"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007
Museu do Douro (II)

Pois é… A “telenovela” do Museu do Douro já vai longa… E ainda não se sabe quando e qual será o “happy end”.
Em Dezembro de 2005 o Conselho de Ministros aprovou o Decreto-Lei que criou a Fundação Museu do Douro, diploma pelo qual pretende-se preservar, valorizar e divulgar a Região Demarcada do Douro que, pela sua história, pela diversidade e qualidade reconhecida dos seus vinhos, por uma paisagem excepcional, resultante de uma actividade humana secular na criação e valorização da viticultura de encosta, constitui um património único e classificado pela UNESCO.
O Museu do Douro deveria ser uma instituição museológica de âmbito regional vocacionada para a inventariação, recolha, investigação, preservação, valorização e divulgação do património material e imaterial do Douro Vinhateiro.
Mas, no meu entender, o mal começou logo na composição do Conselho de Fundadores. Ora vejamos: Ministério da Cultura; Câmaras Municipais de Alfândega da Fé, Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Mirandela, Murça, Peso da Régua, Resende, S. João da Pesqueira, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Tabuaço, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Real; Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Administração dos Portos do Douro e Leixões, Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (Delegação Douro); Associação dos Amigos do Museu do Douro, Associação Douro Histórico, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Mirandela, Instituto Politécnico de Bragança; Banco BPI, Caves Vale do Rodo, Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo, Quinta de Ventozelo, Quinta do Crasto, SPR Vinhos. Não acham que é gente a mais?...
Em Março deste ano o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Museu do Douro, Sarsfield Cabral, aceita a demissão de Gaspar Martins Pereira de Director do Museu do Douro e extingue o cargo de Directora-geral da Fundação, que era ocupado por Susana Mota Coelho. A Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, mostrava-se preocupada com a situação, mas lembrava que era o Conselho de Administração da Fundação que tinha que encontrar uma solução para este grave problema interno. Neste mesmo mês a sede do Museu do Douro tinha começado a ser construída na Régua, numas instalações adquirida pelo Estado à Real Companhia Velha por 1,7 milhões de euros.
No passado mês de Junho, Fernando Maia Pinto, arquitecto com carreira feita no IPPAR, começou a trabalhar como novo Presidente do Museu do Douro e garantiu em entrevista ao JN que esta estrutura estará pronto até finais de 2008.
Este projecto é importantíssimo para o turismo da Régua e do Douro. Esperemos que isto tudo não vá por água abaixo, pois o seu financiamento comunitário, ao abrigo do actual quadro de apoio, obriga-nos à conclusão das obras até finais do próximo ano.


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Publicado por Tovi às 19:25
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