"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 30 de Abril de 2017
Castanheiros na Terra Fria

Vinhais Castanheiro 30Abr2017 ad.jpg

Tivemos hoje uma manhã fria e com chuviscos, alguma neve até, condições algo desagradáveis para a realização do Concurso Canino da Raça Cão de Gado Transmontano, que tem lugar anualmente na Moimenta, integrado na Feira Franca desta linda aldeia no limite norte do Parque Natural de Montesinho. Depois de um retemperador almoço na Casa da Corujeira, em Vinhais, e tendo deixado de chover, fomos dar um passeio – o Tour dos Castanheiros Milenares – onde fiquei deslumbrado com os dois soberbos exemplares de Castanea sativa Miller que se podem ver nas fotos que aqui publico. O maior destes exemplares tem uma altura total de 14 metros, um perímetro à altura de 1,3m de 12,8 metros e um diâmetro médio da copa de 17 metros.

 

   Parque Natural de Montesinho

mapa-Montesinho.jpg
“A riqueza natural e paisagística do maciço montanhoso Montesinho - Coroa e os valiosos elementos culturais das comunidades humanas que ali se estabeleceram justificam que urgentemente se iniciem ações com vista à salvaguarda do património e à animação sócio-cultural das populações”. Constitui este parágrafo o início do preâmbulo do Decreto-Lei nº 355/79, de 30 de agosto, que classificou a parte norte dos concelhos de Bragança e Vinhais como Parque Natural. Este estatuto justifica-se, tal como se pode ler no texto, face aos valores naturais, paisagísticos e humanos da região, à recetividade das autarquias locais para a salvaguarda do património dos seus territórios e às potencialidades de recreio e desporto ao ar livre que a região possui. Com a publicação do Decreto-Lei n.º 19/93, de 23 de janeiro, que criou o novo quadro de classificação das áreas protegidas nacionais, impôs-se a reclassificação do Parque Natural de Montesinho segundo os critérios aí estabelecidos. O preâmbulo do Decreto Regulamentar n.º 5-A/97 de 4 de abril, justifica essa reclassificação com a existência na área do Parque Natural de Montesinho de populações e comunidades animais representativas da fauna ibérica e europeia ainda em relativa abundância e estabilidade, incluindo muitas das espécies ameaçadas da fauna portuguesa, bem como uma vegetação natural de grande importância a nível nacional e mundial, que associadas à reduzida pressão humana verificada em quase todo o seu território permite que grande parte dos processos ecológicos evoluam em padrões muito próximos dos naturais. Referindo que todos estes valores, exemplares em termos de conservação da Natureza, justificam a aplicação de medidas de proteção adequadas a uma zona que constitui património nacional e europeu.

O que é um Parque Natural
Caracterização: Superfície - 74 229 ha
Localização: Situado no extremo nordeste português, o Parque Natural de Montesinho ocupa um quadrilátero bem encaixado na Sanábria espanhola, englobando as áreas das serras de Montesinho e Coroa, abrangendo a parte setentrional dos concelhos de Bragança e Vinhais, fazendo fronteira a nascente e a poente com Espanha.
Está confinado pelos meridianos 6º 30' 53'' e 7º 12' 9'' de longitude oeste de Greenwich, respetivamente a este e a oeste. A sul está limitado pelo paralelo 41º 43' 47'' de latitude norte e a norte pelo paralelo 41º 59' 24'' de latitude N.

Região Norte, Alto Trás-os-Montes, Distrito de Bragança, concelhos de: (*Só parte do território dentro da Área Protegida)
Bragança - freguesias: Aveleda, Babe*, Baçal*, Bragança (Sé), Carragosa, Castrelos*, Castro de Avelãs*, Deilão, Donai*, Espinhosela, França, Gimonde*, Gondesende*, Meixedo*, Parâmio, Quintanilha*, Rabal, Rio de Onor, S. Julião de Palácios*;
Vinhais - freguesias: Edral*, Fresulfe, Mofreita, Moimenta, Montouto, Paçó, Pinheiro Novo, Quirás, Santa Cruz, Santalha, Sobreiró de Baixo*, Soeira*, Travanca, Tuízelo*, Vila Verde*, Vila de Lomba*, Vilar de Ossos, Vilar Seco da Lomba, Vinhais*.
Esta área é constituída por uma sucessão de elevações arredondadas e vales profundamente encaixados, com altitudes que variam entre os 438 m e os 1481 m. Situado na terra fria transmontana, os xistos são as rochas dominantes, mas podem ainda ser encontrados granitos, rochas ultrabásicas e pequenas manchas calcárias.
A enorme diversidade da vegetação pode ser observada em percursos de poucos quilómetros, encontrando-se carvalhais, soutos, sardoais, bosques ripícolas, giestais, urzais, estevais, lameiros, etc.. Os carvalhais situados no Parque, dominados pelo carvalho-negral Quercus pyrenaica fazem parte de um continuum que se prolonga até à serra da Nogueira, constituindo uma das maiores e mais importantes manchas desta espécie. A flora é muito variada, devido à grande variabilidade geológica e climática que caracteriza esta zona, sendo de destacar as plantas que ocorrem em solos derivados de rochas ultrabásicas, onde se encontram espécies que no mundo apenas aqui podem ser observadas.
Em termos faunísticos, observa-se uma elevada diversidade biológica, resultante da diversidade de habitats que ocorrem nesta área de montanha. Com mais de 110 espécies de aves nidificantes, é uma área importante para as aves de rapina, como a águia-real (Aquila chrysaetus, existindo 3-4 casais desta espécie, correspondendo, aproximadamente, a 10% da população portuguesa. Estão referenciadas para o Parque Natural de Montesinho 70% das espécies de Mamíferos terrestres ocorrentes em Portugal, apresentando cerca de 10% destas espécies estatuto de ameaçado no Livro Vermelho dos Vertebrados Portugueses. É de destacar a presença de uma das mais importantes populações de lobo-ibérico Canis lupus. Em relação aos répteis e anfíbios, podem ser observados nesta área 50% dos endemismos Ibéricos existentes em Portugal continental.
O Parque Natural de Montesinho possui um rico património sociocultural com práticas quotidianas vindas de usos e costumes ancestrais, embora já marcadas pelas crescentes mobilidades das gentes e pelas inovações tecnológicas. As festas, são um exemplo disso, sendo um elo de ligação entre as aldeias e um pretexto para o reencontro de famílias e amigos. Têm especial valor as antiquíssimas "Festas dos Rapazes", realizadas principalmente na zona da Lombada por altura do Natal ou dos Reis, segundo o costume de cada aldeia. Outra das facetas da cultura regional é a música tradicional, que acompanha sempre as festividades e onde se destacam as sonoridades da gaita de foles.
São notáveis ainda os exemplos de arquitetura popular, que utilizando os materiais característicos de cada região, resultam de milhares de anos de aperfeiçoamento e adaptação ao meio ambiente. Há também aspetos exclusivamente funcionais na arquitetura popular dignos de destaque, como os pombais, os moinhos e as forjas do povo.



Publicado por Tovi às 23:07
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Sexta-feira, 17 de Março de 2017
Os nossos “Velhos do Restelo”

#mno_Euronext_01.jpgNo canto IV d’Os Lusíadas o grande mestre Luís de Camões deu-nos a conhecer um ancião – o Velho do Restelo - que à partida de Vasco da Gama para a sua aventura marítima pelos mares nunca dantes navegados se pôs a censurar as viagens e os ocupantes das naus, sob o argumento de que os temerários navegadores, movidos pela cobiça de fama, glória e riquezas, procuravam desastre para si mesmos e para o povo português. Pois nós cá pela Cidade Invicta e nos dias de hoje também temos destas criaturas que transpiram pessimismo e receio, nunca mostrando claro entusiasmo por empreendimentos que nos tirem do marasmo, chegando ao ponto de acusar a actual equipa autárquica de vender a cidade aos turistas e se esquecer dos portuenses. Mas a verdade é que a reabilitação urbana está também e de forma muito interessante a contribuir para o aparecimento de várias empresas que aqui se instalam, criam emprego e dão vida à cidade, como é o caso recente da Euronext que acaba de vir de Belfast, na Irlanda do Norte, para o Porto onde abriu um novo centro tecnológico que será a plataforma de gestão bolsista transeuropeia. Sem dúvida e como disse Rui Moreira na inauguração destas instalações, "o Porto não é uma cidade qualquer".

 

  Comentários no Facebook

«Adao Fernando Batista Bastos» - completamente de acordo David. Só o que não ande pela nossa cidade de olhos bem abertos não reconhece as melhorias. E por isso falam por falar… Abraço.

«Jovita Fonseca» - Interessante comparação com o Porto do séc XV, em que a contribuição do povo e burguesia da CIDADE tanto contribuíram para a partida para terras desconhecidas! Até as "tripas à moda do Porto" terão sido a prova do contributo dos portuenses para a receptividade a coisas novas... (Lenda, como diz Joel Cleto?). Mas que o povo do Porto apoiou a expedição do Infante D. Henrique é um facto, porque o Porto não é uma cidade qualquer!

«Pedro Silva» - David Ribeiro não convêm sermos mais papistas do que o Papa. É verdade que o turismo ajudou a colocar a nossa Invicta no mapa. Assim como é verdade que o Executivo camarário liderado por Rui Moreira soube explorar um fenómeno que foi iniciado pelo executivo de Rui Rio. Mas isto por si só não chega. Há que procurar regular o turismo no Porto para que isto não se transforme numa espécie de faroeste onde vale tudo. O próprio Rui Moreira já passou esta ideia há não muito tempo. É urgente que a CMP tome as devidas medidas de protecção dos seus cidadãos. Assim ontem lia no JN que os habitantes da nossa Baixa estão a ser pressionados para saírem das suas casa por causa do turismo... Regular é preciso! Barcelona já o fez. Que espera o Porto para fazer o mesmo? E também não seria nada má ideia a CMP procurar utilizar as receitas que o turismo gera para tornar a cidade do Porto melhor. E quando falo em cidade do Porto falo na cidade toda e não somente nos centros históricos.

«Rui Moreira» - Pedro Silva, eu também li. Mas não li que foi o turismo; há pelo menos 70 anos - desde o congelamento das rendas - que há senhorios a quererem libertar-se dos seus inquilinos para fazerem contratos melhores ou para poderem vender os seus imóveis. Claro que a reportagem feita pelo Jornal de Campanha aproveita para concluir que é o turismo. O mesmo jornal de campanha que há uns poucos de anos dizia que o centro estava vazio, em ruínas: salve-se quem puder, já só lá vive quem não pode fugir. Sim, o turismo tem de ser regulado: e está a ser. Veja-se o caso dos autocarros turísticos. Sim, temos de ter oferta de habitação na Baixa, e estamos a intervir no edificado municipal que resta para aí colocar famílias do Porto. Contrariando uma política de despejo que concentrou a habitação social na periferia. Sim, nós estamos preocupados. Mas que nos preocupação esta. Ainda hoje, há minutos, uma senhora me dizia que há cinco anos a rua dela estava tão vazia que tinha medo de passear o seu cão à noite e agora a rua está cheia de gente simpática.

«Pedro Silva» - Rui Moreira é verdade que já não é de agora a problemática dos Senhorios/inquilinos. Assim como é também verdade que o JN deixou - há muito - de ser um Jornal para ser hoje uma outra coisa qualquer. Contudo temos de concordar que o fenômeno crescente do turismo no nosso Porto acelerou a problemática dos Senhorios/inquilinos. E eu sei que a CMP tem procurado ajudar os inquilinos das zonas mais procuradas pelos turismo. Há uns meses ouvi uma intervenção do Sr. Dr. Pizarro sobre isto. Tal é salutar. Assim como é salutar saber e ver a CMP a procurar regular (dentro das suas competências, pois claro) as várias actividades relacionadas com o turismo. E há que fazer mais. Daí eu ter falado no modelo de Barcelona. O actual Executivo tem procurado fazer coisas positivas na cidade. Mas ainda existem muitas zonas do Porto que necessitam de uma forte intervenção. Por exemplo, a zona onde hábito (próximo ao Canil Municipal/Arca de Água) é uma delas.

«David Ribeiro» - Há efectivamente muita coisa ainda a fazer na nossa cidade, caríssimo Pedro Silva, mas o que eu quis dizer é que os VELHOS DO RESTELO não nos fazem falta nenhuma.

«Albertino Amaral» - Há tanto tempo que ouço falar nos Velhos do Restelo, que me pergunto: "Esses gajos, ainda não morreram"? Serão eternos?



Publicado por Tovi às 08:21
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Segunda-feira, 6 de Março de 2017
Um “hostel” nas caves da Sandeman

Sim!... É necessário rejuvenescer o consumo do Vinho do Porto.

 

  Expresso em 5Mar2017

mw-860.jpgÉ uma profunda obra de reabilitação que está a decorrer nas caves da Sandeman em Vila Nova de Gaia, e o seu principal trunfo vai ser... um 'hostel'. O projeto visa aproximar as camadas mais jovens ao mundo do vinho do Porto, e resulta da parceria entre a Sogrape e o grupo The Independente Collective, dos irmãos Duarte, Bernardo e Afonso d'Eça Leal - já com créditos firmados na 'hostelaria', designadamente com o The Independente em Lisboa, num palacete junto ao miradouro de São Pedro de Alcântara, que é o único 'hostel' recomendado no exclusivo guia de viagem da Louis Vuitton. (…) O 'hostel' terá o nome 'The House of Sandeman', conta com 10 suites e 60 camas em quartos partilhados, e vai ficar no primeiro piso do edifício central das caves do vinho do Porto, contando também com um restaurante (à semelhança do restaurante The Decadente, que funciona no 'hostel' do grupo em Lisboa), esplanada, bar, sala de convívio e sala de eventos.

Notícia completa aqui.



Publicado por Tovi às 10:23
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2017
Quem tem medo da regulamentação?

"O Porto não é o Faroeste"... mas às vezes parece

Mário Ferreira vs Rui Moreira DN 1Fev2017 aa.jpg

  Comentários no Facebook

«Isa Veloso» - Não é lucrativo e o Mário Ferreira está lá?! Eu sou o pai natal, só que ainda ninguém percebeu. Até aceito que possa ser apenas levemente lucrativo em termos de cash, mas a ponte que lhe faz para os seus outros investimentos...

«Jose Bandeira» - Mário Ferreira soube antever a mina de ouro do turismo e sem dúvida foi o primeiro a arriscar no produto "Douro". Espero que saiba também corresponder às expectativas de um turismo que viaja em low cost mas nada tem de pé descalço.

«Nuno Ilharco Gonçalves» - Se Mário Ferreira fosse menos impulsivo, talvez tivesse paciência para ler devidamente a frase do Rui Moreira. Perceberia então que a entendeu ao contrário. Enfiou uma carapuça que nem existia... é porque se sente culpado...

«Pedro Correia» - O Mário Ferreira matou o pequeno turismo do Norte...

«Jorge Oliveira E Sousa» - E como é que ele consegue contra todo o interesse da população ribeirinha e não só pois é para mim uma perfeita aberração, atracar barcos dormitórios à Ribeira onde passam a noite.

«António Sousa» - Um e outro são muito bons à sua maneira? Mas que são super amigos isso não tenho duvidas.

«Jose Riobom» - Zanga de comadres ? Ou o próximo candidato "independente-dependente" à CMP ?

«António Sousa» - Riobom, estamos a falar de um imenso empresário e não de um simples ou humilde servidor da CMP.

«David Ribeiro» - Ninguém tira o valor a Mário Ferreira, principalmente por ter sido ele quem apostou no Rio Douro aberto ao turismo numa altura em que esta via fluvial pouco mais servia que de esgoto, mas REGULAMENTAÇÃO tem que existir, senão podemos estar a matar a galinha dos ovos de ouro.

«Jovita Fonseca» - O nosso presidente só falou para quem "enfiou a carapuça"...

«Mario Marante» - Mais um que quer estar acima de tudo e todos.

«Ricardo Nuno» - Acho normal, cada um defende os seus interesses, a discussão faz parte das sociedades desenvolvidas . Não chamo nomes a nenhum deles.

«Zé De Baião» - Os países afetados pela agitação social e política inevitavelmente experimentam um declínio no número de turistas internacionais e nas receitas do turismo. Nenhuma cidade ou país conseguiu proteger o setor do turismo dos impactos da insegurança. Se a paz social e a segurança progredir noutros destinos, o Porto corre sérios riscos e deve estar preparado para tal. Por isso, deixem-se de guerilhas. Ninguém pode negar a importância que teve Mário Ferreira e a Douro Azul para a alavancagem do turismo no Porto e Norte, tendo este corrido grandes riscos nos seus investimentos, mas projetando a Cidade e o Norte pelo Mundo, coisa que poucos empresários, bem melhor instalados e financiados à época, fizeram ou se vê fazer. Contudo, o Mário Ferreira tem de perceber que a regulação tanto é útil para a Cidade e para as pessoas que nela vivem e trabalham, como para a sustentabilidade económica do setor do turismo e dos seus empresários, que devem cooperar e não tentar assoberbar-se de qualquer pedra preciosa, que, por tamanha beleza e valor, se mal cuidada, poderá vir a ser esgotada. Nunca houve, não há, nem nunca haverá, no Porto, uma mina de ouro, ou de qualquer outro bem natural precioso inesgotável. Há pessoas, há recursos naturais, há cultura, há ciência,..., entre outras mais valias que fazem funcionar e desenvolver a cidade no seu dia a dia e não apenas por modas ou temporadas. O turismo é apenas uma pequena parte desta enorme cidade, pelo que, não é, nem pode ser, um setor deixado à deriva, sob pena de se desvirtuar a Cidade. O problema não reside nos tuc tuc, até porque essa é a vertente do turismo subdesenvolvido. Quanto aos "garimpeiros", acreditem que não há ouro suficiente que justifique a abertura de uma mina.

«Jota Caeiro» - existem certos cuidados que um interveniente político tem de tomar, essencialmente o cuidado de não ferir um dos principais intervenientes, senão o principal, no turismo do Norte de Portugal e, mais especificamente no Porto e no Douro. não creio que Mário Ferreira deseje 'intervir politicamente' na região embora saibamos quais as conotações e amizades políticas. contudo se por um lado há que respeitar o trabalho pioneiro e engenhoso deste último, nada teremos a lamentar com 'alguma' regulamentação no sector do turismo por parte das autarquias por forma a agradarem às gentes pelas quais foram eleitos os seus responsáveis.

«Celestino Neves» - Mário Ferreira faz-me lembrar aquele tipo de gente, que quando vê carapuças no ar, o primeiro gesto que faz é correr para nelas enfiar a cabeça... Só tem medo de regulamentação quem adora andar na selva - ou então é a conhecida tendência de alguns novos ricos para pretenderem ser os novos DDT (donos disto tudo)...

«Antero Filgueiras» - Mais uma chantagem que MF será incapaz de aplicar na Alemanha, pois no dia em que o fizer leva logo dois estalos e 4 coices... como primeiro aviso. Falo assim porque conheço o ambiente.



Publicado por Tovi às 08:30
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017
O Porto não é o Faroeste

Grande Rui Moreira!... Desanca-lhes, que é o que eles merecem.

 

Rui Moreira aaa.jpg

  Rui Moreira in Correio da Manhã

O Porto aprovará o primeiro regulamento para o transporte turístico, que obriga a aplicar normas ambientais.

Os filmes de cowboys, que nos entretinham nas matinés de domingo, são uma boa referência se quisermos pensar nos dilemas do desenvolvimento urbano de hoje. Nessas fitas, pequenas cidades perdidas no deserto eram invadidas por garimpeiros em busca do ouro. Traziam dinheiro e dinâmica aos saloons e aos bordéis do Faroeste e criavam emprego para os homens que, até aí, envelheciam entre copos e poeira. Mas também traziam as pistolas e mais trabalho para o Xerife. No imaginário televisivo americano, encontramos, mais tarde, a série Dallas, onde JR continuava a ostentar o chapéu de cowboy, mas para procurar ouro negro. Como no velho Faroeste, o desenvolvimento, o emprego e a riqueza da indústria petrolífera também trouxeram o reverso da medalha, com a especulação e a disputa. Foi com impulsos como estes que os EUA se transformaram num grande país. Cheio de defeitos, claro está, mas desenvolvido.
Portugal vive agora a descoberta de um filão. O turismo, antes confinado à areia algarvia, entrou nas cidades e transformou-as. Os cafés abandonados, os prédios em ruína e as ruas desertas encheram-se de garimpeiros, que trouxeram reabilitação e emprego. Mas também trouxeram poluição, trânsito e transformações aceleradas.
A questão não está em saber se queremos ou não o desenvolvimento. Descontando um ou outro "Velho do Restelo", ninguém pode defender responsavelmente o regresso ao passado de esvaziamento dos centros históricos e de ruína.
Mas também não podemos deixar de olhar para o fenómeno e usar os meios legais de que dispomos, e que às vezes são escassos, para regular. O Porto aprovará, na próxima terça-feira, o primeiro regulamento para o transporte turístico, que restringe percursos e paragens, obriga à aplicação de normas ambientais e defende a vida quotidiana dos portuenses. Foi um longo e difícil caminho em que a Câmara trabalhou com agentes económicos e associações do setor no sentido de encontrar soluções de sustentabilidade. Para o turismo e para a cidade.
Como autarca e como presidente da Associação de Turismo do Porto, não posso deixar de elogiar estes novos "garimpeiros" que operam no Porto, por terem sabido entender que não há turistas que queiram vir ao Porto para ver autocarros de turismo e tuc-tuc, e que colaboraram no processo, sem preconceitos.



Publicado por Tovi às 14:34
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017
O nacional-parolismo do Norte

Locomotivas do "far west" norte-americano no que resta da linha do Tua… A Santa da Agrela nos valha

Locomotiva no Tua Jan2017.jpg  Manuel Tão em 5Jan2017

Eu adoro estas locomotivas. Mas no seu devido contexto. O que é condenável é assistirmos a um "pastiche" no que resta no Tua. É a mesma coisa que comprar uma frota de Juncos Chineses para fazer passeios no Tejo, substituindo as Faluas. E o que é mais escandaloso no meio disto tudo, são as locomotivas Mallet ao abandono na Régua e noutros locais, que depois são compradas por Franceses, Alemães e Suíços. Nem quero imaginar o que pensará um cidadão desses países, que conheça as Mallet do Minho e Douro a funcionar no país dele, e ocasionalmente visite o resto do Tua, deparando-se com uma tamanha aberração.

 

 Comentários no Facebook

«Pedro Simões» - WTF?!? Perdoe a linguagem. Mesmo que em "estrangeiro", como exige a noticia. É que sinceramente nao tem jeito (nem interesse) nenhum. Sao uns indios...

«João Cerqueira» - Parece a Disney

«Vanda Salvador» - País de loucos.

«Jose Bandeira» - O Douro de hoje faz-me recordar o Algarve da década de 70: o crescimento exponencial da procura não é acompanhado por uma oferta em qualidade e quantidade compatíveis. O cicho-espertismo e a incompetência imperam. Isto há-de evoluir, mas muitos estragos vão ficar, tal como aconteceu ao Algarve.

«António Fontes» - Que tristeza de espírito... Realmente de quem viu as originais Mallet ver agora esta pimbalhada das Locomotivas do "far west" parece tirado de um filme de terror... Espero que a nossa indignação ainda vá a tempo de parar esta palhaçada! - Narrow Gauge Operations in Portugal 1970 and 1973

«Carlos Gilbert» - O investidor já tomou posição, dizendo que adquiriu também uma locomotiva original que está a ser recuperada e vai funcionar em ocasiões especiais, na linha do Tua. Ao que eu lhe respondi que ao encomendar a locomotiva para uso diário, podia (e devia) ter optado por uma de aspecto mais ou menos do género dessas originais (Mallet e Henschel) o que lhe teria ficado pelo mesmo preço de aquisição.

«Jorge Veiga» - Já temos cow-boys, já temos Indios, andam por aí algumas cavalgaduras, só faltavam as locomotivas de chaminé tipo funil invertido...

«António Fontes» - Por acaso a posição e rotação do dito funil é a posição correcta de utilização de um funil! Mas valeu pela piada!



Publicado por Tovi às 09:24
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Sábado, 2 de Julho de 2016
Le Tour de France / Mont-Saint-Michel

Tour-de-France-2016-in-the-Manche-and-more-precise

Estive a acompanhar a transmissão televisiva do início do “Le Tour de France” em bicicleta deste ano. Um bom programa desportivo e uma excelente promoção turística para aquela região francesa. Os senhores do Turismo nacional que ponham os olhos nisto.

 

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«Elisabete Loureiro» >> Sempre foi David! O Tour é épico, mesmo para quem não gosta de ciclismo (que não é o meu caso como sabe) a promoção, a transmissão, tudo o que envolve este acontecimento não deixa ninguém indiferente! Concordo consigo... a quem de direito que ponha os olhinhos nisto, porque o nosso país também é maravilhoso. No Porto já existem promoções ao mesmo nível ou até superiores para eventos desta dimensão, mas e no resto do país?

«David Ribeiro» >> Até apetece ir já marcar a viagem... grande promoção turística.

«Raul Vaz Osorio» > Adoro o Mont Saint-Michel. Um dos meus lugares favoritos no mundo.



Publicado por Tovi às 17:01
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Terça-feira, 3 de Maio de 2016
Turismo de qualidade… no Porto

Turismo de qualidade Mai2016 ab.jpg

Marcas internacionais procuram investir nos locais mais valiosos à medida que aumenta o volume e valor das transações na cidade do Porto.



Publicado por Tovi às 15:46
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2016
Investimento imobiliário no turismo do Porto

Porto imobiliário em 2015 aa.jpg

Na cidade do Porto um número significativo de projectos destinados a alojamento local, que já representa hoje uma importante parte da oferta, mantem um ritmo de crescimento expressivo da oferta e procura, com a inauguração de algumas unidades de referência nos próximos dois anos.

Notícia completa aqui.



Publicado por Tovi às 14:54
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Quinta-feira, 10 de Março de 2016
Hard Rock Cafe chega ao Porto este verão

Hard Rock Cafe Porto aa.jpg

A cadeia norte-americana Hard Rock Cafe vai abrir no Porto o seu segundo espaço da marca em Portugal, mais de uma década depois da inauguração do espaço lisboeta, em 2003. Depois de uma longa procura de locais na Cidade Invicta, principalmente na Ribeira e Mouzinho da Silveira, um edifício recuperado entre a Rua do Almada e a Rua da Fábrica, a poucos metros da Avenida dos Aliados, foi o local escolhido. Dos seis pisos do edifício, estarão abertos ao público apenas três: o rés-do-chão irá receber a loja e o palco com direito a bar; nos andares superiores ficará um balcão com vista para o palco e os respectivos espaços de restauração. E apesar do prédio estar completamente remodelado, as exigências do Hard Rock Cafe vão obrigar a mais obras de adaptação que deverão durar até aos meses de junho e julho, altura em que está prevista a inauguração do espaço. A decoração vai ter mão portuguesa: o gabinete de arquitectura Floret vai juntar-se a um gabinete polaco para desenharem a decoração do Hard Rock Cafe Porto, dentro dos parâmetros definidos pela casa-mãe, mas sem esquecer os traços locais, como por exemplo os tradicionais padrões portugueses e os azulejos. E na gastronomia é praticamente certa a inclusão na ementa da “Francesinha”, uma das muitas coisas boas que tem a cidade.



Publicado por Tovi às 23:29
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016
Navio de Cruzeiro «AIDAmar»

AIDAmar ab.jpg

Esteve ontem no Porto de Leixões em escala inaugural o navio de cruzeiro AIDAmar (253 metros de comprimento, 71.304 toneladas de arqueação bruta, com um boca sorridente desenhada na proa de 21 metros de largura), da prestigiada companhia de cruzeiros alemã Aida Cruises. Com cerca de 2.500 passageiros a bordo, na sua grande maioria de nacionalidade alemã, que durante o dia visitaram vários destinos turísticos no Porto, no Douro e no Minho, desfrutando dos seus museus, monumentos, gastronomia e paisagens únicas, o AIDAmar encontra-se numa viagem de 18 noites com início nas Caraíbas, nomeadamente, em La Romana, na República Dominicana, e tem como destino a cidade de Hamburgo, na Alemanha. Do itinerário do cruzeiro fazem ainda parte Basseterre (St. Kitts), Forte de France (Martinique), Bridgetown (Barbados), Funchal, Corunha e o porto francês de Le Havre.



Publicado por Tovi às 10:22
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2015
Navio de Cruzeiro «Crystal Serenity»

Cristal Serenity.jpg

Chegou esta manhã ao Terminal de Cruzeiros de Leixões o Crystal Serenity vindo de La Coruna e com destino a Lisboa, para onde parte ao fim do dia de hoje. Transporta 886 passageiros e 626 tripulantes.

À doca norte do Porto de Leixões também já chegou hoje o navio de cruzeiro Voyager, vindo de St Peter e também com destino a Lisboa, transportando 600 passageiros e 400 tripulantes.

No dia 27 deste mês deverá atracar ao novo Terminal de Cruzeiros de Leixões o Ventura, que transportará de Lisboa para La Coruna 3 mil passageiros e 1.100 tripulantes. E no dia seguinte, 28 de Agosto, chega o Azura, com 3 mil passageiros e mil tripulantes.

 

 Crystal Serenity

Este navio de cruzeiro viaja com bandeira das Bahamas, foi construído em 2002, fez a viagem inaugural em Julho de 2003, tem 250 metros de comprimento por 33 metros de largura, uma tonelagem bruta de 68.870 t e tem capacidade para 1.070 passageiros e 655 tripulantes.



Publicado por Tovi às 11:13
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Sábado, 1 de Agosto de 2015
Grande Prémio de Portugal de F1 em Motonáutica

Grande Prémio F1 Motonáutica aa.jpg

Estas provas são conhecidas como a “Fórmula 1 dos barcos”, uma das mais espectaculares competições de motonáutica do mundo e vão agora fazer a sua estreia no rio Douro, marcando o regresso do Grande Prémio de Portugal ao calendário da União Internacional de Motonáutica, numa iniciativa conjunta das Câmaras Municipais do Porto e de Vila Nova de Gaia.

O Grande Prémio de Portugal de F1 em Motonáutica vai ser transmitido em directo pela RTP2, a partir das 17 horas do dia 2 de agosto, sendo a televisão pública uma das mais de três dezenas de estações de televisão que transmitem o evento, para 35 países, dos cinco continentes, incluindo o extremo e médio-oriente, onde a modalidade tem uma grande implantação e notoriedade. A RTP trabalhará em co-produção com a F1H2O, que possui as mais modernas tecnologias de captação de imagens em desporto, nomeadamente, com câmaras a bordo dos Fórmula 1 das águas, ficando garantindo um grande espectáculo televisivo. A prova pode também ser acompanhada a partir das margens do rio, entre a Alfândega do Porto e a Ponte Luiz I, sendo o acesso livre e não sendo cobrado qualquer valor para que o público assista à prova.

 

  PROGRAMA

Grande Prémio F1 Motonáutica pista.jpg

Sábado, 1 de agosto 2015

11:00-11:30 Briefing (Edifício da Alfândega)

12:00-12:30 Treinos Livres - F4

12:40-13:00 Treinos Cronometrados - F4

13:30-14:30 Treinos Livres - F1

16:00-16:20 Corrida 1 - F4

16.30-17:30 Qualificação - F1

17:40 Conferência de Imprensa (Edifício da Alfândega)

Domingo, 2 de agosto 2015

11:00-11:30 Briefing (Edifício da Alfândega)

12:10-12:30 Treinos Livres - F4

12:40-13:00 Treinos Cronometrados - F4

13:30-14:30 Treinos Livres - F1

16:00-16:20 Corrida 2 - F4

17:00-17:15 Volta de Apresentação - F1

17:15-18:00 GP Portugal - Corrida (45´) - F1

18:10-18:20 Cerimónia do Pódio (Parque da Alfândega)

18:35-19:00 Conferência de Imprensa (Edifício da Alfândega)

 

  Este sábado, à tarde... no rio Douro

Grande Prémio F1 Motonáutica c05.jpg



Publicado por Tovi às 07:50
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2015
“Taxi-boat” – Um projecto para o Rio Douro

Taxi Boat 03.jpg

Há uns dias e a propósito de um notícia do “Porto24” sobre a Câmara de Vila Nova de Gaia já ter o aval da APDL para avançar com “vaporettos” a ligar as ribeiras de Porto e Gaia, retomei uma ideia minha já antiga e que consiste na implementação no rio Douro de “táxi-boat” idênticos aos indicados nas imagens. Estes barcos poderiam fazer um tipo de serviço que fazem no Adriático e que seria irem a Leixões buscar os clientes aos Navios de Cruzeiro e transportá-los para a Ribeira. Os navios de cruzeiro transportam muita gente mas estão muito pouco tempo nos portos (a esmagadora maioria deles atraca em Leixões pela manhã muito cedo e levantam âncora ao fim da tarde) pelo que os turistas não podem fazer grandes viagens (tipo ir ao Douro de comboio) e o que interessa é percursos curtos mas interessantes. No caso destes "taxi boat" os turistas chegavam rapidamente à Ribeira, poderiam visitar as caves de Vinho do Porto, almoçar nos muitos restaurantes da zona, visitar monumentos históricos da Invicta e regressar calmamente ao navio.

 Características técnicas

Tipo - SEA-BEE V8 INBOARD ENGINE

Comprimento - 9,00 m

Largura - 3,30 m

Capacidade – 12 pessoas

Velocidade máxima – 33 milhas/hora

Velocidade de cruzeiro - 25 milhas/hora

Equipamento - GPS, VHF, BIMINI TOP, RESCUE EQ




Sexta-feira, 5 de Junho de 2015
O turista do destino Porto-Gaia em 2014

Turista do destino Porto Gaia Jun2015.jpg

Para bem se preparar o futuro há que ter noção correta do presente e por isso este gráfico publicado pelo JN sobre o perfil do turista do destino Porto-Gaia em 2014 é muito interessante.

Fonte: Análise do perfil do turista, da Divisão Municipal de Turismo da Câmara de Gaia e INE / Turismo de Portugal.

Idade: 9% entre 15 e 24 anos; 37% de 25 a 45 anos; 43% de 46 a 65 anos; 11% mais de 65 anos.

Como viaja: 73% casal; 20% em grupo; 7% sozinho.

Chegada ao destino: 32% de automóvel; 29% avião low cost; 20% avião carreira regular; 19% outra (autocaravana, comboio, autocarro).

Destino Porto-Gaia: 52% principal; 22% secundário; 26% em escala.

Imagem da cidade: 28% antiga / histórica; 19% agradável / encantadora; 17% bonita; 16% cultural; 20% outra (segura, limpa, calma, moderna).

Motivação da visita: 46% turismo cultural / património; 25% vinho do Porto; 14% sol / praia; 15% outra.

 

5.400.600 dormidas em hotéis e noutros alojamentos no Norte em 2014 (11,7% do total do país) – 2.607.300 portugueses e 2.793.300 estrangeiros. Estes últimos são de: Espanha 648.800; França 424.700; Brasil 290.400; Alemanha 221.800; Reino Unido 162.600; Itália 131.800; Holanda 97.500; EUA 93.700; Bélgica 86.700; Escandinávia 62.800.

Aspectos positivos: 19% património arquitectónico; 17% hospitalidade; 17% gastronomia e vinhos; 14% paisagem; 13% rio Douro; 11% clima; 9% preços.

Aspectos negativos: 25% trânsito e estacionamento; 24% património degradado; 15% mendicidade; 14% sinalização; 11% higiene e limpeza; 11% ruído.

 

  Comentários no Facebook

«Pica Miolos» >> Ontem no JN vinha uma interessante reportagem. Em termos de transito, acho um bocadinho abusador os autocarros de turistas pararem horas em determinados sitios enquanto esperam pelos turistas que foram visitar a Lello ou outra coisa qualquer. Já agora, de quem é a responsabilidade pelo mau estado do piso na faixa do BUS em frente à igreja do Carmo? Há anos que tal situação se verifica e ouvir as suspensões dos autocarros bater, é uma dor de alma!!!

«Alexandre Abreu» >> A primeira reclamação do turista, carros a mais. Espero que Rui Moreira peça ao JN os perfis de facebook e os coloque todos na linha. Isto é claramente uma cabala anti Norte.

«David Ribeiro» >> Sem desvalorizar o facto de 25% dos turistas que nos visitam apontarem como aspecto negativo o trânsito e o estacionamento, não podemos esquecer que 32% deles nos chegam de automóvel (nesta percentagem não estão incluídos os que vêm de autocaravana).

«Alexandre Abreu» >> Pois David, mas o problema do transito afecta sobretudo a economia real, medido em desperdicio de tempo e retira qualidade de vida a quem cá mora com os problemas de saude inerentes, conhecidos, medidos, incontestáveis... Claro que somos os ultimos a ter em linha de conta, os moradores, os peões, os pequenos comerciantes. No entanto até a este sector que dizem "de vital importancia" retira valor. Mas faz sentido com uma ideia cidade-parque temático low cost que vai ficando evidente. E faz sentido que eu ache populista ainda se medir Saude em numero de Urgencias e Centros de Saude sempre avidamente prescrevendo todo e qualquer medicamento para tratar o que ninguem trata a montante e depois gritar Turismo é fixe. Turismo pode ser fixe, se sustentável. E sobretudo se as pessoas e os turistas puderem visitar um sitio onde há planeamento, visão de futuro. Temos uma terra com inegável historia e virtudes mas também defeitos enormes mas infelizmente o que tem sido feito, tem sido uma sapateirada e começa a feder. Sabiam que a unica queixa contra o Porto na UNESCO foi interposta por um turista francês? Gente de bem certamente, mas foi antes da malta das low cost. Nada contra a titulo pessoal, mas comparticipar e cofinanciar malta que resumidamente, compra alcool no supermercado e bujigangas na gift shop, passeia, dorme e come por tuta e meia "num Pais com o encanto Europeu e preços de Leste"... quem me dera.



Publicado por Tovi às 08:46
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