"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Aguardente vínica do Douro

(Foto de Emil Biel [1838-1915], tirada no Douro no final do séc. XIX)

Na passada semana os autarcas do Douro vieram a terreiro criticar duramente o Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, por ainda não ser permitida nesta região demarcada a produção exclusiva da aguardente vínica necessária para o Vinho do Porto. Argumentam que desta forma não só se podia melhorar os preços ao produtor como poupar cerca de 30 a 40 milhões de euros em importações. Mas um relatório do Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) concluiu “pela inconveniência do fecho da região à importação/circulação de aguardentes vínicas”. Eu também preferia que na aguardentação do mosto que vai dar Vinho do Porto só entrasse aguardente feita no Douro, mas será que podemos ter confiança suficiente na sua qualidade? É que não foi há muito tempo que uma grande fraude – durante três anos beneficiou-se o vinho com álcool industrial, em vez da aguardente vínica – ia deixando na lama o nome do nosso Néctar dos Deuses.


«António Campos Leal» in Facebook >> Assim se servem os interesses dos muitos que ROUBAM o Douro

«Pataxó Lima» in Facebook >> Belissima imagem... Caramba...!!

«David Ribeiro» in Facebook >> Karl Emil Biel, que após a sua vinda para Portugal passou a usar o nome de Carlos Emílio Biel, nasceu na Alemanha a 18 de Setembro de 1838 e faleceu no nosso país com quase 77 anos, depois de uma vida surpreendentemente activa e interessante, passada sobretudo na cidade do Porto. O uso industrial da fototipia, introduzida em Portugal por Carlos Relvas, foi possivelmente a área onde a actividade empresarial de Emílio Biel mais se distinguiu, facto a que não terá com certeza sido alheio o seu interesse pela fotografia. À época em que o Bilhete Postal Ilustrado (BPI) iniciou no nosso país a sua idade de ouro, Emílio Biel dispunha assim já de uma elevada sensibilidade artística, à qual se associavam todos os recursos técnicos necessários para lhe permitir converter-se num dos nossos principais editores (tendo produzido cerca de 500 BPI, dos quais pelo menos cerca de metade dizem respeito à cidade do Porto).

«Pataxó Lima» in Facebook >> Valeu, mesmo generoso David... Agora vou dar uma olhada nesse talentoso profissional da imagem preciosa... rs!!

«Teresa Canavarro» in Facebook >> David, já não importámos também aguardente falsificada?

«David Ribeiro» in Facebook >> Pois já... Foi no benefício das colheitas de 1972, 1973 e 1974 que a Casa do Douro importou, através de um seu agente em França, álcool industrial em vez de aguardente vínica. Este escândalo foi despoletado em 1975 pelas autoridades alemãs, que descobriram esta aldrabice ao efectuarem testes de rotina pelo método da datação por carbono.

«Teresa Canavarro» in Facebook >> Bem me parecia, mas não tinha a certeza: o famoso vinho do C-14! Obrigada! Quanto à questão primordial,  já ouvi tanta coisa que nem sei o que pensar! Gostava de ter acesso a algum estudo mais coerente e pensado! Se tiver informações fidedignas mande! Um resto de um Bom Domigo! A fotografia já conhecia e faz-me sempre pensar com quanto sacrifício humano se fizeram estes socalcos!

«Maria Vilar de Almeida» in Facebook >> Quando olhei de repente... até me pareceu 1 imagem de Auschwitz!!! rsrsrsrs... bem, há alemães ao barulho... mas no bom sentido! ;-) Quanto ao resto... deviam ter informado esses srs de que o vinho também vem da uva! ;-)... portanto, a culpa foi de quem não informou! Pois, PLIM!

«David Ribeiro» in Facebook >> Quando há cerca de dois meses se começou a falar na hipótese de o Governo decretar a obrigatoriedade da utilização de aguardente produzida no Douro para fazer Vinho do Porto, lembro-me de ter lido declarações de David Guimaraens, director técnico do grupo The Fladgate Partnership (Taylor's, Fonseca e Croft), em que se afirmava ser de esperar um aumento muito significativo dos preços e, consequentemente, uma diminuição das vendas, se esta pretensão de vários viticultores do Douro for implementada.

«Maria Vilar de Almeida» in Facebook >> O que entendes por preço alto, já que o "alto" é subjectivo?

«David Ribeiro» in Facebook >> ‎"Preço alto" no Vinho do Porto pode-se considerar acima dos cem euros a garrafa, dependendo obviamente da idade/qualidade do vinho.

«Loja Do Pecado Guimarães» in Facebook >> quem semeia ventos colhe tempestades, agora aguenten-se, escolheram á muito tempo ser assim ou ja se eswqueceram do mesquita montes e do atual tachista da casa do douro.

«Anny Dali Clover» in Facebook >> Não se compreende a sua desconfiança: 1) o IVP (hoje IVDP) foi sempre o organismo controlador da qualidade dos produtos (inclusive a Aguardente)  2) o problema que houve foi num período conturbado no país!... (verão quente do 1975, onde os amigos dos governantes da altura eram os de leste!..);  3) importada ou não onde pode estar a fraude?!...  4) não era melhor que toda a produção fosse feita no Douro? O passado só pode servir para se melhorar, ou para se tirar lições: o que a região precisa é de "presente e de futuro"!... (continuamos mais na mesma)



Publicado por Tovi às 07:14
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