao fazer parte de um governo com um nacional-nazi que bem conhecia do Porto, perdeu o princípio. e perdendo o princípio, perdeu o Augusto o critério. esta coisa das aspirinas vem dar vantagem ao Moreira, obviamente. ficamos todos contentitos. mas ficamos todos com um mal estar danado, com uma azia desmesurada, por ouvirmos o Santos Silva como um desgraçado a desculpar-se do resto da governamental merda! é aumentada ao tamanho! e aumenta será também a sua vergonha... ele ouve-me e vê-me e sabe que eu tenho razão... desta vez foi fundo. afinal o alkaseltzer talvez lhe faça mais falta à augusta personagem... vivam todos! viva Caesar! [Emoji wink]



Publicado por Tovi às 10:41
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Terça-feira, 6 de Junho de 2017
Corrupção na EDP e REN

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Vi hoje na tv as explicações de António Mexia sobre as suspeitas de corrupção na EDP e REN… e este gestor várias vezes disse que só agiu no interesse dos accionistas, pelo que estou em crer estar na altura de se constituírem também arguidos todos os detentores de acções destas duas empresas.

 

  Comentários no Facebook

«Joaquim Figueiredo» - Sou accionista e não tenho nada a ver com isso...

«Antonio Cardoso» - Comentário enviesado, deturpado, e que em nada abona quem o escreve...

«David Ribeiro» - Tenho a certeza que o Amigo Antonio Cardoso me entendeu perfeitamente. [Emoji smile:-)]

«Antonio Cardoso» - Caro David Ribeiro, agiu e age na defesa do bom nome da EDP, da companhia, dos seus trabalhadores e Accionistas assim como obviamente dos consumidores e fornecedores!!!! E interesses de Portugal!!!!

«Carla Afonso Leitão» - Subscrevo na íntegra o seu texto, caro David Ribeiro. Obviamente.

«Jovita Fonseca» - Um nojo... agora que as acções baixaram, chorem um bocadinho! Inadmissível terem entregue a EDP a esses tipos que se governam à nossa custa...

«Ricardo Nuno» - ele esta certo ! agiu de maneira a maximizar o retorno dos acionistas e indirectamente o seu pq parte do seu rendimento deriva disso. Ate aí nada a apontar. Temos é de verificar se agiu eticamente e legalmente bem na maximização desse lucro.

«David Ribeiro» - O que está em causa neste processo agora desencadeado pelo Ministério Público é uma eventual adulteração falaciosa dos relatórios enviados pela EDP ao Estado tendo em vista receber valores superiores aos devidos nas rendas estipuladas por lei. E sobre isto António Mexia, na conferência de imprensa de hoje, disse NADA.

«Antonio Cardoso» - A alteração dos CAE em CMECS resultou numa diminuição das receitas e não o contrário. A Central da Tapada do Outeiro e a do Pêgo não alteraram os CAE'S. A repetição de uma mentira várias vezes era uma técnica usada por Goebbels e muito usada aqui pelos vistos ...

«David Ribeiro» - Eu estou unicamente a referir-me à acusação que levou Mexia a ser constituído arguido e a Justiça dirá quem tem razão... mas a verdade é que Mexia não quis hoje falar sobre este assunto.

«Vasquez da Gama»Alguém tem duvidas que a EDP é uma empresa corrupta, abusadora, sem grande moral? Defende accionistas? Depois do exemplo da PT, ainda confiamos nestes gestores? Eu vivi 10 anos fora de Portugal e pagava muito menos, uma barbaridade menos, de eletricidade e gás, mesmo tendo aquecimento central e aquecedores elétricos ligados por diversas casas onde morei. Vejo empresários a queixarem-se do mesmo. Temos barragens por todo o Norte e a Sede da dita empresa e onde realmente se ganha dinheiro é em Lisboa! Porque não terá a EDP com sede perto da produção?

 

  ÚLTIMA HORA

Mais três arguidos na investigação à EDP e REN

Rui Cartaxo, Pedro Resende e Jorge Machado foram hoje constituídos arguidos no caso que investiga as rendas e os contratos entre o Estado e as energéticas nacionais.
Rui Cartaxo, foi presidente da REN e é o atual presidente do conselho de administração do Novo Banco. Pedro Resende foi vogal da administração da EDP e Jorge Machado foi conselheiro da administração da energética.
Os três foram chamados esta tarde à Polícia Judiciária, onde foram constituídos arguidos por corrupção e participação económica em negócio.



Publicado por Tovi às 12:36
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2017
Oliveira e Costa levou com 14 anos

oliveira costa.pngFoi ontem conhecida a sentença judicial da "maior burla da história da Justiça portuguesa julgada até ao momento" e que condenou um total de 12 arguidos, entre os quais Oliveira e Costa, antigo presidente do Banco Português de Negócios (BPN)­, condenado a 14 anos de prisão, pela prática dos crimes de falsificação de documentos, fraude fiscal qualificada, burla qualificada e branqueamento de capitais. É provável que haja recursos, mas a mim já me dá um enorme gozo o facto de não só irem todos gastar umas valentes pipas de dinheiro com os seus advogados como os seus nomes ficarão para sempre “queimados” na praça pública.



Publicado por Tovi às 07:07
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Domingo, 14 de Maio de 2017
Salvador ganhou o Festival Eurovisão da Canção

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Portugal aderiu ao Festival Eurovisão da Canção em 1964 e na década de 70 do século passado este evento organizado pelos membros da European Broadcasting Union era um dos programas mais importantes transmitidos pela nossa RTP. Depois, sabe-se lá porquê, foi perdendo popularidade, mas ontem a canção Amar pelos Dois, interpretada por Salvador Sobral e composta por sua irmã Luísa Sobral, venceu na Ucrânia a 62ª edição do Eurovision Song Contest.

 

    Amar pelos dois

(Autoria: Luísa Sobral - Interpretação: Salvador Sobral)

Se um dia alguém
Perguntar por mim
Diz que vivi
Para te amar

Antes de ti
Só existi
Cansado e sem nada p’ra dar
Meu bem
Ouve as minhas preces
Peço que regresses
Que me voltes a querer

Eu sei
Que não se ama sozinho
Talvez devagarinho
Possas voltar a aprender

Se o teu coração
Não quiser ceder
Não sentir paixão
Não quiser sofrer

Sem fazer planos
Do que virá depois
O meu coração
Pode amar pelos dois



Publicado por Tovi às 09:08
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Sábado, 13 de Maio de 2017
Canonização dos Pastorinhos de Fátima

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Francisco e Jacinta Marto, as mais novas das três crianças videntes da Cova da Iria, vão tornar-se hoje – 13 de Maio de 2017 - os mais jovens santos não-mártires na história da Igreja Católica. A “Congregação para as Causas dos Santos”, organismo do Vaticano que acompanha todos os processos de beatificação e canonização na Igreja Católica, iniciou há mais de meio século, logo após a trasladação dos restos mortais de Francisco e Jacinta Marto para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, as audições dos seus peritos – teólogos, psicólogos, pedagogos – tendo em vista a possibilidade de beatificar estas crianças que morreram aos 10 e 9 anos, vítimas da epidemia da gripe pneumónica que assolou o país entre 1918 e 1919. Inicialmente a Igreja acreditava que, devido à sua idade, elas “ainda não tinham a capacidade de praticar em grau heróico as virtudes cristãs”, mas no pontificado de João Paulo II superou-se a oposição existente e o Papa assinou o decreto de heroicidade das virtudes do Francisco e da Jacinta, documento que iria iniciar de forma irreversível todo o complexo processo de beatificação e posterior canonização destes dois videntes de Fátima.

 

  O Papa Francisco disse ontem em Fátima:
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“Maria não é uma 'santinha' a quem se recorre para obter favores a baixo preço.”



Publicado por Tovi às 08:42
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Sexta-feira, 12 de Maio de 2017
Visita do Papa Francisco a Fátima

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Mesmo para mim que sou agnóstico, não renegando no entanto uma educação cristã, a visita do Papa Francisco a Portugal para comemorar os “Cem Anos das Aparições de Fátima” é um facto importante, não só porque o actual Chefe da Igreja Católica tem demonstrado ser um humanista digno de respeito, mas também porque “Fátima” é um lugar de enorme crença e fé para uma grande maioria de portugueses, por mais que isso me custe a entender. Já imaginaram qual seria o resultado de um hipotético referendo em Portugal à religiosidade das ditas aparições, ou “visões”, como alguns preferem chamar?... E não venham com a esfarrapada desculpa que o Povo é ignorante, pois esse foi o motivo que Salazar invocou durante muitos anos para não fazer eleições.

 

  Chegada do Papa Francisco à Base Aérea de Monte Real
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Publicado por Tovi às 11:22
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Quarta-feira, 19 de Abril de 2017
Não vacinar... será crime contra a saúde pública?

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Estamos no século XXI mas mesmo assim até consigo entender que pais mais iletrados deixem de vacinar pontualmente os seus filhos, mas já tenho muita dificuldade em compreender uma mãe que acabei de ver na TV, cidadã licenciada e professora como actividade profissional, afirmar que em consciência resolveu ter em casa os partos das suas três filhas, que nunca as vacinou nem nunca lhe deu como alimento quer carne quer leite. Que esta mãe nunca venha a arrepender-se desta sua decisão… é que a ciência de hoje e factos recentes não dizem que ela está a proceder bem.

 

   Expresso online, 19Abr2017 às 10h09

Morreu a jovem de 17 anos internada com sarampo em Lisboa
A jovem de 17 anos com sarampo, internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, faleceu esta quarta-feira de madrugada, segundo fonte hospitalar. De acordo com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a jovem morreu "na sequência de uma situação clínica infeciosa com pneumonia bilateral – sarampo". "A família acompanhou toda a evolução da situação clínica e o CHLC, com tristeza, lamenta a ocorrência e presta, publicamente, os seus sentidos pêsames", adianta a nota do Centro Hospitalar enviada à agência Lusa.
A jovem estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC – Hospital Dona Estefânia, na sequência de uma pneumonia bilateral – complicação respiratória do sarampo. Como o Expresso anunciou esta noite, o estado da jovem tinha piorado consideravelmente.
O recente surto de sarampo que abrange vários países europeus causou em Portugal pelo menos 21 casos confirmados de sarampo. Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países. Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível. Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.
O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS). A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto. Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite.
Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele. O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas. Com um período de incubação que pode variar entre sete a 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas).
Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos. A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.
"Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota emitida esta quarta-feira, um alerta que tem repetido de forma constante. A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre os um e quatro anos, que vigorou até 1977. Em 1974, a vacina contra o sarampo foi incluída no PNV e em 1990 foi introduzida uma segunda dose da vacina.
Mais de 500 casos de sarampo foram reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos sete países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que avisa que muitos dos casos de sarampo ocorrem por causa de pais que não querem vacinar os seus filhos.

 

  O Jumento [jumento.blogspot.pt]

Precisamos de uma vacina contra a imbecilidade
Hoje de manhã, quando vinha a caminho do emprego lembrei-me do que estava a passar a jovem internada nos cuidados intensivos, com uma pneumonia bilateral adquirida devido a ter sido infetada com sarampo. Tive uma experiência semelhante em 2013, sei o que é entrar na urgência com um choque sético, com a tensão arterial em 6-4, com uma pneumonia bilateral e a precisar de oxigénio.
Imaginei o que seria a vida desta jovem à luz da minha própria experiência, do risco de vida que enfrentava, das muitas sequelas físicas de que poderia sofrer, dos sacrifícios que teria de enfrentar mesmo que conseguisse sair da UCI. No meu caso foi um mês de cuidados intensivos, mais de 20 dias em coma induzido, várias tentativas de saída do coma sem conseguir retomar a respiração, com um risco de perda de vida estimado em 25%. Depois foi a via sacra da cura total e da reabilitação física, um mês de enfermaria de pneumologia, mais outro num centro de reabilitação, para recuperar de uma tetraplegia dos cuidados intensivos, neste centro vi consequências bem mais graves resultantes de pneumonias.
Hoje de manhã eu, diria que o país, fui surpreendido com a morte daquela jovem, um cenário que para mim era muito provável, tendo em conta o pouco que se ia dizendo do seu estado de saúde. Neste momento já corre na comunicação social que a jovem não tinha sido vacinada contra o sarampo, uma mania que se generalizou no Ocidente, promovida por falsos cientistas e por negociantes de falsas vacina e falsos medicamentos, um negócio da China que sobrevive à custa de alguma estupidez que grassa nos países mais ricos e supostamente melhor informados.
Em África morrem muitas crianças e jovens devido a doenças que poderiam ser evitadas com uma vacina que para os padrões europeus têm um preço quase simbólico. Está sendo feito um esforço enorme para debelar um sofrimento humano que há muito os europeus se esqueceram, doenças que dizimavam e marcam a população e que hoje ninguém conhece. Mas em África faltam os recursos financeiros, falta a informação e faltam as estruturas para assegurar que cada criança tem acesso a cuidados básicos de saúde, que por aqui não se questionam.
Mas em África também há os curandeiros que tentam boicotar a ação dos médicos, e até houve um presidente sul-africano, um tal Thabo Mbeki, que questionou a causa da SIDA, questionou o seu tratamento e acusou os cientistas que combatiam a doença de serem nazis. Por cá não temos curandeiros ou idiotas como Thabo Mbeki, mas multiplicam-se seitas de gente de inteligência superior que passam a ideia perigosa de que se curam doenças com medicamentos feitos à base de água da torneira ou que as vacinas matam mais do que curam.
Este movimento ideológico alimentado pela estupidez poderá ter feito a primeira vítima em Portugal, não contando muitas outras que são vítimas dos novos curandeiros. Se assim foi apenas se pode dizer que é lamentável, mas poderão ser evitadas futuras vítimas se aqueles que optam por expor os filhos a doenças ou a transformá-los em agentes de novas epidemias forem responsabilizados.

 

   Comentários no Facebook

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Ainda a propósito do tema das vacinas, tenho visto as mais angustiantes reportagens que dão voz aos "pais que não vacinam". É pavoroso ver a confirmação das razões para essa opção. No "Público", uma naturopata e uma macrobiótica afirmam que após apurados estudos (imagino que ainda foram umas valentes horas no google para desconstruir uns séculos de avanços científicos) decidiram não vacinar os filhos. Em "alternativa" optam por "estilos de vida saudáveis" e têm uma "alimentação equilibrada", evitando "farinhas e produtos processados" . Dizem também que se fossem pobres e não tivessem muita higiene provavelmente vacinariam os filhos. É desconcertante ver como o período de maior democratização da informação e acesso generalizado a educação não contém, e até alimenta, o obscurantismo, as crendices e a mistificação. É assim com todos os actos de fé, incluindo os que glorificam "aparições" de virgens e santinhos, por exemplo, mas um racionalista como eu fica sempre a pensar onde é que falhámos como espécie. Em algum lado terá sido.

«David Ribeiro»A informação se não der origem ao conhecimento de pouco serve.

«Carlos Vargas» - Na enxurrada "informativa" poucos se salvam. Pouco ou nenhum conhecimento se vislumbra. Mas sabe-se que graças ao google o país, quiçá o mundo, dispõe de um número extraordinário de 'experts' em vacinas e em comida biológica.



Publicado por Tovi às 14:11
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2017
Um amigão... o Carlos Santos Silva

carlos santos silva.jpg

Sabiam disto?...

"Contas bancárias previam que, se Carlos Santos Silva morresse, 80% do dinheiro seria entregue a José Paulo Pinto de Sousa, primo do ex-primeiro-ministro."

Isto é que é ser amigo, caramba



Publicado por Tovi às 09:25
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Sexta-feira, 31 de Março de 2017
Eleições Autárquicas a 1 de Outubro

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No dia de ontem e de acordo com a Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, o Conselho de Ministros fixou a data de 1 de outubro de 2017 para a realização das eleições gerais para os órgãos representativos do poder local.



Publicado por Tovi às 13:55
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Quinta-feira, 30 de Março de 2017
Segurança na visita do Papa

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Ainda bem que avisaram. Assim os potenciais terroristas já ficam a saber que têm que entrar em Portugal antes do dia 10 de Maio. Parece impossível... e até os aprendizes de sistemas de segurança se devem rir a bom rir deste comunicado do Conselho de Ministros.

 

  Comentários no Facebook

«Joaquim Gomes da Silva» - O que eu chamo de construir a casa pelo telhado. Tudo gente inteligente...

«Karla Afonso» - ... entregar o ouro ao bandido.

«Gonçalo Lavadinho» - É bom para o turismo, ficam cá obrigatoriamente 5 dias se quiserem fazer um atentado.

«David Ribeiro» - Se bem me recordo a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, tinha dito há uns meses que todo esquema de segurança montado para a visita do Papa a Fátima seria sobretudo da responsabilidade da GNR, mas com todas as forças e serviços de segurança envolvidos. E para mim estava tudo dito e mais nada deveria sair a público.

«Jovita Fonseca»Fronteiras? Em momentos como estes... dizem fechar fronteiras! Ando frequentemente por fronteiras no Alentejo onde nunca vi vigilância... terras esquecidas! Esta é uma delas que atravessa um afluente do Caia, Ribeira de Abrilonga, fronteira com Distrito de Badajoz. A Pide, outros tempos, conhecia bem!
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Publicado por Tovi às 14:17
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