"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2016
Alambre colheita de 2010

Alambre 2010 Colheita.jpg

Entre as muitas prendas que o Pai Natal me trouxe (sim… eu portei-me bem todo o ano) está um fabuloso Moscatel Roxo de Setúbal – Alambre colheita de 2010 – da ”José Maria da Fonseca Vinhos SA” em Azeitão, um vinho generoso produzido a partir da casta Moscatel na sua versão rosada, mais rara e exclusiva, o Moscatel Roxo. É, sem sombra de dúvida, um aperitivo de alta qualidade.



Publicado por Tovi às 17:10
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016
Paulo Laureano Reserve DOC Alentejo Tinto 2009

Paulo Laureano Reserve DOC Alentejo Tinto 2009.jpgPara acompanhar uns bifes grelhados de picanha (um pouco dura mais muito saborosa) abriu-se hoje cá em casa uma garrafa de Paulo Laureano Reserve DOC Alentejo Tinto 2009, feito com um lote de Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, que após 18 meses de estágio em barrica deu origem a um vinho que transmite fulgor, prazer e elegância, a que Paulo Laureano Vinus Lda já nos habituou.

Notas de prova
Cor – Cor granada.
Aroma – Notas de ameixa em compota, pimentos vermelhos maduros, menta, algumas especiarias e folha de tabaco fresco, num conjunto complexo e atractivo.
Paladar – Macio, com acidez bem equilibrada, aromas de fruta em compota e especiaria. Fim de boca longo, assente em taninos suaves, persistentes e elegantes.

Parâmetros Analíticos
Álcool: 14,5%;
Acidez Total: 5,8 g/l;
pH: 3,49



Publicado por Tovi às 18:14
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 6 de Novembro de 2016
Castanhas Assadas no Forno

castanhas.jpg

Hoje deliciei-me com umas castanhas assadas (assadas no fogão cá de casa), devidamente acompanhadas por uma Jeropiga. É muito simples… e ficaram uma “marabilha”. É assim:

Golpear as castanhas; Cobrir um tabuleiro de ir ao forno com sal grosso, espalhando sobre este as castanhas, sem as sobrepor; Polvilham-se as castanhas com mais sal grosso; Dependendo do tamanho das castanhas deverão assar no forno a 200ºC entre 35 a 45 minutos; Deixar tostar a gosto.
Há quem as polvilhe com alecrim… eu cá não gosto.

A jeropiga era (era, porque já foi toda) um vinho licoroso com o pomposo nome de «Chanceleiros» (15,5% de álcool) feito pela “Companhia das Quintas – Vinhos, SA” de Sangalhos, que estava perfeito para o efeito.

  Comentários no Facebook

«Maria Vilar de Almeida» >> QUE BELAS?! Assadas em casa... ou no jardim?! Se for dentro de casa quero saber como é... para também poder fazer. BOM PROVEITO!

«José Camilo» >> Muito bom aspecto. Bela foto.

«David Ribeiro» >> A foto não é minha... Roubei-a na NET [Emoji wink;-)]

«José Camilo» >> Também quem andou a arruma-las muito bem arrumadinhas deve-se ter queimado uma série de vezes.... [Emoji smile:)]

«José Luis» >> Moreira Que benhamanhadas!...

«Zé Carlos» >> Isso é uma delicía e viciante... come-se uma e mais uma e mais uma e mais uma

«Maria Teresa de Villas-Boas» >> Bom apetite. As castanhas tem um aspecto delicioso

«Jorge Veiga» >> Para assar, golpear como estão as do David Ribeiro (pelo dorso). Para cozer, golpeá-las longitudinalmente... Quando ficam mais baratas ou quando mas dão, golpeio-as e congelo-as. Tenho castanhas até ao ano seguinte. A utilizar sem descongelar, para cozer ou assar.

«David Ribeiro» >> Muitas vezes ao longo do ano compro das congeladas para utilizar como acompanhamento nos assados.

«Jorge Veiga» >> David Ribeiro também saõ boas para isso, mas se conservares com a casca e cortadas, tens castanhas todo o ano.

«Rafael Maciel Oliveira» >> Estao devidamente apresentadas e douradinhas

«Maria Helena Costa Ferreira» >> que maravilha!!!!!

«Elisabete Loureiro» >> Com um jeitinho, ainda vou ver o David Ribeiro e o Jorge Veiga, de boné e um carrinho à porta de São Bento a apregoar "quentes e boas"! 😂 Percebem da poda!!!

«Maria Vilar de Almeida» >> Vou tentar fazê-las este Fim de Semana, Davidzinho... obrigada pela receita! [Emoji heart<3]... a Alicinha gosta?!

«David Ribeiro» >> A Alice adora.

«Maria Vilar de Almeida» >> É cá das nossas!! [Emoji wink]

«Jose Ventura Alves Vieira» >> Manda Algumas abraço

«Ana Alyia» >> David, permita-me dizer que o sr é um grandessíssimo sovina, egoísta e demais adjetivos semelhantes!!!!!!!!!!!!! Custava muito ter convidado??? Custava?????? bbbhhhhaaaaa para castigo vai ficar gordo que nem um barril com pernas!! Estou mesmo zangada, não se faz [Emoji frown:(] eu adoro castanhas assadas e não provei nem umazinha [Emoji frown:(]

«David Ribeiro» >> Sou sovina, egoísta e vou ficar (já estou) gordo... mas partilhei a receita, que eu não sou invejoso [Emoji wink]



Publicado por Tovi às 15:59
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 11 de Outubro de 2016
Fort Simon - Fortress Hill Merlot 2014

Fort Simon - Fortress Hill Merlot 2014.jpg

A minha querida amiga Elisabete Ferreira muito me honrou ao oferecer-me uma garrafa de vinho sul-africano comemorativa do 40º aniversário do Saint Bernard Club of Transvall e como prometido aqui vai não só o que fui saber sobre este produtor de vinhos, mas também o que os meus olhos, as minhas narinas e as minhas papilas gustativas me disseram deste néctar dos deuses:

Este vinho foi feito pela Fort Simon, uma das mais prestigiadas “wine estate” da região sul-africana de Stellenbosh, com uvas da casta Merlot da colheita de 2014, de vinhas plantadas em solo granítico de 185 a 210 metros acima do nível do mar, nos anos de 1990 e 1991. As uvas foram colhidas manualmente e a fermentação maloláctica ocorreu em tanques de aço inoxidável, tendo o vinho posteriormente repousado em tanques de carvalho francês novo por 6 meses e só depois foi envelhecido em barricas de carvalho francês mais velho por 12 meses. Após estes períodos o vinho foi retirado, estabilizado e engarrafado.

O vinho é ruby escuro; No nariz apresenta-se frutado, com aromas de ameixas, frutos secos e notas de especiarias; Na boca sente-se encorpado, com taninos macios que perduram no palato.

Um grande vinho… e acompanhou na perfeição uns bifes grelhados (mal passados) de bovinos nascidos, criados e abatidos na Região Autónoma dos Açores, segundo um modo particular de produção, que assenta no recurso às pastagens naturais das ilhas do arquipélago, apresentando-se esta carne tenra, suculenta, de coloração rosa-madura, com ligeira infiltração de gordura intra-muscular.

 

 Comentários no Facebook

«Elisabete Ferreira» >> Fico feliz que tenha gostado. Aproveito para reiterar o meu agradecimento público pelo apoio na WUSB 2016. Sem dúvida que este vinho tinha que ser entregue a um apreciador e conhecedor. Bem haja David Ribeiro!

«Jose Riobom» >> Já que não posso provar o vinho contento-me com a beleza do centro de mesa D.João V assim como com o belo prato de parede. Defeitos de nascença.... [Emoji wink;-)] de neto e filho de ourives... [Emoji smile:-)]

«David Ribeiro» >> ...defeitos de quem tem bom gosto, caríssimo amigo [Emoji smile:-)]



Publicado por Tovi às 08:39
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016
Revolta dos Taberneiros

Ao ouvir falar de um possível novo imposto sobre o vinho, lembrei-me disto:

 

Revolta dos Taberneiros 1757 ab.jpgEm 1757 o Porto foi palco de duas revoltas populares contra a Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro, instituída em 1756 por Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O descontentamento motivado pela formação desta companhia monopolista não só se fez sentir entre os agentes ligados à produção e comercialização de vinho do Porto, nomeadamente os comerciantes ingleses e seus colaboradores, mas também entre os numerosos taberneiros, tanoeiros e pequenos armazenistas da cidade.
O primeiro e principal motim aconteceu na manhã do dia 23 de Fevereiro ao som dos sinos da Sé e da Misericórdia. Os amotinados, reunidos na Cordoaria e gritando palavras de ordem, avançaram até à casa do juiz do povo, sita no Largo de S. Domingos, que foi arrastado pela turba e conduzido numa cadeirinha por, alegadamente, se encontrar indisposto.
O numeroso e exaltado cortejo seguiu até à Rua Chã, ao encontro das residências do regedor das justiças, a quem foi exigida a extinção da Companhia, e do provedor Luís Beleza de Andrade. O escritório da Companhia, a habitação do seu provedor - de onde um criado disparou sobre os revoltosos - e as casas vizinhas de Manuel Barroso (secretário da Companhia) e de Custódio dos Santos (seu deputado) foram vandalizadas.
Depois destes episódios violentos os ânimos serenaram e pelas três da tarde a cidade já assistia à Procissão das Cinzas. Porém, esta afronta ao poder central estava longe de ser esquecida, pois, apesar da aparente passividade das autoridades, a notícia do motim chegara rapidamente a Lisboa através da relação enviada pelo Desembargador Bernardo Duarte de Figueiredo.
Cinco dias mais tarde, a 28 de Fevereiro, D. José I ordenou a João Pacheco Pereira de Vasconcelos que abrisse no Porto uma devassa. A 15 de Março, pouco depois da chegada do enviado régio, rebentou segundo motim.
Destes levantamentos populares resultou o apuramento de 462 suspeitos, 26 dos quais foram condenados à pena capital (21 homens e 5 mulheres), a ocupação militar da cidade por vários regimentos da Beira, do Minho e de Trás-os-Montes, a responsabilização dos portuenses pelo aboletamento das tropas, o lançamento de um imposto para pagar os soldos e munições de guerra, a mudança da vereação, a extinção da "Casa dos 24" e, ainda, a nomeação de João de Almada e Melo para Governador do Partido Militar do Porto.
No final, oito condenados conseguiram fugir, uma mulher escapou à forca por se encontrar grávida e os restantes 17 sentenciados à pena capital foram enforcados ou decapitados no dia 14 de Outubro de 1757. As suas cabeças foram colocadas nos patíbulos e os corpos, esquartejados, expostos no Largo de S. Domingos, nas ruas Chã e de Cimo de Vila e no terreiro de Miragaia.



Publicado por Tovi às 08:57
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016
Meia Encosta Tinto Dão DOC 2014

meia-encosta-dao-tinto_jpg.png

Sempre gostei de vinhos tintos encorpados e de aroma intenso, sendo seguramente o Meia Encosta um dos primeiros vinhos que me habituei a beber, já lá vão mais de quarenta anos. Há muito que não comprava garrafas deste DOC Dão mas esta semana trouxe para casa uma meia dúzia de garrafas deste vinho feito pela Sociedade dos Vinhos Borges com as castas Touriga-Nacional, Jaen, Alfrocheiro e Tinta-Roriz, tendo a primeira sido aberta para acompanhar uma muito simples omeleta de camarão, cumprindo na perfeição aquilo para que o vinho existe.



Publicado por Tovi às 09:49
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 12 de Agosto de 2016
Porta da Ravessa Branco 2015

portarabessabranco.png

Num domingo deste Verão fez-se cá em casa para o almoço em família um Robalo Assado no Forno e foi acompanhado por um DOC Alentejo - Porta da Ravessa Branco 2015 – um vinho de cor amarela citrina, com aroma intenso e frutado, suave na boca, mas com uma viva acidez a dar frescura, uma verdadeira maravilha da Adega Cooperativa de Redondo, feito com as castas Roupeiro, Arinto e Fernão Pires. Esta adega fundada em 1956 por um grupo de 14 viticultores é hoje um dos maiores produtores de vinho da região do Alentejo, somando cerca de duas centenas de viticultores, cerca de 98% da sub-região Redondo.

 

  Comentários no Facebook

«Zé Carlos» >> Talvez sejam os mais competentes e fiáveis em matéria de volume e preço super competitivo. Uma máquina bem oleada.

«Gonçalo Lavadinho» >> Publicidade?

«David Ribeiro» >> Nããããã... Eu escrevo esporadicamente sobre vinhos, mas unicamente sobre os muito maus ou sobre os muito bons, os outros, os razoáveis, não fazem mais do que a sua obrigação.

«Jorge Veiga» >> já andas nos "Robalos"???

«David Ribeiro» >> Mas comprei-os... até tenho a fatura [Emoji smile:-)]

«Jorge Veiga» >> David Ribeiro dos comprados também tenho aqui. Estava a falar dos outros ... kkkkk

«Joaquim Figueiredo» >> Já foi do melhor quando o bebia no Alentejo nos anos 90. Depois....



Publicado por Tovi às 11:04
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 24 de Abril de 2016
Sogrape é a melhor produtora vitivinícola mundial

Sogrape aa.jpg

Soube-se esta semana que a SOGRAPE é pelo segundo ano consecutivo a melhor produtora vitivinícola mundial no ranking da World Association of Writers and Journalists of Wines and Spirits. Com um portefólio que reúne mais de 100 referências e marcas como Mateus, Gazela, Sandeman e Casa Ferreirinha, a empresa está presente nas principais regiões vitivinícolas portuguesas, vende os seus vinhos em 120 mercados e integra um grupo (Sogrape SGPS SA) que tem operações em Espanha, Argentina. Chile e Nova Zelândia, para além de Portugal.



Publicado por Tovi às 10:12
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 27 de Março de 2016
Uma Páscoa feliz para todos

Páscoa 03.jpg

 


Já está adiantadito… o almoço de Páscoa
cabrito-assado-angola.jpg
  Comentários no Facebook

«Adao Fernando Batista Bastos» >> Bom apetite...

«Rafael Maciel Oliveira» >> Espero que tenhas tirado o bedum ao cabrito, Boa Páscoa Amigo

«David Ribeiro» >> Cabritinho de leite ainda não tem bedum, querido Amigo Rafael [Emoji smile] Uma boa Páscoa aí em casa.

«Isabel Simões Veloso» >> Aqui gastámos do mesmo. Apreciado devidamente ao som da chuva que nos brindou até meio da tarde.

 


 Quinta do Corujão Reserva 2008 tinto aa.jpg
E para acompanhar o Cabritinho Assado do almoço de Páscoa abriu-se uma garrafinha de um DOC Dão de encantar: Quinta do Corujão Reserva 2008, um tinto de características únicas, uma combinação de solo (fraldas da Serra da Estrela), clima e castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Trincadeira.

  Comentários no Facebook

«Zé Carlos» >> Isso David Ribeiro, de 2009 para trás se tratando de um bom Dão.

«David Ribeiro» >> Pois é, Zé Carlos... Depois "daquela coisa" nunca mais o provei. Não é por nada, mas já não deverá ser a mesma coisa [Emoji wink]

«Mario Reis» >> Agora fiquei curioso!.... o que e' aquela coisa?

«David Ribeiro» >> Houve mudança de donos... e às vezes as coisas mudam, if you know what i mean [Emoji wink]



Publicado por Tovi às 07:58
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 7 de Março de 2016
Nunca se exportou vinho tão caro

Vinho aa.jpg

As exportações portuguesas de vinho cresceram em valor pelo sexto ano consecutivo e atingiram em 2015 um novo máximo histórico, com 737,3 milhões de euros vendidos aos mercados internacionais. O preço médio do litro foi de 2,63€, o mais elevado de sempre: cada litro foi transacionado, em média, 2,8% acima do valor de 2014. No entanto, Portugal está a exportar menos vinho em quantidade, o que significa que está a vendê-lo bem mais caro. (...) Os maiores contributos para esta evolução advêm dos espumantes, cujo preço médio é já de 8,25 euros por litro, uma valorização de quase três vezes mais face a 2011. O vinho da Madeira é o segundo no ranking dos melhor pagos, com um preço médio de 6,31 euros por litro (um crescimento de 26,5% nos últimos cinco anos). Já o vinho do Porto, que ocupa a terceira posição, só se valorizou 11% e está nos 4,69 euros. Em termos de mercados de destino, o Reino Unido, com 4,02 euros de preço médio, os Estados Unidos e o Canadá, ambos com quatro euros por litro, e Espanha, com 3,87 euros, são os países que mais caro estão dispostos a pagar o vinho português.

Ver notícia do JN aqui

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Aroso» >> No Brasil o preço dos vinhos portugueses atingiu um valor estratosférico e a vendas estão a cair a pique. Isto ficou a dever-se a mais um "ajuste fiscal" decretado pelo governo no início do ano. Os países do Mercosul não foram abrangidos por estas medidas.



Publicado por Tovi às 13:58
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2015
Morreu Maria Hermínia Silva D’Oliveira Paes

Palácio da Brejoeira Maria Hermínia Paes 30Dez20

Requiescat In Pace

Morreu ontem Maria Hermínia Paes, a dona do Palácio da Brejoeira, a escassos vinte e dois dias de completar 98 anos de idade. Vai seguramente haver grande disputa pela posse legal desta propriedade mítica do Alto Minho, pois ao que parece há várias e diferentes interpretações sobre quem são os herdeiros deste palácio. Um Amigo meu, José Tomaz Pereira de Mello Breyner, escreveu não há muito tempo:Feliciano dos Anjos Pereira foi meu Avô, e viveu em união de facto com Maria Hermínia de Oliveira Paes durante 48 anos. Separou-se da minha avó antes de eu nascer, e juntou-se com a Maria Hermínia com quem viveu até morrer. Aquando da falência do Pai desta, Francisco de Oliveira Paes, foi meu Avô que vendeu uma propriedade que tinha em Almada, a Quinta do Brasileiro, para ir resgatar o Palácio da Brejoeira à praça. Foi nessa altura, e uma vez que lá tinha colocado o seu dinheiro, que o meu Avô tomou a iniciativa de desmatar a propriedade, plantou 18 hectares de vinha (casta alvarinho) construiu uma adega e criou uma marca de sucesso. Neste momento o Palácio pertence à Maria Hermínia e aos herdeiros do meu Avô pois ele antes de morrer fez uma sociedade com sua companheira em que lhe doou 50% do Palácio da Brejoeira.”

 

  Comentários no Facebook

«Luiz Paiva» >> Oh, oh, abriu-se a caixa de pandora...

«Cristina Barosa Slotboom» >> O Palácio da Brejoeira é lindo de morrer.



Publicado por Tovi às 08:33
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2015
Um bom dia de Natal para todos

Natal2015 aa.jpg

Mais umas horitas e começa o almoço do Dia de Natal, que é também o dia de aniversário da minha filha Joana. Agora já somos sete à mesa… e não vai faltar a Canja de Galinha (a Bilé fá-la como ninguém), o Peru Assado (com Vinho do Porto) e mais todas aquelas doçarias típicas deste dia. Os vinhos ainda não sei quais serão… o “escanção” de serviço este ano não sou eu. Um bom dia de Natal para todos.

E foram estes os soberbos vinhos que se beberam cá por casa neste Natal:

Maritávora Nº 4 Reserva Tinto 2011 – Um tinto DOC Douro feito pelo enólogo Jorge Serôdio Borges na “Maritávora Investimentos Lda” com uvas das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e outras.

Quinta do Vallado Touriga Nacional Douro 2009 – Outro tinto DOC Douro, este feito na mítica Quinta do Vallado (pertenceu à lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira e mantém-se até hoje na posse dos seus descendentes) com uvas exclusivamente da casta Touriga Nacional.



Publicado por Tovi às 09:37
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2015
Gosto de experimentar vinhos…

Conde Noble Vino Tinto 2104 aa.jpg

…mesmo daqueles que à partida tudo me leva a crer que não vão ser nenhuma maravilha ou mesmo até um desastre. Comprei no LIDL um vinho de mesa espanhol – Conde Noble Vino Tinto 2104 – pelo incrível preço de 0,69€/litro (em embalagem tetra-pak), um vinho ligeiro (11% de álcool), feito na região da Catalunha por “Cruzares SA” e que eu nunca colocaria na mesa para acompanhar fosse o que fosse, principalmente se tivesse convidados para essa refeição. Mas o que está em causa não é a sua (fraca) qualidade mas sim o facto de se conseguir colocar no mercado vinho a este preço. Sabendo (ou imaginando) quais são os custos da distribuição fico deveras curioso em saber a como se vende o quilo das uvas naquela região espanhola… partindo do princípio que é feito com uvas.



Publicado por Tovi às 11:14
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015
Vinhos fortificados para o São Martinho

Vinhos fortificados LIDL 5Nov2015.jpg

De hoje até domingo, nos supermercados LIDL, bons vinhos fortificados para acompanharem as castanhas do São Martinho.

Jeropiga Cantoniede – 2,49€/75cl

Vinho Licoroso Abafado Cardal – 3,49€/75cl

Moscatel do Douro Favaios – 3,89€/75cl



Publicado por Tovi às 11:10
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015
Monsaraz Alentejo DOC

Monsaraz CARMIM LIDL Out2105.jpg

Até ao próximo domingo temos em promoção no LIDL o vinho Monsaraz Alentejo DOC (tinto e branco) ao preço de 1,94€ a garrafa de 75cl. A não perder este vinho da CARMIM, uma cooperativa agrícola criada em 1971, em Reguengos de Monsaraz, por um grupo de 60 viticultores, possuindo actualmente cerca de mil associados e produzindo 24 referências de vinhos: dos brancos aos tintos, dos jovens aos reservas, passando pelos licorosos, rosé ou espumantes. A qualidade da matéria-prima, oriunda de uma região de denominação de origem, é uma das mais-valias desta Cooperativa, a par do capital humano e de um complexo agro-industrial de 80.000m2 dotado da mais alta tecnologia. Existe uma capacidade de recepção de um milhão e duzentos mil quilos de uva por dia, engarrafamento de quinze mil garrafas por hora e armazenamento até trinta e dois milhões de litros, o que transforma a CARMIM na maior adega do Alentejo e numa das maiores do País.

 

  Comentários no Facebook

«Carlos Wehdorn» >> o futuro é cooperativo wink emoticon

»David Ribeiro» >> Será, Carlos Wehdorn, se os cooperantes tiverem juizinho... Há por aí muita cooperativa agrícola e vinícola que são uma desgraça. Segundo os dados do Instituo do Vinho e da Vinha (IVV) a produção de vinho em associação (leia-se cooperativas) tem vindo a diminuir ao longo dos anos, embora de forma suave. Os dados on-line existem apenas desde 2000 e, até 2004, a produção de vinho em associação foi sempre maior que a ‘privada’. Em 2005 a balança virou e a produção em não-associação foi responsável por 51% do vinho nacional. E a tendência continuou, imparável. Nos últimos dois anos, os valores foram de 60% (2011) e 58% (2012). Este fenómeno estará certamente relacionado, por um lado, com o fecho de muitas cooperativas e, por outro, com a fuga de muitos associados para produções próprias ou para outros produtores de vinho.

«Carlos Wehdorn» >> estamos a trabalhar para dar a volta a isso. o caminho faz.se caminhando wink emoticon

«Henrique Camões» >> As cooperativas já foi "chão que deu uvas" ninguém quer ter trabalho com a sua administração e acabam aos poucos por serem tomadas por produtores privados, é o caso da de Baião, que conheci noutros tempo, foi em 76 director de uma cooperativa de produção, sei bem o que isso é...

«Carlos Wehdorn» >> claro que são tomadas...porque dão dinheiro, se dessem problemas ninguém as queria.

«Henrique Camões» >> Então porque é que os associados não as tratam devidamente?

«Carlos Wehdorn» >> porque são burros. ou melhor, são ignorantes sobre o que se passa no mundo cooperativo. é preciso mais cultura empresarial cooperativa e sairem da aldeia, conhecerem o que se passa lá fora... e hoje até é fácil... basta terem um computador com ligação à net. há um problema nacional que complica sempre tudo, quase que um virús que se instalou, a pequena inveja e o olhar só para o próprio umbigo. é cultural.

«Henrique Camões» >> Eu tenho outra opinião, preguiça e espírito burguês intrínseco, enquanto há quem trabalhe, está tudo bem e ainda se reclama, mas quando chega a vez, está o caldo entornado, usa-se de toda a imaginação e mais alguma para arranjar desculpa par fugir aos compromissos, um caso típico são as administrações de condomínio, com as cooperativas passa-se o mesmo.

«Carlos Wehdorn» >> uma cooperativa pode ser gerida por um gestor profissional, ou uma equipa de gestão, desde que sejam sócios. é essa a solução. deixo-lhe uma lista das maiores cooperativas no mundo, se reparar no mapa e onde se localizam - View the top 300 co-operatives from around the world Repare tb no volume de negócios e nas áreas em que trabalham. Por cá já fomos a vanguarda do mundo cooperativo, nos idos anos 30. agora estamos a reaprender o que antes ensinavamos. os tipos lá fora ficam admirados como éramos vanguardistas... e hoje seguem lá fora os principios instituidos em Portugal no inicio do séculoXX. Dá que pensar. o que há é muito individualismo, que é o que é promovido nas escolas como sendo a solução, o empreendedorismo a só. É normal que aconteçam erros, que encerrem cooperativas, tal como encerram empresas todos os dias. A difrença numa cooperativa, se bem gerida, é que se trabalha para o bem comum, todos são donos da empresa, porque é na mesma uma empresa e deve ser geriida como tal, sem esquecer os principios cooperativos. Se saírem de Portugal, vão encontrar hoje enormes cooperativas por todo o mundo civilizado, em países insuspeitos como EUA, Canada, Australia, Nova Zelandia... e tb muitos europeus. Países esses onde a qualidade de vida e de vitalidade nos negócios é aquilo que nos gostariamos de ser quando formos grandes e pensarmos grande, sem esquecermos a nossa comunidade e o desenvolvimento sustentado da mesma.

«Henrique Camões» >> Vou-lhe contar uma história real, no principio de 76 havia na rua da Restauração uma Cooperativa de produção Gráfica, certo dia aconteceu partir uma peça numa maquina impressora que bloqueou a produção, eu fui chamado para ver e orçamentar a reparação, mas quando cheguei estranhei ver as pessoas paradas, e claro perguntei ao director que me acompanhava o que se passava, e o homem encolhendo os ombros disse; "estão em greve, não foi possível entregar o trabalho por causa da avaria da maquina e não há dinheiro para ordenados", eu comentei para mim próprio, como assim? Então não são todos sócios?. Esta é apenas uma das varias histórias que podia contar a propósito.



Publicado por Tovi às 09:28
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Agosto 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9


20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


Posts recentes

Aliança

Tinto ou branco?

Porto Eufemia Rosé

A maleita do TCA nos vinh...

Adega de Pegões Colheita ...

Castello D’Alba - DOC Dou...

Adega de Vila Real Douro ...

Quinta da Aveleda

BOPLAAS The Chocolate Cap...

Palhete da Mêda

Está um calor do caraças

Vai um Moscatel?

Porto Cálem Special Reser...

Andam a gastar dinheiro e...

Um “hostel” nas caves da ...

Alambre colheita de 2010

Paulo Laureano Reserve DO...

Castanhas Assadas no Forn...

Fort Simon - Fortress Hil...

Revolta dos Taberneiros

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus