...pelo The New York Times e The Economist

O escândalo de corrupção conhecido como "Míndichgate" abala a Ucrânia, envolvendo altos funcionários em um esquema de subornos na Energoatom estadual, que gera mais de metade da eletricidade do país. O Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU) revelou que uma "organização criminosa de alto nível" exigia comissões de 10-15% em contratos, sob ameaças de bloquear pagamentos ou excluir fornecedores, lavando cerca de 100 milhões de dólares durante a guerra. Após 15 meses de investigação e mil horas de gravações, cinco pessoas foram presas e identificaram mais sete com invasões em escritórios chave. O empresário Timur Míndich, cofundador da produtora Zelensky e apelidado de "carteira do presidente", fugiu para Israel antes dos registros e orquestrou o esquema do seu apartamento, segundo o NABU. O deputado da oposição Oleksandr Dubinski afirmou no Telegram que a esposa de Zelensky, Olena Zelenska, aparece nas "gravações de Míndich" discutindo pagamentos, enquanto Yaroslav Zhelezniak sugeriu que Andriy Yermak, ex-chefe de escritório de Zelensky, é "Alí Babá" nas gravações, ordenando ataques a agências anticorrupção. Yermak demitiu-se após invasões de domicílio, pressionado pelo Ocidente e protestos; os ministros da Energia e Justiça envolvidos também se demitiram. Zelensky condenou a corrupção e ordenou auditorias, mas o caso corroe sua credibilidade em plena crise de guerra.
E em Bruxelas...
Um novo escândalo está a ganhar dimensão. A 2 de dezembro foi detida a antiga chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. É acusada de fraude, corrupção, utilização indevida de fundos da União Europeia e conflito de interesses no âmbito de uma investigação da UE sobre a utilização indevida de fundos, informou a Procuradoria Europeia (EPPO). Agentes da polícia da Flandres Ocidental realizaram buscas no Colégio da Europa em Bruges (Bélgica), que na altura era dirigido por Mogherini, e no Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) em Bruxelas, que ela liderou durante cinco anos como principal diplomata da União Europeia. Juntamente com Mogherini, foram detidos o diretor do Colégio da Europa, Cesare Zegriddi, e o antigo secretário-geral do SEAE, Stefano Sannino.
Mario Pinheiro - O que espera no que à corrupção diz respeito é que haja mecanismos que lhe ponha termo. Parece ser o caso, num lado e noutro. Poder-se-á dizer o mesmo da federação russa. Já para não falar dos que caiem das varandas.
David Ribeiro - Meu caro amigo Mario Pinheiro... e a corrupção na Federação Russa poderá servir de desculpa para o que se vive atualmente na Ucrânia?
Mario Pinheiro - David Ribeiro, claro que não. E não dou preferência a uma em detrimento da outra, mas aparentemente na Ucrânia sabe-se dela e combate-se, na outra a oligarquia esconde-a, ou matam-se os denunciantes, como Alexei Navalny. Mas isso não interessa nada, não é caro David Ribeiro?
David Ribeiro - Claro que toda a VERDADE interessa, Mario Pinheiro... mas não se pode tentar desculpar uns perante as atrocidades de outros, principalmente quando se pretende admitir na União Europeia quem se está borrifando para os constantes avisos da UE sobre corrupção.
Mario Pinheiro - David Ribeiro, até poderia entender essa posição não fosse "O Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU) revelou que uma "organização criminosa de alto nível" exigia comissões...". A ser assim, sabendo nós que a corrupção se espalha por onde há dinheiro e falta de escrúpulos, que mais se pode exigir além do combate que lhe é feito? Eu faço escolhas e tendo em conta que uns não serão melhores que outros, condeno o que está para além dessas considerações e a minha repugnância vai para quem ignora o direito internacional e se fizesse campanha seria contra o agressor da Ucrânia.Mas cada um toma o partido que quer, a pretexto do que lhe parece mais importante.
David Ribeiro - Mario Pinheiro, entendo perfeitamento o seu ponte de vista - "Eu faço escolhas e tendo em conta que uns não serão melhores que outros" -, mas há que conhecermos TUDO o que se passou na Ucânia no antes da invasão do terriório ucraniano, a que a Rússia chamou "Operação Militar Especial na Ucrânia".
Mario Pinheiro - David Ribeiro é com pretextos assim que assistimos ao assédio dos USA à Venezuela. É a lei da força a substituir a razão. Não pactuo.
David Ribeiro - Sim, Mario Pinheiro, na esmagadora das vezes a razão é substituida pela força, mas a força, infelizmente, impõe-se e determina o dia-a-dia dos conflitos, pelo que não vale a pena chorar pelo leite derramado.
Adao Fernando Batista Bastos - Na Russia dw Putin nada se passa. Ou antes, nada se sabe nem saberá
David Ribeiro - E isso justifica a corrupção na Ucrânia, é isso Adao Fernando Batista Bastos?
Adao Fernando Batista Bastos - David Ribeiro não, claro que não mas entre os dois em guerra on diabo esfrega as mãos.
Raul Vaz Osorio - Pois é, na Ucrânia há corrupção. Não é novidade e qualquer caloiro de um curso na área das ciências económicas e políticas sabe que uma economia de guerra potencia a corrupção. O que acima disse da Ucrânia, posso dizer, com maioria de razão, da Rússia. A diferença fundamental é que a Ucrânia é uma democracia, tem estruturas que combatem estes fenómenos, por vezes com sucesso e as coisas são do conhecimento público. Na Russia não existem tais estruturas e nada se sabe. Tem uma estrutura social de tipo mafioso, em que Putin é o poderoso padrinho no topo da pirâmide, a receber de todas as negociatas uma fatia. É outro nível!
David Ribeiro - Lá está, o Raul Vaz Osorio tenta "desculpar" a corrupção ucraniana com a existência de corrupção na Rússia. Como se uma pudesse tornar aceitável a outra. Corrupção é inaceitável seja lá onde exista.
Jorge Veiga - Da que existe na Rússia, não falas tu David.
David Ribeiro - Jorge Veiga, não negando nunca a que existe na Rússia falo daquela que uma grande parte da comunicação social nacional se "esquece".
Jorge Veiga - David Ribeiro ainda há pouco falaram. Da da Rússia só falam indirectamente, porque não há dados confirmados. Se todos os problemas fossem esses eu até fazia uma festa.
Palavras de solidariedade, alguma ajuda e pouco mais
Na tarde desta segunda-feira [8dez2025] Zelensky é recebido em Downing Street, na capital londrina, por Macron, Starmer e Merz, os autoproclamados grandes da Europa. E ao que parece da "Europa dos 27" só dois líderes da UE decidem pelos restantes 25; ou seja, o directório decide, fala pelos outros e impõe. Meloni fica de fora, como de fora ficam os pesos médios espanhol, polaco e holandês e, claro, aqueles que como nós não contam, não são ouvidos e não têm voto. No fundo, se bem que com alegações mais elegantes, essa "Europa" foi sempre uma associação rigidamente estratificada em que os donos da casa estão na sala, outros na copa e a maioria na cozinha (com todo o maior respeito para as copeiras e cozinheiras).
Jose Antonio M Macedo - Concordo em relação à Polónia, Itália e Espanha. Contudo, penso que não é viável e pragmático atendermos a 27 políticas diferentes. Iriam surgir ainda mais divisões e nunca se tomaria uma decisão. Mas isto é uma reunião europeia e não da UE: a presença do Reino Unido e a ausência da bandeira da UE são sinais disso.
David Ribeiro - Jose Antonio M Macedo, por isso eu pergunto por que motivo os autoproclamados grandes da Europa decidem pela Europa.
João Gomes - Veremos o comunicado final. Deve ser para rir...
João Simões - Antes esta Europa que a Rússia ou outros que tais. Ou haverá por lá mais liberdade e democracia?
David Ribeiro - João Simões, isso é o mesmo que escolher trampa em vez de merda (pardon my French) no que aqui está em causa.
João Simões - David Ribeiro sim certamente que a liberdade russa é equivalente à liberdade e solidariedade europeia. E que ninguém duvide de tal coisa.
Ao final da tarde de hoje [2.ª feira 8dez2025]
Volodymyr Zelensky abandonou a residência oficial do primeiro-ministro britânico, onde estava reunido com Keir Starmer, depois do encontro mais alargado. O Presidente ucraniano e o chefe do Executivo britânico despediram-se com um abraço à porta de Downing Street. Zelensky segue agora para Bruxelas, onde se irá reunir com o líder da NATO e os líderes da União Europeia por volta da “hora do jantar”, avançou um porta-voz do bloco europeu. O presidente ucraniano anunciou que, na terça-feira [9dez2025], vai viajar para Itália, onde irá reunir-se com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
Não resisti a partilhar com os meus Amigos este post de quem sabe bem escrever sobre religião romana e animais... além de sobre muitas outras coisas.

Miguel Castelo Branco no Facebook
Na religião romana, o comportamento dos animais era objecto de cerrada interpretação por sacerdotes e adivinhos. O voo dos pássaros, comportamentos inusuais de animais domésticos ou o súbito surgimento de pragas de insectos pediam a intervenção de augures. Ontem, ao entrar na residência oficial do primeiro-ministro britânico, Zelensky foi confrontado com um prodigia que de imediato dominou a imprensa: o gato Larry não olhou para a visita, virou ostensivamente o focinho para a porta e saiu apressadamente de casa, parecendo não querer estar sob o mesmo tecto que o líder ucraniano. Em Roma, tal comportamento bastaria para que se reunisse com carácter de urgência o conselho do imperador.
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