"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2014
Alteração do PIOTADV

Está em discussão pública a Alteração do Plano Intermunicipal de Ordenamento do Território do Alto Douro Vinhateiro (Ver aqui Contextualização da Alteração). E eu tenho muito medo das eventuais alterações que poderão vir a ser feitas, não que eu seja defensor do imobilismo, mas às vezes em nome do modernismo praticam-se autênticos atentados ao património.



Publicado por Tovi às 09:23
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2014
Resposta da Rússia às sanções económicas

Isto pode ser grave para a Região Duriense. Embora o mercado Russo só represente 0,4% de todo o Vinho do Porto comercializado no primeiro semestre deste ano, a verdade é que grão-a-grão enche a galinha o papo. Segundo os últimos dados conhecidos a Rússia é o 15º mercado para o Vinho do Porto (15.304 caixas de 12 garrafas de 75 cl. – 800.184 euros - de Janeiro a Junho de 2014).


«Albertino Amaral» no Facebook >> Era de esperar que os russos reagissem assim e Portugal sai a perder com estas resoluções políticas. Não convinha nada, nesta altura do campeonato...

«Henrique Camões» no Facebook >> O mercado ajusta-se automaticamente, se não podem comprar directamente compram indirectamente, e a China poderá resolver a questão.

«Joaquim Leal» no Facebook >> Ai não querem do vom binho?... não sabem o que perdem.

«Carlos Ramos» no Facebook >> Como Putin quer fazer guerra à UE e EUA mas não quer carestia e descontentamento internos, vão comprar as coisas a um país intermediário. Pode sair mais caro mas dinheiro não é problema.

«Gonçalo Moreira» no Facebook >> Para o sector das conservas tb n é famoso...

«Guilherme Lickfold» no Facebook >> Há "coisas" que tem mesmo de ser... não podemos condenar certas situações e depois queixarmo-nos das questões económicas.

«Henrique Camões» no Facebook >> À riscos maiores a ser considerados que os riscos comerciais, a Rússia, não é um país qualquer, qualquer animal quando acossado responde com violência, e a violência é proporcional ao porte, esperemos que a Rússia não se transforme nesse animal (de grande porte) acossado.

«Paulo Ferreira» no Facebook >> toda esta gente não sabe com quem se está a meter !! deixai vir o frio que até me vai dar vontade de rir???????



Publicado por Tovi às 09:15
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Domingo, 23 de Março de 2014
Vinho Fino Garrafeira Particular Colheta de 1985

 

Ofereceram à minha mulher uma garrafa de Vinho Fino Garrafeira Particular Colheta de 1985, um soberbo vinho fortificado da região duriense. Estou em crer que é um típico “tawny de uma só colheita”, com maceração perlongada, envelhecido em casco de carvalho, pois apresenta cor e aromas maravilhosamente concentrados. O ano de 1985 no Douro caracterizou-se por um início de Inverno frio, mas Fevereiro e Março quentes, com alguma chuva na Primavera e temperaturas normais no Verão, Junho muito quente a que se seguiu um Verão normal, tendo a vindima sido feita em condições perfeitas.


«Jorge Veiga» no Facebook >> Tenho uma de 1947.

«David Ribeiro» no Facebook >> Consultando o site do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) fica-se a saber que 1947 foi um ano com condições de tempo ideais para o Vinho do Porto, tendo sido a produção maior do que se esperava e o vinho elegante e muito fino.

«Jorge Veiga» no Facebook >> Estou à espera de uma ocasião especial para a abrir. Mas por este andar acho que a ocasião a vou fazer eu...(antes que se estrague o Porto ou Eu!). e obrigado pelas informaçoes. desconhecia. Fui ver a garrafa e só tem rotulo dos feitos à mão e afinal o vinho é de 46.

«José Luis Moreira» no Facebook >> Jorge Veiga, primeiro vais tu...

«Jorge Veiga» no Facebook >> Eu ir primeiro? Claro que iria se estiver a guardar a garrafa (melhor o conteudo). Ela a mim não me mata portanto só preciso de um motivo...



Publicado por Tovi às 09:47
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Domingo, 2 de Março de 2014
Simplesmente Vinho - #2

Ontem à tarde lá fui ao Largo do Terreiro, na Ribeira do Porto, para uma visitazinha ao Simplesmente Vinho, onde o meu grande amigo João Roseira (aka João Rosé) me recebeu de braços abertos. Havia perto de uns trinta produtores vínicos neste salão off, manifestação de nicho, alternativa e independente, como eles gostam de se intitular.

Procurei provar vinhos diferentes… e foram estes:

{#emotions_dlg.star} LUÍS PATO – Encantou-me um Espumante Baga 2013, feito com uma única fermentação, uma das últimas maravilhas criadas por Luís Pato.

{#emotions_dlg.star} QUINTA DE VALE DE PIOS – Provei dois fabulosos tintos de um terroir magnífico – Parque Natural do Douro Internacional, Barca Dalva, Douro Superior – produto de uma agricultura biológica (ou biodinâmica), uma verdadeira viticultura natural.

{#emotions_dlg.star} OLHO NO PÉ / TIAGO SAMPAIO – Aqui demorei-me mais algum tempo, pois as esclarecedoras informações prestados por Tiago Sampaio, a alma e o coração da empresa “Folias de Baco”, foram importantíssimas para acompanhar as degustações de um Moscatel Galego encantador e de um Pinot Noir fantástico.

{#emotions_dlg.star} NIEPOORT PROJECTOS – Dirk Niepoort rumou à Bairrada e está a fazer coisas muito interessantes com a irreverente casta Baga na Quinta de Baixo, comprada em Dezembro de 2012 e onde já fazia algumas experiências com vinhos bairradinos desde 2010. Um projecto a acompanhar com interesse, pois os vinhos provados estavam cheios de carácter e personalidade.

{#emotions_dlg.star} QUINTA DO INFANTADO – Já há uns tempos que me apaixonei pelos Vinhos do Porto secos que esta casa apresenta e que se devem a uma fermentação mais longa, com mais álcool de fermentação de açúcares e menos adição de aguardente. A família Roseira continua a fazer vinhos equilibrados e elegantes, no terroir único de Gontelho (a quatro quilómetros do Pinhão).


«Ana Santos Silva» no Facebook >> ;) boa! Até quando está o Simplesmente Vinho?

«David Ribeiro» no Facbook >> Este evento alternativo ao Essência do Vinho foi só na 6ª feira e no sábado. Eu estive lá até às sete horas da tarde, mas é capaz e ter durado até altas horas da noite, ou eu não conheça bem o João Roseira :-)

«Luiz Paiva» no Facebook >> David, eu não diria grandiosidade mas institucionalidade... Acho que não faz sentido comparar a Essência (estive lá a tarde de 5ª) com o Simplesmente Vinho (de que sou adepto desde a 1ª hora e onde gostosamente estive boa parte da noite de ontem) porque, salvo alguns vinhos e algum "timing", são conjuntos que pouco se intersectam... simplesmente...

«David Ribeiro» no Facebook >> Pois eu não pude esperar por ti, Luiz Paiva, por dois simples motivos: 1) O João Roseiras deu-me a conhecer uns amigos com tão bons vinhos que a cuspideira ficou esquecida :-)2) Tinha mesmo que ir cedo para casa, pois a minha filha e a minha neta estavam lá para jantar e depois eu ainda tinha que as levar a casa.

«José Manuel Barbosa Júnior» no Facebook >> Quando dá o secão a um mortal, não há outra cura.

«Luiz Paiva» no Facebook >> David, também já não estava à espera de te encontrar porque a última cliente da loja saiu às 19:40. Assim, a deslocação e mais uns 10 minutos para entrar no parking da Infante D. Henrique, já passava bem das 20 quando lá cheguei. Terei saído muito depois das 22 e, dada a hora, optei por ir jantar ao Arrábida Shopping (fui à Loja dos Bifes); passei pelo Capa Negra e havia fila cá fora... Tinha de chegar cedo, pois hoje é dia de fazer malas... Punta Cana me espera... :-D

«David Ribeiro» no Facebook >> Boa viagem... e boas férias.



Publicado por Tovi às 09:28
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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014
Contemporal LBV 2008

Porto Late Bottled Vintage (LBV) é um Porto Ruby de um só ano, seleccionado pela sua elevada qualidade, engarrafado depois de um período de envelhecimento de entre quatro a seis anos. A maioria está pronta a ser consumida na altura da compra, mas alguns continuam o seu envelhecimento em garrafa (verifique a data do engarrafamento no rótulo). Apresenta cor vermelho rubi intensa, é muito encorpado e rico na boca e tem a particularidade de estilo e personalidade de um vinho de uma só colheita. E este que abri ontem – CONTEMPORAL LBV 2008, um Vinho do Porto feito pela Quinta and Vineyard Bottlers Vinhos SA para os supermercados Continente - tem todas estas características, evidenciando as castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Cão. O seu preço no mercado (8,49€ a garrafa de 75cl) é muito interessante, atendendo à sua qualidade.



Publicado por Tovi às 13:33
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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014
O Vinho do Porto nas Invasões Francesas - #10

D. Maria I foi coroada Rainha de Portugal em 24 de Fevereiro de 1777, por morte de seu pai D. José I. Em Fevereiro de 1792 foi obrigada a aceitar que o seu filho, futuro rei D. João VI, tomasse conta dos assuntos de Estado, pois o agravamento da sua instabilidade mental não permitia que continuasse a reinar. Com a entrada em Portugal das tropas napoleónicas em Novembro de 1807 a família real foge apressadamente para o Brasil onde se irá manter até meados do ano 1821. Após o conturbado período das Invasões Francesas (1807-1814) e mesmo nos anos seguintes, perante a ausência do rei que teimava em manter-se no Brasil, Portugal continental foi praticamente um protectorado britânico governado com mão de ferro pelo marechal William Beresford. A situação do País era catastrófica, com grande miséria, enorme devastação, abandono dos campos, muitos mutilados, cerca de 10.000 mortos, famílias desfeitas. O tecido produtivo estava completamente destruído e só o Vinho do Porto, monopólio inglês, conhecia progressos. Durante todo o século XIX o “Port Wine” representou 30% das exportações nacionais, cujo valor servia para pagar 19% das importações. Nos primeiros anos do século verificou-se um grande volume do negócio de exportação de Vinho do Porto (mais de 25 milhões de litros/ano), um decréscimo após 1814 (15 milhões de litros/ano), uma recuperação de 1825 até 1829, nova queda em 1830 (10 milhões de litros/ano), e após 1832 uma considerável retoma nos volumes dos vinhos exportados.


«Pedro Aroso» no Facebook >> Curiosamente, o rei João, como é conhecido no Brasil, é muito admirado e respeitado nesta antiga colônia portuguesa.




Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013
Peru para o Dia de Natal

Já está no frigorífico cá de casa o bicho com que se vai fazer o Peru Assado do Dia de Natal. Este ano tem 6,4 kg... e deve chegar para os seis comensais.

 Peru da CampoAves


«Graça Cavadas» no Facebook >> Média de 1kg!!!

«Jorge Veiga» no Facebook >> O peru nao entra na minha casa. Na noite é bacalhau (alguns com grão de bico) e no dia borrego ou cabrito assado(como se arranja). Embirro com o perú...

«David Ribeiro» no Facbook >> Na véspera também não dispensamos o Bacalhau, mas no dia de Natal e como a minha filha mais velha faz anos, é sempre ao almoço o Peru Assado que a minha mulher faz divinalmente (aprendeu com a mãe a fazer o peru muito bem marinado em Vinho do Porto... fica de sonho). A receita da minha sogra e que a filha faz muito bem, é assim:
Para seis pessoas
Ingredientes: 1 peru com cerca de 5 kg; 100g de presunto magro; uma garrafa de 75cl de Vinho do Porto; alho, manteiga, limão, sal e pimenta.
Preparação: Retire os miúdos e aproveite-os para fazer uma canja; Lave o peru muito bem com água e esfregue-o com limão; Deixe-o de um dia para o outro numa bacia, coberto de água e temperado com limão, sal, pimenta e muito Vinho do Porto; Corte o presunto em cubos pequenos.
Confecção: Coloque o peru num tabuleiro de ir ao forno e deite por cima os cubos de presunto, o alho picado, a manteiga, o sal e a pimenta, regando tudo com o Vinho do Porto (Tawny); Deixe assar em lume moderado durante umas boas três horas e meia, tendo o cuidado de várias vezes o regar com o próprio molho (se necessário acrescentar mais um pouco de Vinho do Porto).
Servir acompanhado com batatinhas assadas no próprio molho do peru e também com um arroz de forno e esparregado.

«Jorge Veiga» no Facebook >> Parece ser bom. É parecida com a nossa (usamos menos v. do porto). Só me resta desejar bom Natal, regado com um bom tinto. Para sobremesa um queijo da serra (eu não preciso de mais nada). Como queijo 3-4 vezes ao ano. Natal passagem de ano, Páscoa e férias (nem sempre). E viva...

«David Ribeiro» no Facebook >> Ainda não sei que vinhos se vão abrir no Natal... Um dos meus genros, que sabe tanto ou mais do que eu de vinhos, é que vai fazer a seleção.

«Jorge Veiga» no Facebook >> Eu não tenho genros, tenho que escolher e comprar sozinho... :( Mas para metade da familia é V. Verde Branco. Para mim e sobrinhos mais velhos um Douro (tenho de ver o que há pela garrafeira). Para o dia de Natal vinho verde branco para os do costume e para os outros espumante tinto Aliança,para acompanhar um leitão à bairrada (com bata cozida com a pele e laranja às rodelas).

«Gulherme Lickfold» no Facebook >> Em casa também é bacalhau na véspera e peru no dia. Polvo normalmente também há e roupa velha mais tarde.

«Maria Helena Costa Ferreira» no Facebook >> Uma sugestão: Cartuxa!!!!



Publicado por Tovi às 19:52
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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013
O Vinho do Porto nas Invasões Francesas - #7

Com a devida vénia ao blog «AsInvasõesFrancesas», aqui fica uma caricatura de Charles Williams (British Museum) onde se retrata o que se passava em Portugal em finais de 1807: Os franceses ocupam o país, enquanto os ingleses, aos poucos, vão abrindo o bloqueio que fizeram na costa, permitindo quer a importação, quer a exportação de bens e mercadorias. Desta forma ingleses e franceses saíram a lucrar desta história e o Povo português, como sempre, foi quem se tramou.

Descrição da gravura - Um pequeno Napoleão, sentado numa pipa de vinho do Porto (envelhecido e genuíno), interpola John Bull: “E agora, mestre John Bull, mais notícias para ti. Em breve estarás fora do Porto”. Um português aproxima-se de John Bull, de chapéu na mão, dizendo: “Sou, como vê, um pobre português. Mas ele refere-se ao vinho do Porto; ele ficaria contente por trocá-lo aí pela sua grande bolsa de moedas – mas ela pertence-me, aqui entre nós”. John Bull, sentado e fumando um cachimbo, com um jarro de cerveja e uma enorme bolsa de moedas ao seu lado, replica: “Que se lixe ele e o seu Porto. Estou bem acomodado de Porto, e enquanto for abrindo os meus muros de madeira [i.e., o bloqueio instaurado pela esquadra britânica], e tiver um copo de uma cerveja feita na minha terra, as suas conquistas nunca me preocuparão”.



Publicado por Tovi às 13:29
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Sábado, 14 de Dezembro de 2013
A vergonha do «Vagueando na Notícia»

O «Vitor mango» do Vagueando na Notícia tem uma lata do caraças... Copiou um post do meu blog e nem teve a educação de dizer donde tinha roubado o texto.


«Jorge Almeida» no Facebook >> ele sabe que não vai preso!

«José Costa Pinto» no Facebook >> Recopie-o a ele. Assim, o texto volta às origens. :-)

«Graça Cavadas» no Facebook >> Há muito disso por aqui...

«Jorge Veiga» no Facebook >> desde que não roube o vinho do porto...

«David Ribeiro» no Facebook >> Já uma vez me tive que chatear com um "jornalista" de um jornal de província que também publicou como seu um texto que eu tinha escrito num fórum da NET. Esteve muito perto de ter que me pagar uma indemnização (por acaso não era a mim que tinha que pagar, mas sim ao "dono" do fórum onde eu tinha escrito o texto, pois tudo o que escrevemos em "casa" de outros passa a ser propriedade da pessoa em que está registado o "quintal da NET")

«Joaquim Leal» no Facebook >> Já te gamaram ah ah ah :D

«Maria Helena Costa Ferreira» no Facebook >> é o que mais se vê.....

«Victor Meirinho» no Facebook >> Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu !!!

«Zé Regalado» no Facebook >> Tovi, vê a coisa pelo lado positivo; se roubou é pq tem valor.

«Raul Vaz Osorio» no Facebook >> Eu cá registava-me no raio do forum só para poder ir lá expô-lo tal como é ;)



Publicado por Tovi às 08:18
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Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013
TOP 100 da "Wine Spectator"

A prestigiada revista americana "Wine Spectator" colocou dois vinhos do  Porto e dois DOC Douro entre os cem melhores vinhos do mundo de 2013. A melhor  pontuação (97 pontos) cabe ao Croft Vintage 2011, que ficou em 13.º lugar do top  100. Na lista, surge outro vinho do Porto na 87ª posição, o Graham  Tawny 20 Year Old. Nos vinhos de mesa, a revista selecionou dois representantes  do Douro. O DOC da Quinta do Passadouro 2010 ficou em 37.º lugar e o Quinta do  Crasto reserva Old Vines 2010 na 81ª posição.

Todos vinhos do Norte, carago!... {#emotions_dlg.smile}


«José Camilo» no Facebook >> Já começa a ser hábito.

«Jorge Veiga» no Facebook >> Claro...



Publicado por Tovi às 19:24
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Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013
O Vinho do Porto nas Invasões Francesas - #5

Porto Sandeman Vintage 1797 - ano de grande produção, com alguns vinhos excepcionais – Decorria o ano de 1809, em plenas invasões francesas, e George Sandeman num jantar em Torres Vedras com o General Wellington, refere-se a este vinho como “o mais fino de todos”. Nesse mesmo jantar estava também presente o General Calvert que pede a George Sandeman que lhe envie para Inglaterra duas pipas desse vinho, sendo uma delas destinada a ser oferecida ao Duque de York, na altura Comandante-chefe do Exército Britânico. Desde essa altura o Sandeman de 1797 é conhecido como “Porto Duque de York”.


«Eduardo Vasques de Carvalho» no Facebook >> obrigado por estes apontamentos que fazem a nossa historia

«Jorge Veiga» no Facebook >> Nunca provei. Podias mandar uma botelhita?

«David Ribeiro» no Facbook >> Também não tenho... Deve estar todo nas garrafeiras dos herdeiros do Duque de York :-)

«Jorge Veiga» no Facebook >> Tudo o que é nosso e é bom está lá fora? Caracteristico!



Publicado por Tovi às 13:30
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Domingo, 17 de Novembro de 2013
O Vinho do Porto nas Invasões Francesas - #4

 Edital da "Junta do Porto"

Durante a Primeira Invasão Francesa, que durou de 20 de Novembro de 1807 a 21 de Agosto de 1808 e que foi comandada pelo General Jean-Andoche Junot, no Norte de Portugal tiveram lugar várias revoltas populares contra a ocupação francesa, nomeadamente em Chaves, Miranda, Torre de Moncorvo, Ruivães e Vila Real. Este movimento de Trás-os-Montes, comandado pelo Tenente-General Sepúlveda, dirigiu-se ao Porto onde foi nomeada a Junta Provisional do Supremo Governo do Reino (Junho de 1808), sob o comando do bispo do Porto, D. António de Castro. É nessa altura que é criado um imposto extraordinário sobre a exportação do Vinho do Porto, uma das formas de “acudir às enormes despesas da presente Guerra”, conforme se pode ler no edital da Junta do Porto datado de 27 de Junho de 1808.


«Pedro Baptista» no Facebook >> Todos contra o JINÓ!



Publicado por Tovi às 08:18
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Terça-feira, 12 de Novembro de 2013
O Vinho do Porto nas Invasões Francesas - #3

(Pormenor do Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular na Rotunda da Boavista no Porto)

Está documentalmente comprovado que é no período imediatamente posterior às Invasões Francesas que o nosso Vinho do Porto deixa de ser uma bebida exclusiva dos britânicos e as exportações para França ganham um incremento notável. Com efeito durante toda a Guerra Peninsular (1807-1814) as tropas de Napoleão que invadiram Portugal requisitaram continuamente os nossos néctares para fazerem parte da ração dos soldados franceses. Nesse mesmo período as tropas de Lord Wellington (General Arthur Wellesley, comandante supremo do exército anglo-luso) consumiam também os vinhos da Real Companhia Velha, destacando-se um fornecimento de 300 pipas, feito através dos seus armazéns da Régua, ao exército então estacionado em Lamego. Com o fim da guerra e o regresso a casa das tropas francesas e britânicas, estes soldados levaram para as suas cidades e aldeias o gosto pelo Vinho do Porto e assim o nosso Néctar dos Deuses se “democratizou” e deixa de ser unicamente uma bebida de lordes.


«Antonio Cruz» no Facebook >> sorte a nossa que o Arthur nunca mais se lembrou da canja

«David Ribeiro» no Facebook >> ...senão lá iam as nossas galináceas :-)

«Antonio Cruz» no Facebook >> nem mais

«Jorge Veiga» no Facebook >> tudo muito lindo, mas o Vinho do Porto não é um néctar dos Deuses, como está escrito em cima. É nosso! Podemos dar algum aos Deuses, mas só algum...

«José Camilo» no Facebook >> Sorte a deles o FCP ainda não existir...



Publicado por Tovi às 08:07
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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013
O Vinho do Porto nas Invasões Francesas - #2

(Gravura de autor desconhecido que representa a retirada do Porto das forças francesas. Arquivo Histórico Militar PT-AHM-FE-10-A7-PQ-04)

O médico português Paulo Mendo (foi Ministro da Saúde no XII Governo Constitucional) numa palestra feita no ano 2000 no Quartel-General do Porto, por ocasião das Comemorações dos cento e cinquenta anos da Revista Militar, contou-nos o seguinte: "(…) É curta a estadia de Soult no Porto, mas a ela estão também ligados o Palácio dos Carrancas onde ele se aposentou e os quartéis da Torre da Marca, debaixo da sua janela onde, naturalmente, estava a tropa invasora. Desta sua passagem ficou para a pequena história a cena da sua saída precipitada ainda antes do fim do seu almoço, ao saber que as tropas anglo-lusas tinham atravessado o Douro e estavam já junto ao Seminário. A fuga foi tão rápida e precipitada que Wellesley, Comandante destas forças, ainda pode comer a sobremesa e beber o cálice de vinho do Porto que Soult não tinha tido tempo de saborear. Igualmente se conta, em tom menos guerreiro e muito de acordo com a ternura portuguesa que, achando a criada que o atendia que ele estava com aspecto fraco e doente lhe preparou uma canja de galinha que ele, desconfiado primeiro, guloso em seguida, sorveu deliciado e tomou nota da receita para mandar à sua britânica esposa. (…)"


«Antonio Cruz» no Facebook >> os bifes são mesmo assim e o Arthur não era excepção à regra

«David Ribeiro» no Facebook >> Segundo me contaram (não juro que seja verdade) no livro de memórias da duquesa de Wellington encontra-se a descrição da receita de Canja de Galinha que o General Arthur Wellesley lhe enviou por carta desde Portugal. Aqui fica:
{#emotions_dlg.star} Canja de Galinha a Doentes

Ingredientes: Galinha de campo – 1; Orelheira de porco salgada - um bom pedaço; Pé de porco - 1 pedaço; Chouriço velho - 1 pedaço; Chouriço novo - 1 pedaço; Toucinho salgado - 1 pedaço; Toucinho fresco - 1 pedaço; Couve de corte - q.b.; Massa (macarrão-capote) - q.b.; Sal, cebola e água - q.b.

Confecção: Depois de depenada e limpa a galinha, cozem-se, juntamente, todas as carnes (Cuidado com o tempero de sal, porque algumas das carnes já são salgadas; Na água da cozedura das carnes abre-se a massa e junta-se a hortaliça e a cebola; Ao servir, utilize uma malga para a sopa e um prato em frente de cada conviva, para as carnes cortadas em pedaços.

Nota: Tudo deve ser comido conjuntamente. Ao lado de cada conviva, deve haver um pires com hortelã picada, que se junta à sopa, ao gosto de cada um. Acompanha-se com vinho tinto da região e a sobremesa deve ser sempre laranja, de preferência branca, tal como o futuro Duque de Wellington afirma que lhe foi servida.

«Antonio Cruz» no Facebook >> minha nossa, inocência a minha... desta nunca comi

«Jorge Veiga» no Facebook >> Diz o Dr. Paulo Mendo na sua intervenção que o frances Soult se "aposentou" no Palácio dos Carrancas. Por mim tudo bem desde que não sejamos nós a pagar a Aposentação dele também e a verba de compensação...



Publicado por Tovi às 22:50
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Sexta-feira, 1 de Novembro de 2013
O Vinho do Porto nas Invasões Francesas - #1

(Obra da Colecção Frederico Pinto Basto presente na Exposição “O Porto nas Invasões Francesas” na Galeria do Palácio Cristal, entre 28 de Março e 4 de Setembro de 2009)

Para os lavradores do Douro, para os comerciantes e alguns (poucos) nobres que se dedicavam ao “tracto mercantil”, e que produziam uma grande parte da riqueza nacional, era fundamental para os seus negócios estarem umas vezes a favor dos invasores, outras vezes apoiando os aliados ingleses. E assim lá foram os portugueses “fazendo pela vida”, coisa que sempre soubemos fazer, mesmo nas condições mais adversas, provando que o que nos falta em organização sobra-nos em criatividade. Ora vejam: "(...) As guerras já então sabiam as maneiras de se harmonizar com os bons negócios e a exportação do vinho do Porto para Inglaterra não cessou mesmo durante a época do domínio francês. O transporte fazia-se em navios portugueses que arvoravam a bandeira de Knifausen, pequeno e quase desértico porto que foram descobrir na foz do Elba. Como ninguém sabia o que era o Knifausen, a bandeira não figurava entre as proibidas nem pelos Franceses, nem pelos Ingleses. Junot recebia seis mil e quatrocentos réis por cada barril de vinho embarcado nessas condições. Os Ingleses deixavam passar, porque só tinham a ganhar com os furos ao bloqueio. Assim saíram trinta mil barris de vinho do Porto. (...)" [José Hermano Saraiva na História Concisa de Portugal - Publicações Europa-América, 2ª edição, Nov1978]


«Graça Cavadas» no Facebook >> Interessante partilha!

«Jorge Veiga» no Facebook >> já nesse tempo havia quem fosse subornado... já vem de longe!

«José Camilo» no Facebook >> Só uma pequena observação:  "Os portuenses sempre souberam fazer pela vida".

«Raul Vaz Osorio» no Facbook >> Claro que vindo de quem vem, pode ser fruto da imaginação



Publicado por Tovi às 08:22
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