"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Segunda-feira, 12 de Setembro de 2022
Forças russas em retirada no leste da Ucrânia

Captura de ecrã 2022-09-11 094541.jpg

A Rússia abandonou o seu principal bastião no nordeste da Ucrânia, após um colapso repentino de uma das principais linhas de frente da guerra, com as forças ucranianas a fazerem um rápido avanço. A queda rápida de Izyum na província de Kharkiv no sábado foi a pior derrota de Moscovo desde que as suas tropas foram forçadas a voltar da capital, Kiev, em março.

 

  A Ucrânia conseguiu importantes avanços nos últimos dias, conquistando as cidades de Balakliia, Kupiansk e Izium, obrigando mesmo as forças russas a uma retirada, ainda que Moscovo chame a esse movimento um “reagrupamento” para concentrar esforços na libertação do Donbass. A forte contra-ofensiva surge poucas semanas depois de várias afirmações de que estaria em curso uma grande mobilização ucraniana para o sul do país, com o grande intuito de libertar as regiões ocupadas de Kherson e Zaporizhzhia. Houve, efetivamente, avanços nessas zonas, mas, sabe-se agora, tudo não terá passado de uma grande campanha de desinformação para distrair a Rússia do verdadeiro propósito: recuperar os postos na região de Kharkiv, onde está a segunda maior cidade do país.

 


transferir.jpgÉ um facto que na Europa somos nós, os portugueses, que geograficamente estamos mais longe da Rússia e com quem temos ou nunca tivemos contactos diretos que justifiquem uma tamanha aversão como aquela que se tem visto nos comentários dos últimos tempos nas redes sociais. Não será que estejamos a “emprenhar pelos ouvidos” (pardon my french)?... À propaganda intensa na comunicação social ocidental relacionada com a guerra na Ucrânia, teremos todos, mas mesmo TODOS, que responder com dois dedos de testa e repudiarmos aquilo que me faz lembrar os velhos tempos do Estado Novo, em que o terror do "leste vermelho" e o mal que por lá faziam a todos, adultos, velhos e crianças, e em que por cá para se ser funcionário público se tinha de jurar a pés juntos e por todos os santinhos que não se tinha qualquer simpatia ou ligação à Rússia e aos russos, mais o “facto” da Nossa Senhora ter vindo a Fátima, cá tão longe, falar mal da Rússia. Mas o Leste já deixou de ser VERMELHO e embora Putin adorasse ser um novo Czar da Rússia as coisas já não são o que eram nem aquilo que muitos parecem adorar que fossem.

Joaquim Figueiredo
Há algo que me intriga e chateia.. .a permanente intromissão de Zelensky no que deve ou não a UE fazer...
David RibeiroJoaquim Figueiredo, não será que Zelensky é o "testa de ferro" dos EUA nesta guerra com a Rússia?
Maria Gabriela RafaelDavid Ribeiro por favor....testa de ferro?
David Ribeiro - Minha querida amiga Maria Gabriela Rafael - os longos anos que nos permitiram conhecermo-nos dá-me o direito de carinhosamente te tratar por “querida” - o percurso de consolidação democrática na Ucrânia, desde a sua independência em 1991 até 2014 foi fortemente marcado por avanços e retrocessos. Durante os anos da sua independência, a Ucrânia balança entre a U.E. e a Rússia, conjugando assim os seus interesses na sua política externa. De forma geral, aproximando-se da U.E., a Ucrânia obteve avanços positivos no processo de consolidação democrática. No entanto, com a presidência de pró-russos, a democracia na Ucrânia, de um modo geral, deteriorava-se. O objetivo é analisar o poder normativo da U.E. em conjunto com as forças internas da Ucrânia. A Ucrânia sempre se mostrou ser um país cuja consolidação democrática tem sofrido de vários avanços e recuos, o que não é apenas influenciado pela U.E., mas também pelo seu líder político, embora não signifique que um presidente pró-russo “vire costas” à U.E. e vice-versa, mas que o estado de democracia depende, de certa forma, das inclinações políticas deste. Através das teorias de democratização os trabalhos analisados do percurso democrático da Ucrânia desde a sua independência em 1991, passando pela Revolução Laranja em 2004, e a Revolução da Dignidade, a Euromaidan, que começou em 2013 e a anexação da Crimeia, com o objetivo de demonstrar que este não tem sido de todo um processo linear e que o nível de democracia no país está ligado com o seu líder político.
Jorge RodriguesJoaquim Figueiredo sem dúvida... Mas acrescento que se hoje fosse obrigatório uma declaração de honra (se é que a têm…) para os candidatos a professores afirmando que não eram membros do partido comunista como chegou a acontecer nalguma casos… Não teríamos o ensino degradado dos últimos 50 anos nem a juventude corrompida pelas ideias extremistas de direita e sobretudo de esquerda como os fundamentalistas alheados da realidade do dia a dia que enxameiam o PAN, o BE, o PCP …
Diogo QuentalAcho que ninguém está a emprenhar pelos ouvidos, David. Está é tudo chocado com a invasão a um país democrático, e com a táctica de guerra criminosa. Tenho bastante proximidade com a Rússia, tanto em termos pessoais como profissionais, e estava até a preparar-me para lá viver uns meses. Nada disso altera o choque. Choca-me é ver que não estás chocado. Há uma rede social bastante independente: o Reddit. Sugiro que tentes ver a informação que passa por lá. Abraço e não me leves a mal, pf. 
David RibeiroCaríssimo Diogo Quental... tenho a certeza absoluta que sabes estar eu minimamente informado sobre a invasão da Rússia ao território ucraniano, as chamadas e nunca admissíveis "operações militares especiais", mas nem tudo o que por aqui se diz é a VERDADE.
Diogo QuentalDavid Ribeiro Certo, mas como é que não te choca que, por exemplo, em Bucha tenham sido assassinados entre 80 a 100 mil civis? Mesmo que aches que os números tenham sido inflaccionados, e "apenas" tenham sido torturados e executados umas dezenas, como é que não choca?
David RibeiroDiogo Quental, mas onde é que alguma vez me ouviste negar as atrocidades das tropas de Putin?
Diogo QuentalDavid Ribeiro pareceu-me que esta frase "nunca tivemos contactos diretos que justifiquem uma tamanha aversão como aquela que se tem visto nos comentários dos últimos tempos nas redes sociais" mostrava a tua surpresa com o choque generalizado com Putin e a Rússia. Se conheces as atrocidades, mas não estás chocado, então o que te chocaria? É que pior não é fácil.
David RibeiroDiogo Quental... Para quem, como eu, já fez três “guerras”, uma na preparação de tropas para seguirem para uma guerra colonial, outra para acabar, de armas na mão, com uma ditadura de mais de quarenta anos, e ainda uma outra como “mercenário” numa guerra da independência de umas das antigas colónias portuguesas, acredita meu querido amigo que cada vez mais sou um adepto da PAZ.
Diogo QuentalDavid Ribeiro óptimo. Mas não vejo como concilias uma coisa com a outra. Não são todas essas guerras mais razões para estares chocado?
David RibeiroDiogo Quental... só quem não deseja a PAZ poderá não estar chocado com tudo o que acontece na Ucrânia.
Diogo QuentalDavid Ribeiro ok, espero então que a minha aversão ao regime de Putin se entenda.
D
avid RibeiroClaro, Diogo Quental
... também eu tenho aversão ao despotismo de Putin.
Zé CarlosPrezado David Ribeiro, tem algum feeling sobre o tempo que esta tragédia ainda vai durar ?
David Ribeiro
Zé Carlos... Oh pá... nestas coisas sou como o João Pinto, que dizia que “prognósticos só no fim do jogo".
Paulo Barros ValeIsto é um post cómico não é?????
David RibeiroSeguramente que o defeito será meu ao não entender este seu comentário, Paulo Barros Vale. Não nos quer fazer o favor de ser mais explícito?

 

  Tim Lister e Darya Tarasova, da CNN - hoje às 07h33
1024.jpgA última semana assistiu a uma espantosa transformação do campo de batalha no leste da Ucrânia, enquanto uma rápida ofensiva blindada das forças ucranianas percorria linhas de defesa russas e recapturava mais de 3.000 quilómetros quadrados de território. Isto é mais território do que as forças russas capturaram em todas as suas operações na Ucrânia desde abril. Por mais que a ofensiva tenha sido brilhantemente concebida e executada, também foi bem sucedida devido às insuficiências russas. Em toda a parte da região de Kharkiv, as unidades russas estavam mal organizadas e equipadas - e muitas ofereciam pouca resistência. Os seus fracassos, e a sua retirada desordenada para leste, tornaram o objetivo da operação militar especial do Presidente Vladimir Putin de ficar com as regiões inteiras de Luhansk e de Donetsk consideravelmente mais difícil de alcançar. Durante o fim-de-semana, a retirada russa continuou, a partir das zonas fronteiriças que tinham sido ocupadas desde março. Aldeias situadas a cinco quilómetros da fronteira erguiam a bandeira ucraniana. O colapso das defesas russas incendiou recriminações entre os influentes bloggers militares russos e personalidades dos meios de comunicação estatais russos. Com a bandeira ucraniana a ser hasteada numa comunidade atrás da outra ao longo dos últimos dias, surgiu uma questão: como é que o Kremlin responde?
(Notícia completa aqui)

 

  
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Pergunta para um milhão de dólares: Quais serão os próximos passos de Putin depois da sua pior semana de toda a “operação militar especial”?

Pedro Ferreira
Suicida-se ? Cai de uma varanda ?
Jorge VeigaEnvenenado?
David RibeiroHummmm!... Não creio... Ainda não deve ter oposição suficiente dentro de portas. E quanto maior for a falta de apoio interno maior será o endurecimento bélico.
Albertino Amaral
Vai passar a pasta ao Medvedev e ele que se desunhe.......
Isabel Sousa BragaContinuam a achar que ele entrou nisto para perder?
Paulo TeixeiraVamos com calma. Nada está ganho ainda. E os senhores do Kremlin já deram provas de loucura o suficiente para não desistir apesar de tudo
Joaquim FigueiredoTentar negociar...
Paulo LeonardoPor enquanto é uma "Operação Militar" a guerra ainda não começou. Na verdade a mobilização é feita com militares voluntarios para esta específica intervenção e outros mercenarios. Caso seja declarada Guerra à Ucrania a mobilização será diferente. No que diz respeito ao material empregue até ao momento está longe de ser o mais atual. Para concluir a guerra esta longe do fim e os povos do leste estão habituados à terra queimada.



Publicado por Tovi às 08:04
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