"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 16 de Junho de 2017
Palhete da Mêda

 O Buraquinho ab.jpg

A propósito de um post meu aqui publicado há três dias, uns amigos desafiaram-me para irmos à tasquinha Buraquinho a fim de se provar e confirmar se o tal vinho que lá servem é ou não Palhete da Mêda.

E hoje, pelas 17h30, lá apareceram o Jorge Saraiva e o Duarte Leal (o Amândio Cupido e o António Vidal não puderam comparecer) para me acompanharem num lanchinho nesta casa com mais de oito décadas de existência, das mais antigas da cidade do Porto, ali mesmo na Praça dos Poveiros. O tal vinho, um clarete fresquinho, servido à pressão e ligeiramente adocicado, não é o mítico e já praticamente desaparecido Palhete da Mêda… mas bebe-se, principalmente num dia quente como o de hoje. Como petisco de fim de tarde o que lá servem é agradável e para se repetir.

 

  Comentários dos outros dois no Facebook

«Jorge Saraiva» - Tudo bem! outras oportunidades aparecerão 🙂 as carnes não eram fracas, mas o vinho não é o Palhete da Mêda. Foi bom, no entanto

«Duarte Leal» - Foi de alto nível, excelente companhia, boa casa. Está fundado o grupo informal de amigos das tascas do Porto. Temos de continuar, está feito o mais difícil: dar o primeiro passo.



Publicado por Tovi às 22:50
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014
Iscas de Bacalhau

Iscas de bacalhau a.jpg

Sabem onde é que tenho comprado umas Iscas de Bacalhau muito boas?... Numa tasquinha (não sei o nome) na portuense rua do Bonjardim, quem vai da rua Fernandes Tomás para a estação do metro da Trindade, do lado esquerdo, junto de uma loja de ferramentas. Muito bem fritas, sem estarem encharcadas em azeite, com muito bacalhau e a saberem ao fiel amigo. E o preço é uma agradável surpresa... sessenta cêntimos cada uma e duas dão perfeitamente para uma refeição. Quando passo por lá, levo sempre umas para casa e depois é só fazer um arrozinho de tomate e temos uma delícia de um almoço.

E não se esqueçam que iscas de bacalhau e pataniscas de bacalhau não são a mesma coisa. A patanisca é mais fina e crocante, a isca mais fofa e dobrada. Na patanisca mistura-se o bacalhau no polme da fritura, na isca vai o polme à sertã e no meio coloca-se uma boa lasca de bacalhau - uma isca - e dobra-se o polme à semelhança de uma omeleta. Quanto ao polme pode ser o mesmo quer para as iscas, quer para as pataniscas, mas há quem aí também lhes encontre a diferença: para as iscas acrescenta-se ao polme de farinha, água e ovos, cebola e salsa picadas e para as pataniscas usa-se o polme base sem nenhum desses acrescentos. Há quem aprecie mais as iscas e quem aprecie mais as pataniscas. Eu aprecio ambas e ambas com salsa e cebola.

 

 Comentários no Facebook

«Joaquim Leal» >> Já jantava

«Ana Santos Silva» >> Obrigada David Ribeiro. Vou lá passar um destes dias

«Isabel Branco Martins» >> Nem calculam como aprecio haver gente que como eu, sabe a diferença entre ISCAS e PATANISCAS e não me diz iscas são bifes de fígado...




Sexta-feira, 21 de Junho de 2013
Riquezas da Invicta

Volta ao Porto em oito tascas imperdíveis - A Invicta em oito paragens saborosas e familiares. Eis algumas tascas onde vale a pena provar o Porto (Texto de José Augusto Moreira no Fugas/Público de 29Mai2013)

{#emotions_dlg.star} Adega Rio Douro - Pastelão de sardinhas e iscas de bacalhau 

O fado é, por assim dizer, uma espécie de apêndice que deu notoriedade à casa, mas o mais importante é, como facilmente se constata à primeira vista, a dona Piedade. Daí que o nome oficial seja praticamente ignorado e o local quase sempre referido como a Adega da Piedade. É ela quem comanda o negócio, impõe o ritmo e, mais importante de tudo, toma conta da cozinha de onde saem deliciosos e diversificados petiscos que costumam atrair a clientela a partir de meados da tarde.

{#emotions_dlg.star} Bufete Fase - Toda a fama às francesinhas

A fama das francesinhas desta casa minúscula já correu mundo e há hoje quem venha dos quatro cantos do planeta com o objectivo marcado de as provar. A sanduíche que nos últimos tempos se converteu numa referência portuense, e foi já considerada por revistas internacionais como uma das melhores do mundo, tem no Bufete Fase um dos seus máximos expoentes, senão mesmo o maior. Assim o ditaram as escolhas organizadas por algumas publicações da moda, se bem que quase sempre com critérios de maior mediatismo que de objectividade. A clientela, essa, acaba, no entanto, por confirmar diariamente essas escolhas, fazendo pacientes filas para provar o pitéu.

{#emotions_dlg.star} Tasca da Badalhoca - Asseada e com muito mais do que sandes de presunto

Um enorme contra-senso, é o mínimo que se pode dizer. A verdade é que já nem é tasca, nem muito menos badalhoca. Mas o nome que à partida seria mais do que suficiente para afugentar qualquer tipo de clientela parece estar na base do enorme sucesso da casa. O nome, mas também o presunto que tornou famosas as suas sandes.

{#emotions_dlg.star} Casa Guedes - Queijo, pernil assado e as redes sociais

Um enorme sucesso que brotou das redes sociais e transformou o outrora pacato estabelecimento dos irmãos Guedes num local de visita quase obrigatória. Especialmente para os jovens viajantes em buscas de refeições simples e a qualquer hora do dia. O chamariz são as sandes de pernil assado, com as quais é possível acomodar o estômago por parcos 2,75 euros. 

{#emotions_dlg.star} O Gazela - Um cachorro quente muito original

A cerveja, fresca e borbulhante, e os originalíssimos cachorros explicam, por si só, todo o sucesso deste espaço improvável e de dimensões quase labirínticas, tal como a artéria vizinha ao Teatro Nacional de São João onde se situa. Balcão em meia-lua em cujos bancos se podem empoleirar, cotovelo com cotovelo, até 14 convivas, voltados para os dois coordenados funcionários que tudo fazem num espaço que dificilmente irá além dos dois a três metros quadrados. Um prodígio de eficiência e ritmo que só tem paralelo com a cadência com que os clientes cedem o lugar àqueles que nas suas costas esperam pela vez para serem servidos.

{#emotions_dlg.star} Casa Louro - Presunto, broa de Avintes e vinhos de Baião

Este é um daqueles lugares onde não há margem para dúvidas. Espreita-se do meio da rua e a fila de cotovelos apoiados no balcão, tigela na outra mão e olhares que vagueiam entre o tecto e a televisão que brilha ao fundo da sala dizem quase tudo. Mais uma vez, os vinhos de Baião parecem gozar por aqui de grande fama, sendo anunciados mesmo que a origem não seja de todo comprovável.

{#emotions_dlg.star} Nelson dos Leitões - No Bolhão, mas como se fosse na Bairrada

Leitão da Bairrada no Porto? Pois claro! Mesmo que isso ponha em causa a lógica do velhíssimo ditado que coloca Maomé a caminho da montanha e não ao contrário. Este é, digamos assim, o milagre de Nelson, que todos os dias (excepto aos domingos e segundas) faz de um pequeno espaço do mercado do Bolhão um cantinho da Bairrada, com leitão assado e espumantes como na versão original.

{#emotions_dlg.star} O Buraquinho - Cave minúscula e à moda antiga

Dá-se com ele, mas nem sempre será fácil. Meio escondido no topo nascente da Praça dos Poveiros, este buraquinho parece querer mostrar-se difícil na hora de saborear. A questão, para que não restem dúvidas, é que a inscrição com o nome só se revela quando abordamos os oito degraus que é preciso descer para este labiríntico estabelecimento de comes e bebes. Além da identificação, a inscrição revela tratar-se de uma "casa especializada em bons petiscos, bucho, papas, caldo verde, sandes, lanches e bons vinhos".



Publicado por Tovi às 18:31
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