"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 8 de Setembro de 2015
Reino Unido e França prontos a atacar Síria

Síria conflito armado Set2015 aa.jpg

Agora que lhes está a chegar o fogo ao rabo é que o Reino Unido e a França se “alembraram” que o Estado Islâmico está na Síria a combater as forças do regime Assad, que, como bem sabemos, também não é flor que se cheire. A verdade é que deixamos aquilo chegar a um ponto que já não deverá haver retorno e a “factura” a pagar pelos europeus vai ser elevada.

 

  Comentários no Facebook

«Fausto Santos» >> Ainda tem Ministro dos negócios estrangeiros? Ainda tem este personagem a dirigir os destinos do que já foi um País. Era uma ditadura feroz, mas era uma Nação. Abriram a caixa de pandora e só agora é que deram por ela, mas agora ou muito me engano ou já só se poderá fechar de uma maneira.



Publicado por Tovi às 16:56
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2015
A guerra na Síria...

...contada em cinco minutos.

  Comentários no Facebook

«Gianpiero Zignoni» >> Ah bom... Afinal nem é complicado de perceber. wink emoticon

«Henrique Leite» >> Esta situação é muito perigosa para o Mundo.

«Fernando Kosta» >> No fundo no fundo, os ditadores do médio oriente é que seguravam com punho de aço estes seres que não se entendem com a liberdade. Nada de Novo. Veja-se a Síria, a Líbia, Líbano, a Tunísia, e o Egipto (este tem um exército que não vai em religiões e sabe impor a ordem, apesar de tudo). Moral da história: queriam a primavera árabe? Com árabes "livres" só dá morte e dor...



Publicado por Tovi às 14:06
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015
O avanço do Estado Islâmico

EUA e Estado Islâmico Síria e Iraque Mai2015 a.j

Calma que os Yankees vão resolver a coisa… Vão armar até aos dentes um grupo qualquer que se disponha a fazer a guerra aos gajos do Estado Islâmico, que curiosamente os States já tinham armado para derrubar Bashar al-Assad, e mais mortes menos mortes, mais arte desaparecida ou menos arte roubada, a industria do material bélico continua a facturar. E também há uns quantos a ganhar dinheirinho à custa dos desgraçados dos refugiados… mas isso são outras contas que ninguém quer fazer.

 

 Comentários no Facbook

«Carlinhos da Sé» >> A coisa vai mudar não demora muito, o "Estado Islâmico" ousa fazer atentados na Arábia Saudita!



Publicado por Tovi às 08:08
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2015
Crise humanitária no Mediterrâneo

Migrantes no Mediterrâneo 19Abr2015.jpg

Como irá acabar esta tragédia?... As constantes guerras no Médio Oriente e a continuação de degradantes condições de vida em vários países do Norte de África estão a provocar migrações para a Europa que irão ter repercussões que ainda não conseguimos ajuizar verdadeiramente. Não é de todo possível levantarmos muralhas à volta da Europa e assobiarmos para o lado e fingirmos que não vemos a entrada diária de centenas de pessoas à espera de uma melhor condição de vida no “el dourado” europeu também não é solução. Um verdadeiro e profícuo debate internacional é necessário… antes que seja tarde.

 

  Comentários no Facebook

«Carlinhos da Sé» >> Tuda esta situação é resultante da ingerência dos países (ditos) desenvolvidos, começou quando os americanos decidiram invandir o Iraque.

«Pedro Baptista» >> Pois, e com o assalto à Líbia. Se quiserem mais explicações perguntem ao Pacheco Pereira que ele é que fazia a apologia disso...

«Domingos Carneiro S» >> Tudo começou já bem antes, no Afeganistão...

«José Camilo» >> Para mim, começou ainda antes de todas as asneiras americanas e outras, com os estados de índole religiosa. Incluindo o do vaticano evidentemente.

«Carlinhos da Sé» >> Fica a ideia que há interesse que morram aos milhares, com tanta tecnologia ao dispor não detetam esta gente antes de se fazerem ao mar porquê? E o organismo a que preside António Guterres? É só para andar a passear os colunáveis?

«José Camilo» >> Claro.

«Joaquim Leal» >> Muito triste e sobretudo grave. Será que é desta? Naufrágio: União Europeia reúne-se de urgência

«David Ribeiro» >> Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), dirigido por António Guterres, o ano de 2011, em que mais de 1.500 pessoas perderam a vida nas águas do Mediterrâneo, tinha sido o mais mortífero para os clandestinos vindos de quase toda a Àfrica, ou sírios e líbios que fogem à guerra, desafiando a sorte e o destino para tentar chegar à Europa, através da Grécia e Itália. Mas em 2014 foi estimado que as perdas de vida tenham atingido os 3.500 e neste ano de 2015 (de Janero a meados de Abril) já morreram 1.650 pessoas. Uma verdadeira tragédia.

«Joaquim Leal» >>Ainda sobre este tema, um excelente texto do Luis Pedro Nunes. Curto mas grosso. "No Níger falei com pessoas dispostas a dar o salto para a Europa. E há dez meses o Boko Haram ainda não era o que é hoje e estava confinado à Nigéria. Há um pormenor que faz tida a diferença quando se vê aquelas barcaças cheias de gente. É que só quem tem algumas posses (umas vacas, por exemplo) pode pensar em emigrar para a Europa. Quem nada tem está condenado a não poder sonhar. Vender o pouco que tem e tentar chegar ao Mediterrâneo é a maior das aventuras. O mar é um detalhe, dizem-lhes. Um número incalculável é morto antes, é vítimas das máfias, é roubado pelos próprios “passadores”. Os que chegam aos barcos são sobreviventes. Os que tocam chão europeu não só conseguiram ultrapassar a odisseia marítima. Aquela foi apenas uma etapa de uma viagem que começou meses antes. Mas há um detalhe que importa ter em conta. É que cada um daqueles homens e mulheres vai ser recambiado para a sua terra mas de forma diferente. Quando chegarem não só já não têm nem as vacas os meios de subsistência que tinham antes como agora têm um ódio aos europeus que não lhes abriram as portas depois de um sofrimento tamanho. E estão prontos para engrossar as fileiras do extremismo. Esta não é uma questão simples que se resolve no meio do mar..."

«David Ribeiro» >> Migrações ilegais no Mediterrâneo

Imigração ilegal no Mediterrâneo Abr2015 b.jpg

«Carlinhos da Sé» >> Se controlassem o tráfico de armas só pontualmente aconteciam tragédias destas.

«David Ribeiro» >> Há naquele Mar Mediterrâneo um grande contrabando, não só de seres humanos, mas também de armas, estupefacientes e inclusive de petróleo. Para onde vai o “ouro negro” produzido nas refinarias que o Estado Islâmico ocupa e que mantêm em laboração? A Europa só se lembra de Santa Bárbara quando troveja e se não houver muitas mortes a coisa fica simplesmente por uns euritos para sustentar os campos de apoio aos migrantes resgatados ao mar ou chegados às ilhas mediterrânicas e não se fala mais nisso. O problema está no Norte de África e na África subsariana, onde vários países passam por crises políticas, sociais e económicas para as quais ou fomos nós que contribuímos ou fazemos vista grossa.

«Carlinhos da Sé» >> Os primeiros responsáveis por tudo o que está a acontecer a estes povos são os países europeus que os colonizaram.

«Joaquim Leal» >> Lá vou eu ter que discordar do Carlinhos da Sé mas prometo que não vou ser mauzinho. A colonização teve os seus erros, alguns graves mas segundo as minhas contas, julgo que esta há muitos anos ou séculos terminou. Estes povos, pelos menos os que foram colonizados já tiveram tempo mais do que suficiente para se organizarem, penso. O problema relativamente ao chamado mundo ocidentalizado terá mais a ver na actualidade com os recursos (petróleo e minérios) que por ali há e que convém manter por "perto". Por isso se derrubam regimes de acordo com a conveniência. O sistema das próprias sociedades dos países africanos, seja por razões étnicas como religiosas também não ajudam á estabilização social e económica destes. Concordo que se deve ajudar esta gente. A jusante ainda será possível acolher muitos milhares na europa, acho que ainda haverá espaço mas há um limite. Imaginemos como será a europa daqui a um século e picos, depois quem cá estiver foge para onde?...A montante é que não vejo a solução para travar esta migração.

«David Ribeiro» >> Não há dúvida que ainda continuas com um déficit de entendimento do mal das colonizações, Joaquim Leal ;-)

«Carlinhos da Sé» >> Olá Joaquim Leal, bom dia. Eu escrevi "os primeiros", se quem colonizou instruisse a realidade dos países era outra, mas a política era precisamente a contrária. Abraço.

«Joaquim Leal» >> De acordo amigo. Abraço. Apenas por curiosidade. Para além do enorme esforço que a Itália está a fazer lamenta-se a indiferença da generalidade dos países europeus perante este drama. Abro apenas excepção á Suécia e espante-se, á tão criticada (por outros motivos) Alemanha com programas muito meritórios em termos alojamento e integração como há dias vi numa reportagem televisiva. No que me toca enquanto tuga é de facto lamentar este alheamento mas pode ser que os povos migratórios se venham a lembrar ainda de pensar na travessia por Marrocos, logo aqui á minha frente. Aí é que cai o Carmo e a Trindade, esperem...

«Carlinhos da Sé» >> Ó Joaquim Leal, deseje melhor sorte aos infelizes... É que se eles se lembrarem de "atracar" no Algarve o governo arranja forma de ganhar dinheiro com eles. Logo de inicio era mais um corte nas reformas para ajudar os desgraçados.

«Joaquim Leal» >> Sinceramente nem quero pensar vê-los aqui a entrar por Quarteira e Vilamoura adentro. Ia ser bonito, ia

«Carlinhos da Sé» >> Com os ingleses em Gibraltar não arriscam, é uma zona super-vigiada.

«Joaquim Leal» >> Em Marrocos a coisa também foi reforçada por causa de Ceuta e Melilla espanholas mas a costa marroquina é muito vasta. Vamos esperar para ver.

«Carlinhos da Sé» >> Ó Joaquim Leal, quando começarem a entrar arranja uns quantos que saibam curtir peles de carneiro... Montamos aqui uma fabriqueta de sacos artesanais, a turistada compra tudo.



Publicado por Tovi às 08:13
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015
Lá vamos ter porrada outra vez no Médio Oriente

Israel x Hezbollah 28Jan2015 a.jpg

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«Joaquim Leal» >> Tudo como antes, quartel em Abrantes

«David Ribeiro» >> Se a coisa se tornar muito complicada até vai ser pretexto para subir o preço do petróleo... eu logo vi que esta baixa do custo do crude não ia durar muito.

«Raul Vaz Osorio» >> Isto é só escaramuça. Ninguém por ali quer dar motivo a Israel para intervir na Síria.

«Victor Meirinho» >> Estes Israelitas são uns mauzinhos...

«José Camilo» >> E na Ucrânia. não há paz em lado nenhum.

«David Ribeiro» >> As últimas informações que acabo de receber (via UNIFIL) dizem-me que um soldado espanhol ao serviço da ONU foi morto num bombardeamento israelita que acabou de acontecer em resposta ao ataque que o Hezbollah fez no sul do Líbano a tropas judaicas.

«Raul Vaz Osorio» >> No sitio errado na hora errada

«Carlinhos da Sé» >> Ainda não voltaram a usar jornalistas como alvo?

«Victor Meirinho» >> Como alvo ou como escudo ?

«Carlinhos da Sé» >> Então, bom dia. Exército israelita acusado de atacar jornalistas



Publicado por Tovi às 12:28
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Sábado, 3 de Janeiro de 2015
A tragédia da imigração ilegal no Mediterrâneo

Imigração ilegal no Mediterrâneo Jan2015.jpg

Só nesta semana tivemos dois cargueiros repletos de imigrantes clandestinos, oriundos do norte de África ou do Médio Oriente, completamente abandonados ao largo da costa italiana por traficantes de seres humanos. Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), só na primeira metade de 2014, mais de 75 mil pessoas, incluindo 190 mil crianças, tentaram cruzar o Mediterrâneo rumo à Itália e pelo menos 800 morreram nessa tentativa. Uma tragédia sem fim á vista.



Publicado por Tovi às 13:09
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2014
Curdos Iraquianos chegaram a Kobane

Kobane chegam curdos iraquianos Nov2014.jpg

Estes Curdos Iraquianos não são pera doce... Está armada uma confusão enorme naquela zona e não vai ser fácil conseguir-se uma paz minimamente duradoira

 

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«Carlinhos da Sé» >> Jipes mercedes, huuuuummm...

«David Ribeiro» >> Para serem utilizados como viaturas de combate, têm que ser veículos fiáveis. Em todos os conflitos este tipo de viaturas ou são Mercedes ou Toyota.

«Carlinhos da Sé» >> Se tivessem de ir em carrinhos de linhas não havia guerra...



Publicado por Tovi às 20:32
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014
Tragédia em Kobane

Kobane Out2014 g.jpg

 (Fotos de Emre Rende / Al Jazeera)

Imagens da tragédia em Kobane.

E o Ocidente continua a assobiar para o lado



Publicado por Tovi às 08:14
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Sábado, 21 de Junho de 2014
EIIL - Estado Islâmico do Iraque e do Levante

Os actuais confrontos bélicos no Iraque entre jihadistas do EIIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) e forças governamentais não são mais do que a continuação (ou alargamento de influência) daqueles que se verificam na Síria vai já para mais de três anos, tendo como intenção criar nestes dois países um Estado islâmico. E embora os Estados Unidos da América já se tenham disponibilizado para fazer ataques aéreos cirúrgicos aos rebeldes islâmicos no Iraque, tudo leva a crer que esta guerra está para durar e com consequências imprevisíveis.


«António Alves» no Facebook >> os americanos no Iraque vão bombardear os jihadistas; na Síria bombardeiam o governo e apoiam os jihadistas. vai lá a gente perceber isto...

«David Ribeiro» no Facebook >> Pois é!... E até já ouvi dizer que os jihadistas vendem ao governo sírio o petróleo refinado nas instalações que já controlam naquele país.

«Albertino Amaral» no Facebook >> Os americanos sempre tiveram esta tendência para cirurgiões, só que às vezes enganam-se nos orgãos...



Publicado por Tovi às 09:48
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Domingo, 1 de Setembro de 2013
Sunitas e Xiitas

Os Sunitas são cerca de 85% dos muçulmanos e os Xiitas andarão nos 15%, sendo a grande diferença entre estes dois grupos muito mais política do que religiosa. Numa altura de grande instabilidade socio-política no Médio Oriente, é interessante ler este artigo - "As Religiões do Mundo” do Círculo dos Leitores:

{#emotions_dlg.star} O Islão é formado por dois grupos básicos: os sunitas e os xiitas. As suas origens podem ser seguidas até uma questão que os primeiros muçulmanos tiveram de enfrentar: quem iria suceder a Maomé como líder da comunidade islâmica? Para os muçulmanos, esta questão foi sempre tanto religiosa como política.

Sunitas: o consenso da comunidade

 A resposta dos sunitas, que constituem uma maioria de cerca de 90%, pode ser resumida como se segue: ninguém poderia suceder a Maomé na sua natureza e qualidade de Profeta, pois o Corão terminava e aperfeiçoava a revelação da vontade divina e declarava Maomé como o "último dos profetas". Assim, o sucessor de Maomé não poderia ser mais do que o guardião do legado profético. Seria um califa (khalita), com uma autoridade subordinada como líder dos crentes, com responsabilidade pela administração dos assuntos da comunidade, em obediência ao Corão e aos precedentes proféticos. Pelo processo do consenso (ijma), a comunidade escolheria o seu líder entre os homens que fossem membros da tribo Ouraish, a que Maomé pertencera. A seguir à morte de Maomé, em 632, a sucessão do califado passou por Abu Bakr (632-634), a Umar (634-644), Otman (644-656) e Ali (656-661). Estes, os "quatro califas em guiados", são considerados como tendo vivido tão perto do Profeta que o seu exemplo, bem como o de Maomé, é aceite como autoridade na sunna, ou costume, por todas s posteriores gerações de muçulmanos que se seguiriam. (…)

Xiitas: autoridade e liderança

 Para os muçulmanos xiitas, a principal figura da autoridade religiosa é o imã. Maomé completou o ciclo dos profetas e com ele a possibilidade de mais revelações divinas. Porém, os muçulmanos xiitas acreditam que ele instituiu o "ciclo da iniciação" como contínuo guia para a comunidade ao nomear um imã como seu sucessor. Este estava investido com as qualidades necessárias para uma interpretação inspirada e infalível do Corão. Deste modo, os xiitas referem-se a si mesmo como "povo de nomeação e identificação". O primeiro imã foi Ali. Como primo, filho adoptivo e mais tarde genro de Maomé (por casamento com Fátima), não era apenas um membro da tribo de Maomé, mas também "uma pessoa da casa". Esta relação familiar íntima é significativa: os xiitas acreditam que Ali herdou as "capacidades espirituais" de Maomé, a sua wilaya. Era infalível na interpretação do Corão e na liderança da comunidade e passou estas características aos filhos do seu casamento com Fátima, Hassan e Hussein, e estes aos seus descendentes da linha dos imãs. Os xiitas acreditam que o ciclo da wilaya prosseguirá até ao fim da história humana quando, no Último Dia, a Humanidade for ressuscitada e julgada para a segunda vida.

A maioria dos xiitas, conhecidos por imamis (vivendo quase todos no Irão), pensa que o ciclo ficará completo com o regresso do décimo segundo imã, muitas vezes referido como o "imã do período", que se diz ter sido retirado para um estado "Ocultação" desde o século III no Islão. Os seus conselhos são ainda acessíveis através de "agentes" ou "doutores da lei" (mujtahidum), entre os quais os mais importantes no Irão são os ayatollahs. São estes quem tem o direito de interpretar a Shari'a e de estabelecer as regras religiosas.(…)

O islamismo sunita e xiita reflectem a diversidade das respostas muçulmanas às revelações divinas. Os sunitas mostram-se mais preocupados em criar e preservar estruturas de sociedade em que a comunidade possa cumprir as suas responsabilidades perante Deus. Os xiitas começaram pelo martírio de Ali e do seu filho Hussein e sempre estiveram conscientes do sofrimento e da alienação que fazem parte da condição humana e procuram respostas para uma mais exotérica interpretação do Corão e da Shari'a, mas, na realidade, a distinção entre os dois movimentos não é importante. Os sunitas preocupam-se mais com a vida interior e os xiitas com a exterior. Para além disso, a importante tradição mística do sufismo tem visto em si uma confluência das consciências sunita e xiita.


«António Alves» no Facebook >> pois, mas tudo isso são pormenores que não interessam nada. Os sírios até podiam ser dervishes. Oil is the question!

«David Ribeiro» no Facebook >> Claro que o problema é o “oil” da Arábia Saudita, do Kuait, do Qatar e dos Emiratos Árabes Unidos. A estes “meninos” sobra muito dinheiro e com estas suas “sobras” têm vindo a comprar dívida pública americana, sustentando assim a crise financeira e/ou bancária dos EUA. Depois mandam na geoestratégia do Médio Oriente, acabando por ficar sempre na penumbra da guerra e bem na fotografia, “pagando” aos yankees para fazerem a parte feia da coisa. E Israel toda contente.

«António Alves» no Facebook >> Ora nem mais.



Publicado por Tovi às 07:18
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Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013
Algumas reflexões sobre a Síria

O meu amigo José Costa Pinto, homem culto e grande estudioso das sociedades antigas e actuais, dizia ontem que não conhece a Síria contemporânea, sabendo no entanto muito sobre a Síria de há 2000 anos, mas como tem vindo a ler tudo o que encontra sobre o que se está a passar neste país do Médio Oriente, conclui o seguinte:

{#emotions_dlg.star} Algumas reflexões sobre a Síria

1. A minoria alauíta no poder - cerca de 10% da população - é de religião xiita e subsiste com muita dificuldade no seio de uma maioria sunita. As vicissitudes da história moderna entregaram-lhes o poder militar, que eles têm usado nos últimos 40 anos para evitar o seu extermínio pela maioria sunita. Como é comum na generalidade das sociedades humanas, o processo utilizado para se aguentarem foi o da ditadura político-militar, algo similar ao ocorrido no Iraque do tempo de Saddam Hussein e por razões similares;
2. A revolta iniciada em 2011, no contexto da Primavera Árabe, rapidamente degenerou num conflito armado de raiz socio-religiosa. Era igualmente de esperar. Os salafistas (al-qaeda, irmandade, etc.) tomaram o controlo do processo, apoiados pelos principados árabes, igualmente interessados em substituir a 'revolução' por uma nova ditadura de inspiração religiosa; uma república laica é a última coisa em que estes árabes estão interessados;
3. O conflito poderia ter acabado cedo - como na Líbia - se não fosse o supremo interesse do Irão (e, em menor grau, da Rússia) na Síria. Não só porque os alauítas são xiitas, mas sobretudo porque uma Síria xiita é o corredor necessário de acesso ao mediterrâneo pelo Irão. Este corredor é importantíssimo por razões económicas - a construção de um pipeline - e por razões políticas, já que a Síria tem uma posição estratégica como vizinho de Israel. O Irão tem há muito tempo jogado a cartada de ser o inimigo mais consistente de Israel no seio do mundo muçulmano. Por causa desse interesse do Irão, e também pelo apoio concorrente da Rússia, o regime alauíta tem aguentado militarmente;
4. Os alauítas vão suportar a guerra até ao limite. Perder não é opção. Perder é o extermínio ou o exílio;
5. A derrota dos alauítas, a acontecer, não significará o fim da guerra, mas apenas a sua deslocação para uma nova fase, em que as minorias - e não apenas a alauíta - serão perseguidas e, se necessário, exterminadas. É a pax salafita;
6. Obama e os americanos. Claro que a administração americana sabe tudo isto. A questão é que os ianques 'têm' de intervir sempre que a situação ultrapassa um certo limite, dado o seu papel de 'polícias' do cosmo e o que consideram ser os seus interesses geo-estratégicos. É difícil ser muito rigoroso nestas questões, e eu sou decididamente adverso a explicações reducionistas do tipo 'conspiração do complexo militar-industrial' ou outras. Sem negar que às vezes há interesses particulares que se manifestam, estou convencido que as decisões dos grupos políticos são o resultado de muitos factores, alguns deles não completamente conscientes. Afinal, a política também se faz de 'convicções' ou topoi ideológicos e culturais. E até de manias de dirigentes específicos, o famoso 'elemento pessoal'. Obama é particularmente opaco, uma pessoa que não se sabe muito bem quem é e o que pensa. De qualquer modo, os EUA não 'podiam' abaster-se perante o clamor internacional, e tinham de escolher entre dois males: o Irão e os salafistas. Por razões que só eles conhecem - se é que conhecem - escolheram os salafistas. O ideal para a administração Obama é morder ou debilitar os alauítas sem os liquidar. 'Depois se verá', oiço-os dizer entre si;
7. Israel está entre Sila e Caribdis. As coisas não podem de imediato correr bem para eles. Estão na expectativa. Tudo pode acontecer se a situação na Síria degenerar. E vai degenerar. Quando isso acontecer, Israel vai ter uma posição mais activa no conflito, mas os termos exactos em que isso se passar dependerá de quem estiver na mó de cima;
8. A melhor atitude para o ocidente, tendo em atenção aquele vespeiro, era esperar para ver. Uma intervenção nunca será bem vista pelos muçulmanos, e só aumentará a sua frustração (como aliás, a não intervenção, a qual serve para eles se dizerem uns aos outros que o ocidente não quer saber dos direitos humanos para nada). Nada do que o ocidente faça será bem vindo, por isso porque não fazer simplesmente ... nada? Pelo menos poupavam-se vidas e dinheiro. Mais tarde teremos de intervir, mas enquanto o pau vai e vem folgam as costas.


«Maria Helena Costa Ferreira» no Facebook >> mesmo muito difícil!

«Carlos Miguel Sousa» no Facebook >> David Ribeiro, Parabéns pela excelente análise, que subscrevo na integra.

«David Ribeiro» no Facebook >> Caríssimo Carlos Miguel Sousa... Os parabéns têm que ser dados ao autor do texto que transcrevi, o Professor da UTAD José Costa Pinto.

«Carlos Miguel Sousa» no Facebook >> Nesse caso, obrigado pela partilha. :-)

«Phillipe Phaser» no Facebook >> Um ponto de vista um pouco reducionista que tal como afirma no inicio não contempla a realidade actual da Síria, senão uma visão histórica das raízes daqueles povos. Julgo que esta opinião também é de considerar: Syrian Girl’ reveals truth about Syria   Somos todos Portugueses que estamos a sofrer na pele um processo de escravização financeira e tomada de recursos nacionais por via da banca internacional. Deveria-mos, por isso, ser sensíveis ao argumento de que a Síria ainda é um país livre da especulação financeira internacional, para alem de outros factores. De igual modo chamo também a atenção para o facto histórico nacional, que só após o 25/4/74 nos subjugamos ao FMI. Creio, por tudo isto, que são os bancos os fantasmas por detrás de todas estas guerras e revoluções manipuladas nos quatro cantos do globo. Tudo isto se resume a jogos de poder e o poder da actualidade é a divida, como nós portugueses bem sabemos.

«Carlos Miguel Sousa» no Facebook >> Phillipe Phaser, Uma pequena correcção histórica; Faz hoje 50 anos que Portugal aderiu ao FMI

«Jorge De Freitas Monteiro» no Facebook >> Excelente analise

«Phillipe Phaser» no Facebook >> Obrigado por a correcção, Carlos. De facto aderimos ao FMI em 1960 como refere o texto, mas o meu comentário não será de todo descabido a ver por a seguinte passagem no texto: "...Com a chegada da democracia a polémica manteve-se, desta vez não porque o Portugal entrou no FMI mas porque, em 1977 e 1983, o FMI entrou em Portugal..." Julgo que mesmo assim se compreende a ideia que queria transmitir.

«José Costa Pinto» no Facebook >> Viva, caro David Ribeiro. Só uma pequena correcção à sua epígrafe: eu não andei a ler 'tudo', deus me livre. Limitei-me a consultar a informação mais acessível que existe na net. Por isso não me atrevi a dizer nada que não fosse 'claro e distinto', sob pena de errar. Conheço os meus limites.

«David Ribeiro» no Facebook» no Facebook >> Não terá sido "tudo", certamente, mas foi o suficiente para o José Costa Pinto nos dar uma visão clara e precisa do tema.



Publicado por Tovi às 20:46
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Terça-feira, 27 de Agosto de 2013
Nova crise no Médio Oriente

{#emotions_dlg.sidemouth} Nos próximos tempos vai ser esta a "hot zone".


«Albertino Amaral» no Facebook >> David Ribeiro, "hot zone" já ela é, mas não passará a ser "death zone"? Esta gente é complicada...

«David Ribeiro» no Facebook >> {#emotions_dlg.blink} O nosso "Reizinho" vai resolver o problema sírio... Vejam o que ele disse aquando da sua visita à Síria em 2011: SAR Dom Duarte foi chamdo pelo Presidente da Síria para colaborar na futura Constituição daquele país

«Jorge Veiga» no Facebook >> Ainda um dia vai aparecer alguém que me diga porque carga de água é que um país que é Repúblicano (e laico, p´ra fazer a vontade ao Marocas) deixa andar por aí e até o convida para cerimónias oficiais, um sr. que se diz herdeiro ao Trono (?). Trono? Herdeiro? SAR? Não entendo...

«Albertino Amaral» no Facebook >> Ahh... Então a coisa afinal já vai mudar de figura.. Com o nosso rei a tratar lá do assunto, não vai certamente haver qualquer intervenção exterior....É o que faz quem viaja incógnito...!

«David Ribeiro» no Facebook >> {#emotions_dlg.star} Tudo parece indicar que a “guerra” na Síria vai internacionalizar-se e numa primeira fase vamos ter de um lado da barricada os EUA, o Reino Unido, a França e a Turquia, a apoiarem os rebeldes sírios e do outro lado as forças governamentais de Bashar al-Assad, que poderão vir a ser ajudadas militarmente pelo Irão e pelo Hezbollah. A entrada no conflito desta milícia xiita libanesa provocará automaticamente acções militares por parte do exército israelita. A Rússia dará apoio político ao governo sírio, mas não deverá entrar em acções bélicas. Os outros países árabes da região, como de costume, irão dizer que-sim-mas-que-também não indo além de acções diplomáticas. É assim que me parece que irá acontecer, mas como dizia o outro, previsões só no fim do jogo.

«Paula Cardoso» no Facebook >> Tá bonito tá tá...

«Fernando Duarte» no Facebook >> tu là sabes, mas talvez não seja bem assim

«Felisberto Ramos» no Facebook >> Quem vendeu as bombas quimicas à Siria ? Como sou sargento na reserva estas coisas causam-me confusão. Andei na tropa 4 anos e sei que uma bomba custa muita "massa".

«Manuel Ribeiro da Silva» no Facebook >> À Síria??? Os américas (e não só) estão tarados para lá meter a pata, e depois dá o resultado que já sabemos...

«David Ribeiro» no Facebook >> A economia da Síria foi muito abalada com estes últimos dois anos de guerra civil - encolhimento de 35% desde o início das hostilidades e um desemprego na ordem dos 18% - mas como é bastante diversificada - agricultura, indústria e produção de energia - tem dado para aguentar o esforço de guerra.

«Jorge Veiga» no Facebook >> e lá vai o crude subir! E talvez descubram as tais armas de destruição massiça que não estavam no Iraque, mas deviam estar...

«José Costa Pinto» no Facebook >> O armamento químico da Síria é de origem russa.

«José Manuel Barbosa Júnior» no Facebook >> E israelita. O gás sarin usado pelos rebeldes veio de Israel.

«José Costa Pinto» no Facebook >> Falo do gás do exército. Sobre o do outro lado, não tenho informação.

«Jorge Veiga» no Facebook >> Não é do americano que foi dado ao Iraque para combater o Irão?

«José Manuel Barbosa Júnior» no Facebook >> Mas o único que se provou ter sido usado foi o gás sarin pelos rebeldes.

«Felisberto Ramos» no Facebook >> Amigo José Manuel - mas afinal o gás foi usado pelo governo ou pelos rebeldes? O ocidente apoia os rebeldes e a Russia apoia o Governo. Acho eu ... de que.

«José Manuel Barbosa Júnior» no Facebook >> De acordo com um relatório de uma equipa de investigação liderada por Carla Del Ponte (para quem não conhece foi a coordenadora das investigações de crimes de guerra durante a Guerra da Bósnia), há provas de que os rebeldes usaram gás sarin durante um ataque no Norte da província de Aleppo. Quanto a este mais recente acontecimento, há uma situação curiosa que é a seguinte: o vídeo que foi lançado no youtube e depois aproveitado pela imprensa internacional tem data anterior à dos bombardeamentos. Curioso, não?



Publicado por Tovi às 13:03
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
Navios de guerra iranianos no Mediterrâneo - #3

Já se contam as ogivas nucleares no Médio Oriente... E alguém sabe quem é que tem o quê?

{#emotions_dlg.meeting} [Le Monde - 18Fev 11h09] - L'Iran souffle le chaud et le froid sur le nucléaire (...) La volonté manifeste de l'Iran de se doter d'un arsenal nucléaire risque de déclencher une dangereuse course aux armements au Moyen-Orient, déclare William Hague, ministre des affaires étrangères britannique, dans une interview publiée samedi par le Daily Telegraph. Les Iraniens "se dotent d'une capacité nucléaire militaire, je pense que les autres pays du Moyen-Orient chercheront à développer des armes nucléaires." "Débuterait alors le cycle le plus grave de prolifération nucléaire depuis l'invention de l'arme nucléaire, avec tous les effets déstabilisateurs au Moyen-Orient, et la menace d'une nouvelle Guerre froide au Moyen-Orient sans nécessairement tous les mécanismes de sécurité", ajoute William Hague. "Ce serait une catastrophe pour les affaires internationales." L'Iran affirme que son programme nucléaire est purement civil.



Publicado por Tovi às 15:23
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