"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Barão de Forrester, Razão e Sentimento

Hoje fui à Régua...

E aproveitei para visitar a exposição que vai estar patente até 31 de Outubro do próximo ano (das 10h às 18h; encerra às segundas-feiras) no recentemente inaugurado Museu do Douro - Barão de Forrester, Razão e Sentimento. Uma história do Douro (1831-1861) – uma mostra apresentada em onze núcleos: A chegada de Joseph James Forrester ao Porto, o Cerco do Porto e as lutas liberais; As origens do escocês e uma das suas primeiras obras de pintura retratando o Porto Marítimo de Hull; Forrester e a comunidade inglesa na cidade do Porto; Um jantar na Régua e a problemática da adulteração dos vinhos; As amizades electivas de Forrester; Obra pictórica de Forrester durante o Romantismo; Forrester um amador de fotografia em Portugal; Exposições Universais de 1851 e 1855; A morte do Barão de Forrester; Bibliografia do Barão; A ligação de Forrester à cartografia do Douro.

Muito interessante… é “obrigatório” visitar esta exposição coordenada por Isabel Cluny e que tem como comissário Luís Valente de Oliveira.



Publicado por Tovi às 19:20
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008
Inauguração do Museu do Douro

“Tomai lá o Museu do Douro (…) Fiz aquilo que me comprometi a fazer” – Foi o que disse Fernando Maia Pinto na inauguração da Sede do Museu do Douro [Sábado, 20 de Dezembro de 2008]. E até que enfim, pois já lá vão onze anos sobre a data do Decreto-Lei [2Dez1997 - DL nº 125/97 da Assembleia da República] que instituiu este museu, não só um edifício para expor motivos durienses, mas também e principalmente um conjunto de onze núcleos museológicos espalhados por toda a Região Demarcada do Douro e com sede na agora reabilitada Casa da Companhia, um antigo edifício da Real Companhia Velha na Régua.

 



Publicado por Tovi às 09:07
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Homenagem a Miguel Torga

Imagem Retrato de Miguel Torga a carvão, de Isolino Vaz

Vai ser construído em São Martinho de Anta (freguesia do Concelho de Sabrosa), terra natal de Miguel Torga, um espaço cultural dedicado ao maior dos escritores transmontanos. Esta infra-estrutura tem a assinatura do arquitecto Eduardo Souto Moura e deverá estar concluída dentro de 16 meses. O edifício vai ter uma biblioteca especializada com todas as obras de Miguel Torga e de outros escritores da região, um bar e restaurante, uma livraria, uma sala de estudo e um auditório.



Publicado por Tovi às 09:07
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Cultura no Município de Sousel

Lembram-se de no meu post de 17Out2008 vos ter falado da minha indignação por o Núcleo Museológico do Município de Sousel estar encerrado ao fim-de-semana?... Pois bem!... Hoje recebi da Drª. Marta Carujo, do Sector de Cultura, Desporto e Juventude do Município de Sousel, uma simpática resposta à minha “reclamação", à qual já respondi a agradecer, e que passo a transcrever:

 
Ex.mo Sr. David Ribeiro
Primeiramente, gostaríamos de agradecer o seu e-mail e a consulta atenta do site do Município de Sousel.
Vimos por este meio informá-lo que o Núcleo Museológico do Município de Sousel não se encontra aberto ao público: trata-se de uma equipa de trabalho que desenvolve iniciativas de âmbito museológico, relacionadas com o património e identidade do Concelho de Sousel, mas que de momento não possui infra-estruturas próprias para exibir o trabalho desenvolvido. Isso explica por que se encontra a exposição “A Caça: Um Património de Sousel” no espaço físico da Biblioteca Municipal Dr. António Garção.
Por sua vez, como referiu e bem, a Biblioteca Municipal não se encontra presentemente aberta ao público aos fins-de-semana. No entanto, o calendário de actividades planeado pelo Sector Cultura, Desporto e Juventude para 2008, estipulou a abertura da Biblioteca Municipal aos fins-de-semana a partir do dia 22 de Novembro, não estando previstas quaisquer alterações e/ou antecipações.
Contudo, o facto da Biblioteca Municipal não estar, para já, aberta ao público aos fins-de-semana não é um impedimento para visitar o nosso Concelho e assistir à 16.ª Exposição Canina Nacional porque, como também mencionou no e-mail que nos enviou, a exposição “A Caça: Um Património de Sousel” termina no dia 31 de Outubro (sexta-feira) e a exposição canina acontece no dia seguinte, dia 01 de Novembro.
Aproveitamos, no entanto, para informar V. Ex.ª que estamos a ultimar a itinerância da Exposição “A Caça: Um Património de Sousel” pelo nosso Concelho e que, se tudo acontecer como previsto, será possível visitá-la ainda durante o mês de Novembro num outro espaço, ainda a divulgar.
O Município de Sousel trabalha no sentido de melhorar a qualidade de vida dos seus munícipes, mas procura também garantir as melhores condições a quem nos visita. Estamos, por isso, receptivos a esta e outras observações pois entendemos que contribuem para esse fim.
Esperamos ter respondido às dúvidas levantadas e esperamos, também, que encontre sempre razões, objectivas ou não, para nos honrar com a sua visita. Caso necessite, não hesite em contactar-nos.
Sem outro assunto de momento,
Atentamente,
Marta Carujo
Município de Sousel
Sector de Cultura, Desporto e Juventude

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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
Núcleo Museológico do Município de Sousel

Prontos!... Está decidido: Não vou à Exposição Canina de Sousel...

E não vou porque não posso visitar o Núcleo Museológico do Município de Sousel onde está patente desde 27 de Setembro e até 31 de Outubro a exposição “A Caça: Um Património de Sousel”… Tem algum jeito que as visitas só possam ser de 2ª a 6ª feira?... E depois dizem que querem dinamizar o turismo… Será que ao fim-de-semana estamos proibidos de nos deslocarmos ao “Portugal profundo” com objectivos artísticos, científicos, ou simplesmente de formação e de informação?...
 Sad  Vou fazer chegar esta minha reclamação à Câmara Municipal de Sousel... aguardemos a resposta.

 

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sousel

Sou um entusiasta das Exposições Caninas e estava a pensar deslocar-me do Porto, cidade onde vivo há já mais de trinta e cinco anos, até ao Alto Alentejo, não só para assistir à 16ª Exposição Canina Nacional do Alto Alentejo mas também para visitar o Núcleo Museológico do Município de Sousel onde está patente desde 27 de Setembro e até 31 de Outubro a exposição “A Caça: Um Património de Sousel”. Mas para meu espanto as visitas só podem ser de 2ª a 6ª feira. Será que é assim que se pretende dinamizar o turismo?... Será que ao fim-de-semana estamos proibidos de nos deslocarmos ao “Portugal profundo” com objectivos artísticos, científicos, ou simplesmente de formação e de informação?...

Sem outro assunto de momento e reservando-me o direito de dar a mais ampla publicidade a este assunto, subscrevo-me com a mais elevada estima e consideração,

De V. Exa.
Atentamente
David Ribeiro

 

«da Horta Primeira» / AzulJasmim.info ► Tem carradas de razão e neste caso nada posso fazer senão, como você, fazer chegar a minha reclamação ao Presidente, que nem sei quem é mas para o caso é igual. Em Estremoz encontrará os Museus abertos. Mas estou a ver que é exigente .....se se contentar com múmias ,tem aqui a sua amiga... ainda por cima viva e de boa saúde, pelo menos por enquanto.

 

Minha querida Amiga… Não é uma questão de ser ou não exigente. É mais um caso de me estarem a negar o direito à cultura, um dos direitos que estão consagrados na Constituição da República Portuguesa: Direitos e deveres fundamentais - 73.º (Educação, cultura e ciência) - 1. Todos têm direito à educação e à cultura; 2. O Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para a igualdade de oportunidades, a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais, o desenvolvimento da personalidade e do espírito de tolerância, de compreensão mútua, de solidariedade e de responsabilidade, para o progresso social e para a participação democrática na vida colectiva; 3. O Estado promove a democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural, em colaboração com os órgãos de comunicação social, as associações e fundações de fins culturais, as colectividades de cultura e recreio, as associações de defesa do património cultural, as organizações de moradores e outros agentes culturais; (…)




Sábado, 9 de Agosto de 2008
Memória da Terra do Vinho

Ontem fui ao Douro… E estive na Régua… Na minha atarefada jornada de trabalho lá consegui arranjar uns três quartos de hora para visitar a exposição MEMÓRIA DA TERRA DO VINHO que está patente no área de exposições do Museu do Douro, no antigo Armazém 43.

Memórias do Lugar - O Armazém 43 integrava a Quinta da Ameixoeira no século XVIII e conheceu vários proprietários ao longo dos tempos, dos quais se destacam a Ferreirinha e a Casa do Douro. Nos finais do século XX foi adquirido pelo Instituto do Vinho do Porto que nos últimos tempos cedeu uma parte à Fundação do Museu do Douro.


O Território - Sem sombra de dúvida, o Alto Douro é terra de vinho… E esta vocação vinhateira decorre de várias condições naturais específicas – o relevo, o solo e o clima mediterrâneo – que marcaram o povoamento, as actividades agrícolas e os sistemas comerciais da região.

(continua)



Publicado por Tovi às 16:45
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Domingo, 23 de Março de 2008
Cordeiro Pascal

A festa da Páscoa deverá ter sido inicialmente um ritual de povos nómadas e pastoris… Os Judeus celebravam a Páscoa (Dia de Javé) para recordar a saída do Egipto e agradecer ao Deus a protecção do seu povo… Mas para os Cristãos este é o dia do Senhor, o dia da sua ressurreição… E nesta festividade comia-se (e ainda se come…) o cordeiro pascal – carne assada no forno, sem necessidade de cozinha, acompanhado com pão sem fermento, que ainda hoje é o pão dos beduínos, e com ervas amargas, que são as ervas do deserto.
 
 Cordeiro Pascal

Óleo sobre tela de Josefa de Óbidos (1660 a 1670) - Museu Regional de Évora
 
E vocês, como celebram a Páscoa?... Ainda comem cordeiro, ou já se “modernizaram” e optam pelo cabrito?... E os Folares, as Amêndoas e o Pão-de-ló ainda fazem parte da vossa mesa neste dia?...

«Spice Girl» ⇒ Eu tenho imensa pena, mas a Páscoa não me diz nada, nunca houve rituais associados à Páscoa à minha volta... nem religiosos, nem outros (e até andei alguns anos num colégio de freiras). A única coisa que me lembro associada à Páscoa são as amêndoas. Sobretudo as de licor - bébés, tremoços... lindas! Mas nem isso é fundamental, muitos anos nem amêndoas compro... Tenho imensa pena...

«bbe»Na minha família que é transmontana, a minha avó é o elo unificador, e é ela que faz pressão para viver estas tradições. Ela sabe que ninguém come borrego, mas todos os anos insiste em fazê-lo, mesmo sabendo que se come mais frango que borrego. Também é tradição ela fazer o folar (bôla de carne), que ao que vejo é relativamente diferente dos que vejo noutras regiões do país, os outros são muito altos, e na sua maioria com pouca carne, o dela, é feito num tabuleiro, e com bastante carne e enchidos. Pela Páscoa, também é tradição dar-se o folar aos afilhados, que antigamente era comida (o tal folar, normalmente pão-de-ló), hoje em dia, é mais costume dar-se dinheiro. Lá na aldeia onde ela vive, ainda é costume o padre ir visitar a casa das pessoas, e ao que parece também se dá o "folar" ao senhor prior. Laughing   Senão corre-se o risco de o sr padre ,(na sua imensa sabedoria diga-se) , recusar-se a fazer um funeral, baptizado ou casamento, como penitência pela "pouca importância dada à causa do cesto das esmolas".Laughing   Tradicionalmente não é muito costume ligar-se às amêndoas e ovos da Páscoa, penso que só ganhou essa tradição de ter amêndoas em casa, depois de viver em Lisboa.

  

«zézen» ⇒ Adoro carne de vaca e não aprecio peixe... mas, sò para não me confundirem com modernices de cristão velho, nesta pàscoa comi bacalhau com grão, acompanhado de ovo, cenoura e couve. :mrgreen:

«XôZé»Constato alegremente que o nosso zézinho cumpriu escrupulosamente o jejum pascal. :twisted:   Hoje irei como todos os anos, comer uma excelente perna de borrego à casa dos meus pais. :grin:   Este ano não provei folar, amêndoas ou outras iguarias da época. :cry:   Depois eu é que sou católico, não é zézinho? :twisted:
«zézen»Ès um catòlico de esquerda :mrgreen:
«XôZé»Sim, pode ser. :lol:
E o meu Cordeiro Pascal (c/ arroz de forno e grelos salteados) foi acompanhado de um Quinta do Monte Bravo Reserva 1997
Pareceu-me estar este tinto do Douro na curva descendente, ou então o mau estado da rolha não permitiu que este vinho feito por Francisco José Márcia Rodrigues em Ervedosa do Douro, com as castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca, se apresentasse nas melhores condições. Pareceu-me algo seco, o que não se coaduna, no meu entender, com as características de um vinho da margem direita do vale do Rio Torto.
«valtercosta72»O meu almoço foi borrego. Acompanhado por um vinho alentejano. O monte dos cabaços colheita seleccionada 2003. Muito bom este vinho. Os taninos ainda estão presentes, e gostaria de ter mais uma garrafa para ver a sua evolução daqui a uns anos.
E a Francisca, a minha filha mais nova, fez para a sobremesa uma deliciosa Aletria… Que foi acompanhada por uma das preciosidades que tinha na minha garrafeira - Porto Desintervenção Real Cª. Velha – um Tawny de Superior Qualidade da Real Companhia Velha, criado em 1978 para assinalar o regresso da Companhia aos seus verdadeiros donos.



Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
Enoturismo

"Postado" no «NovaCrítica-vinho» há já alguns dias... Mas sempre actual.

«jsalavessa»Gostava de sugerir para estas mini-férias de carnaval uma visita ao interessante Museu do Vinho na Anadia. Entre outras coisas estão expostas algumas peças da adega do Prof. Oliveira Salazar. Pelos vistos era um enófilo como nós. Vão ao carnaval da mealhada e aproveitem e experimentem um Leitão do Forno da Mealhada. Maravilha!

Estive lá nas férias de Verão (Junho de 2007) e gostei muito Exclamation    Mas eu e a minha mulher eramos os únicos visitantes. Crying or Very sad

O que escrevi na WEB sobre esse dia

Hoje deixamos o Douro e dedicamos o dia à Bairrada… Mas não comemos leitão… Fomos almoçar ao famosíssimo restaurante da Malaposta, o Pompeu dos Frangos, onde nos deliciamos com umas “Costeletas à Pompeu” muito bem acompanhadas por uma garrafa de Marquês de Marialva Reserva 2003, um vinho DOC Bairrada tinto da Adega Cooperativa de Cantanhede.
Após o almoço rumamos à Anadia para conhecer o Museu do Vinho Bairrada e visitar a exposição permanente “Percursos do Vinho”, uma interessantíssima viagem virtual pela região e pela história da sua vitivinicultura. O edifício onde o museu está instalado é uma agradável e moderna construção do Arquitecto André Santos.
Depois dirigimo-nos para Amoreira da Gândara tendo em vista visitarmos a Adega Luís Pato. Mas não havia ninguém que nos pudesse receber. Alguns empregados a trabalhar na zona do enchimento e mais nada. É verdade que no
www.luispato.com dizia que as visitas guiadas teriam que ser com marcação prévia, mas desde manhã que tentei uma chamada telefónica para esta casa e nada. É pena… Não é assim que se dignifica o enoturismo.
Resolvemos então tentar uma visita às Caves Aliança em Sangalhos e aí sim, fomos muito bem recebidos. As profundezas das caves subterrâneas onde estagiam mais de dois milhões de garrafas de espumante, a nova adega feita especialmente para os vinhos com superior qualidade e onde se encontram as barricas de carvalho com vinhos em fase final de estágio, a cave de aguardentes com 3.600 barricas, tudo isto e muito mais nos foi mostrado e explicado. Ainda há quem saiba bem receber na Bairrada.

«FM»O enoturismo continua a ser uma actividade "subversiva", apesar dos proveitos evidentes para toda a gente, produtores, negociantes e consumidores. A Bairrada tem muitas portas fechadas e é das regiões que menos se pode queixar de abandono. Foi ela que se distanciou e não se pode espantar com as decepções sistemáticas dos enófilos. E, no entanto, há muito para mostrar. Mas não se mostra. A simples venda directa de vinhos já era bem interessante (para que havemos de visitar um produtor se no final não temos a perspectiva de carregar o carro com os vinhos de que mais gostámos?), mas isso é prática que não se encontra, porque tem de se "marcar". Quando há alguém a ter uma ideia inovadora e uma estratégia diferente, sente-se o arrepiante efeito da inveja. Quando visitamos os outros, os primeiros comentários vão para deitar abaixo o trabalho daquele. Não dá. O Museu da Anadia é um equipamento fantástico e de visita obrigatória, bem como mais de 10 outros destinos bairradinos. Correndo mal, todos temos a obrigação de reclamar, pelo menos sobre aqueles que estão inscritos na Rota do Vinho da Bairrada. Temos de reclamar. Qualquer dia, ninguém vai acreditar que muitas das glórias vínicas portuguesas vieram dali. Eu começo a sentir essa dificuldade.

Já agora e em contraponto ao que se passou na Bairrada, aqui fica mais um singelo texto sobre as minhas últimas férias de Verão – Junho de 2007:

O que escrevi na WEB sobre o dia 7Jun2007

Ora vamos lá falar das visitas turísticas destes dois últimos dias. Na terça-feira estive na Quinta da Aveleda (arredores de Penafiel) e na quarta-feira na Quinta Seara D’Ordens (Poiares – Peso da Régua).

Quinta da Aveleda – Além das vinhas muito bem cuidadas destacam-se nesta Quinta magníficos edifícios em granito, um frondoso parque, jardins primorosamente conservados, tudo com muito bom gosto e carinho. Locais da Quinta com mais interesse: Janela Manuelina – pertenceu à casa berço do Infante D. Henrique no Porto; Fonte das Quatro Estações – foi executada pelo Mestre João da Silva e nela estão gravados os perfis em mármore de quatro Senhoras Guedes evocando a Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno; Casa Senhorial – construída em 1671 e mais tarde, nos finais do séc. XIX, remodelada e aumentada; Capela – o altar é em talha decorado com iluminarias e à sua direita encontra-se um imagem do Menino Jesus, escultura em madeira que pertenceu à Condessa de Panguim, filha do último vice-rei da Índia e antepassada da família; Adega Velha – à sombra das suas paredes em granito e na penumbra e no silêncio dos anos, os velhos cascos de carvalho guardam a preciosa aguardente, fruto de experiência de muitas gerações.

Quinta Seara D’Ordens – Sobre esta Quinta do Douro já aqui vos tinha falado em Setembro do ano passado, a propósito do vinho Quinta do Carqueijal Rosé 2005, quinta contígua à da Seara D’Ordens e cujos vinhos são comercializados pela empresa Sociedade Agrícola Quinta Seara D’Ordens Lda. A Quinta Seara D’Ordens com 60ha de área e uma tradição vitivinícola centenária, possui uma localização privilegiada encontrando-se a uma altitude de meia encosta numa exposição a sul, condições óptimas para a produção de uvas da mais alta qualidade. Nesta visita fui amavelmente recebido pelos gerentes da casa, os irmãos José Moreira e Fernando Moreira. Que bom que foi trocar impressões com quem tanto sabe de vinhos!...

«jdiogo»Pois.. realmente a minha zona não está nos seus melhores dias não... em relação ao Museu do Vinho está fantástico, na minha odesta opinião ( também sou suspeito já que o meu avô aparece como um dos actores no pequeno filme em relação à poda e empa... Very Happy )
Mas temos novidades por esta zona! Se estiverem interessados em visitar, recomendo sinceramente o nosso pequeno reduto de Adegas de topo, as 3 num espaço de poucos metros! Em São Lourenço do Bairro.
Uma pertencente à marca 'Colinas de S.Lourenço', uma adega reconstruída á cerca de 4\5 anos,em que a zona de estágio dos vinhos foi aproveitada do edifício antigo, sendo toda com paredes em pedra. A seguir a adega da Bairrada-Sul, (Quinta do Encontro) um edifíco lindíssimo construído de raiz, que quando avistado ao longe pensa-se em tudo menos numa adega!Mas se alargarmos a nossa imaginação logo vemos que ali mesmo está a réplica de um (meio) Barril de vinho Realmente fascinante, continuando no seu interior, em que mais parece que estamos dentro de um saca-rolhas! Cool A sensação Bairradina do momento! Laughing
Por fim deparamo-nos com a imponente adega do Produtor Carlos Campolargo, também construída de raiz, rodeada pelas suas próprias vinhas, e com um sistema de produção por 'Gravidade' (axo que me faço entender...espero!) Nas imediações destas também se encontra a adega do Luís Pato, assim como a Quinta das Bágeiras do Mário Sérgio, penso que com tudo previamente confirmado, se passa um fantástico fds de Enoturismo nesta área, com o leitão da Bairrada ( e não da Mealhada!!! já que a origem dele é em Anadia!) mesmo à espera! Assim como a chanfana, o bacalhau, barriga-de-freira... Cool




Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
O que é feito do MUSEU DO DOURO?...

O Museu do Douro, na Régua, foi criado por uma lei da Assembleia da República aprovada por unanimidade em 1997. Mas só em Dezembro de 2005 o Conselho de Ministros aprovou o Decreto-Lei que criou a Fundação Museu do Douro, tendo como fins a instalação, a manutenção e a gestão do Museu do Douro, instituição museológica de âmbito regional vocacionada para a inventariação, recolha, investigação, preservação, valorização e divulgação do património material e imaterial do Douro Vinhateiro. E desde então até hoje pouco mais se tem feito que assistir a “guerras” entre os membros da direcção e a administração desta Fundação. É certo que as obras já estão a decorrer e Maia Pinto, o actual Director do Museu, já garantiu por diversas vezes que a sede desta unidade museológica, orçada em 7,5 milhões de euros, ficará concluída até Outubro de 2008, mas é uma tristeza que fazendo uma busca no Google por “Museu do Douro” a resposta seja website em desenvolvimento.

«Viriato»Tovi escreveu: "O Museu do Douro, na Régua, foi criado por uma lei da Assembleia da República aprovada por unanimidade em 1997" - quando se trata de beber, todos os deputados estão de acordo ! :lol:



Publicado por Tovi às 18:46
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Sábado, 29 de Setembro de 2007
Trago em mim o Alentejo!...

Acabamos de chegar de um curto período de férias… E trago em mim o Alentejo!... Que maravilhosas férias tivemos no Alentejo CentralSub-região estatística portuguesa, parte da Região Alentejo, correspondendo quase por completo ao Distrito de Évora, embora integre também um município do Distrito de Portalegre; Limita a norte com a Lezíria do Tejo e com o Alto Alentejo, a leste com a Espanha, a sul com o Baixo Alentejo e com Alentejo Litoral e a oeste com a Península de Setúbal; Área: 7.227 km2; População: cerca de 170 mil habitantes – onde percorremos três dos 14 concelhos que integram esta sub-região: Estremoz, Vila Viçosa e Évora.
Visitamos uma adega (Quinta do Carmo – Estremoz), alguns monumentos (Palácio Ducal, Castelo e Igreja do Colégio dos Jesuítas, em Vila Viçosa; Templo de Diana, Sé Catedral e Capela dos Ossos, em Évora) e principalmente deliciamo-nos com a gastronomia regional.
Deixem-me por em ordem os apontamos de viagem e depois conto-vos como foi.
Para já, neste último Sábado de Setembro, vou-me preparar para uma visita guiada às Caves da Ramos Pinto em Vila Nova de Gaia, organizada pelo meu amigo Luís Paiva da “NovaCrítica-vinho”… Aguardem notícias.




Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
Vila Viçosa

Continuamos em férias... E ainda na alegoria da Festa da Vindima vamos tomar o rumo de Vila Viçosa

E tanto que há para ver nesta povoação já referenciada desde os tempos da reconquista cristã e a quem D. Afonso III atribuiu a categoria de vila. A arquitectura monumental irá ocupar-nos a maior parte do tempo, mas teremos também que degustar a doçaria conventual e visitar as adegas da região. Haja tempo e saber para vos contar como vai ser…


Publicado por Tovi às 07:51
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Museu Grão Vasco / Sé Catedral - Viseu
Continuando a Festa da Vindima deixamos agora a Região Demarcada do Douro e rumamos a sul em direcção às Beiras e à Região do Vinho do Dão. Optamos por estradas secundárias, saindo de São João da Pesqueira, passando por Penedouro - Bolas!... Lá me enganei outras vez… Não é Penedouro, é Penedono!... Voltemos ao princípio - Optamos por estradas secundárias, saindo de São João da Pesqueira, passando por Penedono, Sernancelhe, Aguiar da Beira, Sátão e chegando a Viseu, onde era obrigatório visitar o Museu Grão Vasco e a Sé Catedral de Viseu.
 
  
O Museu Grão Vasco, considerado Monumento Nacional, é um excelente espelho da importância cultural e patrimonial de Viseu. Instalado no antigo Paço Episcopal, edifício do século XVI adossado à Sé, que foi Paço dos Bispos de Viseu e Colégio-Seminário Conciliar, o museu foi inaugurado em 1918. O seu principal núcleo é composto pelas obras do lendário Grão Vasco (ou Vasco Fernandes, n. 1540), mestre natural de Viseu que muito marcou a pintura portuguesa quinhentista de carácter erudito, influenciada pelo renascimento italiano. Existe também um importante núcleo de pintura dos séculos XIX e XX, onde se destacam Columbano, Silva Porto, Malhoa, Dórdio Gomes e Alfredo Keil, entre outros. Destaque ainda para os exemplares de escultura, cerâmica, tecidos e mobiliário. Entre 2001 e 2003, o museu foi objecto de um extenso plano de recuperação e intervenção, tendo reaberto ao público em 2004, profundamente reformado. (in “LIFECOOLER – O Guia da Boa Vida”)
 
A Sé Catedral de Viseu é um edifício gótico, fortificado dos séculos XIII-XIV. Na frontaria encontram-se as imagens de São Marcos e São Lucas, São João e São Mateus, São Teotónio e ao alto Nossa Senhora da Assunção. A capela-mor apresenta o grandioso retábulo e o cadeiral do coro, de salientar a imagem da padroeira, Nossa Senhora do Altar-Mor em grande destaque. O novo altar, projecto do arquitecto Luís Cunha, concede à Sé de Viseu um ar contemporâneo. A sacristia, construída em 1574, possui tecto de madeira apainelada e está decorado com pinturas a têmpera, semelhantes às existentes na capela-mor. As paredes encontram-se forradas a azulejo de padrão do século XVII. Já a capela de Dom João Vicente (Bispo de Viseu - 1446/1463) é um dos locais mais interessantes do ponto de vista arquitectónico da Catedral, utilizando ornatos de linhas rectas e entrelaçados. O Claustro da Sé foi erguido entre 1528 e 1534 graças a Dom Miguel da Silva. (in “LIFECOOLER – O Guia da Boa Vida”)



Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Palácio da Bolsa

Ontem fui, pela enésima vez, ao Palácio da Bolsa!...

Está em obras de reabilitação até Dezembro a sede da Associação Comercial do Porto, edifício do estilo neoclássico, dos mais notáveis do País. A realização de correcções e melhoramentos estruturais relevantes ao nível das coberturas, clarabóias e caixilharias, não interrompeu as visitas e as restantes actividades desta casa. E há muito e bom para ver neste monumento portuense projectado pelo arquitecto Joaquim da Costa Lima – Sala das Assembleias; Pátio das Nações (neste momento encerrado para obras); Escada Monumental; Sala de Audiências; Gabinete do Presidente; Sala Dourada; Sala das Assembleias; Sala dos Retratos; e o famosíssimo Salão Árabe, projectado por Gonçalves Sousa, tendo como modelo o palácio de Alhambra e onde os seus ricos ornatos são realçados pela iluminação, que provoca belíssimos efeitos cromáticos.


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Publicado por Tovi às 00:51
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Museu do Douro (III)

No seguimento dos meus textos sobre este assunto, o meu amigo «mlpaiva» escreveu no "NovaCrítica-vinho":

O «Museu do Douro - Memórias da Terra e do Vinho» é tema de capa da revista História de Abril07.
Nela uma larga entrevista com Gaspar Martins Pereira, que se havia demitido a 27 de Março, e que confirma que as entidades que constituem a fundação são cerca de cinco dezenas.
Historiando as atribulações no dossier «Museu do Douro - Uma longa espera e um futuro urgente», a revista sublinha a necessidade da «criação de uma estrutura de afirmação regional baseada na patrimonialização dos testemunhos territoriais e comunitários».
«Não foi assim. Nem 1948, quando Álvaro Moreira da Fonseca (então Presidente da Casa do Douro), com Fernando Russel Cortez, ousaram criar o Museu Regional do Douro e o viram desaparecer em 1950. Falhou em 1973, quando o Instituto do Vinho do Porto adquire um belíssimo solar na Régua para aí instalar o Museu do Douro. Não tendo sequência o propósito, perde-se o Museu e, com o tempo, o espelendor do solar. Não passou de tentativa, em 1980, a constituição de um espólio que permitisse dar corpo a um Museu do Douro, numa volluntariosa iniciativa da Associação Cultural do Douro (ACAD), ficando-se apenas por esse parco acervo.»
Para já, dizem, inaugurar-se-á em Dezembro de 2007 a Exposição Permanente "Memória da Terra do Vinho" e em 2008 a sede do Museu e o seu núcleo central.

Pois é!... Algo vai mal no Museu do Douro. E já não é de hoje.


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Publicado por Tovi às 00:46
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007
Museu do Douro (II)

Pois é… A “telenovela” do Museu do Douro já vai longa… E ainda não se sabe quando e qual será o “happy end”.
Em Dezembro de 2005 o Conselho de Ministros aprovou o Decreto-Lei que criou a Fundação Museu do Douro, diploma pelo qual pretende-se preservar, valorizar e divulgar a Região Demarcada do Douro que, pela sua história, pela diversidade e qualidade reconhecida dos seus vinhos, por uma paisagem excepcional, resultante de uma actividade humana secular na criação e valorização da viticultura de encosta, constitui um património único e classificado pela UNESCO.
O Museu do Douro deveria ser uma instituição museológica de âmbito regional vocacionada para a inventariação, recolha, investigação, preservação, valorização e divulgação do património material e imaterial do Douro Vinhateiro.
Mas, no meu entender, o mal começou logo na composição do Conselho de Fundadores. Ora vejamos: Ministério da Cultura; Câmaras Municipais de Alfândega da Fé, Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Mirandela, Murça, Peso da Régua, Resende, S. João da Pesqueira, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Tabuaço, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Real; Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Administração dos Portos do Douro e Leixões, Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (Delegação Douro); Associação dos Amigos do Museu do Douro, Associação Douro Histórico, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Mirandela, Instituto Politécnico de Bragança; Banco BPI, Caves Vale do Rodo, Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo, Quinta de Ventozelo, Quinta do Crasto, SPR Vinhos. Não acham que é gente a mais?...
Em Março deste ano o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Museu do Douro, Sarsfield Cabral, aceita a demissão de Gaspar Martins Pereira de Director do Museu do Douro e extingue o cargo de Directora-geral da Fundação, que era ocupado por Susana Mota Coelho. A Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, mostrava-se preocupada com a situação, mas lembrava que era o Conselho de Administração da Fundação que tinha que encontrar uma solução para este grave problema interno. Neste mesmo mês a sede do Museu do Douro tinha começado a ser construída na Régua, numas instalações adquirida pelo Estado à Real Companhia Velha por 1,7 milhões de euros.
No passado mês de Junho, Fernando Maia Pinto, arquitecto com carreira feita no IPPAR, começou a trabalhar como novo Presidente do Museu do Douro e garantiu em entrevista ao JN que esta estrutura estará pronto até finais de 2008.
Este projecto é importantíssimo para o turismo da Régua e do Douro. Esperemos que isto tudo não vá por água abaixo, pois o seu financiamento comunitário, ao abrigo do actual quadro de apoio, obriga-nos à conclusão das obras até finais do próximo ano.


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Publicado por Tovi às 19:25
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