Estava a preparar um trabalho para a empresa onde exerço a minha actividade profissional e fui parar a um artigo de João Afonso publicado na Revista de Vinhos (n.º 223 – Abril 2009) que vou transcrever, por ser exactamente aquilo que penso sobre “esta mentalidade caloteira” que “não é exclusiva do sector do vinho mas sim dum tipo de sociedade tuga de chicos espertos”. Ora vejam:
Os Calotes do Vinho - A entrega de prémios da Revista de Vinhos tinha terminado. De boleia com um enólogo ouvi o desabafo – “…certas pessoas que estavam no jantar não deviam lá estar! Alguns já têm vergonha de aparecer, mas há outros que têm tudo menos vergonha!” O problema era que entre os mais de 900 participantes estavam alguns distribuidores de vinho e restauradores que, pelas enormes dívidas (de difícil cobrança ou incobráveis) que acumulam no sector, estão a deixar muitos produtores desesperados. É claro que a conjuntura económica difícil leva a que se crie uma espécie de “bola de neve” e que muitos, por dificuldades de tesouraria, pagam o que devem mais tarde do que aquilo que certamente desejariam. Não critico esses mas sim os caloteiros encartados, por exemplo, as muitas dezenas de restauradores que, ao fazerem a sua encomenda de vinhos, estão conscientes de que não os vão pagar, apesar de os cobrarem à clientela 10 vezes o preço por que pretensamente os deveriam comprar. Infelizmente esta mentalidade não é exclusiva do sector do vinho mas sim dum tipo de sociedade “tuga” de “chicos espertos” que se desenrasca e subsiste à custa de gente honesta e trabalhadora. É pena!... mas é o que temos, ou o que somos, mas será que é o que merecemos?
«Nuno Gonçalo Monteiro» in Facebook >> As pessoas cada vez mais perdem a vergonha na cara. Mas também se percebe porquê, com os exemplos que vêm de cima por parte dos governantes.
«Paulo Coutinho» in Facebook >> Eu nem consigo imaginar a dificuldade que é hoje andar na rua a vender... Pois clientes que antes não abriam a porta aos comerciais... hoje são esses mesmos clientes que os procuram... pois como já perderam credito nas casas onde compravam... recorrem agora a quem antes implorara que os atendesse! E agora? O que vai decidir o comercial, sabendo ele perfeitamente o que se passa?
«David Ribeiro» in Facebook >> Razão tem a administração da empresa onde trabalho quando diz que não está para fazer concorrência aos bancos... se os clientes não arranjam nas instituições bancárias qem lhes dê crédito, porque é que teremos que ser nós a subsidiar os seus investimentos?
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