"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sexta-feira, 3 de Junho de 2022
Cem dias tem a invasão russa da Ucrânia

  Ponto da situação
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que as forças russas ocuparam cerca de 20% do território de seu país. A situação em Severodonetsk é “a mais difícil agora”, assim como em cidades e comunidades próximas, como Lysychansk e Bakhmut.
O Ministério da Defesa do Reino Unido diz que a Rússia detém mais de 90% de Luhansk e provavelmente assumirá o controle de toda a região nas próximas duas semanas.
Os EUA anunciaram novas sanções contra funcionários, oligarcas e empresários russos ligados a Putin.
O subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, está em Moscovo para discutir a permissão das exportações de cereais e outros alimentos dos portos ucranianos do Mar Negro, disse um porta-voz da ONU.

 

  Quem controla o quê na Ucrânia
Ucrânia quem controla o quê 3jun2022 dia 100.jpg

 

  Quem controla o quê na Região de Donbas
Donbas 03jun2022.jpg

 

  Para onde as pessoas estão fugindo
Ucrânia refugiados.jpg

 

 

  Cronologia de 100 dias de uma guerra ainda sem fim à vista 
24 de fevereiro - Rússia invade a Ucrânia para a "desmilitarizar e desnazificar". Guerra começa com ataques de mísseis e incursões terrestres em direção a Kiev, Kherson e Mariupol. Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fala por videoconferência com os líderes da União Europeia (UE), que se reúnem de emergência. 
25 de fevereiro - Zelensky divulga um vídeo para mostrar que permanece em Kiev e que não aceitou uma oferta dos Estados Unidos para sair do país. 
26 de fevereiro - Presidente russo, Vladimir Putin, lembra ao Ocidente que a Rússia possui armas nucleares. Chanceler alemão, Olaf Scholz, anuncia envio de armamento alemão para a Ucrânia. 
28 de fevereiro - Ucrânia e Rússia iniciam negociações na Bielorrússia. Zelensky pede à UE integração rápida do país. UE aprova apoio de 1500 milhões de euros em armamento para a Ucrânia. 
2 de março - Forças russas cercam cidade portuária de Mariupol e assumem o controlo de Kherson, a segunda cidade ucraniana. Número de pessoas em fuga para países vizinhos aproxima-se de um milhão. 
4 de março - Rússia ataca maior central nuclear da Europa, Zaporijia, e cinco dias depois assume o controlo da de Chernobyl. 
11 de março - Coluna militar russa com 60 quilómetros de extensão avança para Kiev. Ucrânia ataca coluna de tanques russos perto da capital. 
22 de março - Divulgadas informações de que coluna militar russa que se dirigia para Kiev suspendeu a marcha. 
29 de março - Moscovo anuncia redução de ataques na região da capital ucraniana para facilitar um acordo com Kiev. Ucrânia aceita neutralidade e renúncia à NATO, na condição de que a sua segurança seja assegurada por outros países em caso de agressão russa. 
2 de abril - Ucrânia anuncia controlar região de Kiev após retirada das forças russas. Descoberta de centenas de cadáveres nas ruas e em valas comuns em Bucha, na periferia de Kiev, provoca a indignação internacional contra Moscovo, que nega acusações. 
8 de abril - Mísseis russos matam 52 pessoas na estação ferroviária de Kramatorsk (leste), onde civis tentavam fugir da guerra. Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, reúne-se com Zelensky em Kiev. UE aprova embargo à importação de carvão russo. 
14 de abril - Ucrânia anuncia que afundou o navio-almirante da Frota do Mar Negro, "Moskva". 
19 de abril - Rússia anuncia segunda fase da guerra para a libertação do Donbass. Scholz acusa Putin de ser responsável pela morte de milhares de civis. 
26 de abril - Secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se com Putin em Moscovo. 
28 de abril - Guterres reúne-se com Zelensky em Kiev. Rússia ataca Kiev durante visita do chefe da ONU. 
13 de maio - Rússia anuncia "libertação na totalidade" da fábrica Azovstal e de Mariupol. Ucrânia diz que está a forçar retirada das tropas russas de Kharkiv. 
14 de maio - ONU contabiliza mais de 14 milhões de desalojados pela guerra, incluindo seis milhões de refugiados, na pior crise do género na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 
16 de maio -Combatentes ucranianos entrincheirados na fábrica Azovstal entregam-se às forças russas. Moscovo diz que se renderam 2.400 soldados. 
21 de maio - Primeiro-ministro português, António Costa, reúne-se com Zelensky em Kiev. 
27 de maio - Ucrânia admite que forças russas controlam a cidade de Lyman, na região de Donetsk. 
2 de junho - Zelensky anuncia que Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano (125.000 quilómetros quadrados). 

 

  Comentários no Facebook
Joaquim Barbosa - O ocidente vai acabar por intervir diretamente porque não vai aceitar. E bem. 
David Ribeiro - Estou em crer, meu caro Joaquim Barbosa, que o Ocidente está mais naquela de "pagar a quem lhe faça a guerra (a Ucrânia)" do que se dar ao trabalho de combater Putin. 
Manuel Rocha - David Ribeiro, combater o putin como? 
Altino Duarte - David Ribeiro Não vejo em que o chamado Ocidente possa fazer mais no combate ao Putin. Se for entendido que será uma intervenção directa na Ucrânia, isto é, a combater com tropas no terreno, como parece ser a opinião do primeiro interveniente nesta conversa, penso que não estão a ser muito compreensíveis as consequências que daí advirão... 
David Ribeiro - A forma de combater Putin, meus caros Manuel Rocha e Altino Duarte, só poderá ser com medidas económicas sérias e eficazes, nunca com "força militar" que a União Europa não tem nem onde parece não haver consenso na forma de atuar. E ainda não se explorou de forma verdadeira a diplomacia, tendo em vista um acordo de paz. Quanto mais tarde se sentarem à mesa das negociações mais difícil será a situação para quem não está na mó de cima. O Donbas está praticamente na mão das tropas de Putin e isto já é confirmado pelos senhores de Kiev.
Altino DuarteDavid Ribeiro As medidas económicas parecem-me ser já bastante sérias mas eficazes não sei. No que concordo é que são necessárias as negociações o mais depressa possível, sob pena que serão cada vez mais difíceis à medida que o tempo passa. Uma intervenção militar directa da Europa é impensável.
Manuel Rocha - David Ribeiro ,isso é por enquanto,é só para dizer que o acordo de Budapeste foram negociações entre a rússia e o Ocidente de desarmamento nuclear na Ucrânia que estava fortíssimamente bem armada,as negociações deram o quê?Zero!A Ucrânia só tem um caminho por esse mesmo motivo,é derrubar a rússia dentro do território Ucraniano,e as sanções pecam por tardias e lentas,assim como o fornecimento de armas à Ucrânia, não abram os olhos não que vão ver,aquilo começou na Crimeia e Donetsk,acham pouco?O memorando de Budapest para além de desarmar a Ucrânia era para que a rússia nunca mais se metesse em território Ucraniano,e voilá o resultado de "negociações" com russos. 
David Ribeiro - Pois é, Manuel Rocha... mas não chega querer "derrubar a rússia dentro do território Ucraniano", é também necessário ter condições militares, económicas e políticas para o fazer, sendo que o atual governo de Kiev não as tem. 



Publicado por Tovi às 08:20
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