"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Rui Rio indisponível para debates?... Claro!

Rui Rio não está para conversas. Essa coisa de debater ideias e projectos para uma cidade e os seus cidadãos, essa coisa da essência da democracia, é uma perda de tempo para o actual Presidente da Câmara do Porto, ocupado com as contas de mercearia em que transformou a gestão da autarquia. Está por isso indisponível para debater com outros candidatos os problemas e o futuro da cidade do Porto. Por dois motivos:
– As ideias dos outros são apenas propaganda eleitoral;
– Ele já tem o futuro da cidade todo pensado e ninguém o desvia do caminho.

E qual é o caminho?
- Homessa! – Responderá Rio. O mesmo caminho que tracei há oito anos!

E a gente fica a saber que a cidade está, afinal, bem entregue.Vejamos alguns exemplos:
a) Desertificação: o Porto perdeu desde 2001 15,7% da população. Consequência?
b) Envelhecimento: 20% tem mais de 65 anos e 10% mais de 75.
c) Exclusão Social: os Bairros Sociais albergam 20% da população e 51,3% vive de subsídios públicos.
d) Degradação do Centro Histórico: o Porto é o concelho do país com maiores problemas de conservação de edifícios (para além das 1.000 ilhas que continuam a existir).
e) Perda de atractivos e investimentos: exemplos? Mota&Cia, Corte Inglês, Circulo Portuense de Ópera, TEP (e outros estarão para ir se a cidade adormecer).
f) Má Gestão: Porto é a terceira Câmara mais endividada do país e ostenta a medalha da segunda pior empresa municipal em resultados económicos. E com esta birra de 169 milhões de euros do parque da cidade ainda vai passar para primeiro.

Enfim… Para quê debater a cidade se Rui Rio tem o seu futuro planeado há oito anos e com estes resultados no currículo? Faz todo o sentido que Rio não queira debater os problemas e projectos da cidade. Com ele os portuenses sabem com o que contam: trabalho, muito trabalho, para continuar! A desertificação, o envelhecimento, a exclusão, o desinvestimento empresarial e cultural, a má gestão… tudo isso são invenções de quem se lhe opõe, de gente que não vai com a sua cara. Gente que "destorce" os números e nem sabe interpretá-los. Gente que quer subverter a matemática.

Uma amiga questionava-me (sem esperar resposta): Quem continuará a acreditar e a votar neste desgoverno em que o Porto está mergulhado? Fiquei a pensar. Uma resposta séria a esta questão deve ser mais simples do que parece. E não é política. Numa cidade em que 30% tem mais de 65 anos, onde 51,3% vive de subsídios públicos e que perde 20 habitantes/dia à procura de melhor vida e cidadania noutras cidades … o voto não é crítico, não precisa de debates. Basta umas casitas caiadas, umas ruitas asfaltadas à pressa, umas corridas de popós, uma sacolas com lápis, borracha e aguça e, ultimamente, até um bom foguetório (que no início do reinado era desperdício parolo) na noite de S. João.

Que raio, o Porto merece melhor!



Publicado por Tovi às 21:13
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