"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 14 de Outubro de 2017
Entrevista de Sócrates à RTP

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Após ter sido conhecido esta semana o despacho de acusação do Ministério Público aos indiciados do Processo Marquês, o ex-primeiro-ministro José Sócrates foi ontem à RTP dizer que é inocente e tudo de que o acusam é uma mentira. Mas o mais hilariante da entrevista foi o seu final, quando o jornalista Vítor Gonçalves perguntou como é que Sócrates paga actualmente as suas contas. "O que tem a ver com isso?", respondeu o antigo primeiro-ministro. Pressionado a responder, afirmou que a questão era "uma afronta" e que era "indigna", mas acabou por dizer que vive com a pensão de deputado. Sejamos sérios e façamos contas... que isto não é brincadeira nenhuma. Alguém consegue admitir que uma simples pensão de deputado dá para a vida que Sócrates faz hoje em dia, incluindo os mais que previsíveis e sumptuosos honorários dos seus actuais advogados?... Diz ele que não tem mais rendimentos mas eu ainda sei fazer contas.



Publicado por Tovi às 09:41
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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2017
Processo Marquês… agora é que vai ser

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Que os tribunais façam JUSTIÇA... e eu que cá esteja para os ver ir para a cadeia.

 

   Quem são os 28 acusados da Operação Marquês

José Sócrates - Terá sido subornado por três motivos diferentes, que se foram acumulando na investigação judicial. Para o Ministério Público, houve 17,5 milhões de euros pagos pelo saco azul do GES para, nos bastidores, o então primeiro-ministro garantir, através da CGD, o chumbo da OPA da Sonae sobre a Portugal Telecom (PT), em 2007 levando à separação da PT Multimédia, com 165 milhões de euros de encaixe para a família Espírito Santo; e para forçar, em 2010, o negócio simultâneo da venda da Vivo e da compra da Oi por parte da PT, a maior operação financeira realizada em Portugal, que levou à distribuição de 1,5 mil milhões de euros em dividendos pelos acionistas, com mais de 100 milhões recebidos em 2011 pelo GES. A manutenção do controlo da PT por parte de Salgado permitiu, por outro lado, usar a tesouraria da operadora para financiar o seu grupo, culminando em 900 milhões de euros aplicados em papel comercial da ESI. Sócrates é suspeito ainda de ter beneficiado o Grupo Lena na obtenção de contratos públicos de obras de construção, pelo qual terá recebido mais de três milhões de euros. E ainda terá intervindo no PROTAL, no Algarve, para beneficiar o resort de luxo Vale do Lobo, de que o empresário Hélder Bataglia é um dos acionistas. Acusado de três crimes de corrupção de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, 9 de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.
Carlos Santos Silva - É considerado não só o testa de ferro de Sócrates, através de quem o dinheiro resultante de subornos circularam, como é suspeito de ser o seu cúmplice em atos de corrupção que envolveram o Grupo Lena, com o qual o empresário trabalhava de forma estreita. Acusado de crime de corrupção ativa, 1 de corrupção passiva, 17 crimes de branqueamento de capitais, 10 de falsificação de documentos, 1 de fraude fiscal e 3 de fraude fiscal qualificada.
Ricardo Salgado - Foi constituído arguido a 18 de janeiro. Tornou-se o corruptor mais importante do caso, pelo valor dos subornos envolvidos, que o Ministério Público estima terem atingido 17,4 milhões de euros, e pela contrapartida alegadamente obtida: o controlo da Portugal Telecom e os ganhos substanciais com a maior operação financeira de sempre no país. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 2 de corrupção ativa, 9 de branqueamento de capitais, 3 de abuso de confiança, 3 de falsificação de documentos e outros 3 de fraude fiscal qualificada.
Joaquim Barroca - É suspeito de corromper o ex-primeiro-ministro a favor dos interesses do Grupo Lena, de que é um dos donos, e também deixou que usassem a sua conta para fazer passar 14 milhões de euros. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 1 de corrupção ativa, 7 de branqueamento de capitais, 3 de falsificação de documentos e 2 de fraude fiscal qualificada.
Luís Marques - Arquiteto, durante 18 meses terá recebido 90 mil euros do Grupo Lena - o correspondente a uma avença mensal de 5000 euros - pagos por uma empresa controlada pelo Grupo Lena, a Lena Management & Investments (LMI), quando era ao mesmo tempo responsável do lado do Estado pela avaliação de propostas e por dar apoio técnico ao júri do concurso da concessão de parceria público-privada (PPP) para o troço Poceirão-Caia - O arguido esteve na RAVE, Rede Ferroviária de Alta Velocidade, S.A., a empresa pública criada para desenvolver os estudos e preparar as decisões sobre o TGV, entre 2004 e 2011, continuando a exercer as mesmas funções depois na REFER, a empresa pública onde a RAVE foi integrada, enquanto era avaliador das propostas do TGV, que a empresa de Leiria queria conquistar. Acusado de 1 crime de corrupção passiva e 1 de branqueamento de capitais.
José Luís Ribeiro dos Santos - Engenheiro civil, que chegou a ser governador civil de Santarém e deputado pelo PSD, foi administrador da RAVE entre 2004 e 2005, sendo ele o responsável por levar Luís Marques para a empresa pública. Depois, o ex-deputado do PSD foi trabalhar para o Grupo Lena, criando juntamente com Joaquim Barroca Rodrigues e António Barroca Rodrigues (irmãos e ambos donos do conglomerado) a LMI em março de 2007. Tornou-se administrador e sócio minoritário (com 20%), com uma posição igual a Carlos Santos Silva. Acusado de 1 crime de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
Zeinal Bava - Ex-administrador da PT, foi constituído arguido em fevereiro de 2017. Suspeita-se que terá sido instrumentalizado pelo banqueiro Ricardo Salgado, para ajudar o BES a ganhar centenas de milhões de euros entre 2006 e 2012, a troco do pagamento total de €25,2 milhões através da Espírito Santo Enterprises. O MP acredita que se trata de 'luvas'. Acusado de 1 crime de corrupção passiva, 1 de branqueamento de capitais, 1 de falsificação de documento e 2 de fraude fiscal qualificada.
Henrique Granadeiro - Foi constituído arguido na mesma altura que Zeinal, e pelas mesmas suspeitas. O antigo administrador da PT recebeu entre 2007 e 2012 cerca de €24,5 milhões também através do saco azul do BES. Acusado de 1 crime de corrupção passiva, 2 de branqueamento de capitais, 1 de peculato, 1 de abuso de confiança e 3 de fraude fiscal qualificada.
Armando Vara - Recebeu um milhão de euros em 2008 através de uma conta em nome de uma companhia offshore, a Vama Holding. O Ministério Público suspeita que interferiu na aprovação de mais de 200 milhões de euros de financiamento da CGD ao resort Vale do Lobo, de que Hélder Bataglia e Diogo Gaspar Ferreira são acionistas. Vara era na altura administrador da CGD. É possível que no fim as suspeitas se estendam ao papel que teve no chumbo da OPA da Sonae à PT. Acusado de 1 crime de corrupção passiva de titular de cargo político, 2 de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.
Bárbara Vara - Era o nome da filha de Armando Vara que constava como beneficiária da conta bancária na UBS intitulada por uma companhia offshore, a Vama Holdings, através da qual Vara recebeu um milhão de euros com origem em Joaquim Barroca. Por causa disso foi considerada cúmplice do pai. Acusada de 2 crimes de branqueamento de capitais.
Rui Horta e Costa - Ex-administrador dos CTT, adquiriu o empreendimento de Vale do Lobo, no Algarve, juntamente com o irmão Luís Horta e Costa e três investidores - Bataglia, Ferreira Neto e Gaspar Ferreira (todos arguidos), graças ao financiamento de 230 milhões de euros da CGD de Armando Vara. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 1 de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.
José Diogo Gaspar Ferreira - Acionista e CEO do resort Vale do Lobo, no Algarve. Terá canalizado dois milhões de euros que um holandês comprador de uma casa no resort diz ter transferido para uma conta cujo número foi-lhe dado por Gaspar Ferreira. A conta era de Joaquim Barroca. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 2 de branqueamento de capitais e 3 de fraude fiscal qualificada.
José Paulo Pinto de Sousa - Empresário e primo de José Sócrates, terá aceitado funcionar como testa de ferro do ex-primeiro-ministro, deixando-o usar as suas contas bancárias para fazer chegar a Carlos Santos Silva (outro testa de ferro) pelo menos 5,5 milhões de euros que recebeu do empresário luso-angolano Helder Bataglia. Acusado de 2 crimes de branqueamento de capitais.
Hélder Bataglia - O empresário luso-angolano é acusado de corromper Sócrates por causa do resort Vale do Lobo, do qual é acionista, sendo que a única coisa que assumiu foi que, a pedido de Salgado, passou 12 milhões de euros a Carlos Santos Silva. Acusado de 5 crimes de branqueamento de capitais, 2 de falsificação de documento, 1 de abuso de confiança e 2 de fraude fiscal qualificada.
Gonçalo Trindade Ferreira - Era o advogado de negócios de Carlos Santos Silva. Participou em entregas de dinheiro vivo para Sócrates e tratou de executar a compra, em representação do seu patrão, das três casas da mãe do ex-primeiro-ministro, tentando providenciar um fundo imobiliário fechado para gerir esses imóveis. Acusado de 3 crimes de branqueamentos de capitais e 1 de falsificação de documento.
Inês Pontes do Rosário - A companheira e mãe da filha de Carlos Santos Silva é considerada cúmplice na forma como às vezes substituía o empresário nas entregas de dinheiro, que fazia através do motorista do ex-primeiro-ministro, além de estar implicada no pagamento de despesas de viagens ou na compra por atacado de um livro escrito por Sócrates, "A Confiança no Mundo". Acusada de um crime de branqueamento de capitais.
João Perna - Era o motorista de Sócrates. Servia de correio para entregar envelopes de dinheiro ao ex-primeiro-ministro vindos de Carlos Santos Silva e também deixou usar a sua conta bancária. Acusado de 1 crime de branqueamento de capitais e 1 crime de detenção de arma proibida, encontrada durante as buscas a sua casa
Sofia Fava - A ex-mulher e mãe dos dois filhos de Sócrates passou à qualidade de arguida em abril do ano passado. Em causa está o facto de beneficiar do dinheiro pretensamente corrupto, com dezenas de milhares de euros em despesas pagas por Santos Silva, um contrato de trabalho com uma empresa do amigo do ex-primeiro-ministro e a sua assinatura como fiador para o financiamento de 760 mil euros na compra de uma herdade no Alentejo. Acusada de 1 crime de branqueamento de capitais e 1 de falsificação de documento.
Rui Mão de Ferro - Este economista e colaborador próximo de Carlos Santos Silva nas suas empresas, onde assume o cargo de administrador, foi constituído arguido pelo facto de o Ministério Público considerar que participou no esquema de branqueamento de capitais. A investigação acredita que ajudou a destruir provas documentais. Acusado de 1 crimes de branqueamento de capitais e 4 de falsificação de documento.

Empresas arguidas
LENA ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES SA: 2 crimes de corrupção ativa, 3 de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.

LENA ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO SGPS: 2 de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
LENA SGPS: 2 de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
XLM-SOCIEDADE DE ESTUDOS E PROJETOS LDA: 3 crimes de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.
RMF-CONSULTING, GESTÃO E CONSULTORIA ESTRATÉGICA: 1 crime de branqueamento de capitais.
XMI-MANAGEMENT & INVESTMENTS SA: 1 crime de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
OCEANO CLUBE - EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS DO ALGARVE SA: 3 crimes de fraude fiscal qualificada.
VALE DO LOBO RESORT TURÍSTICO DE LUXO SA: 3 crimes de fraude fiscal qualificada.
PEPELAN - CONSULTORIA E GESTÃO SA: 1 crime de fraude fiscal qualificada e 1 de branqueamento de capitais.



Publicado por Tovi às 14:12
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Segunda-feira, 22 de Maio de 2017
"Belino Foundation"... Gosto do nome

21887607_770x433_acf_cropped_770x433_acf_cropped.jNo infindável Processo Marquês sempre se falou de dinheiro na Suíça, mas agora veio á luz do dia todo o esquema engendrado por Carlos Santos Silva, amigo e “grande benemérito” de José Sócrates, juntamente com o primo do ex-primeiro-ministro português, José Paulo Pinto de Sousa, com a finalidade de camuflar as contas onde caía dinheiro, de origem mais do que duvidosa, para usufruto de Sócrates. Este esquema complexo assentava numa fundação – a Belino Foundation – criada pelos “testas de ferro” com a ajuda de Michel Canals, um gestor de contas na UBS já conhecido da justiça portuguesa pelas aldrabices feitas no âmbito da Operação Monte Branco. Segundo dizem nos estatutos da fundação está escrito que caso Santos Silva morresse quem herdaria aquele dinheiro era a família de Sócrates. Os advogados João Araújo e Pedro Delille já vieram desmentir que Sócrates tenha algo a ver com isto, mas o tempo dirá se o que agora o Observador e jornal Sol nos relataram é ou não verdade.



Publicado por Tovi às 08:09
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Quarta-feira, 15 de Março de 2017
O "electricista" do Processo Marquês

imv-0-328-345-carlos-santos-silva-7e20.jpgJá se sabe (sabe-se sempre tudo... graças ao segredo de justiça) que na passada sexta-feira o Ministério Público confrontou Carlos Santos Silva com o depoimento de Hélder Bataglia e com elementos relativos a movimentações financeiras, no período entre 2006 e 2011, na expectativa de que o empresário ajudasse a esclarecer as verdadeiras motivações dos pagamentos. Mas o amigo de Sócrates escusou-se a detalhar os negócios por detrás das transferências financeiras para as suas contas pessoais. Carlos Santos Silva é, assim, o arguido do Processo Marquês com mais crimes imputados na acusação do Ministério Público, já que é o rosto principal das contas bancárias investigadas. Ainda vai ser o “electricista” deste processo judicial, olhem para o que vos digo.

 

Soube-se hoje que os procuradores do Processo Marquês pediram mais sessenta dias para deduzirem acusação a José Sócrates e a todos os outros arguidos. Temos que concordar que já é um exagero o tempo em que andamos nesta “telenovela”, independentemente de desejarmos que se apure toda a verdade e se condene quem a Justiça entender condenar.

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«Adao Fernando Batista Bastos»E a senhora Procuradora Geral vai sentir-se mal! Foi ela que marcou o actual prazo como definitivo... e agora? O que quer que decida vai dar polémica. Por outro lado: os senhores procuradores meteram-se numa alhada. Embrulharam-se em processos e investigações e mais investigações para as quais eventualmente não têm nem meios técnicos nem competências para analisar. Assim nem a verdade nem a justiça ficam salvaguardadas. Muito mau.

«Carlinhos da Sé» - Até tive pena da procuradora, ela que era toda aberta para a comunicação social pareceu-me um nadinha agastada...

«Carlos Miguel Sousa» - Por mim podem-lhes dar mais 2 anos, desde que engavetem o Sócrates, o Salgado e Cª, por mim fiquem à vontade...

«José Alberto Pinto Carvalho» - Já percebi por que se chamam “Procuradores”… a função deles é procurar, agora, encontrar, é que parece ser com outro departamento!

 

No estado a que este Processo Marquês chegou não vejo qual será o espanto pela PGR vir a conceder mais um prolongamento de prazo para acusação. O arquivamento do inquérito ao fim deste tempo todo era seguramente um escândalo muito maior. Até parece que estou a ver o que se diria: "Estão todos feitos!" -/- "Só quem rouba um pão é que é condenado!" -/- "Os Xuxas são sempre protegidos!" -/- e sei eu lá que mais.



Publicado por Tovi às 10:12
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Sexta-feira, 10 de Março de 2017
Vai haver acusação?

800.jpgEm vésperas de ter de ser encerrada (terá de ser?...) a investigação da “Operação Marquês” a telenovela ainda está ao rubro e o importante é saber se o Ministério Público nos irá conseguir contar a história toda ou se cada um de nós irá ficar com a “sua” versão dos acontecimentos. E para já fiquemos com algumas das coisas importantes a reter disto tudo… que o resto é conversa.
Entre Janeiro e Abril de 2008 um holandês de nome Jeroen van Dooren tinha feito três transferências bancárias no valor total de dois milhões de euros para Joaquim Barroca, um dos donos do Grupo Lena. Esses dois milhões tinham saído depois da conta de Barroca em datas não muito distantes: um milhão em Fevereiro de 2008 para uma offshore de Carlos Santos Silva, outro milhão em Junho para Vama Holding, a offshore de Armando Vara.
A 5 de Janeiro de 2017, Hélder Bataglia contou o seguinte ao Ministério Público: Algures entre 2007 e 2008, numa data que disse não se recordar com precisão, Ricardo Salgado chamou-o para lhe pedir um favor. Queria usar uma das contas do luso-angolano na UBS para fazer chegar 12 milhões de euros a Carlos Santos Silva. Bataglia concordou, pedindo em troca que o banqueiro acrescentasse um extra de três milhões como prémio para si próprio por ter obtido anos antes a licença bancária para o BES Angola. E assim chegou-se a 15 milhões de euros.

 

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, garantiu que a acusação a José Sócrates, no âmbito da Operação Marquês, terá de estar finalizada até dia 17 de Março. O processo conta já com 100 volumes e mais de 40 mil páginas.

 

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«Eduardo Vasques de Carvalho» - O Ricardo Salgado fez ontem um aviso à navegação que pode ser um grande recado.... “Vamos aguardar, a verdade virá ao de cima e então veremos certamente quem são os verdadeiros responsáveis pelo que aconteceu ao BES.”



Publicado por Tovi às 10:36
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Sexta-feira, 3 de Março de 2017
Amnistia total... e já

amnistc3ada-77.jpgAlegadamente (fica sempre bem dizer alegadamente) e tendo em conta tudo o que se tem vindo a saber nos últimos tempos, mais aquilo que ainda se poderá vir a saber, o melhor é fazer-se neste cantinho à beira mar plantado uma amnistia a tudo e todos e partirmos da estaca zero para uma nova vida, séria e honrada. E no futuro sermos severos e implacáveis para corruptores e corrompidos, acabando de uma vez por todas com este flagelo. E como estamos perto do centenário da aparição da Senhora Vestida de Branco ali para os lados de Ourém, esta amnistia até podia ser no próximo dia 13 de Maio.

E tudo isto a propósito de ter sabido hoje que o procurador Orlando Figueira, suspeito de corrupção no “Processo Fizz”, emprestou dez mil euros ao juiz Carlos Alexandre para ajudar na construção de uma casa em Mação. E lembro-me perfeitamente de Carlos Alexandre ter ido a um canal televisivo dizer o que na altura disse e que só demonstrou ser um pedante a armar a “saloio de Mação”. Quem com ferros mata com ferros morre… e pena é que ao mais que provável corrupto José Sócrates tivesse calhado em sorte uma criatura a quem era exigido que só comentasse em sede própria e não na praça pública os actos judiciais que lhe foram entregues.



Publicado por Tovi às 08:17
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Quinta-feira, 2 de Março de 2017
Os interrogatórios fatais de Salgado e Bataglia

Sem dúvida que somos um País de brandos costumes… se assim não fosse a Hélder Bataglia já lhe tinha caído um piano em cima quando passeasse numa qualquer rua da cidade… ou já tinha acordado com uma cabeça de cavalo na cama.

 

   Exclusivo SÁBADO

A SÁBADO conta-lhe esta semana em exclusivo todos os pormenores dos interrogatórios judiciais de Hélder Bataglia e Ricardo Salgado determinantes para perceber o que faltava sobre a Operação Marquês. Um especial de 19 páginas para ler com muita atenção na edição 670, de 2 de Março de 2017.img_797x448$2017_03_01_10_05_01_209728.jpg

O empresário Hélder Bataglia contou exactamente como Ricardo Salgado lhe pediu para transferir milhões de euros para o alegado testa de ferro de José Sócrates. A SÁBADO revela todos os pormenores que constam nos dois interrogatórios da Operação Marquês
Num interrogatório explosivo, o empresário luso-angolano Hélder Bataglia revelou que Ricardo Salgado lhe pediu para utilizar as suas contas para fazer chegar discretamente dinheiro a Carlos Santos Silva, o homem que o Ministério Público acha que é um dos testas de ferro de José Sócrates. Confrontado, o banqueiro negou tudo: afirmou que mal conhecia Santos Silva e que nunca foi íntimo de Sócrates.
"Ele dizia-me: vamos fazer agora a transferência, qual é a conta, eu dava a conta e era, pronto, assim que fazíamos", revelou Bataglia ao procurador Rosário Teixeira e ao inspector tributário Paulo Silva.
Sentado ao lado do advogado Rui Patrício, o empresário luso-angolano tinha as mãos entrelaçadas em cima da mesa castanha quando o procurador Rosário Teixeira, sentado ao lado da colega Ana Catalão, anunciou para a gravação: "Vamos proceder ao interrogatório complementar do arguido Hélder Bataglia no processo 122/13.8 TELSB. O sr. Hélder Bataglia vai ser novamente ouvido como arguido."
Enquanto ouvia o formalismo habitual do início do interrogatório judicial na sala 2 do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa, Bataglia recostou-se por momentos na cadeira e colocou as mãos junto às pernas. Vestia um fato escuro e gravata em tons carregados de azul. De seguida, voltou à posição inicial, mesmo em frente ao inspector tributário Paulo Silva.
"Os factos que aqui estão são essencialmente os mesmos, mais uma especificação (…)", disse-lhe Rosário Teixeira, referindo-se ao anterior interrogatório ocorrido em Angola, no ano passado e por via de carta rogatória. Um interrogatório no qual Bataglia recusara falar sobre os milhões do BES que entraram nas suas contas e depois saíram para as contas suíças alegadamente controladas por Joaquim Barroca e Carlos Santos Silva.



Publicado por Tovi às 08:24
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017
Bava e Granadeiro arguidos na Operação Marquês

Mais dois moinantes para juntar ao grupo do Sócras. Já perdi a conta a quantos são eles.

  Expresso – 24Fev2017

Bava e Granadeiro aa.jpg
Bava e Granadeiro suspeitos de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Decisão do Ministério Público foi anunciada esta sexta-feira, a três semanas do fim da Operação Marquês. Trata-se de dois pesos pesados da PT na era Sócrates. Número de arguidos subiu para 23.



Publicado por Tovi às 07:47
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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016
Novas revelações no Processo Marquês

Não há dúvida que quando alguém põe a boca no trombone as “telenovelas” ficam muito mais interessantes
José Sócrates 16Set2016 jornal Público aa.jpg

  Jornal Público de hoje

O empresário luso-angolano Hélder Bataglia, ligado ao grupo Espírito Santo e um dos arguidos da Operação Marquês, admitiu num interrogatório feito em Angola a pedido do Ministério Público português, que emprestou sete milhões de euros a José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo de José Sócrates, que já apareceu referenciado no processo Freeport. Segundo o Ministério Público, uma parte significativa desse dinheiro, perto de 5,5 milhões de euros, terá acabado por ir parar às contas de Carlos Santos Silva, amigo de infância do ex-primeiro ministro que, na tese do Ministério Público (MP), é um testa-de-ferro de Sócrates.

 

Mais um… a por a boca no trombone
José Sócrates 16Set2016 ab.jpg

Eu cá sei… ou imagino que sei

…como é que nos últimos dias se passou a saber tantas novas coisas sobre o “Processo Marquês”. Foi assim: Um saloio de Mação deixou inadvertidamente cair ao chão à porta da igreja da sua terreola uma pen onde tinha uns apontamentos sobre um processo altamente mediático. Um agarrado ao pó lá da terra encontrou-a e imediatamente a transformou em euros… e não falta quem pague bem por estas coisas. Mas para fazer render o peixe dividiu a informação contida na pen em vários “capítulos”, vendeu-os a diferentes compradores e vai daí uns dizem uma coisa e outros o seu contrário. Querem uma aposta como foi assim?



Publicado por Tovi às 09:55
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Sábado, 16 de Abril de 2016
Ricardo Salgado pagou ‘luvas’ a José Sócrates

Panama Papers Salgado e Sócrates 16Abr2016.jpg

Isto é que eu não acredito!... Então o Ricardo Salgado já não tinha dito na Comissão de Inquérito Parlamentar que se tinha deixado dessas coisas dos “offshores”?... E também tinha que vir à baila o Sócrates, coitado, que já foi enxovalhado por tudo que é jornalista no Correio da Manhã e até teve que dormir durante uns tempinhos na cadeia.

Qualquer dia ainda dizem que a Terra é redonda

 

  Jornal Expresso de hoje
Panama Papers Expresso 16Abr2016.jpg



Publicado por Tovi às 08:07
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Quinta-feira, 31 de Março de 2016
Inquérito do Processo Marquês termina a 15 Setembro

José Sócrates 30Mar2016.jpg

A primeira parte da “telenovela” Processo Marquês tem fim anunciado para 15 de Setembro, não havendo ainda a certeza se teremos ou não continuação deste “romance” político-judiciário. Ficou-se ontem a saber por um comunicado da Procuradoria-Geral da República que o director do DCIAP, Amadeu Guerra, deu mais cinco meses e meio a Rosário Teixeira para concluir a investigação do processo que envolve José Sócrates e outros 12 arguidos (11 pessoas e uma empresa), no qual estão em causa 23 milhões de euros que terão beneficiado indevidamente o ex-primeiro-ministro português. Entre os arguidos estão: Carlos Santos Silva, amigo de infância de Sócrates; Armando Vara, ex-ministro; Joaquim Barroca, dono do Grupo Lena e Diogo Gaspar Ferreira, administrador do grupo Vale de Lobo.

 

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«TóMané Alves da Silva» >> Como é possível que um caso que para a maioria dos neófitos foi simplicíssimo de julgar, tendo já transitado em julgado popular "há séculos", se revista de tal e extrema complexidade para os especialistas?

«Jovita Fonseca» >> Processos arrastam-se ...para não chegarem a qualquer conclusão! Nunca se faz prova deste tipo de coisas! Vergonha de Justiça / já que as leis são feitas como são ...na A. da República

«Margarida Menezes» >> Tudo boa gente! Com geito e claro, favôres por trás, ainda arranjam maneira de dier que o dinheiro, foi dado em moedas... aos pobrezinhos!



Publicado por Tovi às 09:29
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2016
Sócrates de novo ao ataque

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De vez em quando José Sócrates lá tem que vir dizer qualquer coisinha… não vá a gente esquecer-se dele

 

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«Fernando Allegro» >> E acusa-se de ser ladrão...

«Jovita Fonseca» >> Tem necessidade de se afirmar e saber que é ouvido...

«Albertino Amaral» >> Seja culpado do que quer que seja, ou não, a verdade é que só ele é que fala sem papas na língua... Essa é que é essa......!

«David Ribeiro» >> Estes novos ataques ao Ministério Público foram proferidos por José Sócrates na conferência "Estado e indivíduo: considerações sobre a ação penal democrática", precedida de um jantar em Gaia com cerca de 180 pessoas, entre elas juristas, professores universitários e políticos como o ex-deputado socialista José Lello e o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto.

«Jorge Veiga» >> Bem, se o sr foi 1º Ministro de Portugal e se queixa da Justiça do país, é porque fez um trabalho péssimo. Daí que vá fazer queixa a outro que eu já não tenho pachorra para o aturar!



Publicado por Tovi às 20:31
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Domingo, 27 de Dezembro de 2015
Onde andará o Sócrates?...

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Quando todos pensávamos que ia regressar à vida pública com constantes comentários na comunicação social, eis que se remeteu ao silêncio… ou será que está a preparar uma nova “martelada” na história que em tempos nos contou sobre o facto de ser acusado de ocultação de capitais? Se bem se recordam no verão de 2014, ainda os portugueses só acompanhavam a “telenovela” Monte Branco, o ex-primeiro-ministro afirmava na televisão: “É preciso ter capitais para ocultar. Ora, eu nunca tive capitais. Sempre vivi do meu trabalho, como vivo hoje” e argumentando que é falso que tivesse uma vida luxuosa em Paris, explicando como depois de usufruir de um empréstimo contraído no seu banco para poder aguentar algum tempo sem rendimentos (enquanto frequentava um mestrado de Filosofia Política em França), começou a trabalhar, “como toda a gente faz”. Vamos lá a ver como vai ficar a “história” depois de mais um “upgrade”.



Publicado por Tovi às 19:13
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015
Ainda a entrevista de Sócrates à TVI

José Sócrates entrevista TVI 14Dez2015 ac.jpg

O Projecto de Programa Eleitoral do PS, de Maio de 2015, defendia no capítulo IV - Um Estado forte, inteligente e moderno – a “garantia de protecção e defesa do titular de cargos políticos ou públicos contra a utilização abusiva de meios judiciais e de mecanismos de responsabilização como forma de pressão ou condicionamento” e eu acho muito bem, pois sempre defendi e continuo a defender tudo aquilo que protege o cidadão de qualquer UTILIZAÇÃO ABUSIVA. Não falta quem diga ter isto sido feito à medida do “Processo Marquês” em que José Sócrates está indiciado pelos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e evasão fiscal. E apesar de eu ter a intuição que Sócrates é altamente culpado de tudo que lhe é imputado, tenho dificuldade em admitir que um cidadão e ainda por cima um ex-primeiro-ministro, esteja sem acusação por mais de um ano e que isto não seja "utilização abusiva de meios judiciais", embora todos saibamos que esta investigação é complexa e morosa, além de que não é só José Sócrates que tem as suas liberdades condicionadas. É vulgar em Portugal dizer-se mal da Justiça e que só vão para a cadeia os “pilha galinhas”, mas o problema nacional parece-me estar no Ministério Público que se comporta cada vez mais como um grupo de meninos mimados que tudo podem fazer e a quem ninguém dá raspanetes. Não nos esqueçamos que se o MP não provar nada o Sócrates é inocente... É assim a Justiça e é assim que deve ser, apesar do que todos pensamos sobre o caso dos submarinos, no qual, se bem se recordam, ninguém se tramou.

 

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«Jorge Veiga» >> Quando se reclame por causa dos segredos de justiça e se vem para as TVs dizer o que ainda estará no tal segredo, está tudo dito. Programa mais mal amanhado, encomendado e tendencioso que nem vale a pena voltar a falar dele.

«João Cardoso» >> O problema é que os indícios nascem como cogumelos e o Ministério Público quer o maior cogumelo.

«Pedro Simões» >> 1- Essa proposta, da forma que esta escrita, pretende criar regras especiais para politicos. Se estar um ano preso sem acusacao e' mau para um politico, nao e' menos (antes pelo contrario) para os cidadaos comuns. Com esses nao houve preocupacao quando fez a lei como a fez...  2- Exactamente que raspanete devia levar o MP? Estao la varios juizes, e tem de aprovar os procedimentos conforme a lei. Que lei nao esta a ser cumprida?  3- "se o MP não provar nada o Sócrates é inocente"... perante o sistema judicial. Socrates pode ser inocente ou nao. E sendo culpado, o MP pode conseguir provar ou nao. Agora, inocente e' que ele nao e', e tem muito para explicar ao povo...



Publicado por Tovi às 08:13
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015
Sócrates entrevistado na TVI – parte 2

Ontem faltaram as perguntas sobre como vivia José Sócrates tão acima das suas possibilidades, pois se bem nos recordamos o ex-primeiro-ministro além de suspeito dos crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais também não escapa à suspeição de corrupção. Vamos lá ver como é que José Alberto Carvalho da TVI confrontou o arguido principal da Operação Marquês.

José Sócrates entrevista TVI 14Dez2015 aa.jpg

  E foi assim:

Conheço o engenheiro Carlos Santos Silva desde a minha juventude. Há mais de 40 anos. Ele é o meu melhor amigo fora da política. Sou amigo da mulher e da filha dele. Ele é amigo do meu pai e dos meus filhos. Há mais de 20 anos que passo as férias com Carlos Santos Silva. É absolutamente extraordinário que digam que o dinheiro é meu!

Eu sempre pense que o Carlos Santos Silva era um empresário de sucesso não é de agora. É de há mutos anos. Nunca perguntei quanto dinheiro tinha e onde ganhou – nem queria saber! Sabia que ele tinha fortuna. Mas não é de agora. É de há muitos anos.

Eu não sabia que o eng. CSS tinha dinheiro na Suíça! Esse dinheiro não é meu. É do meu amigo Carlos Santos Silva. Ponto final!

Falaram-me de um telefonema para o sr. vice-presidente de Angola. Marquei uma audiência para o Grupo Lena como fiz para muitas empresas! Esse era o meu dever. Surgiu uma dificuldade, que já não me recordo do que era, e pediram-me para ajudar a marcar o encontro. E isto é uma suspeita de corrupção, imagine! Isso é uma imputação genérica.

O Ministério Público (MP) ao imputar-me o crime de corrupção foi além do que podia fazer. Não podia fazer isso! Por que é falso!



Publicado por Tovi às 21:43
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