"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sábado, 21 de Maio de 2022
António Costa em visita à Polónia e Ucrânia

 António Costa na Polónia
Captura de ecrã 2022-05-20 204843.jpgO primeiro-ministro António Costa confirmou ontem, após reunir-se com o seu homólogo polaco, Mateusz Morawiecki, em Varsóvia, que Portugal está a discutir com vários governos a possibilidade de usar o porto de Sines como plataforma de distribuição de gás, transferindo-o de navios maiores para embarcações mais pequenas, capazes de operar nos mares Báltico e do Norte. Mateusz Morawiecki, por seu lado, revelou que a Polónia está interessada em cooperar com Portugal num eventual transporte de gás natural liquefeito (GNL), referindo que o seu país está a tornar-se num eixo para o gás e, portanto, "se pudermos obter gás adicional [...] estaríamos muito interessados neste tipo de cooperação com Portugal", concluiu Morawiecki.
Para além das questões energéticas, António Costa, deixou a garantia de que Portugal vai reforçar o apoio material à Polónia no esforço que este país está a fazer no acolhimento aos refugiados ucranianos, num valor “até ao montante máximo” de 50 milhões de euros, traduzidos no envio de “casas pré-fabricadas, casas modelares, produtos farmacêuticos e bens alimentares, roupa e calçado”, entre outros, voltando a referir que o país continua disponível para colaborar com as autoridades polacas na partilha do esforço de acolhimento dos refugiados ucranianos. Após o encontro com o seu homólogo polaco, António Costa deslocou-se ao Estádio Nacional de Varsóvia, onde está instalado o maior centro de acolhimento a refugiados da guerra na Ucrânia, reiterando a promessa de solidariedade de Portugal no processo de acolhimento, instalação e encaminhamento.

 

  António Costa em Irpin
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O primeiro-ministro dirigiu-se até Irpin, uma das zonas mais afectada pela guerra que fica a cerca de 20 quilómetros da capital ucraniana. “Ver ao vivo é algo absolutamente devastador pela brutalidade do ataque, a forma cruel como os carros foram metralhados com pessoas lá dentro”, disse Costa em Irpin. “É muito duro ver”, diz o primeiro-ministro em visita à cidade que esteve tomada pelos russos. “A guerra é sempre dramática, mas quando é entre militares são as regras do jogo. Quando é sobre civis, as suas habitações e viaturas quando estavam a fugir, já não é uma guerra normal, já estamos a falar de algo absolutamente criminoso que visa a pura destruição da vida das pessoas e do futuro de um país”. Antes de terminar a breve visita a Irpin, o primeiro-ministro disse, em relação aos crimes de guerra, que “é fundamental que a investigação prossiga” e que os “responsáveis devem ser levados perante a justiça e punidos”.

 

  António Costa em Kiev
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O primeiro-ministro português esteve hoje reunido com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro António Costa revelou que propôs o apoio de Portugal na reconstrução de escolas na Ucrânia. “Estamos disponíveis para patrocinar uma zona geográfica ou a reconstrução de escolas e jardins de infância”. A discussão continuará agora em reuniões com o governo, disse Costa que apontou com vantagem nacional no apoio à reconstrução de escolas a experiência na reconstrução destas infraestruturas em Portugal pela Parque Escolar. No início da declaração que fez no palácio presidencial, Costa disse ter sido “com grande emoção” que teve a “oportunidade de ser recebido pelo presidente Zelensky. “Um líder que inspira o mundo e nos tem dado a todos grande exemplo de coragem, personalizando notável resistência contra agressão ilegal e forma bárbara como a Rússia tem conduzido a guerra em território ucraniano”.  Nesta conferência de imprensa depois da reunião com António Costa, o presidente ucraniano afirmou que “Portugal nesta luta está do lado justo da história”.

 

  Adesão da Ucrânia à União Europeia 
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O primeiro-ministro português elogiou a resistência do povo ucraniano: “Persistência, determinação e coragem não lhes falta. Se têm tido para esta guerra, não há de faltar para desafios muito mais fáceis como a adesão europeia”, disse afirmando que a UE é “o destino” da Ucrânia, mas frisou: “Os processos de adesão são altamente complexos, incertos e difíceis. O nosso levou 9 anos”. Zelensky responder depois: “Compreendo que muitos países esperaram muitos anos para chegar a ser candidatos e depois membros. Mas é incorreto comparar a Ucrânia com esses países que passaram esse caminho em paz. Nós, em guerra, não estamos só a perder o tempo, mas também pessoas, vidas humanas, por isso agradeço quem apoia a nossa candidatura”. 

 

  Al Jazeera - 15h26 (TMG) de 21mai2022
Portugal PM Costa visits Ukraine, meets Zelenskyy
Portugal’s Prime Minister Antonio Costa says he supports Ukraine’s European Union accession bid. Speaking alongside Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy during a visit to Kyiv, Costa backed Ukraine’s EU ambitions saying “the worst thing the European Union could do to Ukraine would be to divide itself now over any decision regarding the future.” Costa reaffirmed Portugal’s commitment to the reconstruction of Ukraine stating it should be a priority in the next European Councils to find a collective response on how to rebuild the war-torn country. “We must be together, because it is together that we can build our Europe,” Costa said.

 

  
transferir.jpgAntónio Costa entregou a insígnia da Ordem da Liberdade a um funcionário diplomático na embaixada portuguesa em Kiev. Trata-se de Andrei Putilovskiy que ajudou dezenas de portugueses e luso-ucranianos a abandonar o país. O funcionário da Embaixada recebeu a insígnia da Ordem da Liberdade por ter permanecido em Kiev, disponível no apoio aos portugueses, luso-ucranianos e ucranianos que procuravam sair do país e chegar a Portugal. "Prestar esse auxílio em tempo de guerra exige, muitas vezes, gestos excecionais de bravura e coragem como aqueles de que deu prova. Estão-lhe gratos, seguramente, todos aqueles que pode salvar", afirmou António Costa. 



Publicado por Tovi às 08:35
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2022
Receitas de petróleo da Rússia disparam 50% este ano

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As receitas de petróleo da Rússia dispararam 50% este ano, isto apesar das sanções aprovadas pelos Estados Unidos da América e pelo Reino Unido. Apesar da sua vontade de reduzir a dependência do petróleo russo, a União Europeia manteve-se como o principal mercado das exportações russas em abril, pesando 43% no total. Moscovo ganhou 20 mil milhões de dólares por mês este ano com a venda de crude e de produtos refinados, a um ritmo de oito milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), citadas pela “Bloomberg”.

 

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Dias depois de ter proposto um embargo a todo o tipo de petróleo russo, na sequência da invasão militar da Ucrânia, a União Europeia aponta que “o investimento total necessário para garantir a segurança do aprovisionamento de petróleo deverá ascender a entre 1,5 e dois mil milhões de euros”. Bruxelas admite que “a dependência dos combustíveis fósseis russos estende-se também ao petróleo bruto e aos produtos petrolíferos”, mas “enquanto na maioria dos casos o mercado mundial permite uma substituição rápida e eficaz, alguns Estados-membros dependem mais do petróleo russo”. 

 

 

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As negociações entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) para a implementação de um novo pacote de sanções contra a Rússia estão num impasse, com o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, a admitir dificuldades em garantir o apoio da Hungria à proposta de embargo do petróleo russo. O sexto pacote de sanções proposto pela Comissão Europeia há duas semanas prevê a eliminação total e gradual da importação do petróleo russo até ao final do ano, tendo em vista a redução da dependência energética europeia em relação a Moscovo. Mas a Hungria tem vindo a manifestar-se contra esta medida, mesmo com a possibilidade de um ano suplementar de transição para o país - e para a Eslováquia, ambos países que não têm acesso ao mar, podendo apenas receber petróleo através de oleodutos e da Rússia, o que, alegam, põe em causa a segurança energética dos seus países. Face a esta intransigência de Budapeste, a Comissão Europeia estará a negociar com o governo de Viktor Órban um programa de investimento comunitário para ajudar a reduzir a dependência energética do país em relação à Rússia. Bruxelas espera, desta forma, conseguir ultrapassar o veto húngaro à proposta de embargo ao petróleo russo “nos próximos dias”, abrindo assim caminho para a aprovação do sexto pacote de sanções contra Moscovo.

 

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A Gasum, empresa de energia estatal finlandesa, informou hoje que a Rússia cortará os fluxos de gás natural para a Finlândia no dia de amanhã, sábado 21mai2022. No entanto a Gasum continuará a fornecer gás natural aos clientes finlandeses através do gasoduto Balticconnector que liga a Finlândia à Estónia.

 

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A China está a aumentar discretamente as compras de petróleo da Rússia a preços de saldos, de acordo com dados de embarque e comerciantes de petróleo citados pela “Reuters”, preenchendo o vazio deixado pelos compradores ocidentais que se afastaram dos negócios com a Rússia desde a invasão da Ucrânia em fevereiro. A China, que é o maior importador de petróleo do mundo, decidiu apostar na energia vinda de Moscovo um mês depois de inicialmente reduzir os abastecimentos russos, por receios de parecer apoiar abertamente a Rússia  e potencialmente expor as suas gigantes petrolíferas estatais a sanções. As importações marítimas de petróleo russo da China aumentaram para um valor recorde de 1,1 milhões de barris por dia (bpd) em maio, acima dos 750 mil bpd no primeiro trimestre e 800 mil bpd em 2021, de acordo com uma estimativa da Vortexa Analytics.



Publicado por Tovi às 07:43
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2022
As inconfidências de Marcelo

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António Costa está de visita à Roménia e à Polónia e assumiu que, como se previa, vai aproveitar a oportunidade para ir a Kiev, respondendo ao convite que lhe foi feito pelo primeiro-ministro ucraniano. Contudo, por questões de segurança, essa visita não estava anunciada nem incluída no programa oficial de Costa. Mas Marcelo Rebelo de Sousa, numa escala da viagem para Timor, em declaração aos jornalistas, anunciou que o primeiro-ministro vai esta semana à Ucrânia. O Primeiro-ministro, com muito fair-play, acabou por dizer: "O sr. Presidente anunciou está anunciado. Fez certamente bem, é por isso que é Presidente da República. Não condicionamos o timing do uso da palavra pelo sr. Presidente".


Luis Miguel Moreira - De um palhaço espera se sempre uma patetice! Marcelo, depois de ter sido gozado - e muito bem - pelo RAP no inimigo público por andar sempre a dizer que sabe das notícias pelos jornais, resolveu vingar-se e mostrar que ele, Marcelo, também é capaz de dar notícias antes dos jornais, e veio assim revelar em público e em directo um segredo de Estado! Se fosse um ministro a revelar uma viagem secreta de um representante de estado, seria possivelmente demitido de funções! Ao palhaço nada acontece! Faz parte da profissão dizer patetices! 
Rodrigues Pereira - E temos também um monarca putativo - que, por mero acaso, foi eleito Presidente da República - que resolveu dar uma entrevista em plena lounge da First Class da Emirates, no Dubai, a anunciar aos quatro ventos quando o nosso primeiro-ministro iria visitar Kiev. Ora se o cavalheiro ia a caminho de Timor - e bem - não poderia ter-se atido à comemoração da independência, do magnífico café que ainda vai produzindo ou, até, do papel do Comendador Nabeiro na revitalização da economia da ilha??? Arre, que o homem não consegue ficar calado!!! 
David Almeida
Foi para não ser informado, outra vez, pela comunicação social...🤣🤣🤣
Alfredo FontinhaMarcelo, um incontinente verbal!

  JN e Público de hoje
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  Primeiro-ministro português na Roménia
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  Kremlin... esta manhã
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Publicado por Tovi às 08:27
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2022
2ª Conferência de “Valdai Discussion Club”

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Desde ontem e terminando hoje [17 e 18 de maio] temos na cidade russa de Níjni, a 2ª Conferência da Ásia Central de “Valdai Discussion Club”. O tema deste ano é “Rússia – Ásia Central: Cooperação e Desenvolvimento no meio da Instabilidade”.

A Conferência da Ásia Central terá a participação de cerca de 40 especialistas de 9 países – Rússia, China, Índia, Irão, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Tajiquistão e Uzbequistão. Esta cidade de Níjni, uma das maiores cidades da parte europeia da Rússia, foi escolhida como sede da Conferência da Ásia Central, para servir de ligação entre a Europa e a Ásia do ponto de vista histórico e civilizacional. O simbolismo desta escolha reside no facto desta cidade ser a retaguarda da Rússia: durante o Tempo das Perturbações, foi lá que a milícia popular foi formada para combater os intervencionistas europeus e, durante a Grande Guerra Patriótica, as forças industriais e intelectuais. As reservas humanas da cidade deram uma contribuição inestimável para a vitória da ex-União Soviética sobre a Alemanha nazi.

Os principais temas da conferência são os seguintes:
Desenvolvimento da Rússia e da Ásia Central no contexto de novas turbulências geopolíticas;
Segurança coletiva na Ásia Central;
Cooperação entre a Rússia e os países da região no domínio da economia e dos transportes;
Laços inter-regionais entre a Rússia e as cinco repúblicas da Ásia Central.
 
  Andrey Sushentsov, diretor do programa Valdai Club
Fundamentos estratégicos da crise ucraniana
Provavelmente estamos no ponto de partida de uma crise que se desenrola e não perto de seu fim. Por que as relações russo-ucranianas dizem respeito a todos os russos e ucranianos? Até certo ponto, o que está acontecendo é uma guerra civil atrasada, que poderia ter acontecido no início dos anos 1990 com o colapso da URSS, quando a primeira geração de líderes russos e ucranianos se gabava de ter evitado um divórcio sangrento como o da Jugoslávia. Na Rússia, todas as pessoas têm parentes no país vizinho e o que está acontecendo lá é mais uma questão de política doméstica. Por exemplo, se o governo ucraniano fechar igrejas ortodoxas russas ou banir um partido político de oposição pró-russo, a história terá cobertura imediata na TV estatal e políticos russos emitirão declarações.
(...)
A primeira proposta diplomática que a Rússia fez no início da crise foi que a Ucrânia permanecesse neutra, que a Crimeia fosse reconhecida como território russo e que as repúblicas do Donbas fossem reconhecidas como independentes. Em resposta a essas demandas, a Ucrânia apresentou a sua própria: a repatriação completa de seu território anterior a 2014 e nenhum passo em direção à Rússia. A maximização das demandas ucranianas significa que um ponto de equilíbrio ainda não foi encontrado na campanha militar em andamento. No entanto, ele tem suas próprias opções de desenvolvimento. No primeiro cenário, o atual governo ucraniano e a Rússia firmam um acordo que leva em consideração as demandas russas, e esses acordos são reconhecidos pelo Ocidente como parte de um pacote de segurança europeu. A crise russo-ucraniana daria lugar a um confronto político-militar russo-ocidental, semelhante à Guerra Fria. O segundo cenário pressupõe o desenvolvimento de eventos sob a influência da situação militar no terreno. Como resultado, ou um equilíbrio é inevitavelmente encontrado, ou uma das partes prevalece. Nesse caso, há riscos de que o Ocidente não reconheça os resultados do acordo, e um novo governo ucraniano surja e seja combatido pelo governo no exílio. A partir do Ocidente, haverá um sistema de apoio ao subterrâneo ucraniano, semelhante ao que existia no oeste da Ucrânia na década de 1950. O terceiro cenário envolve uma forte escalada de tensão entre a Rússia e o Ocidente. É possível que a crise se espalhe para os países da NATO ou a escalada da guerra de sanções contra a Rússia siga na esperança de abalar os fundamentos do estado russo. Nesse caso, os riscos de uma confronto nuclear aumentarão. No entanto, até agora, vemos que os líderes ocidentais estão se distanciando de tais planos e dizendo que não enviarão forças da NATO para esse conflito. No entanto, vimos repetidamente como o Ocidente cruza suas próprias “linhas vermelhas” – isso pode realmente acontecer novamente
  Negociações Moscovo - Kiev
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Não há negociações entre as delegações russa e ucraniana neste momento, segundo disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrey Rudenko, durante a 2ª conferência da Ásia Central do clube de discussão internacional Valdai. Acrescentou: “As negociações não continuam. A Ucrânia, de facto, desistiu do processo de negociações". Vladimir Putin, numa conversa telefônica com o presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, já tinha dito que as negociações Moscovo-Kiev foram interrompidas porque "o lado ucraniano não demonstrou interesse num diálogo construtivo".
 
 
  Os "amigos" de Putin na UE e na NATO
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O aliado mais próximo de Putin na União Europeia é o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, que já ameaçou vetar a proposta de sanções ao petróleo russo que os outros 26 estados-membros aprovaram. [A Hungria é membro da UE desde maio de 2004]
Da mesma forma, na NATO, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, não vê com bons olhos a possível adesão das potências historicamente neutras da Finlândia e da Suécia, cuja adesão é apoiada pelo resto da aliança. [A Turquia é membro da NATO desde 1952]
 
  E depois eu é que sou “russófilo”
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As receitas de petróleo da Rússia dispararam 50% este ano, isto apesar das sanções aprovadas pelos Estados Unidos da América e pelo Reino Unido. Apesar da sua vontade de reduzir a dependência do petróleo russo, a União Europeia manteve-se como o principal mercado das exportações russas em abril, pesando 43% no total. Moscovo ganhou 20 mil milhões de dólares por mês este ano com a venda de crude e de produtos refinados, a um ritmo de oito milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), citadas pela “Bloomberg”.


Publicado por Tovi às 07:13
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Terça-feira, 17 de Maio de 2022
Alargamento da NATO... sim ou não?

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Atuais Estados-Membros da NATO: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, República Checa, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, Estónia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Macedónia do Norte, Montenegro, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia e Turquia.

No início da Guerra Fria, em 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN/NATO) tinha apenas 12 membros. Após o colapso soviético de 1991, 11 nações do Leste Europeu que costumavam ser satélites de Moscovo e três repúblicas soviéticas juntaram-se à aliança. O Kremlin viu a expansão como uma ameaça existencial e um apelo para acabar com ela fazia parte da lista de demandas de Putin entregue ao Ocidente, antes da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. Assim, os anúncios de Estocolmo e Helsínquia são um golpe duplo na reputação de Putin tanto no exterior quanto em casa. “Isso marca a derrota de Putin em duas frentes – estrangeira e doméstica”, afirmou Sergei Biziukin, publicitário e ativista da oposição que fugiu da Rússia em 2019. Alguns anos atrás, várias forças políticas viram a NATO como uma relíquia obsoleta da Guerra Fria, mas na Europa – com exceção da Hungria e Sérvia, amigas de Putin – percebeu-se o perigo da recém-descoberta assertividade da Rússia a que alguns chamaram de desrespeito à ordem mundial pós-Segunda Guerra Mundial.

 


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Quer se goste ou não a verdade é que “a faca e o queijo” estão nas mãos de Erdogan. Ainda vai correr muita água debaixo da ponte do Bósforo até haver unanimidade dos atuais membros da NATO sobre as adesões da Finlândia e Suécia. Fontes do Ministério da Justiça turco, referem que nos últimos cinco anos nenhum dos 33 pedidos de extradição enviados por Ancara recebeu resposta positiva por parte de Estocolmo ou de Helsínquia. Os pedidos de extradição relacionam-se com pessoas procuradas por Ancara e acusadas de serem membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), ou do movimento de Fethullah Gülen.

 


1200px-Emblem_of_the_Collective_Security_Treaty_OrO Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou ontem [2.ª feira 16ma2022] que a adesão à NATO da Finlândia e da Suécia não é um problema para a Rússia mas que passará a sê-lo se incluir a colocação de armas no território desses países"A Rússia não tem problemas com esses países, já que a sua entrada na NATO não cria uma ameaça", disse Putin durante a cimeira da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (Rússia, Bielorrússia, Arménia, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão). Contudo, o líder russo acrescentou que, se o alargamento da NATO for acompanhado pela localização de "infraestruturas militares" naqueles países, Moscovo ficará obrigado a "reagir". "Vamos decidir com base nas ameaças que a NATO nos criar", explicou Putin, referindo-se ao alargamento da Aliança como uma questão “artificial”, que foi criada “no interesse da política externa dos Estados Unidos”. "A NATO é usada como instrumento de política externa, essencialmente, de um único país, com insistência, maestria e muita agressividade", denunciou o líder russo, considerando que o alargamento da organização militar ocidental “deteriora a já complicada situação internacional no domínio da segurança”. Putin considera essa expansão como uma ferramenta usada pelos EUA "para controlar a situação internacional do ponto de vista da segurança, para influenciar outras regiões do mundo".

 


transferir.pngNum comunicado o Partido Comunista Português, veio ontem [2.ª feira 16mai2022] dizer que considera que a adesão dos dois países nórdicos à Organização do Tratado do Atlântico Norte é feita de uma maneira “precipitada e evitando que os povos desses países se possam pronunciar sobre uma decisão com tão inquietantes consequências para os próprios” e para os restantes países europeus. O partido acusa também a NATO de promover “forças hostis” contra a Rússia, “incluindo forças abertamente fascistas que idolatram colaboracionistas com os nazis durante a II Guerra Mundial”.

 

   Da série "Expansão da NATO"
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Publicado por Tovi às 07:16
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2022
Covid ou Guerra... venha o diabo e escolha

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  Portugal contabilizou, na última semana, 99.866 casos e 142 mortes de covid-19. Os dados, relativos ao período entre 3 de maio e 9 de maio, refletem um aumento de 23.746 infeções e de 15 óbitos, face ao número reportado no último balanço (entre 26 de abril e 2 de maio).
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  Na Ucrânia as tropas de Putin continuam no 82.º dia da invasão com os combates a intensificarem-se no leste do país, na zona do Donbas. O exército russo está a tentar avançar em direção a Sloviansk e Kramatorsk, numa tentativa de isolar as tropas ucranianas e cortar o seu contacto com o resto do país. Do outro lado da barricada as forças ucranianas destruíram parte de uma coluna militar russa em Donbas, quando as tropas da Rússia tentavam atravessar um rio.
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Captura de ecrã 2022-05-16 175614.jpgAs autoridades ucranianas não confirmaram, até agora, qualquer acordo, mas a Agência de Notícias Russa TASS noticiou na tarde de hoje um comunicado do Ministério da Defesa da Rússia: “Um regime de silêncio [das armas] está em vigor atualmente [na fábrica de aço Azovstal, em Mariupol] e um corredor humanitário aberto, pelo qual os soldados ucranianos feridos estão a ser transportados para os estabelecimentos médicos de Novoazovsk”, em território controlado pelas forças russas e pró-russas. Já ao fim do dia a Reuters avançou que foram transportados do complexo siderúrgico de Azovstal, para um centro médico na cidade de Novoazovsk, cerca de 300 soldados feridos.

280652104_10221379925995488_7034225621293759954_n.A Rússia, com uma população de 144 milhões, invadiu um país de 44 milhões de habitantes e até hoje as suas “vitórias” não são significativas, mas também não deverão ser desprezadas. Dizia-se nos primeiros dias da entrada das tropas de Putin pelo norte ucraniano que seriam dois ou três dias para chegarem a Kiev, depor o governo de Volodymyr Zelensky e colocar um qualquer governo fantoche na capital da Ucrânia. As coisas não foram assim e ainda hoje não há um motivo minimamente credível para o facto de quilómetros de veículos militares russos terem estado parados durante semanas a fio numa estrada de acesso a Kiev. Depois foram-se embora, não sem deixarem “crimes de guerra” nas redondezas da capital. Já no leste e sul da Ucrânia as coisas foram diferentes e a situação não é atualmente risonha para o governo de Kiev. Daí eu pensar que é tempo de se negociar… pois quando o nosso adversário é tão poderoso como é a Rússia há que lhe “proporcionar” uma “saída airosa” num “acordo de paz”. Infelizmente as autoproclamadas repúblicas do Donbas estarão condenadas a saírem do controle de Kiev e é impensável que a península da Crimeia volte ao que era antes de 2014. (E depois de lerem o que aqui acabei de escrever não vale a pena virem chamar-me “russófilo”. Não sou, nunca fui e seguramente nunca virei a ser um saudoso da União Soviética, muito menos “admirador de Putin”. Mas sou um eterno defensor do diálogo e da diplomacia, tendo como único objetivo a PAZ)



Publicado por Tovi às 08:29
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Domingo, 15 de Maio de 2022
Tondela 2 - 2 Boavista

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Na derradeira jornada deste Campeonato 2021/22 o Boavista foi ontem a Tondela e... mais um empate, o 17º neste campeonato. Somos sem qualquer dúvida o Rei dos Empates (17 em 34 jornadas).

 

   Outros resultados da 34.ª jornada
Paços de Ferreira 0 - 2 Benfica

Sporting 4 - 0 Santa Clara
Porto 2 - 0 Estoril

 

  Classificação final Campeonato 2021-22
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  F. C. Porto foi Campeão. Parabéns aos Andrades
No círculo mais fechado da minha família só duas são “andrades”… um é do Sporting, dois do Benfica e os dois restantes são do Boavista.



Publicado por Tovi às 07:58
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Sábado, 14 de Maio de 2022
João Rendeiro encontrado morto

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João Rendeiro foi encontrado morto na 6.ª feira [13mai2022] dentro da cela na prisão onde se encontrava na África do Sul. O antigo banqueiro, que foi capturado em 11 de dezembro do ano passado naquele país depois de ter fugido de Portugal para não cumprir pena no processo BPP, encontrava-se ali preso há seis meses enquanto se opunha ao pedido de extradição.


  Seja qual tenha sido a causa da morte de Rendeiro na cadeia de Westville, em Durban, a verdade é que vai dar para uma nova "telenovela".


Jose Pinto Pais - Foi durante as comemorações do Dragão ?
David Ribeiro - ... é uma hipótese. 😉
Miguel PauloA causa da morte foi falta de ar.
David Ribeiro
Miguel Paulo... alegadamente. 😉
Afonso Vareta
Um menino mimado e caprichoso preso numa cadeia para homens de grandes curriculum criminosos. Era previsível que não tinha pedalada para tanta fruta. Pagou os seus crimes em grande sofrimento...que sirva de exemplo a muitos outros criminosos de colarinho-branco.
David RibeiroE o motorista, estará bem de saúde?
Isabel Sousa BragaDavid Ribeiro deve estar em Custóias
Fernando DuarteUm bandido a menos! Roubava convencido que nunca seria preso nesta república de bananas, no pior dos casos teria vida de luxo com pulseira electrónica!
António Leite de CastroNenhuma simpatia por João Rendeiro. Mas, pôr termo à vida por enforcamento, numa cela de 80 m2 onde estavam cerca de 50 presos? Muito estranho.
Bernardo Sá Nogueira MergulhãoÉ sempre um ser humano que morre:-(.... Valeu a pena o golpe, que últimos tempos fabulosos
Altino DuarteA morte de alguém, seja quem for, não me parece algo que mereça a ironia. Sinal dos tempos ? Não sei, pode ser que sim...
David RibeiroClaro que a morte de alguém, seja ele quem for, é sempre uma tristeza... mas eu conheço - um amigo meu a quem ele "roubou" muito dinheiro - quem gostaria de ir ao funeral para ver se ele fica bem enterrado, não vá ressuscitar.

 

  Investigação da polícia sul-africana sobe a morte de Rendeiro
A polícia sul-africana descarta envolvimento de terceiros na morte de João Rendeiro, reforçando a tese de que o ex-banqueiro colocou um termo à própria vida. “Ele estava numa cela única quando se enforcou. Foi depois de trancado, portanto ninguém podia estar envolvido ou ter acesso a ele”, explicou à Lusa o porta-voz dos serviços prisionais da África do Sul, Singabakho Nxumalo. Segundo o responsável do Departamento de Serviços Penitenciários, “a investigação está em curso e o relatório da autópsia será dado a conhecer à família”, adiantando não ter ainda informação de quando é que a autópsia será realizada. As autoridades locais ouviram várias testemunhas e já atualizaram o processo de averiguação das circunstâncias da morte de Rendeiro, no qual defendem que há dois fatores que podem ter contribuído para a decisão do ex-banqueiro: a apreensão do telemóvel que tinha na cela e o facto de ter de mudar de advogada, alegadamente por falta de pagamentos a June Marks, que até então representava Rendeiro e que anunciou a morte do mesmo aos jornalistas. João Rendeiro tinha recentemente mudado dentro da cadeia para um local com condições piores após ter sido apanhado pelos guardas com um telemóvel, dispositivo que é proibido no estabelecimento prisional. Desde que foi detido na África do Sul, João Rendeiro tentou, por meio de advogados, pedir transferência para outra prisão que não a de Westville. Esse mesmo telemóvel era usado por Rendeiro para trocar mensagens com pessoas em Portugal, inclusive amigos, e a mulher, que está em prisão domiciliária e com quem fazia videochamadas. Entretanto, o advogado de João Rendeiro em Portugal, Abel Marques, disse esta sexta-feira que pondera avançar com um pedido de libertação de Maria de Jesus Rendeiro. O processo está nas mãos do Departamento de Serviços Penitenciários da África do Sul, que lançou uma investigação urgente sobre a morte do antigo presidente do BPP. Os resultados da autópsia poderão ser conhecidos em breve, mas as autoridades portuguesas estão impedidas de investigar o caso.



Publicado por Tovi às 07:14
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2022
Finlândia vai pedir adesão à NATO

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Finlândia vai avançar "sem demora" com pedido de adesão à NATONuma declaração conjunta com a primeira-ministra Sanna Marin, o Presidente Sauli Niinisto confirmou no dia de ontem de manhã [5.ª feira, 12mai2022] aquilo que se esperava e anunciou que a Finlândia vai mesmo avançar com o pedido de adesão à NATO — e “sem demora”. “Durante esta Primavera, teve lugar um importante debate sobre a possível adesão da Finlândia à NATO”, pode ler-se na declaração assinada por ambos. De acordo com as mais recentes sondagens, 76% dos finlandeses são neste momento favoráveis à entrada do país na NATO — antes da guerra na Ucrânia, apenas um quarto da população dizia o mesmo, disse ontem a britânica Sky News.

  Principais membros do Senado dos EUA prometem apoiar adesão da Finlândia à NATO. Também a França apoia plenamente o desejo da Finlândia de aderir à NATO, decisão que deve ser anunciada no domingo e à qual Moscovo ameaça responder com medidas "militares-técnicas"

  Moscovo ameaçou com retaliação militar caso a Finlândia confirme a adesão à NATO. "A adesão da Finlândia à NATO é uma mudança radical na política externa do país", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, em comunicado. "A Rússia será forçada a tomar medidas de retaliação, tanto de natureza militar-técnica, quanto de outra natureza, a fim de impedir que surjam ameaças à sua segurança nacional."

  O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, vai reunir-se na sexta-feira, em Helsínquia, com o seu homólogo finlandês, Pekka Haavisto, para debater a adesão da Finlândia à NATO, anunciou o Governo português.

  As Forças de Defesa da Finlândia (FDF), também conhecidas como Forças Armadas da Finlândia (FAF), são constituídas por Exército, Força Aérea e Marinha, com cerca de 35 mil soldados uniformizados, sendo 25% destes profissionais (mais cerca de 900 mil reservistas) e um orçamento de quase cinco mil milhões de euros (dados de 2021).

  Não esqueçamos que para os finlandeses os acontecimentos na Ucrânia evocam um perturbante sentimento da familiaridade. Os soviéticos invadiram a Finlândia no final de 1939. Durante mais de três meses o exército finlandês opôs uma tenaz resistência, apesar da grande desproporção de efetivos. Evitaram a ocupação, mas perderam 10% do território.

 

  Antes que Putin resolva fazer uma “operação militar especial” na Finlândia, invocando que há por lá nazis, é interessante ler o que em 1 de agosto de 2021 o meu amigo Vicente Ferreira da Silva escreveu no Observador:

200px-Lapuan_liike.svg.pngEm 1929, a frágil democracia finlandesa foi posta à prova com o aparecimento do Movimento Lapua, de extrema-direita, que defendia a erradicação do comunismo sem olhar a meios, advogando abertamente o uso da violência para esse efeito. Vendo ganho político nesta posição, os governantes da União Agrária, de centro-direita, acederam às exigências e não só toleraram a violência da extrema-direita, como também negaram direitos políticos aos comunistas. Em 1930, o conservador P. E. Svinhufvud, chegou a Primeiro-ministro e deu duas pastas no Governo aos extremistas. Um ano mais tarde, Svinhufvud tornou-se Presidente da Finlândia. Contudo, mesmo após a eliminação do partido comunista, o Movimento Lapua mantinha a sua postura radical e virava-se agora contra os sociais-democratas. Perante o aumento desta atitude extremista e intolerante, os partidos finlandeses tradicionais romperam com o Movimento Lapua. Numa inequívoca demonstração de apoio à democracia, a União Agrária, os Liberais do Partido Progressista e o Partido do Povo Sueco uniram-se aos seus rivais, os Sociais Democratas, numa coligação contra os extremistas de direita. Até Svinhufvud apoiou esta solução. Daqui resultou o isolamento e o posterior desaparecimento político do Movimento Lapua.

 

  A reação da Turquia é a primeira voz discordante no seio da NATO
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Publicado por Tovi às 08:25
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2022
As últimas da invasão russa da Ucrânia

  Os horrores da Guerra
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Militares do batalhão Azov feridos e retidos na siderúrgica Azovstal.

 

  "Sementes douradas" a caminho de Portugal
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Tendo Portugal como destino, o “Lady Dimine” está prestes a deixar Constanta, um porto romeno do Mar Negro que se tornou num raro ponto de saída marítimo para os produtos agrícolas ucranianos. O navio de 160 metros de comprimento e 26 mil toneladas é o segundo em cinco dias a atracar no cais 80 para receber uma preciosa carga de sementes douradas do país vizinho, cujos portos estão bloqueados pelo invasor russo.

 

  Ainda sobre "A Guerra traz sempre a fome"...
grupo-de-refugiados-que-viajam-fugindo-da-guerra-o“Neste momento vamos viver uma crise humanitária e alimentar como talvez nunca tenhamos vivido desde a Segunda Guerra Mundial”, considera Pedro Graça, especialista em Nutrição Humana e professor na Universidade do Porto (UP). “Mas foi para lidar com [situações como esta] que foram criados organismos internacionais que não existiam antes da Segunda Guerra Mundial, como a ONU e a FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura]. Se as Nações Unidas não conseguirem combater a guerra, têm a obrigação de combater a fome. Isso vai ser um dos grandes desafios da ONU neste e no próximo ano”.

 

  
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Antonio Guterres diz que “a guerra não durará para sempre”, mas alerta que as negociações sobre o fim do conflito provavelmente não ocorrerão em breve.

 


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Volodomyr Zelensky continua a pedir armas, armas e mais armas, mas a guerra é muito mais que só armas. E sendo certo que Mariupol já caiu há uns dias nas mãos dos russos, restam-nos os elementos do Batalhão Azov, e outros combatentes de diferentes ramos, mercenários e civis, que continuam no complexo siderúrgico de Azovstal. Há que saber quem é quem neste último reduto dos combatentes ucranianos e isto é fundamental para uma evacuação, pois como todos sabemos que não chega vestir um camuflado para ser militar, também não chega despir o camuflado para ser civil.

 


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“A arte da diplomacia baseia-se em procurar vias e meios de diálogo que possam levar a um entendimento, a um mínimo denominador comum entre partes beligerantes e inimigas. (…) Por isso não basta entregar armas, é também necessário ir pensando os termos da paz.”

 

  Ucrânia - é imperioso sair da caixa
(Francisco Seixas da Costa no Expresso)
A História mostra que, para pôr termo a um conflito, ou se derrota totalmente o inimigo (e a Rússia não é derrotável, enquanto potência, como sabe quem sabe destas coisas) ou se fala com ele para ir aferindo das hipóteses de um acordo. Pensar que o tempo corre sempre a nosso favor é uma ingenuidade perigosa.

 

 

  Comentários no Facebook ao que por aqui tenho escrito

Chico Gouveia - O Batalhão AZOV é um exemplo. De integração nos quadros do exército normal, na determinação em lutar até ao fim pela Pátria. E é aqui que o neo-nazismo cai. Como moda, que foi e é. No fundo, de nazis pouco ou nada tinham. As circunstâncias da guerra levaram-nos a desvios. Mas, de patriotas, muito têm. Vão ser dizimados. Porque acreditam na independência do seu país. Nós andamos a assistir a uma guerra no sofá. Sabemos lá o que é a guerra, a fome, a sede, os meses de isolamento sem sol, a luta dia a dia para a sobrevivência. Honra e Glória aos que ainda continuam na lutar por ideais. (nota: os meus agradecimentos ao David Ribeiro por nos trazer diariamente os pontos de situação, e à sua generosidade de nos deixar, aqui, expressar os nosso estados de alma).

Altino Duarte - Tenho acompanhado o que o David Ribeiro tem escrito sobre o que se vai passando sobre esta guerra que nunca imaginamos acontecer nos nossos dias. Mesmo não tirado conclusões apressadas e talvez por isso mesmo tenho apreciado o facto de não fazer juízos próprios sobre o que se vai passando mas, pelo contrário, deixando que cada um as faça por si próprio. Não faltam por aqui especialistas na matéria, bem assim e principalmente nas televisões que, com algumas excepções, nos entram todos os dias e a toda a hora tantos conhecedores do assunto que me fazem lembrar os tempos mais agudos da pandemia em que acontecia o mesmo. A questão dos militares confinados ao complexo siderúrgico Azovstal é um assunto que merece reflexão e sem saber como vai acabar não me parece que seja difícil de entender o que os beligerantes pretendem: os russos, creio eu, a rendição dos sitiados e estes uma qualquer solução que não passe por aí mas uma qualquer manobra que lhes permita uma saída tanto quanto possível diferente e que, mesmo arriscada, lhes permita salvar a face e especialmente a pele. Não comungo de algumas conclusões que por aqui vão passando do sentimento patriótico dos combatentes do Azov e igualmente de outros do mesmo tipo que, ao que parece, se encontram nas mesmas circunstâncias. Quanto ao resto, deste caso em particular e do que os dois campos transmitem, quer através da imprensa quer mesmo em imagens, sou bastante prudente e não embarco em quasi nada do que nos é contado. Tenho uma especial desconfiança pela generalidade dos orgãos de C.S. (até pode ser defeito meu) e quando tudo se passa num conflito de guerra em que a mentira faz parte intrínseca da mesma, ainda menos acredito no que é relatado. Um Bom Dia, caro David Ribeiro

 

  
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O jornal The Independent está a noticiar um navio logístico russo - Vsevolod Bobrov - a arder no Mar Negro após um ataque ucraniano, segundo relato de Serhiy Bratchuck, porta-voz da administração militar regional de Odessa, no sul da Ucrânia.



Publicado por Tovi às 07:37
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2022
Todos muito jeitosos... alegadamente

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(À esquerda a vítima, Igor Silva; à direita o eventual agresso, Renato Gonçalves)

 

  10mai2022 – Comunicado da PJ
A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, identificou e deteve na noite do dia de ontem, 09.05.2022, um homem pela prática do crime de homicídio qualificado.
Os factos ocorreram na madrugada do dia 08.05.2022, na cidade do Porto, em retaliação por uma sucessão de agressões que, desde janeiro deste ano, vinham ocorrendo entre o arguido, familiares deste e a vítima.
Na ocasião, um grupo de indivíduos, de entre os quais o arguido, perseguiu a vítima, alcançando e agredindo a mesma com murros e pontapés.
Dada a intervenção de alguns populares, que foram igualmente agredidos, a vítima logrou afastar-se do local, vindo a ser surpreendida pelo arguido, o qual, munido de uma arma branca de dimensões significativas, a atingiu repetidamente e com extrema violência, provocando-lhe a morte.
Em ato contínuo, todo o grupo agressor dispersou, tendo-se o arguido colocado em fuga.
Pese embora o contexto de enorme confusão em que os factos ocorreram e a existência de diversa informação errada transmitida, foi possível, em resultado de um trabalho ininterrupto e exaustivo de recolha de prova, reunir em menos de 48 horas elementos indiciários e, simultaneamente, localizar e deter o presumível autor das agressões mortais.
O detido, de 19 anos, empregado de limpeza, sem antecedentes criminais, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

  Poliana Ribeiro, advogada do arguido Renato Gonçalves, o principal suspeito da morte de Igor Silva durante os festejos do título de campeão nacional do F. C. Porto, esclareceu entretanto que na madrugada de 10mai2022 o seu cliente foi detido depois de se ter entregado "voluntariamente" nas instalações da Polícia Judiciária do Porto cerca da 1 hora. "Foi com um familiar. Estava previsto entregar-se ao longo do dia desta terça-feira, mas, para evitar o aparato e confusão, preferiu durante a noite", acrescentou.

  Renato Gonçalves, o principal suspeito da morte de Igor Silva, na Alameda do Dragão, tem 19 anos. Foi pai há cerca de dois meses e disse às autoridades que era empregado de limpeza. Renato é filho de um dos mais proeminentes membros da claque dos Super Dragões, Marco "Orelhas", que se tornou famoso por ter dado uma joelhada na cabeça a um árbitro durante um jogo do Canelas, em maio de 2017. Apesar de ainda não ter sequer completado 20 anos, Renato foi pai de um bebé há cerca de dois meses e já está referenciado pela PSP pela participação em desacatos. Tal como o pai, Renato também faz parte dos Super Dragões e jogou futebol. Quem se lembra dele no campo diz que, ainda miúdo, já era conhecido pela forma agressiva de jogar e que frequentemente costumava dizer que era filho do Marco "Orelhas" para intimidar os adversários. Agora, Renato apresentava-se nas redes sociais como lutador de UFC (artes marciais mistas) e trabalhador da empresa Super Dragões. Na sua página do Facebook, encontram-se várias fotos em que aparece junto ao pai, em momentos de descontração nas férias e em jogos do F. C. Porto.

  É provavel que tenha sido assim: Os dois jovens tinham um historial de desavenças. Renato provocou estragos num bar do Porto onde o irmão de Igor é segurança. Depois, Igor agrediu Renato e a irmã na Queima das Fitas; a mãe de Renato ameaçou depois a mãe de Igor; em pleno Estádio da Luz, durante o Benfica-FC Porto, Igor agrediu Marco ‘Orelhas’, em frente a todos os membros dos Super Dragões. Como é que teve lugar o homicídio? “Eram mais de  20 pessoas a correr entre a multidão e a gritar ‘abram alas, abram alas’. Vieram diretos ao Igor, com facas e outras armas brancas e deram-lhe até o matar. Já o rapaz estava no chão, todo desfigurado, o filho do Marco ‘Orelhas’ pôs-se em cima dele e deu-lhe várias facadas no peito, depois fugiram todos”. Igor, natural do bairro do Ramalde, ainda saiu vivo da Alameda das Antas, mas morreu a caminho do Hospital São João.

  Renato Gonçalves, o jovem de 19 anos que esfaqueou mortalmente Igor Silva na festa do título de campeão nacional do F. C. Porto foi colocado em prisão preventiva no final de tarde desta terça-feira. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto, onde Renato foi interrogado por um magistrado durante a tarde de ontem.

 

  Homicida na festa do FC Porto confessa crime e chora
'Correio da Manhã' avança que Renato diz que a culpa não foi dele. A faca era de Igor, que o queria matar. Envolveram-se em luta e esfaqueou-o. Um herói na rua, um cordeiro na Polícia Judiciária. O Correio da Manhã escreve esta quarta-feira que foi assim que reagiu Renato Gonçalves, o filho de Marco ‘Orelhas’, o jovem de 19 anos preso por matar Igor Silva, na festa de comemoração do FC Porto. Renato não aguentou a pressão e segunda-feira à noite - horas depois da sua fotografia ter sido divulgada pela CMTV - falou com os inspetores. Percebeu que eles sabiam que se escondia em casa do tio e que em poucas horas seria preso. Estava cercado.

 

  O Tribunal de Instrução Criminal do Porto revelou esta quarta-feira que existe uma efetiva guerra de grupos na origem da morte de Igor Silva, o adepto do FC Porto brutalmente assassinado durante os festejos dos dragões. No despacho que colocou Renato Gonçalves, de 19 anos, em prisão preventiva o juiz revela que o homicida confessou ter dado uma facada pelas costas à vítima e que depois fugiu. No entanto, o despacho destaca ainda que a investigação tem indícios suficientes de que Renato esfaqueou Igor "repetidamente". Renato Gonçalves está por isso indiciado de homicídio qualificadoA gravidade do crime e o alarme social, mas principalmente a guerra de grupos rivais, entre o lado de Igor Silva e do pai de Renato, Marco ‘Orelhas’, justificam a prisão preventiva.

 

  Só nos faltava mais esta...
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  Vídeo mostra momentos de tensão vividos durante a tarde no Bairro do Cerco no Porto. Segundo imagens a que a CMTV teve acesso vê-se o momento de tensão vivido esta tarde de quarta-feira no Bairro do Cerco, no Porto. O vídeo mostra dois homens com o que parecem ser caçadeiras. Ao mesmo tempo passam duas viaturas da PSP. O alvo dos disparos terá sido a casa da mãe de Marco 'Orelhas', a avó de Renato Gonçalves, suspeito da morte de Igor Silva ocorrida durante os festejos do FC Porto. Segundo apurou o Correio da Manhã, os indivíduos com as caçadeiras nas mãos não terão sido os autores dos disparos ouvidos mas terão surgido em defesa de amigos.



Publicado por Tovi às 07:32
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Terça-feira, 10 de Maio de 2022
A Guerra traz sempre a fome

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Pessoas recebem pão durante distribuição de ajuda humanitária na cidade portuária de Mariupol (in Al Jazeera, foto de Alexander Ermochenko/Reuters)

 

Ainda ontem [2.ª feira 9mai2022], o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, durante uma visita ao porto de Odessa, lamentava que “silos cheios” de alimentos prontos para exportação estejam bloqueados neste importante porto ucraniano no Mar Negro. “Vi silos cheios de grãos, trigo e milho prontos para exportação (…) Esta comida tão necessária está retida por causa da guerra russa e do bloqueio dos portos do Mar Negro. Causando consequências dramáticas para países vulneráveis. Precisamos de uma resposta global”. Ainda na semana passada funcionários da ONU alertaram que a falha no envio desses produtos prejudicará a segurança alimentar nos países importadores, especialmente os mais pobres na África e em outros lugares.

Segundo disse o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, a Ucrânia perde 170 milhões de US Dólares a cada dia que lhe é cortado o acesso ao mar e a capacidade nacional de exportação fica reduzida para mais da metade. “Noventa milhões de toneladas de produtos agrícolas, que a Ucrânia planejava exportar para países da Ásia, África e Europa, foram bloqueados”, disse Shmyhal na cidade portuária de Odesa, falando ao lado do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel. Shmyhal disse que alguns produtos foram exportados por rodovias ou ferrovias, mas algumas outras reservas permaneceram em áreas sob bombardeamentos ou foram capturadas pela Rússia. 

Zelensky, depois de ter conversado com o presidente do Conselho Europeu, publicou um post no Telegram, pedindo medidas imediatas para abrir os portos ucranianos bloqueados pela Rússia, a fim de permitir a exportação de trigo e evitar uma crise alimentar global. “É importante evitar uma crise alimentar no mundo causada pelas ações agressivas da Rússia”, disse Zelensky.

Já no passado mês de março o Fundo Monetário Internacional (FMI) tinha alertado para o facto de a guerra na Ucrânia poder provocar uma crise alimentar mundial. Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na altura que o mundo pode enfrentar um "furacão de fome". “Vamos tirar comida aos esfomeados para dar aos famintos”, foram as palavras inequívocas do diretor executivo do Programa Alimentar Mundial e mostram a escala dramática da crise que se começa a desenhar. 

“Neste momento vamos viver uma crise humanitária e alimentar como talvez nunca tenhamos vivido desde a Segunda Guerra Mundial”, considera Pedro Graça, especialista em Nutrição Humana e professor na Universidade do Porto (UP). “Mas foi para lidar com [situações como esta] que foram criados organismos internacionais que não existiam antes da Segunda Guerra Mundial, como a ONU e a FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura]. Se as Nações Unidas não conseguirem combater a guerra, têm a obrigação de combater a fome. Isso vai ser um dos grandes desafios da ONU neste e no próximo ano”. 



Publicado por Tovi às 08:10
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2022
Dia da Vitória... na Rússia

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Dia da Vitória ou 9 de Maio é um feriado ofical russo que marca a capitulação da Alemanha Nazi para a União Soviética na Segunda Guerra Mundial.

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Neste mesmo dia - 9 de Maio - é também comemorado o Dia da Europa para festejar a paz e a unidade do continente europeu. A data assinala o aniversário da histórica «Declaração Schuman», que expôs a visão de Robert Schuman de uma nova forma de cooperação política na Europa, que tornaria impensável uma guerra entre os países europeus. Considera-se que a atual União Europeia teve início com a proposta de Robert Schuman.

 

 

  
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Para comemorar o 77º aniversário da vitória no que a Rússia chama de Grande Guerra Patriótica, milhares de soldados marcharam pela Praça Vermelha em Moscovo nesta segunda-feira, seguidos por tanques, veículos blindados e lançadores de mísseis. Estava previsto a Praça Vermelha ser sobrevoada por 77 aeronaves, incluindo o raramente visto avião Il-80 Doomsday que é capaz de resistir a um ataque nuclear, mais oito caças MiG-29 formando a letra Z (símbolo da campanha militar da Rússia na Ucrânia), mas a compenente aérea do desfile do Dia da Vitória foi cancelada por causa da meteorologia, de acordo com o Kremlin. No terreno, a Rússia exibiu também seu hardware com capacidade nuclear, incluindo os mísseis nucleares intercontinentais Yars e os sistemas de mísseis balísticos de curto alcance Iskander.

 

  Discurso de Vladimir Putin nas celebrações do Dia da Vitória
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“Agora, nestes dias, vocês estão a lutar pelas nossas pessoas em Donbas, pela segurança da nossa pátria, a Rússia” (...) “Estão a lutar para que a memória da segunda guerra mundial não seja esquecida, vamos punir os nazis”.
“Dia 9 de maio de 1944 entrou na história como o Dia da Vitória do nosso povo unido. O nosso povo soviético unido. O Dia da Vitória é importante para cada um de nós. Na Rússia não há nenhuma família que não tenha sido atingida pela guerra”.
"Nós temos muito orgulho da geração dos vencedores. De sermos herdeiros dos vencedores. E o nosso dever é preservar a memória, para assegurar que os horrores da guerra não se vão repetir".
"A Rússia vai sempre apoiar a segurança" (...) "A NATO não queria ouvir a Rússia, porque tinham outros planos e estavam a preparar uma operação em Donbas contra o povo de Donbas" (...) "A NATO começou a explorar as nossas fronteiras e criaram uma ameaça para o nosso país".

 


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Perante o que disse Vladimir Putin no seu discurso nas comemorações do “Dia da Vitória” - Hoje, as milícias do Donbass, juntamente com o exército russo, estão a lutar nas suas próprias terras. Agora dirijo-me às nossas tropas e milícias em Donbas: estão a lutar pela sua pátria, pelo seu futuro, para que ninguém esqueça as lições da Segunda Guerra Mundial, para que não haja espaço para os nazis – estou cada vez mais convencido que a "operação militar especial” se vai ficar pelo Donbas.



Publicado por Tovi às 08:29
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Domingo, 8 de Maio de 2022
Cynocephalus... ou "Cabeça de Cão"

Quem sabe, sabe... e o meu querido amigo Rafael Fernandez de Zafra sabe muito.

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OS CINOCÉFALOS: A palavra latina cynocephalus, "cabeça de cão", que deriva por sua vez do grego. Esses seres começam a aparecer quando os gregos entram em contato com Anubis, o deus egípcio com cabeça de canis. Hesíodo menciona cinocéfalos no século VII A.C. com o nome de Hêmicynes (metade cães). Strabon também recolhe um testemunho perdido de Esquilo sobre estes seres míticos. Ctesias de Gido, médico de Artajerges Mnemon, na sua "Descrição da Índia", dizia deles que "vestiam de peles selvagens, eram negras e, embora entendessem a língua dos humanos, comunicavam-se por latidos". Licenças literárias e descrições exageradas pelo narrador, alimentam a crença popular e justificam invasões e cristianização.
O próprio Alexandre o Grande, ao chegar ao rio Antlas, escreveu: "Vimos homens com cara de cão e outros sem cabeça, que tinham olhos e boca no peito, outros com seis braços, outros com cabeça de bezerro, os trogloditas e homens selvagens de pernas longas, outros cobertos completamente de pelos como cabras e outros com cara de leão, bem como animais diferentes de aparência estranha.” San Andreas e São Bartolomeu, entre os Partos, falam de um "christianus cinophilus et anthropofagus da cidade dos canibais... cuja cara era como a de um cão" que, depois de receber o batismo, perdeu a aparência de cão, tornando-se São Cristóvão (sua representação bizantina com cara de cão, é interpretada como um Anubis cristianizado). Parece ser que esta imagem resultou da má tradução do aramaico para grego ou latim ou de uma transcrição errada pelo copista interpretação do termo latino Cananeus como canineus, isto é, confundiu-se o local de origem do "cão" com Verso de Cananea com um adjetivo que ele quer dizer canino. Na imagem São Cristóvão num antigo ícone do museu bizantino de Atenas.


Publicado por Tovi às 07:20
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Sábado, 7 de Maio de 2022
Rinat Akhmetov... o dono da Azovstal

 Quem é o oligarca ucraniano dono da Azovstal (e de meio país)
(Bruno Faria Lopes, na Sábado - 5mai2022)

img_980x653$2022_05_04_22_54_09_671428.jpgO homem mais rico da Ucrânia, que promete usar a sua fortuna para reconstruir Mariupol, tem origem humilde e uma ascensão tão meteórica quanto suspeita. Há seis meses estava em guerra aberta com Zelensky - a invasão russa parece tê-los unido temporariamente.
Parte da onda de apoio que levou o comediante Volodomyr Zelensky à presidência da Ucrânia em 2019 assentava numa promessa: fazer frente aos oligarcas do país. Nenhum é maior do que Rinat Akhmetov – a sua fortuna, citada pela Forbes em mais 7 mil milhões de dólares, supera o total dos três bilionários seguintes no ranking. Mas, se há apenas seis meses Zelensky e Akhmetov travavam uma batalha feroz por influência, a invasão russa parece ter congelado as diferenças. Akhmetov tem elogiado o Zelensky, criticado o regime de Moscovo do qual era próximo – e promete ajudar a reconstruir Mariupol, onde se trava a batalha pelo último reduto ucraniano no complexo da Azovstal, pertença do oligarca. 
Rinat Akhmetov, 55 anos, é dono de um conglomerado enorme (System Capital Management) para a escala e o desenvolvimento da Ucrânia. Os negócios vão dos metais às minas, da energia à banca, do imobiliário às telecomunicações, do futebol (é dono do Shakhtar Donetsk) aos media (tem mais do que uma estação de TV). Ao todo emprega mais de 200 mil pessoas, quase 2% do que era a população empregada antes da guerra. A fortuna gerada anos após ano por este império dá margem para Akhmetov fazer o que os oligarcas tipicamente fazem: gastos sumptuosos que saltam para os media internacionais.
Em 2011, por exemplo, Akhmetov comprou por 136,4 milhões de libras um apartamento em Londres, que os media britânicos descreveram como uma "fortaleza" com janelas à prova de bala e segurança feita por ex-fuzileiros. Já em 2020 juntou ao seu portfolio imobiliário uma mansão de finais do século XVIII situada na Riviera francesa – com um dos mais importantes jardins botânicos do mundo, segundo citação do antigo proprietário Financial Times – por 200 milhões de euros. O clube de futebol Shakhtar Donetsk – que venceu a Liga Europa e foi treinado por portugueses – é outra das extravagâncias de Akhmetov.
De origens humildes – o pai era mineiro, a mãe trabalhava numa loja – Akhmetov trabalhou nos anos 80 para um milionário com ligações ao crime, Akhat Bragin. Ao longo do percurso de Akhmetov são várias as referências ao seu envolvimento em actividade criminosas nos anos 80 e 90, de lavagem de dinheiro a fraude. O bilionário, que sempre negou esse envolvimento, foi investigado mais do que uma vez, mas nunca foi julgado pela justiça do seu país, um dos mais corruptos da Europa. A origem da vasta fortuna é difícil de precisar. O seu patrão Bragin morreu em 1995, com uma bomba no seu carro dentro do estádio do Shakhtar Donetsk, de que era presidente. Em 2000 fundou a System Capital Management Group e, por entre investigações judiciais que iam caindo, o músculo da empresa foi crescendo.
Com a assunção da fortuna veio o perfil mais público do bilionário e a participação na política. Rinat Akhemtov não foi só um grande financiador do Partido das Regiões, o partido pró-russo que dominou a vida política do país entre 2006 e 2014 – foi Akhmetov que fez a ponte entre o norte-americano Paul Manafort e o político Viktor Yanukovich. Manafort, um consultor político e lobista que dirigiu a campanha de Donald Trump em 2016, prestou serviços ao partido ucraniano, que caiu na revolução de 2014.     
A guerra entre separatistas russos e forças ucranianas no leste da Ucrânia (Donbas) em 2014 e a invasão russa este ano destruíram uma parte substancial dos negócios e da fortuna estimada de Akhmetov (que terá caído para menos de metade), que foi montando organizações de apoio humanitário na região leste. Em novembro do ano passado, Zelensky – que reteve pagamentos a uma das empresas do bilionário e preparava legislação para o afastar dos media – acusou Akhmetov de estar envolvido numa conspiração com apoio russo para o afastar do poder, coisa que o oligarca negou com veemência. Meses depois o cenário mudou radicalmente para os dois homens e o país a que pertencem: ambos exigem publicamente a retirada russa e a recuperação do território da Ucrânia.

 

 

  Esta manhã autoridades no território separatista moldavo da Transnístria denunciaram novos ataques... naquilo que eu considero o "novo" polo de conflito no Leste Europeu.
"...novos ataques de 'drones' de origem desconhecida."
"...foram lançados dois engenhos explosivos a partir de um 'drone'..."
"...ninguém morreu ou ficou ferido..."
"...foi o segundo ataque na cidade de Voronkovo..."
"...situação na Transnítria começou a ficar tensa no final de abril..."
"Kiev alegou que era uma operação de 'bandeira falsa' da Rússia para culpar a Ucrânia..."
"...a Rússia descreveu os incidentes como uma tentativa de arrastar estes territórios para o conflito armado na Ucrânia."

Captura de ecrã 2022-05-07 101458.jpg
  Jose Antonio M Macedo - Como um paiol na Transnístria (o maior da Europa) está a "pôr os russos nervosos". Tem mais de 20 mil toneladas de material guerra, de calibre soviético, que poderá resolver os problemas das forças ucranianas. A situação na região pode inclusive criar um novo palco de conflito na Europa de Leste, segundo o major-general Agostinho Costa.

 

 

  Efeito colateral do conflito Rússia-Ucrânia
Captura de ecrã 2022-05-07 134616.jpg

 

  Edgar Morim (filósofo e ensaísta francês) no DN de hoje
Captura de ecrã 2022-05-07 140937.jpgVivemos uma paz guerreira, os nossos corpos instalados na paz, os nossos espíritos entre bombas e escombros. Atacamos um inimigo com palavras e ele ataca-nos com ameaças, mas nós dormimos numa cama e não num abrigo. E, no entanto, participamos na verdadeira guerra sem nela termos entrado, mas fornecendo-lhe armas e munições. (…) A estratégia do exército russo é implacável. Ela é filha da estratégia de Jukov, durante a Segunda Guerra Mundial, dando o protagonismo a formidáveis bombardeamentos de artilharia, não só contra o exército inimigo, mas também contra as cidades a tomar acabando com o esmagamento total pela artilharia pesada da capital do Reich, Berlim. Como todos os exércitos vitoriosos, mas mais terrivelmente no avanço soviético na Alemanha, assassinatos e violações multiplicaram-se. Nós soubemo-lo na altura, mas evitámos denunciá-los, explicando-os como uma vingança pelo imenso sofrimento e mortes infligidos pela Alemanha nazi às populações soviéticas. No que respeita à Ucrânia, povo se não irmão pelo menos primo próximo do povo russo, podemo-nos perguntar se assassinatos e violações se devem à desordem de certas tropas, à fúria da derrota ou a uma vontade de aterrorizar. (…) O que parece provável agora, salvo um golpe de estado no Kremlin ou um golpe militar fatal ou ainda um golpe de teatro diplomático (cessar-fogo, compromisso de paz), é que a guerra está para durar e intensificar-se com o contributo cada vez mais abundante das armas ocidentais e as retaliações cada vez maiores da Rússia. (…) Estamos na escalada da desumanidade e no colapso da humanidade, na escalada do simplismo e no colapso da complexidade. Mas, sobretudo, na escalada em direção à guerra mundializada e no colapso da humanidade para o abismo. Conseguiremos escapar a esta lógica infernal? (…) Por muito repugnantes que sejam as superpotências a diversos títulos, o apaziguamento dos seus conflitos é uma condição sine qua non para evitar os desastres generalizados. Assim, devemos aspirar a um compromisso. A humanidade não ficaria a salvo; ganharia uma prorrogação e, talvez, uma esperança.

 


Donbas 7mai2022.jpg
As notícias desta manhã dizem-nos que as tropas de Putin continuam a atacar a fábrica de Azovstal, em Mariupol, com tanques e artilharia. E alguém (não é importante quem) dizia na 5.ª feira [5mai2022], num canal de tv nacional, que “os militares não são feitos para se renderem, mas a função do sacrifício e de mobilização de um dos lados já surtiu efeito”, pelo que até seria desejável que estivesse já a ser negociada a saída dos militares, alegadamente do batalhão Azov, “sem este estrondo todo”. Também na tarde de hoje [7mai2022] seis mísseis atingiram a cidade portuária de Odesa, segundo informação da porta-voz do comando militar do sul da Ucrânia à emissora pública do país. Natalia Humeniuk disse que quatro mísseis atingiram uma fábrica de móveis numa área residencial, enquanto os outros dois atingiram uma pista de aviação já anteriormente danificada.

 

  16h26 (GMT) 7mai2022
image.jpg
A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, acaba de anunciar que todas as mulheres, crianças e idosos foram retirados do complexo siderúrgico de Azovstal.
  David RibeiroA Rússia também confirmou que a evacuação de Azovstal foi concluída, mas há que ter algum cuidado com estas informações, visto que os esforços para retirar civis de Azovstal, em Mariupol, estão a ser coordenados pela ONU e pela Cruz Vermelha e até ao momento ainda nenhuma destas organizações confirmou o que foi noticiado. O presidente ucraniano admitiu, este sábado, que a Ucrânia está a preparar a retirada de todos os militares da fábrica Azovstal, último foco de resistência armada à invasão russa na cidade. Na última mensagem publicada nas redes sociais, Zelensky confirmou que todos os civis foram retirados da Azovstal e que, a seguir, seguem-se os militares feridos e médicos.



Publicado por Tovi às 07:02
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