"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2020
“Equívocos e mal entendidos”… no CDS

  Expresso, 1fev2020

Nota da direção do Expresso sobre Abel Matos Santos e a direção do CDS

Depois do comunicado público da Comissão Executiva do CDS emitida esta sexta-feira à noite [31jan2020], cumpre à direção do Expresso afirmar o seguinte:
- Um membro da nova direção do partido, Abel Matos Santos, escreveu na sua página pública do Facebook, onde tem por norma publicar as suas posições políticas, frases como esta (datada de 2012): “Porque será que defendem Sousa Mendes, que foi um agiota dos judeus?”. A frase tinha como contexto uma notícia do “Público” titulada “Embaixador de Israel diz que Portugal tem uma «nódoa» que os judeus não esquecem”.
- O mesmo Abel Matos Santos escreveu, no mesmo sítio, em 2015, “Viva Salazar! E ele vive mesmo! Façam o que fizerem, mudem o nome da ponte que ele fez, apaguem nomes de ruas, mintam sobre ele, façam o que fizerem nunca conseguirão apagar a sua memória e o seu vasto legado! Foi sem dúvida alguma um dos maiores e melhores portugueses de sempre!”. O contexto era, na sua própria página do Facebook, um link de uma notícia da TSF com o seguinte título: “O que fazer com a memória de um ditador?”.
- No seu comunicado desta sexta-feira, a direção do CDS diz que estas declarações são “equívocos e mal entendidos”, afirma que as declarações foram “repristinadas apenas com o firme propósito de prejudicar todo o CDS” e acusa o Expresso de querer “colar” o que diz ser “um rótulo ignóbil”.
- Face a isto, à direção do Expresso cabe apenas deixar claro o seguinte:
As frases que o Expresso reproduziu do Facebook de Abel Matos Santos constam da notícia do Expresso com rigorosa exatidão e com o contexto exato em que foram publicadas. De resto, o contexto sobre Aristides de Sousa Mendes, Salazar e a PIDE não muda de ano para ano, são bases fundadoras da nossa Democracia.
O Expresso confrontou Abel Matos Santos antes de publicar a notícia, na quarta-feira, que confirmou a veracidade e o sentido das suas publicações. Uma hora mais tarde, o mesmo dirigente do CDS recuou nessas declarações e declarou que o que escreveu no Facebook teve “o seu momento e o seu contexto”. Esta sexta-feira, adicionalmente, decidiu ocultar essas publicações originais.
O Expresso não cola rótulos – e não comenta adjetivos que sejam dirigidos contra si. Mas não aceita manipulações que ponham em causa a sua objetividade e seriedade, assim como dos seus jornalistas, muito menos que lhe sejam coladas intenções que não sejam a de dizer a verdade.

 

  TSF, hoje ás 18h49

Abel Matos Santos apresenta demissão do CDS

A demissão do vogal da comissão executiva do CDS acontece depois de terem sido conhecidas declarações elogiosas a Salazar e as críticas que fez ao cônsul Aristides de Sousa Mendes.



Publicado por Tovi às 07:20
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