"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 21 de Outubro de 2017
Portugal Contra os Incêndios... no Porto

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Fui à manif na Avenida dos Aliados… e GOSTEI. Gostei porque não me senti usado pelas lutas partidárias que, aliás, não eram de todo os fins da “Portugal Contra os Incêndios (Porto)”. Estou convicto que quer os seus promotores quer a esmagadora maioria de quem apareceu hoje à tarde na Sala de Visitas da Invicta, estavam neste dia única e exclusivamente a lutar por CIDADANIA.

 

  Comentários no Facebook

«Jose Riobom» - ...assim até que posso apoiar… sem slogans... sem clubites partidárias... sem palavras de ordem... solidariedade, e exigência de justiça e respeito por um povo massacrado nos últimos anos ! Apoio incondicional num silêncio vociferante.

«Manuel Vieira» - Infelizmente com pouca adesão!

«Manuel Carvalho» - E, pelo que vi nas notícias, a cidadania sem cor espalhou-se pelo país... bem, por quase todo o país.

«Jose Riobom» - Gostei do espirito e da presença respeitosa das pessoas presentes. Parabéns ao Dr. Rui Moreira pela presença discreta.

«David Ribeiro» - Houve por lá umas ovelhas ranhosas… mas eram uma escandalosa minoria.

«Isabel Branco Martins» - efectivamente eram mesmo ranhosas, que bem se tentaram colar ao RM que delas se foi esgueirando.

«Vicente Ferreira da Silva» - A legitimidade das manifestações de ontem não está dependente de quantos governos são responsáveis pela gestão do património natural de Portugal. Todos os governos, uns mais do que outros, é certo, mas todos, devem assumir as responsabilidades dos seus actos e decisões. E aqueles que hoje contestam a liberdade de expressão de quem ontem, mais do que qualquer outra coisa, quis homenagear as vítimas desta tragédia, deveriam consultar a sua consciência e perceber se a sua objecção é similar à que praticaram relativamente a outros governos. Não me venham dizer que os mortos deste Verão são irrelevantes face à opção ideológica. Tenham decência e respeito pelos que morreram!




Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017
Nova tragédia na Floresta Portuguesa

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(Foto do fim de tarde de ontem na zona ocidental do Porto)

No dia de ontem e nesta madrugada o Norte e Centro de Portugal foram assolados por mais de quinhentos incêndios com o trágico número de VINTE E SETE MORTOS contabilizados até às 11 horas de hoje. A Autoridade Nacional de Proteção Civil (será que ainda existe?) prolongou o alerta vermelho até às 20 horas desta segunda-feira. Não se aprendeu nada com o incêndio de Pedrógão Grande, é à conclusão que chegamos.

 

  16h00 de 16Out2017

A ANPC confirma 32 mortos, 52 feridos (20 são bombeiros) e sete desaparecidos.

 

  21h00 de 16Out2017

Último balanço da Protecção Civil: 37 mortos, 7 desaparecidos e 63 feridos, 16 em estado grave.

 

   11h00 de 21Out2017

Número de mortos subiu para 44.

 

  Comentários no Facebook

«David Ribeiro» - A ideia de que a maior parte dos incêndios florestais tem origem criminosa é "um mito profusamente difundido pela comunicação social" e aproveitado por alguns políticos, contribuindo para uma "desresponsabilização da sociedade", alertou o relatório conhecido na quinta-feira.

«Albertino Amaral» - Tem origem criminosa sim... Isto nunca aconteceu e o calor sempre existiu, e o SOL é o mesmo, e as florestas são as mesmas, e acontecem sempre que está um pouco de calor fora da época, e há ignições às dez da noite, se não for mais tarde... Com a conivência ou não de opiniões políticas, isto não faz sentido... Não tentem insultar a inteligência dos cidadãos, fazer deles parvos.......!

«Pedro Silva» - Ainda hoje ouvi um especialista sobre Protecção Civil a dizer em directo no Telejornal da RTP que somente 10% dos fogos florestais tem origem em mãos criminosas. Mas será assim tão complicado perceber isto? Basta andar pelas nossas estradas, aldeias, vilas e cidades para se perceber a razão pela qual temos de lidar com situações como a que estamos a viver.

«David Ribeiro» - Há anos que nada se faz para minimizar o flagelo dos incêndios florestais em Portugal... e a combinação de vários fatores fez rebentar a bomba na mão de António Costa. Esperemos que seja desta que comecemos a resolver o problema.

«Pedro Silva» - A ver vamos. E aproveito para deixar aqui uma dica ao Executivo liderado por Antonio Costa para ver se começamos a fazer alguma coisa nas nossas florestas porque o clima tão cedo não voltará ao que era dantes. Eis a sugestão: Guarda Florestal. Recuperar está força que andava no terreno é que fazia a vigilância e prevenção.

«Diamantino Hugo Pedro» - Existem, de facto, as culpas de todos, mas existem as culpas bem claras, este ano, do Poder político ! A falta de resposta rápida pela redução de meios a partir do final de Setembro, num ano em que se sabia que o verão ia prolongar. Foram o fim das vigias nas torres da cordilheira Estrela-Lousã, a redução de efectivos prontos a responder, etc. A inoperância do Siresp conhecida desde Junho ..... é podíamos continuar .....

«Raul Vaz Osorio» - O que eu acho é que a quantidade de incêndios que se iniciaram em curto espaço de tempo e múltiplas localizações, é francamente suspeito. Até no país do fogaréu cheira a esturro. Isto independentemente de achar que o guarda que deixa a raposa ir ao galinheiro duas vezes na mesma ronda, precisa de ir para casa e dar lugar a outro.



Publicado por Tovi às 11:02
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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2017
Processo Marquês… agora é que vai ser

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Que os tribunais façam JUSTIÇA... e eu que cá esteja para os ver ir para a cadeia.

 

   Quem são os 28 acusados da Operação Marquês

José Sócrates - Terá sido subornado por três motivos diferentes, que se foram acumulando na investigação judicial. Para o Ministério Público, houve 17,5 milhões de euros pagos pelo saco azul do GES para, nos bastidores, o então primeiro-ministro garantir, através da CGD, o chumbo da OPA da Sonae sobre a Portugal Telecom (PT), em 2007 levando à separação da PT Multimédia, com 165 milhões de euros de encaixe para a família Espírito Santo; e para forçar, em 2010, o negócio simultâneo da venda da Vivo e da compra da Oi por parte da PT, a maior operação financeira realizada em Portugal, que levou à distribuição de 1,5 mil milhões de euros em dividendos pelos acionistas, com mais de 100 milhões recebidos em 2011 pelo GES. A manutenção do controlo da PT por parte de Salgado permitiu, por outro lado, usar a tesouraria da operadora para financiar o seu grupo, culminando em 900 milhões de euros aplicados em papel comercial da ESI. Sócrates é suspeito ainda de ter beneficiado o Grupo Lena na obtenção de contratos públicos de obras de construção, pelo qual terá recebido mais de três milhões de euros. E ainda terá intervindo no PROTAL, no Algarve, para beneficiar o resort de luxo Vale do Lobo, de que o empresário Hélder Bataglia é um dos acionistas. Acusado de três crimes de corrupção de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, 9 de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.
Carlos Santos Silva - É considerado não só o testa de ferro de Sócrates, através de quem o dinheiro resultante de subornos circularam, como é suspeito de ser o seu cúmplice em atos de corrupção que envolveram o Grupo Lena, com o qual o empresário trabalhava de forma estreita. Acusado de crime de corrupção ativa, 1 de corrupção passiva, 17 crimes de branqueamento de capitais, 10 de falsificação de documentos, 1 de fraude fiscal e 3 de fraude fiscal qualificada.
Ricardo Salgado - Foi constituído arguido a 18 de janeiro. Tornou-se o corruptor mais importante do caso, pelo valor dos subornos envolvidos, que o Ministério Público estima terem atingido 17,4 milhões de euros, e pela contrapartida alegadamente obtida: o controlo da Portugal Telecom e os ganhos substanciais com a maior operação financeira de sempre no país. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 2 de corrupção ativa, 9 de branqueamento de capitais, 3 de abuso de confiança, 3 de falsificação de documentos e outros 3 de fraude fiscal qualificada.
Joaquim Barroca - É suspeito de corromper o ex-primeiro-ministro a favor dos interesses do Grupo Lena, de que é um dos donos, e também deixou que usassem a sua conta para fazer passar 14 milhões de euros. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 1 de corrupção ativa, 7 de branqueamento de capitais, 3 de falsificação de documentos e 2 de fraude fiscal qualificada.
Luís Marques - Arquiteto, durante 18 meses terá recebido 90 mil euros do Grupo Lena - o correspondente a uma avença mensal de 5000 euros - pagos por uma empresa controlada pelo Grupo Lena, a Lena Management & Investments (LMI), quando era ao mesmo tempo responsável do lado do Estado pela avaliação de propostas e por dar apoio técnico ao júri do concurso da concessão de parceria público-privada (PPP) para o troço Poceirão-Caia - O arguido esteve na RAVE, Rede Ferroviária de Alta Velocidade, S.A., a empresa pública criada para desenvolver os estudos e preparar as decisões sobre o TGV, entre 2004 e 2011, continuando a exercer as mesmas funções depois na REFER, a empresa pública onde a RAVE foi integrada, enquanto era avaliador das propostas do TGV, que a empresa de Leiria queria conquistar. Acusado de 1 crime de corrupção passiva e 1 de branqueamento de capitais.
José Luís Ribeiro dos Santos - Engenheiro civil, que chegou a ser governador civil de Santarém e deputado pelo PSD, foi administrador da RAVE entre 2004 e 2005, sendo ele o responsável por levar Luís Marques para a empresa pública. Depois, o ex-deputado do PSD foi trabalhar para o Grupo Lena, criando juntamente com Joaquim Barroca Rodrigues e António Barroca Rodrigues (irmãos e ambos donos do conglomerado) a LMI em março de 2007. Tornou-se administrador e sócio minoritário (com 20%), com uma posição igual a Carlos Santos Silva. Acusado de 1 crime de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
Zeinal Bava - Ex-administrador da PT, foi constituído arguido em fevereiro de 2017. Suspeita-se que terá sido instrumentalizado pelo banqueiro Ricardo Salgado, para ajudar o BES a ganhar centenas de milhões de euros entre 2006 e 2012, a troco do pagamento total de €25,2 milhões através da Espírito Santo Enterprises. O MP acredita que se trata de 'luvas'. Acusado de 1 crime de corrupção passiva, 1 de branqueamento de capitais, 1 de falsificação de documento e 2 de fraude fiscal qualificada.
Henrique Granadeiro - Foi constituído arguido na mesma altura que Zeinal, e pelas mesmas suspeitas. O antigo administrador da PT recebeu entre 2007 e 2012 cerca de €24,5 milhões também através do saco azul do BES. Acusado de 1 crime de corrupção passiva, 2 de branqueamento de capitais, 1 de peculato, 1 de abuso de confiança e 3 de fraude fiscal qualificada.
Armando Vara - Recebeu um milhão de euros em 2008 através de uma conta em nome de uma companhia offshore, a Vama Holding. O Ministério Público suspeita que interferiu na aprovação de mais de 200 milhões de euros de financiamento da CGD ao resort Vale do Lobo, de que Hélder Bataglia e Diogo Gaspar Ferreira são acionistas. Vara era na altura administrador da CGD. É possível que no fim as suspeitas se estendam ao papel que teve no chumbo da OPA da Sonae à PT. Acusado de 1 crime de corrupção passiva de titular de cargo político, 2 de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.
Bárbara Vara - Era o nome da filha de Armando Vara que constava como beneficiária da conta bancária na UBS intitulada por uma companhia offshore, a Vama Holdings, através da qual Vara recebeu um milhão de euros com origem em Joaquim Barroca. Por causa disso foi considerada cúmplice do pai. Acusada de 2 crimes de branqueamento de capitais.
Rui Horta e Costa - Ex-administrador dos CTT, adquiriu o empreendimento de Vale do Lobo, no Algarve, juntamente com o irmão Luís Horta e Costa e três investidores - Bataglia, Ferreira Neto e Gaspar Ferreira (todos arguidos), graças ao financiamento de 230 milhões de euros da CGD de Armando Vara. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 1 de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.
José Diogo Gaspar Ferreira - Acionista e CEO do resort Vale do Lobo, no Algarve. Terá canalizado dois milhões de euros que um holandês comprador de uma casa no resort diz ter transferido para uma conta cujo número foi-lhe dado por Gaspar Ferreira. A conta era de Joaquim Barroca. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 2 de branqueamento de capitais e 3 de fraude fiscal qualificada.
José Paulo Pinto de Sousa - Empresário e primo de José Sócrates, terá aceitado funcionar como testa de ferro do ex-primeiro-ministro, deixando-o usar as suas contas bancárias para fazer chegar a Carlos Santos Silva (outro testa de ferro) pelo menos 5,5 milhões de euros que recebeu do empresário luso-angolano Helder Bataglia. Acusado de 2 crimes de branqueamento de capitais.
Hélder Bataglia - O empresário luso-angolano é acusado de corromper Sócrates por causa do resort Vale do Lobo, do qual é acionista, sendo que a única coisa que assumiu foi que, a pedido de Salgado, passou 12 milhões de euros a Carlos Santos Silva. Acusado de 5 crimes de branqueamento de capitais, 2 de falsificação de documento, 1 de abuso de confiança e 2 de fraude fiscal qualificada.
Gonçalo Trindade Ferreira - Era o advogado de negócios de Carlos Santos Silva. Participou em entregas de dinheiro vivo para Sócrates e tratou de executar a compra, em representação do seu patrão, das três casas da mãe do ex-primeiro-ministro, tentando providenciar um fundo imobiliário fechado para gerir esses imóveis. Acusado de 3 crimes de branqueamentos de capitais e 1 de falsificação de documento.
Inês Pontes do Rosário - A companheira e mãe da filha de Carlos Santos Silva é considerada cúmplice na forma como às vezes substituía o empresário nas entregas de dinheiro, que fazia através do motorista do ex-primeiro-ministro, além de estar implicada no pagamento de despesas de viagens ou na compra por atacado de um livro escrito por Sócrates, "A Confiança no Mundo". Acusada de um crime de branqueamento de capitais.
João Perna - Era o motorista de Sócrates. Servia de correio para entregar envelopes de dinheiro ao ex-primeiro-ministro vindos de Carlos Santos Silva e também deixou usar a sua conta bancária. Acusado de 1 crime de branqueamento de capitais e 1 crime de detenção de arma proibida, encontrada durante as buscas a sua casa
Sofia Fava - A ex-mulher e mãe dos dois filhos de Sócrates passou à qualidade de arguida em abril do ano passado. Em causa está o facto de beneficiar do dinheiro pretensamente corrupto, com dezenas de milhares de euros em despesas pagas por Santos Silva, um contrato de trabalho com uma empresa do amigo do ex-primeiro-ministro e a sua assinatura como fiador para o financiamento de 760 mil euros na compra de uma herdade no Alentejo. Acusada de 1 crime de branqueamento de capitais e 1 de falsificação de documento.
Rui Mão de Ferro - Este economista e colaborador próximo de Carlos Santos Silva nas suas empresas, onde assume o cargo de administrador, foi constituído arguido pelo facto de o Ministério Público considerar que participou no esquema de branqueamento de capitais. A investigação acredita que ajudou a destruir provas documentais. Acusado de 1 crimes de branqueamento de capitais e 4 de falsificação de documento.

Empresas arguidas
LENA ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES SA: 2 crimes de corrupção ativa, 3 de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.

LENA ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO SGPS: 2 de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
LENA SGPS: 2 de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
XLM-SOCIEDADE DE ESTUDOS E PROJETOS LDA: 3 crimes de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.
RMF-CONSULTING, GESTÃO E CONSULTORIA ESTRATÉGICA: 1 crime de branqueamento de capitais.
XMI-MANAGEMENT & INVESTMENTS SA: 1 crime de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
OCEANO CLUBE - EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS DO ALGARVE SA: 3 crimes de fraude fiscal qualificada.
VALE DO LOBO RESORT TURÍSTICO DE LUXO SA: 3 crimes de fraude fiscal qualificada.
PEPELAN - CONSULTORIA E GESTÃO SA: 1 crime de fraude fiscal qualificada e 1 de branqueamento de capitais.



Publicado por Tovi às 14:12
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Terça-feira, 5 de Setembro de 2017
Hungria 0 – 1 Portugal

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Portugal venceu ontem um jogo complicado em Budapeste, onde os húngaros optaram pela intimidação, com cotoveladas, empurrões e pés em riste. Mas o golo de André Silva, no arranque da segunda-parte, deu os três pontos necessários para manter vivo o sonho da qualificação directa para o Mundial 2018. Das quatro finais até ao final da campanha, Portugal venceu duas e agora faltam Andorra (7 de Outubro) e, sobretudo, a Suíça (10 de Outubro), com quem a nossa selecção tem umas contas a ajustar. 



Publicado por Tovi às 08:38
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Quinta-feira, 31 de Agosto de 2017
Portugal 5 – 1 Ilhas Faroé

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No Estádio do Bessa cheiinho que nem um ovo, a Selecção Portuguesa derrotou hoje à noite as Ilhas Faroé, por um expressivo cinco-a-um, fruto de um hat-trick de Cristiano Ronaldo e golos de William Carvalho e de Nélson Oliveira. Portugal mantém-se no segundo lugar do grupo B da fase de qualificação do Mundial 2018, atrás da líder Suíça.



Publicado por Tovi às 23:37
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Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017
24 de Agosto de 1820

Foi no dia de hoje... já lá vão uns anitos. 

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Há 196 anos, eclodia no Porto uma revolução que veio pôr um ponto final no Portugal medieval, fazendo entrar o país na modernidade. Às primeiras horas da manhã do dia 24 de agosto de 1820, o coronel Sebastião de Brito Cabreira reuniu as tropas revoltosas no campo de Santo Ovídio (atual praça da República). Após a realização de uma missa campal, a que assistiu com os soldados, mandou dar uma salva de artilharia de 21 tiros. Anunciava-se, assim, que começava um novo ciclo na história do país: Portugal entrava na modernidade, abraçando o regime liberal.

  Artigo completo de Manuel de Sousa, publicado hoje no Porto24




Sábado, 8 de Julho de 2017
Porto... terra de Liberdade #2

  Pedro Baptista, na sua página do Facebook

Bom Dia, Amigas e Amigos,
Há 185 anos, os liberais desembarcavam no Porto, precisamente nas praias a norte de Pampelido, dando força militar vitoriosa à corrente liberal dominante na cidade. Iniciar-se-ia o Cerco do Porto e a Guerra Civil, posto o que, com a vitória portuense, se formava o Portugal moderno. (A gravura pertence ao Arquivo Distrital do Porto).

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  CMP - Porto Cultura

Vários locais, edifícios, monumentos, templos e ruas integram a "Rota PORTO LIBERAL", lançada neste 8 de julho, data em que há 185 anos se deu o desembarque de Mindelo. Além da Câmara Municipal, a revisitação histórica pela geografia da cidade é promovida pela Venerável Irmandade de Nª Srª da Lapa, o Exército Português através do Museu Militar do Porto, a Direção Geral do Património Cultural, a Santa Casa da Misericórdia do Porto através do MMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto e a Direção Regional de Cultura do Norte.



Publicado por Tovi às 10:19
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Sexta-feira, 7 de Julho de 2017
Porto... terra de Liberdade #1

   Pedro Baptista, na sua página do Facebook

Bom Dia, Amigas e Amigos!
Ao anoitecer de 7 de Julho de 1832, faz hoje 185 anos, tremeram as hostes absolutistas que dominavam a cidade do Porto: para seu grande espanto, a esquadra liberal estava à vista. Não contavam que D. Pedro IV e os seus estrategos decidissem o local do desembarque, tendo como critério primeiro o politico: o Porto era a cidade que, pela sua tradição e composição, dava mais garantias de apoio à causa liberal. A esquadra tentou desembarcar em Vila do Conde, mas as parlamentações com a guarnição militar correram mal, pelo que foi escolhido outro local “légoa e meia” mais a Sul… Mas isso é para amanhã, o dia do desembarque...
Para hoje, fiquemo-nos com o nº 1 da Crónica Constitucional do Porto, 11 de Julho de 1832, edição de 4ª feira:

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Noticia Official das operações do Exercito Libertador.
Porto 10 de Julho de 1832.
S. M. I. fez-se á vela, com o Comboio, que se achava surto na praia defronte de Ponta Delgada, no dia 27 de Junho, pelas 2 horas da tarde, e seguio viagem com o tempo mais favorável, até ao dia 7 de Julho, em que deo vista da Costa de Portugal, na altura de Villa do Conde; pelas 7 da tarde do mesmo dia, achava-se todo o Comboio nas agoas daquela costa (…)
No dia 8, pelas 9 horas da manhã, mandou o mesmo Augusto Senhor içar na Fragata Rainha de Portugal o pavilhão Real que foi saudado com uma salva de vinte e um tiros, pelas embarcações de guerra (…) S. M. I., havendo assim cumprido com o que o seu Coraçaõ dictava, ordenou que o Exercito desembarcasse no ponto que já se achava fixado, entre Villa do Conde e o Porto (…) Em consequência daquella ordem, pelas 2 horas e meia da tarde, as embarcações de guerra tomáraõ posição na praia de Mindelo, a meia distancia, pouco mais ou menos, daquelas duas povoações, e a menos de tiro de metralha da terra; e ás 3 horas começou o desembarque, sem opposiçaõ alguma; aparecendo apenas em reconhecimento poucas patrulhas de Cavallaria, que foraõ desalojadas por alguns tiros do Brigue Liberal.
A Guarniçaõ do Brigue de guerra Conde de Villa Flor foi a primeira que, saltando em terra, cravou a Bandeira da Senhora D. MARIA II (…)
S. M. I. desembarcou ás 6 horas da tarde, entre aclamações e enthusiasmo inexplicável da tropa, e bênçãos de inumerável concurso de habitantes, que de todas as aldêas próximas vinhão vêr e saudar, como eles mesmos diziaõ, o seu Libertador.



Publicado por Tovi às 15:03
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Sexta-feira, 30 de Junho de 2017
Assaltaram os Paióis de Tancos

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Na passada quarta-feira, ao final do dia, uma ronda móvel de patrulha aos Paióis Nacionais de Tancos detectou um corte na rede que circunda esta instalação militar e o arrombamento de dois paiolins donde foi furtado “material de guerra, especificamente granadas de mão ofensivas e munições de calibre 9 milímetros”, informou em comunicado o Exército Português. Azeredo Lopes, Ministro da Defesa, já admitiu que este incidente é “grave” e que não ficará “nada por levantar” nas averiguações a esta acção criminosa.
Eu estou convicto que se tratou de um roubo para “abastecer” o mercado negro destes artefactos militares e que não é ainda para fazer “a revolução”, pois primeiro e antes de tudo precisamos de “revolucionários” e só depois de material de guerra.

 

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«Carlos Wehdorn»Foi um "bai-me à loja" encomendado

«Adao Fernando Batista Bastos»Incrivel a falta de segurança! E o PSD já critica esquecendo-se que esteve no Governo quatro anos e, que fez para alterar, melhorar estas situações. localização dos paios, etc.!? E também acho que provavelmente foi roubo por encomenda com implicados conhecedores do terreno.

«Jota Caeiro» - AAAA o amigo não está a gostar do quê afinal? Tente apreciar 'intensivamente'. veja pelo prisma da magnitude, do magnânime! da eficiência do esgotamento dos 'sistemas': pense que o animal que monta um campo de concentração e paradas militares para os queimados e quejandos, pode ver serem-lhe trucidadas algumas galinhas do galinheiro... e assim se vai o império e a 'fortuna' pessoal... eu também nunca morei na Rua de Diu...

«Duarte Leal»Vejam o que saiu hoje no Diário da República:
Despacho n.º 5717/2017
Considerando que, nos termos do disposto no n.º 3 do Despacho n.º 3718/2014, de 25 de fevereiro, de Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 49, de 11 de março de 2014, estão sujeitas a prévia concordância as autorizações de despesas superiores a (euro) 299.278,74, relativas a Construções e Grandes Reparações.
Considerando que no âmbito da Reforma da «Defesa 2020», aprovada pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 26/2013, de 11 de abril, resultam diretrizes assentes no princípio orientador da concentração, visando a economia de meios, a rentabilização do apoio logístico e limitando o número de infraestruturas, aproveitando ao máximo as que se mostrarem mais adequadas, com vista ao redimensionamento do dispositivo territorial.
Considerando que com a concentração das funções logísticas numa mesma infraestrutura e a consequente rentabilização de sinergias, se torna fundamental o lançamento do procedimento pré-contratual que permita a execução da empreitada de obra pública com a designação PM 001/VNBarquinha - Polígono de Tancos (UAGME) - «Reconstrução da Vedação Periférica Exterior no Perímetro Norte, Sul e Este dos Paióis Nacionais de Tancos».
Assim, atento ao anteriormente exposto:
Manifesto a minha prévia concordância para a autorização do lançamento da empreitada de obras públicas com a designação PM 001/VNBarquinha - Polígono de Tancos (UAGME) - «Reconstrução da Vedação Periférica Exterior no Perímetro Norte, Sul e Este dos Paióis Nacionais de Tancos», com o preço base de (euro) 316.000,00 (trezentos e dezasseis mil euros), ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor.
5 de junho de 2017
O Ministro da Defesa Nacional
José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes

«Manuel Carvalho» - Que estranho... a 5 de junho. Premonição, coincidência ou outra coisa qualquer?

David Ribeiro» - Há coisas do caraças, não há?... Mas o importante é que vamos ter um RIGOROSO INQUÉRITO e assim fica tudo resolvido.

«Fernando Duarte»será que é mesmo a falta de revolucionários ou a falta de vontade de fazer algo a favor de bois-mansos que não se preocupam nada de ser espezinhados e que não se importam de rastejar toda a vida ?

«David Ribeiro» - Durante dois anos do meu serviço militar fiz parte de uma companhia de sapadores do Batalhão de Engenharia n 3, em Santa Margarida, que assegurava a guarda e proteção contra incêndios dos paióis deste Campo de Instrução Militar, pelo que tenho muita dificuldade em entender o que aconteceu agora em Tancos.

«Vitor Soares» - Dada a dimensão do roubo, é difícil acreditar que não seja trabalho interno... Quando é que foi realizado o último inventário? Será que o material não desapareceu durante estes 2 anos de falha na vídeo vigilância?

«David Ribeiro» - Durante o dia de hoje o Exército revelou que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos, para além das granadas de mão ofensivas e das munições de 9mm, foram também detectadas as faltas de granadas foguete anticarro, granadas de gás lacrimogéneo, explosivos e material diverso de sapadores, como bobines de arame, disparadores e iniciadores. E já agora: Não será melhor ir contar os submarinos... e os F-16 ?

 

   20h36 de 1Jul2017

O chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, decidiu exonerar os cinco comandantes das unidades que dão forças à segurança física e militar dos Paióis de Tancos: O Comandante da Unidade de Apoio da Brigada de Reação Rápida, o Comandante do Regimento de Infantaria 15, o Comandante do Regimento de Paraquedistas, o Comandante do Regimento de Engenharia 1 e o Comandante da Unidade de Apoios Geral do Material do Exército.



Publicado por Tovi às 09:44
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2017
Juntos Por Todos

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Todos os canais televisivos generalistas portugueses – RTP, SIC e TVI – e ainda a maioria das rádios nacionais, transmitiram ontem à noite o grande concerto de solidariedade com as vítimas do trágico incêndio de Pedrógão Grande. Os portugueses quando querem, e muitas vezes o têm demonstrado, não se inibem de ajudar quem mais precisa. Agora só esperamos que haja no Ministério da Solidariedade, em articulação com representantes das autarquias e das Misericórdias das zonas atingidas, quem saiba dar o devido e correcto destino ao fundo financeiro de solidariedade criado com os donativos recebidos.



Publicado por Tovi às 12:03
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Domingo, 25 de Junho de 2017
Floresta Portuguesa

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Agora que os trágicos incêndios que assolaram a região Centro estão a acalmar, é altura de reflectir seriamente nestes números:

a) A Floresta Portuguesa ocupa 3,2 milhões de hectares, o que corresponde a 35,4% do território nacional;

b) A propriedade florestal em Portugal é maioritariamente privada, detida praticamente em exclusivo por pequenos proprietários de cariz familiar, com 2,8 milhões de hectares, ou seja, 84,2% da área total;

c) Somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais;

d) Unicamente 2% (a menor percentagem da Europa) são do domínio privado do Estado;

e) O eucalipto é a espécie florestal predominante, com 25,4% da ocupação (equivalente a 812 mil hectares), seguindo-se o sobreiro com 23% (perto de 737 mil hectares) e o pinheiro bravo com 22,3 % (mais de 714 mil hectares de floresta);

f) A dimensão da propriedade florestal tem uma distribuição geográfica muito marcada, sendo que o grande número de prédios se situa no Norte e Centro, onde as explorações chegam a atingir dimensões com menos de um hectare, estimando-se a existência de cerca de meio milhão de proprietários florestais;

g) Apesar do elevado número de proprietários e a pequena dimensão da propriedade florestal os bens produzidos por esta via sustentam uma importante e integrada cadeia industrial, baseada em recursos naturais, suportando por si, um forte sector de exportação (segundo uma estimativa relativa a 2001 a produção económica anual efectiva era de 1,3 milhões de euros, ou seja, 344 euros/ha/ano);

h) Do ponto de vista de transacções para o mercado internacional de produtos florestais e de base florestal, os mais importantes são o papel e cartão, a pasta de papel, a cortiça, a madeira e produtos de resina e mobiliário.

 

   Comentários no Facebook

«Albertino Amaral» - Números interessantes que deveriam merecer a reflexão, o cuidado e a preocupação organizacional do Governo. Afinal, Portugal é uma fazenda, comparado a outras nos EUA ou na Austrália.....

«David Ribeiro» - Curiosamente, e isto é muito importante, somente 6,5% da área florestal privada são pertencentes a empresas industriais, maioritariamente de celuloses... e estas não ardem. Porque será?

«Albertino Amaral» - Será que ali existe uma tecnologia anti-fogo que nós não conhecemos ? Só pode........

«David Ribeiro» - Claro que há... Chama-se PREVENÇÃO. Vejam aqui como é que as empresas florestais sérias (as tais que não ardem) tratam da sua segurança: A AFOCELCA é um agrupamento complementar de empresas do grupo The Navigator Company e do grupo ALTRI que com uma estrutura profissional tem por missão apoiar o combate aos incêndios florestais nas propriedades das empresas agrupadas, em estreita coordenação e colaboração com a Autoridade Nacional de Protecção Civil.

«Mário Santos» - Os concursos para os fundos comunitários são ganhos pelas grandes propriedades (latifúndios) e raramente no Norte (2%) e no Centro do País.

«David Ribeiro» - Já era tempo de cá pelo Norte se apostar no associativismo e deixarem os "quintais". E isto aplica-se à floresta e a outras actividades rurais.



Publicado por Tovi às 08:06
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2017
O Canadair que não caiu

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A meio da tarde de ontem os três canais televisivos nacionais davam como certa a queda de um Canadair que se encontrava na zona de Pedrógão Grande em combate aos incêndios. Obviamente que todos nós ficamos preocupados e à espera de mais notícias. Dizia-se também que helicópteros do INEM e da Força Aérea já tinham seguido para o local em busca e salvamento. Passado cerca de duas horas, num briefing do comando da Proteção Civil, ficávamos a saber que não faltava nenhum dos meios aéreos ao serviço do combate aos incêndios em Portugal. Tudo deveria estar relacionado com a explosão de uma botija de gás numa roulotte abandonada na zona dos incêndios. Jornalistas de merda estes que fazem circular um boato... e eu acreditei, pois ainda esperava da comunicação social no terreno um mínimo de profissionalismo.

 

   Comentários no Facebook

«Manuel Carvalho» - Eu acho que essa situação é reveladora da falta de coordenação no terreno. Ouvi jornalistas que me pareceram genuinamente estupefactos com a situação e a explicação do comando.

«Paulo Santos da Cunha» - Isto não é jornalismo. Isto é uma palhaçada! São os mass media ao serviço de outros interesses que não a informação.

«Manuel Matos» - A mim pareceu que os jornalistas ficaram desiludidos...

«David Ribeiro» - Ainda ninguém pediu a demissão da ministra por NÃO ter caído um Canadair?...

 

 

Acabam-me de garantir que foi assim que as coisas aconteceram (roubei a um amigo, que citava já não sei quem):

Finalmente uma explicação credível: "A jornalista é bem boa, uma brasa... a fugir das chamas, tropeçou e alguém disse: caiu o Avião".



Publicado por Tovi às 09:55
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2017
Continua o combate aos incêndios

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Ao início da manhã de hoje as condições climatéricas parecem favorecer o combate aos incêndios que ainda se mantêm activos na zona centro do País. No terreno encontram-se mais de mil operacionais, incluindo bombeiros, GNR e INEM.

 

   11h52 de hoje

O comandante operacional da Proteção Civil disse esta segunda-feira, no primeiro balanço do dia dos fogos florestais que lavram nos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra, que o combate às chamas está a decorrer de forma favorável. Elísio Oliveira admitiu, contudo, a possibilidade de novas complicações no combate às chamas, uma vez que os meios aéreos não estão de momento a operar, devido às condições atmosféricas. Neste momento, estão no terreno mais de 900 operacionais no combate às chamas.

  17h40 de hoje

Um dos bombeiros que se encontrava no hospital em estado crítico faleceu esta tarde, elevando para 63 o número de mortos nos trágicos incêndios de Pedrógão Grande.

  23h00 de hoje

Último balanço do incêndio de Pedrógão Grande: 64 mortos e 157 feridos, 7 em estado grave; 26 mil hectares consumidos pelas chamas.



Publicado por Tovi às 09:35
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Domingo, 18 de Junho de 2017
Tragédia no incêndio de Pedrógão Grande

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Dezanove civis mortos (16 em viaturas apanhadas pelo fogo e mais 3 por inalação de fumo) e mais de duas dezenas de feridos num grande incêndio florestal que deflagrou na tarde de ontem no concelho de Pedrógão Grande e que alastrou posteriormente para Figueiró dos Vinhos.

 

   02h20 de hoje

As vítimas mortais subiram para 24. Há quatro bombeiros feridos em estado grave. Vão a caminho dois pelotões de militares. Dois aviões Canadair espanhóis vêm reforçar os meios aéreos de combate a este incêndio.

   08h10 de hoje

Número de mortos revisto para 39. Os feridos são 59, dos quais 7 em estado grave, seis bombeiros e uma criança.

  08h35 de hoje

Os mortos chegaram aos 43, temendo-se que ainda sejam encontradas mais vítimas mortais nas povoações onde os operacionais de socorro estão a chegar.

   10h25 de hoje

Novo balanço desta tragédia: 57 mortos e 59 feridos.

   19h00 de hoje

Já há 61 mortos confirmados.

  23h00 de hoje

Foi encontrada mais uma vítima mortal na maior tragédia de que há memória recente em Portugal.

 

   Testemunho da jornalista Andreia Novo da RTP

"Sinto necessidade de vos contar o que eu e o Rui Castro vimos, sentimos. Saímos às 2h de Gaia, chegamos às 4h a Pedrogão. Os acessos estavam todos cortados. Percorremos centenas de kms e não havia sinal de bombeiros. As pessoas estavam todas na rua. Todas. Só depois das 5h é que conseguimos andar por estradas que ainda não estavam interditas, mas com fogo por todos os lados. Conseguimos passar. Às 6h começamos a encontrar os primeiros carros incendiados. Uns atrás dos outros. Desfeitos. 6h30, já com luz do dia, descobrimos umas aldeias no meio do fumo que cega de tão denso. Começam a surgir os corpos. Não consigo descrever bem, a partir daqui, o que aconteceu. Uns atrás dos outros. Famílias inteiras no chão, carbonizadas, e não dentro dos carros como alguns jornalistas têm avançado. Casas completamente destruídas pelas chamas. "São imensos menina, mas não podemos apanhá-los, não temos autorização" disse-me um bombeiro quando lhe perguntei pelos corpos. Falei com moradores de duas aldeias com cerca de 80/100 habitantes que já não diziam coisa, com coisa. Só falavam nas pessoas desaparecidas. "Isto é o inferno na terra, meu amor" disse-me uma idosa em lágrimas. Certo é que os bombeiros nunca lá foram até agora. Muitos dos que morreram são locais, fugiam de carro quando se despistaram, explodiram, ou simplesmente sufocaram. Nunca vi nada assim. E assim, só nós RTP captamos isto."

 

   Pois é!...

“Quando há um secretário de Estado da Administração Interna que resolve dizer que ‘o fogo é imprevisível, o que há é uns académicos que têm umas teorias sobre isso’, é evidente que tem responsabilidade. Porque está a dizer que descarta o conhecimento que existe sobre a gestão de fogo porque acha que o problema é imprevisível. É a mesma coisa que a Assunção Cristas andar a rezar a Nossa Senhora por causa da seca."



Publicado por Tovi às 00:51
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Sábado, 10 de Junho de 2017
Dia de Portugal comemorado no Porto

Discurso de Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, ontem, 9 de Junho, nas cerimónias que decorreram na Sé do Porto.

Sé.jpgSenhor Presidente da República
Senhor Presidente da Assembleia da República
Senhor Primeiro-Ministro
Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, Excelência Reverendíssima,
Senhores Governantes,
Senhores membros do Corpo Diplomático,
Demais Autoridades Civis, Militares e Religiosas,
Minhas Senhoras e meus Senhores

Bem haja, Senhor Presidente, por ter decidido que, depois de Lisboa, era ao Porto que cabia a honra de acolher as celebrações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. E que estas celebrações se concluam, amanhã no Brasil, a nossa Pátria irmã.

Temos, minhas senhoras e meus senhores, a sorte e a ventura de viver num país diferente de muitos outros; um país que guardou incólumes as suas fronteiras, defendidas com sangue, suor e lágrimas; um país que permanece uno, que corresponde e se exprime num estado-nação, coisa rara e nada negligenciável nestes tempos de sobressalto em que vivemos.

Um país que, pese embora os desequilíbrios que nem sempre temos sabido compensar, ou as rivalidades que nem sempre conseguimos atenuar, vive bem com a sua geografia, com a sua língua e com a sua cultura. Um país, e chamemos-lhe pelo nome - Portugal - que tem sabido resistir à voracidade da história, que tem sido capaz de enfrentar todos os desafios.

Nunca faltaram ao português, como escreveu Cortesão, "grandes e nobres motivos para um orgulhoso conceito de Pátria (...) talvez porque a natureza foi com ele em extremo dadivosa dos seus bens".

Talvez por isso, mas também por cepa e inquietude, soubemos, antes de outros, partir à descoberta do Mundo. Por onde passámos, deixámos as nossas marcas. Com Camões, que hoje recordamos, guardámos o registo lírico dessa extraordinária epopeia.

Durante cinco séculos fomos porto de partida de uma irreplicável e improvável aventura pelas sete partidas do mundo. Soubemos, depois, em circunstâncias particularmente adversas, bolinar contra o vento da história e reintegrar todos, e foram tantos, que aqui voltaram, ao seu porto de abrigo. Uma história que está por assimilar, mas que representa um momento alto da nossa saga: o regresso ao abraço pátrio, sem ressentimentos, uma forma nobre de encerrarmos um longo e épico capítulo.

Deparámo-nos, então, com a realidade de uma velha e inculta metrópole, repartida entre um interior arcaico e uma capital desmesurada, perdido que fora o Império. O Porto foi então, e direi que continua a ser, o ponto justo de equilíbrio. Jaime Cortesão bem que avisara, alguns anos antes, que "graças ao Porto, o povo português teve coluna vertebral, e ainda hoje possui um ideal de cidadania". Coluna vertebral que é hoje, também, parte da indispensável coluna cerebral deste novo Portugal, ousado, inventivo, estudioso, sagaz e indómito.

Foi graças a esse ideal de cidadania e a essa coluna vertebral que não permitimos que o 25 de Abril fosse uma mera transição entre regimes autoritários, e se transformasse na manhã que a aurora anunciara.

É graças a essa coluna também cerebral, de que o Porto é parte plena, que hoje podemos olhar o futuro com confiança.

Depois, virámo-nos para a Europa, para o mais evidente e sempre adiado dos desígnios. Mais uma vez, o Porto e o Norte sofreram, com abnegação, o preço da escolha. Um preço que foi pago com a desindustrialização em sectores tradicionais, enquanto o investimento público se concentrava na capital e no velho sonho de fazer dela uma grande cidade mercantil. Sem lugar nessa mesa, o Porto porfiou.

Mesmo quando a crise nos bateu à porta, o Porto foi sempre o fiel da balança. Sem nunca esmorecer. Com boas contas, com a severidade do seu granito. Como disse Bénard da Costa, esta cidade foi sempre um país que respeita e se respeita. Uma cidade que, como Agustina dissera, "tem toda ela uma forma, uma alma de muralha”.

Cidade invicta, abnegada e empreendedora, não se intimidou quando os sinos voltaram a tocar a rebate. Fez, como sempre, das tripas coração. Em vez de se queixar, resistiu e empreendeu. Cidade de pergaminhos, que mais se pode exigir de uma cidade onde, como disse Torga, "Garrett pode nascer no calor do seu coração, António Nobre pode morar em paz dentro das suas portas, e se mesmo numa das suas cadeias pode ser escrito o Amor de Perdição".

Tudo isso, que pode ser útil e nos compraz, não nos satisfaz. Mas, muitas queixas que tenhamos e não calamos, nós os portuenses temos honra, como poucos ou nenhuns, em sermos portugueses. Temos o orgulho intacto, por sabermos que, nos tempos difíceis, nos momentos mais críticos, a Pátria apela ao nosso contributo; e nunca deixámos de corresponder, apesar de também sabermos que, no fim de cada crise, o papel do Porto volta, inevitavelmente, a ser esquecido.

Não faltará quem veja, neste discurso do Presidente da Câmara Municipal do Porto, algum bairrismo. Pois a esses responderei com as palavras de Sophia: "nasci no Porto, sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo."

Senhor Presidente, em vésperas da sua oportuna visita ao Brasil, fundado pelo nosso Dom Pedro, cujo coração guardamos na Lapa, não posso deixar de lhe dizer, em nome dos portuenses, que nós, que temos tanta e tanta honra em sermos portugueses, somos ainda assim, diferentes.

O que se diria se, em Londres, em Trafalgar Square se ao lado dos leões, estivesse numa coluna, não o invencível Nelson, mas Gandhi, que libertou a jóia da coroa britânica? Pois, em vésperas da sua viagem ao Brasil, Senhor Presidente, não posso deixar de recordar que nós, os portuenses, temos como símbolo o nosso D. Pedro.

D. Pedro de quem, como disse guardamos o coração, na Lapa e nas nossas Armas, em escudo de honra, no meio; D. Pedro que lutou pela nossa liberdade e que soube fundar o país irmão, com quem celebrámos a história e a língua, esse extraordinário património imaterial que ainda não soubemos explorar.

Senhor Presidente,
Termino com Eduardo Lourenço:
"O Porto é o barco que nunca partiu”

 

 

Sobrinho Simões, presidente das comemorações do 10 de Junho, durante a sua intervenção na cerimónia de hoje disse que os portugueses são um povo com características genético-culturais “sui generis”:

Não estou a sugerir que há genes portugueses, não há, o que os portugueses têm é uma mistura notável de genes com as mais variadas origens, se há algo único, ou quase único em nós, é essa mistura genética. Incorporou, ao longo de séculos, judeus e berberes vindos de Espanha e do Norte de África, porque se misturou com árabes, porque teve escravatura de povos da África subsariana no país e nas colónias com uma expressão e durante centenas de anos. E também porque fomos através do mar para tudo quanto era sítio na África, na Ásia e na América do Sul e de lá voltámos com filhos e, sobretudo, filhas. E, por esse motivo, se compreende que a população portuguesa tenha grandes percentagens de diversas linhagens genéticas, sobretudo de origem materna, afiançou, sublinhando que há diferenças regionais, mas o que impressiona é a consistência com que tem “muito mais” mistura de genes do que os seus vizinhos. O ponto que estou a procurar salientar é que a incorporação de genes foi acompanhada pela incorporação das respetivas culturas, criando uma sociedade de gentes muito variadas, tolerante em termos religiosos, avessa aos extremismos pseudo-identitários que irrompem um pouco por todo o lado. Deveríamos ser capazes de integrar gentes que se veem obrigadas a fugir de casa, comportando-se como uma comunidade inclusiva e solidária, uma comunidade que percebe o valor sociocultural, económico e até demográfico da integração dos migrantes. Somos uma das sociedades com menos filhos do mundo. Continuamos, infelizmente, demasiado individualistas e ainda não somos uma sociedade de contrato, lá chegaremos, espero.

 

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«Antonio Sousa Dias» - Dia de Portugal - O Professor Manuel Sobrinho Simões fez hoje um dos melhores discursos que se ouviram até hoje nas cerimónias comemorativas do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Não faço esta referência para menorizar o discurso do Presidente da República, ambos são professores catedráticos, mas de um lado temos uma tradição de rigor, alguém que fala quando é preciso, do outro temos uma cultura de selfies e nunca sabemos se vamos ouvir o comentador televisivo, o professor de direito, o político dos congressos do PSD ou o Presidente.
Quando se ouve Marcelo fica-se a rir, quando se ouve Sobrinho Simões fica-se a pensar, fica-se a pensar sobre quem somos, somo quem poderíamos ser e sobre o que queremos ser. Estava ouvindo Sobrinho Simões e a câmara ia mostrando os rostos, percebia-se a curiosidade por detrás do rosto de circunstância dos soldados, via-se o sorriso de Costa, a altivez de Assunção cristas e a cara de Pau de Marco António.
Mas enquanto ouvia Sobrinho Simões pensava sobre o fosso que existe entre o mundo das banalidades em que se transformou o debate político e o mundo de quem pensa com seriedade. Porque motivo não ouvimos mais vezes gente com a grandeza intelectual de Sobrinho Simões e passamos a vida a ouvir matracas falantes como Medina Carreira, José Gomes Ferreira, para não baixar o nível e passar aos que têm mais tempo de antena, como os anafados do João Guerra e Serrão e os paspalhos do Pina e do Ventura.
Que país é este onde os partidos da oposição tenham vir a ser governo procurando conflitos entre declarações de ministros e secretários de Estado? Dei o exemplo do que temo vindo assistir na luta partidária, mas poderia eleger os discursos de muitas personalidades de todos os quadrantes partidários, sindicais ou empresariais.
Interrogo-mo como é que um país tão grande gera tanta pequenez, mas pior do que isso, porque razão neste país são os mais pequenos a dominar? Porque é que o nosso país está condenado a não ultrapassar os horizontes eu lhe são impostos por tal gente, como se em fez das forças do universo por aqui imperasse uma das mais elementares regras da matemática, a do mínimo múltiplo comum?
PS: Alguém se lembra do que disse Marcelo Rebelo de Sousa?
(in O Jumento)



Publicado por Tovi às 08:04
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