"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
Terrível acidente ferroviário na Galiza

{#emotions_dlg.sidemouth} Pelo menos 77 mortos e várias dezenas de feridos no descarrilamento de um comboio em Santiago de Compostela, ao fim do dia de ontem.


«Laura Sarmento» no Facebook >> :(

«Maria Helena Costa Ferreira» no Facebook >> um acidente ferroviário deve ser horroroso!  conheço quem ainda hoje está traumatizado e não anda de combóio!

«Maria Teresa de Villas-Boas» no Facebook >> Lamento muito.

«Zé Zen» no Facebook >> deus estava de férias. Chora-se em Santiago.

«David Ribeiro» no Facbook >> {#emotions_dlg.chat} Um amigo meu, que sabe MUITO sobre comboios, comentou assim o eventual excesso de velocidade no acidente de ontem na Galiza: Sinceramente tenho muitas dúvidas sobre estas alegações e confissões espontâneas. É para mim inconcebível que um comboio deste tipo, que circula a velocidades superiores a 200 km/h, não tenha qualquer tipo de controlo de velocidade automatizada que o impedisse entrar numa curva com velocidade limitada à velocidade que é alegada. Um comboio que circule a 220 km/h galga 61 metros por cada segundo. Uma pequena distracção, abstracção, ou operação levada a cabo pelo maquinista dentro da cabina que leve este a desviar a atenção da via por breves 15 segundos, é o suficiente para que o comboio percorra mais de 900 metros. É distância suficiente para que a distância de frenagem necessária para reduzir a velocidade para 80 km/h já passe muito para além da curva e o comboio a aborde acima dos limites. As causas serão outras e só o inquérito o esclarecerá.   A Espanha gastou nas duas últimas décadas milhares de milhões de euros numa nova rede de alta velocidade. Uma das mais modernas do mundo. Se não equipou todas as suas vias com os sistemas de segurança necessários para velocidades elevadas, mesmo em zonas de transição para vias clássicas, este não é um caso de "excesso de velocidade": é um caso de exceso de irresponsabilidade. Estou curioso em saber os resultados deste inquérito. Se é como os jornais contam, o que duvido, o maquinista que se prepare: o sistema e os ministros nunca são culpados de nada.

«Manuel Ribeiro da Silva» no Facebook >> De facto é muito estranho, assim como muito estranha é, a passividade do sindicato...

«Luis Paiva» no Facebook >> Não sei muito de comboios, mas sou aficionado deste meio de transporte, que sempre preferi a qualquer outro. Tenho um bom currículo de viagens e até uma colecção muito "jeitosa" de miniaturas, respectiva documentação e a competente via férrea. Por outro lado, tenho uma licenciatura em Engenharia (pela FEUP, acrescento) o que me predispõe para analisar todo o tipo de explicações neste âmbito. Já agora, e não conhecendo o sistema em particular, habitualmente este tipo de sistemas não permite "distracções" superiores a 10 seg (e muito menos sei se o condutor pode fazer override ao sistema). Aguardemos, assim, pelo que os peritos irão escrever sobre as causas desta tragédia.

«Fernando Roque» no Fcebook >> Estive em Portugal em Junho e viagei varias vezes nos Alfa Pendular que sao uma maravilha. Fazem normalmente 220km\h mas a velocidade varia com frequencia segundo o que nos indica o ecran luminoso no interior da carruagem.

«David Ribeiro no Facebook >> {#emotions_dlg.chat} Ainda sobre o eventual excesso de velocidade no comboio acidentado ontem na Galiza, Alfonso Rguez Dono escreveu no "La Voz de Galicia" online: La línea donde se produjo el accidente no está dentro del ERTMS (European Rail Traffic Management System), un sistema de gestión del tráfico ferroviario que impide que un tren supere la velocidad máxima establecida o supere señales que indican parada. En el tramo donde tuvo lugar el accidente funcionaba el ASFA (Anuncio de Señales y Frenado Automático) convencional, un sistema que detiene al tren si el agente de conducción no respeta lo indicado en las señales pero que sólo recibe información de la vía en determinados puntos (las balizas), o sea, que solo al pasar por esos puntos controla que el convoy circule según lo establecido. Si no hay balizas, no hay reducción automática de velocidad, y este es el punto más peligroso de la vía, el lugar que tendría que ser mejor controlado. El tren tiene que pasar en un escaso margen de tiempo de 200 km/h a 80 km/h.

«António Alves» no Facebook >> tretas amigo. o asfa digital é sistema mais que suficiente para obrigar à redução de velocidade se for caso disso. não acredite no que lhe dizem os jornais. podem ser especialistas em muita coisa, mas nào em ferrovias ;-) Sobre o ASFA, o sistema de controlo automático de velocidade mais utilizado na rede da RENFE. «Através do sistema de odometria obtém-se a velocidade do comboio que é comparada com a velocidade máxima permitida para o tipo de comboio e nas circunstâncias da via em cada instante. Quando a velocidade do comboio alcança a primeira curva de controlo ( inferior à máxima permitida), o sistema adverte o condutor com avisos acústicos e ópticos, que se mantêm enquanto a situação persistir. No caso de ser ultrapassada a velocidade máxima permitida, são activados os avisos correspondentes a esta nova situação e será aplicado o freio de emergência até à paragem do comboio.»

«David Ribeiro» no Facebook >> Sempre ouvi dizer que um acidente deste tipo nunca se deve a uma só causa. Será que pode haver outros motivos a adicionar a eventual excesso de velocidade, caro António Alves?

«António Alves» no Facebook >>  Não sei sequer se há excesso. Faltam-me muitos dados para tirar qualquer conclusão. A limitação de velocidade a 80, a haver, era permanente ou temporária? Se era permanente estava de certeza absoluta controlada pelo ASFA; se estava porque razão o comboio não a cumpriu automaticamente? se era temporária poderia estar ou não; se não estava controlada o maquinista foi avisado? etc., etc, etc. Andar para aí a tirar conclusão sem dados não me parece avisado. Vou esperar para ver. Mas há algo em que não acredito de todo: que o maquinista seja de tal modo doido a ponto de desligar os sistemas de segurança e andar a acelerar para sua auto recreação. Caro David Ribeiro, é muito provável que seja uma cadeia de pequenos erros e desinformações. É sempre assim. Mas também não descarto problemas na via ou no material. Aquele material Talgo é muito leve e tem um sistema de rodados que dispensa os tradicionais bogies. Cada carruagem tem um único rodado independente e elas assentam umas nas outras. pelo filme que vi parece-me acontecer uma roptura de engates entre a loco e a primeira carruagem e só depois é que acontece o descarrilamento. Enfim, nesta altura do campeonato tudo o que possa ser dito é especulação.



Publicado por Tovi às 07:57
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Outubro 2020
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9



31


Posts recentes

Poderoso anticorpo que dá...

Sondagem sobre a COVID-19

Assim vai a pandemia em a...

Discussão do Orçamento do...

Eleições Regionais nos Aç...

Famalicão 2 - 2 Boavista

Hospitais sobem patamares...

TGV... Infarmed... e outr...

Da série "repensar o Nata...

Não chamem "isto" ao que ...

Programa Alimentar Mundia...

Boavista 0 - 1 Vitória de...

A opinião livre, lúcida e...

Situação hospitalar de in...

As quatro rotas da TAP no...

Instalar ou não a StayAwa...

Novo Estado de Calamidade...

A eleição indireta para p...

Orçamento de Estado para ...

Gérard Lopez entra na SAD...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus