"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015
Vítor Pinto procurador no julgamento de Sócrates

José Sócrates 5Dez2015 Expresso aa.jpg

Vai ser Vítor Pinto o procurador do Ministério Público a acompanhar a telenovela em que José Sócrates vai a tribunal acusado de corrupção, branqueamento de capitais e evasão fiscal. Foi este procurador do MP que acusou o tribunal de “erro notório na apreciação da prova” no caso dos submarinos.

A coisa promete



Publicado por Tovi às 11:19
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Sábado, 21 de Novembro de 2015
Um ano depois da prisão de Sócrates

José Sócrates 13.jpg

Ricardo Costa publicou hoje no Expresso online um interessante artigo onde se faz o resumo de um ano da telenovela Processo Marquês - Um ano, 50 mil escutas e cem buscas depois. Cinco pontos sobre caso Sócrates – e como diz o autor do texto “se é fácil concluir que o ex-primeiro-ministro está em maus lençóis, também é óbvio que a Justiça continua a ter um enorme desafio pela frente, com vários prazos a ser ultrapassados e sem qualquer data para a acusação”.

 

 O caso

Neste momento, apesar de ainda estar muita coisa a correr, é praticamente impossível que José Sócrates e outros arguidos não venham a ser acusados de fraude fiscal qualificada, um crime que pode implicar pena de prisão até cinco anos. Da mesma forma, e havendo muita circulação de dinheiro por contas na Suíça e offsohres, é altamente provável que não escapem à acusação de branqueamento de capitais. O ponto mais difícil - e mais frágil - é, neste momento, a corrupção, um crime mais grave, mas muitas vezes difícil de acusar.

  A esperança da defesa

A posição da defesa tem sido mais desconcertante que eficaz. Mas nos últimos meses ninguém pode dizer que João Araújo não conseguiu várias vitórias. A mais óbvia foi a saída de José Sócrates da prisão, mas muitas frases da decisão da Relação, protagonizada por Rui Rangel, são extremamente duras para a acusação, sobretudo para a aparente fragilidade de algumas provas, para o exercício contínuo de dedução e para existência de prova indireta.

  A força da acusação

Se o ponto fraco da acusação é claramente o tempo, com prazos esgotados e sem fim à vista, a solidez assenta na longa coleção de prova. O caso, recorde-se, começou em julho de 2013 e teve nove meses de escutas telefónicas antes da detenção de José Sócrates e de outros arguidos. Os números são impressionantes na sua extensão: 50 mil conversas escutadas, 190 volumes de apensos bancários, 2 mil documentos apreendidos, mais de cem buscas e 5,5 milhões de ficheiros informáticos. O outro lado desta moeda é que muitos ficheiros ainda não foram analisados nem todas as escutas estão transcritas.

  O homem político

Se há coisa que nunca mudou nas várias fases do processo, é o estilo de José Sócrates. Enquanto esteve preso preventivamente nunca hesitou em desafiar a Justiça e pôr em causa a arbitrariedade das decisões que o afetaram e da investigação em que foi envolvido. Da fraqueza da prova ao abuso dos prazos, da dedução excessiva à cobardia das escutas, nada escapou. Quando saiu da prisão, o rumo continuou. Já fez duas conferências e esta semana participa num almoço. Usa o que aprendeu sobre filosofia política para discursar sobre o Estado de Direito e os seus abusos, o que distingue uma Justiça independente de processos políticos e por aí fora. Pelo meio, claro, comenta a atualidade política.

  Futuro

Tudo depende do tempo e dos prazos. Até ao dia 11 de dezembro saberemos qual é a data fixada para o final do inquérito. Não será seguramente este ano, mas falta saber de que mês de 2016 estamos a falar.

 

  Comentários no Facebook

«Fernando Allegro» >> O homem é esperto e malandro. Dê-se á justiça o tempo necessário.

«Carlinhos da Sé» >> Num morre o pai, nem a gente almoça... Teve de ser como foi para dar fritos nas eleições, e deu, só a colheita não foi suficiente.

«João Simões» >> Ainda bem que quando o prenderam já tava quase tudo investigado. A justiça parece o Cavaco tinham tudo estudado e afinal.

«David Ribeiro» >> Temos que concordar que 50 mil conversas escutadas, 190 volumes de apensos bancários, 2 mil documentos apreendidos, mais de cem buscas e 5,5 milhões de ficheiros informáticos, sendo que muitos ficheiros ainda não foram analisados nem todas as escutas estão transcritas… é obra, mesmo para o mais esforçado e diligente magistrado.

«João Simões» >> E será que se houvesse algo forte eram precisas 50 mil escutas? Aposto que nunca ninguém em Portugal foi tão escutado. Mas deve ser coincidência

«Jorge Baldinho» >> Nos EUA, com todos os recursos de que a Justiça dispõe, vários são os mafiosos investigados por décadas - lembram-se do Al Capone?



Publicado por Tovi às 09:39
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015
Correio da Manhã e o Segredo de Justiça

Segredo de Justiça CM 29Out2015.jpg

E agora como é que a gente vai saber as cenas dos próximos capítulos desta telenovela?... Como dizia o juíz desembargador Rui Rangel, “que se abra a caixa de Pandora”.

 

  Comentários no Facebook

«Carlos Wehdorn» >> com a justiça ao serviço da política, temos agora o regresso da censura

«Ricardo Nuno» >> é daquelas decisoes incompreensiveis! continuamos a ter um poder (o judicial) a querer imiscuir se em tudo.

«José Camilo» >> Ó pá, não acatem e fechem o jornal. Faz-me uma diferença do caraças.

«António Lopes» >> O segredo de justiça faz parte. Sejam eles condenados ou futuros condenados os direitos estão lá. Se houver interesse em retirar o segredo de justiça que se retire mas até lá respeita-se o mesmo.

«Joana Barroso Calisto Valério» >> Correio da Manhã je suis 29Out2015 aa.jpg

«David Ribeiro» >> Grande verdade esta... É que no tempo do Estado Novo a coisa era diferente.

Correio da Manhã Segredo de Justiça 29Out2015 ab

«António Lopes» >> A banalização de escrever a palavra censura pode criar uma certa normalidade nesta mesma expressão.

«Albertino Amaral» >> Já começo a entender melhor aquela tal de "Democracia"…

«Diamantino Hugo Pedro» >> A Banalização da palavra censura é como a banalização da palavra Fascismo, uma estupidez idêntica…

«Jose Riobom» >> ...estes gajos do CM e da TVI não passam de pasquins ao serviço de forças que agitando a bandeira da democracia não passam de forças fascizantes..... e que sentem a terra a fugir-lhes debaixo dos pés...

«Pedro Simões» >> A argumentaçao da juiza pareceu-me pouco sensata, mas a decisao faz sentido. Nao é pela falta de interesse publico - o argumento é absurdo. Mas pela violaçao do segredo de justiça. Agora, é só uma providencia cautelar. O CM pode recorrer. Quanto aos 370 mil euros de sancao por noticia pedidos pelo Socrates... eu pagava em fotocopias smile emoticon No entanto sublinhe-se: Socrates nao quer que se saiba o que fez, nem quer que se fale disso… Muito ataca a justiça em publico, mas ao fim de um ano ainda nao se dignou a dar uma explicaçao aos portugueses... Ele sabe-a toda...



Publicado por Tovi às 10:16
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Sábado, 17 de Outubro de 2015
Sócrates em liberdade

José Sócrates 10.jpg

Ao fim da tarde de ontem foi conhecido o comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR) que substituiu a prisão domiciliária “pela proibição de ausência do território nacional, sem prévia autorização, e pela proibição de contactos, designadamente com outros arguidos no processo” para o ex-primeiro-ministro José Sócrates e também para o seu amigo Carlos Santos Silva, os dois mais importantes arguidos do Processo Marquês.

 

  Comunicado da PGR

Ao abrigo do disposto no art. 86.º, n.º 13, al. b) do Código de Processo Penal, a Procuradoria-Geral da República torna público o seguinte:

O Ministério Público promoveu, e o Tribunal Central de Instrução Criminal deferiu, que a medida de coação de obrigação de permanência na habitação, aplicada a José Sócrates e a Carlos Santos Silva, seja substituída pela proibição de ausência do território nacional, sem prévia autorização, e pela proibição de contactos, designadamente com outros arguidos no processo.

O Ministério Público considera que se mostram consolidados os indícios recolhidos nos autos, bem como a integração jurídica dos factos imputados. Pelo que, na atual fase da investigação, diminuiu a suscetibilidade de perturbação da recolha e da conservação da prova.

Cessando o segredo de justiça interno, na forma que foi imposta, o que implica o acesso de todos os arguidos aos autos, subsiste a necessidade de conformação de versões e justificações dos arguidos, bem como a possibilidade de conformar factos desenvolvidos noutros países.

Assim, considera-se que esses perigos e a eficácia das diligências a desenvolver podem ser acautelados com a aplicação de medidas de coação menos gravosas do que as até aqui impostas a estes arguidos.

Lisboa, 16 de outubro de 2015

 

 José Sócrates foi libertado
Correio da Manhã 17Out2015 ab.jpg

 Será que na óptica de Paulo Rangel já se advinha um governo PS?...



Publicado por Tovi às 07:49
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Sábado, 5 de Setembro de 2015
Sócrates trocou de cadeia

José Sócrates 12.jpg

Por decisão do juiz Carlos Alexandre o ex-primeiro-ministro José Sócrates viu ontem ao fim da tarde a sua medida de coacção no Processo Marquês alterada de “prisão preventiva” para “prisão domiciliária com vigilância policial” numa habitação na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, residência da sua antiga companheira e mãe dos seus dois filhos, Sofia Fava.

A que horas será a primeira manifestação de regozijo popular à porta da nova prisão de José Sócrates?...

 

 Comentários no Facebook

«Raul Vaz Osorio» >> Vai passar a ser que número? Ou só ex-44?

«Pedro Simões» >> David Ribeiro, resta saber se os polícias a porta é para impedi-lo de sair, ou para protege-lo dos que gostavam de o ir... "cumprimentar"! Ou para fazer um trocadilho simplório - não é só o juiz a querer manda-lo a Fava...

«Carlos Wehdorn» >> Exacto... mandaram-no à Fava... coitado

«Albertino Amaral» >> Por isso, Portugal perdeu com a França...Ora bolas...!

«Jorge Manuel» >> Cuidado que este homem é um perigo! É agora que ele vai fugir..lol

«Manuel Verissimo» >> O Dias Loureiro? Tem razão, não fugiu. Mandaram ele embora para gozar a fortuna... e se calar

«Pedro Simões» >> A ex-socia dele (Fatima Felgueiras) andou 2 anos fugida no Brasil... Os outros 2 socios (Vara e Virgilio de Sousa) foram dentro...  - Não votem em corruptos!: Os "crimes" que os políticos cometem nunca serão crimes...

»Fernando Kosta» >> Cuidado: o biltre vingativo está cá fora...

«Jorge Veiga» >> Saiu a fava no bolo-rei!

«Jorge Manuel» >> E tanta gente "boa" "honesta", cá fora… Viva BPN… Viva o BES…

«Fernando Kosta» >> José Sócrates saiu da cadeia mesmo a tempo de ver o Portugal-França mas o seu coração balança entre as duas selecções. “Fui feliz em Portugal e fui feliz em Paris, sinto-me dividido”, explicou o ex-presidiário. “Acho que vou torcer pelo árbitro. Sempre fui muito amigo de árbitros e pessoas que arbitram coisas, como o presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República”. António Costa espera que refugiados vão limpar a cela vazia de José Sócrates no interior do país. Após ter expressado o desejo de ver os refugiados que rumarão a Portugal tornarem-se úteis limpando as matas do interior desertificado, António Costa sugeriu ao IP que comecem por Évora. “Agora que o mister Sócrates saiu da cela, os refugiados podiam limpá-la e quiçá viver nela”, explicou o líder do PS.

«Raul Vaz Osorio» >> O que me dá vontade de rir é a forma insidiosa como se vai dizendo que "Sócrates foi libertado". Libertado? Apenas mudou para uma cela melhor!

«Jorge Baldinho» >> Mas "vossemecês" pensam que isto são os USA, onde, pelo que se vê nos filmes, quando há um crime grave pôem uma equipa de polícias e de MPs a trabalhar só nesse caso? "Vossemecês", acham que se investigam crimes destes em Portugal, com os inspectores da Judite a terem de usar os seus próprios carros sem que lhes paguem por isso, a fazer horas extraordinárias sem que lhes paguem por isso, com um Juíz de Instrução que tem afectos milhares de processos, também eles sujeitos a prazos, com um PR em idênticas circunstâncias, e que se deduz uma acusação tão complexa em 9 meses?.... E ainda se queixam que os homens fiquem com má cara... Pudera... Não haja dúvida que eu preferia estar como o Pinto de Sousa, 9 meses repousado, com todos os privilégios que o sistema prisional pode dar e com todos os milhões cá fora à espera.... Esse sim, saiu com boa cara e descansado, pronto para os joggings matinais. A Justiça tem o seu tempo, que infelizmente, neste cantinho, todos sabemos ser demorada, sobretudo nestes mega processos que envolvem os oligarcas que se protegem uns aos outros. Que queriam?... Uma acusação feita à trouxa moxa para o homem saír limpinho e a gozar com o esquema?... Louve-se a vontade da Justiça de finalmente levar estes casos dos considerados "intocáveis" a sério...

«Carmindo Alves» >> Ainda dizem mal do Juiz Carlos Alexandre!... Tem aqui alguns a dar bitaites que se estivessem no lugar do juiz mandavam logo fuzilar José Sócrates. São só ressabiados.



Publicado por Tovi às 07:44
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2015
Coitadinho do Sócrates

José Sócrates 27Ago2015 jornal Sol.jpg

São uns patifes esta malta do Tribunal da Relação



Publicado por Tovi às 08:29
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2015
Carta de José Sócrates ao JN e à SIC

José Sócrates 09.jpg Évora, 15 de Agosto de 2015

Nove Meses

Dentro de poucos dias completam-se nove meses da minha prisão "preventiva" sem que tenha sido deduzida acusação. Dá que pensar. Espero que, apesar do Verão e da proximidade das eleições, esta data tenha importância suficiente para suscitar uma reflexão no País, no sistema de Justiça e em todos aqueles que acreditam nos valores fundamentais do Estado de Direito, sobre o que aconteceu.

1. Da prisão como prova...

A minha detenção à chegada ao Aeroporto de Lisboa marcou, em definitivo, este processo. O invocado perigo de fuga aparece-nos hoje, distintamente, como aquilo que sempre foi – uma anedota. Não só porque eu vinha a entrar e não a sair do País mas, principalmente, porque as autoridades decidiram esconder e ignorar o e-mail em que lhes comunicava a disponibilidade para comparecer imediatamente para prestar todos os esclarecimentos que me pedissem. O perigo de fuga não foi apenas uma ficção, mas uma burla. Na verdade, a motivação da detenção não foi servir nenhum propósito jurídico legítimo mas encenar uma acção mediática, com impacto público e, claro, com repercussão e consequências políticas. Esta foi a forma de levar muitos Portugueses a pensar que, se prendiam um ex-Primeiro Ministro com todo aquele espalhafato, então não podia haver dúvidas de que estavam na posse de provas, e provas convincentes, para sustentar uma acusação sólida. Afinal, os magistrados arriscavam a própria credibilidade do sistema de justiça. Tenho perfeita consciência das profundas implicações deste raciocínio. Desde o início me apercebi que a minha prisão preventiva “funcionava” aos olhos de muitos como “prova” – a única prova até hoje - dos crimes que me foram imputados. E isto porque há pessoas que tendem simplesmente a pensar: "Se está preso, alguma razão há-de haver". É como se o velho princípio "in dubio pro reo" ficasse invertido: neste processo, é a investigação que goza do benefício da dúvida, não só por parte da opinião pública mais crédula (que, não conhecendo o processo, admite que ele possa conter alguma prova ainda não divulgada e que tenha conseguido escapar às constantes "fugas" ao segredo de justiça...), como por parte até dos próprios magistrados de instâncias superiores (que terão validado inicialmente a minha prisão preventiva porque, face ao que está em jogo, tendem a conceder à investigação uma tolerância inadmissível num processo justo). Daí que uns e outros, cidadãos e magistrados, confiando na Justiça, tenham ficado pacientemente à espera que fossem reveladas as tais "provas convincentes", sem as quais esta prisão terá de ser considerada um abuso imperdoável, estranho à realização da Justiça. Pela minha parte, compreendo que as pessoas precisem de um certo tempo para finalmente se resignarem à ideia de que, por incrível que pareça, a Justiça cometeu mesmo neste caso um erro monstruoso.

2. ...á prisão sem provas

Acontece que já passaram nove meses e o Ministério Público ainda não foi capaz de apresentar a acusação. Julgo por isso ter o direito de vir a público para chamar a atenção do País para um facto indesmentível: a investigação foi incapaz, em todo este tempo, de apresentar uma única prova, e muito menos uma prova convincente, de qualquer crime que me possa ser imputado! Não é nada que me surpreenda: como eu digo desde o primeiríssimo dia, esta é uma acusação totalmente absurda, totalmente infundada e totalmente injusta. Não podem existir provas contra mim por uma razão simples: não pratiquei nenhum crime e sempre exerci com honra e dignidade as funções públicas que me foram confiadas, no serviço exclusivo do País e do interesse nacional. É por isso que esta longuíssima prisão "preventiva" é uma infâmia que me ofende e ofende os valores mais elementares do Estado de Direito. Bem sei, a investigação está ainda dentro do prazo para deduzir a sua acusação. Todavia, perante um processo com evidentes repercussões sociais e políticas, a responsabilidade do Ministério Público era o de apresentar imediatamente as provas e rapidamente apresentar a acusação. Por outro lado, esse prazo também não torna legítima esta prisão preventiva assente em perigos de fuga e de perturbação do inquérito totalmente fantasiosos, e muito menos permite escamotear as fragilidades deste processo que estão bem à vista de todos. O que sabemos, em síntese, é que a investigação "acredita" em duas teses: uma – que o dinheiro que está, ou estava, nas contas bancárias do Engº Carlos Santos Silva é afinal meu; duas – que foi obtido com base em corrupção, sendo depois objecto de operações de branqueamento de capitais e de fraude fiscal. Só que, ao menos num Estado de Direito, um processo criminal e uma medida de privação da liberdade não podem basear-se apenas numa profissão de fé ou em elaboradas teorias e presunções: são necessários factos, indícios fortes e, finalmente, provas convincentes daquilo que se afirma. E é tudo isso que falta neste processo.

3. Um processo "saltitão"

Comecemos pela segunda tese – a da corrupção. Já não é possível disfarçar que este se tornou um processo "saltitão", em que a investigação saltita de uma teoria para outra de cada vez que a anterior esbarra contra a verdade. Bem vistas as coisas, a investigação já "acreditou" em tudo e no seu contrário: que a corrupção, que estaria na origem de tudo, foi praticada em Portugal, em Angola, na Venezuela, talvez na Argélia, de novo em Portugal mas no Algarve (oscilando aqui entre o PROTAL, umas operações urbanísticas nunca identificadas do Empreendimento de Vale de Lobo e um empréstimo concedido pela Caixa Geral de Depósitos, a que sou totalmente alheio) e, ao que parece, está agora em trânsito para o Brasil. Já “acreditaram” também que ela aconteceu nas PPP rodoviárias, na Parque Escolar, no T.G.V. e até no Aeroporto que nunca foi feito, embora sem nunca esclarecer com que intervenção minha nem indicar em concreto o acto que consideram ilícito. Finalmente e sempre segundo a "fezada" da investigação, o "agente corruptor" começou por ser o conjunto das empresas do Engº Carlos Santos Silva, a seguir foi o Grupo Lena, mas evoluiu depois, sem pestanejar, para promotores turísticos e imobiliários com interesses no Algarve, explorando agora novas oportunidades no filão do mercado brasileiro. Perante isto, creio ser legítimo colocar uma simples pergunta: tanta teoria não será demais? O que este enorme desnorte da investigação revela é que todo este processo foi, desde o início, uma enorme precipitação e uma incrível leviandade. Vai sendo tempo de reconhecê-lo.

4. Uma teoria absurda

Se a teoria da corrupção é "saltitona" e absolutamente infundada, a teoria da investigação sobre os movimentos financeiros é simplesmente absurda. Vejamos: então se eu tivesse milhões de euros escondidos na Suíça, a que podia ter acesso fácil, directo e discreto, ia trazer o dinheiro todo para Portugal, colocando-o aqui sob o nome de terceiros e arriscando-me a perdê-lo para sempre ou sujeitando-me, até ao fim da vida, à sua boa vontade e cooperação para conseguir aceder, sempre por esquemas complicadíssimos, a essa “minha” fortuna? E cabe na cabeça de alguém que eu fosse vender património imobiliário que estava em nome da minha família, como "acreditam" que fiz, e até obrigar-me a trabalhar para terceiros, como também "acreditam" que fiz, apenas para receber em troca desse património e desse trabalho o dinheiro que já era meu?! Por outro lado, como explicar que sendo eu “dono” de tal fortuna tenha pedido no ano de 2014 três empréstimos à Caixa Geral de Depósitos, pormenor que a investigação se esforça imenso para esconder? E como explica a acusação que o meu nome não figure na lista de nomes relacionados com as contas na Suíça que as autoridades helvéticas enviaram em resposta à carta rogatória? E como explica ainda que, com dezenas e dezenas de buscas não tenham encontrado nenhum documento, nenhum título que me desse – como sustenta a acusação – acesso a essas contas e ao dinheiro nelas existentes? E, finalmente, como explicar que o meu nome não conste nos documentos bancários que registam quem, em caso de fatalidade ou incapacidade do titular, poderia movimentar o dinheiro e ter acesso à conta (tal como exige a legislação suíça visando, justamente, combater o branqueamento de capitais e as ditas operações de encobrimento por “testas de ferro”)? Na verdade, se a investigação pôde provar alguma coisa foi exatamente o contrário das suas “teses” – que o dinheiro não é, nem nunca foi meu. É por isso que disse e reafirmo: a este processo absurdo não faltam apenas os factos e as provas, falta também um mínimo de lógica. Ao fim destes longos nove (9) meses, creio que é tempo de todos tirarem uma conclusão: fui preso sem que existissem quaisquer provas contra mim. A interpretação mais benigna, embora ainda assim intolerável, é a de que me prenderam "para investigar". Mas há outra. À medida que o tempo passa cresce a legítima suspeita de que este processo tem como verdadeira motivação condicionar as próximas eleições e impedir a vitória do PS. Acontece que isso não compete à justiça, mas à política.

P.S. – O Ministério Público ordenou uma investigação a um cidadão paquistanês pelo facto deste ter decidido comprar um apartamento. A única razão parece residir no facto desse apartamento ter sido meu. Já não se trata, apenas, do respeito que deve às pessoas e aos seus direitos, mas de perder o respeito que o Ministério Público deve a si próprio.

 

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«David Ribeiro» >> As considerações iniciais de José Sócrates sobre a forma como foi preso e a continuação da sua estadia no estabelecimento prisional de Évora, não me merecem muitos comentários, pois é chover no molhado, atendendo a que todos os seus recursos a instâncias superiores sobre esta matéria levaram um “não” redondo dos juízes. É também de notar que o Ministério Público está ainda dentro do prazo para deduzir acusação. Quando às justificações do ex-primeiro-ministro sobre os empréstimos do seu amigo Carlos Santos Silva valem o que valem, à falta de acusação fundamentada e legal do MP. Já a teoria que tudo isto foi paro o PS não ganhar as Legislativas, só demonstra que Sócrates ainda está convencido que os eleitores ainda lhe poderiam dar votos, o que no meu entender é ele a sonhar.

«Jorge Manuel» >> Se o Sócrates fosse a eleições ganharia com maioria absoluta..! Há mts paixões por ele.. smile emoticon

«Fernando Allegro» >> Realmente é perseguição. Mais de 30 juízes confirmaram a prisão mas claro que é uma conspiração. Consta que também estão envolvidos a Branca de Neve e dois dos sete anões.

«Diamantino Hugo Pedro» >> Os outros 5 anões também estão metidos, andam é a disfarçar.

«Manuel Rodrigues» >> E há ainda uma anã que quer ser Presidente da Republica!!!!!



Publicado por Tovi às 08:49
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Sábado, 18 de Julho de 2015
José Sócrates... e as mulheres

José Sócrates e as mulheres Jul2015.jpg

Ai sim?... Pois cá por mim está perdoado



Publicado por Tovi às 08:57
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Terça-feira, 14 de Julho de 2015
Grupo Lena a contas com a Justiça

Grupo Lena 14Jul2015.jpg

Ao que parece não era só para José Sócrates que "sobrava" dinheiro neste grupo ligado à Engenharia, Construção, Serviços, Ambiente e Energia.

Muito jeitosa esta malta do Grupo Lena



Publicado por Tovi às 17:53
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Terça-feira, 30 de Junho de 2015
Presunção e água benta...

...cada qual toma a que quer

TSF e DN 30Jun2015.jpg

Com toda a presunção de inocência devida a José Sócrates, mas não esquecendo que por várias vezes tribunais superiores indeferiram pedidos de saída de prisão preventiva, o que o ex-primeiro-ministro dá a entender ser a sua intenção é que este “Processo Marquês” seja visto como um processo político e não um processo de delito criminal. É que os portugueses acabam por perdoar tudo a um político… já a um criminoso a coisa muda de figura.



Publicado por Tovi às 00:23
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Sábado, 20 de Junho de 2015
Revelações da "Nova Gente"

Nova Gente Jun2015.jpg

Até a Nova Gente vende à custa do "44"... Já começo a ter pena de Sócrates



Publicado por Tovi às 15:59
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2015
Vale do Lobo a contas com a Justiça

José Sócrates Vale do Lobo Público 14Jun2015.jp

Mais um... Não tarda muito temos uma equipa de futebol nesta "telenovela" do Processo Marquês

Para já os “seleccionados” para esta “equipa” são: José Sócrates, ex-primeiro-ministro; Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates; Gonçalo Trindade Ferreira, advogado da mãe de Sócrates; Inês Pontes do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva; João Pena, motorista do antigo primeiro-ministro; Paulo Lalanda Castro, administrador da farmacêutica Octapharma; Joaquim Barrocas, administrador do Grupo Lena; Diogo Gaspar Ferreira, director executivo de Vale do Lobo.



Publicado por Tovi às 08:28
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2015
José Sócrates em confronto com Rosário Teixeira

Revista Sábado 10Jun2015.jpg

Assim não vale… contam de uma só vez uma quantidade de episódios da “telenovela” Processo Marquês e a gente nem tem tempo para perceber a história

 

  Para memória futura

José Sócrates pediu a palavra. “O que tenho a dizer é muito desagradável, mas tenho de o dizer: estas imputações são falsas, todas elas. Não há neste documento um pingo de verdade. E lamento que o Ministério Público não se interesse pela descoberta da verdade, mas que esteja mais concentrado na perseguição”.

Sócrates acusa Rosário Teixeira de o insultar, acusando-o de ser corrupto “só por ter um contrato com uma farmacêutica”.

O procurador Rosário Teixeira levanta novas suspeitas sobre as operações de compra da antiga quinta em Sintra de Domingos Duarte Lima, nomeadamente com passagens de propriedade para um primo de Sócrates e, depois, para um empresário do grupo Lena. A resposta de Sócrates foi no mesmo registo: “E, portanto, como era do meu primo é meu. Pronto, é assim que os senhores fazem imputações. Epá, parabéns”.

Rosário Teixeira volta à quinta de Sintra. E Sócrates a negar conhecer o local ou sequer de ter conversas sobre o assunto: “Não me lembro de nada disso. Eu não sou íntimo do Duarte Lima. A não ser que queira pôr aqui que, como era propriedade do Duarte Lima, então pertencia ao Sócrates. Não quer acrescentar?“.

O procurador não desistiu e falou da venda da quinta e de um pagamento feito a Carlos Santos Silva, no valor de um milhão de euros, mais estranho quando o empresário não figurava como dono do terreno. Sócrates ironizou: “É natural, é meu”.

Rosário Teixeira perguntou a Sócrates se conhecia os negócios do seu primo no que respeita aos terrenos em Vale do Lobo e em Angola, também na mira do MP. A resposta foi negativa e veio com um desafio: “Pergunte-lhe a ele, não o posso ajudar”.

“Como é que o senhor se atreve a fazer-me imputações de corrupção em casas da Venezuela, concessões rodoviárias, TGV, Parque Escolar e, agora, o aeroporto? Se tem algum elemento, faça o favor de me apresentar”, disse Sócrates.

Rosário Teixeira perguntou: “Admite que alguma vez o senhor Carlos Santos Silva tenha pedido contrapartidas à Lena invocando o seu nome?”. E Sócrates respondeu: “Não, não admito, porque tenho a melhor das ideias do Carlos Santos Silva”. E acabou por desabafar: “Escreve aqui corrupção e pronto. Isso é só para me manterem na prisão. Não consegue precisar nada”.

Rosário Teixeira falou de uma “coincidência entre um pagamento a Hélder Bataglia e a aprovação pelo Governo de então do Plano de Ordenamento que autorizaria o empreendimento. Resposta de Sócrates: “A única coisa que sei de Vale do Lobo é o restaurante onde ia de vez em quando jantar. Não faço ideia quem são os accionistas”.

Nova pergunta do procurador: “Porque é que houve então um pagamento da parte de Vale do Lobo a Carlos Santos Silva?”. Resposta: “Desculpe lá, mas eu sei lá isso”.

Sócrates fez acusações sucessivas aos procuradores e ao modo como o estavam a “perseguir”. Rosário Teixeira respondeu que o tratava “como outra pessoa qualquer”, Sócrates reagiu dizendo que não, numa frase entendida por Rosário Teixeira como ofensiva. “Desculpe, eu não estou a ofendê-lo, estou a criticá-lo (…). O sr. procurador não pode ser assim uma virgem vestal a quem não se pode dirigir uma crítica”.



Publicado por Tovi às 08:50
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Domingo, 7 de Junho de 2015
Sócrates em casa com pulseira electrónica?

Pulseira electrónica.jpg

Parece que vai haver uma alteração importante no enredo da "telenovela" Processo Marquês... O Ministério Público está disposto a pedir a alteração da prisão preventiva de José Sócrates para "em casa com pulseira"... Aguardemos para ver o que diz o "preso 44" que segundo a lei tem que se pronunciar se concorda ou não.

 

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«Gianpiero Zignoni» >> Irá começar o processo de "inocentização"?

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Mas a modalidade da bola de ferro presa ao pé não seria mais apropriada?

«David Ribeiro» >> Ainda não percebi bem o que disse o seu advogado, qualquer coisa como "até nem estou muito interessado em que o Sr. Engenheiro vá para casa com pulseira elctrónica"... Será só para despistar?

«Jorge Veiga» >> não vou dizer o que penso disto David Ribeiro. Ainda passo a falar só do Jasus...

«Carlinhos da Sé» >> Ó David Ribeiro, eu também ouvi, acho que dar a entender que o ministério público quer que o Sócrates se pire...

«Jorge Veiga» >> olha que dava jeito...

«Carlinhos da Sé» >> Então não dava?

«David Ribeiro» >> É nisto que eu considero o Processo Marquês uma autentica "telenovela"... nunca se sabe como vão ser os novos capítulos, embora o enredo até pareça simples.

«Jorge Veiga» >> e muda de conteúdo conforme as audiências...

«David Ribeiro» >> Exactamente!...

«Carlinhos da Sé» >> Eu já vi este filme... O Sócrates pira-se, mandam alguém tirar-lhe a tosse, e a justiça concluiu que, afinal foi ele que matou a velha no Brasil.

«Jorge Veiga» >> A estriar brebemente na TBI a última telenobela nacional "As Abenturas do 44" (do género dos 5 na Ilha do Tesouro...)

 

  Declaração de José Sócrates

Ao fim da tarde de segunda-feira, 8 de Junho, o ex-primeiro-ministro detido em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora, fez chegar à comunicação social o seguinte:

DECLARAÇÃO

A minha prisão constituiu uma enorme e cruel injustiça. Seis meses sem acusação. Seis meses sem acesso aos autos. Seis meses de um furiosa campanha mediática de denegrimento e de difamação, permitida, se não dirigida, pelo Ministério Público. Seis meses de imputações falsas, absurdas e, pior – infundamentadas, o que significa que o Ministério Público não as poderia nem deveria fazer, por não estarem sustentadas nem em indícios, nem em factos, nem em provas. Seis meses, enfim, de arbítrio e de abuso.

Aqui chegados, que cada um assuma as suas responsabilidades. A minha prisão foi uma violência exercida injustamente contra mim, mas foi-o de forma unilateral – foi-me imposta. Esse acto contou sempre com o meu protesto e o meu repúdio; nunca com o meu silêncio e muito menos com o meu assentimento. Agora, o Ministério Público propõe prisão domiciliária com vigilância electrónica, que continua a ser prisão, só que necessita do meu acordo. Nunca, em consciência, poderia dá-lo.

Por outro lado, não posso ignorar – nem pactuar – com aquilo que, hoje, para mim, está diante dos olhos: a prisão preventiva usada para investigar, para despersonalizar, para quebrar, para calar, para obter sabe-se lá que “confissões”. Também não ignoro – nem pactuo – com a utilização da prisão domiciliária com vigilância electrónica como instrumento de suavização, destinado a corrigir erros de forma a parecer que nunca se cometeram. Estas “meias-libertações” não têm outro objetivo que não seja disfarçar o erro original e o sucessivo falhanço: depois de seis meses de prisão, nem factos, nem provas, nem acusação.

Meditei longamente nesta decisão, no que ela significa de sacrifício pessoal e, principalmente, no sacrifício que representa para a minha família e para os meus amigos, que têm suportado esta inacreditável situação com uma extraordinária coragem. Todavia, o critério de decisão é simples – ela tem que estar de acordo com o respeito que devo a mim próprio e com o respeito que devo aos cargos públicos que exerci. Nas situações mais difíceis há sempre uma escolha. A minha é esta: digo não.



Publicado por Tovi às 07:44
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Domingo, 31 de Maio de 2015
Nos bastidores da “telenovela” Processo Marquês

José Sócrates 09.jpg

Segundo uma grande reportagem do Expresso sobre os dias do recluso 44, baseada em relatos de pessoas ligadas ao ex-primeiro-ministro e no livro ‘Cercado’, de Fernando Esteves, o dia do José Sócrates no estabelecimento prisional de Évora começa às 8h00 da manhã com uma contagem. Sai depois da cela, onde está sozinho, e toma o pequeno-almoço no refeitório – café com leite, pão e fruta. Seguem-se 40 minutos de jogging. Às vezes, Sócrates joga futebol ou vai ao ginásio. O resto do dia, até às sete da tarde, é passado no recreio da cadeia ou na cela, com 3 metros de largura por 4 de comprimento, um espaço constituído por uma cama, uma mesa, uma televisão de 17 polegadas, um lavatório e uma sanita, que tem de ser limpo pelo próprio. Fechado 13 horas por dia, José Sócrates tem um cartão telefónico com plafond, mas só pode ligar para 10 números. Passa a maior parte do tempo a escrever, ler e ver séries de TV – 'Guerra dos Tronos', 'os Sopranos', 'Boardwalk Empire' e 'True Detective'. Nem todos os DVDs destinados a Sócrates entram na prisão. Às vezes os guardas alegam que já tem muitos. Vários alimentos podem entrar mas muesli, os seus cereais preferidos, foram proibidos, assim como um cachecol do Benfica. As polémicas botas também voltaram para trás, mas, apesar de o regulamento não autorizar este tipo de calçado, Sócrates pode manter as que tinha calçadas no dia da detenção.

 

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«Zé Carlos» >> Uma "biolência" não o deixarem comer cereais muesli !!!



Publicado por Tovi às 11:49
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