"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 10 de Abril de 2017
Um amigão... o Carlos Santos Silva

carlos santos silva.jpg

Sabiam disto?...

"Contas bancárias previam que, se Carlos Santos Silva morresse, 80% do dinheiro seria entregue a José Paulo Pinto de Sousa, primo do ex-primeiro-ministro."

Isto é que é ser amigo, caramba



Publicado por Tovi às 09:25
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Sábado, 21 de Novembro de 2015
Um ano depois da prisão de Sócrates

José Sócrates 13.jpg

Ricardo Costa publicou hoje no Expresso online um interessante artigo onde se faz o resumo de um ano da telenovela Processo Marquês - Um ano, 50 mil escutas e cem buscas depois. Cinco pontos sobre caso Sócrates – e como diz o autor do texto “se é fácil concluir que o ex-primeiro-ministro está em maus lençóis, também é óbvio que a Justiça continua a ter um enorme desafio pela frente, com vários prazos a ser ultrapassados e sem qualquer data para a acusação”.

 

 O caso

Neste momento, apesar de ainda estar muita coisa a correr, é praticamente impossível que José Sócrates e outros arguidos não venham a ser acusados de fraude fiscal qualificada, um crime que pode implicar pena de prisão até cinco anos. Da mesma forma, e havendo muita circulação de dinheiro por contas na Suíça e offsohres, é altamente provável que não escapem à acusação de branqueamento de capitais. O ponto mais difícil - e mais frágil - é, neste momento, a corrupção, um crime mais grave, mas muitas vezes difícil de acusar.

  A esperança da defesa

A posição da defesa tem sido mais desconcertante que eficaz. Mas nos últimos meses ninguém pode dizer que João Araújo não conseguiu várias vitórias. A mais óbvia foi a saída de José Sócrates da prisão, mas muitas frases da decisão da Relação, protagonizada por Rui Rangel, são extremamente duras para a acusação, sobretudo para a aparente fragilidade de algumas provas, para o exercício contínuo de dedução e para existência de prova indireta.

  A força da acusação

Se o ponto fraco da acusação é claramente o tempo, com prazos esgotados e sem fim à vista, a solidez assenta na longa coleção de prova. O caso, recorde-se, começou em julho de 2013 e teve nove meses de escutas telefónicas antes da detenção de José Sócrates e de outros arguidos. Os números são impressionantes na sua extensão: 50 mil conversas escutadas, 190 volumes de apensos bancários, 2 mil documentos apreendidos, mais de cem buscas e 5,5 milhões de ficheiros informáticos. O outro lado desta moeda é que muitos ficheiros ainda não foram analisados nem todas as escutas estão transcritas.

  O homem político

Se há coisa que nunca mudou nas várias fases do processo, é o estilo de José Sócrates. Enquanto esteve preso preventivamente nunca hesitou em desafiar a Justiça e pôr em causa a arbitrariedade das decisões que o afetaram e da investigação em que foi envolvido. Da fraqueza da prova ao abuso dos prazos, da dedução excessiva à cobardia das escutas, nada escapou. Quando saiu da prisão, o rumo continuou. Já fez duas conferências e esta semana participa num almoço. Usa o que aprendeu sobre filosofia política para discursar sobre o Estado de Direito e os seus abusos, o que distingue uma Justiça independente de processos políticos e por aí fora. Pelo meio, claro, comenta a atualidade política.

  Futuro

Tudo depende do tempo e dos prazos. Até ao dia 11 de dezembro saberemos qual é a data fixada para o final do inquérito. Não será seguramente este ano, mas falta saber de que mês de 2016 estamos a falar.

 

  Comentários no Facebook

«Fernando Allegro» >> O homem é esperto e malandro. Dê-se á justiça o tempo necessário.

«Carlinhos da Sé» >> Num morre o pai, nem a gente almoça... Teve de ser como foi para dar fritos nas eleições, e deu, só a colheita não foi suficiente.

«João Simões» >> Ainda bem que quando o prenderam já tava quase tudo investigado. A justiça parece o Cavaco tinham tudo estudado e afinal.

«David Ribeiro» >> Temos que concordar que 50 mil conversas escutadas, 190 volumes de apensos bancários, 2 mil documentos apreendidos, mais de cem buscas e 5,5 milhões de ficheiros informáticos, sendo que muitos ficheiros ainda não foram analisados nem todas as escutas estão transcritas… é obra, mesmo para o mais esforçado e diligente magistrado.

«João Simões» >> E será que se houvesse algo forte eram precisas 50 mil escutas? Aposto que nunca ninguém em Portugal foi tão escutado. Mas deve ser coincidência

«Jorge Baldinho» >> Nos EUA, com todos os recursos de que a Justiça dispõe, vários são os mafiosos investigados por décadas - lembram-se do Al Capone?



Publicado por Tovi às 09:39
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