"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017
Adega de Vila Real Douro Reserva Tinto 2013

big_v6vilarealres.jpg

Uma muito simples mas suculenta Fêvera de Porco Grelhada ganhou outra vida ao ser acompanhada no almoço de hoje por um tinto do Douro – Reserva 2013 da Adega Cooperativa de Vila Real – feito pelos enólogos Rui Madeira e Luís Cortinhas com uvas Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional, um vinho que reflecte a paixão com que alguns cuidam as vinhas no vale do Douro.



Publicado por Tovi às 15:14
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Sábado, 22 de Julho de 2017
Quinta da Aveleda

Quinta da Aveleda.jpg

A convite da minha filha mais nova e acompanhando um grupo de jovens empreendedores do Grande Porto, visitei hoje mais uma vez a Quinta da Aveleda (em Penafiel), importante património arquitectónico da “Aveleda S.A.”, uma empresa que há mais de três séculos é dirigida e orientada por gerações da família Guedes, cujo talento foi desde sempre devotado a produzir vinhos com a qualidade que se lhes reconhece e cuja fama desde há muito ultrapassou as nossas fronteiras. É líder de mercado na Região dos Vinhos Verdes e um dos maiores produtores de vinho em Portugal, exportando anualmente mais de metade da sua produção para mais de 70 países em todo o mundo.

A história da família Guedes passou sempre pela Quinta da Aveleda, que já faz parte da identidade da família. Além do seu importante património arquitectónico, a Quinta da Aveleda é também conhecida pelos seus parques e jardins, onde florescem raras espécies de árvores, algumas das quais centenárias, como o cedro japonês, o cipreste dos pântanos ou a sequóia americana. A sua estrutura decorativa, não funcional, excêntrica e simbólica, erigida por alguém que se alimenta da simples paixão de construir, é manifestações de pura arte de que a Aveleda se orgulha, como por exemplo:
Janela Manuelina do séc. XVI: janela, onde, segundo a tradição, D. João IV terá sido aclamado Rei de Portugal e que foi, mais tarde, oferecida a Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca, que a transportou para os jardins da Quinta da Aveleda.
Fonte das 4 Irmãs: erguida na década de 1920, a fonte foi finalizada pelo Mestre João da Silva, ao gravar nela os perfis em mármore das 4 irmãs Guedes, filhas do proprietário da Quinta. Cada perfil personifica uma das quatro estações do ano.
Torre das Cabras: numa ode à natureza e às antigas gerações da Quinta da Aveleda, foi edificada uma torre de três andares para albergar cabras anãs. Símbolo de fertilidade e abundância, a cabra protagoniza o mito de uma terra que soube sempre dar o seu melhor fruto.
Fonte de Nossa Senhora da Vandoma: imponente Fonte de Granito dedicada a Nossa Senhora de Vandoma, padroeira da Cidade do Porto.

 

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«Fernando Moreira Sá Monteiro» - Os enfiteutas de origem da Quinta da Aveleda são os Moreira, da Gandra, Paredes (casa da Lousa). Que logo entroncam com os Meireles Freire de São João de Covas, Lousada. A entrada dos Guedes na Aveleda somente se verifica mais tarde. No século XVI, Gonçalo de Meireles Freire, licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra e Desembargador no Paço, institui por testamento um Morgadio na Quinta da Aveleda a favor de sua irmã Dona Catarina de Meireles, que lhe sucedeu na Casa e suas pertenças. Por sua vez, a sua neta Dona Mariana, casou com Manuel Guedes da Silva da Fonseca, fidalgo da Casa Real e senhor da Casa de Gradiz, dando assim início à varonia Guedes no senhorio da Quinta da Aveleda.

«David Ribeiro» - Excelente e oportuna informação, Fernando Moreira Sá Monteiro.

«Maria Helena Guimarães» - A Quinta da Aveleda é conhecida há mais de 60 anos!!

«Fernando Moreira Sá Monteiro» - Maria Helena Guimarães, a quinta da Aveleda é conhecida há muito mais do que 60 anos; é conhecida há séculos!

«Maria Helena Guimarães» - Não é verdade. Sabe que antes de 1850 eram várias quintas não pertencentes à mesma família e, tanto quanto vi, só mesmo depois de 1946 iniciou a sua saga vinícola de exportação de vinhos verdes. Como eu nasci por essa altura e na zona conheço-a dessa altura. Quanto a séculos só mesmo como exagero de marketing

«Ze De Baião» - O "novo norte" está sair do Porto (cidade) e a andar pelo norte. Mais um bocadinho e o "norte" chega até Baião. Também há lá bom vinho, boa gastronomia e até famílias Guedes. Que o norte seja mais que o Porto e muito mais que a Cidade.

«David Ribeiro» - Ainda o Ze De Baião andava de cueiros e já eu percorria o Norte de Portugal de lés-a-lés, bebia bom vinho e comia do melhor que há nesta região.

«Ze De Baião» - Então tem o dever de direcionar mais um bocadinho "um novo norte para o norte", ou seja, para todo o norte. É que quando se defende, por exemplo, uma melhor mobilidade e acessibilidade dos de fora à Cidade, são muitos os que dão a entender que a Região é só a Cidade do Porto, esquecendo-se o quanto as cidades dependem de toda a Região. Espero por isso que "um novo norte para o norte" caminhe mais para a coesão e solidariedade regional e abandone a ideia de Cidade Região.

«David Ribeiro» - Primeiro que tudo os concelhos do interior (por exemplo: o de Baião) têm que se deixar de bacoquices parolas e admitirem que a Regionalização cá pelo Norte só terá viabilidade com a liderança da cidade do Porto, núcleo duro do Conhecimento Científico e Cultural desta Região.

«Ze De Baião» - Amigo David, a gente de Baião ou de qualquer outra pequena localidade pode ser humilde, mas parola acredite que não somos. Esse é um estigma dos citadinos, mas só quem vive e conhece as cidades e as problemáticas mais escondidas poderá perceber que afinal a gente das aldeias está muito evoluída.

«David Ribeiro» - Humildes não serão quando me dizem: "Lá vêm os gajos do Porto querer mandar em nós". Depois chorem que são eternamente esquecidos.



Publicado por Tovi às 23:00
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Domingo, 2 de Julho de 2017
BOPLAAS The Chocolate Cape Vintage Port 2010

BOPLAAS The Chocolate Cape Vintage Port 2010.jpg

Um jovem Amigo meu, sabendo que sou um apaixonado pelo Vinho do Porto, trouxe-me da África do Sul uma garrafa de BOPLAAS The Chocolate Cape Vintage Port 2010, claramente uma “coisa” feita à moda do nosso Néctar dos Deuses e que nem é bom nem é mau… é uma coisa que se bebe, se nunca tivermos provado um verdadeiro Port Wine. Mas só bebendo aquilo que grandes Amigos nos fazem chegar dos mais recônditos lugares do Mundo conseguimos entender a necessidade imperiosa da protecção de marcas e origens protegidas. Já não é a primeira contrafacção de Vinho do Porto que levo aos lábios… e cada vez estou mais convencido da necessidade de fazermos chegar a todo o lado o que é aquilo que se faz com uvas das vinhas do Douro, de uma forma secular e muito nossa e que só nós sabemos envelhecer em cascos de carvalho.

E já agora: A minha mulher não gostou nada… diz ela que nem para temperar um Peru no Forno esta coisa servia.

 

   Comentários no Facebook

«Alexandra Magalhães» - Vi este vinho em Moçambique no supermercado Sul Africano [Emoji smile:)] engraçado agora vê-lo aqui [Emoji smile:)]

«Jorge Veiga» - Tenho conhecimento de vários, mas nunca os provei. É preciso e urgentemente de proteger o nosso Vinho do Porto como os outros protegem o champagne, o whyskey, etc

«Cristina Vasconcelos Porto» - David Ribeiro, porque não mostra esta garrafa na pagina do Instituto do Vinho do Porto? Eles deveriam fazer alguma coisa sobre o assunto...

«David Ribeiro» - Pois é minha querida amiga Cristina Vasconcelos Porto (a minha idade já me permite tratar todas as mulheres por “queridas”)… Mas o compromisso aprovado em finais de 2005 pelo conselho de ministros da Agricultura da União Europeia, com os votos contra de Portugal, Alemanha e Áustria e a abstenção da Grécia, permitiu a utilização das expressões tradicionais exclusivas do Vinho do Porto, podendo passar a ser usadas em todos os vinhos, inclusive os de mesa. Merdices da União Europeia.

«Cristina Vasconcelos Porto» - Esteja à vontade com esse tratamento. A minha idade também já o permite recebê-lo sem problemas [Emoji smile:)]. Desconhecia esse compromisso! Será que também podemos utilizar da mesma forma as denominações Champagne, whisky e brandy?

«David Ribeiro» - Mas nós somos GENTE SÉRIA, Cristina Vasconcelos Porto e não fazemos dessas coisas… mas há quem não mereça a nossa seriedade.

«Cristina Vasconcelos Porto» - Tem toda a razão!

«Jorge Veiga» - e uma campanha a nivel (quase) mundial a dizer que o Porto só é Porto se for de Portugal?

«David Ribeiro» - Tem-se feito, Jorge Veiga… mas AINDA não chegamos a todos os poderosos da produção vinícola mundial. Já vi e provei “Port Wine” feito na Índia com uvas da casta Merlot, embalado – IMAGINEM - em bag-in-box de três litros.

«Manuel Almeida» - Podem dar as voltas que quiserem: O MELHOR VINHO VERDE DO MUNDO É PORTUGUÊS. Assim como o "único" "VINHO DO PORTO" também é Português.

«Jorge Veiga» - Pois, mas é preciso que os outros (os de lá de fora) saibam isso...

«Joao de Faria-lopes» - Mas eh coisa que se faca comparar VINHO DO PORTO com qualquer outra coisa? Soh um insano o faria. Digo eu!

«David Ribeiro» - Sem dúvida, meu caríssimo Amigo. Não se pode comparar o VERDADEIRO com uma cópia, por mais perfeita que seja.



Publicado por Tovi às 14:09
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2017
Palhete da Mêda

 O Buraquinho ab.jpg

A propósito de um post meu aqui publicado há três dias, uns amigos desafiaram-me para irmos à tasquinha Buraquinho a fim de se provar e confirmar se o tal vinho que lá servem é ou não Palhete da Mêda.

E hoje, pelas 17h30, lá apareceram o Jorge Saraiva e o Duarte Leal (o Amândio Cupido e o António Vidal não puderam comparecer) para me acompanharem num lanchinho nesta casa com mais de oito décadas de existência, das mais antigas da cidade do Porto, ali mesmo na Praça dos Poveiros. O tal vinho, um clarete fresquinho, servido à pressão e ligeiramente adocicado, não é o mítico e já praticamente desaparecido Palhete da Mêda… mas bebe-se, principalmente num dia quente como o de hoje. Como petisco de fim de tarde o que lá servem é agradável e para se repetir.

 

  Comentários dos outros dois no Facebook

«Jorge Saraiva» - Tudo bem! outras oportunidades aparecerão 🙂 as carnes não eram fracas, mas o vinho não é o Palhete da Mêda. Foi bom, no entanto

«Duarte Leal» - Foi de alto nível, excelente companhia, boa casa. Está fundado o grupo informal de amigos das tascas do Porto. Temos de continuar, está feito o mais difícil: dar o primeiro passo.



Publicado por Tovi às 22:50
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Terça-feira, 13 de Junho de 2017
Está um calor do caraças

água.jpg

E não pode ser um Palhete da Mêda fresquinho?.. Não para as crianças, obviamente, mas para nós os mais crescidinhos

 

   Comentários no Facebook

«Jorge Saraiva» - Ora aí está uma excelente ideia! O mais difícil é, nos dias de hoje, encontrar o palhete da Mêda. Infelizmente

«David Ribeiro» - No "Buraquinho" em São Lázaro, diz o dono que o palhete que serve é o verdadeiro da Mêda... não sei se é, mas eu gosto.

«Pingus Vinicus» - O mais próximo que temos era o Gravato.

«Jorge Saraiva» - Exatamente!

«Amândio Cupido» - Pingus Vinicus, ainda há 2005 [Emoji smile:)]

«Pingus Vinicus» - Já não o vejo...

«Jorge Saraiva» - David Ribeiro Se e quando quiser combinamos uma surtida a esse Buraquinho, S. Lázaro e tiramos as teimas

«David Ribeiro» - Temos que combinar... e acompanhamos com uns bons petiscos que por lá há.

«Duarte Leal» - A qualidade é mais importante que a quantidade. O problema é que, com amigos e uma boa conversa, a quantidade acontece e nem nos apercebemos...



Publicado por Tovi às 11:42
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2017
Vai um Moscatel?

CAM00725-2.jpg

A “Dica da Semana” é uma revista promocional do LIDL onde se encontram vários artigos interessantes e esta semana lá estava um sobre uma das minhas paixões no que toca aos nossos vinhos fortificados.

Uma sugestão da “Dica da Semana” para os fins-de-tarde quentes que se aproximam:

Moscatel com laranja e canela
5 cl de vinho Moscatel + sumo de laranja q.b. + 1 pau de canela + ½ rodela de laranja.

Servir em copo “long drink” com dois ou três cubos de gelo.



Publicado por Tovi às 08:29
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Segunda-feira, 27 de Março de 2017
Porto Cálem Special Reserve

PB161478.jpg

Para acompanhar a sobremesa do jantar de ontem, uns simples mas muito saborosos Biscoitos Húngaros, abriu-se cá em casa uma garrafa de Porto Cálem Special Reserve, produzido e engarrafado por Sogevinus Fine Wines SA, um “Vinho Fortificado” de cor castanha-aloirada, com aromas a frutos secos e especiarias, um vinho aveludado e equilibrado, ideal para acompanhar doces.

E que bom é ficar á mesa a bebericar um “Porto” e a conversar com a família.



Publicado por Tovi às 11:26
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Quarta-feira, 22 de Março de 2017
Andam a gastar dinheiro em vinho e mulheres

Autorretrato-con-Saskia-de-Rembrandt.jpg

O coiso holandês (como é que se chama o ainda líder do Eurogrupo?...), numa das suas visitas a Angela Merkel na Alemanha, foi ao museu de Dresden e como é burro que nem um calhau, pensou que este óleo sobre tela datado de 1635, auto-retrato de Rembrandt e sua mulher Saskia, representava os europeus do sul dos dias de hoje. É mesmo totó.

 

Antonio Costa 22Mar2017.jpg

  Pedro Nuno Costa Sampaio, no Facebook

CARTA ABERTA AO JEROEN DIJLESBOING (ou lá como é...)
Caro Sinhor, sou um cidadom europeu, do Puorto, o tal que foi eleito "Béste Déstineixion 2016", mas in antes tamvém já tinhamos o mesmo galardom em 2012 e 2014... portantanto nada de nobo!
Mas diga lá uma coisa: bocê já cá beio??? Já sei: num pode bir porque estaba a fazer o Mestrado ... aquele que disseram que bai-se a ber e afinal num tinha!
Mas benha, carago! Bocês in antes de dizer essas tangas debeis bir cá e fazer tipo uma rota das tascas e da noite! Era a mêma coisa que dizer "ai e tal os países do centro da europa que até alguns diz que bibe abaixo do níbel do mar, num pode gastar o guito em tulipas, batatas fritas e festibais da canção e depois aumentar os juros dos empréstimos dos países que têm a melhor pomada e as gaijas mais boas (digo-lhe, meu amigo, que bocê armou um giga do carago em Ermesinde...)! Quer dezer, aqui no sul todo... (mas cuidado... se bocê bier ó Puorto num diga que somos do sul... senão leba um enxerto que até lhe introduzem um doutoramento na mona em 3 tempos...)
Bocê sabe o que é o presunto da "Badalhoca"? ... atençom: num tamos a falar de ninguém do centro da europa! É o nome duma tasca! Bocê já bebeu um tinto do Douro, num bou falar do Barca Belha pra num fazer puvlicidade... ou até uma Super Bock? Bocê sabe o são Tripas á moda do Puorto?? Num seja murcom, carago! Benha cá!!! Bocê já biu o nosso mulherio todo produzido na noite??? Já as biu ó sol na Foz??? Aton cale-se, carago!
Cum a milhor comida do mundo e as mulheres mais jeitosas, querem que o pobo gaste em quê??? Produtos tóxicos dos Bancos que faliram e que bocês num fizeram a ponta dum corno pra ebitar? Certicados de aforro que num bale um carago?
Deixe-se de tangas!!! Benha cá que depois de ir ber a náite bocê apanha uma cardina e isso passa-lhe!!! Eu até acho cajente gasta pouco nisso! Já agora: o que é para si gastar o guito em mulheres??? Bocê conhece o Bloco de Isquerda num conhece? Para já: eles bão-se passar! Aton e a malta que é abstémica e num gosta de mulheres??? Esses som poupados por natureza? É desses que bocês gostam? A díbida de Portugal num conta coeles??? Antes de avrir essa boca, carago, veja com quem fala!!! Nós num somos os ingleses que se põem a bulir mal cheira a granel!!! Ponha-se fino, murcom do carago!!!!

(texto escrito com o acordo ortográfico do Porto)



Publicado por Tovi às 20:48
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Segunda-feira, 6 de Março de 2017
Um “hostel” nas caves da Sandeman

Sim!... É necessário rejuvenescer o consumo do Vinho do Porto.

 

  Expresso em 5Mar2017

mw-860.jpgÉ uma profunda obra de reabilitação que está a decorrer nas caves da Sandeman em Vila Nova de Gaia, e o seu principal trunfo vai ser... um 'hostel'. O projeto visa aproximar as camadas mais jovens ao mundo do vinho do Porto, e resulta da parceria entre a Sogrape e o grupo The Independente Collective, dos irmãos Duarte, Bernardo e Afonso d'Eça Leal - já com créditos firmados na 'hostelaria', designadamente com o The Independente em Lisboa, num palacete junto ao miradouro de São Pedro de Alcântara, que é o único 'hostel' recomendado no exclusivo guia de viagem da Louis Vuitton. (…) O 'hostel' terá o nome 'The House of Sandeman', conta com 10 suites e 60 camas em quartos partilhados, e vai ficar no primeiro piso do edifício central das caves do vinho do Porto, contando também com um restaurante (à semelhança do restaurante The Decadente, que funciona no 'hostel' do grupo em Lisboa), esplanada, bar, sala de convívio e sala de eventos.

Notícia completa aqui.



Publicado por Tovi às 10:23
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2016
Alambre colheita de 2010

Alambre 2010 Colheita.jpg

Entre as muitas prendas que o Pai Natal me trouxe (sim… eu portei-me bem todo o ano) está um fabuloso Moscatel Roxo de Setúbal – Alambre colheita de 2010 – da ”José Maria da Fonseca Vinhos SA” em Azeitão, um vinho generoso produzido a partir da casta Moscatel na sua versão rosada, mais rara e exclusiva, o Moscatel Roxo. É, sem sombra de dúvida, um aperitivo de alta qualidade.



Publicado por Tovi às 17:10
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016
Paulo Laureano Reserve DOC Alentejo Tinto 2009

Paulo Laureano Reserve DOC Alentejo Tinto 2009.jpgPara acompanhar uns bifes grelhados de picanha (um pouco dura mais muito saborosa) abriu-se hoje cá em casa uma garrafa de Paulo Laureano Reserve DOC Alentejo Tinto 2009, feito com um lote de Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, que após 18 meses de estágio em barrica deu origem a um vinho que transmite fulgor, prazer e elegância, a que Paulo Laureano Vinus Lda já nos habituou.

Notas de prova
Cor – Cor granada.
Aroma – Notas de ameixa em compota, pimentos vermelhos maduros, menta, algumas especiarias e folha de tabaco fresco, num conjunto complexo e atractivo.
Paladar – Macio, com acidez bem equilibrada, aromas de fruta em compota e especiaria. Fim de boca longo, assente em taninos suaves, persistentes e elegantes.

Parâmetros Analíticos
Álcool: 14,5%;
Acidez Total: 5,8 g/l;
pH: 3,49



Publicado por Tovi às 18:14
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Domingo, 6 de Novembro de 2016
Castanhas Assadas no Forno

castanhas.jpg

Hoje deliciei-me com umas castanhas assadas (assadas no fogão cá de casa), devidamente acompanhadas por uma Jeropiga. É muito simples… e ficaram uma “marabilha”. É assim:

Golpear as castanhas; Cobrir um tabuleiro de ir ao forno com sal grosso, espalhando sobre este as castanhas, sem as sobrepor; Polvilham-se as castanhas com mais sal grosso; Dependendo do tamanho das castanhas deverão assar no forno a 200ºC entre 35 a 45 minutos; Deixar tostar a gosto.
Há quem as polvilhe com alecrim… eu cá não gosto.

A jeropiga era (era, porque já foi toda) um vinho licoroso com o pomposo nome de «Chanceleiros» (15,5% de álcool) feito pela “Companhia das Quintas – Vinhos, SA” de Sangalhos, que estava perfeito para o efeito.

  Comentários no Facebook

«Maria Vilar de Almeida» >> QUE BELAS?! Assadas em casa... ou no jardim?! Se for dentro de casa quero saber como é... para também poder fazer. BOM PROVEITO!

«José Camilo» >> Muito bom aspecto. Bela foto.

«David Ribeiro» >> A foto não é minha... Roubei-a na NET [Emoji wink;-)]

«José Camilo» >> Também quem andou a arruma-las muito bem arrumadinhas deve-se ter queimado uma série de vezes.... [Emoji smile:)]

«José Luis» >> Moreira Que benhamanhadas!...

«Zé Carlos» >> Isso é uma delicía e viciante... come-se uma e mais uma e mais uma e mais uma

«Maria Teresa de Villas-Boas» >> Bom apetite. As castanhas tem um aspecto delicioso

«Jorge Veiga» >> Para assar, golpear como estão as do David Ribeiro (pelo dorso). Para cozer, golpeá-las longitudinalmente... Quando ficam mais baratas ou quando mas dão, golpeio-as e congelo-as. Tenho castanhas até ao ano seguinte. A utilizar sem descongelar, para cozer ou assar.

«David Ribeiro» >> Muitas vezes ao longo do ano compro das congeladas para utilizar como acompanhamento nos assados.

«Jorge Veiga» >> David Ribeiro também saõ boas para isso, mas se conservares com a casca e cortadas, tens castanhas todo o ano.

«Rafael Maciel Oliveira» >> Estao devidamente apresentadas e douradinhas

«Maria Helena Costa Ferreira» >> que maravilha!!!!!

«Elisabete Loureiro» >> Com um jeitinho, ainda vou ver o David Ribeiro e o Jorge Veiga, de boné e um carrinho à porta de São Bento a apregoar "quentes e boas"! 😂 Percebem da poda!!!

«Maria Vilar de Almeida» >> Vou tentar fazê-las este Fim de Semana, Davidzinho... obrigada pela receita! [Emoji heart<3]... a Alicinha gosta?!

«David Ribeiro» >> A Alice adora.

«Maria Vilar de Almeida» >> É cá das nossas!! [Emoji wink]

«Jose Ventura Alves Vieira» >> Manda Algumas abraço

«Ana Alyia» >> David, permita-me dizer que o sr é um grandessíssimo sovina, egoísta e demais adjetivos semelhantes!!!!!!!!!!!!! Custava muito ter convidado??? Custava?????? bbbhhhhaaaaa para castigo vai ficar gordo que nem um barril com pernas!! Estou mesmo zangada, não se faz [Emoji frown:(] eu adoro castanhas assadas e não provei nem umazinha [Emoji frown:(]

«David Ribeiro» >> Sou sovina, egoísta e vou ficar (já estou) gordo... mas partilhei a receita, que eu não sou invejoso [Emoji wink]



Publicado por Tovi às 15:59
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2016
Fort Simon - Fortress Hill Merlot 2014

Fort Simon - Fortress Hill Merlot 2014.jpg

A minha querida amiga Elisabete Ferreira muito me honrou ao oferecer-me uma garrafa de vinho sul-africano comemorativa do 40º aniversário do Saint Bernard Club of Transvall e como prometido aqui vai não só o que fui saber sobre este produtor de vinhos, mas também o que os meus olhos, as minhas narinas e as minhas papilas gustativas me disseram deste néctar dos deuses:

Este vinho foi feito pela Fort Simon, uma das mais prestigiadas “wine estate” da região sul-africana de Stellenbosh, com uvas da casta Merlot da colheita de 2014, de vinhas plantadas em solo granítico de 185 a 210 metros acima do nível do mar, nos anos de 1990 e 1991. As uvas foram colhidas manualmente e a fermentação maloláctica ocorreu em tanques de aço inoxidável, tendo o vinho posteriormente repousado em tanques de carvalho francês novo por 6 meses e só depois foi envelhecido em barricas de carvalho francês mais velho por 12 meses. Após estes períodos o vinho foi retirado, estabilizado e engarrafado.

O vinho é ruby escuro; No nariz apresenta-se frutado, com aromas de ameixas, frutos secos e notas de especiarias; Na boca sente-se encorpado, com taninos macios que perduram no palato.

Um grande vinho… e acompanhou na perfeição uns bifes grelhados (mal passados) de bovinos nascidos, criados e abatidos na Região Autónoma dos Açores, segundo um modo particular de produção, que assenta no recurso às pastagens naturais das ilhas do arquipélago, apresentando-se esta carne tenra, suculenta, de coloração rosa-madura, com ligeira infiltração de gordura intra-muscular.

 

 Comentários no Facebook

«Elisabete Ferreira» >> Fico feliz que tenha gostado. Aproveito para reiterar o meu agradecimento público pelo apoio na WUSB 2016. Sem dúvida que este vinho tinha que ser entregue a um apreciador e conhecedor. Bem haja David Ribeiro!

«Jose Riobom» >> Já que não posso provar o vinho contento-me com a beleza do centro de mesa D.João V assim como com o belo prato de parede. Defeitos de nascença.... [Emoji wink;-)] de neto e filho de ourives... [Emoji smile:-)]

«David Ribeiro» >> ...defeitos de quem tem bom gosto, caríssimo amigo [Emoji smile:-)]



Publicado por Tovi às 08:39
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016
Revolta dos Taberneiros

Ao ouvir falar de um possível novo imposto sobre o vinho, lembrei-me disto:

 

Revolta dos Taberneiros 1757 ab.jpgEm 1757 o Porto foi palco de duas revoltas populares contra a Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro, instituída em 1756 por Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O descontentamento motivado pela formação desta companhia monopolista não só se fez sentir entre os agentes ligados à produção e comercialização de vinho do Porto, nomeadamente os comerciantes ingleses e seus colaboradores, mas também entre os numerosos taberneiros, tanoeiros e pequenos armazenistas da cidade.
O primeiro e principal motim aconteceu na manhã do dia 23 de Fevereiro ao som dos sinos da Sé e da Misericórdia. Os amotinados, reunidos na Cordoaria e gritando palavras de ordem, avançaram até à casa do juiz do povo, sita no Largo de S. Domingos, que foi arrastado pela turba e conduzido numa cadeirinha por, alegadamente, se encontrar indisposto.
O numeroso e exaltado cortejo seguiu até à Rua Chã, ao encontro das residências do regedor das justiças, a quem foi exigida a extinção da Companhia, e do provedor Luís Beleza de Andrade. O escritório da Companhia, a habitação do seu provedor - de onde um criado disparou sobre os revoltosos - e as casas vizinhas de Manuel Barroso (secretário da Companhia) e de Custódio dos Santos (seu deputado) foram vandalizadas.
Depois destes episódios violentos os ânimos serenaram e pelas três da tarde a cidade já assistia à Procissão das Cinzas. Porém, esta afronta ao poder central estava longe de ser esquecida, pois, apesar da aparente passividade das autoridades, a notícia do motim chegara rapidamente a Lisboa através da relação enviada pelo Desembargador Bernardo Duarte de Figueiredo.
Cinco dias mais tarde, a 28 de Fevereiro, D. José I ordenou a João Pacheco Pereira de Vasconcelos que abrisse no Porto uma devassa. A 15 de Março, pouco depois da chegada do enviado régio, rebentou segundo motim.
Destes levantamentos populares resultou o apuramento de 462 suspeitos, 26 dos quais foram condenados à pena capital (21 homens e 5 mulheres), a ocupação militar da cidade por vários regimentos da Beira, do Minho e de Trás-os-Montes, a responsabilização dos portuenses pelo aboletamento das tropas, o lançamento de um imposto para pagar os soldos e munições de guerra, a mudança da vereação, a extinção da "Casa dos 24" e, ainda, a nomeação de João de Almada e Melo para Governador do Partido Militar do Porto.
No final, oito condenados conseguiram fugir, uma mulher escapou à forca por se encontrar grávida e os restantes 17 sentenciados à pena capital foram enforcados ou decapitados no dia 14 de Outubro de 1757. As suas cabeças foram colocadas nos patíbulos e os corpos, esquartejados, expostos no Largo de S. Domingos, nas ruas Chã e de Cimo de Vila e no terreiro de Miragaia.



Publicado por Tovi às 08:57
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Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016
Meia Encosta Tinto Dão DOC 2014

meia-encosta-dao-tinto_jpg.png

Sempre gostei de vinhos tintos encorpados e de aroma intenso, sendo seguramente o Meia Encosta um dos primeiros vinhos que me habituei a beber, já lá vão mais de quarenta anos. Há muito que não comprava garrafas deste DOC Dão mas esta semana trouxe para casa uma meia dúzia de garrafas deste vinho feito pela Sociedade dos Vinhos Borges com as castas Touriga-Nacional, Jaen, Alfrocheiro e Tinta-Roriz, tendo a primeira sido aberta para acompanhar uma muito simples omeleta de camarão, cumprindo na perfeição aquilo para que o vinho existe.



Publicado por Tovi às 09:49
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