"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Paulo Laureano

«Alambique/Bruxelas» ⇒ Caro Tovi,   Aproveito este pouco tempo livre que me resta, para o informar que estou já a comercializar os novos vinhos do Paulo Laureano. Não sei se conhece o seu mais recente "projecto a solo" mas devo dizer-lhe que vale a pena descobri-lo. Os vinhos são fantásticos e reflectem bem o seu "savoir faire". Sem duvida um dos melhores enólogos Portugueses. Saudações cordiais,

Em Junho de 2006 tive o prazer de estar pela primeira vez com o Paulo Laureano numa prova de “vins em primeur” do Clube de Vinhos do Continente e desde então tenho acompanhado com muito interesse a carreira deste conceituado enólogo alentejano de Alter do Chão, licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora, com pós graduação em Enologia pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto e diplomado em Winegroing pela Charles Sturt University de New South Wales na Austrália.
 
Foi no ano passado que Paulo Laureano arrancou com um investimento de três milhões de euros comprando uma adega e setenta hectares de vinha na Vidigueira, a um produtor para quem trabalhava (Vidisava). Criou então a Paulo Laureano Vinus, para assegurar a produção dos seus próprios vinhos, e a Eborae Consulting para gerir os seus trabalhos de consultoria, passando a ser estas duas empresas a assegurar o que anteriormente fazia a Eborae Vitis e Vinus, que Paulo tinha criado em 1998.

De 1993 a 2003 foi docente de Enologia na Universidade de Évora, dedicando-se actualmente, em exclusividade, à produção vitivinícola.

A “Revista de Vinhos” e a “Revista Néctar” consideraram-no “Melhor Enólogo do Ano” em 2004.
O objectivo actual de produção da Paulo Laureano Vinus é de quinhentas mil garrafas, muito mais que as 100 mil da colheita de 2005, e há também um grande interesse no aumento da quota de exportação, actualmente por volta dos 35% e que deverá em breve atingir os 50%.
Os seus melhores vinhos: Dollium Reserva (tinto) 2004 [um estilo bordalês, um excelente vinho alentejano]; Dollium Escolha Antão Vaz (tinto) 2006 [longo e altivo numa reinterpretação moderna das potencialidades da casta]; Singularis branco 2006 [enche as medidas a um público muito alargado]; Singularis (tinto) 2004 [reinventa a rusticidade da Trincadeira]; Paulo Laureano Clássico (tinto) 2005 [muito sofisticado no estilo mas sem nunca perder o elo de ligação às terras quentes da planície]; Paulo Laureano Clássico branco 2006 [boca untuosa, elegante, revelando boa frescura no final]. (Os comentários entre "[ ]" são de Pedro Gomes e Tiago Teles no Guia de Vinhos Portal Portugal 2008).

«Alambique/Bruxelas»Caro Tovi,   Depois de ler o seu comentário sobre os vinhos do Laureano, só me resta acrescentar que Portugal precisa de mais pessoas como ele para defender a riqueza e a diversidade das nossas castas. Acho que mais uma vez, temos aqui um argumento de peso para nos diferenciarmos da "massificação" que o sector tem vindo a revelar. No novo mundo já se "fabricam" gostos especificos para pessoas especificas. Só espero que a maior parte dos nossos vinhos continuem fora de modas...   Reparei também que não fala do Laureano premium (branco e tinto) e dos reserva branco e tinto. Quanto ao clássico tinto 2006, atreveria-me a dizer que foi o melhor vinho desta gama de preço que bebi até hoje.   Saudações,

Pois é… Mas a verdade é que ainda não estou certo se o que a seguir transcrevo é “dor de cotovelo”, uma doença endémica ainda por erradicar no nosso País, ou crítica válida e construtiva… Vejamos: -1) …/ também muito bom, está o Singularis tinto 2004 do Paulo Laureano; Não está para ficar muitos anos, mas bebe-se com imenso prazer, pró dia-a-dia; Sinceramente, provei também o Dolium 2004, e não lhe achei tanta piada quanto a este. -2) …/ provem lado a lado o Singularis branco 2006 e o Dolium branco 2006; Depois digam o que acharam e se vale a pena o dobro do preço. -3) São exactamente a mesma coisa, e se calhar ate são da mesma cuba /…
Cá para mim e até prova em contrário, a aposta do Paulo Laureano nas castas autóctones nacionais merecem-me todo a consideração e respeito. Sejam vinhos do Alentejo ou do Douro, ou de outra qualquer região portuguesa, desde que se mantenha a tipicidade das nossas regiões vitivinícolas, sou da opinião que estamos a criar vinhos 100% portugueses, vinhos com aromas da nossa terra.



Publicado por Tovi às 21:43
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