"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 8 de Março de 2021
Proposta para novo Plano de Desconfinamento

Esta segunda-feira, Presidente da República, Governo e partidos ouviram as explicações dos especialistas no Infarmed.
pandemia 8mar2021.jpg



Publicado por Tovi às 13:31
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 2 de Março de 2021
Um ano de Covid

ft .jpg

Muitas pessoas acreditam que o terrível custo do coronavírus demonstra o abandono da humanidade diante do poder da natureza. Na verdade, 2020 mostrou que a humanidade está longe de ser abandonada. As epidemias não são mais forças incontroláveis ​​da natureza. A ciência as transformou num desafio administrável. Por que, então, houve tanta morte e sofrimento? Por causa de más decisões políticas. Em eras anteriores, quando os humanos enfrentaram uma praga como a Peste Negra, eles não tinham ideia do que a causou ou como ela poderia ser interrompida. Quando ocorreu a gripe de 1918, os melhores cientistas do mundo não conseguiram identificar o vírus mortal, muitas das contramedidas adotadas foram inúteis e as tentativas de desenvolver uma vacina eficaz se mostraram inúteis. Foi muito diferente com a Covid-19. Os primeiros alarmes sobre uma potencial nova epidemia começaram a soar no final de dezembro de 2019. Em 10 de janeiro de 2020, os cientistas não apenas haviam isolado o vírus responsável, mas também sequenciado seu genoma e publicado as informações online. Depois de mais alguns meses, ficou claro quais medidas poderiam desacelerar e interromper as cadeias de infeção. Em menos de um ano, várias vacinas eficazes estavam em produção em massa. Na guerra entre humanos e patógenos, nunca os humanos foram tão poderosos.

 

    Yuval Noah Harari, no Financial Times - 26fev2021



Publicado por Tovi às 10:13
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sábado, 27 de Fevereiro de 2021
Vale a pena confiar na decisão fora de Lisboa

mw-1920.jpg

Fernando Araújo, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de São João, no Expresso deste fim-de-semana. Há quem diga que vai ser o próximo Ministro da Saúde.

  “Há dias foi publicado um artigo científico que demonstra que a sobrevida dos nossos doentes foi das melhores, comparando com a Alemanha, Inglaterra ou os Estados Unidos. Mostra que, independentemente da gestão, a clínica esteve à altura das responsabilidades.”
  “Na primeira vaga chegámos a abrir enfermarias durante a noite para que no dia a seguir não houvesse pressão excessiva nas urgências. Acima de tudo, aprendemos com o primeiro embate. No verão de 2020, percebemos que viriam novas vagas e que seriam maiores e fizemos obras, comprámos equipamento, mudámos pessoas e demos formação. Fez a diferença.”
 “Na primeira vaga suspendemos grande parte da atividade programada não-urgente, com exceção da oncologia e da cardiologia. Na segunda, tivemos a atividade não-covid preservada.”
  “No final de janeiro, já tínhamos reduzido a lista de espera das consultas em 55%. Nunca tivemos uma lista de espera tão curta no hospital.”
  “A região norte tem historicamente um sistema de saúde mais robusto, nos cuidados primários com menos utentes sem médico de família, uma saúde pública forte e até no sector social.”


Publicado por Tovi às 07:28
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2021
Abrir ou não abrir as escolas, eis a questão

mw-860.jpg
(Com base no artigo de João Diogo Correia no Expresso, em 23fev2021)

  EUA - Uma das bandeiras de Joe Biden após tomar posse como Presidente dos EUA tornou-se, na verdade, uma espécie de batalha. Reabrir as escolas o “mais depressa e com a maior segurança possível” não tem sido tarefa fácil porque a oposição vem de dentro: mais precisamente, dos sindicatos de professores.

  ESPANHA - Os sindicatos espanhóis têm feito alguma pressão pelo fecho das escolas, nomeadamente em regiões onde a covid-19 está mais disseminada. A UGT espanhola (também União Geral de Trabalhadores) afirmou que, embora tendo um compromisso com o ensino presencial, em “momentos críticos" como o atual "deve prevalecer a saúde e a segurança dos alunos e professores”, o que exige, diz a central, uma análise escola a escola.

  REINO UNIDO - À medida que se acumulam evidências de que as crianças mais novas não propagam o vírus com a mesma intensidade, nem sofrem tanto as consequências da covid-19, levantam-se as vozes para que, pelo menos essas, possam ir à escola no Reino Unido. Assim é na Escócia e no País de Gales, em que a reabertura tem sido feita gradualmente. Mas em Inglaterra o regresso ao ensino presencial está marcado apenas para 8 de março, todo de uma vez. E não sem críticas.

  ALEMANHA - Há pouco menos de um ano, a gestão alemã era elogiada, e o país seguia como um dos menos afetados da Europa, nomeadamente ao nível dos serviços de saúde. Uma subida de casos no início do ano e um processo de vacinação, no mínimo, vagaroso deixaram a Alemanha no polo oposto, com um lockdown nacional que vem de novembro de 2020 e que encerrou a maior parte das escolas na pausa natalícia, para não mais as abrir. No caso do ensino, a decisão ficou então nas mãos dos governos estaduais. Mesmo aumentando as restrições para a população, mais de metade dos estados federados da Alemanha decidiram abrir escolas primárias e jardins de infância a partir desta semana. Mas o debate continua e é nacional.

 

    É melhor prevenir do que remediar.
Anotação 2021-02-24 103532.jpg



Publicado por Tovi às 16:17
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2021
Para minimizar os efeitos nefastos da pandemia

cmp covid 2.jpg
    Notícia aqui


cmp covid 1.jpg
    Notícia aqui

 

Anotação 2021-02-22 221610.jpg
    Notícia aqui



Publicado por Tovi às 14:01
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2021
Contágios... de Jaime Nogueira Pinto

jaime_nogueira_pinto.png

Jaime Nogueira Pinto, nascido no Porto em 1946, tem escrito sobre temas de Ciência Política e História Contemporânea e nesta sua obra «Contágios – 2500 anos de pestes» chamou-nos à atenção para o facto da Covid-19, apesar da Ciência e da Tecnologia, nos mostrar que, de peste em peste, de praga em praga, há comportamentos que se repetem, comportamentos não só dos homens mas também das sociedades. Lê-se bem este livro que nos confronta com a continuidade da natureza humana vivida no fio da navalha ao longo das mudanças políticas, sociais e culturais determinadas pelo tempo e o modo das epidemias.



Publicado por Tovi às 07:01
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2021
SIDA – O estigma epidémico

hqdefault.jpg

A última epidemia do nosso tempo, antes da Covid-19, e ainda não erradicada, foi a SIDA, que, no princípio dos anos 80, começou por atingir especial e notoriamente a comunidade homossexual norte-americana. E foi emblematicamente na América, numa época de conservadorismo político-social, sob a presidência de Reagan, que ativistas de diversos movimentos se lançaram em campanhas de contestação e reivindicação marcadas pela radicalidade e por alguma violência. No entanto, seria através de uma estratégia de persuasão não-agressiva, de que o filme ‘Philadelphia’ foi um exemplo modelar, que se alcançaria uma maior consciencialização e aceitação nacional e global da pandemia e do seu principal grupo de risco. (“Contágios” de Jaime Nogueira Pinto, pag. 239 e seguintes)



Publicado por Tovi às 07:50
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2021
Gripe Espanhola ou Pneumónica

gripe espanhola.png
(As máscaras foram um ritual nos dias da Gripe Espanhola)

Bruscamente, na Primavera de 1918, na frente de Batalha da Flandres, no ano final da Grande Guerra, uma nova espécie de gripe mortífera atacou os exércitos dos dois lados – alemães, franceses, ingleses e americanos. O vírus [influenza] terá vindo da América, do Kansas, dum campo militar, mas chamaram-lhe Gripe Espanhola ou Pneumónica. Nos dois anos seguintes, a Pneumónica mataria milhões de pessoas em todo o mundo; mas as tragédias da guerra e as euforias e convulsões dos anos 20 e do que se lhes seguiu diluiriam o lugar da pandemia na memória coletiva do Ocidente. Portugal não escapou à Pneumónica, que, como outras epidemias e pandemias, teve uma primeira fase relativamente moderada, na Primavera-Verão de 1918, e uma segunda, mais violenta e mortífera, no Outono do mesmo ano. Com cerca de 140 mil mortos, Portugal foi, proporcionalmente, dos países mais atingidos da Europa. Só a Itália e a Bulgária tiveram uma letalidade mais alta. Entre as celebridades mortas pela epidemia contam-se o pintor Amadeu de Sousa Cardoso e os santos pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta. (“Contágios” de Jaime Nogueira Pinto, pag. 194 e seguintes)



Publicado por Tovi às 07:46
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 7 de Fevereiro de 2021
Peste Bubónica na Europa

   A Grande Peste de Londres
Great_plague_of_london-1665.jpg
(Coleta de cadáveres na rua durante a Grande Peste de Londres)

Quando da Peste de Londres [1665-1666] …/… Muitos viam o abandono do Rei como vergonhoso, fugindo da peste [peste bubónica] e deixando o governo da cidade ao Lord Mayor. Mas o Lord Mayor, Sir John Lawrence, não fugiu e pôs em prática uma série de medidas: fechou as escolas, restringiu a frequência de estalagens, tabernas e cafés e limitou a assistência a funerais. (“Contágios” de Jaime Nogueira Pinto – pag. 116)

 

   O insólito surto portuense
Ricardo Jorge.jpg

No fim do século XIX, em 1899, em Portugal, no Porto, deu-se o inesperado último surto da Peste Bubónica na Europa. Ricardo Jorge, director dos serviços hospitalares da cidade, liderou o combate à praga, que matou cerca de centena e meia de pessoas; mas os negacionistas nortenhos obrigaram-no a abandonar a cidade. (“Contágios” de Jaime Nogueira Pinto, pag. 145 e seguintes)



Publicado por Tovi às 07:59
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2021
Novo regime de ensino à distância

Anotação 2021-02-04 103627.jpg

Ora aqui está um assunto IMPORTANTE mas sobre o qual ainda tenho dúvidas qual o melhor sistema para a atual conjuntura. Acima de tudo gostaria de ver GARANTIDA A LIBERDADE DE APRENDER E ENSINAR e TODOS TEREM DIREITO À IGUALDADE DE ACESSO E ÊXITO ESCOLAR (Artigo 43.º e 74.º da Constituição da República Portuguesa).

   Aulas online deverão ocupar 70% do horário - Expresso 4fev

 

    Comentários no Facebook
António Conceição - O melhor sistema para a actual conjuntura seria reconhecer, sem equívocos nem meias tintas que o ano lectivo está perdido e não valeu. Não vem male algum ao mundo por causa disso, sobretudo, porque ele está, de facto, perdido e pretender o contrário será empurrar com a barriga para a frente este ano perdido, fazendo com que as bases que ficam por consolidar este ano se projectem no edifício a construir nos próximos anos, perdendo-se, em vez de um, muitos anos. Não vem mal algum ao mundo por se perder um ano na juventude. Em 1976 e 1977, uma geração inteira perdeu um ano numa palhaçada chamada serviço cívico e isso não impediu essa geração de ser feliz e de se realizar. E os indivíduos do sexo masculino perdiam 2 anos no cumprimento do serviço militar obrigatório e nem por isso as suas carreiras ficaram comprometidas. Muito menos, isso acontecerá hoje, num mundo onde as pessoas, em regra, não entram na vida activa antes do 26, 27 ou 30 anos. Tanto faz que acabem a formação aos 23, aos 24 ou aos 25. Declare-se o ano lectivo perdido e pronto, está o assunto resolvido. Mas não creio que haja ninguém disposto a tomar essa medida e, menos ainda disposto a aceitá-la. Os pais, cuja cabeça funciona como se estivéssemos em 1980, fariam uma revolução.

Paulo Neves - Só espero que isto, mais uma vez, corra bem. Conheço esta realidade e temo bem que haja um novo problema.. Por exemplo, alunos que não tenham meios informáticos possam assistir às aulas nas escolas. O mesmo se passando com alunos de risco.



Publicado por Tovi às 10:34
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2021
“Hadiths” - ditos atribuídos ao Profeta Maomé

MAIN_Books-Hadith_940699.jpg

  Se souberes de um surto de peste num lugar, não vás lá; mas se a peste chegar a um lugar onde estás, não o deixes.

  A limpeza faz parte da fé. Lava as tuas mãos depois de acordar; não sabes onde as tuas mãos andaram enquanto dormias.

  As bênçãos da refeição estão em lavar as mãos antes e depois de comer.
 
  Usa o tratamento médico, pois Deus não criou nenhuma doença sem indicar um remédio para ela, com exceção de uma doença – a «velhice».


Publicado por Tovi às 07:54
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2021
Erros de comunicação do Governo... e não só

Anotação 2021-02-01 115141.jpg

Eduardo Carqueja, diretor de Psicologia do São João, fala dos efeitos da pandemia no luto, nos afetos e no futuro, dos erros de comunicação do Governo e do preconceito dos médicos em pedir ajuda.

    Observador, 31jan2021



Publicado por Tovi às 11:52
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 31 de Janeiro de 2021
Contágios - 2500 Anos de Pestes

ccccc.jpg
Já chegou… vai ser a minha leitura dos próximos dias.

   Contágios - 2500 Anos de Pestes
2020 - Publicações Dom Quixote
ISBN: 978-972-20-7097-3
Depósito legal n.º 471 210/20
Imagem da capa: "O Triunfo da Morte", pintura a óleo de Pieter Bruegel, o Velho, pintada c. 1562. Está no Museu do Prado em Madrid.

 
E a minha neta Alice (sete anos levados da breca) já me disse: "Avô!... Antes de começares a ler deixa-me dar uma voltinha nesse livro, que o assunto interessa-me."
 
 

Ainda só agora comecei a ler este livro… mas logo no capítulo I – A Mais Maléfica das Deusas, à página 32 o Jaime Nogueira Pinto, sobre “as causas, as culpas e os medos” da primeira pandemia da Era Cristã (Peste de Justiniano – de 541 a 542, tendo matado 40% da população da capital do Império do Oriente que era, ao tempo, de 500 mil habitantes) põe-me a pensar: “Mais sobre a interminável especulação dialética das causas e das culpas pairava o medo.  O medo que acompanha o Homem desde as cavernas, o medo da noite, o medo das trevas, o medo do fogo, o medo das bestas e animais do outro lado do mundo, o medo da morte, o medo da dúvida e da incerteza.”




Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2021
A terceira vaga está a ser terrível

   Situação hospitalar em Portugal atualizada ao dia de hoje.
Situação hospitalar 29jan.jpg

 

   Mais uma da séria "Vamos todos ficar bem".
143904735_3951298401568298_2163773972676856531_n.j

    Mais ainda da série "Vamos todos ficar bem".
cart.jpg



Publicado por Tovi às 15:00
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2021
Novas estirpes do SARS-CoV-2

oms.jpg

Atendendo ao constante aparecimento de novas estirpes do SARS-CoV-2 há já quem admita ser “muito cedo" para se tirar quaisquer conclusões sobre se este vírus teve ou não a sua origem na China. Michael Ryan, diretor responsável pelas questões de urgência da World Health Organization (WHO) disse ontem numa conferência de imprensa em Genebra, que “todas as hipóteses estão sobre a mesa. É claramente muito cedo para se chegar a uma conclusão sobre a origem deste vírus, seja na China ou fora da China". E prosseguiu: "Existem diferentes (...) observações científicas em diferentes partes do mundo" …/… "É um grande quebra-cabeça e não se pode ter uma visão geral olhando para uma das 10 mil peças de um quebra-cabeça".



Publicado por Tovi às 07:41
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Junho 2021
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


Posts recentes

Uma chatice... Uma grande...

Câmara do Porto apoia as ...

Não pode haver portuguese...

O ambiente que se vive no...

Acabou o estado de emergê...

Vacina contra a COVID-19

A estratégia do Porto no ...

A terceira fase do descon...

Vai haver vacinas para to...

Páscoa... em plena pandem...

Sugestão para as férias d...

Suspensão da administraçã...

Papel das Autarquias no D...

As medidas do novo Plano ...

Qual o ritmo do próximo d...

Proposta para novo Plano ...

Um ano de Covid

Vale a pena confiar na de...

Abrir ou não abrir as esc...

Para minimizar os efeitos...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus