"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 26 de Maio de 2017
Fala quem sabe…

…e o Pedro Baptista sabe sempre muito bem o que diz. Neste texto, escrito num estilo muito próprio e publicado na sua página do Facebook, este meu Amigo, investigador em filosofia, romancista e ensaísta portuense, conta-nos uma versão perfeitamente credível do que se passou com Rui Moreira e a malta do PS-Porto.

 

14717064_1457223597621918_5453880867022574073_n.jpPara os anais de cada um, a verdade dos factos na saga política portuense: Manuel Pizarro, depois de ter sido obrigado por António Costa a romper com Rui Moreira, inventou outra narrativa mais conveniente para a sua pessoa, mormente numa entrevista ao Expresso, mas mente com todos os dentes... Pizarro, Presidente da Distrital PS-Porto, tal como Tiago, presidente da Concelhia do PS-Porto, estiveram reunidos com o presidente Rui Moreira, durante o fim da tarde que precedeu a noite em que o PS rompeu, procurando ganhar o número dois na lista camarária independente e outras posições, ao que o Presidente Rui Moreira não acedeu, porque não quis deixar que a sua candidatura independente o deixasse de ser e passasse a ser um embuste político manipulado pelo PS... Ora Pizarro acabou por sair do encontro aceitando explícita e alegremente ficar em quarto ou quinto lugar da lista, assim se mantendo durante parte da noite, conforme foi do conhecimento de António Costa que, de imediato, encetou contactos para um outro cabeça de lista para o PS, que teria de arranjar em poucas horas, para apresentar na Convenção autárquica do PS que se realizaria em Lisboa! É assim que Juca Magalhães é, pelo menos, um dos contactados por António Costa para cabeça de lista do PS, tendo recusado, sendo-lhe pedido em seguida, mas tarde demais, que não desvendasse a origem do contacto. Ora Costa, já noite bem adentro, por falta de alternativa e falta de tempo, teve mesmo de cair sobre Pizarro, obrigando-o a rejeitar o seu lugar na lista camarária de Rui Moreira e a ser cabeça de cartaz do PS-Porto. Desconheço os termos em que o obrigou. Mas certo, certinho, foi que Costa, para não apresentar na sua Convenção o buraco imenso de não ter candidato ao Porto, preferiu o buraco de ter um candidato pelo PS ao Porto, tão contrafeito quanto o seu maior desejo era apenas entrar na lista independente que agora vai a fazer a farsa de combater. Afinal o falhanço anunciado será de Pizarro e não de Costa e, para este, como sempre, aquele que se amanhe...



Publicado por Tovi às 07:36
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 5 de Maio de 2017
Rui Moreira descarta apoio do PS

Rui Moreira 5Mai2017 aa.jpg
Núcleo duro da Comissão Política do movimento independente “Porto, O Nosso Partido” decidiu descartar o apoio dos socialistas na corrida autárquica. Rui Moreira considera inaceitável a colagem do PS a uma futura vitória, bem como a pressão de forte presença de socialistas nas suas listas.
Se assim for é uma vitória daquilo que sempre defendi: Os socialistas portuenses deverão optar por ir a votos nas próximas autárquicas, pois assim é que se vê o peso de cada uma das forças políticas e a haver entendimento futuro entre Rui Moreira e quem quer que seja, esse acordo político será muito mais válido e fundamentado.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Força, Rui Moreira, independência e transparência. O Pizarro e o PS que vão a votos! Ou será que o presidente da Federação Distrital do Porto do PS se vai demitir e tornar-se independente para manter um lugarzinho na Câmara? Mas poderia haver lugarzinhos para gente cujo alinhamento partidário depende das conveniências pessoais?

«Jose Antonio Salcedo» - As afirmações da dirigente socialista Ana Catarina Mendes ilustram a arrogância, o caciquismo e a parolice que caracterizam a política partidária nacional. Em vez de se instituirem como escolinhas de tráfego de influências e de construção de carreiras para tantos inúteis, como têm instituído, os partidos deveriam ser espaços de reflexão e acção para o bem do país. Infelizmente isso não ocorre. Felicito Rui Moreira pela coragem e cumprimento, felicito e agradeço a Manuel Pizarro o magnífico trabalho que tem vindo a realizar na Câmara Municipal do Porto como responsável pelo Pelouro da Habitação e Ação Social. É de pessoas com esta qualidade que a cidade precisa.

 

   Expresso online, hoje às 14h00

A concelhia socialista do Porto considera “surpreendente e inesperado” a notícia de que o candidato independente Rui Moreira, atual presidente da Câmara do Porto, recusa o apoio do PS nas próximas eleições autárquicas. Segundo nota de imprensa, o PS/Porto vai reunir-se hoje à noite para “analisar a situação política autárquica no Porto”. A decisão de Rui Moreira surge depois da secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, ter dito, em entrevista ao Observador, que a vitória de Rui Moreira será uma vitória do PS.



Publicado por Tovi às 11:07
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 19 de Abril de 2017
Não vacinar... será crime contra a saúde pública?

a-difteria-em-crianas-porque-importante-vacinar_A.

Estamos no século XXI mas mesmo assim até consigo entender que pais mais iletrados deixem de vacinar pontualmente os seus filhos, mas já tenho muita dificuldade em compreender uma mãe que acabei de ver na TV, cidadã licenciada e professora como actividade profissional, afirmar que em consciência resolveu ter em casa os partos das suas três filhas, que nunca as vacinou nem nunca lhe deu como alimento quer carne quer leite. Que esta mãe nunca venha a arrepender-se desta sua decisão… é que a ciência de hoje e factos recentes não dizem que ela está a proceder bem.

 

   Expresso online, 19Abr2017 às 10h09

Morreu a jovem de 17 anos internada com sarampo em Lisboa
A jovem de 17 anos com sarampo, internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, faleceu esta quarta-feira de madrugada, segundo fonte hospitalar. De acordo com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a jovem morreu "na sequência de uma situação clínica infeciosa com pneumonia bilateral – sarampo". "A família acompanhou toda a evolução da situação clínica e o CHLC, com tristeza, lamenta a ocorrência e presta, publicamente, os seus sentidos pêsames", adianta a nota do Centro Hospitalar enviada à agência Lusa.
A jovem estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC – Hospital Dona Estefânia, na sequência de uma pneumonia bilateral – complicação respiratória do sarampo. Como o Expresso anunciou esta noite, o estado da jovem tinha piorado consideravelmente.
O recente surto de sarampo que abrange vários países europeus causou em Portugal pelo menos 21 casos confirmados de sarampo. Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países. Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível. Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.
O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS). A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto. Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite.
Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele. O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas. Com um período de incubação que pode variar entre sete a 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas).
Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos. A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.
"Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota emitida esta quarta-feira, um alerta que tem repetido de forma constante. A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre os um e quatro anos, que vigorou até 1977. Em 1974, a vacina contra o sarampo foi incluída no PNV e em 1990 foi introduzida uma segunda dose da vacina.
Mais de 500 casos de sarampo foram reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos sete países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que avisa que muitos dos casos de sarampo ocorrem por causa de pais que não querem vacinar os seus filhos.

 

  O Jumento [jumento.blogspot.pt]

Precisamos de uma vacina contra a imbecilidade
Hoje de manhã, quando vinha a caminho do emprego lembrei-me do que estava a passar a jovem internada nos cuidados intensivos, com uma pneumonia bilateral adquirida devido a ter sido infetada com sarampo. Tive uma experiência semelhante em 2013, sei o que é entrar na urgência com um choque sético, com a tensão arterial em 6-4, com uma pneumonia bilateral e a precisar de oxigénio.
Imaginei o que seria a vida desta jovem à luz da minha própria experiência, do risco de vida que enfrentava, das muitas sequelas físicas de que poderia sofrer, dos sacrifícios que teria de enfrentar mesmo que conseguisse sair da UCI. No meu caso foi um mês de cuidados intensivos, mais de 20 dias em coma induzido, várias tentativas de saída do coma sem conseguir retomar a respiração, com um risco de perda de vida estimado em 25%. Depois foi a via sacra da cura total e da reabilitação física, um mês de enfermaria de pneumologia, mais outro num centro de reabilitação, para recuperar de uma tetraplegia dos cuidados intensivos, neste centro vi consequências bem mais graves resultantes de pneumonias.
Hoje de manhã eu, diria que o país, fui surpreendido com a morte daquela jovem, um cenário que para mim era muito provável, tendo em conta o pouco que se ia dizendo do seu estado de saúde. Neste momento já corre na comunicação social que a jovem não tinha sido vacinada contra o sarampo, uma mania que se generalizou no Ocidente, promovida por falsos cientistas e por negociantes de falsas vacina e falsos medicamentos, um negócio da China que sobrevive à custa de alguma estupidez que grassa nos países mais ricos e supostamente melhor informados.
Em África morrem muitas crianças e jovens devido a doenças que poderiam ser evitadas com uma vacina que para os padrões europeus têm um preço quase simbólico. Está sendo feito um esforço enorme para debelar um sofrimento humano que há muito os europeus se esqueceram, doenças que dizimavam e marcam a população e que hoje ninguém conhece. Mas em África faltam os recursos financeiros, falta a informação e faltam as estruturas para assegurar que cada criança tem acesso a cuidados básicos de saúde, que por aqui não se questionam.
Mas em África também há os curandeiros que tentam boicotar a ação dos médicos, e até houve um presidente sul-africano, um tal Thabo Mbeki, que questionou a causa da SIDA, questionou o seu tratamento e acusou os cientistas que combatiam a doença de serem nazis. Por cá não temos curandeiros ou idiotas como Thabo Mbeki, mas multiplicam-se seitas de gente de inteligência superior que passam a ideia perigosa de que se curam doenças com medicamentos feitos à base de água da torneira ou que as vacinas matam mais do que curam.
Este movimento ideológico alimentado pela estupidez poderá ter feito a primeira vítima em Portugal, não contando muitas outras que são vítimas dos novos curandeiros. Se assim foi apenas se pode dizer que é lamentável, mas poderão ser evitadas futuras vítimas se aqueles que optam por expor os filhos a doenças ou a transformá-los em agentes de novas epidemias forem responsabilizados.

 

   Comentários no Facebook

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Ainda a propósito do tema das vacinas, tenho visto as mais angustiantes reportagens que dão voz aos "pais que não vacinam". É pavoroso ver a confirmação das razões para essa opção. No "Público", uma naturopata e uma macrobiótica afirmam que após apurados estudos (imagino que ainda foram umas valentes horas no google para desconstruir uns séculos de avanços científicos) decidiram não vacinar os filhos. Em "alternativa" optam por "estilos de vida saudáveis" e têm uma "alimentação equilibrada", evitando "farinhas e produtos processados" . Dizem também que se fossem pobres e não tivessem muita higiene provavelmente vacinariam os filhos. É desconcertante ver como o período de maior democratização da informação e acesso generalizado a educação não contém, e até alimenta, o obscurantismo, as crendices e a mistificação. É assim com todos os actos de fé, incluindo os que glorificam "aparições" de virgens e santinhos, por exemplo, mas um racionalista como eu fica sempre a pensar onde é que falhámos como espécie. Em algum lado terá sido.

«David Ribeiro»A informação se não der origem ao conhecimento de pouco serve.

«Carlos Vargas» - Na enxurrada "informativa" poucos se salvam. Pouco ou nenhum conhecimento se vislumbra. Mas sabe-se que graças ao google o país, quiçá o mundo, dispõe de um número extraordinário de 'experts' em vacinas e em comida biológica.



Publicado por Tovi às 14:11
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 11 de Abril de 2017
Eurodeputado socialista Manuel dos Santos

17883961_1118921161547745_8356095150733954581_n.jp

   Comentando esta notícia, disse hoje Rui Moreira:

O jornal i e o Sol online, baseando-se numa declaração de um quase desconhecido eurodeputado do PS, sem procurar ouvir os visados e violando, por isso, as mais básicas regras do jornalismo, prestou hoje um serviço político aos meus adversários. A mentira, a insídia, o insulto e a lama parecem fazer parte de uma campanha eleitoral que, para mim, nem começou. A seu tempo, apresentarei a minha lista à Câmara Municipal do Porto. Se Deus quiser, cumprirei o meu mandato até ao último dia. E essas serão realidades que chocarão de frente com as verdades alternativas que vão sendo construídas pelos que têm sede de poder e, como se tem visto, norteiam as suas vidas pela mentira. Estão, felizmente, todos identificados. Mesmo os anónimos.

 

  Comentários no Facebook

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Tenho o máximo respeito por todos os eleitos socialistas, incluindo - por dever - aqueles que não respeitam o seu mandato e envergonham o partido pelo qual foram eleitos. Por isso e por higiene política, abstenho-me de efectuar comentários sobre alguns disparates que ciclicamente envolvem quase sempre as mesmas personagens, mas abro hoje uma excepção pela reincidência e pela dimensão do disparate. Na ausência de outra actividade relevante conhecida, e nos intervalos de entrevistas em que já dirigiu impropérios a mim e a outros dirigentes, o eurodeputado socialista Manuel dos Santos decidiu fazer prova de vida a propósito do Porto em termos que, ao desqualificá-lo, qualificam-no bem. Fê-lo mentindo. Repito: mentindo. Não é novidade que Manuel dos Santos faça o jogo dos adversários socialistas: é um feroz adversário do Governo socialista de António Costa, é um feroz adversário da reunificação dos socialistas em Matosinhos e é um feroz adversário dos socialistas portuenses, como seria em sentido inverso caso as opções em cada momento fossem outras. A sua ideia de Partido Socialista é ele próprio. Simplesmente confunde legítimas divergências políticas com uma política daninha, baseada na intriga, na mentira e na insídia. Os socialistas conhecem-no bem (incluindo quem o convidou para esta última eleição ao PE?) e por isso é delicioso ver Manuel dos Santos a falar de mercearias eleitorais, mas errou o alvo no caso do Porto. Ele representa bem tudo aquilo que levou à degradação da nossa vida partidária: a anunciação de valores socialistas para fazer o jogo da direita, a mentira, a pequena intriga, a pior partidarite, a plantação de notícias falsas. Percebo que para quem viveu toda a vida assim seja difícil conceber que no Porto estejamos a concretizar uma visão de cidade na qual os socialistas participam e na qual se orgulham, sem que para isso tenhamos de andar na traficância de lugares. Mas é mesmo assim. Aquilo que Manuel dos Santos fala é outra coisa: é a medida da sua participação na vida partidária. Os socialistas do Porto, coisa que Manuel dos Santos não é, sabem bem o percurso que temos percorrido, as dezenas de reuniões e plenários abertos, as comissões políticas regulares e participadas, a serenidade, o diálogo, o envolvimento e a participação. Por outro lado, falo com regularidade com o Presidente da Câmara e existe respeito, amizade e lealdade. Todos os órgãos, incluindo obviamente o Secretário-Geral, acompanham o processo do Porto mas não participam nele nem devem participar. O desvario das acusações que são hoje dirigidas ao Presidente da Câmara e ao PS representam um serviço aos nossos adversários. Ele fica registado mesmo que quem o faça não seja digno de especial registo. Quanto ao resto, continuaremos a trabalhar e não mais falarei sobre este caso. O PS e o Porto não demasiado grandes para que percamos tempo com tão pequenas personagens.

«Carlos Lacerda» - O jornal I é um nojo e o Dr. Moreira aproveita para fazer o papel de vítima, como convém. Nada de novo. O que me intriga é aquela frase: "Estão, felizmente, todos identificados. Mesmo os anónimos". Estará o tempo a andar para trás?

«David Ribeiro» - É que não tenha dúvidas, estão mesmo todos identificados.

«Rui Moreira» - Carlos Lacerda: não me sinto vítima nem me faço de tal. Acho que o senhor faria o mesmo que eu faço em circunstâncias análogas. Ou estarei enganado? Não sei se o jornal I é um nojo. Essa não é a questão. O tempo não volta para trás, acredite.

«David Ribeiro» - Se Manuel dos Santos em vez de andar a mandar bocas foleiras fosse mas é trabalhar a sério no Parlamento Europeu na comissão de que é membro - Comissão de Inquérito aos Panamá Papers (combate à fraude e evasão fiscal) – é que ele fazia bem e era útil à humanidade.

 

   Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu – 5Jul2016

Manuel dos Santos é o novo eurodeputado do Partido Socialista, substituindo no lugar Elisa Ferreira que foi nomeada para o Conselho de Administração do Banco de Portugal.
Economista de profissão, Manuel dos Santos foi deputado à Assembleia da República em 6 legislaturas diferentes (a primeira em 1980) e já tinha sido, por duas vezes, deputado ao Parlamento Europeu, de 2001 a 2004 e de 2004 a 2009. Membro das Comissões de Assuntos Constitucionais, Orçamentos e Assuntos Económicos e Monetários, destaca-se o facto de ter sido vice-presidente do Parlamento Europeu de abril de 2005 a julho de 2009.
Manuel dos Santos inicia este mandato como membro das Comissões de Desenvolvimento, do Mercado Interno e Proteção dos Consumidores e da Comissão de Inquérito aos Panamá Papers (combate à fraude e evasão fiscal). Integra também as delegações à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana, à Comissão Parlamentar Mista UE-Chile e à Comissão Parlamentar de Cooperação UE-Rússia.



Publicado por Tovi às 18:03
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 19 de Março de 2017
Há acordo ou não há acordo?

tiago.jpg

O que quererá dizer Tiago Barbosa Ribeiro quando afirma que conversa regularmente com o Presidente da Câmara do Porto mas que “não haverá um momento formal para as duas partes fazerem um acordo político que sele o apoio do PS a Rui Moreira”?... Eu tenho dificuldade em entender... mas o defeito deverá ser meu.

Já agora e para que não haja nenhum mal entendido, fica mais uma vez aqui dito que aceitei perfeitamente o acordo de governação camarária assinado após as últimas Autárquicas pelo PS-Porto e Rui Moreira, mas os socialistas (e todos os outros também) deveriam sempre apresentar candidaturas próprias à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e a todas as Juntas de Freguesia da Cidade Invicta, pois só assim se poderá saber o “peso” de cada partido/movimento na sociedade portuense.



Publicado por Tovi às 08:29
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017
A TAP continua a desprezar o Porto

Vários deputados socialistas eleitos pelo círculo do Porto (incluindo Tiago Barbosa Ribeiro) apresentaram na Assembleia da República várias questões ao Governo sobre a TAP. Ficamos a aguardar respostas.

 

 
16473717_10155740867643662_6768451208030427945_n.j

Assunto: Política comercial da TAP contrária ao Porto
Destinatário: Ministro do Planeamento e das Infraestruturas

Exm.º Sr. Presidente da Assembleia da República,
A TAP Portugal é uma companhia aérea portuguesa cuja maioria do capital é hoje em dia controlada pelo Estado Português, tendo por isso obrigações de serviço público em relação a todo o país que estão em risco no Aeroporto do Porto.
Ao longo dos anos, a TAP tem vindo a desinvestir neste aeroporto fundamental para o país, uma infraestrutura que lidera no contexto do noroeste peninsular, que ultrapassou recentemente os nove milhões de passageiros e que tem vindo a ser distinguido pelo Airports Council International como um dos melhores aeroportos europeus.
Esse desinvestimento evidencia-se pelo recente corte de ligações do Porto para a Europa, incluindo aquelas com especial relevância para o tecido produtivo da região (Milão, Roma, Barcelona e Bruxelas), pela clara redução de voos intercontinentais, pela criação de uma ponte área para levar passageiros em escala para outras ligações em Lisboa e, de uma forma geral, por opções contrárias ao reforço da presença da TAP no Porto, incluindo nas contratações de trabalhadores.
Agravando esta situação, ontem foi noticiado que as viagens de longo curso com escala em Lisboa operadas pela TAP ficam mais baratas a partir de Vigo que do Porto, desviando desta forma a procura galega pelo aeroporto do Porto e introduzindo uma desigualdade que pode atingir centenas de euros para os mesmos voos.
Ou seja, não só a TAP decidiu concentrar a maioria dos voos intercontinentais em Lisboa, eliminando essas opções no Porto, como fomenta a sua escala de procura em Vigo, em claro confronto com o aeroporto do Porto. Para os deputados socialistas signatários desta questão, esta opção é intolerável e reforça um centralismo feroz que agrava disparidades regionais e que afronta o interesse nacional.
A TAP não é uma companhia privada e, a partir do momento em que o Estado recuperou parte do capital da companhia, é fundamental que a TAP assegure o serviço público em todo o país.
Desta forma, as opções comerciais desta companhia não são uma mera decisão da gestão mas sim uma consequência do papel que o Estado deve ter na TAP.
Face ao acima exposto, venho ao abrigo do disposto na alínea d), do artigo 156º da CRP e da alínea d), do nº 1, do artigo 4º do RAR, colocar ao Governo, através do Senhor Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, as seguintes questões:
1. O Governo considera aceitável que uma companhia de bandeira portuguesa, controlada maioritariamente por capitais públicos, tenha uma política comercial desta natureza?
2. O Governo tem conhecimento que a TAP estimula a procura do aeroporto de Vigo em detrimento do aeroporto do Porto?
3. O Governo tem conhecimento do contínuo desinvestimento da TAP no aeroporto do Porto, para o qual a ponte área apenas reforça a concentração da procura no «hub» de Lisboa?
4. O Governo deu ou vai dar indicações à Administração da TAP para que corrija esta situação?
5. Em caso negativo, e perante o que aqui está descrito, o Governo considera que a recuperação do controlo público da TAP está a permitir salvaguardar os interesses nacionais?
Palácio de S. Bento, 1 de Fevereiro de 2017



Publicado por Tovi às 09:17
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 2 de Outubro de 2016
A Câmara do Porto está bem entregue

Rui Moreira ab.jpg

A concelhia do PS-Porto aprovou por unanimidade e aclamação o apoio à recandidatura do actual presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, às eleições autárquicas de 2017. "De forma transparente e limpa, o que dizemos é que gostamos e estamos contentes com o que está a ser feito, que nos revemos no trabalho deste executivo e que queremos dar continuidade ao acordo pós-eleitoral concretizado nas autárquicas de 2013", afirmou Tiago Barbosa Ribeiro no final da reunião da comissão política concelhia de sexta-feira passada. O socialista realçou que esta decisão do PS é "inequívoca" e que seria "estranho" que o partido de "um momento para o outro" anulasse e esquecesse o "bom" trabalho que está a ser feito na cidade do Porto e fizesse oposição àquilo para o qual também contribui.

 

  Comentários no Facebook

«João Baptista Vasconcelos Magalhaes» >> Só significa que falta à Comissão Política do PS gente com perfil para ser candidato à Camara do Porto. Não admira!... Vai ser um erro que o partido, como partido (e não aquela gente que se encosta sempre aos vencedores) vai pagar caro!

«David Afonso» >> Discordo totalmente: 1. A matriz ideológica do Rui Moreira não é socialista; 2. Seria preferível dar a oportunidade à cidade de escutar e avaliar as propostas do PS, mesmo que tal significasse uma derrota eleitoral; 3. Dadas as circunstâncias, o PSD, que certamente também gostaria de apoiar Rui Moreira, apresentará em alternativa um candidato descartável, apenas para cumprir calendário; 4. Para o bom funcionamento da máquina democrática é essencial uma oposição eficiente e atenta e, neste cenário, apenas a CDU irá assumir esta despesa, o que é claramente insuficiente e empobrecedor da vida política local. Não sei o que diga de um partido que se recusa a ir a jogo e de abrir mão de um património político autárquico como aquele que detinha historicamente no Porto, que prefere a vitória fácil ao debate clarificador. Em democracias consolidadas, adversários políticos e ideológicos devem assumir abertamente as suas próprias posições e sujeitá-las ao escrutínio dos eleitores, sem que tal prejudique entendimentos pós-eleitorais. Tal como aconteceu no mandato anterior e com assinalável sucesso. Esta estratégia do cuco, de por os ovos em ninho político alheio não me convence. Eu estou fora.

«Jorge De Freitas Monteiro» >> Um apoio previsível e justificado. Apesar de alguns passos em falso, sobretudo desde que deixou de poder contar com Azeredo Lopes, Rui Moreira tem sido globalmente um bom presidente da CMP.

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Bravo, Lá para os lados de Baião alguém se torce... Já não arranjam candidatos!

«José Paulo Matos» >> Bravo. O interesse da população acima dos partidos. Força Porto.

«Jorge Veiga» >> Não votando no Porto, neste momento eu apoiaria o RM. Apesar de não concordar com a sementeira dos parquimetros, um só ponto contra, ainda mantém um excelente trabalho à frente da CMP.

«Pedro Baptista» >> Então o PS-Porto decidiu, por unanimidade e aclamação, apoiar a recandidatura do Dr. Rui Moreira, à Câmara do Porto, que ainda há três anos, considerava uma candidatura de "direita"? Ao que chega o oportunismo e conveniência meramente pessoais, de quem tem medo de ir a votos e sonha ter, na lista dos outros, um lugar que não consegue ter a partir da sua própria lista. O oportunismo chama-se Manuel Pizarro e os votantes da Comissão Política do PS, tirando a meia-dúzia de desgraçados que sonham continuar a ter lá para a Câmara os lugarejos de assessores, portam-se como paus mandados ou zeros à esquerda se preferirem... Já estava no fundo, mas no PS-Porto, ainda assim, tudo se pode atolar ainda mais. A que estado vergonhoso chegou o PS-Porto, um partido que sempre disputou as eleições e durante tantos anos foi hegemónico... Vergado unicamente à cobardia e oportunismo rastejante de um recém-chegado ao partido que, ao contrário do que propala, nem sequer tem nenhum acordo que lhe garanta seja que lugar for.

«Alfredo Fontinha» >> Pedro, estás longe e por isso dizes um grande disparate. Falas pelo que dizem e do que falas não falas verdade. Ontem o PS não votou o apoio à recandidatura de Rui Moreira, O PS aprovou um voto de confiança, deu uma carta de conforto ao presidente da Concelhia, Tiago Barbosa Ribeiro, para negociar um possível acordo com Rui Moreira. Só isso, nada mais...

«Pedro Baptista» >> Alfredo Fontinha, tu até és presidente da Mesa da Comissão Política Concelhia, por isso sabes do que falas. Eu, na verdade, estou longe e nem foi pelos jornais, em letra de imprensa, que tive a notícia. Mas sendo com o detalhe que me forneces, vens dizer que, depois disto, o PS fica com condições para apresentar uma candidatura, caso não haja acordo, que não haverá, porque o presidente Rui Moreira já disse repetidamente que não haverá, como o Pizarro, o Tiago e todos vós estais fartos de saber? Alguém chegará com a neociência o ponto de pensar que candidatura do Rui Moreira deixará de ser independente com "acordos" pré-eleitorais com partidos? O PS ficará com condições de apresentar um candidatura só porque não chegou a um acordo que procurou para apoiar Rui Moreira? Claro que não! Nem terá condições, nem ninguém quererá, porque a banhada ultrpssari tudo. Se A Comissão Política procurou enredar o Pizarro ou o Tiago, acabou ela enredada por eles, porque, quando reiterarem que não haverá acordo, que estais fartos de saber que não haverá, porque o Independente não quer nem poderia querer sob pena de deixar de o ser, sereis obrigados a comer a introdução na lista em lugar elegíveis do Pizarro, do Tiago e de mais alguém, individualmente, não em representação partidária, por convite discricionário do cabeça de lista e não por acordo nenhum, por Rui Moreira os poder considerar vereadores válidos e não por serem do PS, como ele disse em público mais de uma dezena de vezes: "Não farei qualquer acordo, mas não abdico de convidar para a minha lista os que considero melhores". Nada mais! E sabeis isto, muito bem, porque é público repetidamente. Portanto, meu caro Fontinha, o disparate está desse lado, porque vai dar ao mesmo, é precisamente a mesma coisa que escrevi. Foram à lã e vieram tosquiados.

«João Carvalho» >> Tenho que reconhecer que a Cidade melhorou nos aspectos mais importantes por isso o PS só tem que dar seguimento a um bom acordo que não deixe o partido na mão dos parceiros que saiba negociar é essa a minha expectativa!!!!!

«David Ribeiro» >> Rui Moreira já disse várias vezes "Não farei qualquer acordo, mas não abdico de convidar para a minha lista os que considero melhores", pelo que unicamente poderá ser negociado os nomes dos socialistas a incluir como independentes na lista do actual Presidente da Câmara. E isto não é acordo pré-eleitoral, por mais voltas que se dê ao texto.

 

  Orientação estratégica do PS-Porto para as Autárquicas2017

1. O Partido Socialista (PS) tem actualmente um acordo político com o independente Rui Moreira na cidade do Porto. Este acordo foi concretizado após as eleições autárquicas de 2013 que Rui Moreira venceu e nas quais o PS ficou em segundo lugar. O acordo foi celebrado em torno de um conjunto de prioridades políticas que foram publicamente apresentadas à cidade e ratificadas pelos órgãos do PS Porto. Com esse acordo e o trabalho que dele resultou, envolvendo vários eleitos do PS nos diferentes órgãos municipais, o PS demonstrou que coloca sempre os interesses da cidade em primeiro lugar.
2. Ao longo deste mandato, o PS tem vindo a honrar de forma escrupulosa e leal o acordo que celebrou e que foi reforçado com a orientação política sufragada internamente pelos militantes do PS em 2013, sob a liderança de Manuel Pizarro, e em 2015, sob a liderança de Tiago Barbosa Ribeiro. Nesse sentido, como é público, a actual direcção da Concelhia PS Porto garantiu expressamente o apoio ao acordo em vigor e o envolvimento atempado das suas estruturas, em especial da Comissão Política Concelhia, numa decisão em relação às eleições autárquicas de 2017 que respeitasse o diálogo e a calendarização propostos globalmente pelo Secretariado Nacional do PS e pela Federação Distrital do Porto do PS.
3. A avaliação política de um mandato não se esgota num único momento/reunião e por isso o PS Porto tem vindo a efectuar diversas sessões de balanço e reflexão sobre os resultados do trabalho autárquico no Porto. São disso exemplo as sessões anuais de prestação de contas dos nossos vereadores com pelouros, Manuel Correia Fernandes e Manuel Pizarro, sempre em espaços públicos e abertas a toda a população, mas também as várias reuniões, Comissões Políticas temáticas e plenários de militantes, fortemente participados, que a Concelhia do PS Porto promoveu desde que iniciou funções.
4. A avaliação do mandato até à data é inequivocamente positiva e honra os melhores pergaminhos de uma cidade plural e liderante sob a presidência de Rui Moreira, para a qual nos orgulhámos de poder dar o nosso contributo. Esse papel tem sido aprofundado de forma mais visível e directa pelo trabalho dos nossos vereadores com os pelouros que lhes estão atribuídos - Habitação e Acção Social, e Urbanismo -, mas o reconhecimento acompanha todo o executivo e exprime uma visão de cidade alinhada com as expectativas e preocupações dos socialistas portuenses.
5. Simultaneamente, na medida em que a nossa acção política não se esgota naturalmente no trabalho autárquico, o PS Porto tem vindo a manter um elevado dinamismo de acções, debates, campanhas e posições públicas, nas quais reconhecemos e acompanhamos o papel da Câmara Municipal do Porto e procuramos manter uma iniciativa centrada nos interesses da cidade. São disso exemplo o papel da TAP e do aeroporto do Porto, os fundos comunitários, os transportes metropolitanos e as Águas, entre muitos outros temas.

6. Perante a avaliação política deste mandato e do trabalho realizado, as expectativas da cidade e o calendário das eleições autárquicas, o Secretariado do PS Porto, respeitando e valorizando todas as suas estruturas, propõe à Comissão Política Concelhia do PS Porto a formalização do diálogo necessário por parte do Presidente do PS Porto com o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, tendo em vista a continuidade do actual acordo político nas eleições autárquicas de 2017, decisão que comunicará ao Secretariado Nacional do PS e à Federação Distrital do Porto do PS.
Comissão Política Concelhia do PS Porto
Porto, 30 de Setembro de 2016
(Texto aprovado por unanimidade na Comissão Política Concelhia do Porto)



Publicado por Tovi às 07:56
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 7 de Abril de 2016
Socialistas mudam lei das rendas

Lei das Rendas TiagoBarbosaRibeiro 7Abr2016.jpg

O meu amigo Tiago Barbosa Ribeiro publicou no seu mural do Facebook este texto… Mas cuidado!... Estas excepções podem ser altamente perigosas. Vamos penalizar um senhorio por o seu imóvel ser de interesse histórico?... Ou será preferível tê-lo ao abandono e emparedado? O Tiago vai ter que nos explicar isto melhor.

 

  Comentários no Facebbook

«Gonçalo Graça Moura» >> como se redistribui e se contribui para a degradação da malha urbana e se põe e dispõe do que não é nosso sem qualquer respeito pelos proprietários...

«David Ribeiro» >> Isto não pode ser assim. Porque raio o senhorio do Majestic não poderá subir a renda quando o senhorio da Zara, uns metros mais acima, a pode aumentar? Lá estamos mais uma vez a criar senhorios de primeira e senhorios de segunda.

«Gonçalo Graça Moura» >> Pior, quem paga os prejuízo do aumento de tempo das rendas congeladas? ou se no período os imóveis necessitarem de intervenções de fundo, vai o estado pagar, uma vez que sonegou ao senhorio a receita da renda?

«Guilherme Lickfold» >> Ter o Majestic como referência para alguém que não pode pagar um eventual aumento de renda parece-me despropositado.

«Gonçalo Graça Moura» >> mas é um bom exemplo porque é uma referência da cidade!

«João Simões» >> Ou seja acabem se com os cafés históricos e afins e construam se apartamentos para turistas. No final os turistas e portuenses ficam sem os sítios emblemáticos e rumam a outras cidades à procura dessas idiossincrasias entretanto dizimadas no porto e em Portugal.

«David Ribeiro» >> Não tem nada a ver com o que acaba de dizer, João Simões. O que está em causa é a diferenciação entre senhorios da baixa, os que têm cafés e/ou restaurantes históricos nos seus imóveis e os que têm outro tipo de comércio.

«Mario Reis» >> Como em tudo tem dois lados para uma moeda. Que se deve acautelar a especulacao imobiliaria, deve, que se deve salvaguardar o preco a pagar ao proprietario, deve. Se a lei fizer a salvaguarda das duas situacoes que aparentemente sao contraditorias, por esse facto deve ter um minimo para os dois lados. Eu conheco situacoes em que as pessoas foram despejadas por tuta e meia de indemenizacao, porque o predio necessitava de obras e a seguir o predio foi ocupado por uma Guest House depois de obras feitas para o efeito. Este predio era de um dos senhorios mais ricos do Porto e que mais locais tem ao quasi abandono... Ordem do Carmo. O que e' certo e' que com a furia do Turismo cada vez mais os residentes do centro sao empurrados para outras paragens. Uma cidade sem gentes nao e' mais que a anedota do local que foi.

«David Ribeiro» >> Sim, o que disse é verdade, amigo Mário Reis, mas de forma nenhuma se poderá aceitar que um senhorio com um estabelecimento hoteleiro histórico no seu imóvel seja prejudicado em relação a um outro que na mesma rua tem estabelecimentos não considerados importantes no património da cidade.

«Mario Reis» >> No dialogo entre partes estara a razao... mas o que durante anos os senhorios fizeram ao Porto foi deixarem cair sem que para o efeito nem leis de salvaguarda do patrimonio actuaram. Eu cresci na Rua 5 de Outubro e essa rua de uma rua agradavel passou a uma nodoa numa das entradas nobres da cidade com a especulacao que a atacou nada foi protegido. Nem comercio, nem residentes, nem patrimonio edificado, nada... e se continuarmos a repetir erros por todo o lado descaretizamos a cidade. A propriedade nem sempre e' a melhor concelheira da renovacao estruturada. Por ex. junto ao viaduto existem aqueles edificios Art Deco que foram proibidos de serem demolidos... o proprietario sem apelo nem agravo nunca mais lhes deu uso orgulhando-se de dizer que vao cair por eles. Uma parte dos proprietarios tem capacidade economica para fazerem isso e este tipo de birras especulativas. Pois ele sabe que aquele dinheiro investido esta ali intocavel tem o poder de nao dar solucao e isto tem que ser revisto para salvagurda de situacoes como esta. A chtisse e' que mais havera espalhadas pelo Porto e em Zonas que deveriam ser mais que protegidas... A marginal do Castelo do Queijo ate' a Foz e' outro exemplo de desprezo pelo patrimonio.

«David Ribeiro» >> Um dos motivos para este abandono do edificado urbano nas últimas décadas foi uma lei de rendas anacrónica e que agora, parece, querem tornar a implementar.

«Mario Reis» >> Nao foi so isso. Isso tem sido a bandeira dos proprietarios. Eu acho que enquanto nao houver multas para os proprietarios que nao deiam utilidade aos seus terrenos e patrimonio edificado nao se vai la... A propriedade para mim deve ser regrada. Grande parte do abandono e' porque se obtem maior rendimento nao usando o sitio que ele ser usado e entrar no mercado aumentando a oferta de espacos... para a habitacao arrendada ou propria, para outra qualquer utilizacao. Se tudo o que existe de "abandonado", que nao e' mais do que retencao fora do mercado de locais potenciais, aumentaria a oferta do que existe de tal maneira que o mercado imbiliario seria obrigado a nivelar-se por valores mais razoaveis. Eu sei que seria uma chatisse para quem viveu estes anos todos a libertar as pingas os seus valores imobiliarios, mas no global e em minha opiniao seria o correcto. Se compararmos 2 cidades aqui em Portugal... Porto e Braga vemos a disparidade de valores que existe e os proprietarios de Braga continuam vivos e no mercado por 1/4 do valor que se negoceia no Porto.

«Gonçalo Graça Moura» >> mais de 70 anos de lei das rendas destruiu a malha urbana... prolongar isso é de uma insensatez imensa!

«Antonio Pouzada» >> Mario Reis É incrível o que esta escumalha faz só para continuar a comprar votos! Inacreditável. Há muita confusão nas tuas afirmações e mistura de conceitos, mas voltarei a este tema em breve!

«Gonçalo Moreira» >> Que patetice de proposta. Querem senhorios sem dinheiro para manter edifícios em pé?

«Jorge Veiga» >> O que ouvi é que com esta nova lei, o Estado vai poupar uns largos milhões nos prédios que tem alugados. Ou seja, o Estado anda preocupado com os inquilinos... kkkkk

«Tiago Barbosa Ribeiro» >> Meus caros, se me permitem, esta questão tem obviamente várias dimensões e o problema não fica inteiramente resolvido. A preocupação com a especulação resultante da lei do arrendamento é transversal e foi expressa pelo Presidente da CM do Porto, por exemplo, que pediu precisamente legislação neste sentido - Rui Moreira avisa que pode expropriar edifícios para salvar lojas ameaçadas pelo aumento das rendas. O que acontece actualmente representa um enorme desequilíbrio. Tive várias reuniões e falei com muitos proprietários e senhorios antes de apresentar o projecto, incluindo a AHRESP e a APHORT. Muitos cafés históricos do Porto estão em edifícios de fundos imobiliários que propuseram aumentos de renda completamente inaceitáveis (900% e mais, tenho os contratos); a simples contra-proposta é motivo para despejo. Por outro lado, não existe nenhuma protecção ao investimento. Há inquilinos que investiram 1 e e 2 milhões de euros para recuperar o edificado (sei do que falo e tenho vários exemplos...) e os senhorios - fundos - propuseram contratos a 7 anos. No fim, nenhuma salvaguarda para proteger o investimento e os postos de trabalho.

«David Ribeiro» >> Claro que é preciso travar a especulação imobiliária, Tiago Barbosa Ribeiro, mas não é obrigatório que isso seja à custa dos senhorios sérios, que ainda os há e muitos deles a necessitarem de algum rendimento para fazerem as obras necessárias a um edificado velho.

«Tiago Barbosa Ribeiro» >> Qual seria a sua solução?

«David Ribeiro» >> Distinguir, por exemplo, os senhorios que fazem investimento dos que vivem da especulação, como é o caso dos fundos imobiliários.

«Gonçalo Moreira» >> Desde que a legislação preveja rendas adequadas à realidade, fica vedada a especulação abusiva e não se aplica o problema do abandono

«Tiago Barbosa Ribeiro» >> Acabei de dar exemplo de um senhorio que achou por bem aumentar uma renda em 900% só porque é um espaço muito conhecido da cidade e não necessariamente por alinhamento com o mercado. Por outro lado, qual o mecanismo para salvaguardar que um inquilino que investe para recuperar edificado não fica sem o seu investimento com a actual lei? Estamos a falar de investimentos de milhões (hotéis, por exemplo). Aceitam-se boas ideias para afinar a lei na especialidade. David, isso seria uma dualização bem pior do que aquela que refere. Seria distinguir proprietários «bons» de proprietários «maus» pelo seu enquadramento legal.

«David Ribeiro» >> Eu não tenho respeito nenhum pelos "maus" sejam eles senhorios ou outra coisa qualquer [Emoji wink]

«Tiago Barbosa Ribeiro» >> O ponto não é esse. Acabou por apresentar uma ideia incomparavelmente mais restritiva do aquela que afirmou inicialmente. O processo legislativo é bem mais complexo do que aparenta... [Emoji wink]

«Hugo Miguel» >> Parece-me que, sem carácter especulativo, o senhorio deve ter sempre direito à renda de mercado (m2 da zona para efeitos de arrendamento). Se isso for excessivo, então o Estado que exproprie e pague a justa indemnização. Essa é melhor defesa do direito de propriedade, que tem no nosso regime um valor inquestionável. Agora não pode é o Estado quer ganhar com o interesse público e recusar pagar. Mais, se for assim um lugar tão apetecível turisticamente, um café, por exemplo, certamente que aufere receitas significativas. O comerciante não pode, também, ficar de fora do equilíbrio de que estamos a falar.

«Mario Reis» >> A propriedade e' uma garantia e um direito mas a manutencao da mesma deveria ser uma obrigacao legal. O "isto e' meu faco ou nao faco o que quiser" e' um conceito demasiado mediavalista, a meu ver, e isso tem sido uma constante numa percentagem de proprietarios, outros ha incapazes de gerir o que tem por diverso tipo de incapacidades. Incapacidades economicas, incapacidades de tempo para a gestao, desmaselo, a nao resolucao de herancas que por vezes se arrastam por mais de que uma geracao de descendentes. Enquanto nao existir legislacao que abarque uma data destes problemas sobre a propriedade e nao sejam tomadas resolucoes que regulem os deveres do proprietario estamos a enterrar com o morto o seu dinheiro. No meio disto tudo ha muito proprietario que apesar de todo o contratempo e legislacao avulsa vai mantendo o seu patrimonio de uma forma autoregrada, mas mais por sentido etico e amor ao que tem do que extraordinarios rendimentos especulativos.

«Hugo Miguel» >> Mario Reis como pode um proprietário manter o imóvel se receber uma renda de 10€ por mês? Não podemos generalizar e achar que tudo é igual. Além do mais, caso não saiba, hoje os proprietários que deixem os seus imóveis chegar a uma situação de abandono já pagam mais IMI.

«Mario Reis» >> De-me a percentagem desses 10 euros e eu digo que isso e so publicidade enganosa...

«Hugo Miguel» >> Pois, mas não é. Convivi directamente com essa realidade no Porto.

«Mario Reis» >> percentagem... quantos Hugo Miguell... de que edificios... que tipo de edificio...

«Hugo Miguel» >> Mario Reis isso é desconversar. Se quiser fazer o estudo até acho muito bem, isso ajudará a perceber a injusta medida de uma legislação que coloque nos senhorios o ónus de suportar integralmente e sem defesa possível o interesse público e o locupletamento dos arrendatários ou comerciantes que surgem como vítimas e, portanto, nada tendo que contribuir ou suportar.

«Mario Reis» >> nao e' desconversar e' contextualisar porque o exemplo dos 10 euros de renda para mim nao e' verdadeiramente um exemplo... so seria exemplo se houver um grande n de casos nessa situacao...

«Hugo Miguel» >> Então faço-lhe a si e ao Tiago um desafio muito objectivo e exequível. A CMP e, também, a CML têm, nos seus departamentos de fiscalização, descritos inúmeros casos destes que foram alvo de inspecção. Faça-se uma contabilidade disso e descreva-se a realidade sociológica (rendas) que eram pagas. Os 10 euros é um exemplo caracterizador. Podem ser 10, 20 ou 25 continua a ser muito pouco para um imóvel num centro histórico de uma qlq cidade relevante.

«David Ribeiro» >> Há efectivamente muitos (demasiados) casos destes… e por isso é fácil encontrar percentagens de aumentos escandalosas… uma grande percentagem sobre um pequeno valor pode não dar uma grande renda.

«Mario Reis» >> Nao tenho ideia disso porque todas as rendas que eu ouco falar sao acima e algumas muito acima dos 200euros

«David Ribeiro» >> E por outro lado estabelecimentos comerciais (sem qualquer interesse como património histórico) com 300-400 m2 alugam-se facilmente por 1.500-1.800 euros/mês. Na zona da Rotunda da Boavista são os preços que se estão a praticar... e eu sei bem do que falo, pois sou consultor imobiliário nesta zona.

«Luiz Paiva» >> Interessante conversa! Mas bem mais interessante é o argumento de que, se a percentagem de rendas miseráveis for pequena, os respectivos senhorios que se ... Também interessante é a referência aos "senhorios ricos", o que até me fez lembrar um jurista da câmara que perguntou à minha mãe se a reforma dela não era suficiente para pagar as obras dos prédios de rendas baixas. A minha mãe, já quase com 90 anos, perguntou se os prédios não se deviam bastar a eles próprios... E, pergunto eu, qual a moralidade que permite que um inquilino pague 4 ou 5 vezes mais de tv cabo que de renda?

«João Simões» >> Estou a ouvir Rui Moreira no noticiário da TSF e apoia esta lei tal como o pres da câmara de Lisboa.

«Pedro Simões» >> Tenho alguma dificuldade em perceber quais sao esses estabelecimentos historicos que toda a gente adora e ate turistas vem de longe para os ver, mas depois nao conseguem gerar rendimento comparavel com lojas indiferenciadas. Mas enfim, se ha patrimonio de interesse publico classifique-se individualmente como tal, e exproprie-se ou apoie-se como adequado. Agora leis que tratam o bom e o mau como coisas a manter e atribuir privilegios, e passando o custo para terceiros, isso nao. Uma forma mais simples seria limitar a rendas (nesses locais) a uma % da avaliacao das financas. Alias, nao é ja assim ou é so para habitacao?

«David Ribeiro» >> É evidente que primeiro de tudo é necessário classificar o que é património de interesse público e criar legislação para a sua preservação, salvaguardando os interesses quer do senhorio, quer do inquilino, quer mesmo de todos os cidadãos directa ou indirectamente ligados à zona geográfica em que o imóvel se encontra. Não pode é haver filhos e enteados, como as leis das rendas têm vindo a fazer desde há mais de meio século.

«Luiz Paiva» >> Ainda não consegui perceber por que é que um estabelecimento histórico ou um imóvel de interesse público, caso seja propriedade privada, deverá ser objecto de renda condicionada. Pois se o Estado vê algo mais que o trivial e entende que é fundamental para a cultura e deve ser preservado, só tem é que acompanhar a exploração e, eventualmente, subsidiar a renda e não obrigar o senhorio a fazê-lo. Porque, generalizando, e então a bem da cultura, seria racional que todos os parceiros de negócio congelassem o seu rendimento, desde os fornecedores de café, pão e cerveja, aos da água, comunicações e energia eléctrica... Isto a propósito do citado Magestic, de que desconheço a situação. Há, por este país fora, milhentos exemplos de recuperação do património histórico e até degradado, em que novos proprietários dão uma lufada de ar fresco e nova vida sem precisar de continuar a acorrentar velhos proprietários a rendas congeladas...

«João Simões» >> Subscrevo as palavras do presidente da câmara da nossa cidade sobre este assunto das rendas – Rui Moreira sobre a Lei das Rendas

«Mario Reis» >> Estou farto do discurso... coitadinhos dos senhorios! Grande parte do que faz uma boa gestao do edificado tem sucesso economico. Se houve problemas com as leis das rendas tinham era que ter vendido e investido noutros predios que dessem rendimento. Nao geriram os bens e qualquer momento querem se apuderar do que o inquilino fez evoluir e obter mais valias de um bem imaterial que e' o nome e bom servico prestado pelo inquilino.



Publicado por Tovi às 09:00
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 30 de Março de 2016
O PS-Porto e as próximas Autárquicas

Manuel Pizarro b.jpgAs coisas parecem estar complicadas no PS-Porto... mas vai ser interessante de seguir esta "telenovela" política.

Ontem o jornal Expresso publicava na sua edição online um artigo não assinado com o título Líder do PS Porto pede três meses para negociar apoio a Rui Moreira.  Ao fim do dia Manuel Pizarro em declarações ao Jornal de Negócios contrariava a notícia do Expresso negando ter decidido o apoio do PS a Rui Moreira em 2017. Tiago Barbosa Ribeiro, presidente da concelhia do PS no Porto, também já me tinha dito que a referida notícia do Expresso era "completamente falsa" e que “a decisão será tomada quando a concelhia entender, no calendário que eu entender”, lembrando que “há quem não se habitue à independência e ao respeito estatutário e político pela estrutura, mas comigo será assim”.

A procissão ainda vai no adro

 

  Comentários no Facebook

«Zé De Baião» >> Apesar do processo já estar condicionado há muito pelas declarações proferidas aos militantes e em público e pela apatia dos arranjos que têm vindo a ser feitos aquando das eleições para a Federação, creio que não podemos nem devemos confundir a opinião e tomada de decisão de um ou outro militante/candidato/líder de estrutura, com o todo que é o PS e muito menos com a autonomia política e estatutária de cada estrutura/órgão. Contudo, se as autonomias políticas e o respeito pelos militantes estão, desde logo, condicionados, quer pelas declarações públicas, como pelas últimas alterações estatutárias que voltaram a diminuir a democratização do PS e a possibilitar a avocação das principais competências das estruturas de base, é mais do que evidente que o respeito pelos militantes e pelas capacidades e competências das estruturas de base está cada vez mais longe de se atingir. Por mais que se esteja satisfeito com o desempenho do mandato municipal, o sucesso deste não depende exclusivamente de um homem. E isso deve ser reconhecido, não só perante os vereadores do PS, como perante o PS Porto (Concelhia) que foram os grandes pilares de sustentação da liderança de Rui Moreira. Gostava de saber se o movimento de Porto o nosso partido e Rui Moreira algum dia fariam ao PS o que o PS está a fazer por esse movimento. Como sou socialista e me revejo nos valores da esquerda democrática, não andarei a trabalhar para um dia destes passar, de mão beijada, os destinos do Porto para essa direita neoliberal que caracterizou o último Governo PSD/CDS.

«David Ribeiro» >> Se bem entendo o nosso amigo Zé de Baião é um dos que AINDA não conseguiu perceber o que se passou no Porto nas últimas Autárquicas. Ai PS, continuas como sempre… depois queixem-se.

«Zé De Baião» >> Caro David Ribeiro, eu compreendi e compreendo o que se tem passado, não só nas eleições autárquicas, mas em todas as eleições dos últimos tempos, ou seja, o descrédito dos partidos, dos políticos, da política e até das próprias instituições democráticas. Mas isso não desacredita nem incapacita as pessoas, sejam elas de que movimento ou partido forem. Contudo, isso não invalida que os partidos, e nomeadamente o PS, deixem de ter capacidade cívica e política para ser e fazer sempre mais e melhor e de cativar para o seu espectro politico-ideológico os melhores de entre os melhores. Como referi, por mais que me sinta satisfeito com determinada liderança ou execução de mandato, isso não deve ser motivo de incapacitação de uma grande organização partidária como é o PS e muito menos de inabilitação e incapacitação da generalidade dos militantes socialistas.

«David Ribeiro» >> Compreendo e até concordo com esta sua argumentação, amigo Zé De Baião, mas da forma como têm sido geridos os destinos da Cidade Invicta neste mandato autárquico parece-me que ir a votos no Porto contra Rui Moreira é um suicídio político.

«Zé De Baião» >> Uma candidatura do PS nunca seria uma candidatura "contra Rui Moreira". Só poderia mesmo ser uma candidatura a favor do Porto e da Região, bem como de continuidade e melhoria do desempenho autárquico. Ninguém é insubstituível e uma organização cívica ou política tem de ser capaz de cativar os melhores de entre os melhores e acima de tudo de ser e fazer sempre muito melhor. Caso contrário, não faz sentido qualquer candidatura. Se o PS não conseguir ter um bom projeto para o Porto, isso sim, será a demonstração de total incapacidade ou medo de uma derrota. A democracia não visa suicidar ninguém, nem sancionar derrotas, mas sim avaliar o que se fez e validar os melhores lideres e os melhores projetos para o futuro.



Publicado por Tovi às 09:52
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016
Eles não dão ponto sem nó

Lóbi da construção civil aa.jpg

Rui Moreira já o afirmou publicamente e muitos outros também já a isto se referiram: O objectivo da TAP ao “roubar” rotas ao aeroporto Sá Carneiro visa unicamente pôr a Portela rapidamente a transbordar e assim ser fácil justificar um colossal investimento nacional num novo aeroporto de Lisboa, desta vez na Margem Sul, com a respectiva nova travessia sobre o Tejo. O lóbi da construção civil, particularmente nos governos de José Sócrates, já o tinha tentado várias vezes, primeiro com a OTA, depois com o “Jamais” e agora com o Montijo. E se não pomos travão a esta loucura de António Costa lá vamos nós a caminho de um novo afundamento ruinoso, desta vez ainda mais completo.

 

De Tiago Barbosa Ribeiro, deputado da Nação e presidente da concelhia do PS-Porto:

1) A TAP é, desde há muito, uma companhia que tem vindo a ignorar o Porto e o Norte. Isso inclui supressão de rotas, frota de aviões direccionados para o Porto (maioritariamente da ex-PGA), áreas para os passageiros, entre muitos outros indicadores (relembro os serviços mínimos insultuosos que foram fixados durante a última greve dos pilotos) que demonstram uma gritante desigualdade e que confirmam as razões de queixa do Porto.

2) O PS Porto tem vindo a pronunciar-se sistematicamente sobre este e outros temas, colocando sempre o Porto à frente de quaisquer outras opções (deixo, a título de exemplo, notícia de Maio de 2015). É assim na TAP, nos fundos comunitários, na fusão das águas, nos transportes públicos e em muitas outras temáticas. Sobre tudo isto, o PSD e o CDS cobriram-se de silêncio (ou de vergonha) ao longo dos últimos anos.

3) Só é possível influenciar decisivamente a TAP e apoiar o Porto mantendo-a na esfera pública. A decisão do anterior Governo, tomada à pressa e já depois de ter sido demitido pela AR, foi mais uma que prejudicou o país e o Norte. A supressão dos voos foi consequência dessa negociata. Não é possível ser-se simultaneamente a favor da privatização da companhia e depois rasgar as vestes com decisões resultantes dessa privatização.

4) PSD e CDS, que foram e SÃO a favor da privatização, não podem exigir nada ao Governo. Podem estar calados e assobiar para que não nos lembremos do que fizeram.

5) O actual Governo recuperou parte do controlo público da TAP. Tem agora de garantir que esse controlo é exercido em prol de todo o país e os socialistas do Porto não aceitam menos do que isso. Estou plenamente convencido de que assim será, em linha com outras decisões que o actual Governo já tomou e que demonstrou o respeito pelo Porto que faltou na última legislatura. Só é possível termos este debate porque António Costa agiu.

6) O Presidente Rui Moreira tem feito um importante combate em prol dos interesses do Porto e da região, contra o permanente vírus do centralismo. Conta com o apoio do PS Porto!

(PS: Hoje a TAP foi debatida no Parlamento e o Manuel Pizarro, vereador na CMP e candidato à Federação do Porto do PS, não deixou de marcar presença. É assim que o Porto tem voz.)



Publicado por Tovi às 10:31
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 22 de Julho de 2015
Listas socialista às Legislativas pelos círculos do Norte

PS Comissão Políitca Nacional 21Jul2015.jpg

A Comissão Política Nacional do PS aprovou esta madrugada os candidatos às próximas eleições legislativas. No que toca às listas do Norte, as coisas não foram pacíficas: Miguel Laranjeiro (responsável pela organização do partido no tempo de António José Seguro) não foi nomeado pela sua concelhia (Guimarães) e não foi incluído na proposta da federação de Braga, nem tão pouco entrou pela quota do secretário-geral; No Porto, José Luís Carneiro aceitou ceder o seu lugar de número dois a Alberto Martins, se este assim o desejar, pelo que ainda não foram tornadas públicas as versões definitivas; É no entanto dada como certa a inclusão em lugar elegível na lista do círculo eleitoral do Porto de Tiago Barbosa Ribeiro, o jovem líder da concelhia portuense, o que é, no meu entender, um sinal de renovação.

 

  Lista pelo círculo eleitoral do Porto

EFECTIVOS - 1. Alexandre Quintanilha; 2. José Luís Carneiro; 3. Isabel Santos; 4. Alberto Martins; 5. Renato Sampaio; 6. Luísa Salgueiro; 7. João Torres; 8. João Paulo Correia; 9. Ana Paula Vitorino; 10. Gabriela Canavilhas; 11. Ricardo Bexiga; 12. Isabel Oneto; 13. Tiago Barbosa Ribeiro; 14. Pedro Bacelar; 15. Constança Urbano de Sousa; 16. Joana Lima; 17. Fernando Jesus; 18. Carla Miranda; 19. José Magalhães; 20. Alexandre Almeida; 21. Conceição Loureiro; 22. António Leite; 23. Hugo Carvalho; 24. Cristina Vieira; 25. João Fonseca; 26. Nuno Coelho; 27. Teresa Fernandes; 28. André Ferreira; 29. Fernando Malheiro; 30. Cláudia Lima; 31. Eduardo Bragança; 32. Miguel Cardoso; 33. Sandra Lameiras; 34. Nuno Linhares; 35. Carlos Portela; 36. Cristiana Fernandes; 37. Fernando Oliveira; 38. Ana Moura Pinto.

SUPLENTES - 1. Manuel Pizarro; 2. Albino Almeida; 3. Sónia Martins; 4. Fábio Faria; 5. Agostinho Gonçalves.



Publicado por Tovi às 09:25
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sábado, 21 de Março de 2015
Anulada a eleição de Tiago Barbosa Ribeiro

Tiago Barbosa Ribeiro Mar2015 a.jpg

A Comissão Federativa de Jurisdição, em decisão tomada por maioria com quatro votos a favor e três votos vencidos, anulou as eleições intercalares para a Concelhia do PS-Porto, que tiveram lugar no último fim-de-semana e que tinham colocado na liderança Tiago Barbosa Ribeiro. A anulação tem por base a falta de declarações de renúncia para vacatura do órgão e a impugnação foi apresentada pela socialista Odete Guimarães. No entanto e como já disse Renato Sampaio, o mandatário de Tiago Barbosa Ribeiro, vão recorrer para a Jurisdição nacional dos socialistas. Recordo que Tiago, perante a saída do líder Manuel Pizarro para membro do Secretariado Nacional do PS e embora os estatutos o permitissem por ser o número dois da lista, tinha-se recusado a assumir a liderança sem ser legitimado por eleições. Está cá a parecer-me que a facção José Luís Catarino ainda não digeriu a subida ao poder concelhio da equipa de Manuel Pizarro. O acordo pós eleitoral da candidatura de Pizarro com Rui Moreira, o independente vitorioso nas últimas Autárquicas no Porto, ainda se mantem como uma espinha na garganta de muitos socialistas portuenses.



Publicado por Tovi às 09:13
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2015
Eleições na Concelhia do PS-Porto

Concelhia PS-Porto eleições a.jpg

É mais que certo irem os socialistas portuenses novamente a eleições para a Concelhia do PS-Porto. Manuel Pizarro foi eleito para o Secretariado Nacional dos socialistas e como os estatutos não permitem a acumulação de cargos executivos seria Tiago Barbosa Ribeiro, o número dois da concelhia do PS-Porto, que assumiria automaticamente o cargo de presidente. Mas este socialista recusa uma “hereditariedade monárquica”, como aliás permitem os estatutos, alegando, e muito bem no meu entender, que há que dar a voz às bases.

 

  Comentários no Facebook

«João Simões» >> A questão é mesmo essa! Há legitimidade mas essa legitimidade será reforçada se houver eleições! Reforçar se a assim o novo presidente do PS porto para os combates difíceis que nos esperam em 2015!

«José Camilo» >> Meus amigos, mas e o Povo? Somos uma "distração frívola?" Pizarro não tem um cargo a cumprir?

«Pedro Baptista» >> E se lhe derem um lugar em Lisboa larga logo outra vez a Câmara, como já fez, não será a primeira. Só que é capaz de não haver lugar...

«João Simões» >> Tem o de vereador e está a cumprir na perfeição! Aliás como todo o executivo do RM!

«Joaquim Leal» >> O Pedro Baptista é que os topa. lol

«João Simões» >> Lamento mas não sei quem é.



Publicado por Tovi às 12:41
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 8 de Agosto de 2013
Os "jotas" do PS-Porto

Muito feio os “meninos” da JS-Porto apagarem comentários quando eles não são inteiramente do seu agrado. E muito mal fica a quem o fez, um jovem a quem até reconheço muito valor, confesso, e que está em quarto lugar na lista de Manuel Pizarro para a Câmara do Porto. Será que já lhe está a subir à cabeça um hipotético lugar na autarquia da Invicta? Não te iludas Tiago, pois este quarto lugar pode ser um presente envenenado, a fazer fé nas últimas sondagens publicadas, onde o PS não consegue ter mais que três vereadores na Câmara do Porto.


«Zé Carlos» no Facebook >> Putos !

«Albertino Amaral» no Facebook >> David Ribeiro, será que estamos perante um " especialista " ??

«Jorge Veiga» no Facebook >> mais um para o rol dos JOTAS.

«David Ribeiro» no Facebook >> O Tiago já teve a educação e o bom senso de me vir explicar em privado o que aconteceu. Espero que numa próxima ocasião tenha o cuidado de pensar no que faz.

«Tiago Barbosa Ribeiro» no Facebook >> Como indicado em mensagem ao David, e contrariamente ao que aqui é sugerido, não houve qualquer «censura». Só depois de me responder é que percebi, aliás, o que estava a referir: o meu mural ficou temporária e inadvertidamente aberto, ao fechá-lo nas definições do FB foi eliminado um post do David e não um comentário a foto/post, que tem feito e continuará a fazer independentemente de concordâncias ou discordâncias. Tristemente, pelo que se vê em alguns comentários aqui, continua a ser mais fácil disparar o gatilho do que trabalhar em prol da mudança necessária. Mas fossem estes os dramas do Porto e do país...

«António Alves» no Facebook >> Caro David Ribeiro, é um mal generalizado. A página de Apoio à candidatura de Rui Moreira à Câmara do Porto faz o mesmo e até o próprio candidato "independente", e paladino do bom comportamento Rui Moreira, não gosta de perguntas difíceis e depois pela calada, cobardemente, impede-o de as voltar a fazer. São todos uma trampa!

«David Ribeiro» no Facebook >> Já me tinha apercebido desse seu "problema" com a campanha de Rui Moreira, caro António Alves. Mas no meu caso pessoal o que mais me chocou é que eu conheço bem o Tiago e tenho uma grande consideração por ele, pelo que o que aconteceu não devia ter acontecido. Mas as pessoas de bem entendem-se a falar e o que aconteceu está sanado.

«António Alves» no Facebook >> eu não tenho qualquer problema com a campanha dele. não gosto é de gente falsa. desde pequenino que sou assim.



Publicado por Tovi às 08:10
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 3 de Outubro de 2012
Mais impostos... Até quando?

"Roubei" do Facebook... (Eles são meus amigos e não se vão zangar {#emotions_dlg.blink} )

Cartoon de António Sabão e texto de Tiago Barbosa Ribeiro.

É oficial. Somos liderados por um grupo de alucinados. Como todos os ideólogos radicais, Gaspar não consegue perceber a realidade. O seu pensamento é doutrinário. O ministro do desvio crê que as medidas estão a correr bem, excepto tudo ter falhado. Pelo meio aumenta todos os impostos e agrava a factura do IRS em 30% (taxa média passa de 9,8% para 13%), acaba com a progressividade existente e defende que instituiu mais igualdade. Faz tudo ao contrário, mente, deturpa. O país está fora de controlo e o Governo continua a vê-lo pelo excel.


«David Ribeiro» in Facebook >> Ainda não chega porque nós permitimos... Mas é só até um dia.



Publicado por Tovi às 19:06
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Junho 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9



28
29
30


Posts recentes

Fala quem sabe…

Rui Moreira descarta apoi...

Não vacinar... será crime...

Eurodeputado socialista M...

Há acordo ou não há acord...

A TAP continua a despreza...

A Câmara do Porto está be...

Socialistas mudam lei das...

O PS-Porto e as próximas ...

Eles não dão ponto sem nó

Listas socialista às Legi...

Anulada a eleição de Tiag...

Eleições na Concelhia do ...

Os "jotas" do PS-Porto

Mais impostos... Até quan...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus