"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sexta-feira, 19 de Novembro de 2021
Crise na fronteira da Bielorrússia com a Polónia

 A porta-voz da Guarda de Fronteira da Polónia, Anna Michalska, declarou na terça-feira (16nov2021) que os policias não hesitarão em usar armas na fronteira, caso seja necessário. No entanto, destacou que os guardas fronteiriços farão o possível para evitar o uso de armas. A porta-voz também explicou que o serviço é "uma estrutura de força, que recebe capacitação para, caso haja necessidade, usar estas armas". No dia de hoje um policia polaco ficou gravemente ferido, provavelmente com uma fratura crânio-encefálica, durante os incidentes na fronteira com a Bielorrússia.
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 Na quatra-feira (17nov2021) a Comissão Europeia informou que vai financiar com 700 mil euros a assistência de emergência aos migrantes na fronteira polaca-bielorrussa, através do Comité Internacional da Cruz Vermelha e destinada à compra de alimentos, cobertores, medicamentos e produtos de higiene. No entanto, neste mesmo dia o porta-voz do Ministério do Interior alemão, Steve Alter, voltou a afirmar que o país não pretende acolher migrantes que se encontram na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia.
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 Aumentou nas últimas semanas a tensão ao longo da fronteira Bielorrússia-Polónia, à medida que milhares de requerentes de asilo tentam entrar na Polónia. O processo de vistos fáceis na Bielorrússia atraiu muitas pessoas de países devastados pela guerra no Oriente Médio na esperança de chegar ao território da União Europeia. Quando a Polónia implantou militares na fronteira para impedir a entrada de requerentes de asilo, milhares de homens, mulheres e crianças ficaram presos no frio no lado bielorrusso da fronteira e se tornaram uma bola de futebol política entre a Bielorrússia e a Polónia, servindo aos governos de ambas as partes na busca das suas agendas internas e externas. É já claro que o desastre humanitário na fronteira foi fabricado pelo presidente da Bielorrússia, Aleksander Lukashenko, que está sob sanções e em isolamento pela UE desde as eleições presidenciais do ano passado. Mas não são apenas os seus vizinhos a oeste que Minsk tenta pressionar. A crise da fronteira é parte de sua estratégia mais ampla de chantagear o Ocidente e a Rússia com a perspetiva de um conflito global total. Bielorrússia é o aliado mais próximo da Rússia e oficialmente parte de uma entidade conhecida como União da Rússia e Bielorrússia, que só existe em grande parte no papel, mas prevê uma política de defesa comum e a livre circulação entre os dois países, o que significa que a fronteira bielorrussa com a Polónia é efetivamente a fronteira externa da Rússia, separando sua zona de segurança do reino da NATO. Portanto, qualquer conflito nesta fronteira, por extensão, torna-se um conflito entre a Rússia e a NATO, que é exatamente como o governo de extrema-direita na Polónia está agora tentando enquadrá-lo.
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  A coisa está cada vez mais complicada… Perante a crise migratória na fronteira Bielorrússia-Polónia, a República Checa prometeu ajuda à Polónia em caso de necessidade. A promessa foi feita pelo ministro das Relações Exteriores checo Jakub Kulhanek. O diplomata afirmou que conversou com seu homólogo polaco, Zbigniew Rau, e "expressou solidariedade" à Polónia. Na conversa, Kulhanek frisou que a República Checa está pronta para prestar ajuda à Polónia, enquanto a União Europeia, bloco do qual ambos os países fazem parte, planeja novas sanções contra a Bielorrússia. Detalhes sobre qual seria o tipo de ajuda não foram anunciados.
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  O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, já denunciou o que classificou como uma "atitude cínica" da Rússia em relação à pressão migratória nas fronteiras da Polónia e de outros países membros da Aliança Atlântica. O apoio que tem sido dado à Polónia e às repúblicas bálticas que sofrem a pressão migratória é "uma mensagem clara" de que a NATO está pronta para "defender todos os aliados".



Publicado por Tovi às 07:07
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