«mlpaiva» in RevistadeVinhos ►Só para não ficar calado é que escrevo aqui qualquer coisa... Não sei o que seria o Douro hoje caso, nos anos 50 do século passado, não se tivessem construído as barragens que permitiram o aproveitamento hidroeléctrico com a criação de imensas albufeiras. Como seriam os seus vinhos? Na altura, poucos ou nenhuns tinham sensibilidade enológica de modo a escrever o antes e o depois para a posteridade. Mas a sensibilidade económica existia e ainda hoje o Porto paga a factura da electrificação, ou melhor das "facilidades" para rendibilizar os investimentos da altura. Hoje, a consciência é outra, mas não será certamente com este governo e outras instituições governamentais que iremos ter a verdadeira noção das implicações. O Alqueve está feito, mas quais as implicações? Enológicas, bem entendido. Aqui há uns anos eu gracejava com os temores da altura, dizendo que gostaria de comparar um alvarinho alentejano com outro dos Rios do Minho: falava-se de neblina desde o raiar do sol até às 16 horas. Não sei, não tenho passado por lá. O Vale do Tua merece outra reflexão que não a enológica. Como também esse tal de Foz Côa... Mas, nesta questão de operacional research há que não ignorar outras variáveis e a do aquecimento global é uma delas...
Claro que não nos podemos esquecer do aquecimento global, mas a verdade é que já me parece água a mais no Douro. Em Maio deste ano, só para assegurar o abastecimento urbano de água em áreas de intervenção da empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, iniciou-se o enchimento das barragens de Pretarouca (Lamego) e das Algas (Freixo de Espada à Cinta). A barragem de Pretarouca, localizada no rio Balsemão, criou uma albufeira de 43,4ha de área inundada e mais de três milhões de m3 de volume de armazenamento total. A barragem das Olgas localiza-se na ribeira do Arroio, afluente da margem direita do rio Douro, a cerca de 8km a sudoeste de Torre de Moncorvo, criando uma albufeira com 11,14ha de área inundada e pouco menos de um milhão de m3 de volume de armazenamento total.
«Paulo Coutinho» in RevistaDeVinhos ► Caro Tovi, Eu vi este tópico à uns dias e enfiei a carapuça, como que a achar que era por mim que chamava... (presunção apenas...). Reconheço que tenho andado arredado daqui. Fica apenas um pouco de lenha para este tópico de água... Obviamente que a construção da barragem vai modificar e complicar as coisas por essas bandas... O Joel (penso eu) já referiu a maior necessidade de tratamentos... quando o consumidor clama por vinhos biológicos!!! Sobre o Tua, claramente que a Abrunheda vai sofrer. Zona por excelencia de grandes Brancos para VPorto. Sobre tintos existem outras soluções no Douro... mas temos um bom exemplo do que se pode fazer por aquelas bandas. Já ouvi a Quercus ou os Verdes a dizerem que aquilo que se vai ganhar com a construção das ditas barragens... é diminuto em termos de ganhos energéticos! Outra coisa é falar do Douro mesmo! Algo a que o tema do tópico remete e isso é bem mais complicado e mais abrangente. Mas de águas paradas já nós temos muita no Douro. Preocupa-me é a água que Espanha possa deixar ou queira deixar passar, quando eles necessitam dela para regar cereais, e nós para regar Vinha! Isso é que vai ser um problema... quando for preciso taxar a utilização da água! Fugi de propósito do tema do Tua eu sei, mas penso que devemos julgar as coisas por diversas vertentes. A Energética, a de abastecimento de água para consumo, e abastecimento de água para rega! Depois claro está todo o património que deverá ser avaliado. Mas património que valha a pena preservar face aos objectivos finais. Deixemos ver para onde pende o tema, pois pode-se esmiuçar muitos temas com isto. Abraço a todos.
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