"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Domingo, 29 de Dezembro de 2013
As casas devolutas no Porto

Um problema grave este o das casas devolutas que ocasionalmente são ocupadas por marginais que facilmente provocam acidentes que podem alastrar ás habitações vizinhas. Entaipar dá um aspeto horrível à nossa cidade, mas até admito que seja necessário recorrer a esta solução em casos extremos de abandono de edifícios.

{#emotions_dlg.meeting} [JN 29Dez2013] - Explosão em casa devoluta junto ao jardim de S. Lázaro - O susto grande dos vizinhos, estilhaços espalhados na Rua de S. Vítor,  trânsito interrompido. Ocupantes ocasionais de uma velha casa devoluta,  que alguém viu sair pouco antes pela única porta, terão estado na origem do rebentamento de uma pequena botija de gás, das usadas pelos  campistas, no primeiro andar.


«Albertino Amaral» no Facebook >> Não sei se estou a ser demasiado optimista, mas uma campanha junto dos proprietários destas casas, serviria certamente para os confrontar com a realidade. O que pensam fazer daquilo afinal ? Se nada, por falta de meios, então que as possam doar ao Município ou a entidades se Solidariedade Social para que com o tempo e as disponibilidades financeiras, elas possam ser recuperadas e posteriormente vendidas ou alugadas por valores baixos... Caso contrário, a Câmara deverá criar mecanismos legais que ponham cobro a esta situação...! Digo eu...

«José Camilo» no Facebook >> Mudança da lei. Ou há acordo entre herdeiros ou o estado dispõe do edifício.

«Raul Vaz Osorio» no Facebook >> Eu reconheço ser um problema, mas é um problema criado pelo Estado, por uma legislação sobre rendas que desde há 50 anos não faz qualquer sentido e torna Portugal num dos raros países que transformou a propriedade urbana (que não para uso próprio) não numa mais valia mas numa fonte de prejuízos. Vir agora colocar o ónus destas situações nos proprietários é injusto e lúdrico, pois se o Estado não tem meios para os compensar, vai ter meios para recuperar os imóveis? Não brinquem comigo!

«Jorge Veiga» no Facebook >> Doar propriedades privadas ao Estado, que nos leva tudo? Desculpe Albertino Amaral, mas o tempo das desapropriações acabou. Muitas vezes o problema existe na falta de dinheiro, na falta de emprestimos, na rigidez dos planos municipais, nas leis existentes. Acho mais adquado o Estado ser mais aberto às soluções e não ser um problema para o problema.

«Raul Vaz Osorio» no Facebook >> Já para não falar no facto de que metade do nosso problema reside precisamente nesse vício que se criou de empurrar para o Estado (e para o gasto dos recursos públicos) a solução de problemas que o sector privado pode e deve resolver, devendo o Estado limitar-se a criar as condições para que isso aconteça.

«Jorge Veiga» no Facebook >> De acordo Raul Vaz Osorio. O Estado só deve facilitar. Se o Estado e os Municipios não têm capacidade financeira e executiva para cuidar dos seus próprios bens, como iriam tratar dos bens "doados" pelos cidadãos descapitalizados?!

«Albertino Amaral» no Facebook >> Muito bem. Obrigado pelas reacções que o meu comentário provocou. Nesse caso, o que fazer: Os proprietários não têm meios para recuperar o património... O Estado (municípios) também não têm meios para o fazer... As casas irão então apodrecer, degradar-se e quem sabe ruir em alguns casos, podendo até algo de trágico acontecer.... Qual a solução afinal?

«José Carlos Ferraz Alves» no Facebook >> Remeto para o meu blog e página do Facebook «letsdoporto» em que vou apresentando exemplos do que foi e pode ser feito. E remeto para um grande urbanista Jaime Lerner e Curitiba.

«Albertino Amaral no Facebook >> Jorge Veiga, já abordei em tempos num outro comentário sobre este mesmo assunto, que essas casas poderiam ser recuperadas pelos próprios particulares que nelas estivessem interessados. Bastava que se criassem as condições necessárias para que esses acordos entre os interessados e os proprietários fosse possível. Certamente que esta prática poderia ser mais viável através dos Municípios. Veja a avalanche de gente que compra por preços muito acessíveis os andares que são entregues aos bancos, por falta de capacidade financeira de quem os " tentou " adquirir, mas os planos falharam... Poderei estar a sonhar mesmo, mas qual será então a solução para este flagelo?

«Jorge Veiga» no Facebook >> Albertimo Amaral agora já estou mais de acordo. Quanto ao património cair de "podre" é uma solução já que mais tarde se poderá construir novo se for necessário, onde antes estava velho e velho continuaria a ser se as obras não fossem profundas, e estas são mais caras do que fazer de raíz. Já agora aproveito para dizer que o Estado não tem dinheiro para fazer nada, nem obras nos prédios que são dele, que fará andar a fazer obras nos prédios doados (melhor dizendo roubados- já vi isto antes...).

«Albertino Amaral» no Facebook >> Deixe-me sonhar um pouco Jorge Veiga: O Estado seria o intermediário entre os proprietários "tesos" e os possíveis interessados em determinadas casas devolutas. Estes promoveriam as obras necessárias e seria pois fixado um valor mensal a atribuir ao verdadeiro proprietário, arrecadando o município as consequentes taxas... Ganhava o proprietário cujo património seria sempre seu, mas recuperado a expensas de terceiros, ganhava o novo inquilino que usufruiria do património por largos anos, ganhava a cidade em termos estéticos, ganhava o município.... O que está mal, neste "sonho"?

«Jorge Veiga» no Facebook >> O sonho é lindo, contudo é um sonho! Seria viável em prédios pouco degradados, mas há muitos impossíveis de recuperar e em todas as cidades e vilas do país. Acho que não teriamos dinheiro suficiente para isso, além de termos um excedente de prédios novos vazios. O principal problema é não haver dinheiro e para haver dinheiro disponível, nos tempos actuais, voltamos ao capítulo dos sonhos! Recuperar prédios velhos, como já disse atrás é um duplo erro no seu sonho Albertino Amaral.

«Raul Vaz Osorio» no Facebook >> Albertino... o Estado não é necessário como intermediário, essa estadodependência tem que acabar! O Estado só tem que criar um quadro regulatório que torne o investimento interessante e ele aparece. Estou muito longe de ser um liberal, note-se. Os meus amigos liberais até me chamam comuna porque acredito na democracia directa, na regulação e na redistribuição, mas aqui não é necessária a mão do Estado, apenas que ele tire as mãos de cima.

«Albertino Amaral» no Facbook >> E pronto, ficamos então assim esclarecidos que afinal isto não passou de um sonho, tal como disse o Jorge Veiga isto era mesmo um sonho, quem sabe por influência da época natalícia...Fiquem pois os prédios a cair, entaipados, atijolados, cimentados e para dar alguma alegria à cidade, porque não, grafitados, forrados a painéis publicitários, etc. etc. Caiam, desmoronem-se, apodreçam... Raul Vaz Osório, quando falo no Estado, falo num departamento municipal que pudesse gerir este tipo de negociação, porque eu também sou avesso a que o Estado pròpriamente dito ponha as mãos no que quer que seja... Era um sonho às cinco da tarde de domingo...!

«Jorge Veiga» no Facebook >> Albertino Amaral é realmente um sonho, porque é o que vai acontecer. Claro que não é o que eu queria, mas o tempo o dirá. Oxalá eu esteja errado...

«Albertino Amaral» no Facebook >> Digo-lhe com toda a sinceridade, que não acredito que a nossa Cidade fique nessas condições. Algo me diz que este meu sonho irá certamente encontrar alguma realidade. Aguardemos com serenidade, porque alguma solução este executivo irá encontrar, estou em crer... Seja o que Deus quiser...!

«Jorge Veiga» no Facebook >> Isso é sonho juntamente com muita fé. Oxalá...



Publicado por Tovi às 13:00
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