"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 14 de Outubro de 2017
Entrevista de Sócrates à RTP

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Após ter sido conhecido esta semana o despacho de acusação do Ministério Público aos indiciados do Processo Marquês, o ex-primeiro-ministro José Sócrates foi ontem à RTP dizer que é inocente e tudo de que o acusam é uma mentira. Mas o mais hilariante da entrevista foi o seu final, quando o jornalista Vítor Gonçalves perguntou como é que Sócrates paga actualmente as suas contas. "O que tem a ver com isso?", respondeu o antigo primeiro-ministro. Pressionado a responder, afirmou que a questão era "uma afronta" e que era "indigna", mas acabou por dizer que vive com a pensão de deputado. Sejamos sérios e façamos contas... que isto não é brincadeira nenhuma. Alguém consegue admitir que uma simples pensão de deputado dá para a vida que Sócrates faz hoje em dia, incluindo os mais que previsíveis e sumptuosos honorários dos seus actuais advogados?... Diz ele que não tem mais rendimentos mas eu ainda sei fazer contas.




Quarta-feira, 11 de Outubro de 2017
Processo Marquês… agora é que vai ser

Sócrates 11Out2017 aa.jpg

Que os tribunais façam JUSTIÇA... e eu que cá esteja para os ver ir para a cadeia.

 

   Quem são os 28 acusados da Operação Marquês

José Sócrates - Terá sido subornado por três motivos diferentes, que se foram acumulando na investigação judicial. Para o Ministério Público, houve 17,5 milhões de euros pagos pelo saco azul do GES para, nos bastidores, o então primeiro-ministro garantir, através da CGD, o chumbo da OPA da Sonae sobre a Portugal Telecom (PT), em 2007 levando à separação da PT Multimédia, com 165 milhões de euros de encaixe para a família Espírito Santo; e para forçar, em 2010, o negócio simultâneo da venda da Vivo e da compra da Oi por parte da PT, a maior operação financeira realizada em Portugal, que levou à distribuição de 1,5 mil milhões de euros em dividendos pelos acionistas, com mais de 100 milhões recebidos em 2011 pelo GES. A manutenção do controlo da PT por parte de Salgado permitiu, por outro lado, usar a tesouraria da operadora para financiar o seu grupo, culminando em 900 milhões de euros aplicados em papel comercial da ESI. Sócrates é suspeito ainda de ter beneficiado o Grupo Lena na obtenção de contratos públicos de obras de construção, pelo qual terá recebido mais de três milhões de euros. E ainda terá intervindo no PROTAL, no Algarve, para beneficiar o resort de luxo Vale do Lobo, de que o empresário Hélder Bataglia é um dos acionistas. Acusado de três crimes de corrupção de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, 9 de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.
Carlos Santos Silva - É considerado não só o testa de ferro de Sócrates, através de quem o dinheiro resultante de subornos circularam, como é suspeito de ser o seu cúmplice em atos de corrupção que envolveram o Grupo Lena, com o qual o empresário trabalhava de forma estreita. Acusado de crime de corrupção ativa, 1 de corrupção passiva, 17 crimes de branqueamento de capitais, 10 de falsificação de documentos, 1 de fraude fiscal e 3 de fraude fiscal qualificada.
Ricardo Salgado - Foi constituído arguido a 18 de janeiro. Tornou-se o corruptor mais importante do caso, pelo valor dos subornos envolvidos, que o Ministério Público estima terem atingido 17,4 milhões de euros, e pela contrapartida alegadamente obtida: o controlo da Portugal Telecom e os ganhos substanciais com a maior operação financeira de sempre no país. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 2 de corrupção ativa, 9 de branqueamento de capitais, 3 de abuso de confiança, 3 de falsificação de documentos e outros 3 de fraude fiscal qualificada.
Joaquim Barroca - É suspeito de corromper o ex-primeiro-ministro a favor dos interesses do Grupo Lena, de que é um dos donos, e também deixou que usassem a sua conta para fazer passar 14 milhões de euros. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 1 de corrupção ativa, 7 de branqueamento de capitais, 3 de falsificação de documentos e 2 de fraude fiscal qualificada.
Luís Marques - Arquiteto, durante 18 meses terá recebido 90 mil euros do Grupo Lena - o correspondente a uma avença mensal de 5000 euros - pagos por uma empresa controlada pelo Grupo Lena, a Lena Management & Investments (LMI), quando era ao mesmo tempo responsável do lado do Estado pela avaliação de propostas e por dar apoio técnico ao júri do concurso da concessão de parceria público-privada (PPP) para o troço Poceirão-Caia - O arguido esteve na RAVE, Rede Ferroviária de Alta Velocidade, S.A., a empresa pública criada para desenvolver os estudos e preparar as decisões sobre o TGV, entre 2004 e 2011, continuando a exercer as mesmas funções depois na REFER, a empresa pública onde a RAVE foi integrada, enquanto era avaliador das propostas do TGV, que a empresa de Leiria queria conquistar. Acusado de 1 crime de corrupção passiva e 1 de branqueamento de capitais.
José Luís Ribeiro dos Santos - Engenheiro civil, que chegou a ser governador civil de Santarém e deputado pelo PSD, foi administrador da RAVE entre 2004 e 2005, sendo ele o responsável por levar Luís Marques para a empresa pública. Depois, o ex-deputado do PSD foi trabalhar para o Grupo Lena, criando juntamente com Joaquim Barroca Rodrigues e António Barroca Rodrigues (irmãos e ambos donos do conglomerado) a LMI em março de 2007. Tornou-se administrador e sócio minoritário (com 20%), com uma posição igual a Carlos Santos Silva. Acusado de 1 crime de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
Zeinal Bava - Ex-administrador da PT, foi constituído arguido em fevereiro de 2017. Suspeita-se que terá sido instrumentalizado pelo banqueiro Ricardo Salgado, para ajudar o BES a ganhar centenas de milhões de euros entre 2006 e 2012, a troco do pagamento total de €25,2 milhões através da Espírito Santo Enterprises. O MP acredita que se trata de 'luvas'. Acusado de 1 crime de corrupção passiva, 1 de branqueamento de capitais, 1 de falsificação de documento e 2 de fraude fiscal qualificada.
Henrique Granadeiro - Foi constituído arguido na mesma altura que Zeinal, e pelas mesmas suspeitas. O antigo administrador da PT recebeu entre 2007 e 2012 cerca de €24,5 milhões também através do saco azul do BES. Acusado de 1 crime de corrupção passiva, 2 de branqueamento de capitais, 1 de peculato, 1 de abuso de confiança e 3 de fraude fiscal qualificada.
Armando Vara - Recebeu um milhão de euros em 2008 através de uma conta em nome de uma companhia offshore, a Vama Holding. O Ministério Público suspeita que interferiu na aprovação de mais de 200 milhões de euros de financiamento da CGD ao resort Vale do Lobo, de que Hélder Bataglia e Diogo Gaspar Ferreira são acionistas. Vara era na altura administrador da CGD. É possível que no fim as suspeitas se estendam ao papel que teve no chumbo da OPA da Sonae à PT. Acusado de 1 crime de corrupção passiva de titular de cargo político, 2 de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.
Bárbara Vara - Era o nome da filha de Armando Vara que constava como beneficiária da conta bancária na UBS intitulada por uma companhia offshore, a Vama Holdings, através da qual Vara recebeu um milhão de euros com origem em Joaquim Barroca. Por causa disso foi considerada cúmplice do pai. Acusada de 2 crimes de branqueamento de capitais.
Rui Horta e Costa - Ex-administrador dos CTT, adquiriu o empreendimento de Vale do Lobo, no Algarve, juntamente com o irmão Luís Horta e Costa e três investidores - Bataglia, Ferreira Neto e Gaspar Ferreira (todos arguidos), graças ao financiamento de 230 milhões de euros da CGD de Armando Vara. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 1 de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.
José Diogo Gaspar Ferreira - Acionista e CEO do resort Vale do Lobo, no Algarve. Terá canalizado dois milhões de euros que um holandês comprador de uma casa no resort diz ter transferido para uma conta cujo número foi-lhe dado por Gaspar Ferreira. A conta era de Joaquim Barroca. Acusado de 1 crime de corrupção ativa de titular de cargo político, 2 de branqueamento de capitais e 3 de fraude fiscal qualificada.
José Paulo Pinto de Sousa - Empresário e primo de José Sócrates, terá aceitado funcionar como testa de ferro do ex-primeiro-ministro, deixando-o usar as suas contas bancárias para fazer chegar a Carlos Santos Silva (outro testa de ferro) pelo menos 5,5 milhões de euros que recebeu do empresário luso-angolano Helder Bataglia. Acusado de 2 crimes de branqueamento de capitais.
Hélder Bataglia - O empresário luso-angolano é acusado de corromper Sócrates por causa do resort Vale do Lobo, do qual é acionista, sendo que a única coisa que assumiu foi que, a pedido de Salgado, passou 12 milhões de euros a Carlos Santos Silva. Acusado de 5 crimes de branqueamento de capitais, 2 de falsificação de documento, 1 de abuso de confiança e 2 de fraude fiscal qualificada.
Gonçalo Trindade Ferreira - Era o advogado de negócios de Carlos Santos Silva. Participou em entregas de dinheiro vivo para Sócrates e tratou de executar a compra, em representação do seu patrão, das três casas da mãe do ex-primeiro-ministro, tentando providenciar um fundo imobiliário fechado para gerir esses imóveis. Acusado de 3 crimes de branqueamentos de capitais e 1 de falsificação de documento.
Inês Pontes do Rosário - A companheira e mãe da filha de Carlos Santos Silva é considerada cúmplice na forma como às vezes substituía o empresário nas entregas de dinheiro, que fazia através do motorista do ex-primeiro-ministro, além de estar implicada no pagamento de despesas de viagens ou na compra por atacado de um livro escrito por Sócrates, "A Confiança no Mundo". Acusada de um crime de branqueamento de capitais.
João Perna - Era o motorista de Sócrates. Servia de correio para entregar envelopes de dinheiro ao ex-primeiro-ministro vindos de Carlos Santos Silva e também deixou usar a sua conta bancária. Acusado de 1 crime de branqueamento de capitais e 1 crime de detenção de arma proibida, encontrada durante as buscas a sua casa
Sofia Fava - A ex-mulher e mãe dos dois filhos de Sócrates passou à qualidade de arguida em abril do ano passado. Em causa está o facto de beneficiar do dinheiro pretensamente corrupto, com dezenas de milhares de euros em despesas pagas por Santos Silva, um contrato de trabalho com uma empresa do amigo do ex-primeiro-ministro e a sua assinatura como fiador para o financiamento de 760 mil euros na compra de uma herdade no Alentejo. Acusada de 1 crime de branqueamento de capitais e 1 de falsificação de documento.
Rui Mão de Ferro - Este economista e colaborador próximo de Carlos Santos Silva nas suas empresas, onde assume o cargo de administrador, foi constituído arguido pelo facto de o Ministério Público considerar que participou no esquema de branqueamento de capitais. A investigação acredita que ajudou a destruir provas documentais. Acusado de 1 crimes de branqueamento de capitais e 4 de falsificação de documento.

Empresas arguidas
LENA ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES SA: 2 crimes de corrupção ativa, 3 de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.

LENA ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO SGPS: 2 de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
LENA SGPS: 2 de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
XLM-SOCIEDADE DE ESTUDOS E PROJETOS LDA: 3 crimes de branqueamento de capitais e 2 de fraude fiscal qualificada.
RMF-CONSULTING, GESTÃO E CONSULTORIA ESTRATÉGICA: 1 crime de branqueamento de capitais.
XMI-MANAGEMENT & INVESTMENTS SA: 1 crime de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais.
OCEANO CLUBE - EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS DO ALGARVE SA: 3 crimes de fraude fiscal qualificada.
VALE DO LOBO RESORT TURÍSTICO DE LUXO SA: 3 crimes de fraude fiscal qualificada.
PEPELAN - CONSULTORIA E GESTÃO SA: 1 crime de fraude fiscal qualificada e 1 de branqueamento de capitais.



Publicado por Tovi às 14:12
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Segunda-feira, 22 de Maio de 2017
"Belino Foundation"... Gosto do nome

21887607_770x433_acf_cropped_770x433_acf_cropped.jNo infindável Processo Marquês sempre se falou de dinheiro na Suíça, mas agora veio á luz do dia todo o esquema engendrado por Carlos Santos Silva, amigo e “grande benemérito” de José Sócrates, juntamente com o primo do ex-primeiro-ministro português, José Paulo Pinto de Sousa, com a finalidade de camuflar as contas onde caía dinheiro, de origem mais do que duvidosa, para usufruto de Sócrates. Este esquema complexo assentava numa fundação – a Belino Foundation – criada pelos “testas de ferro” com a ajuda de Michel Canals, um gestor de contas na UBS já conhecido da justiça portuguesa pelas aldrabices feitas no âmbito da Operação Monte Branco. Segundo dizem nos estatutos da fundação está escrito que caso Santos Silva morresse quem herdaria aquele dinheiro era a família de Sócrates. Os advogados João Araújo e Pedro Delille já vieram desmentir que Sócrates tenha algo a ver com isto, mas o tempo dirá se o que agora o Observador e jornal Sol nos relataram é ou não verdade.



Publicado por Tovi às 08:09
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2017
Um amigão... o Carlos Santos Silva

carlos santos silva.jpg

Sabiam disto?...

"Contas bancárias previam que, se Carlos Santos Silva morresse, 80% do dinheiro seria entregue a José Paulo Pinto de Sousa, primo do ex-primeiro-ministro."

Isto é que é ser amigo, caramba



Publicado por Tovi às 09:25
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Quarta-feira, 15 de Março de 2017
O "electricista" do Processo Marquês

imv-0-328-345-carlos-santos-silva-7e20.jpgJá se sabe (sabe-se sempre tudo... graças ao segredo de justiça) que na passada sexta-feira o Ministério Público confrontou Carlos Santos Silva com o depoimento de Hélder Bataglia e com elementos relativos a movimentações financeiras, no período entre 2006 e 2011, na expectativa de que o empresário ajudasse a esclarecer as verdadeiras motivações dos pagamentos. Mas o amigo de Sócrates escusou-se a detalhar os negócios por detrás das transferências financeiras para as suas contas pessoais. Carlos Santos Silva é, assim, o arguido do Processo Marquês com mais crimes imputados na acusação do Ministério Público, já que é o rosto principal das contas bancárias investigadas. Ainda vai ser o “electricista” deste processo judicial, olhem para o que vos digo.

 

Soube-se hoje que os procuradores do Processo Marquês pediram mais sessenta dias para deduzirem acusação a José Sócrates e a todos os outros arguidos. Temos que concordar que já é um exagero o tempo em que andamos nesta “telenovela”, independentemente de desejarmos que se apure toda a verdade e se condene quem a Justiça entender condenar.

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«Adao Fernando Batista Bastos»E a senhora Procuradora Geral vai sentir-se mal! Foi ela que marcou o actual prazo como definitivo... e agora? O que quer que decida vai dar polémica. Por outro lado: os senhores procuradores meteram-se numa alhada. Embrulharam-se em processos e investigações e mais investigações para as quais eventualmente não têm nem meios técnicos nem competências para analisar. Assim nem a verdade nem a justiça ficam salvaguardadas. Muito mau.

«Carlinhos da Sé» - Até tive pena da procuradora, ela que era toda aberta para a comunicação social pareceu-me um nadinha agastada...

«Carlos Miguel Sousa» - Por mim podem-lhes dar mais 2 anos, desde que engavetem o Sócrates, o Salgado e Cª, por mim fiquem à vontade...

«José Alberto Pinto Carvalho» - Já percebi por que se chamam “Procuradores”… a função deles é procurar, agora, encontrar, é que parece ser com outro departamento!

 

No estado a que este Processo Marquês chegou não vejo qual será o espanto pela PGR vir a conceder mais um prolongamento de prazo para acusação. O arquivamento do inquérito ao fim deste tempo todo era seguramente um escândalo muito maior. Até parece que estou a ver o que se diria: "Estão todos feitos!" -/- "Só quem rouba um pão é que é condenado!" -/- "Os Xuxas são sempre protegidos!" -/- e sei eu lá que mais.



Publicado por Tovi às 10:12
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Sexta-feira, 10 de Março de 2017
Vai haver acusação?

800.jpgEm vésperas de ter de ser encerrada (terá de ser?...) a investigação da “Operação Marquês” a telenovela ainda está ao rubro e o importante é saber se o Ministério Público nos irá conseguir contar a história toda ou se cada um de nós irá ficar com a “sua” versão dos acontecimentos. E para já fiquemos com algumas das coisas importantes a reter disto tudo… que o resto é conversa.
Entre Janeiro e Abril de 2008 um holandês de nome Jeroen van Dooren tinha feito três transferências bancárias no valor total de dois milhões de euros para Joaquim Barroca, um dos donos do Grupo Lena. Esses dois milhões tinham saído depois da conta de Barroca em datas não muito distantes: um milhão em Fevereiro de 2008 para uma offshore de Carlos Santos Silva, outro milhão em Junho para Vama Holding, a offshore de Armando Vara.
A 5 de Janeiro de 2017, Hélder Bataglia contou o seguinte ao Ministério Público: Algures entre 2007 e 2008, numa data que disse não se recordar com precisão, Ricardo Salgado chamou-o para lhe pedir um favor. Queria usar uma das contas do luso-angolano na UBS para fazer chegar 12 milhões de euros a Carlos Santos Silva. Bataglia concordou, pedindo em troca que o banqueiro acrescentasse um extra de três milhões como prémio para si próprio por ter obtido anos antes a licença bancária para o BES Angola. E assim chegou-se a 15 milhões de euros.

 

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, garantiu que a acusação a José Sócrates, no âmbito da Operação Marquês, terá de estar finalizada até dia 17 de Março. O processo conta já com 100 volumes e mais de 40 mil páginas.

 

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«Eduardo Vasques de Carvalho» - O Ricardo Salgado fez ontem um aviso à navegação que pode ser um grande recado.... “Vamos aguardar, a verdade virá ao de cima e então veremos certamente quem são os verdadeiros responsáveis pelo que aconteceu ao BES.”



Publicado por Tovi às 10:36
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Domingo, 5 de Março de 2017
Nunca mais ninguém se lembrou da Regionalização

Será que José Sócrates alguma vez implementaria aquilo que dizia o seu Programa de Governo?... As circunstâncias só o deixaram estar nos destinos do País até 2011 e depois nunca mais ninguém se lembrou da Regionalização.

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  PROGRAMA DO XVIII GOVERNO CONSTITUCIONAL (2009-2013)
(…)
VII - Justiça, Segurança e Qualidade da Democracia...
(…)
5. Modernizar o sistema político, qualificar a democracia - O processo democrático exige permanente actualização, de modo a garantir adequadas condições de legitimação política da autoridade democrática do Estado e uma participação crescentemente qualificada dos cidadãos. Com esse objectivo, o Governo promoverá: A criação de condições para o apoio político e social necessário para colocar com êxito, no quadro da próxima legislatura, e nos termos definidos pela Constituição, a regionalização administrativa do País, no modelo das cinco regiões; (…)



Publicado por Tovi às 12:41
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Sexta-feira, 3 de Março de 2017
Amnistia total... e já

amnistc3ada-77.jpgAlegadamente (fica sempre bem dizer alegadamente) e tendo em conta tudo o que se tem vindo a saber nos últimos tempos, mais aquilo que ainda se poderá vir a saber, o melhor é fazer-se neste cantinho à beira mar plantado uma amnistia a tudo e todos e partirmos da estaca zero para uma nova vida, séria e honrada. E no futuro sermos severos e implacáveis para corruptores e corrompidos, acabando de uma vez por todas com este flagelo. E como estamos perto do centenário da aparição da Senhora Vestida de Branco ali para os lados de Ourém, esta amnistia até podia ser no próximo dia 13 de Maio.

E tudo isto a propósito de ter sabido hoje que o procurador Orlando Figueira, suspeito de corrupção no “Processo Fizz”, emprestou dez mil euros ao juiz Carlos Alexandre para ajudar na construção de uma casa em Mação. E lembro-me perfeitamente de Carlos Alexandre ter ido a um canal televisivo dizer o que na altura disse e que só demonstrou ser um pedante a armar a “saloio de Mação”. Quem com ferros mata com ferros morre… e pena é que ao mais que provável corrupto José Sócrates tivesse calhado em sorte uma criatura a quem era exigido que só comentasse em sede própria e não na praça pública os actos judiciais que lhe foram entregues.



Publicado por Tovi às 08:17
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Quinta-feira, 2 de Março de 2017
Os interrogatórios fatais de Salgado e Bataglia

Sem dúvida que somos um País de brandos costumes… se assim não fosse a Hélder Bataglia já lhe tinha caído um piano em cima quando passeasse numa qualquer rua da cidade… ou já tinha acordado com uma cabeça de cavalo na cama.

 

   Exclusivo SÁBADO

A SÁBADO conta-lhe esta semana em exclusivo todos os pormenores dos interrogatórios judiciais de Hélder Bataglia e Ricardo Salgado determinantes para perceber o que faltava sobre a Operação Marquês. Um especial de 19 páginas para ler com muita atenção na edição 670, de 2 de Março de 2017.img_797x448$2017_03_01_10_05_01_209728.jpg

O empresário Hélder Bataglia contou exactamente como Ricardo Salgado lhe pediu para transferir milhões de euros para o alegado testa de ferro de José Sócrates. A SÁBADO revela todos os pormenores que constam nos dois interrogatórios da Operação Marquês
Num interrogatório explosivo, o empresário luso-angolano Hélder Bataglia revelou que Ricardo Salgado lhe pediu para utilizar as suas contas para fazer chegar discretamente dinheiro a Carlos Santos Silva, o homem que o Ministério Público acha que é um dos testas de ferro de José Sócrates. Confrontado, o banqueiro negou tudo: afirmou que mal conhecia Santos Silva e que nunca foi íntimo de Sócrates.
"Ele dizia-me: vamos fazer agora a transferência, qual é a conta, eu dava a conta e era, pronto, assim que fazíamos", revelou Bataglia ao procurador Rosário Teixeira e ao inspector tributário Paulo Silva.
Sentado ao lado do advogado Rui Patrício, o empresário luso-angolano tinha as mãos entrelaçadas em cima da mesa castanha quando o procurador Rosário Teixeira, sentado ao lado da colega Ana Catalão, anunciou para a gravação: "Vamos proceder ao interrogatório complementar do arguido Hélder Bataglia no processo 122/13.8 TELSB. O sr. Hélder Bataglia vai ser novamente ouvido como arguido."
Enquanto ouvia o formalismo habitual do início do interrogatório judicial na sala 2 do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa, Bataglia recostou-se por momentos na cadeira e colocou as mãos junto às pernas. Vestia um fato escuro e gravata em tons carregados de azul. De seguida, voltou à posição inicial, mesmo em frente ao inspector tributário Paulo Silva.
"Os factos que aqui estão são essencialmente os mesmos, mais uma especificação (…)", disse-lhe Rosário Teixeira, referindo-se ao anterior interrogatório ocorrido em Angola, no ano passado e por via de carta rogatória. Um interrogatório no qual Bataglia recusara falar sobre os milhões do BES que entraram nas suas contas e depois saíram para as contas suíças alegadamente controladas por Joaquim Barroca e Carlos Santos Silva.



Publicado por Tovi às 08:24
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017
Bava e Granadeiro arguidos na Operação Marquês

Mais dois moinantes para juntar ao grupo do Sócras. Já perdi a conta a quantos são eles.

  Expresso – 24Fev2017

Bava e Granadeiro aa.jpg
Bava e Granadeiro suspeitos de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Decisão do Ministério Público foi anunciada esta sexta-feira, a três semanas do fim da Operação Marquês. Trata-se de dois pesos pesados da PT na era Sócrates. Número de arguidos subiu para 23.



Publicado por Tovi às 07:47
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016
Luís Cunha Ribeiro detido na operação "O Negativo"

Luís Cunha Ribeiro 13Dez2016.jpgA Máfia do Sangue está em investigação e no dia de ontem foi detido Luís Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM, no seguimento de buscas a mais de 30 locais em Lisboa, Porto e na Suíça. Um alegado esquema de corrupção terá lesado o Estado em cerca de 100 milhões de euros. A Procuradoria-geral da República (PGR) revelou em comunicado que a operação "O Negativo" levou a cabo "mais de três dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias", sendo que "quatro destas buscas decorrem em instituições e estabelecimentos oficiais relacionados com a área da saúde, incluindo no Ministério da Saúde e no INEM". Neste inquérito investigam-se suspeitas de obtenção por parte de uma empresa de produtos farmacêuticos – OCTOPHARMA - de uma posição de monopólio no fornecimento de plasma humano inactivado e de uma posição de domínio no fornecimento de hemoderivados a diversas instituições e serviços que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Participaram nesta operação três juízes de instrução criminal, oito magistrados do Ministério Público, oito dezenas de elementos da Polícia Judiciária (PJ), seis peritos da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística da PJ e nove peritos da Unidade de Tecnologia e Informação da PJ. Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ. O inquérito encontra-se em segredo de justiça.

Recordando a quem anda distraído: A farmacêutica metida neste caso da «Máfia do Sangue» foi a que deu emprego a José Sócrates pela módica quantia de 12 mil euros por mês e que depois o “despediu” quando o processo do ex-Primeiro-Ministro rebentou. E vocês lembram-se quem era Secretário de Estado da Saúde nesse tempo?... É capaz de saber umas coisas interessantes.

 

  CM de 15Dez2016
Máfia do Sangue CM15Dez2016.jpg
Doa a quem doer esta operação da PGR - "O Negativo" – tem mais do que nunca de punir exemplarmente todos, mas mesmo TODOS, os mafiosos do sangue. Para já são só bitaites dos “jornaleiros” portugueses, mas como diz o Povo na sua incomensurável sabedoria, “onde há fumo há fogo”… Faça-se Justiça, que é o que todos desejamos, mas rapidinho que nós já começamos a estar fartos de processos judiciais que nunca mais têm fim.

 

  Comentários no Facebook

«Catarina Quintino» - Tudo gente do mais sério, que tem que ganhar balúrdio por mês, porque tem 1 trabalho de grande responsabilidade... Vai na volta, afinal, o ordenado é pequeno e tem que fazer estas pequenas coisas para poderem governar a vida...

«Luis Carvalho de Azevedo» - Isto parece que agora vai!...há dois dias, a media era de um Corrupto de 3 em 3 dias...agora parece que vamos 1 de 2 em 2 dias!...

«Catarina Quintino» - Que eles os "descobrem, descobrem".. resta é saber quantos vão ser mesmo culpados...

«Maria Vilar de Almeida» - AFINAL OS VAMPIROS EXISTEM!! Dos impostos esmagadores não me livro, mas no meu sangue ainda posso mandar!!

«Zé De Baião» - Eu continuo a ser dador. Acredito que alguém beneficiará com a minha dádiva voluntária.

«Jorge Veiga» - Os glóbulos rubros (ou vermelhos). O resto vai para o lixo. Há muitos anos que nós falávamos do desperdício e falta de respeito para com os dadores. Plasma, factores de coagulação eram desperdiçados e comprados a esta empresa, porque em Portugal não havia uma máquina própria para tratas o plasma. Um absurdo. Espero que alguém (mais do que um) vá parar à cadeia. Penso que aproveitam as plaquetas, mas não tenho a certeza...

«Zé De Baião» - Manuel Pizarroo não está a ser investigado, referiu ao jornal i fonte próxima da investigação. Por isso, creio não ser correto nem legitimo causar-se indiscriminadamente a dor antes de apurados os factos, de apuradas as responsabilidades e da justiça ter feito o seu percurso até ao transitado em julgado. É que hoje em dia assistimos a um atirar de casos e de pessoas para a praça pública que nada ajudam a credibilizar as instituições e muito menos ajudam a credibilizar a justiça. Este tipo de notícia parece pretender o regresso às condenações nas fogueiras e às chicotadas nos pelourinhos. Quem pretender ser correto e estar minimamente atento, poderá ler primeiro as declarações que foram feitas ao Jornal Público (01/03/2013), pelo Ex-Secretário de Estado (Manuel Pizarro) , tendo este sido bem claro ao referir que, à data e durante alguns anos, "ninguém a contestou" o teor do seu Despacho. Segundo os esclarecimento que prestou, "o despacho que assinou teve uma análise técnica do Instituto Português do Sangue e uma análise económica e financeira da ACSS [Administração Central do Sistema de Saúde] e ninguém achou que fosse desfavorável ao objectivo que visava aumentar a concorrência, favorecendo o interesse público." Segundo os argumentos apresentados, "o objectivo da medida, ao contrário do que é insinuado, foi tirar o monopólio da venda de derivados de plasma à Octapharma" e Manuel Pizarro assume que o conseguiu, porque, sublinha, "em apenas dois anos, a empresa facturou menos 23,5 milhões de euros ao Estado português", numa alusão aos anos de 2009 (51 milhões) a 2011 (27,5 milhões), segundo dados do Infarmed. "O que se verificava com a compra centralizada era o completo domínio do mercado por uma empresa, a Octapharma, tendo o então Secretário de Estado (Manuel Pizarro) remetido o processo de decisão para os hospitais na expectativa de que daí resultasse maior concorrência e que fossem possíveis preços mais favoráveis para o Estado". Se os dirigentes hospitalares não se esforçaram por tratar devidamente do interesse público, haverá muita gente a ser responsabilizada. O despacho assinado pelo Secretário de Estado da Saúde socialista Manuel Pizarro veio permitir que os hospitais passassem a fazer compras individuais, passando assim a responsabilidade para os diretores hospitalares. Estes diretores hospitalares argumentam agora que, "tendo havido um surto de ajustes diretos nesta área com domínio do mercado da Octapharma, esta situação se deveu à postura agressiva com preços mais baixos que os concorrentes e o perfil “lobbista” de Lalanda e Castro. A partir de 2012, torna a haver concursos e acordos de aprovisionamento, decorrendo assim o mesmo cenário até 2015, abrangendo o período do anterior governo, sem que alguém colocasse qualquer objeção. Mais, apesar da conselheira do PSD e atual Bastonária da Ordem dos Enfermeiros (Ana Rita Cavaco) ter feito observações críticas nas reuniões do PSD, o certo é que o próprio Ministro da Saúde do Governo PSD/CDS (Paulo Macedo), manteve a confiança nos gestores. Ora, se os dirigentes hospitalares têm os meios para democratizar os serviços e alcançar os melhores benefícios para benefício público, de que lado estará a responsabilidade? Mas já que o David Ribeiro remata a recordar as ligações do salário de Sócrates à Octapharma, também será bom recordar 3 factos: 1 - Manuel Pizarro negou qualquer envolvimento do ex-primeiro-ministro na medida que dizem ter favorecido o monopólio da Octapharma. E passo a citar: "Esta decisão foi integralmente tomada por mim, uma vez que era eu quem tinha a tutela do sangue, e nesta matéria não quero dividir responsabilidades com ninguém. O ex-primeiro-ministro não sabia que a medida estava a ser preparada", declarou Manuel Pizarro ao PÚBLICO (01/03/2013); 2 - Quando um ex-governante vai para uma empresa ou até para a banca pública ganhar cerca de 500.000€ por ano, tudo isto parece normal e nada ter a ver com corrupção, mas sim com capacidade e competência. Contudo, se um ex-primeiro ministro for ganhar 12.000€ por mês, para projetar uma empresa e o seu negócio no exterior, já tudo tem que ver apenas com corrupção. Não aceito essa conclusão só por si. E refiro e reafirmo, reconheço que o Estado e as grandes empresas estão carregadas de lobbies que encaminham para a corrupção.

«Jorge Veiga»Amigo Zé de Baião a alinea 1) que evocas, é de 2013 e o contexto pode estar diferente. O que eu te digo é que há muito tempo que há graves suspeitas de vigarices nesta área, na ordem das centenas de milhões de euros. Não sei quem andou a abotoar-se a essa guita e espero pelo resultados das investigações e do tribunal para dizer quem é culpado, Mas que os há, há e não deixa de ser suspeitas as pessoas que nomeaste e mais algumas.

«David Ribeiro» - Ninguém me ouviu dizer que Manuel Pizarro está metido nesta grande marosca, mas seguramente que um ex-Secretário de Estado da Saúde saberá muito mais do que eu que UNICAMENTE fui fornecedor de equipamentos de congelação de plasma para o Serviço de Sangue do Hospital de São João, o que me deu direito a saber como as coisas funcionavam… e olhem que funcionavam mesmo de forma vergonhosa.

«Jose Riobom» - ...deixa lá ...não passes cartão... certamente deitavam fora o plasma congelado... ou levavam para casa para tomar à hora do chá... é que estes vampiros é tudo gente fina... [Emoji wink]

«David Ribeiro» - Claro que não passo cartão, Jose Riobom, até porque um certo responsável pelo SANGUE no São João ao verificar que não tinha tesouraria para me pagar na data combinada conseguiu que uma certa farmaceutica me pagasse a quantia em questão. Agora só falta por os nomes aos bois, mas hoje não estou para isso.

«Jose Riobom» - Eh pá põe lá o nome aos bois em respeito pela comunidade... então se o fizeres no DIAP ...dou-te os parabéns.

«David Ribeiro» - Não posso ir ao DIAP pois "tecnicamente" não houve nenhuma ilegalidade, mas unicamente um "desenrascanço" de uma farmacêutica a uma tesouraria sem dinheiro.



Publicado por Tovi às 08:23
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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016
Novas revelações no Processo Marquês

Não há dúvida que quando alguém põe a boca no trombone as “telenovelas” ficam muito mais interessantes
José Sócrates 16Set2016 jornal Público aa.jpg

  Jornal Público de hoje

O empresário luso-angolano Hélder Bataglia, ligado ao grupo Espírito Santo e um dos arguidos da Operação Marquês, admitiu num interrogatório feito em Angola a pedido do Ministério Público português, que emprestou sete milhões de euros a José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo de José Sócrates, que já apareceu referenciado no processo Freeport. Segundo o Ministério Público, uma parte significativa desse dinheiro, perto de 5,5 milhões de euros, terá acabado por ir parar às contas de Carlos Santos Silva, amigo de infância do ex-primeiro ministro que, na tese do Ministério Público (MP), é um testa-de-ferro de Sócrates.

 

Mais um… a por a boca no trombone
José Sócrates 16Set2016 ab.jpg

Eu cá sei… ou imagino que sei

…como é que nos últimos dias se passou a saber tantas novas coisas sobre o “Processo Marquês”. Foi assim: Um saloio de Mação deixou inadvertidamente cair ao chão à porta da igreja da sua terreola uma pen onde tinha uns apontamentos sobre um processo altamente mediático. Um agarrado ao pó lá da terra encontrou-a e imediatamente a transformou em euros… e não falta quem pague bem por estas coisas. Mas para fazer render o peixe dividiu a informação contida na pen em vários “capítulos”, vendeu-os a diferentes compradores e vai daí uns dizem uma coisa e outros o seu contrário. Querem uma aposta como foi assim?



Publicado por Tovi às 09:55
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Sábado, 7 de Maio de 2016
Túnel do Marão

tunel-do-marao.jpg

É hoje inaugurado o Túnel do Marão, o maior túnel rodoviário da Península Ibérica, com 5,7 quilómetros de comprimento (mais precisamente 5.665 metros), parte integrante da nova auto-estrada que vai de Amarante a Vila Real e que se apresenta como alternativa ao IP4, palco de muitos e graves acidentes. Esta obra foi iniciada em 2008, pelo Governo socialista de José Sócrates, como uma parceria público privada, mas a obra acabou por arrancar apenas um ano depois. Em 2011, já após a tomada de posse de Passos Coelho como chefe do Governo, os trabalhos na auto-estrada pararam em toda a extensão. Dois anos depois, contudo, o Executivo PSD/CDS resgatou a obra, tendo a Infraestruturas de Portugal concluído os trabalhos que tiveram um investimento global de 270 milhões de euros (segundo informação da própria) dos quais 89 milhões de euros de financiamento comunitário. Cerca de 17 milhões de euros terão sido reservados apenas para os equipamentos de segurança.



Publicado por Tovi às 08:00
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2016
As auto-estradas do Sócrates

AutoEstradas do Douro Litoral Abr2016 aa.jpg

Sabem quem é que "inventou" isto?... Pois foi ele, o Sócrates, e mesmo que mais asneiras não tivesse feito, só estas eram motivo para lhe exigirmos contas.

 

  Comentários no Facebook

«Mario Reis» >> Quem fez isto, porque foi feito,... Há demasiadas coisas aqui para investigar! Até porque se isto foi feito porque alguem pagou e alguem recebeu, deixa de ter que se pagar por ser produto de corrupção... Quem é esta concessionária... pertence a quem?

«Isabel Barbosa» >> Quem fez este contrato? Responda

«Raul Vaz Osorio» >> Isto foi tão agressivo como parece, ou é só impressão minha?

«Isabel Barbosa» >> Agressivo ? O contrato ou a pergunta?

«Raul Vaz Osorio» >> A pergunta

«Isabel Barbosa» >> Mas então não é de perguntar quem teria feito o dito ?eu estou curiosa... tão benefícioso para o erário publico

«Raul Vaz Osorio» >> O que me pareceu agressivo foi o imperativo responda! [Emoji tongue]

«Isabel Barbosa» >> Mas sem responder ...nada feito!ate se pode concluir que estaria certo

«Raul Vaz Osorio» >> Sim mas bastaria fazer a pergunta, não? O imperativo a seguir parece agressivo, digo eu [Emoji smile]

«Isabel Barbosa» >> Depende da interpretação e do tom de voz !!!!

«Raul Vaz Osorio» >> Sem dúvida, daía minha questão. É fácil interpretar mal estas coisas aqui, flatam muitos canais de comunicação [Emoji smile]

«Isabel Barbosa» >> Tudo bem MAS quem fez o contrato ( este e outros) deve RESPONDER ponto.

«Adao Fernando Batista Bastos» >> Os preços das portagens desanimam qualquer um...

«David Ribeiro» >> Então é assim: A concessão das Auto Estradas Douro Litoral - A32 (Entre Douro-e-Vouga), A41 (Circular Regional Exterior do Porto) e A43 (radial de Gondomar) - compreende um total de 79 kms e foi adjudicada em Dezembro de 2007, por um período de 27 anos, era primeiro-ministro José Sócrates. Se bem se recordam esta concessão é uma das que está referida em crimes de subornos, com o ex-primeiro-ministro socialista e alguns dos seus assessores metidos ao barulho. A concessionária é a BRISA que tem actualmente a seguinte estrutura accionista: Tagus holding S. àr. I. - 40,58%; José Mello Investimentos SGPS, S.A. - 30,50%; Arcus European Infrastructure Fund GP LLP - 19,09%.

«Vanda Salvador» >> contratos maravilhosos! Conheço alguém que tem medo de andar de noite, e por vezes de dia, nessas auto estradas onde ninguém circula. É assim qu vai o nosso país. A justiça não funciona, e quem manda são os vigaristas.

«Carlos Gilbert» >> Estas AE foram realizadas sob pressão das autoridades do Grande Porto, na altura, por serem vias estruturantes que se previa serem importantes. A A32 veio substituir a actual Estrada Nacional 1 / IC 2, que actualmente não passa de uma mera via municipal, e constitui-se como uma nova radial externa ao centro da Área Metropolitana do Porto, para a sua região sudeste, servindo, de modo substancial, concelhos como Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca. Integra a Concessão Douro Litoral|Concessão do Douro Litoral. Digo eu que terá vindo como "compensação" para a construção da A 42 para Felgueiras, que deu uma enorme vantagem às indústrias desta região, em prejuízo das de S. João da Madeira/Oliveira de Azeméis. A CREP nasceu de um debate feito há muitos anos atrás, quando se previa uma rápida expansão da zona metropolitana do Grande Porto, no qual tomei parte (daí ter estes conhecimentos), debate esse no qual também se equacionou que tipo de Metro para o Porto. A meu ver, a CREP foi feita um pouco alargada de mais, ficando por isso muito longe da cidade do Porto, obrigando os seus utilizadores a um acréscimo de quilómetros excessivos, sobretudo os que circulam no eixo norte-sul (A28 ou A3 com A1 ou A29), menos os que circulam na A4 e pretendem ir ou para norte (A3) ou para sul (A1). Devia, por uma questão de operacionalidade, ter ficado mais chegada ao Grande Porto, mas presumo que por questões de indemnizações/expropriações se optou pelo perfil actual. A A43, essa é uma radial feita numa zona de intenso movimento nas horas de ponta, por servir várias zonas apelidadas de "dormitórios"...



Publicado por Tovi às 15:22
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Sábado, 16 de Abril de 2016
Ricardo Salgado pagou ‘luvas’ a José Sócrates

Panama Papers Salgado e Sócrates 16Abr2016.jpg

Isto é que eu não acredito!... Então o Ricardo Salgado já não tinha dito na Comissão de Inquérito Parlamentar que se tinha deixado dessas coisas dos “offshores”?... E também tinha que vir à baila o Sócrates, coitado, que já foi enxovalhado por tudo que é jornalista no Correio da Manhã e até teve que dormir durante uns tempinhos na cadeia.

Qualquer dia ainda dizem que a Terra é redonda

 

  Jornal Expresso de hoje
Panama Papers Expresso 16Abr2016.jpg



Publicado por Tovi às 08:07
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