"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 23 de Março de 2008
Cordeiro Pascal

A festa da Páscoa deverá ter sido inicialmente um ritual de povos nómadas e pastoris… Os Judeus celebravam a Páscoa (Dia de Javé) para recordar a saída do Egipto e agradecer ao Deus a protecção do seu povo… Mas para os Cristãos este é o dia do Senhor, o dia da sua ressurreição… E nesta festividade comia-se (e ainda se come…) o cordeiro pascal – carne assada no forno, sem necessidade de cozinha, acompanhado com pão sem fermento, que ainda hoje é o pão dos beduínos, e com ervas amargas, que são as ervas do deserto.
 
 Cordeiro Pascal

Óleo sobre tela de Josefa de Óbidos (1660 a 1670) - Museu Regional de Évora
 
E vocês, como celebram a Páscoa?... Ainda comem cordeiro, ou já se “modernizaram” e optam pelo cabrito?... E os Folares, as Amêndoas e o Pão-de-ló ainda fazem parte da vossa mesa neste dia?...

«Spice Girl» ⇒ Eu tenho imensa pena, mas a Páscoa não me diz nada, nunca houve rituais associados à Páscoa à minha volta... nem religiosos, nem outros (e até andei alguns anos num colégio de freiras). A única coisa que me lembro associada à Páscoa são as amêndoas. Sobretudo as de licor - bébés, tremoços... lindas! Mas nem isso é fundamental, muitos anos nem amêndoas compro... Tenho imensa pena...

«bbe»Na minha família que é transmontana, a minha avó é o elo unificador, e é ela que faz pressão para viver estas tradições. Ela sabe que ninguém come borrego, mas todos os anos insiste em fazê-lo, mesmo sabendo que se come mais frango que borrego. Também é tradição ela fazer o folar (bôla de carne), que ao que vejo é relativamente diferente dos que vejo noutras regiões do país, os outros são muito altos, e na sua maioria com pouca carne, o dela, é feito num tabuleiro, e com bastante carne e enchidos. Pela Páscoa, também é tradição dar-se o folar aos afilhados, que antigamente era comida (o tal folar, normalmente pão-de-ló), hoje em dia, é mais costume dar-se dinheiro. Lá na aldeia onde ela vive, ainda é costume o padre ir visitar a casa das pessoas, e ao que parece também se dá o "folar" ao senhor prior. Laughing   Senão corre-se o risco de o sr padre ,(na sua imensa sabedoria diga-se) , recusar-se a fazer um funeral, baptizado ou casamento, como penitência pela "pouca importância dada à causa do cesto das esmolas".Laughing   Tradicionalmente não é muito costume ligar-se às amêndoas e ovos da Páscoa, penso que só ganhou essa tradição de ter amêndoas em casa, depois de viver em Lisboa.

  

«zézen» ⇒ Adoro carne de vaca e não aprecio peixe... mas, sò para não me confundirem com modernices de cristão velho, nesta pàscoa comi bacalhau com grão, acompanhado de ovo, cenoura e couve. :mrgreen:

«XôZé»Constato alegremente que o nosso zézinho cumpriu escrupulosamente o jejum pascal. :twisted:   Hoje irei como todos os anos, comer uma excelente perna de borrego à casa dos meus pais. :grin:   Este ano não provei folar, amêndoas ou outras iguarias da época. :cry:   Depois eu é que sou católico, não é zézinho? :twisted:
«zézen»Ès um catòlico de esquerda :mrgreen:
«XôZé»Sim, pode ser. :lol:
E o meu Cordeiro Pascal (c/ arroz de forno e grelos salteados) foi acompanhado de um Quinta do Monte Bravo Reserva 1997
Pareceu-me estar este tinto do Douro na curva descendente, ou então o mau estado da rolha não permitiu que este vinho feito por Francisco José Márcia Rodrigues em Ervedosa do Douro, com as castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca, se apresentasse nas melhores condições. Pareceu-me algo seco, o que não se coaduna, no meu entender, com as características de um vinho da margem direita do vale do Rio Torto.
«valtercosta72»O meu almoço foi borrego. Acompanhado por um vinho alentejano. O monte dos cabaços colheita seleccionada 2003. Muito bom este vinho. Os taninos ainda estão presentes, e gostaria de ter mais uma garrafa para ver a sua evolução daqui a uns anos.
E a Francisca, a minha filha mais nova, fez para a sobremesa uma deliciosa Aletria… Que foi acompanhada por uma das preciosidades que tinha na minha garrafeira - Porto Desintervenção Real Cª. Velha – um Tawny de Superior Qualidade da Real Companhia Velha, criado em 1978 para assinalar o regresso da Companhia aos seus verdadeiros donos.


Publicado por Tovi às 09:39
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