"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2024
Do Euromaidan até à “operação militar especial”

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(Na imagem confrontos em Kiev, entre manifestantes e a polícia - 21nov2013) 

Historicamente o sudeste da Ucrânia sempre gravitou em torno da Rússia. Em 1919, Vladimir Lenin, então chefe do governo soviético, integrou o Donbass à República Socialista da Ucrânia contra a vontade da população da região. Após o colapso da URSS, o plebiscito de 1994 em Donbass relativo à federalização da região e à transformação do russo numa segunda língua oficial foi igualmente ignorado pelo então governo ucraniano. Na altura do Euromaidan, as partes sudeste e noroeste da Ucrânia já estavam divididas sobre o futuro do país, com a primeira a procurar integrar-se na UE, enquanto a segunda queria desenvolver laços económicos com a Rússia. O sudeste incluía os territórios de Kharkiv a Odessa, a chamada Nova Rússia, juntamente com a Crimeia. E separadamente, havia o noroeste, onde as tendências nacionalistas ucranianas eram bastantes fortes. Esta divisão tornou-se especialmente visível em 2004, quando a Revolução Laranja, apoiada pelo Ocidente na Praça da Independência, levou Viktor Yuschenko ao poder em Kiev. E a partir de então, com um rompimento de relações entre a Rússia e a Ucrânia, a guerra do gás e a guerra do açúcar, atingiram muito duramente o Donbass, pois as suas indústrias dependiam, em particular, do gás barato russo. As escaramuças entre as forças de Kiev e os independentistas do leste ucraniano mantiveram-se até ao início de maio de 2014, altura em que ocorreu o hediondo massacre na Casa dos Sindicatos de Odessa, onde cerca de 50 pessoas foram espancadas até a morte e queimadas vivas. No dia nove desse mês ultranacionalistas e militares ucranianos mataram e perseguiram participantes do Desfile do Dia da Vitória em Mariupol. O regime ucraniano também começou a bombardear o Donbass. Nesta altura a Rússia interveio para acabar com a guerra do regime de Kiev contra o Donbass, conseguindo-se os Acordos de Minsk de 2014 e 2015, que, infelizmente, falharam, uma vez que nem a Ucrânia nem os seus apoiantes ocidentais estavam dispostos a observar as disposições dos acordos. Também o presidente ucraniano Vladimir Zelensky, após a sua eleição em 2019, tomou a decisão de não observar os acordos. Depois... todos já sabemos como foi, mas ainda não sabemos como vai terminar. 

  
Castro Ferreira PadrãoE agora há o resultado que ambas as partes lamentam e, como vai acabar?
David RibeiroEssa é a resposta que vale mais de um milhão, Castro Ferreira Padrão.

 

  Hajo Funke, um dos mais influentes analistas políticos no Berliner Zeitung, 20 de Fevereiro de 2024 (via Miguel Castelo Branco)
424882195_10164145681311679_534221943951179887_n.jA contra-ofensiva do exército ucraniano, há muito planeada e celebrada externamente, falhou sangrentamente. A Ucrânia sofreu uma derrota decisiva e, com base no julgamento médio, já não está em condições de conseguir militarmente a reconquista dos territórios ocupados, tal como reclamado pela liderança ucraniana. A substituição do reconhecido anterior Chefe do Estado-Maior General, Zaluzhnyi, [...] mostra quão enfraquecido e dividido o país está sobre a escalada da guerra. O apoio ao presidente ucraniano diminui; segundo estudos de opinião, o apoio de que goza estará em torno de 20%. Faltam soldados, armas e munições. Acima de tudo, muitos ucranianos sentem agora que a NATO os levou à guerra e depois os abandonou. A fadiga é evidente e muitos evitam o serviço militar. Só na Alemanha há cerca de 200 mil ucranianos que não querem ser carne para canhão numa guerra que não precisava ser travada dessa forma e poderia há muito ter terminado. De acordo com um antigo colaborador próximo de Zelensky, cerca de 4,5 milhões recusaram ser registados pelas autoridades militares. Para um país com uma população estimada em apenas 28 milhões de habitantes, 10 milhões dos quais são reformados, este é um enorme problema que põe em causa a continuação da guerra. Os negociadores ucranianos sublinham agora abertamente que houve negociações de paz muito avançadas entre ucranianos e russos em Istambul, em Março e Abril de 2022, e que não foi culpa deles ou de Zelensky se um acordo não foi alcançado naquela altura, mas sim na atitude dos britânicos e dos americanos à qual os outros membros da NATO teriam então aderido.

  
Castro Ferreira PadrãoE eu continuo, e agora?
David RibeiroSó há uma solução, Castro Ferreira Padrão: sentarem-se à mesa de negociações.
Mário PaivaDavid Ribeiro, o que podiam ter feito em Istambul em 2022 e evitado a mortandade e a destruição do país...
David RibeiroClaro, Mário Paiva.



Publicado por Tovi às 07:29
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2024
Perder uma batalha não é perder a guerra, mas...

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O Comandante-chefe das Forças Armadas ucranianas, Alexsandr Syrsky, anunciou a decisão de retirar as suas tropas de Avdiivka e entrar em modo defensivo. "Com base na situação operacional em torno de Avdiivka, tomei a decisão de retirar nossas unidades da cidade e partir para a defesa", escreveu nas redes sociais o general, que se tornou o principal comandante do Exército de Kiev, substituindo Valery Zaluzhny.

  Miguel Castelo BrancoApós 2900 dias de bombardeamentos pela artilharia do regime de Maidan, Donestsk passou a primeira noite em paz. Os efeitos da tremenda e inapelável derrota ucraniana já se fazem sentir na capital da novel república. O colapso da última e principal fortaleza foi festejada como um grande feito militar - obra-prima da guerra de movimento, coordenação inter-armas e destemor - mas foi, para tantas centenas de milhares de civis russos, o sinal de mudança decisiva nas suas vidas. Tal como na Crimeia, em 2014, e Mariupol, em 2023, todos percebem que a ocupação e as flagelações acabaram. Esta batalha, sim, foi uma Estalinegrado e o ponto decisivo de viragem da guerra, pelo que é com alguma expectativa que aguardamos as justificações dos nossos Generalfeldmarschälle de estúdio televisivo.

 

  O exército da Ucrânia tinha afirmado que estavam a decorrer fortes batalhas com as forças russas na cidade de Avdiivka, na linha da frente, enquanto o presidente Volodymyr Zelensky embarcava numa mini viagem pela Europa, numa nova tentativa de garantir a tão necessária ajuda. O exército disse na sexta-feira [16fev2024] que suas forças estavam assumindo “novas posições” na cidade oriental, no momento em que o segundo aniversário da guerra encontra a Ucrânia enfrentando desafios no campo de batalha e uma escassez de munições devido a atrasos na assistência militar ocidental. A Rússia tentava capturar a cidade desde outubro e cercou-a por três lados, deixando rotas de reabastecimento limitadas para as forças ucranianas.

  Al Jazeera 18fev2024
2023-10-24T200236Z_1609630773_RC28U3AK90FX_RTRMADPA Rússia afirma ter controle total da cidade ucraniana de Avdiivka após a retirada da Ucrânia, acrescentando que algumas tropas ucranianas ainda estão escondidas numa vasta coqueria da era soviética após uma das batalhas mais intensas desta guerra. A queda de Avdiivka é o maior ganho da Rússia desde a captura da cidade de Bakhmut em maio de 2023 e ocorre quase dois anos depois que o Presidente Vladimir Putin desencadeou uma guerra em grande escala ao ordenar a invasão da Ucrânia. Putin saudou a queda de Avdiivka como uma vitória importante e deu os parabéns às tropas russas. “Medidas estão sendo tomadas para limpar completamente a cidade de militantes e bloquear unidades ucranianas que deixaram a cidade e estão entrincheiradas na fábrica de coque e produtos químicos Avdiivka”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.



Publicado por Tovi às 08:33
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2024
Putin em entrevista ao norte-americano Tucker Carlson

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O presidente russo, Vladimir Putin, afastou a possibilidade de invadir a Polónia ou a Letónia, durante uma entrevista ao apresentador norte-americano Tucker Carlson [um polémico conservador e ex-apresentador da Fox News, próximo do ex-presidente Donald Trump, a quem apoia nas próximas eleições presidenciais norte-americanas], ivulgada na quinta-feira [8fev2024], uma vez que a Federação Russa "não tem interesses" nesses Estados. "Não temos interesses na Polónia, na Letónia ou algures. Porque é que faríamos isso? Simplesmente não temos qualquer interesse [nisso]. (...) Está fora de questão", respondeu Putin à questão "Imagina um cenário em que o senhor envia tropas russas para a Polónia?". Sobre a Ucrânia, Putin afastou totalmente a possibilidade de derrota russa no Estado vizinho que invadiu, considerando-a "impossível, por definição". Como disse: "Há vociferações para infligir uma derrota estratégica à Rússia no campo de batalha. Na minha opinião, é impossível, por definição. Isso nunca acontecerá". A propósito desta guerra, assegurou que existe um número indeterminado de "mercenários dos EUA", que disse constituirem o segundo grupo mais numeroso destes combatentes, depois dos polacos e à frente dos georgianos. Putin disse também que o envio de soldados regulares dos EUA para combaterem na Ucrânia "colocaria a Humanidade à beira de um conflito global muito sério", em resposta ao apelo do líder dos democratas no Senado norte-americano, Chuck Schumer, para reforçar a ajuda ao país invadido. "Vocês têm problemas nas fronteiras com a imigração, problemas com a dívida de mais de 33 mil milhões de dólares... Não têm nada melhor para fazer? (...) Não seria melhor negociar com a Rússia para chegar a um acordo?", prosseguiu. Ainda sobre a Ucrânia, Putin disse que está pronto para negociar, mas que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, "assinou um decreto que proíbe a negociação com a Rússia [porque] obedece a instruções dos países ocidentais". Por outro lado, sobre os EUA, Putin afastou a ideia de que a relação bilateral dependa de uma mudança na Presidência norte-americana, contrapondo que tem mais a ver com "a ideia de dominação" que os EUA têm do mundo. Como disse: "Não se trata de quem é o líder ou da personalidade de uma pessoa em concreto, mas das elites. É a ideia de dominação a todo o custo baseada nas forças dominantes da sociedade norte-americana". Reconheceu que teve uma boa relação com George Bush Jr, "e também [teve] essa relação pessoal com [Donald] Trump".Ao refletir a seguir sobre os EUA, apontou: "É um país complexo. Conservador, por um lado, mas em rápida mudança, por outro... Não é fácil compreendê-lo". Em particular, sobre o sistema eleitoral, questionou: "Quem toma as decisões nas eleições? Pode entender-se que cada Estado tenha as suas leis? Que se regule por sua conta?" Putin pronunciou-se ainda sobre Elon Musk, que considerou uma pessoa e um empresário "imparável" e advogou um "acordo internacional" para regular a inteligência artificial (IA). Sobre este assunto, Putin opinou que a investigação genética é uma ameaça para a Humanidade, até ao ponto em que "agora é possível criar um super-humano", e depois comentou que Musk "já implantou um 'chip' no cérebro humano nos EUA". A propósito, comentou: "Creio que Elon Musk é imparável. Fará o que considere necessário. Não obstante, têm de encontrar uma base comum com ele. Encontrar formas de o persuadir. Creio que é uma pessoa inteligente. A sério. Mas precisam de chegar a um acordo com ele, porque esse processo precisa de ser formalizado e sujeito a certas regras". Putin disse ainda que se pode fazer "uma previsão aproximada do que se vai passar" com o desenvolvimento da genética e da IA, recordando o caso das armas nucleares, que progrediram até que os Estados entenderam que o seu uso negligente poderia levar +a extinção e acordaram travá-las. "É impossível parar a investigação na genética, tal como era impossível parar o uso da pólvora no passado, mas quanto antes nos dermos conta de que a ameaça vem do desenvolvimento incontrolado da IA, da genética ou de qualquer outro campo, será a altura de alcançar um acordo internacional sobre a regulação dessas coisas", acrescentou. 



Publicado por Tovi às 07:34
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2024
Esta malta de Kiev não são meigos a pedir

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Kiev, 08fev2024 (Lusa) – As autoridades da Ucrânia pretendem que Portugal forneça caças F-16 para enfrentar a invasão russa e que, após as eleições legislativas, aumente o seu apoio militar, que é ainda “bastante modesto”, disse à Lusa um responsável da Presidência ucraniana.

 

 
426153127_10224806226450858_8364278568072882307_n.Tudo indica que o poder em Kiev vai estourar brevemente. No dia de ontem [5.ª feira 8fev2024] ouvi dizer que o coronel-general Oleksandr Syrskyi, que lidera as forças terrestres da Ucrânia desde 2019, foi promovido a comandante das forças armadas esta quinta-feira, substituindo o general Valery Zaluzhnyi, que foi demitido. Consta-se que está a haver grande contestação nas tropas pois Syrskyi é um grande adepto de uma guerra com "sucessivas vagas de carne-para-canhão". 
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Publicado por Tovi às 07:03
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2024
Como se torra dinheiro com a Ucrânia

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Os líderes da União Europeia aprovaram, por unanimidade, um pacote de apoio adicional de 50 mil milhões para a Ucrânia, depois do PM da Hungria deixar cair o seu veto, na quinta-feira [1fev2024], na cimeira de Bruxelas. Até 2027, o governo de Kiev vai receber 33 mil milhões de euros em empréstimos e 17 mil milhões de euros em subsídios a fundo perdido.

 
Jorge Veigagostava de ver o restaurante do Messieur Putin.
David Ribeiro - Deve ser igual, Jorge Veiga.
Jorge VeigaDavid Ribeiro ou pior. Melhor daquela banda nunca esperarei.
David Ribeiro - Mas os maus exemplos, Jorge Veiga, não devem ser copiados.
Jorge VeigaDavid Ribeiro por isso se alimenta a luta contra quem a iniciou.
David RibeiroJorge Veiga... mas alguém acredita que 50 mil milhões de euros até 2027 vai resolver alguma coisa?... Os corruptos de Kiev vão torrar este dinheiro todo num abrir e fechar de olhos.
Jorge VeigaDavid Ribeiro os 50 mil milhões são convertidos em armamento... ou julgamos que a guerra é para atirar rolos de notas?
David RibeiroJorge Veiga... mas esta guerra está cada vez mais a ser a fogueira onde queimamos o nosso dinheiro.
Jorge VeigaDavid Ribeiro isso é verdade, mas julgo eu que devemos fazer esforços para que o Sr Putin and Company, consiga ter dividendos da atitude de invadir um país livre e sem justificação ou anuncio prévio, aliás que nem sequer o é.
David RibeiroJorge Veiga... continuas a esquecer o antes de fevereiro de 2022. E já agora... quando chegam os F-16 que há umas semanas garantias já estarem na Ucrânia? Óh pá!... é preciso consultar fontes credíveis e não "Rogeiro, Milhazes & C.ª Lda".
Jorge VeigaDavid Ribeiro os F16 não se conduzem como um carro. Pelo que dizem (eu nunca estive dentro de nenhum) precisam de meses de treino. É melhor não querer dar os aviões para os russos os deitarem abaixo e depois virem dizer que são maus aviões... Esse argumento não serve e o do Milhazes e r<ogeiro também não. Acredito mais neles que nas informações vindas pelos porta-vozes Putinescos.
David RibeiroJorge Veiga... não tinha a certeza, mas fui confirmar: Este pacote de 50 mil milhões não é para esforço militar, mas sim para o apoio ao sistema civil de Kiev.
Jorge VeigaDavid Ribeiro pois... hehehe. São os militares que apoiam os civis... quando se está em guerra, ou melhor, em operações militares especiais!
David Ribeiro - Jorge Veiga... razão têm os congressistas dos EUA que querem saber onde foi gasto o dinheiro que já lhes deram.
Jorge VeigaDavid Ribeiro armamento e nem preciso tirar um curso.
David RibeiroNão não, Jorge Veiga, em armamento as contas são conhecidas, ou não fossem eles os maiores fornecedores.
Jorge VeigaDavid Ribeiro Pois...não podem ir buscá-lo à Coreia do Norte, ou ao Irão...
Rui LimaE como vai pagar o empréstimo ?
David RibeiroOra aqui está algo que ninguém deve saber responder, Rui Lima.
Jorge Veiga - Rui Lima não é para pagar.
David RibeiroJorge Veiga... só 17 mil milhões é que são a fundo perdido.
Isabel Sousa BragaNós pagamos 🤬
David Ribeiro
Mas eu acredito que antes de 2017 aquilo dá um estouro. O comandante chefe das forças armadas ucranianas, Valerii Zaluzhnyi, não tarda muito faz a folha ao Zelensky.
Mário Paiva
David Ribeiro, o Zaluzhnyi está praticamente despedido, não se sabe como ele e os militares vão reagir... alguém tem que arcar com as culpas do desastre...

 

  O golpe de Estado em Kiev tarda mas não falha
(Miguel Castelo Branco no Facebook em 30jan2024)
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A estratégia de Zaluzhnyi é cristalina. Não se demite e assim inibe Zelensky do tremendo ónus de despedir em plena batalha o homem que tem sido o pilar da resistência ucraniana. Zaluzhnyi espera pacientemente que Zelensky perca a legitimidade na função para a qual foi eleito, a qual expira em Maio. Nessa altura, Zelensky nada será e não terá a resguardá-lo a Constituição [entretanto suspensa], as forças armadas e demais forças de defesa do Estado. Então, através de golpe palaciano ou de golpe de força, desembaraçar-se-á do homem que se transformou num títere de poderes estrangeiros e assumirá as rédeas do poder. Nesse momento, abrir-se-á a porta a uma solução negociada

  David RibeiroDe acordo com o Washington Post, as autoridades ucranianas informaram Joe Biden sobre a possível demissão do principal comandante militar ucraniano, Valery Zaluzhny, em desacordo estratégico com o presidente Zelensky. Mas a informação não foi confirmada em Kiev.




Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2024
Munições de artilharia para a Ucrânia

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  Que pena!... Desativamos a Fábrica de Braço de Prata (FBP) na década de 1990... e agora é que o negócio está a dar.

 

  Ainda sobre munições para a Ucrânia...
O nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, revelou na 2.ª feira [22jan2024] que a União Europeia (UE) deverá falhar a promessa de entregar até março um milhão de munições à Ucrânia. E a Hungria considerou inaceitável e dececionante a nova proposta de União Europeia (UE) de criar um fundo de cinco mil milhões de euros provenientes do Fundo Europeu de Apoio à Paz para financiar o envio de armas à Ucrânia. Entretanto, estando Kiev prestes a enfrentar o terceiro ano da invasão russa, prepara-se para investir numa indústria de defesa a longo prazo, procurando assim colmatar a escassez do seu arsenal e os impasses no envio de ajuda dos seus dois maiores aliados, Estados Unidos e União Europeia (UE).

  
Luiz PaivaPara além das munições, a FBP também fabricava armas. A pistola-metralhadora era célebre por duas razões: a sua extrema precisão e... a sua capacidade de começar a disparar sozinha caso não ficasse bem travada... PS: Eu, numa foto de 1973 com uma FBP, armado em operacional a comandar um pelotão, num desfile no quartel do B.Caç. 4210 no Luso - Angola.
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David RibeiroLuiz Paiva... em Santa Margarida num belo dia de 1973, ao fazer a ronda aos paióis, ao municiar uma FBP esta disparou sozinha. Nada de mal aconteceu e veio a saber-se depois que o sistema de travão estava partido.



Publicado por Tovi às 07:01
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2024
Agora é que vai ser... será?

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A União Europeia está a trabalhar no próximo pacote de sanções contra a Rússia, que vai ser apresentado no final de fevereiro, dois anos depois do início da invasão à Ucrânia. “Vamos marcar o segundo ano da guerra com um pacote de sanções, com mais pessoas e mais entidades acrescentadas à lista [de sanções que já existe]. O alto-representante [para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell] já está a trabalhar nisso”, revelou um alto funcionário da União Europeia.

 
Jorge Veiga
O guarda-chuva tem de ser maior. Está mal para cá, mas para lá deve estar pior. Que o diga os que vivem fora de Mocba
David Ribeiro
Pois, Jorge Veiga... mas com o mal dos outros podemos nós bem, como diz o povo.
Jorge Veiga
David Ribeiro mais tarde ou mais cedo, chega cá...
Rui Lima
Jorge Veiga Ai chega chega....... A Ucrânia está a tornar-se num poço sem fundo. Dinheiro e armamento..... Ainda é tempo de negociar a paz. Se o Trump ganhar as eleições como vai ser a ajuda á Ucrânia ? A Europa nem tem armas nem exército.
David Ribeiro
A Ucrânia, nunca foi uma democracia liberal e ainda não a é, além de que continuo a ter dúvidas de já ter conseguido definir-se como uma nação, estando até na iminência de se transformar num Estado falhado em consequência da odiosa campanha contra os territórios russófonos da Crimeia, do Donbass, mais as restantes áreas da Ucrânia russófona.
Francisco Bismarck
Nunca mais ganham juizo

 

  E quando entramos no 698.º dia do conflito é assim que estamos
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Publicado por Tovi às 07:37
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2024
As guerras não são só tiros e bombas

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Centenas de agricultores e camionistas romenos estão junto à fronteira da Ucrânia. protestando não só pelos elevados preços dos combustíveis e tarifas de seguros, mas também pela pressão provocada no mercado interno pela entrada de produtos agrícolas ucranianos. Cinco países da União Europeia escreveram uma carta a Bruxelas a exigir a colocação de tarifas à importação de cereais ucranianos. Em comunicado, o ministério da Agricultura da Hungria explicou que o país, em conjunto com a Roménia, Eslováquia, Bulgária e Polónia, reclamam dos produtos agrícolas ucranianos, na sua maioria mais baratos, estarem a "inundar" o mercado.

  
Adao Fernando Batista BastosSejam quais forem as razões,a coincidência de serem paises ex- comunas terá alguma coisa a ver com isso? Uma costela pro- Russia?
David RibeiroAdao Fernando Batista Bastos... este problema já vem de há meses e tem a ver com a falta de proteção da União Europeia aos agricultores dos países fronteiriços com a Ucrânia. Tanto querem ajudar a Ucrânia sem pensarem nos países que integram a UE que facilmente chegaremos a um "desinteresse" em apoiar os senhores de Kiev.

  Lusa/Expresso - 16jan2024
mw-694.webpMinistro das Infraestruturas polaco anunciou que os transportadores do país, que desde novembro bloqueiam a fronteira com a Ucrânia em protesto contra a concorrência desleal de Kiev, vão suspender a ação. Vice-primeiro-ministro para a Reconstrução da Ucrânia diz estar "pronto para um diálogo aprofundado" com Varsóvia. A Ucrânia declarou-se nesta terça-feira pronta para negociações com a Polónia, após o levantamento do bloqueio da sua fronteira pelos camionistas polacos, mas comprometeu-se a defender a "sobrevivência" da sua economia nessas conversações.

  Apoio da UE à Ucrânia
Captura de ecrã 2024-01-17 091430.pngViktor Orbán não é flor que se cheire, mas tem toda a razão quando sobre o apoio militar à Ucrânia afirmou dever esta ajuda ser feita “de uma forma que não prejudique o orçamento da UE (...) ceder 50 mil milhões de euros do orçamento da UE durante quatro anos é uma violação da soberania e dos interesses nacionais da UE. Nem sequer sabemos o que vai acontecer dentro de um quarto de ano”.

  
Adao Fernando Batista Bastos
É muito euro...para eternizar um conflito em que ambos os contentores estão inflexiveis. So que um, a Rússia, parece não estar a sentir económica e financeiramente os efeitos da guerra e ate tem consolidado acordos importantes!
Jose Luis Soares MoreiraDesde que a UE não prejudique a vida dos seus cidadãos, ajudar um país irmão como a Ucrânia a defender-se de um invasor cruel como é Putin, pois creio não ser a vontade da maioria Russa no apoio a esta guerra, é ser-se corajoso neste flagelo que é a guerra onde a destruição e morte abunda levada a cabo pela maldade do poder.
David RibeiroA Ucrânia é "um país irmão" de quem Jose Luis Soares Moreira?... Seguramente será um país mais irmão de o tal "invasor cruel" do que de um qualquer país da União Europeia. A história não pode ser reinventada depois da chegada de Zelensky ao poder.
Jose Luis Soares MoreiraDavid Ribeiro, creio que chegou ao poder com uma maioria absoluta, se não cumpriu deveriam ser os Ucranianos a se exprimir, não alguns amigos do regime de Putin a causar as desordens separatistas. David Ribeiro, como bem sabemos e talvez baseados nesta Guerra sangrenta, temos outros seguidores como a China, a Venezuela, e outros mais mundo fora.
David RibeiroMas qual é a ligação histórica social e económica que o meu caro amigo Jose Luis Soares Moreira encontra entre a Ucrânia e a União Europeia?
Jose Luis Soares MoreiraDavid Ribeiro, por exemplo Portugal sempre foi acolhedor de seu imigrantes. Por que razão a América está também ou é a principal ajudar num conjunto de outros países?
D
avid RibeiroJose Luis Soares Moreira... os interesses dos EUA são outros e perante um problema de imigração no sul do seu território a ajuda à Ucrânia passou logo para segundo plano. Nesta minha publicação inicial referi o "conflito" existente entre a Hungria e a UE, pelo que não podemos, só para fazer perrice à Rússia, deixar entrar tudo e todos... mais tarde ou mais cedo pagaremos (já estamos a pagar) essa política de "alargamento" da UE.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro Meu caro e se os alemães os ingleses, os franceses e outros tivessem esse entendimento há uns anos atrás? E todos os outros paises que entraram ? E os que estao na calha para entrar, ainda gostava de saber de onde vem essa sua birra com a Ucrania e essa Russite aguda
David RibeiroA minha "birra", Jose Pinto Pais, não é com a Ucrânia mas sim com os senhores no poder corrupto de Kiev. É preciso conhecer a "qualidade" daquela gente que pouca ou nenhuma diferença faz dos senhores poderosos do Kremlin, chefiados pelo déspota Putin.
Jose Luis Soares MoreiraDavide Ribeiro, Portugal já foi reinado por Espanha, lá sempre se viveu melhor que em Portugal, se houvesse votos os portugueses escolheriam sermos espanhóis? A Ucrânia é o maior celeiro da Europa, qual a razão para a Rússia ter matado à fome alguns milhões de Ucranianos?
David RibeiroJose Luis Soares Moreira... isso da Rússia os "ter matado à fome" já foi no tempo da outra senhora... que na Rússia também já houve outros tempos. O que eu gostaria de ver aqui discutido era onde está a democracia e direitos humanos no país que Zelensky governa.
Mário Paiva...além de que a história de os "ter matado à fome", como se tivesse sido dirigida à Ucrânia - que então era parte da União Soviética - já conheceu melhores dias... milhares morrerem por toda a Rússia, não só na Ucrânia, devido às políticas asneiradas do Estaline para a agricultura...
Jose Pinto PaisJose Luis Soares Moreira mudam-se os tempos mudam-se as vontades, agora mata-se com bombas para poder voltar a matar a fome. David Ribeiro e a democracia e os direitos humanos no país que Putin governa ?
David RibeiroComo sempre disse e continuo a dizer, Jose Pinto Pais, entre os atuais senhores no poder em Kiev e em Moscovo, venha o diabo e escolha, porque de março a abril a diferença não é substancial.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro entao porque a "birra" so com um dos lados ? Ainda por cima o lado que obrigatoriamente terá de entrar nos eixos com a entrada na UE ?
David RibeiroEu não tenho "birras" com nenhum dos lados, Jose Pinto Pais, aquilo que me custa a aceitar é que amigos meus que considero cultos e inteligentes só me venham falar do pós-invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin em fevereiro de 2022, esquecendo o que se passou no Euromaidan e tudo o que se lhe seguiu.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro Euromaidan, também chamado de Primavera Ucraniana, foi uma onda de manifestações e agitação civil, na Ucrânia, entre 2013 e 2014. Os manifestantes exigiam maior integração europeia, além de providências quanto à corrupção no governo e a eventuais sanções por parte da Rússia. O que se viu no Euromaidan foi a repressao pelos fantoches corruptos que Putin mantinha no poder em Kiev e que com a Primavera Ucraniana rapidamente fugiram para casa do patrão, leia-se os Senhores de Moscovo. Parece que se esta a tentar branquear a situacao pré Euromaidan. Não me restam duvidas que em termos de democracia o Zelensky dá 100 a 0 ao facínora de Moscovo
David RibeiroJose Pinto Pais... essa de Zelensky dar 100 a 0 ao facínora de Moscovo no que se refere a Democracia, só esquecendo o que "o democrata de Kiev" tem feito após ter chegado ao poder, factos estes (ilegalização de partidos políticos + corrupção + independência dos poderes políticos) que até a União Europeia considera impeditivos de entrar na UE enquanto não forem erradicados na Ucrânia.
Mário PaivaJose Pinto Pais, parece que só começou a dar conta do que se passa na Ucrânia depois do 24/02/2022...
THEGUARDIAN.COM Revealed: ‘anti-oligarch’ Ukrainian president’s offshore connections
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro nesse aspecto nem vale a pena falar, um tem o apoio de todo o mundo livre e democratico o outro tem o apoio dos grandes icones dos direitos liberdades e garantias como a China a Coreia do Norte, o Irão e outros tolinhos como o Maduro




Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2024
Estará Zelensky a desenhar a nova linha de fronteira?

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A Ucrânia está a fortificar as linhas de defesa ao longo de milhares de quilómetros, à medida que Kiev assume uma posição mais defensiva nas operações militares contra a Rússia. Foram construídas novas fortificações nos últimos meses, perto da cidade de Kupiansk. Foram colocadas filas de barricadas de betão e rolos de arame farpado, que se estendem em campo aberto ao longo de mais de um quilómetro. As trincheiras, com alojamentos rudimentares, estão a ser escavadas. Já na quarta-feira [10jan2024] o exército ucraniano não tinha assinalado quaisquer ofensivas ou avanços na linha da frente da guerra, de acordo com as Forças Armadas. As forças ucranianas referiram que o foco estava a ser essencialmente a questão defensiva, nomeadamente na prevenção de ataques em Kupiansk, Lyman, Bakhmut, Avdiivka, Zaporizhzhia e outras áreas. Parece que tudo isto tem a ver com o objetivo militar do Kremlin de criar uma zona neutral de cerca de 15 quilómetros entre as regiões russa e ucraniana, que seguramente vai provocar combates violentos. Por isso, os ucranianos não só têm que se preparar para a ação como também tentar dissuadi-la. É esse o motivo por que que a Ucrânia está a criar linhas de defesa, com diversos obstáculos.

  
Jorge Veiga
Não acredito. Está a fazer o mesmo que os Russos fizeram no ano passado.
David Ribeiro
Jorge Veiga... e o que é que os russos fizeram no ano passado senão desenhar uma nova linha de fronteira?
Jorge Veiga
David Ribeiro preparar a defesa para o Inverno.
David Ribeiro
Meu caro Jorge Veiga... a dinâmica do conflito alterou-se, estando a Ucrânia a reforçar as linhas defensivas em várias zonas do país (incluindo na fronteira com a Bielorrússia), um sintoma de que a Rússia passou a assumir a iniciativa no terreno, depois de a contraofensiva ucraniana não ter corrido como Kiev esperava.
Jorge VeigaDavid Ribeiro era de esperar. Com minas espalhadas de 5 a 7 por metro2...
Jorge Veiga...além dos mortos agora, quantos anos para desminagem?
David RibeiroJorge Veiga... fica uma fronteira com uma ampla terra de ninguém.
Jorge VeigaDavid Ribeiro como sou contra guerras, nunca poderei aprovar esta. Tudo um desperdício de vidas, bens materiais e bens morais.

  
mw-1920.webpVolodymyr Zelensky esteve em viagem pelos países bálticos e quer no seu discurso no parlamento da Estónia quer numa conferência de imprensa com o seu homólogo estónio, recusou por completo entrar em negociações para um cessar-fogo com a Rússia, afirmando que uma pausa não levaria a qualquer diálogo com o inimigo e que um cessar-fogo só beneficiaria a Rússia. Esta recusa de cessar-fogo por parte de Zelensky não passa de uma forma de pressão sobre a UE e sobre os EUA para desbloquear a ajuda financeira e militar que tanta falta faz a Kiev. Mas a verdade é que nos EUA a assistência militar à Ucrânia continua parada devido ao impasse no Congresso.
  
Jorge Veiga
...e a outra verdade é que se fossem para diálogo com a Rússia, sairiam sempre a perder. E subalternizados pela Rússia, já foram tempo suficiente.
David Ribeiro
Jorge Veiga... e alguém acredita que outra solução que não o diálogo colocará a Ucrânia sem ser a assumir que perdeu os 4 oblast de sul e leste?
Jorge VeigaDavid Ribeiro se fazem parte do País, perdem porquê?
David RibeiroJorge Veiga... porque há muito esses oblast, depois de terem sido ostracizados, se revoltaram exigindo a autodeterminação.

 
mw-694 (1).webpO primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, está hoje em Kiev onde deve anunciar um aumento do financiamento militar à Ucrânia da ordem dos 2,5 mil milhões de libras (2,9 milhões de euros). Sunak e o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky devem também assinar um acordo de cooperação em matéria de segurança, que inclui a partilha de informações, incluindo na área da cibersegurança além de programas de formação médica e militar. O novo pacote de ajuda britânico vai ser fornecido ao longo do ano tratando-se da maior ajuda financeira do Reino Unido à Ucrânia desde o início da invasão russa do país, em fevereiro de 2022.

  Mário Paiva...o Biden, impedido pelo Congresso, a usar a porta do cavalo...



Publicado por Tovi às 07:04
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2024
Para onde vais, Ucrânia?
Captura de ecrã 2024-01-08 110838.pngNuma altura em que o Presidente russo, Vladimir Putin, olha para o segundo aniversário do seu ataque total à Ucrânia, é difícil ignorar a sua autoconfiança. A tão esperada contra-ofensiva ucraniana não conseguiu o avanço que daria a Kiev uma mão forte para negociar. A turbulência no Médio Oriente domina as manchetes, e o apoio bipartidário à Ucrânia nos EUA foi anulado pela polarização e pela disfunção no Congresso, para não mencionar as tendências pró-Putin do candidato republicano à presidência, Donald Trump. Putin tem motivos para acreditar que o tempo corre a seu favor. Na linha da frente, não há indicações de que a Rússia esteja a perder o que se tornou uma guerra de desgaste. A economia russa foi abalada, mas não está em frangalhos. O poder de Putin foi até, paradoxalmente, fortalecido após a rebelião fracassada de Yevgeny Prigozhin em Junho. O apoio popular à guerra continua sólido e o apoio da elite a Putin não se desfez. As promessas das autoridades ocidentais de revigorar as suas próprias indústrias de defesa colidiram com estrangulamentos burocráticos e na cadeia de abastecimento. Entretanto, as sanções e os controlos às exportações impediram o esforço de guerra de Putin muito menos do que o esperado. As fábricas de defesa russas estão a aumentar a sua produção e as fábricas antigas soviéticas estão a superar as fábricas ocidentais no que diz respeito a itens tão necessários, como projéteis de artilharia. Os tecnocratas responsáveis ​​pela gestão da economia russa provaram ser resilientes, adaptáveis ​​e engenhosos. Os preços elevados do petróleo, impulsionados em parte pela estreita cooperação com a Arábia Saudita, estão a encher os cofres do Estado. A Ucrânia, pelo contrário, depende fortemente de injecções de dinheiro ocidental. Putin também pode olhar para o seu historial de política externa com satisfação. Seus investimentos em relacionamentos importantes valeram a pena. A China e a Índia proporcionaram um importante apoio à economia russa, ao aumentarem as importações de petróleo russo e de outras matérias-primas. Em vez de se preocupar com a perda de mercados na Europa Ocidental ou com a relutância de Pequim em ignorar as sanções dos EUA e da UE, Putin decidiu que é mais vantajoso, a curto prazo, simplesmente tornar-se o parceiro júnior da China no domínio económico. Os produtos provenientes da China representam quase 50% das importações russas e as principais empresas energéticas da Rússia estão agora viciadas em vender para a China. Mesmo os países vizinhos que têm todos os motivos para temer as tácticas agressivas de Putin, como a Arménia, a Geórgia, o Cazaquistão e o Quirguizistão, obtiveram grandes lucros ao servirem como facilitadores para contornar as sanções e como pontos de transbordo para os bens que a Rússia costumava importar directamente. Apesar da acusação de Putin pelo Tribunal Penal Internacional e das abundantes provas de crimes de guerra patrocinados pelo Estado russo na Ucrânia, ele ainda é abraçado em várias partes do chamado “Sul global”. A guerra na Ucrânia tem pouca importância para muitos países que se irritam com o que consideram ser os padrões duplos dos EUA e da Europa ou a falta de envolvimento nas questões que lhes dizem respeito. Nada disso deveria ser uma surpresa. Mais de seis meses antes da invasão em grande escala da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, Putin assinou uma nova Estratégia de Segurança Nacional para a Rússia. O principal objectivo desse documento era preparar o país para um confronto de longo prazo com o Ocidente. Hoje Putin pode dizer à nação que a sua estratégia está a funcionar. Putin não sente qualquer pressão para acabar com a guerra nem se preocupa com a sua capacidade de sustentá-la mais ou menos indefinidamente. À medida que o Inverno se aproxima, o exército russo montou uma ofensiva terrestre própria limitada e certamente expandirá os ataques com mísseis e drones contra cidades ucranianas, centrais eléctricas, instalações industriais e outras infra-estruturas críticas. No mínimo, Putin espera que o apoio dos EUA e da Europa à Ucrânia se dissipe, que os ucranianos se cansem do terror e da destruição intermináveis ​​que lhes são infligidos, e que uma combinação dos dois lhe permitirá ditar os termos de um acordo para acabar com o conflito. pôr termo à guerra e reivindicar vitória. Do seu ponto de vista, a pessoa ideal para fechar tal acordo é Donald Trump, se regressar à Casa Branca em Janeiro de 2025.
(Eugene Rumer e Andrew S. Weiss - 16nov2023)
 
 

Jorge Veiga - Não daria 1 segundo de publicidade a este melro.
David Ribeiro - Isto não é publicidade, Jorge Veiga, é realidade nua e crua, quer queiramos ou não.
Jorge Veiga - David Ribeiro para mim é publicidade gratuita e enganosa.
Eduardo Saraiva - A Europa que se ponha fina e atenta ..... isto pode sobrar, espero que não, mas !!!!!!Rui Lima - Sem dúvida uma análise realista. Lamentável é a destruição de aldeias, vilas, cidades e a morte de civis. A contra ofensiva ucraniana foi uma invenção da imprensa e de alguns comentadeiros do setor militar com honestas excepções. A Rússia tem uma estratégia de longa duração se quisesse e quando quiser a aviação arrasa em meia dúzia de dias o território ucraniano. A incógnita é porque não o faz e o que irá fazer no futuro ao território já arrasado. Outra situação é porque não reagiram os States e a UE aquando da invasão da Crimeia.
David Ribeiro - O presidente ucraniano que se cuide... Não só está a ser posto em causa politicamente pelo presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, como o líder das Forças Armadas da Ucrânia, General Valery Zaluzhny, tem dado sinais de querer substituir Zelensky.
Rui Lima
Pois é natural que surja um movimento que prefira um acordo de paz e uma saída que acabe com a destruição e a carnificina. É triste mas é a lei do mais forte por outro lado não sabemos qual vai ser a futura política dos States. Tudo uma incógnita. O ideal era acordos de paz a leste e no médio oriente. Esta situação é má para todos mas pior para as inocentes populações.
Manuel Andrade
O putin teve a sua intervenção no. Medio oriente. Dias antes da guerra ter começado, uma delegação do Hamas esteve em moscovo. E a 7 de outubro foi o k se viu.... e vai ter a sua impressão digital na venezuela. Oxalá k na América não ganhe o trump, senão temos fascistas por todo o lado.


  The Telegraph 6jan2024
Captura de ecrã 2024-01-09 104818.pngO jornal inglês The Telegraph faz notar a existência de uma brecha no até agora aparentemente inexpugnável muro da propaganda, abrindo a possibilidade de uma visão mais realista sobre a realidade da guerra e seu possível desfecho. Há divisões públicas crescentes entre Zelensky e outros líderes políticos, como o antigo presidente Petro Poroshenko e o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, à medida que se constrói um jogo de culpas sobre os fracassos na guerra até agora. Pior ainda, Zelensky e o Comandante-em-Chefe, General Valerii Zaluzhnyi, também parecem estar em conflito. Quando Zaluzhnyi admitiu que a guerra havia chegado a um impasse, Zelensky repreendeu-o publicamente.

 

  Catarina Maldonado Vasconcelos no Expresso 9jan2024
mw-694.webpVladimir Putin confiava, desde o início da guerra na Ucrânia, que não seria necessário vencê-la; seria apenas preciso fazê-la durar o tempo suficiente para que o Ocidente se desmobilizasse. Quase dois anos depois, a teoria ameaça mostrar-se certeira. Nesta segunda-feira, as forças russas lançaram um ataque com mísseis em grande escala por todo o território ucraniano: cidades como Kryvyi Rih, no sul da Ucrânia, Zaporíjia, no sudeste, Kharkiv, no nordeste, e também Dnipropetrovsk e Khmelnytskyi estiveram sob o “ataque massivo de mísseis” russos. Olena Zelenska, mulher do Presidente ucraniano, apelou novamente: a realidade da guerra “só pode ser alterada pelas armas”. De acordo com os analistas, ainda que a invasão da Ucrânia não tenha corrido de feição a Moscovo, e mesmo com o apoio inicial da NATO, com uma grande quantidade de armas, munições e alta tecnologia, agora Kiev está em desvantagem em termos de material militar.

  Manuel AndradeEntão se Trumputim vencer as eleições, a Ucrânia perderá a guerrra.

 

  A verdade acima de tudo
Captura de ecrã 2024-01-10 100041.pngCircula no Facebook uma publicação a mostrar o que parece ser um anúncio publicitário, promovido pela CNN, na conhecida praça nova-iorquina de Times Square. No entanto o vídeo em causa não é verdadeiro. Trata-se de um vídeo alterado. A CNN confirma que o vídeo em causa é “fabricado” e não “representa nada que a CNN tenha divulgado”.
  
Raul Vaz Osorio
A propaganda desonesta no seu apogeu
Jorge VeigaPreocupa-me a preocupação do David nas notícias falsas em NY. Nunca vi nada sobre as de Moscow (ou de Moscba).
David RibeiroMas muito provavelmente, Jorge Veiga, esta notícia em Nova Iorque atribuída à CNN é muito capaz de ter origem em Moscovo.
Jorge Veiga
David Ribeiro ...ou não!
Isabel Sousa BragaOs americanos nem sabem o que é a Ucrânia. Em time square só turistas



Publicado por Tovi às 07:13
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2024
Crise na Ucrânia

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Já não restam dúvidas que Kiev está a passar por uma fase extremamente difícil, não só do ponto de vista militar, mas também no que concerne ao mais que previsível colapso dos serviços públicos ucranianos. Pode ser que Volodymyr Zelensky, que na quintafeira 28dez conversou com o Papa Francisco sobre o “trabalho conjunto sobre a Fórmula da Paz” em que “mais de 80 Estados já estão envolvidos”, tenha compreendido que a situação em que a Ucrânia se encontra é grave e não se resolve pelas armas.

  
Jose Pinto Pais - Porque é que é o Zelensky que tem de compreender e não é o Putin que tem de compreender ?
Gonçalo G. Moura - Jose Pinto Pais porque a esquerda gosta do Putin...
Jorge Veiga - Péssimo gosto este desenho. Sabemos que os USA (e não só) meteram dinheiro ao bolso, mas ia-se deixar a Rússia com o sr Putin entrar por ali dentro? Miserável...
Jorge De Freitas Monteiro - Jorge Veiga, durante anos a Rússia deu todas as alternativas a uma intervenção militar: uma Ucrânia independente, neutra e que respeitasse os direitos da minoria russófona. Aliás este era o conteúdo dos acordos de Minsk assinados entre a Ucrânia e a Rússia com a França e a Alemanha como garantes. Em vez disso o regime de Kiev insistiu na utopia de aderir à NATO e não só desrespeitou os direitos da minoria russófona como a massacrou alegremente. Quanto aos acordos de Minsk foram os próprios signatários (Merkel, Hollande e o PR ucraniano à época) que acabaram por afirmar que se tratava de um mero estratagema para ganhar tempo e que nunca os tencionaram cumprir. Resultado: a Rússia fez o que os US teriam feito numa situação equivalente e agora a Ucrânia, além de estar destruída e desertificada, poderá não sobreviver como país independente. Foi melhor assim? Miseráveis foram os que empurraram a Ucrânia para o afrontamento com a Rússia e, ainda mais, os palhaços ucranianos que se deixaram empurrar.
Jorge Veiga - Sei que os Russos invadiram um país independente sem sequer ter feito uma declaração de guerra. Baixo, ordinário e à traição. Quanto a minorias, elas sempre o foram e têm de viver com as regras do país onde estão. Julgo eu que devolver armas nucleares e quererem aderir à Nato não quer dizer que vão invadir o país vizinho, porque se a tivessem, tinham conservado as bombas atómicas. Tudo depende da óptica que tivermos. Como eu não gosto do Putin e os seus hábitos da URSS e seu comando da KGB, prefiro optar por pelo lado de cá, que já conheço.
Jorge De Freitas Monteiro - Jorge Veiga, nada a ver com o “optar pelo lado de cá”. Eu e muitos que não apoiam a Ucrânia também optamos pelo lado de cá. O que dizemos é que o lado de cá, o nosso lado, ocidente, cometeu um erro enorme ao apoiar uma ditadura com contornos neonazis (que não tem nada a ver com os valores do lado de cá) e ao ignorar os interesses de uma superpotência nuclear, a Rússia. E já agora, os valores do lado de cá não são sinónimos dessa expressão triste de que as minorias “têm que viver com as regras do país onde estão”. Principalmente quando se trata de minorias que estão no seu país e lá nasceram de antepassados que já lá viviam há centenas de anos.
Jorge Veiga - Jorge De Freitas Monteiro a história dos neo nazis vai ter de ser calibrada. Temos de invadir a Itália, a Hungria, etc porque os governos eleitos são de extrema direita. Quanto à Rússia ser super PS, eu nem acredito. Ditadura Putiniana com laivos de Comunismo para o que convém. Como nunca iremos estar de acordo, mais vale não se falar mais neste tema.
Jose Bandeira - Jorge Veiga , as "cassetes" tocam sempre a mesma música mesmo que o rádio já nem pilhas tenha.
Jorge Veiga - ...esqueci-me da Rússia!
David Ribeiro - Factos são factos e a "clubite" das políticas estratégicas não são o que interessa nesta cavaqueira... E factos são que uma contra-ofensiva falhada, o declínio da ajuda e a mudança de sentimento público estão a deixar Kiev menos optimista quanto ao rumo da guerra no novo ano.
Jose Pinto Pais - David Ribeiro Felizmente a esmagadora maioria dos paises do ocidente nao compartilham dessa ideia. Ao que parece os F16 já estão a fazer o seu papel
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David Ribeiro - Jose Pinto Pais... não há a certeza dos F-16 já terem chegado à Ucrânia, mas é provável que já tenha acontecido e até entrado em combate. Mas não vão ser estes super caças que alterarão significativamente o rumo do conflito. Não esquecer o que aconteceu aos "milagrosos" Leopard que segundo a campanha publicitária de Kiev, acompanhada por "Rogeiro, Milhazes & C.ª Lda", nos dizia irem rapidamente fazer os russos recuarem para as fronteiras de 2014.
Jose Pinto Pais
David Ribeiro E os comentários que veem das campanhas publicitárias de Moscovo são mais credíveis ? Quanto aos apoios com excepção do "fait diver húngaro" o apoio da UE foi inequívoco. Para além que convirá não esquecer que os meios financeiros ucranianos não são Macho e os Russos Fêmea . Para uma economia ao nível da Itália .....
David RibeiroÉ óbvio, Jose Pinto Pais, que a "publicidade" vinda do Kremlin tem tanto ou ainda menos crédito do que a vinda de Kiev, e nada disso está aqui em causa. A verdade, nua e crua, goste-se ou não, é que os neo fascistas ucranianos em muito pouco se diferenciam dos imperialistas de Moscovo. Muita pena tenho eu dos ucranianos e russos que pagam na pele e muitas vezes com a vida as diabruras dos déspotas que os (des)governam.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro Chegados a este ponto, em que "as noticias vinda do Kremlin teem tanto ou talvez menos credito do que as vindas de Kiev" e "não se diferenciando os neofascistas ucranianos dos imperialistas russos" (a classificação não é minha) , atendendo a que existe uma situação que não é referida e inquestionável, que é a existência de um agressor e de um agredido, que penso eu não existirem dúvidas quanto a quem é quem, pergunto : Porque é que é o Zelensky que tem de compreender e não é o Putin que tem de compreender? 
David RibeiroJose Pinto Pais... o Zelensky tem que compreender que todos os povos têm direito à autodeterminação.



Publicado por Tovi às 07:43
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Terça-feira, 26 de Dezembro de 2023
Novocherkassk danificado ou afundado?

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Novocherkassk é um navio de desembarque da Marinha Russa e faz parte da Frota do Mar Negro. À falta de informação independente e credível ficamo-nos pelo o que diz o Kremlin e os senhores de Kiev:

  O Ministério da Defesa da Rússia partilhou os detalhes do ataque ucraniano contra o navio Novocherkassk, no Mar Negro, com Vladimir Putin, avança a agência Interfax. De acordo com a mesma fonte, foi o próprio ministro Sergei Shoigu que esteve reunido com Vladimir Putin.
A Força Aérea ucraniana afirmou hoje ter destruído um navio de guerra russo no mar Negro, suspeito de transportar drones iranianos utilizados por Moscovo no conflito com Kiev. "O grande navio de desembarque Novocherkassk" foi destruído por pilotos da força aérea, afirmou a força aérea na rede social Telegram. "Diz-se que transportava Shaheds", drones explosivos iranianos muito utilizados pela Rússia contra a Ucrânia, acrescentou. Volodymyr Zelensky brincando nas redes sociais disse que este navio se juntou agora à “frota subaquática russa do Mar Negro”.
 
 

ukr.webpJá não restam dúvidas a ninguém que a destruição na base naval russa de Feodossia (Teodósia), na Crimeia ocupada, do navio Novocherkassk, embarcação que estava carregada de explosivos, muito provavelmente Shahed 136, foi uma perda importante para a Rússia. O fator psicológico e simbólico deste ataque é evidente e notório, mas não é ainda a propalada vitória das forças de Kiev sobre as do Kremlin. Temos guerra para durar... ao que parece.



Publicado por Tovi às 10:47
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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2023
Na Ucrânia estamos assim...

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Castro Ferreira PadrãoÉ ASSIM...
Raul Vaz OsorioNa verdade, não é
Jorge Veiga
Pois não é...
David Ribeiro
Então os meus Amigos não acreditam que a Ucrânia está "em defesa" no Donbass, onde a pressão russa é "muito grande" e que aos problemas da falta e/ou fadiga dos soldados junta-se a imprevisibilidade da ajuda internacional... quem o diz é a NATO.

  Institute for the Study of War - 19dez2023
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O Instituto Para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla inglesa) dá conta, no seu mais recente relatório, que as tropas ucranianas estão a apresentar dificuldades no terreno, seja pela escassez de artilharia e munições, mas também pelos atrasos na prestação de assistência por parte do Ocidente. Diz ainda o organismo que isso está a fazer com que as forças de segurança da Ucrânia estejam a economizar material, o que poderá comprometer novos avanços na contraofensiva, vendo-se obrigada a “priorizar certos setores da frente [de ataque] em detrimento de setores onde reveses territoriais limitados são menos prejudiciais”, escreve o ISW na rede social X, antigo Twitter.

  
1024.jpgO presidente da Ucrânia afirmou nesta terça-feira [19dez2023] em conferência de imprensa que as Forças Armadas pediram a mobilização de mais 450 a 500 mil pessoas. "Este é um número muito sério, eu disse que precisava de mais argumentos. Porque se trata de uma questão de pessoas, de justiça, de capacidade de defesa e de finanças. Quanto às pessoas, preciso de saber o que vai acontecer ao exército de um milhão de efetivos, o que vai acontecer aos homens que lá estão todos os dias", disse Volodymyr Zelensky, citado pelo canal RBC Ucrânia. Há quem diga que as relações do presidente Zelensky com as chefias militares já viu melhores dias... veremos o que irá acontecer nas próximas semanas.

  Isabel Sousa BragaEntão não estão a ganhar a guerra? Já não entendo nadinha 😎

  Os congressistas republicanos continuam a bloquear ajuda à Ucrânia
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  Jorge VeigaTrumpisses!



Publicado por Tovi às 07:31
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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2023
As últimas dos grandes conflitos bélicos atuais

  Al Jazeera - 3.ª feira 5dez2023
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As conversações/negociações concentrar-se-ão nas relações bilaterais e na guerra Israel-Hamas.

  Expresso - 3.ª feira 5dez2023
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Até se me arrepiam os neurónios ao ter que concordar com o ultranacionalista Víktor Orbán... mas a verdade é que o primeiro-ministro húngaro tem razão quando afirma ser um erro a entrada da Ucrânia na União Europeia (UE). O nome Ucrânia (ou Ukraina, como é escrito no idioma ucraniano) deriva de uma palavra do eslavo antigo - "ukraina" - que significa “terra de fronteira” e assim deverá continuar.

 
Francisco Rocha AntunesHá amigos de Putin nas pessoas mais insuspeitas. Ele conta convosco desde o princípio. Nem vou comentar a parte do nome da Ucrânia
David RibeiroSe o Francisco Rocha Antunes me inclui nos "Há amigos de Putin nas pessoas mais insuspeitas. Ele conta convosco desde o princípio" olhe que a carapuça não me serve. Sempre defendi e continuo a defender que entre Zelensky e Putin, no que toque a humanismo e democracia, venha o diabo e escolha.
Francisco Rocha Antunes
David Ribeiro tem razão, não sei porque sequer comento. Não vai acontecer mais
Jorge De Freitas MonteiroProvavelmente com a Ucrânia e com outros daquele lado vamos assistir a uma neverending story como com a Turquia. As negociações de adesão com a Turquia começaram em 1987 e nunca terminaram nem vão terminar.
Castro Ferreira PadrãoBom feriado, um abraço
Jorge SaraivaO nome do Cabo Finisterra provém de dois factos: ponto onde a terra (Europa) termina e ponto mais ocidental do continente europeu.
Eduardo SaraivaDesta vez não concordo com o amigo David Ribeiro. E deviamos tentar parar a guerra e democratizar a Russia, porque caso contrário, a seguir vêm pela europa abaixo e nem nós escapamos porque é tudo deles.
David RibeiroE como é que se fazia isso, Eduardo Saraiva?... invadindo a Rússia?
Sarah CorsinoEste Órban já demonstrou por diversas vezes (e não é só por causa da Ucrânia) que é a verdadeira "toupeira russa" dentro da UE.
David RibeiroSarah Corsino... andamos a dar entrada na UE só para fazer perrice à Rússia e deu nisto.

  CNN Portugal - 4.ª feira 6dez2023
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Está cá a parecer-me que este ano o Pai Natal não traz prendas para Zelensky.

  "X" - 4.ª feira 6dez2023
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  The Wall Street Journal - 5.ª feira 7dez2023
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EUA avisam Israel: guerra em Gaza deve acabar dentro de semanas e não de meses. 

  Expresso - 5.ª feira 7dez2023
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  Raul Almeida - Como português e como católico, tenho um enorme orgulho em António Guterres. A História lembrará este Homem pela coragem e determinação com que tenta parar o maior genocídio do século XXI. Sem a companhia dos que primeiro deveriam estar ao seu lado na linha da frente, Guterres não desiste, afirmando o valor da vida sobre a morte, da moral sobre a fúria assassina sionista. O uso extremo do Artigo 99 da CNU, é prova da determinação humanista e civilizacional de Guterres. Que nunca lhe falte a força para fazer o que está certo.

  Al Jazeera - 5.ª feira 7dez2023
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O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, condenou o ataque de Israel a Gaza durante o encontro para conversações em Moscovo com o presidente russo, Vladimir Putin.

  Jornal de Notícias - 6.ª feira 8dez2023
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O Hamas fala em "ferozes batalhas" contra as tropas israelitas em diversas zonas da Faixa de Gaza, incluindo no sul. A ajuda humanitária foi praticamente interrompida em Khan Yunis, para onde uma grande parte dos civis do norte fugiu.

  Sondagem de Pew Research Center (EUA) - 6.ª feira 8dez2023
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Cerca de um quarto (27%) afirma que Israel está a ir longe demais na sua atual operação militar, enquanto quase o mesmo número (25%) afirma que está a adoptar a abordagem correta; 16% dos americanos dizem que Israel não está indo suficientemente longe militarmente.
Mais de quatro em cada dez Democratas (45%) dizem que Israel está a ir longe demais na sua operação militar contra o Hamas, em comparação com 12% dos Republicanos.
Também existem diferenças de idade nestas opiniões, sendo os americanos mais jovens mais propensos do que os grupos etários mais velhos a dizer que Israel está a ir longe demais.




Terça-feira, 10 de Outubro de 2023
“Meridiano 35 E” um MERIDIANO MALDITO

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Por volta do Paralelo 45 N temos a Ucrânia a combater os russos na península da Crimeia, internacionalmente reconhecida como parte da Ucrânia, mas sob ocupação russa desde 2014, um dos locais do atual sangrento conflito Rússia-Ucrânia no leste e sul ucraniano.

Na região do Médio-Oriente o velho e interminável conflito entre Palestinianos e Israelitas está novamente a colocar a região da Cisjordânia e Faixa de Gaza a ferro e fogo.

Depois e ainda mais para sul, a fronteira Etiópia-Sudão do Sul, cuja demarcação ainda não está concluída, mas parece caminhar no sentido de se finalizar o processo iniciado em 2001 e atualmente já não é uma zona insegura, como ainda era há uma dúzia de anos.

 

   Desenvolvimentos mais significativos de ontem - 2.ª feira 9out2023
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Os massivos ataques aéreos israelitas continuam a atingir Gaza, à medida que os receios de uma invasão terrestre continuam a intensificar-se. Israel matou pelo menos 704 palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia desde 7 de outubro, segundo o Ministério da Saúde. 800 pessoas em Israel foram mortas, bem como quatro combatentes do Hezbollah no bombardeamento israelita no sul do Líbano. As Brigadas al-Qassam do Hamas ameaçaram executar prisioneiros israelitas se Israel continuar a bombardear e matar civis em Gaza. Netanyahu disse que o atual bombardeamento de Gaza foi “apenas o começo”, sem dar mais detalhes sobre se se seguirá uma invasão terrestre. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que ainda há alguns combatentes palestinos dentro de Israel, depois de terem se infiltrado pela primeira vez em Gaza no sábado. O serviço de resgate israelita ZAKA disse que mais de 100 corpos foram encontrados em Be’eri, um pequeno kibutz no sul de Israel, depois de ter sido atacado por palestinos armados no sábado. O Hamas está aberto a discussões sobre uma possível trégua com Israel, tendo “alcançado os seus objetivos”, disse um alto funcionário.

maxresdefault.jpgO ministro dos Negócios Estrangeiros português adiantou ontem que cerca de 190 portugueses manifestaram intenção de deixar Israel e estão preparados para utilizar os voos de repatriamento organizados pelo Governo através de um avião da Força Aérea Portuguesa (FAP). João Gomes Cravinho explicou que estes voos de repatriamento irão decorrer entre Telavive e Chipre (Larnaca), através da aeronave C-130 da FAP. Posteriormente, um voo da TAP, fretado pelo Estado português, trará estes cidadãos desde o Chipre até Lisboa. Esta operação de repatriamento foi operacionalizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e pelo Ministério da Defesa Nacional. Inicialmente apontava-se para 150 portugueses preparados para saírem de Israel.

  Captura de ecrã 2023-10-09 190820.pngNa sequência dos ataques do Hamas o governo israelita solicitou à petrolífera norte-americana Chevron que parasse a produção de gás natural que tinha em operação em Israel, o que já está a provocar uma subida dos preços do gás natural na Europa com os preços do contrato de referência para entrega em novembro deste ano a atingirem uma subida de 15,2%. O gás natural já não dava um salto desta dimensão há, pelo menos, sete semanas.

 

  
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É forçoso, necessário e urgente não confundir o movimento radical islâmico Hamas com o Povo Palestiniano.

 
Ricardo Castro RibeiroInfelizmente essa confusão existe há muitos anos. E milhares de inocentes vão morrendo, com a Comunidade Internacional a assobiar para o ar. Neste momento está iminente uma matança generalizada. E nào seria o momento para enviarem os capacetes azuis para o terreno? E a caça ás bruxas que já está a começar em todo o mundo? Não se responde a um acto bárbaro e terrorista, com actos bárbaros e terroristas. Somos seres humanos, não bichos
Rui LimaRicardo Castro Ribeiro Pode explicar como se responde sff .
Ricardo Castro RibeiroRui Lima exactamente como referi no meu comentário. Apostando tudo na pacificação, na protecção do ser humano, e não no appio com armas a qualquer uma das partes. Mas isso não interessa a alguns
Rui LimaRicardo Castro Ribeiro Peço desculpa, mas há quantos anos andamos nesse peditório? Temos de ir ao coração do problema para podermos comentar.  alturas e circunstâncias na vida que nos obrigam a sair da nossa situação de conforto e tomar uma atitude. Eu vivo este problema desde tenra idade sem ver uma solução à vista.
Rui LimaE os terroristas não "confundiram" o povo israelita com a política do seu governo ?
David RibeiroRui Lima... as barbaridades não se confundem, abominam-se, sejam elas quais forem.
Rui LimaDavid Ribeiro Absolutamente de acordo. O mesmo acontece em todas as guerras. O problema é que quem lançou o ataque a Israel fê-lo indiscriminadamente ao povo israelita e daí a consequente resposta que vai, está a ser terrível. Quem fez a acção terrorista sabe bem o que a casa gasta e portanto nada me espanta ou admira.
Chico Gouveia
O problema é simples. Israel, EUA, Arábia Saudita, e outros países, estavam a concluir uma solução para a Palestina. Mas era uma solução que não interessa ao Hamas, que defende uma Palestina islâmica fundamentalista. Querem uma Palestina com um regime tipo Afegão ou Iraniano. Daí está invasão, organizada por Teerão. Para dar cabo do acordo. Infelizmente, não vai haver solução pacífica enquanto o Hamas não for corrido da OLP. E isto só se consegue à força das armas. Os israelitas, melhor do que ninguém, sabem com que tipo de gente estão a lidar. Vão morrer muitos inocentes, mas a resposta de Israel vai ser (já está a ser) radical. Não se esperem paninhos quentes. A Carta de Princípios do Hamas o seu lema é: "Alá é o nosso objetivo, o Profeta é o nosso modelo, o Corão é a nossa constituição, a jihad é o nosso caminho e morrer pela causa de Alá é nossa maior esperança."(artigo 8º da Carta de Princípios do Hamas)
Isabel Pires
Chico Gouveia Como sempre a religião a tramar tudo. Esta e todas as outras.

 

  É assim que estamos às 15h15 de terça-feira 10out2023
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Publicado por Tovi às 07:29
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