"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Morreu Manuel Dias

ImagemCom 73 anos de idade morreu na passada sexta-feira, no Hospital Santo António, no Porto, Manuel Dias (Manuel Artur dos Santos Dias), jornalista da RTP e de O Primeiro de Janeiro, especializado nas áreas de desporto e de cultura, autor de vários livros sobre a cidade do Porto e co-autor da peça de teatro "Um Cálice de Porto", representada pela companhia Seiva Trupe e que esteve dois anos consecutivos em cena nos inícios dos anos oitenta do século passado.

  

O meu amigo «jms» escreveu no NovaCrítica-vinho:

Morreu um amigo meu.
O Manuel Dias não mais vai corrigir-nos sobre a construção de uma frase ou a utilização indevida de uma palavra ou expressão!
O Manel Dias, nos seus 73 anos, era uma pessoa tão vivida e tão culta que não tinha idade, era da idade dos seus amigos.
O Manel, com os seus conhecimentos clássicos e superiores, obtidos no liceu, na vida no estudo próprio, que não na academia, às vezes aparentava superioridade, mas era a humildade em pessoa.
Era a humildade que o tornava desajeitado e o fazia ter dificuldades na negociação para as edições dos seus livros de ficção, de crónicas, sobre a sua cidade, o Porto, sobre desporto e o seu F.C. do Porto. Este era o Manel Dias, com muitos e grandes amigos espalhados pelo país, com nome feito no Primeiro de Janeiro, na RTP, no teatro. Penso que achava que a sua maior obra eram os filhos, por isso fazia questão de que ficasse escrito na biografia resumida de cada livro que era pai de três filhos, nomeando-os.
Fez nos últimos 20 anos tertúlia comigo e outros à mesa do café ou pelas mesas e sofás das nossas casas, onde qualquer coisa servia de pretexto para encontros. Tinha tendência para achar a cerveja fresca demais e cultivava o copo de leite antes de deitar. Sempre, ao que dizia.
Foi um grande homem. Faleceu na sexta-feira e eu tinha-me despedido dele na segunda–feira anterior. Uma semana depois acompanhá-mo-lo à última morada. Éramos muito, como ele merecia.
Ainda bem que gostaste do último vinho que lá bebeste em casa.
Ergo em tua homenagem o teu “Cálice de Porto”!
Sinto-me mais só.
«rafel de zafra» / AzulJasmim ⇒ SEA ESTA COPA POR UN BUEN ENÓLOGO QUE YA DISFRUTA DEL DIVINO NÉCTAR CERCA DE DIOS. SEA POR TÍ CON MIS RESPETOS.


Publicado por Tovi às 19:09
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008
Os "velhadas"... com eu!...
«zézen» / ViriatoWebLevantei-me às 6 (com dores de garganta - pensei que era uma angina) para ir passear o Boris, depois de me refrescar e lavar a cremalheira, apercebi-me que tinha a "campaìnha" muito inchada e que isso me impedia de respirar pela boca. Como isto jà me aconteceu hà dez anos e de forma mais séria, fui directamente às urgencias do hospital do bairro. Foi assim:
7.30 entrega de documentos pessoais. (escrevi num pequeno bilhete que não podia falar e que respirava com dificuldade)
7.31 chegada da maca
7.32 entrada na sala de reanimação n°3
7.33 colocação de sondas, electrodos etc...
7.34 Minutorização de Pulso, respiração e coração.
7.35 Uma mijinha num copo e uma pica pica para anàlise de sangue.
7.37 Soro e injecção mais tubo à frente das narinas para respirar.
Os três enfermeiras que me atenderam numa das dez camas disponìveis, saìram e fiquei à espera do médico.
7.40 Chegada do médico.
7.43 Saìda do médico, depois de me ter dito que estava tudo bem e que supostamente o problema era devido a uma alergia.
7.45 / 11.00 descanso e uma pequena naninha.
11.00 Acordado por uma enfermeira. "O senhor deseja comer ou beber ? Àgua, café, sumo, sopa ?
11.15 Médico. O senhor pode ir para casa, està tudo em ordem o seu problema é de facto devido a uma alergia. Leve estes medicamentos para tomar durante a semana e... se houver qualquer problema telefone ou venha cà.
Conclusão: 1) Hospitais com técnicos de enfermagem e médicos bem formados;
2) Hospital bem equipado e organizado; 3) Hospitais com mais camas que doentes.
Obrigado à sociedade Solidària
«Viriato» / ViriatoWebem que hospital de Portugal foi isso ? :mrgreen:   eu sei bem que foi na Bélgica,   porque se fosse em Portugal, eras enterrado amanhã ! :twisted:
«zézen» / ViriatoWebFoi no bairro onde vivo. :mrgreen:
«XôZé» / ViriatoWebAs melhoras Zé. :)
Tiveste sorte em estares no sitio e à hora certa. :grin:
Como muito bem disse o Viriato, neste momento os teus amigos aqui do fórum já tinham colocado a arejar no estendal, o fato preto. 8-)
Ó «zézen», tu não estavas nada doente... Apeteceu-te ir ao hospital ver se estava tudo a funcionar... :whistle:
«zézen» / ViriatoWebObrigado Amigos, felizmente isto jà està muito melhor, graças à eficàcia da equipa, ao "Medrol" e ao "Xyzall" . :P
«XôZé» / ViriatoWebTangas... :P
Acredito piamente no Tovi. :fcp:
Pessoa mais credível que ele, nunca vi! :grin:
«zézen» / ViriatoWebDesde quando é que dàs vivas ao porto, pà ? :twisted:
deves andar com muita falta de afecto :mrgreen:
«XôZé» / ViriatoWeb ⇒ Hoje almocei umas divinais favas com rodelas de chouriço e entremeada, acompanhadas por uma salada de alface, ambas cultivadas na horta que o meu irmão criou na quinta dos meus pais. A confecção coube à minha querida mãe. Lembrei-me de aqui relatar-vos isto apenas para recomendar ao zézen que vá à fava! :twisted:
Maravilhoso!... E o que é que se bebeu?... :?
«XôZé» / ViriatoWebÁgua do Fastio. Só consumo bebidas alcoólicas (cerveja) ao final da tarde e (vinho) ao jantar, desde que o repasto a isso convide. 8-)
Água de Fastio?!?!?... Estás pior do que a minha médica de família me disse estar eu!... Não te cures e depois não me venhas dizer que estás como o «zézen», que até teve que ir ao hospital...


Publicado por Tovi às 19:59
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Segunda-feira, 31 de Março de 2008
Eça de Queiroz

Nas obras de Eça de Queiroz os vinhos portugueses em geral e o Vinho do Porto em particular, marcam e matizam o seu estilo. N’ O Crime do Padre Amaro, o cónego Dias abre uma garrafa, "não do seu famoso Duque de 1815" (*), mas do seu "1847", também um Porto de um grande ano. Mas, no mesmo romance, o abade da Cortegaça, no famoso jantar do meio-dia, serviu aos amigos o finíssimo néctar do qual dizia, depois de o fazer reluzir à luz na transparência dos copos: Disto não se bebe todos os dias.
 
(*) O Vinho do Porto Duque de 1815 é um vintage daquela data, em homenagem ao Duque de Wellington, vencedor de Napoleão em Waterloo. Ainda antes de ser titulado Duque, o Tenente-General Arthur Wellesley teve uma brilhante actuação militar nas Guerras Peninsulares em Portugal e Espanha, tendo enfrentado com êxito o Marechal Soult, no Porto, o General Massena, no Buçaco, além de ter sido protagonista em outros feitos militares. Mereceu do Príncipe Regente D. João, no Brasil, em 1811, o título de Visconde do Vimeiro. Também teve em Portugal o título de Marquês de Torres Vedras.


Rótulo de garrafa de Vinho do Porto de Adriano Ramos Pinto, comemorativo do centenário da morte de Eça de Queiroz (Arquivo Histórico da Adriano Ramos Pinto - Vinhos S. A.)

E nas minhas passeatas pela NET encontrei este texto de J. A. Gonçalves Guimarães, Mesário-mor da Confraria queirosiana, sobre Eça de Queiroz e o Vinho do Porto: Lendo Eça, meditando no que ele escreveu e procurando mesmo aspectos novos e desconhecidos na sua vida e obra, talvez compreendamos que “ora o inglês [já não] é o nosso maior freguês: e não teremos pois de ora em diante quem nos consuma na sua quase totalidade o nosso Vinho do Porto; os nossos minérios, as nossas frutas, o nosso sal, a nossa cortiça. Para não arruinar o Porto, Aveiro, Setúbal, o Alentejo, etc., seremos forçados a procurar novos fregueses - o que, neste século de áspera, feroz, tumultuosa concorrência, se vai tornando a mais pavorosa das dificuldades humanas”. (O «Ultimatum» in Cartas Inéditas de Fradique Mendes, p. 249). Isto escreveu Eça há mais de cem anos; desde então ainda estamos a procurar “quem nos consuma na sua quase totalidade o nosso Vinho do Porto”, insistimos em vender os nossos fracos minérios, deixamos apodrecer as frutas nas árvores, já importamos sal e derrubamos sobreiros para fazer condomínios fechados. Ah! E somos europeus.




Domingo, 30 de Março de 2008
Carta de amor de Gertrudes a Camilo

Já agora vejam esta enternecedora carta de amor de Gertrudes a Camilo que encontrei no blog "2 Dedos de Prosa e Poesia":
  
OS MANUSCRITOS GERTRUDES
 
[Carta XII - São Cosme, 15 de Julho de 1854, Sábado]
 
Sábado - dez da manhã.
 
Nunca esperei carta tua com tanta ansiedade como a que experimento desde ontem: nunca vi aproximarem-se as horas de a receber com tanto sobressalto e agitação como agora.
O que me dirás?
Escreves-me talvez neste momento em que eu ainda sem ter recebido a tua carta, principio a escrever-te a que deve ser a resposta!
O que se passa, pois, no teu coração, que vem ecoar tão profundamente no meu?
É impossível que esta hora não seja de grande peso, e de grande influência para a minha vida, porque eu sinto alguma coisa de muito estranho a dominar-me.
Não poderia dizer-te precisamente o que é; porém sentindo-me ligada a ti tão estreitamente que, se o ar que respiro não é o que respiras, a vida que vivo deve ser a que tu vives, experimento ao mesmo tempo alguma coisa de tão lacerante que deve semelhar-se ao que deveria sentir, se quebrasse esta cadeia invisível que me prende a ti!...
Espero a tua carta: não posso escrever-te mais, assim como não posso deixar de o fazer.
 
Às três horas da tarde
 
Compreendo-te!
O meu coração não se tinha enganado! Ele devia sentir o que sentiu nessas horas que passaram.
Deus, na sua bondade infinita permitiu que eu tivesse com antecipação o pressentimento da impressão que ia receber, como se quisesse - por um excesso d’amor - preparar-me para ela. E do meu coração que se ergue até ao Seu trono um louvor infinito pela força que me dá, e que parte para ti, um agradecimento imenso e profundo pela delicadeza com que procuras fazer-me ver a verdade.
Eu devia compreender-te, e compreendi-te, até mesmo no que me não disseste.
”Ao teu abismo não pode já descer a mão d’alguém!”
Não pode? Seja.
Eu compreendo-te — acredita-o.
Se a nossa correspondência deve terminar — termine, pois — não quero, nem preciso saber porquê.
Não pode continuar?... Basta; não continuará. Nenhuma mulher se engana a respeito do sentimento que inspira, e das impressões que causa: eu não quero, nem tento iludir-me.
Os teus versos, são a resposta à minha carta de 5ª feira — recebi-os como recebo tudo de ti; recolhi-os no coração, e guardo-os lá como guardo a crença, e a esperança d’uma vida melhor.
Adeus.
Acredita que em todo o tempo, seja qual for o destino que no futuro tenha de cumprir, serás para mim sempre o mesmo homem que foste desde que o teu nome me chegou ao coração: o mesmo que és neste instante em que te escrevo— aquele que ninguém ainda em ti encontrou — e por isso o sentimento que te dou, a ninguém o dei, e de ninguém o receberás. Pelo coração sempre tua irmã "
 
Gertrudes
 
in "Os manuscritos Gertrudes
...diário íntimo e cartas de amor de Gertrudes da Costa Lobo a Camilo Castelo Branco"

por Manuel Tavares Teles

  

  

Atenção: Esta Gertrudes, a Gertrudes da Costa Lobo, não é a Gertrudes cozinheira que morreu no desastre do Cachão da Valeira. A primeira era uma culta portuense perdida de amores pelo escritor. A segunda era cozinheira no restaurante do Grande Hotel de Paris (rua da Fábrica no Porto), fundado em 1888 e onde Camilo Castelo Branco viveu durante um período particularmente depressivo da sua vida e do qual recuperou graças às artes mágicas da cozinheira Gertrudes.



Publicado por Tovi às 10:51
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Camilo Castelo Branco

Também contemporâneo de Dona Antónia (1811-1896) e do Barão de Forrester (1809-1862) foi Camilo Castelo Branco (1825-1890) que não morria de amores pelo escocês, como se pode ver no seu livro O VINHO DO PORTO Processo de uma Bestialidade Inglesa (Colares Editora – Comprado no Verão2005 na FNAC - 8,55 €).
  
Camilo Castelo Branco
  
O prefácio é do ilustre camilianista José Viale Moutinho, que nos diz ser esta obra uma zurzidela de Camilo num cidadão inglês baronizado em Portugal (Barão de Forrester), que a sabedoria das nações, sobretudo a da nação portuguesa, entende elogiar como um dos pioneiros da salvação do mesmo Douro. Parece que esta obra não terá sido mais que uma espécie de vingançazinha literária, cheia de pilhéria, de Camilo em relação a Joseph James Forrester, por este ter arrastado no trágico naufrágio do Cachão da Valeira a cozinheira Gertrudes, com quem o escritor tinha tido um relacionamento.
A primeira edição saiu em 1884, através da Livraria Civilização, de Eduardo da Costa Santos, do Porto e na dedicatória Camilo escreveu: A Tomás Ribeiro. Como sei que o teu amor às pérfidas tretas e manhas de Inglaterra não é dos mais acrisolados, venho oferecer ao teu sorriso uma espécime de bestialidade inglesa.



Publicado por Tovi às 10:17
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Sábado, 29 de Março de 2008
A Ferreirinha da Régua

Foi contemporânea do Barão de Forrester a Dona Antónia Adelaide Ferreira (1811-1896), uma figura impar da história portuguesa da segunda metade do século XIX.
 
A Ferreirinha da Régua 
    
Esta grande proprietária duriense celebrizou-se como administradora da maior casa agrícola do Douro. Já o seu bisavô em 1751 exercia o comércio do Vinho do Porto.

A Ferreirinha da Régua, como carinhosamente era conhecida, casou em primeiras núpcias com seu primo António Bernardo Ferreira (1812-1844), o homem que fez da Quinta do Vesúvio uma das melhores propriedades do Alto Douro, e em segundas núpcias com o banqueiro Francisco José da Silva Torres, que em muito contribuiu para o prosperidade do comércio dos vinhos desta região.



Publicado por Tovi às 14:36
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Sábado, 22 de Março de 2008
Violência nas escolas (IV)

«Carlos Silva Barbosa» ⇒ Eu tenho 47 anos e fiz o meu percurso escolar, até à adolescência, no Antigo Regime. Não vou politizar a questão, simplesmente porque não me apetece. No meu tempo, quando o Professor (figura respeitada por todos) entrava na sala, todos se punham em pé. Acho que nunca passou pela cabeça de ninguém da minha (e de outras) geração, discutir com um professor, quanto mais partir para uma agressão. E não era por medo. Era mesmo porque não passava pela cabeça de ninguém. Só dois apontamentos, para finalizar: Gostei muito do vídeo, principalmente daquela parte em que se ouve "a velha vai cair". O segundo, para dizer que tenho uma filha adolescente que, espero eu, não tem esses instintos. Caso contrário, o assunto seria resolvido por mim. Em casa. E à Antiga Portuguesa.



Publicado por Tovi às 16:00
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007
Ricardo Ferraz - "Senhor Boxe"

Pois é… No “ViriatoWeb” é sempre assim… Começamos a falar da “alhos” e acabamos a falar de “bugalhos”, ou seja, neste caso passamos da Boavista, uma zona da cidade do Porto, para o Ricardo Ferraz, grande impulsionador do boxe nacional.

 «ZéZen» ► Tovi, podes pôr aqui a ficha pessoal do Ferraz, treinador de boxe do sportem, dos paras e dos fuzileiros nos anos 70?  E jà agora, gostaria de saber se ainda vive. Muito obrigado pela atenção. (Pelo que me apercebi, treinou o preto do Vivi)

 «Tovi» ► Como eu já aqui disse o Ricardo da Costa Ferraz morreu em Janeiro de 2006.

Alguns dados sobre Ricardo Ferraz
Ricardo Ferraz dedicou uma carreira de perto de 40 anos ao boxe português, tendo como ponto alto a presença nos Jogos Olímpicos de Moscovo, em 1980, como treinador de João Miguel "Paquito", o único pugilista luso a marcar presença na competição olímpica. Apesar da carreira efémera como praticante, Ricardo Ferraz ficou conhecido como o "senhor boxe", distinguindo-se como técnico - no Sporting orientou alguns dos melhores pugilistas portugueses - e dirigente desportivo, tendo sido também presidente da Associação de Boxe de Lisboa. (Fonte: Jornal Público)

O Mestre Ferraz, figura central e impulsionadora do boxe nacional, para além de treinador e coordenador da secção de boxe do Sporting e treinador da Federação Portuguesa de Boxe, foi, desde 1971 o responsável pelo treino desta modalidade na Academia Militar e ainda treinador da sua equipa de futebol. Para além da excelência da sua contribuição profissional para o treino dos seus alunos, o Mestre Ferraz deixou também pela sua dedicação e espírito de sacrifício, um contributo humano assinalável na formação moral e cívica dos cadetes-alunos desta Academia. Nas suas frequentes visitas à Academia Militar o Mestre Ferraz mantinha viva a chama do passado, convivendo com muitos dos seus antigos alunos, de Capitães a Generais e fascinando os jovens Oficiais e cadetes-alunos com as histórias da sua vida e o seu espírito sempre jovem e lutador. Ao longo da sua carreira recebeu vários louvores, concedidos pelo Comandante da Academia Militar, tendo sido condecorado com a Medalha de D. Afonso Henriques, Patrono do Exército. (fonte: "site" da Acadenia Militar)




Boavista
Há uns dias falávamos no “ViriatoWeb” do Boavista Futebol Clube e rapidamente se passou para a Boavista, uma das zonas mais carismáticas da cidade do Porto e onde resido há mais de trinta anos. Ora vejamos:

«Tovi» Seta Eu sou sócio do Boavista desde 1980 Exclamação

«Viriato» Seta jà existia o Boa Vista ?

«Tovi» Seta Eu sou do Boavista (Boavista Futebol Clube)!... E vivo na zona da Boavista (um dos sítios mais “chic” da cidade do Porto)!... Boa Vista é um município do estado da Paraíba no Brasil. E segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 a sua população era estimada em 5.578 habitantes, com uma área territorial de 477 km². Um lugarejo, para o meu conceito de "zona residencial"... Só a minha freguesia (a de Cedofeita, no Porto), tem 25 mil habitantes.

«ZéZen» Seta Vai-te a ele Tovi, não o largues. Sorrindo

«Viriato» Seta então se moras na Boavista, deves conhecer o Professor Inàcio, um grande amigo meu professor de musica , que também mora aì ! Legal

«XôZé» Seta Essa trás água no bico... Legal  Se a Boavista fosse uma ruela toda a gente se conhecia mas aquilo é grande como o caraças! Contente

«Tovi» Seta "Professor Inácio" - Estás a falar do Nuno Inácio, natural da Ericeira e que iniciou os seus estudos musicais aos oito anos de idade na Filarmónica Cultural da Ericeira?... E que dois anos mais tarde, na Escola de Música "Luís A. M. Rodrigues", em Torres Vedras, começou o curso complementar de Flauta Transversal?... E que aos 18 anos ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa, nas classes de Anthony Pringsheim (Flauta) e de Olga Prats e Fernando Fontes (Música de Câmara)?... E que nesse mesmo ano, em Inglaterra, foi aceite como aluno de um dos mais célebres flautistas internacionais, Trevor Wye, sob a orientação do qual estudou durante dois anos?...
Não sei se sabes mas desde 1997 que colabora na Orquestra Gulbenkian... E a partir de 2001 passou a ser regularmente convidado para desempenhar o lugar de 1.º flauta-solista na mesma Orquestra. Já agora informo-te que o Inácio assumiu em 1999 as funções de professor de Música de Câmara na Escola Superior de Música de Lisboa, além de leccionar Flauta Transversal na Academia Nacional Superior de Orquestra. Também já orientou "masterclasses" do seu instrumento na Academia de Música de Santa Maria da Feira, na Academia de Música de Ovar, na Academia de Música de Ourém e em Montalvo (Oficina da Música).

«Viriato» Seta nada disso. estou a falar do GRANDE INACIO , professor de musica e que acompanha o Nel Monteiro ! ele sozinho , com 3 teclados , substitui um conjunto inteiro ! ttambém tinha là um amigo que andava na boxe , chamado FERRAZ. nunca ganhou, mas ficou muitas vezes em segundo ! Endemoniado

«XôZé» Seta Logo vi que o Viriato não tinha nada a ver com o "curso de flauta transversal"... Contente  Só no teclanço. Endemoniado

«Tovi» Seta "GRANDE INACIO , professor de musica e que acompanha o Nel Monteiro !" -
Estás então a falar do Professor Inácio Simões que toca acordeão na Orquestra Lusitana, formada por sete músicos e duas bailarinas, e que é considerada a banda oficial do teu amigo Nel Monteiro?... Não conheço, mas se mora cá para as minhas bandas é seguramente boa pessoa. Já agora, será que esse tal Prof. Inácio é adepto dos Panteras Negras?...

«Tovi» Seta "também tinha là um amigo que andava na boxe , chamado FERRAZ" - Estás a falar do Ricardo da Costa Ferraz, antigo director técnico nacional e presidente da Federação Portuguesa de Boxe?... Já morreu!... O seu corpo repousa desde Janeiro do ano passado no cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

«Viriato» Seta eu sei que jà morreu, por isso eu disse " também tinha là " ! Chorando ou muito triste

«XôZé» Seta Não cansem mais o Tovi p.f. Triste  Senão o motor de busca avaria. Gargalhando


Publicado por Tovi às 19:07
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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Miguel Torga (III)

Eu vi este documentário na RTP2!... E estou plenamente de acordo com o que escreveu José Pacheco Pereira no Abrupto:

O documentário sobre Torga - Parece que não se conseguia sair das fragas, do húmus, do telúrico, dos rochedos, dos pés mergulhados na terra, e que não havia mais a dizer sobre Torga. Se calhar não há. Mas, nos depoimentos a qualidade do documentário melhora e muito. Quer Eduardo Lourenço, quer, em particular, António Barreto, diziam coisas interessanrte e que podiam e deviam ser exploradas no filme, para além das das fragas, do húmus, do telúrico, dos rochedos, etc., etc. Os depoimentos de Barreto sobre como o Douro foi feito de um enorme “sofrimento” explicavam muito da recusa do bucólico de Torga. Mas muito do que era interessante para se perceber Torga, por exemplo a influência de Unamuno, ficava por tratar. A dificuldade do script voar para além do lugar-comum era evidente.



Publicado por Tovi às 00:43
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007
Miguel Torga (II)

Comentários ao meu post de ontem, sobre Miguel Torga:

«Ana Alexandre» Seta Bem lembrado... O pior foi mesmo, segundo consta, o total desinteresse do Governo pela data Chorando ou muito triste

«XôZé» Seta Parece que só o Governo não se lembrou dele... rolando os olhos

«Tovi» Seta Pois… Parece que sim. E quem é que mandou o Torga nascer em pleno mês de Agosto?... Todos sabemos que a classe política (e não só…) vai toda de férias nesta altura. rolando os olhos

«mlpaiva» Seta A minha opinião é outra: é que sendo Torga socialista, não pertence à família actualmente no poder ou, melhor dizendo, a família actualmente no poder... A minha Mãe sempre considerou Torga o mais "nobelável" dos nossos escritores, talvez comungando da ideia de que com o Douro poderíamos assombrar o mundo.

«Tovi» Seta Meu caro «mlpaiva», a Senhora Sua Mãe tem toda a razão…


Incompreensivelmente na biblioteca cá de casa não existia nenhum exemplar da obra PORTUGAL (1ª edição em 1950) do Miguel Torga. Fui hoje à FNAC e comprei uma edição das Publicações Dom Quichote (7ª edição, 1ª na Dom Quichote)...

Já não devo ir hoje para a cama sem ler todo este livro, que começa assim:

Pátria

Soube a definição na minha infância.
Mas o tempo apagou
As linhas que no mapa da memória
A mestra palmatória
Desenhou.

Hoje
Sei apenas gostar
Duma nesga de terra
Debruada de mar.



Publicado por Tovi às 22:10
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Domingo, 12 de Agosto de 2007
Miguel Torga

12 de Agosto de 2007 Arrow Faz hoje cem anos que nasceu em São Martinho de Anta, freguesia do concelho de Sabrosa, em pleno Douro Vinhateiro, Adolfo Correia da Rocha, aquele que todos conhecemos como Miguel Torga, um dos mais conhecidos autores portugueses do século XX. Várias vezes premiado, nacional e internacionalmente, foram-lhe atribuídos, entre outros, o prémio Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional de Poesia (1977), o prémio Montaigne (1981), o prémio Camões (1989), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993).

Começa em pedra e água, e acaba em pedra e água (…).
Doiro, rio e região, é certamente a realidade mais séria que temos. Nenhum outro caudal nosso corre em leito mais duro, encontra obstáculos mais encarniçados, peleja mais arduamente em todo o caminho (…) cingindo à sua artéria de irrigação, atravessa o país de lado a lado. E é, no mapa da pequenez que nos coube, a única evidência incomensurável com que podemos assombrar o mundo.
Miguel Torga



Publicado por Tovi às 13:20
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